04.Julho.08
Sexta Sub: opressão invertebrada
O que eu acho mais intrigante nessa foto é a sensação de esmagamento: de um lado, a pequena ostra (Spondylus varius), que parece tentar abrir sua concha; em cima, uma estrela-do-mar do tipo cushion (Culcita novaguineae), que é mais "gordinha" e está posicionada em cima da ostra, como a pressioná-la a se manter "de boca fechada". É claro, na vida real, as duas estavam tranquilas em suas moradas no recife, mas a sensação de que uma está oprimindo a outra é visível aos meus olhos maionesísticos. A opressão estaria mesmo só nos olhos de quem vê? Pelo menos no mundo invertebrado, parece que sim.
Tudo de sub sempre.
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*A Sexta Sub de hoje descelebra o esmagamento que meu time levou na última 4a feira. O coração tricolor malla queria sair da ostra e gritar "campeão da Libertadores", mas veio a estrela LDU e acabou com a festa. Ah, as invértebras do futebol...
05.Junho.08
O valor do ambiente
Hoje é o dia Mundial do Meio Ambiente, e como todos devem saber, eu sou uma grande apaixonada por esse tópico de discussão. O ambiente, para mim (e eu gostaria que fosse assim para todos...) é um bem valiosíssimo. Mas, como tudo na vida, é uma questão de prioridades muitas vezes pessoais: há os que acham outras causas mais valiosas e lutam por ela. Portanto, pensar no valor do ambiente é uma escolha também pessoal, e eu entendo isso.
Mas o motivo da opção ambiental vem se alterando. O economista indiano Pavan Sukhdev, gerente do Deutsche Bank, foi recentemente escolhido pela União Européia para achar o "real valor econômico" do ambiente no mundo. Na prática, se debruçou sobre a questão básica de quanto vale um pedaço de floresta ou um teco de mar, o que não é uma idéia muito recente. Mas é um trabalho difícil, porque esse valor embute sem percebermos inúmeras variáveis. Mas Pavan aceitou esse desafio de gigantes e semana retrasada, na Conferência Mundial de Biodiversidade, mostrou os primeiros resultados do seu "The Economics of Ecosystems & Biodiversity (TEEB )" - que foi curiosamente estabelecido e assinado na fofa cidade alemã onde morei, Potsdam. Repasso em poucas palavras os números preliminares do maravilhoso artigo do Der Spiegel sobre o tema aqui:
- Se o nível de desmatamento das florestas tropicais continuar no ritmo atual e nada for feito para contê-lo, o PIB mundial diminuirá até 2050 em 6%, o que gera um valor de perdas de 3.1 trilhões de dólares.
- Para se construir e manter um sistema de proteção de todos os ecossistemas do planeta de forma eficiente, o custo seria de 45 bilhões de dólares anuais. O retorno desse investimento é da ordem de 4.4-5.2 trilhões de dólares. Ou seja, para cada dólar investido, o retorno é mais de 100 vezes maior.
- Aumentar em 20% as áreas marinhas preservadas custaria à pesca mundial uma perda de 270 milhões de dólares anuais. A longo-prazo, entretanto, manter os estoques de peixe seguros salvaguardaria 70 a 80 bilhões de dólares para a indústria pesqueira. Se nada for feito, já se previu que em 2050 os estoques de peixe estariam esgotados, e com isso a perda econômica da pesca seria de 100 bilhões de dólares e acabaria com 27 milhões de empregos - o que no final gera um problema social maior ainda.
Ainda são poucos números que Pavan pôde apresentar. Mas mesmo sendo poucos, já demonstram o quão bom investimento econômico é, a longo prazo, cuidar da natureza. O problema todo é exatamente esse: é investimento a longo prazo. E a maior parte das pessoas não está acostumada a pensar nessa escala temporal.
A curto prazo, desmatar, poluir, pescar e outras atividades predatórias geram mais dinheiro a priori. É investimento imediato, egoísta, sem pensar no futuro. É a velha política do "primeiro o meu, depois o dos outros". Porque o mundo no futuro não será meu, e sim "dos outros": meus filhos, netos, bisnetos, etc.
Mas educação financeira é privilégio de poucos na sociedade atual - basta olhar pro nível de endividamento em frivolidades da média da população. Se realmente fôssemos financeiramente educados, olharíamos para os números que Pavan apresenta como uma grande oportunidade de enriquecimento sustentável, nossa e dos futuros outros que aqui habitarão. Tudo que Pavan diz é que um mundo economica e ambientalmente melhor é possível, basta tomarmos as decisões certas no momento adequado, que é hoje.
O valor do ambiente já foi inestimável. A busca pela estimabilidade talvez traga mais poder de decisão para governos e povos ecologicamente conscientes. Eu espero imensamente que chegue logo o dia em que as pessoas pensarão em cuidar dos ecossistemas porque também faz bem pro bolso delas. Pelo menos, é uma forma mais tangível de convencer a maioria das pessoas de que preservar é o futuro.
Um valioso dia do meio ambiente para todos, a maior riqueza que a gente tem disponível na nossa vida.
Tudo de verde e azul sempre.
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- Para mais posts sobre meio ambiente, o nosso querido bloguinho coletivo de ambientalismo, o "Faça a sua parte", está com os demais da blogagem coletiva de hoje, para celebrar a data importantíssima - e esse texto faz parte dessa iniciativa. Participe das discussões, dos debates, aprenda, envolva-se: o ambiente sempre agradece a preferência. ![]()
- Aproveito a oportunidade para extravazar outra alegria suprema nesse dia 05 de junho (essa muito mais egoísta e off-topic, por sinal): o tricolor do meu coração vai disputar a final da Libertadores. Evento inédito que me reforçou o quanto as impossibilidades podem um dia se tornarem uma realidade boa para todos. No caso, para a nação das Laranjeiras. ![]()
16.Abril.08
Gênios do futebol, juntos
Depois de mais um mês do acontecido, fica registrado aqui para minha referência futura: dia 16 de março de 2008 entrou para a história malla como "o dia em que eu vi dois gênios da bola jogando juntos em São Paulo". Rivelino, meu eterno ídolo tricolor; Zidane, meu ídolo pela classe futebolística, que gazelava com a bola nos pés. Ambos fizeram a platéia delirar, e me deixaram em estado de encantamento porque para mim são geniais, independente da idade. São história, acima de tudo.
Obrigada aos 2 pelos momentos mágicos que me deram numa tarde de domingo deliciosa, com seu futebol invejável, tão belo e classudo.

(A foto não está lá esses balaios, porque eu mais tremia de emoção que fotografava. Mas está aí, pra registro pessoal, esse momento único.)
Tudo de bom sempre.
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- Um post do A Volta dos Que Não Foram comentando melhor a passagem de Zidane no Brasil.
03.Julho.06
Verde-amarelo
Só para lembrar que existe um Brasil ainda verde-amarelo...
... e que joga bonito todos os dias, sem alarde ou torcida: um Brasil que vai lá e faz. Apesar de tudo.
Tudo de bom sempre.
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Fotos: Verde - Aquário Natural de Bonito (MS).
Amarelo - Pôr-do-sol no Parque Nacional de Fernando de Noronha (PE).
Jogo bonito - Voluntária-mirim do Projeto TAMAR da Praia do Forte (BA), com filhotes de tartaruga a serem liberados na praia.
01.Julho.06
E agora, Pelé?
Depois de sua declaração desastrosa e altamente desnecessária, o que resta ao rei do futebol? Ir ao Champs-Elysées comemorar?
Dada a derrota anunciada aliada à falta de maestria de Parreira em fazer estrelas de alto quilate brilharem, eis que nossa participação na Copa de 2006 termina de forma triste, feia, quase desonrosa, com pouquíssimos chutes a gol e um time desencontrado. E a coroação de um rei que não engordou, não agourou e não perdeu sua majestade e finesse: Zinedine Zidane.
Estou triste.
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Deutschland über alles.





















