14.Novembro.09
Vivendo a diabetes
Hoje, 14 de novembro, é o dia mundial de conscientização sobre a diabetes. É mais uma dessas datas criadas para em um só esforço gerar discussão, fazer as pessoas lembrarem de tal problema e tentarem se mobilizar para fazer algo sobre ele. Claro, não é só no dia 14 de novembro que devemos pensar na diabetes; mas a data serve para reforçar a sua importância, pôr na pauta de legisladores, pacientes, familiares etc. a demonstração do quanto perdemos anualmente se deixarmos os diabéticos ao deusdará, de quão fundamentais são os cuidados com a patologia.
Como todo ano, a intenção da campanha é trazer a diabetes para a pauta do dia e para simbolizá-la luzes azuis serão acendidas nas principais cidades do planeta. São muitos assuntos no mundo que precisam entrar na pauta do dia, e a diabetes é apenas mais um deles. Mas nem por isso deve ser menosprezada: só nos EUA são 23 milhões de diabético e 50 milhões de pessoas em estado de pré-diabetes, num total de mais de 20% da população afetada de alguma forma pela doença. Não pensem que o Brasil está muito atrás na estatística: a estimativa é que haja quase 11 milhões de diabéticos brasileiros (baseado nos dados populacionais de 2007), sem contar os pré-diabéticos. No mundo todo, são 283 milhões de diabéticos - and counting.
Minha proximidade com o problema vem de 2 frentes diferentes. Primeiro, trabalhei por 3 anos com pesquisa de diabetes na Coréia. Nesse período, estudei a patologia do ponto de vista científico, esbarrei com a "pergunta de 1 bilhão de dólares" que toda grande empresa farmacêutica quer responder: uma cura. A outra frente é a minha prima e a prima do André, ambas diabéticas tipo 1, ambas descobriram ainda (pré-)adolescentes. Ao ver uma pessoa próxima ser diagnosticada diabética, a questão até então científica moveu-se de certa forma para o lado pessoal. Ou pelo menos passou a tocar mais fundo, e, humana que sou, fez a motivação ser mais intensa, para estudar e aprender mais.
Minha prima, coincidentemente, está num hospital do Rio neste momento, aguardando alta. Acabou de ter um bebê, que nasceu prematuro por causa das complicações de sua diabetes durante a gravidez. Ela passa bem, mas o bebê precisará crescer mais antes de ter alta. Apesar do senso comum da família e dos médicos que aconselhavam que ela não tivesse filhos nunca (por causa da diabetes, blablabla), ela não se intimidou: preferiu arriscar pelo sonho de ser mãe. E hoje ela é. Tenho certeza que, seu bebê passando este período complicado em incubadora, ela será uma ótima mãe, com seus defeitos e qualidades particulares, como quase todas mães são.
Já a prima do André também leva uma vida normal. Ano passado se casou, numa cerimônia linda. Como ela trabalha com moda, arrisco dizer que seu vestido de noiva foi um dos mais inovadores que vi na vida, bem a cara de seu jeito despojado de ser. Na festa de casamento, regada a muita alegria e descontração, nem lembrávamos que ali estava uma pessoa que não produz insulina. Porque na realidade uma pessoa é muito mais que isso. Esta mensagem estava estampada no rosto dela através de um sorriso que teimava em lembrar uma realidade fundamental da humanidade: somos todos farinha do mesmo saco, só mudam os defeitos de cada um. Na lua-de-mel, foi ao show do U2 em Amsterdam, fez uma viagem gastronômica pela Europa e vai levando sua vida, entre uma picada e outra, sem nunca esquecer de sorrir. E de Viver.
São esses 2 exemplos, de como pode-se viver com diabetes sem medo caso se foque no seu controle bem-feito (que não é fácil, mas também não é impossível), que me fazem hoje simbolicamente acender uma luz azul neste blog que já é azul por outros motivos. Pelas minhas primas, pelos amigos da Diabetes Brasil (minha comunidade predileta do orkut), pelos pesquisadores que não desgrudam do assunto querendo sempre trazer uma melhoria a mais para os milhões de pessoas que dependem de insulina para terem uma vida normal.
Tudo de azul sempre a eles.
13.Novembro.09
Sexta Sub: Baía de Keauhou
Em trânsito de um lado pro outro pela Big Island do Havaí, passamos rapidamente pela Baía de Keauhou, próxima à Kona. Não há nada de mais ali, é apenas uma baía pequena com um píer, onde numa ponta fica o Sheraton e onde tartarugas e arraias podem de vez em quando aparecer. Mas a paisagem é bonita no geral. Então deixo aqui na Sexta Sub o que a gente vê logo na saída do píer: um ouriço-lápis-vermelho, a centímetros de profundidade.
E uma foto do filhote do ouriço-lápis, que estava encrustrado numa pedra próximo à linha de maré.
Abaixo, outras imagens da baía de Keauhou de presente especial pro Gabriel, grande amigo de longa data e muitos Zappas que hoje completa primaveras e que, com certeza, ia viajar por aqui ao som do mar.
Tudo de bom sempre para você, Gabilly.
28.Outubro.09
A amiga medrosa e (nada) “mala” da Malla
A Tata é uma amiga enrolada. Tão enrolada que me entregou anteontem o post que era pro aniversário do blog no início do mês - mas também, né, a Malla aqui, que também tem pós-graduação em auto-enrolação, não deu prazo para entrega dos posts. Porque o que realmente importa é o carinho, a honra que uma amiga me dá ao parar por uns minutos do dia para escrever algo aqui pro blog, e essas coisas não têm data de vencimento. E sendo a Tata, carioquíssima vencedora de tantos prêmios Esso (concorrendo de novo esse ano, by the way), tão ocupada com o jornalismo, os designs e as peraltices do filho Vitor, realmente, é para comemorar que ela tenha dedicado 1 segundo que seja a bem-traçar umas linhas contando as suas peripécias na primeira viagem ao exterior. É a cara da Tata - aquela que enfrentou a Chapada Diamantina sem perder o estilo, o batom nem a finesse. Obrigada pela palhinha, Tata!
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Ser amiga da Lucia é o mais próximo que já cheguei de ter uma vida de aventuras, trilhas exóticas, mergulhos submarinos e viagens ao redor do mundo. Minha querida amiga sempre me inspirou com suas histórias incríveis e corajosas. Graças a ela, alegrei meu filho ao mostrar uma foto sua ao lado de um tubarão de verdade.
Após anos convivendo, ainda que “virtualmente”, e em alguns encontros ao vivo e a cores que tivemos, sempre ficava reflexiva acerca da minha covardia em desbravar novas terras. Ela me inspirava, dentro dos limites possíveis para uma pessoa cheia de fobias de alturas, mares, insetos e outros bichos.
Esse ano, tive a oportunidade de ir a um congresso em Buenos Aires. “Logo ali, posso até treinar meu portunhol”, pensei. Soube que bastava um RG com menos de dez anos de expedição. Viva o Mercosul! Mas comigo nada é tão simples...
Meu RG baiano (sim, porque não me aventurei mundo afora, mas já residi em vários cantos do país) era de 1996 e precisaria tirar outro para poder viajar. Mas quer saber? Por que não tirar logo o passaporte? Quem sabe eu me animo?
E assim eu fiz. Marinheira de primeira viagem total procurei um lambe-lambe “moderno” na Praça da Sé e fiz umas fotos bacanas. Saí de lá toda feliz! Uau! Vou ficar bem na foto para as alfândegas mundo afora. Mas comigo nada é tão simples...
Chego no dia marcado para tirar o passaporte e, ainda na fila de espera, percebi: “É, entrei pelo cano” (aka Mifu). Nada de fotos prontas. Elas precisam ser feitas na hora com um flash desnecessário. Não preciso dizer que nesse dia eu cheguei lá de banho recém-tomado, cara de sono, cabelo despenteado e pálida... Nem batom, nem espelhinho... Poxa, o pessoal da Praça da Sé tem uma infra-estrutura mais bacana, mas paciência. Faltava uma semana pra minha viagem. Sim, eu sou daquelas que não faço hoje o que eu posso fazer amanhã (sem orgulho).
Na véspera da viagem fui lá buscar o passaporte na Receita Federal. Quando vi a foto impressa pensei: “nossa, eu estou pobre!” Não pensei que estava feia porque nos dias de hoje a beleza está diretamente ligada a sua conta bancária. Fato! A recepcionista percebeu o meu ar de decepção e sorriu. “Nossa, a foto ficou péssima! Mas você deve ouvir esse tipo de comentário todo dia, né? Ela sorriu novamente e até agora estou torcendo que seu silêncio tenha sido de concordância e não de “ah, coitada!”
Passaporte na mão, fui fazer as malas. Era uma fazendo as outras. O frustrante disso é que lembrei de um amigo relatando sua última viagem pra Buenos Aires: “Renata, voltei igual a uma muambeira. Tudo é muito barato!” Mas comigo nada é tão simples...
Viajei com uma verba do jornal para as despesas e sem verba pessoal para mimos ou contrabando (para uso próprio e/ou familiar, claro). Tentei me convencer que isso não seria tão doloroso, ledo engano.
Amei a cidade. Linda, linda mesmo... Lá estava a medrosa vagando por uma cidade desconhecida. Primeiro parei no hotel errado e dei de cara com o cemitério onde descansa Evita. Não fui visitá-la, preferi achar o hotel correto.
Alguns dias de congresso, muitos congressos paralelos em bares pela Ricoletta e muita, muita tremedeira pela abstinência do consumo. Entrar num shopping e ver bolsas lindas, perfumes incríveis, vinhos bacanas e argentinos lindos e não pode fazer nada me doeu a alma.
Gostoso mesmo foi assistir a palestras sobre design de jornal onde a maioria das pessoas só repetia: “os jornais estão acabando”. Animador! Além de falida, em alguns anos estarei desempregada.
Descobri que não se chama qualquer um de “Che” a não ser que haja intimidade pra isso (ou o Guevara, que já está morto e não vai poder reclamar), segundo a garçonete que ensaboou meu amigo, tradutor e guia simultâneo.
Um outro amigo descobriu coisas ótimas sobre as diferenças na língua. Entrou na farmácia e perguntou: “Tem crema de cacau? Para boquita, sabes?” Sei lá que língua ele achou que tava falando... Mas duro mesmo foi ele ter a revelação que pra comprar manteiga de cacau numa farmácia em Buenos Aires basta pedir por uma “manteiga de cacau”.
O mesmo amigo entrou em uma loja e fez mímicas para pedir um blazer... No final, ele desistiu e disse pra vendedora: “Como se llama blazer aca?” E ela respondeu: “Blazer”
Divertido mesmo foi andar feito uma louca pela cidade de salto em ruas de paralelepípedo (com um joelho bichado). Até hoje não me recuperei. Problemas sérios de DNA (data de nascimento avançada).
No quesito social, me emocionei com uma menina de rua que vendia rosas e quando disse que não ia comprar, tive que ouvir (já traduzindo ao pé da letra): “Por favor, eu tenho tantos sonhos” Juro que tentei não comparar, mas se fosse aqui no Brasil a tradução seria: “Tia, compra uma rosa aí... “ Sei lá, vai ver o argentino tem uma alma mais poética do que a nossa. Um personal tango-drama que aqui acabaria em samba.
Quatro dias se passaram e ao chegar ao aeroporto e pensei: “Ufa, sobrevivi!” Nova fila e documentos ok - apesar do rapaz antpático da Alfândega não ter rido sobre o meu comentário de “Ei, no repara na fotita” (será que ele não entendeu a piada ou meu portunhol tá tão ruim? Não respondam!
Mas o pior estava por vir. O famoso e adorado paraíso do consumo também conhecido como Duty Free Shop. Foi a visão do inferno, eu garanto. Fechei os olhos, tracei uma reta em direção a saída e só sucumbi ao ver um Menthos de Itu. Vitor iria adorar (e comer em 2 horas). Não pude deixar de comprar. Piada de mau gosto ter que obrigar as pessoas a passarem por aquele antro de perdição para chegarem no portão de embarque. Ainda estou pensando em mandar uma carta sugerindo a troca do nome do estabelecimento para Free é o C... ou No, I can´t, mas como sou uma moça fina não farei isso.
Volto ao Brasil com um carimbo no passaporte. Espero que isso seja motivo de uma ponta de orgulho para minha amiga Lucia e que essa seja a primeira de muitas viagens internacionais dessa mala medrosa que vos fala. É, acho que deu para os seus leitores entenderem aquilo que você já sabe: tudo comigo é enrolado.
Parabéns pelo aniversário do blog e que você continue inspirando os seus leitores com suas histórias fantásticas.
Um grande beijo e aloha!
PS: só pra deixar bem claro que não sou viajada, mas sou poliglota: fico muda em 20 idiomas. ![]()
06.Outubro.09
Aos iniciantes do Viciados em Viagens Não-Anônimos (VVNA)
O texto festivo de hoje tem um trecho em vídeo - coincidência total, depois da overdose de vídeos que deixei aqui há 2 dias. Mas este é especial por um motivo muito singelo: foi feito exclusivamente pro blog por uma amiga querida e jornalista de primeiríssima, a Ana Carolina, que mora em La Coruña e que tive o prazer de conhecer depois da mudança pro Interney. Ela, aqui no portal, é uma das colaboradoras do blog De Primeira, sobre futebol - entende do assunto bem à beça, pena que torce pro tricolor errado... (desculpa, Ana, não podia perder a oportunidade da brincadeira!
) Eu conheci a Ana numa dessas saídas pra tomar café à noite perto da Paulista; depois nos reencontramos num show do Arnaldo Antunes e, alguns dias antes dela viajar pra Espanha, nos esbarramos de novo - no Laboratório Lavoisier (!?!?!), o local mais inusitado de todos. Mas aí já conversávamos como velhas conhecidas e tudo era festa. Tanta festa que quando fomos à Itália em abril, tiramos uma noite em Milão para jantar com ela, que também passeava pela Itália, e comer num bar tradicional da cidade uma verdadeira cotoletta alla Milanese - ou em português claro, um conhecidíssimo (e naquele momento legítimo) bife à Milanesa. Foi dessas noites deliciosas, repletas de risadas e boas histórias.
O vídeo que a Ana fez é de bastante utilidade, principalmente para os iniciantes na arte de mochilar por aí. Sua organização para a tarefa é invejável, e aqui ela deixa a dica preciosa de como organizar seu caderninho de viagens durante suas andanças, sem perder tempo. Anote aí!
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"Olá, meu nome é Carol e estou sem viajar há 17 dias."
Eu participo do grupo de viciados em viagem não-anônimo que a Lucia reuniu nesse blog. Não sou uma "heavy user" como o Riq Freire, por exemplo, ou a própria Mallinha. E faço mais o tipo "lone rider", ao contrário da Flávia Penido, que leva o Leozinho no bolso. Bom, quem não levaria o Leozinho junto nas viagens, se tivesse um?
Mas estou sempre planejando a minha próxima viagem. Até agora, quando eu estou tecnicamente "viajando", porque vim passar uma temporada na Espanha, sigo pensando na minha próxima escapada. Resolvi produzir um vídeo para essa festa de comemoração dos cinco anos do blog da Lucia com um pedacinho do meu último mochilão (é mentira chamar assim, eu sou muito fracote e levei um malona de rodinha) que eu guardo desde 2006 em todo lugar que eu vou. Até aqui, em La Coruña.
Diga-se de passagem que a Lucia Malla, que já viajou o planeta inteiro e aposto que será a primeira brasileira a pisar na Lua, nunca visitou La Coruña. Quantos de vocês podem dizer que já foram a um lugar do mundo antes dessa mulher fantástica, hein, hein? Pois eu sim =)
Bom, fiquem com o vídeo! São só cinco minutinhos. E que ninguém tente descobrir o meu endereço, ok?
04.Outubro.09
Amigas virtuais se tornam reais
Continuando as comemorações de 5 anos de blog - e as participações especiais - trago o texto de uma convidada super-querida, que tive o prazer de conhecer no mundo virtual via minhas maluquices verdes e que se tornou real no ano passado, no Luluzinha Camp. A Denise Rangel compartilha comigo uma vontade enorme de tornar o mundo um lugar melhor, e se mostra sempre pronta a batalhar pelas coisas que possam tornar este sonho realidade. No caso dela, um mundo melhor para sua Princesinha, a criança fofa que um dia usufruirá do que a gente vem plantando hoje pelo planeta. A Denise traz muita informação ecobacana pra rede, e fico feliz toda vez que vejo seus posts dedicados, em diversos blogs. Um dia quero conseguir manter um blog assim... Obrigada, Dê, pelas palavras queridas e por ser a amiga que és nessa rede sem porteira.
(E pelamor, gente, se alguém acha que "cientista, então =inacessível", dica: leia o post citado e entenda por que acho super-errado esse estereótipo. E converse com um cientista para tirar a prova dos nove.
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Amigas virtuais tornam-se reais...
Como parte das comemorações mallucas de 5 anos do blog, Lucia Malla convidou alguns amigos queridos para escreverem um post no seu espaço encantado, Uma malla pelo mundo, sobre o tema que quisessem. Ela sugeriu que escrevessem sobre viagens, tema principal de seus posts, inclusive viagem na maionese (adoro quando ela fala isto).
Fiquei felicíssima e muito honrada, quando recebi um email dela:
" ...e quando é que a senhora vai escrever um texto de comemoração pro meu blog, hem? Hem hem? ![]()
Lucia Malla
Nossa, que legal! Escrever um post no blog da Malla!!! Já estou viajando na maionese por aqui, hehehe. Sabe aquela pessoa que você conhecia virtualmente, através de seus artigos, mas que ainda não havia tido a honra de conhecer e de sequer falar com ela? Assim era a minha relação com Lucia.
Conheci seu blog, acho que em 2005, por causa de um post em que a Denise Arcoverde, do blog Síndrome de Estolcomo, falava sobre Lucia Malla e suas viagens pelo mundo. Lia seu blog e ficava imaginando como seria aquela menina no caiaque (é caiaque, né Lucia?), na foto do cabeçalho do blog , na época, no Blogspot.
Eu aprendia muito naqueles posts enormes, que a gente não cansa de ler. Um misto de informação da cientista competente , e vida, muita vida e alegria da pessoa maravilhosa que eu descobriria mais tarde que ele é. Ficava caladinha, nem comentava, pois julgava que Lucia Malla era, segundo palavras dela, alguém "muito inteligente, beirando a genialidade". E era: uma cientista super importante e inacessível.
Mais tarde, em 2007, a gente se conheceu virtualmente, através do blog Faça a sua parte, junto com um grupo de amigos especiais Malla decidiu adotar o planeta. Em nossas discussões do grupo, quando os ânimos se exaltavam, Lucia mandava a expressão apaziguadora: "sem stress". E eu ia desenhando em minha mente a figura serena que Malla era.
No ano passado tive o prazer de conhecê-la pessoalmente no LuluzinhaCamp 2008, em São Paulo. E foi ela quem me viu primeiro. Aquela cientista inacessível aproximou-se, chamou-me pelo nome e, deu-se a mágica: o virtual tornou-se real! A gentileza, a inteligência, o carisma, a humildade e a humanidade de Lucia são coisas marcantes para quem tem a feliz oportunidade de conversar com ela.

Lucia Malla e sua paixão: os tubarões
Eu gosto de tudo que Malla escreve, pois a natureza, o mar, os peixes, as plantas, os organismos ganham uma cor diferente nas descrições de Lucia. Admiro sua coragem e determinação na luta pela causa ambiental. E fico agoniada ao vê-la no meio dos tubarões, sua paixão. Aliás, gosto principalmente dos posts em que ela está mergulhando. É adrenalina pura!
Lucia, parabéns pelo aniversário de 5 anos do blog! Muita sorte, mais amor e grandes sucessos em seus projetos, minha malla preferida, hehe.























