22.Novembro.09
Gravando! (ou Vendo ao vivo a temporada 6 de "Lost" com Sawyer se desenrolar)
Ainda estava tomando meu café da manhã ontem quando abri meu twitter e li via Ryan que filmagens de "Lost" estavam acontecendo no centro de Honolulu, perto do campus da Hawaii Pacific University (HPU). Fã ardorosa do seriado, como não tinha nada firmemente programado para ontem de manhã, resolvi dar uma chegada na área e ver a bagunça que a produção armava.
A alguns quarteirões da HPU, ainda na altura do Palácio do Governo Estadual na Beretania St., começaram a aparecer as placas de "Obras na pista" - um sinal que o trânsito estava bloqueado mais a frente. Na realidade, 2 pistas estavam interditadas.
Chegando no local, o circo estava armado, na esquina da Beretania com Fort st., especificamente na Kukui Plaza.
Vários fãs do seriado se aglomeravam nas ruas laterais, com seus celulares, fotografando, twittando e facebookiando cada detalhe.
Olha a placa de "embargo" da calçada para as gravações:
Eu adoro uma bagunça. E adoro ver o comportamento das pessoas em momentos "não-rotineiros" assim. Então só de estar ali ouvindo a zoada da galera, já estava feliz. Mas tinha um complemento especial: a cena tinha a presença de Josh "Sawyer" Holloway, o ator mais sexy do seriado. Win total.
A cena a ser gravada incluía também Ken "Miles" Leung. Sawyer e ele primeiro gravaram conversando dentro de um carro prata.
Muito mais que ver a gravação em si (o que não dá pra ver direito, porque é impossível ouvir o diálogo gravado), achei fascinante ver todo o circo que se arma para gravar o que serão poucos minutos de um episódio. Toda a preocupação envolvida, que ia desde a mudança das placas ao redor de Kukui Plaza (para simular algum lugar em Los Angeles)...
... a preocupação com o tipo de iluminação correta (os painéis eram mudados de posição de acordo com a tomada que o diretor queria)...
... até a limpeza da cidade na cena (o senhor abaixo ficava com uma espátula tirando todos os adesivos que estavam pregados nos postes da região, "sujando" o visual e enquanto um outro varria o chão).
Tinha também uma menina da produção que era a responsável pela coordenação dos figurantes, trocando o figurino deles e marcando o tempo em que cada um deveria passar pelo background da cena. Olha ela sinalizando pra galera do fundão! ![]()
Fora uma mesa de buffet de café da manhã que estava instalada num canto da esquina, cheia de guloseimas pro pessoal da produção - puxa, fiquei com vontade de tomar um cafezinho ali... Josh Holloway e Ken Leung de vez em quando bicavam uns quitutes lá. E depois voltavam pra "ação".
A cena tinha também sósias, e uma pessoa encapuzada irreconhecível (que depois se revelou ser Evangeline "Kate" Lilly, de acordo com a galera que ficou até 6 da tarde por lá). Eu percebi que era uma mulher, mas nem de longe dava pra sacar que era Kate.
Os sósias-dublês estavam ali porque era uma cena de acidente de carro/perseguição. Ryan postou o vídeo no blog dele, com toda a sequência. O carro azul era super-fosco, como aquelas telas azuis que eles põem na cena quando querem modificar o fundo, e eu suponho que será "videoshopado" depois para se transformar em algo diferente. Fiquei curiosa.
Vida de dublê, aliás, é engraçada. O cara dublê do Sawyer era tão bonito quanto ele, mas ninguém o fotografava, nenhuma fã se empolgava, nada. Achei interessante observar isso. E confesso que fiquei com uma certa pena do dublê, sentado em seu canto, desprezado pela massa. 
E claro, como todo momento paparazzi, tem sempre um figuraça hilário na foto. Olha o fulano de marrom lá atrás todo sorridente para nossa câmera enquanto Sawyer entrava no carro...
O cara está nessa pose de "bonitão gostosão" em TODAS as fotos desta sequência que eu tirei. É o verdadeiro papagaio de pirata! ![]()
Terminada a bagunça, Josh Holloway se retirou numa van, seguido por outra van onde Ken Leung entrou. Provavelmente foram dispersar um pouco, numa tentativa de abaixar a muvuca na rua (mesmo sendo sábado, o trânsito já estava ficando meio caótico por ali, porque a Beretania é uma via crucial do centro de Honolulu, por onde vários ônibus passam).
Disse o segurança que eles voltariam (e os relatos do Ryan confirmam que a gravação continuou), mas já era quase meio-dia, e eu tinha um compromisso logo mais. Também me retirei.
André não deixou, entretanto, de também me registrar no meio da bagunça lostiana. E para minha surpresa, no exato momento que outra trivialidade havaiana passava: o caminhão do corpo de bombeiros, que aqui é bizarramente amarelo.
Foi sem dúvida uma manhã de sábado pra lá de divertida.
Tudo de Lost sempre.
(E que venha logo a sexta temporada!
)
03.Outubro.09
Pequenas anotações de viagens virtuais 48: vídeos
1) Antes de mais nada, uma explicação inicial. Boa parte dos que me conhecem ao vivo sabem da minha resistência a vídeos. Não se trata de não reconhecer seu valor, pelo contrário: acho que são ferramentas poderosas de comunicação, muitas vezes mais bacanas que o simples texto escrito. Mas... eu pessoalmente não gosto de vídeo - e o melhor exemplo disso é que nos grandes momentos da minha vida (viagem de 15 anos, formatura, casamento, etc.) eu não quis filmagens, não quis ter o registro videográfico nem dos momentos que eu realmente quero/queria lembrar. Não sei explicar, é uma dessas coisas tipo jiló, que você simplesmente gosta ou não gosta; é um formato que não me apetece, e ponto. (Freud explica, talvez.) Mas, apesar disso, é óbvio que eu sapeio pelos YouTubes da vida, sei que grandes possibilidades se abrem quando você passa a executar seu trabalho com o vídeo (é o futuro já presente da fotografia, diga-se de passagem), e termino me agradando de muitos que vejo por aí. E este post é para compartilhar alguns destes vídeos interessantes que acho pela internet. Enjoy.
(Ah, e o b2evolution dá pau quando tento colocar vídeos que não venham do YouTube aqui. Então para ver alguns deles, precisa seguir o link, ok?)
2) O e.s. deixou um comentário com um link muito bacana para a série "The Elements of Humanity", feito pelo MAKE. A série traz cientistas diversos espalhados numa tabela periódica de interesses. Todos são especialistas num campo, e contam um pouco do seu trabalho, além de responderem à pergunta: "O que te fascina?". Particularmente sou muito interessada nas pessoas por trás da ciência, no cotidiano delas, no que as tornam mais humanas e menos robóticas (sim, muitos ainda pensam no cientista como o robô que nunca erra). O que eu mais gostei foi sobre a "Fascinação por Tubarões". Só posso agradecer ao e.s. por compartilhar um link tão bacana aqui no blog. Obrigada!
3) O Programa SEAPLEX do Scripps Institute em San Diego acaba de voltar do vórtex do Pacífico Norte, também conhecido como o Grande Lixão Plástico do Oceano. Todas as histórias estão narradas no blog/site deles (escrito pela fantástica Miriam Goldstein), mas deixo aqui o vídeo-sumário dos achados plásticos da expedição, e a surpresa: eles agora querem estudar o giro do Pacífico Sul. Norte e Sul enovelados por plástico. Deprimente.
4) A Maria postou um vídeo curtíssimo e bacaninha da Isabella Rosselini sobre pesca chamado... "Green Porno". Faz parte de uma série, melhor vista no site. Pornografia entre peixes é realmente bastante educativa... 
5) Ricardo Freire, guru querido de todas as viagens, foi a Nova Iorque para um experimento "científico" dos mais legais: testar uma viagem feita com pacote de turismo e outra não-pacote. No primeiro episódio, hotéis. A série tem o título perfeito: Desempacotando Nova Iorque.
6) Via twitter, o Trilhas & Aventuras me deixou o link do vídeo promocional do projeto do AquaRio, o Aquário do Rio, que citei na última Sexta Sub. Parece que vai ser bem legal, verdadeiro reencontro da cidade com o mar (o slogan é bem bolado, não?). Estou curiosa para saber que animais estarão por lá, como será organizado, quais as referências aquarísticas serão mais presentes... enfim, muito bacana.
7) Novo hit aqui de casa: The great white shark song! (Tem viajante pra tudo nesse mundo mesmo...)
(Via Deep Sea News)
8) Ir ao cinema aqui no Havaí, além da diversão do filme em si, traz a certeza de assistir ao filminho abaixo, antes dos traillers. É bonitinho. Vi a primeira vez em 2002 e até hoje, continua um campeão de audiência nas ilhas. 
9) Meninos, eu vi! Eu estava nessa platéia em 2005 em Seul e chorei muito de emoção com essas músicas todas. Pat Metheny é um gigante. E que batera de pegada firme sensacional! Além do bruxo Lyle Mays, claro... Relembrar esse momento... ah! (em múltiplas partes, deixo aqui as 2 iniciais)
10) Tudo de bom sempre.
09.Fevereiro.09
Orgulho de ser Kosraeano
Placa de um carro visto no estacionamento do Wal-Mart esses dias aqui em Honolulu.
Orgulho nacional sempre foi algo intrigante para mim. Quando vejo demonstrações assim, seja de americanos, finlandeses ou kosraeanos, a primeira coisa que me vem à cabeça é: quando inventarão a bandeira do mundo todo? O passaporte livre para quem desejar ser literalmente cidadão do mundo?
Mas de volta à foto da placa...
Eis onde fica Kosrae:

Os círculos azuis indicam à direita os Estados Federados da Micronésia, e à esquerda Kosrae, especificamente. Mapa tirado deste site.
Uma ilha de 110 km2 com cerca de 7,000 habitantes no meio do Pacífico, que faz parte dos Estados Federados da Micronésia. Vive basicamente de turismo, com ótimos pontos de mergulho. E cuja maior curiosidade atual é estar muito perto das coordenadas de GPS "4.815° N 162.342° E". Esses números lembram algo a vocês? Ou ainda estão "perdidos"? 

Seria Kosrae a "ilha" de Lost? Hehehehe! Acima, imagem do Google Earth.
Tudo de lugares remotos sempre.
22.Novembro.08
A realidade da pesca no Brasil
Acabo de assistir a um Globo Repórter sobre pesca, que me deixou decepcionada - com a superficialidade com que o tema foi tratado. Esses dias mesmo, comentei com o André e com o Jorge sobre a diferença vista em muitos dos grandes jornais estrangeiros, que se aprofundam e mostram uma opinião muito mais sedimentada e atual. No Brasil, parece que o fato de termos 80% de analfabetos funcionais deprime os jornalistas a tal ponto que não se animam a se aprofundar em nada, por medo (com razão) de não serem entendidos pelo grande público, que é quem dá audiência/venda, e que é o que importa no final das contas (a pagar). Textos profundos não dão ibope. (Há exceções, é claro. Mas são cada vez mais isso: exceções claras.) Os jornais são um business e os profissionais ali dentro estão subordinados, por mais que se esforcem ao contrário, ao poder do CEO. Aqui e no exterior. Problemas de mentalidade da empresa, talvez? Mas enfim, prossigamos.
A reportagem não poderia ter sido mais desfocada. Aliás, minto: havia foco, mas no ponto errado. A sensação que tive foi de matéria paga - pela indústria pesqueira. O ecólogo e seus "problemas" foram retratados de maneira lateral, assim como o pescador de Rondônia que sustentavelmente sabe que se pescar todo o pirarucu de uma vez, amanhã não terá mais. Eram exemplos de "exotismo" - o mainstream da reportagem era a produção em larga escala, saudável ao desenvolvimento do país. Mostraram-se várias cenas de pesca de arrasto, uma atividade proibida pelo IBAMA em diversos estados brasileiros até 3 milhas da costa, e que todos já sabemos ser extremamente danosa aos estoques pesqueiros. Mostrou-se o "drama" da vida do pescador de navio artesanal (com sonar? Em que difere hoje de um navio industrial, aliás? Uma linha muito tênue, quase invisível, as separa hoje em dia...). Mas não se mostrou o "drama" de todas as espécies marinhas, inclusive raias e tubarões-martelo, que são cada vez menos vistas, e muitas até já em vias de extinção. Claro, o antropocentrismo impera: o foco do programa era o Homo sapiens, essa espécie que, para sobreviver, usa as demais do planeta sem piedade, inclusive eliminando-as - mas esquece que sem a interação que o une a essas outras espécies, também tem grandes chances de colapsar.
Visitei inúmeras comunidades pesqueiras por esse Brasil varonil, da Amazônia ao Rio Grande do Sul, e em todas elas, fiz a mesma pergunta: como anda a pesca? A resposta dos pescadores é unânime: mal, muito mal. Cada vez os pescadores precisam ir mais longe, gastar mais tempo no mar, para pegar a mesma quantidade de peixes - ou menos. Em Itaúnas, lembro claramente a expressão usada por um pescador para definir o mar que ele cresceu enfrentando: rastelado.
E perante esta realidade nada bonita, temos o paradoxo: listas feitas por órgãos idôneos de pesquisa mostrando o colapso numérico da maior parte das espécies de peixe comerciais, e um governo federal que acredita que pescamos pouco (?!?!?!) e quer aumentar a produção pesqueira em 40%. É de chorar.
A reportagem do Globo Repórter se esforçou em mostrar a suposta realidade da indústria pesqueira. Então, pergunto eu: por que não assinalou a dualidade que esta indústria vive de maneira mais pungente, ao invés de criar a ilusão de que ainda temos peixes à vontade no nosso litoral? A cena da rede de arrasto cheia de arraias ainda me dói na cabeça só de lembrar, e é dessas cenas que infelizmente a massa da população guarda na memória: fartura, é isso que ela sugere. Infelizmente, fartura seria a última palavra que eu usaria para me referir aos estoques pesqueiros atuais.
Um problema lastimável que, a depender de reportagens assim, continuarão sendo ignorados pela maioria. Ou pior: desinformados. Um desserviço total.
Tudo de mar - sempre?
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P.S.: Para fazer justiça à reportagem, fala-se do problema da sobrepesca da sardinha. E só. O escorregão está justamente aí: como se apenas a sardinha estivesse em problemas sérios. Jornalismo deprimente.
P.S. 2: Pior de tudo: deve ter um mês no mínimo que eu não assisto a algo na Globo - ligo a TV pra ver seriados e CNN, só. Depois dessa "experiência" de hoje, o canal não terá minha audiência por mais um bom tempo.
02.Novembro.08
Uma animação desanimada
A Lady Rasta postou no blog dela (com tradução e tudo), que viu no Smelly Cat e eu achei que cabia (e muito!) postar aqui também e reverberar. Assistam ao vídeo [3:44] de Mickey 3D para iniciarem a semana com uma reflexão sobre o futuro que queremos do mundo em que vivemos. O desenho é muito impactante, além de belo graficamente, bem diferente do traço que pelo menos eu estou acostumada a ver.
Mas a pergunta eco que não quer calar é: será que chegaremos nesse ponto?
Tomara que não.
Tudo de bom (?) sempre.
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- Postado também no Faça a sua parte.
































