28.Dezembro.09

A audácia da esperança

The audacity of hope

Por causa da minha forçada estadia em casa me recuperando da cirurgia que fiz no final de novembro, passei boa parte de dezembro pondo algumas leituras em dia - principalmente as leituras não-relacionadas ao trabalho, que estavam acumuladas por falta de tempo. Um dos livros que li foi "The audacity of hope" (em português "A audácia da esperança"), escrito por Barack Obama, na época ainda em que era senador americano.

O livro me impressionou.

Tenhamos em mente que foi lançado em 2006, um ano após o Katrina ter devastado New Orleans, no auge da lambança Bushista no Iraque e principalmente, antes de Obama sequer sonhar em se candidatar à Presidência do país. Com o livro, Obama tenta naquele momento mostrar um pouco de suas idéias, ideais e reflexões - quiçá soluções, muitas lúcidas, algumas quixotescas, num exercício típico dos otimistas mais inveterados - sobre diversos tópicos do mundo atual. A divisão dos capítulos é intuitiva, abordando os pontos nevrálgicos da história e política americana recente: Republicanos x Democratas, Valores, A Constituição americana, Política, Oportunidade, Fé, Raça, O mundo além das nossas fronteiras e Família. Obama declara em diversas oportunidades que acredita no sonho americano de um país melhor, onde as pessoas vivam com dignidade, respeito e liberdade de escolha. Explica os meandros de diversos processos políticos no Senado, das divergências entre os partidos, das amarras do sistema para favorecer os mais ricos e imprensar cada vez mais os mais necessitados de ajuda.

Numa avaliação crua, eu diria que no livro ele preconiza e estabelece de maneira metódica e organizada (mas ainda assim, generalizada) sua plataforma política futura para a candidatura à Presidência, sua visão para reabastecer o "sonho americano" de contextualização aos tempos atuais e demonstra inteligência suficiente para o que viria a ser: presidente americano. Embora em momento algum ele sequer mencione a perspectiva de se tornar presidente (que sabemos, aconteceu), a clareza com que expõe suas idéias facilmente se traduz como adequada para tal empreitada - principalmente em meio às trapalhadas da era Bush. Ele é um político, afinal, e palavras milimetricamente pensadas são sua praia e sustento. Não esperaria muito diferente de um livro escrito por um político-advogado que frequentou os bancos de universidades renomadas.

Mas não dá pra fazer uma avaliação tão crua - pelo menos eu não consigo. O que fica transparente no livro é o profundo entendimento dos tempos contemporâneos que Barack Obama possui. É assombroso, principalmente se compararmos com o conhecimento desses "grandes problemas" que a maioria dos presidentes do mundo demonstra ter via satélite. Fica nítida também a noção de "humanidade" que possui da sua própria pessoa, independente de ibope ou decisão oficial, num exercício delicioso de auto-entendimento que ao ler fazemos juntos. Sabedor de suas limitações, de seus erros (e da intrínseca capacidade de errar que nós todos humanos possuímos), dos comprometimentos e frustrações, Obama demonstra nas linhas que escreve um otimismo maduro e enérgico, focado no "fazer" e não no "dizer". (Se já "fez" ou virá a "fazer" na presidência dos EUA algo de marcante, se está sendo demagogo, se circundado pelos meandros mais nojentos do jogo político, sucumbirá às pressões medievais que impulsionam a roda-viva do poder, cabe à história registrar num futuro próximo. A mim, sobra-me apenas resenhar o que li e senti no livro.)

E acima de tudo, Obama se mostra uma pessoa com uma qualidade enorme (e infelizmente rara) nos dias atuais: a capacidade de ouvir o(s) outro(s). A todo parágrafo, somos lembrados da importância de sermos para o outro ombro às suas lamentações quando estas são necessárias; de sermos para o outro braço direito quando a revolta os consome; de sermos ao outro sorriso acolhedor para os festejos que a vida traz. Há um senso de humanidade e valor compreensivo nesta postura que emociona. Independente do que o futuro o reservou.

Toda essa "viagem" pela história de sua vida e pelas inquietações profundas de político são escritas em linguagem super-acessível, prazeirosa. Obama conta "causos" e entremeia-os com suas visões e soluções, sem medo de soar ingênuo ou exageradamente otimista. Ele se assume assim, e essa realidade é que nos enche de esperança. No mundo atual, ter coragem para se abrir dessa forma é realmente uma audácia, e o título perfeito do livro não esconde essa força/fragilidade fundamental.

Chorei algumas vezes lendo certos trechos e não me envergonho disso. Porque do fundo do coração, compartilho esta necessidade intrínseca de ser otimista, apesar de tudo e todos me esfregando na cara as obviedades e tristezas dos tempos modernos.

E essa também é a mensagem que eu gostaria de deixar para todos que por aqui passarem neste fim de ano.

Que em 2010 possamos ser inundados de otimismo, mesmo quando tudo ao redor pareça indicar desilusão. Que tenhamos parcimônia para compreender os problemas, sugerir soluções eficientes, encarar a realidade de olhos, corações e ouvidos abertos, repletos de respeito ao outro. Que a audácia da esperança por um mundo melhor nos inspire e não nos deixe em momento algum da nossa trajetória de vida.

Tudo de melhor pra todos e para o mundo. Em 2010 e sempre.

12.Dezembro.09

Placa educativa

Placa educativa

Em Poços de Caldas (MG), as placas mostram embaixo do nome da rua, o que o homenageado fez da vida para merecer estar numa placa. No Rio também tem umas assim.

Achei muito legal quando vi isso pela primeira vez. Mas logo depois me veio um sentimento estranho. Acho que saber de onde vêm certos nomes me estressaria um pouco... Para certos casos, ignorance is a bliss.

Tudo de bom sempre.

17.Outubro.09

Política afundada: Maldivas oficialmente debaixo d'água

Enquanto o resto do mundo se prepara para a grande discussão que ocorrerá em Copenhague em dezembro, hoje o primeiro escalão do governo federal das Maldivas anunciou o início de sua campanha engajatória "350", cujo objetivo principal é ter como meta uma atmosfera com menos de 350 ppm de CO2 emitidos (já estamos em 384.72 ppm - and counting).

CO2PerCapita- 2006
Gráfico das emissões de CO2 per capita no mundo feito pela ONU (e retirado do site deles). Embora o Brasil esteja "clarinho", isso é apenas reflexo de como esses dados foram gerados: não levam em conta emissão de CO2 fruto de queima de biomassa, principal contribuição de CO2 para a atmosfera que o Brasil faz; apenas consideram emissões derivadas de indústrias, produção de energia e transporte. Portanto, não temos motivo para comemorar.

Para atingir tal meta, o documento pede a colaboração de todos os países do mundo para que determinem um limite de menos de 350ppm de emissões. O detalhe mais bacana e criativo é que a reunião para assinar a campanha e torná-la oficial foi feita debaixo d'água, simbolizando o que pode vir a acontecer num futuro próximo ao país.

Maldivas gabinete sub
(Foto da AFP - Getty, tirada do NYTimes.)

Durante a semana, os políticos maldivenses treinaram mergulhos com dive masters do arquipélago e hoje puderam finalmente descer ao fundo da laguna e ter seu dia oficial sub sem maiores problemas. O Presidente Nasheed mais a cúpula ministerial, todos debaixo d'água. Sem dúvida, é um dia histórico para as Maldivas, e (deveria ser...) alarmante para nós, população humana que compartilha o mesmo planeta com eles. Afinal, serão alguns centímetros de elevação que poderão fazer o país desaparecer, e há previsões que indicam que isso acontecerá em menos de 100 anos.

gabinete oficial maldivense
Ministros e presidente, antes da reunião oficial sub.

O gabinete sub
O gabinete sub. Olha lá os peixinhos presenciando esse momento histórico!

Presidente maldivense Nasheed
Presidente maldivense assinando o documento oficial da campanha "350". (As 3 fotos acima foram retiradas do press release da campanha, encontrado aqui para download gratuito.)

Das palavras do Presidente Nasheed:

"'What we are trying to make people realize is that the Maldives is a frontline state. This is not merely an issue for the Maldives but for the world.''

Ou seu discurso em setembro passado na ONU:

As Maldivas há tempos vêm lutando mundialmente por uma postura mais rígida de emissão de CO2. Mostrando preocupação pungente, criaram em novembro passado um fundo monetário para comprar terras em outros países para seus refugiados climáticos. Isso porque o país será dos primeiros, junto com Tuvalu, a ser inundado pelo aumento do nível dos oceanos (causado pelo derretimento das calotas polares).

Por mais que eu adore mergulho, ver o gabinete todo embaixo d'água é uma cena que me surpreende, pelo tanto que ela significa. E pelo tanto que eu gostaria que a gente acordasse para não deixar isso acontecer. Porque acontecendo, significa que não só as Maldivas foram pro fundo do mar: nossa capacidade de contornar um problema grave também foi jogada aos tubarões - se até lá eles ainda existirem... Triste.

Tudo de bom sempre.

**************

- Essas fotos do presidente das Maldivas embaixo d'água me lembraram um fato. Quando fui a Noronha em 2003, na operadora Águas Claras tinha uma foto pendurada na parede do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso embaixo d'água. Entretanto, ele estava ali de férias presidenciais, não em reunião oficial como o presidente maldivense. Quer dizer, a não ser que seu gabinete tivesse se transformado em tartarugas... ;)

- Publicado também no Faça a sua parte.

19.Setembro.09

Nosso lugar no mundo

Na lista de discussão do luluzinhacamp, a Ana Cláudia começou um papo sobre vacinação, que virou uma discussão sobre a indústria farmacêutica e que eu, no mais tradicional estilo "viagem na maionese" que me caracteriza, consegui desviar para "o nosso lugar no mundo". Explico.

Vacinas, remédios, construir escolas, colocar ou não um semáforo na esquina da padaria, ter tal alimento na merenda escolar... tudo isso são decisões que passam, direta ou indiretamente, em última análise, pelas decisões de um governo. Pela forma como um governo decide... governar. Pelas tendências políticas que o caracterizam. Vem daí termos como conservadores, liberais, anarquistas, etc. Mas, independente da tendência que o governo tenha, ele existe tecnicamente para satisfazer, organizar e trazer melhorias para a população geral. Acontece que essa população geral não é homogênea, há diversidade biológica, de pensamento, de escolhas, e o governo, essa entidade abstrata, precisa então tomar decisões e atender a média da população (média aqui no sentido estatístico, não no sentido classe média, que essa eu deixo pra outro blog pintar melhor).

Mas o que é a média da população? Logo no início deste blog em 2004, eu fiz um post sobre o coreano médio, onde escrevi o seguinte:

"Existe o que eu chamaria de “brasileiro médio”, uma pessoa existente nos gráficos do IBGE, mas que na vida real é dificil de encontrar por completo. Quase um ente abstrato. (Ninguém se adequa a 100% dos quesitos do “brasileiro médio” do IBGE.)"

O "brasileiro" (e o coreano, o africano, o vegetariano, o biólogo... insira aqui a sua categoria de escolha) médio é revelado pelo conjunto de características que boa parte daquela população tem ou carrega consigo. Mas não significa que todos têm as mesmas características. As decisões do governo levam em consideração geralmente essa "média" geral, porque, por mais que seja bonito na utopia, o governo não consegue governar para indivíduos separados. Dada a diversidade inerente às pessoas, isso provavelmente geraria mais conflitos que parcimônia. Ele precisa governar para a média, e entra aí desde o miserável até o milionário.

Mas é claro, somos acima de tudo indivíduos. Então, óbvio, é nossa experiência pessoal que termina por falar mais alto nas nossas decisões. O que acontece, daí, é que a gente tem a tendência de achar que do jeito que a gente faz e/ou pensa é o "modo certo", e tenta incutir isso nas decisões macroscópicas do governo, muitas vezes sem olhar pro vizinho que não pensa bem assim - ou que não pode, dadas as circunstâncias, pensar ou agir assim. É muito fácil (e totalmente compreensível), por exemplo, exigir menos carros nas ruas quando você, asmático de tanto escapamento poluente, não mora naquele lado da cidade que não tem transporte público direito. Tendemos a valorizar e lutar pela nossa "verdade" sem se colocar na posição do outro. E é exatamente para harmonizar tantas "verdades", tentar achar o caminho do meio que satisfaça ambos os casos, que um governo decente existe (decente porque na prática, sabemos que os governos podem também assumir verdades que não estão na média, o que gera problemas. Vide muitas guerras.).

Teoricamente, cabe ao governo (composto por cidadãos eleitos pela população geral, lembremos) ao se deparar com um problema X, olhar para o coletivo de indivíduos, ouvir o que eles tiem a dizer sobre o problema X, achar o que é a média naquele caso e buscar uma solução que abarque e felicite, na melhor medida possível, o maior número de pessoas. Pensemos na curva chavão de distribuição normal (o nome já diz tudo, né?) de uma população qualquer:

normal distribution
(Imagem da Wikipedia)

O governo deve concentrar esforços para aquele meio da curva em azul escuro, onde a maior parte da população está, porque assim ele estará beneficiando o maior número possível de indivíduos dentro da sociedade que o escolheu pra governar. A curva pode mudar? Claro que pode; aliás deve, porque a gente felizmente não vive num mundo estático e as mudanças são contínuas. Se, por exemplo, hoje a maior parte da população não tem saneamento básico (e dado que este é o fator gerador de uma série de doenças que minam a saúde da sociedade), o governo precisa transformar essa "média" em extremo da curva, e trabalhar, juntar esforços, ter como objetivo que a média passe a ser "ter saneamento básico", e não o contrário, como vemos agora. E isso vale para quase tudo em nossa vida. porque no final das contas, o objetivo geral é ter uma sociedade harmoniosa, com menos desigualdade social, mais qualidade de vida - e esse é um conceito que também difere, lembremos, mas que deixo aqui como food for thought.

Como comentei na lista de discussão, toda vez que me deparo com uma situação/problema costumo fazer um exercício mental de me inserir nesse quadro: quando sou média? quando sou extremo? Para cada problema/situação que a vida social e a biologia me trazem, tento perceber em que área da curva normal estou. Preciso mudar de área? Dá pra melhorar? Quantos conheço em situação similar? É estatisticamente significativo? Como o governo age neste caso? Quais são os outros lados desse problema? Educar um indivíduo, em minha opinião, passa por esse entendimento. Porque acho que assim, entendendo o seu lugar ao mesmo tempo que o insere num contexto maior, a gente passa também a entender melhor o outro, e a convivência em harmonia fica menos utópica, mais pragmática. E este "lugar" é dinâmico: somos pilar de um ponto mas massa amorfa em outro, constantemente, e isso é saudável. É inevitável que sejamos média e extremo, dependendo do que está sendo medido/discutido/avaliado/pensado e, contanto que não nos acomodemos perante as mudanças do mundo, participar desse equilíbrio entre todas as partes da curva é a existência ideal de uma sociedade. Para mim pelo menos, identificar e tentar entender nosso lugar dentro da sociedade e no mundo, esse lugar que está circundado por nossas escolhas, birras, conhecimentos e desconhecimentos, abre mais facilmente as portas da tolerância, que é o que a gente mais precisa para viver em harmonia na sociedade - e para melhorar a sociedade em que vivemos. :)

Tudo de bom sempre.

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P.S.: Espero não ter sido confusa demais... Porque um colateral dessa história toda também é a situação das minorias esmagadas de maneira criminosa. Pela saúde social, o governo precisa agir, garantindo em diversos casos que o extremo possa existir, entendendo que isso é parte da diversidade e que é com diversidade que a gente cresce e melhora nosso futuro. Nós também como sociedade, temos que agir, entender a diversidade. Porque o lugar de ninguém é fora desta curva.

21.Agosto.09

Sexta Sub: 50 anos do estado do Havaí

...e quem vem celebrar aqui na Sexta Sub é o mamífero símbolo do estado: a foca-monge havaiana.

Hawaiian monk seal

A foto não é sub, eu sei. Mas é de um animal marinho que mergulha bastante, é endêmico do Havaí e extremamente ameaçado de extinção - pouco mais de 1000 sobraram. Ninguém melhor que a foca havaiana para introduzir minhas parcas considerações sobre essa data, tão representativa quanto celebrada quanto (ainda) controversa.

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Statehood newspaper

A foto acima está exposta no mesmo museu de memorabilia que falei anteriormente. É da primeira página do jornal Honolulu Star Bulletin, no dia 21 de agosto de 1959, quando o Havaí foi oficialmente incorporado à federação americana como estado. Até então, o estado era um território, status que ganhou quando a monarquia se dissolveu em 1893.

A incorporação aos Estados Unidos não foi simples, é claro. Embora tranquila - não houve guerra alguma para tal feito - e fruto de uma votação democrática, um grupo de residentes ainda lutavam contra, tentando unir as ilhas para reconstruir o Reino do Havaí. (Na realidade, até hoje, há facções separatistas inconformadas com a anexação havaiana e que aspiram ao retorno dos herdeiros de Kamehameha ao poder.)

Um dos maiores problemas desde a incorporação do Havaí aos EUA é o dos nativos havaianos. Obviamente, eles estavam aqui primeiro, e logo depois da incorporação, houve uma clara separação da sociedade, com os havaianos sendo prejudicados em diversos níveis pelo poder americano continental que se infiltrou no arquipélago. Para diminuir o gap sócio-econômico entre os havaianos e os não-nativos, foi sugerida em 2005 a Lei Akaka, que basicamente oficializa os havaianos como um povo indígena dos EUA, com os mesmos direitos de minoria dos cherokees ou dos esquimós. Como toda lei, há os favoráveis e os oponentes. Os favoráveis acreditam que estes privilégios são necessários, já que os havaianos perderam tanto desde que os europeus e asiáticos para cá vieram e que os americanos passaram a reger as ilhas; os oponentes acham que a lei gera racismo no estado, já que ser havaiano aqui não é exatamente estar em menor número, pelo contrário (e aqui entra aquele velho chavão de que "minoria é só numérica", esquecendo que uma minoria social não se conceitua exatamente com base em números, etc). O exercício de futurologia que deixo aqui é: e se o Havaí ainda fosse uma monarquia? Como será que a situação estaria hoje? Quais as diferenças e semelhanças poderíamos ver?

Enfim, divagações à parte, aproveitando as comemorações oficiais de 50 anos do estado, o governo realizará hoje uma convenção aberta à sociedade no Centro de Convenções de Honolulu, onde questões pertinentes à incorporação pretendem ser levantadas, além de proposições para o futuro. Que bons frutos saiam dessa oportunidade democrática de discussão.

Kamehameha em Honolulu
Estátua do Rei Kamehameha I no centro de Honolulu.

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Desde o início de agosto, me propus a postar apenas sobre o Havaí em celebração aos 50 anos do estado. Minha intenção não foi falar do lugar-comum que todo mundo já sabe (surfe, hula, vulcões, colares de flores, etc.) e sim trazer um pouco de curiosidades e assuntos colaterais, que não são normalmente associados ao Havaí ou que são esquecidos frente aos temas havaianos chavões de sempre. Deixo aqui a lista dos temas dos posts anteriores deste mês especial, para futura referência de quem passar por aqui.

- Humuhumunukunukuapua'a
- Cervejas havaianas
- 'Okina na língua havaiana
- Mergulho com tubarões de Galápagos
- Energia geotérmica
- Na Pali Coast
- Baía de Kealakekua
- Terapia com golfinhos
- Parque Nacional de Kaloko Honokohau
- Estradas havaianas
- O cardeal brasileiro que vive no Havaí

A partir de amanhã, voltarei à programação normal de viagens na maionese. :P

Tudo de bom sempre.

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UPDATE: Um texto bem interessante do Paul Theroux no NYTimes sobre 50 anos de Havaí.

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