30.Julho.08
Lost in translation: hangul, o alfabeto coreano

Fachada de um prédio comercial em Ansan, Coréia do Sul.
Eu sempre fui uma apaixonada por línguas. Filha de professora de francês, aprendi desde cedo a prestar muita atenção às diversidades sonoras dos idiomas. Minha mãe murmurava francês dentro de casa e mesmo eu não entendendo nada, adorava repetir algumas das frases feito papagaio. O som me encantava. Na adolescência, me empolguei e entrei na Aliança Francesa - já fazia curso de inglês desde os 9 anos.
Por isso, quando soube que iria morar na Alemanha, qual foi a primeira ação que tive (antes mesmo de olhar passagem e passaporte)? Matriculei-me num curso de "alemão de sobrevivência". Quando cheguei no Havaí anos depois, o que fiz? Assisti a aulas de havaiano por 1 ano. Eis então que em 2003 soube que iria me mudar para a Coréia do Sul e meu primeiro pensamento foi: preciso aprender coreano. Fucei e achei aulas de coreano básico na Universidade, e lá fui eu me aventurar pela nova língua.
Existe um abismo enorme entre aprender uma língua que usa os mesmos caracteres que os de sua língua nativa (no nosso caso, os caracteres romanos) e aprender um novo sistema completamente diferente. Você precisa ser alfabetizado novamente, e a percepção desse desafio é o que faz muita gente desanimar no início. Mas para mim, era mais empolgante ainda. Matriculei-me no "coreano de sobrevivência" e seja-o-que-silla-quiser.
Eis que então um universo novo começou a desabrochar na minha cabeça. O coreano é uma língua completamente peculiar e a única falada (e adotada oficialmente por um país) 100% inventada por uma pessoa, o rei Seojong, com uma data de surgimento precisa: em 09 de outubro de 1446. Seojong era um rei da dinastia Jeosong (ou Choson), cujo território engloba o que são hoje Coréias do Sul e do Norte. Muito interessado em cultura e artes em geral, durante seu reinado viu-se um florescimento de diversas invenções e tecnologias avançadas para a época. Além disso, Seojong também foi o responsável pela expansão do império coreano, e tinha preocupações militares que o inquietavam. Uma delas era a questão da comunicação.
Antes de inventar o alfabeto coreano, o povo daquela região falava uma língua que advinha do chinês, com modificações de estrutura gramatical e ordem das sentenças. Escrever, por outro lado, era privilégio dos mais nobres, que se utilizavam da complexa escrita chinesa, ou seja, dos caracteres chineses. Dessa forma, qualquer ordem estratégica militar escrita que caísse em mãos chinesas era facilmente decodificada pelo inimigo. Seojong então resolveu criar uma forma de escrever única, que apenas os habitantes do então reino de Jeosong pudesse entender. Inventou o hangul (ou hangeul), o alfabeto coreano.
O hangul foi imediatamente institucionalizado por Seojong, que obrigou todos os habitantes de seu reino a aprenderem a lê-lo e escrevê-lo, unificando assim a linguagem da península e facilitando a disseminação da informação para toda a população - o que de quebra fortaleceu estrategicamente a região, já que era um "código" único que só a península falava, desconhecido pelos invasores. Isso garantiu sua soberania política por mais de 100 anos na região. Os intelectuais da época foram contra a mudança (por que tanta honra aos trabalhadores braçais? Ler e escrever eram privilégios da elite, oras!). Tanto pressionaram que o hangul foi proibido no início do século XVI de ser utilizado em documentos. No entanto, já estava imortalizado entre as pessoas: era a língua do povo. Desde então, houve uma série de "proíbe-permite" do ensino do hangul nas escolas, até que depois da 2a Guerra, o hangul se estabeleceu definitivamente como o idioma da península coreana.
Um idioma de lógica muito simples, entenda-se. Composto por vogais e consoantes, como o nosso, e palavras formadas por sílabas, exatamente como as nossas. Embora a aparência pareça complicada (pelo menos nos olhos ocidentais), é das línguas mais lógicas do mundo. Seojong teve a preocupação de desenhar cada letra responsável por um som de acordo com o formato anatômico que a língua, a garganta, os dentes e a boca fazem ao pronunciarem aquele som. Ou seja, o hangul é um alfabeto totalmente baseado na fonética - suas letras (os jamos) são desenhadas pela fonética, usando tracinhos e bolinhas (essas últimas representam o som mudo, tipo "h" em "hotel"). Por exemplo, o som do "G" é representado pela letra "ㄱ", que é um diagrama básico da anatomia da língua em relação à garganta quando sai o som "gá".
O alfabeto tem 14 consoantes e 10 vogais e 11 ditongos (considerados como 1 letra), e as sílabas são sempre formadas por pelo menos uma consoante e uma vogal, desenhadas dentro de um quadrado imaginário que delimita a sílaba. Há também as "letras duplicadas", que seria mais ou menos como nossos "rr" ou "ss", mas com outros sons (em geral dando mais força à letra única que representam). Por exemplo, o "ㄱ" que falei acima tem sua dupla escrita "ㄲ" e fala-se com um pouco mais de força e ar expirado, soando quase como um "ká". Embora na Wikipedia comenta-se sobre a existência de 11 uniões consonantais, em 3 anos de Coréia eu não vi sequer uma palavra escrita com uma dessas letras. Portanto, em termos práticos do dia-a-dia, encontros consonantais são praticamente inexistentes.
Uma vez que você aprende as letras, você vira criança de 5 anos aprendendo a ler: para em frente a uma palavra e leva 30 segundos para falar uma sílaba, juntar letra a letra que acabou de memorizar com o som correto. Levei um bom tempo para conseguir ler um pouco mais rápido. Só a prática te permite isso e dado que o coreano é uma língua rara fora da Coréia (só nos bairros coreanos espalhados pelo mundo você tem contato com o hangul), meu conselho é que se você quer aprender coreano, vá passar um tempo por lá. Seul é legal e moderna, vale a pena.


No metrô de Seul, há placas e informações em 3 línguas: inglês, coreano e chinês. Com as Olimpíadas em 88, dentro dos carros do metrô também foi instaurada uma voz que anuncia em inglês a estação. Tradução da placa luminosa: "Próxima estação: Irwon. Saída pela direita."
Mas, uma vez que fui "alfabetizada", mais uma vez igual criança, queria ler tudo que via pela frente. Em termos gerais, se você sabe ler o coreano, já é o suficiente para se virar um pouco na Coréia (uns 30%, eu diria). Por uma razão simples: muitas das palavras utilizadas no dia-a-dia hoje vêm do inglês, e estão nas placas/avisos em inglês, apenas escritas com as letras coreanas. Veja o exemplo da placa abaixo:
"Snack Car" é a exata fonética do que está escrito em hangul. Ou seja, não há uma palavra em coreano para designar "snack" - então eles usam a palavra em inglês, apenas escrita com as letras coreanas. E isso se repete o tempo todo pela cidade, deixando mais fácil a vida pro estrangeiro que sabe ler o coreano. (By the way, esse é um ônibus-lanchonete, que estava estacionado perto do rio Han. Tinha um debaixo do viaduto perto da minha ex-casa que era "ônibus-restaurante", com aquário para peixes e lulas vivos, e de aparência mais dark que os filmes do Batman.)
Foi aprendendo coreano que percebi também outro abismo: aprender a ler e entender o vocabulário. Não me considero jamais uma falante de coreano. Sei ler, mas não sei o significado das palavras que leio, e nesse sentido, sou uma analfabeta funcional do idioma. O vocabulário da língua, exceto o que vem do inglês, é completamente diferente de tudo que se pode imaginar. Algumas palavras têm raízes chinesas, mas boa parte delas são únicas, criadas para e pelos coreanos. Isso para não falar da confusão dos números.
Há 2 sistemas numéricos em vigor na Coréia, o coreano e o chinês. Ambos são utilizados corriqueiramente, com regras que não parecem fazer sentido. Na dúvida, meu professor dizia para usar o chinês (?!?!). Por exemplo, para dizer as horas é assim: 8:40 você fala o "8" em coreano e o "40" em chinês. Telefones sempre use os números em chinês. Para contar coisas "palpáveis", use o sistema coreano. O preço das mercadorias é no sistema chinês que se fala. Durma com uma matemática dessas.
Apesar das dificuldades, o coreano é uma língua interessante, e a construção/criação do hangul é, a meu ver, simplesmente brilhante. O hangul pode até não se expandir mais militarescamente falando, mas veio pra ficar e para dar orgulho a uma nação unida pela ancestralidade e pela territorialidade.
Tudo de bom sempre.
******************
- A romanização das palavras coreanas ainda é motivo de muita discussão, acadêmica e popular. Por exemplo, a cidade de Busan também pode ser escrita como Pusan. Não há um consenso ainda na melhor romanização, e vai se fazendo do jeito que soa melhor.
- O hangul não tem fonemas para "V" nem "F" - esses sons não existem na língua. Portanto, toda vez que eles precisam traduzir pro coreano uma palavra com uma dessas letras, eles colocam "B" ou "P". Exemplo: "fork" vira "pork" e "video" vira "bideo".
- Vale lembrar mais uma vez: apesar de tudo parecer um monte de bolinha e pauzinho, o coreano usa letras, enquanto o japonês e o chinês escrevem por ideogramas. E pensa bem: não são as nossas letras também um monte de pauzinho e bolinha? ![]()
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Comentários, Trackbacks:
Obrigado. Quando alguém partilha uma coisa assim com tanto carinho e personalidade é maravilhoso.
Na verdade, não dá para colocar em palavras o conjunto de percepções. Porque envolve muita coisa, em destaque: humildade, não-deslumbramento, solidariedade, informação adequada empacotada com carinho e emoção.
Vou recomendar a leitura para a minha esposa, que é da linguística, e para o meu filho Társis (9 anos), que é teu fã.
bjs
Mande um beijo especial ao seu filho Társis.
Flavia, o coreano em geral é super-orgulhoso de ter criado o tae kwon do. Aliás, tudo que eles inventaram, têm um carinho muito especial, diferente do nosso na mesma situação. É muito interessante.
Beijos aos 2!
O Gustavo contava que quando morou no Japão pegou várias vezes o trem errado, até que decorou os simbolos
Beijinhos
(Reflexão pesarosa: como eu adoraria que adotassem um alfabeto puramente fonético para o português... Ensinar ortografia para crianças é um suplício!... "O que se escreve com 'c', com 'ss', com 'ç', com 'sc'?"... "Que maldito som tem a porcaria do "x" nessa palavra?"... "para que existe a droga do 'h' se ele é uma 'letra girafa'?"... Meu único consolo é que o inglês é bem pior...)
Seu blog é muuito legal. Gosto muito das postagens. Também tenho um blog. Sou mais nova no pedaço. Depois dá uma olhada se quiser.
Um Abraço
Ah, Patsy, nós tbm passamos por micos assim... é q eles estão espalhados pelas inúmeras histórias desse blog, hehehe!! É difícil achar tudo.
Tiagón, vindo de vc, poço de criatividade, elogio q toca fundo. Obrigada, querido.
João, então, eu seguia mais ou menos a regra dos "contáveis" e "não-contáveis" do inglês p/ tentar usar o número certo... mas ainda assim me enrolava. Essa sacada dos algarismos é ótima, e deve funcionar p/ alguns casos. O problema é q as exceções são muitas!
Andrea, fico feliz q tenha viajado junto. Os amigos são sempre bem-vindos nessas viagens maluquetes por aqui.
Eli Sandra, olharei com carinho.
Beijos a todos.
Sinta-se à vontade para viajar quando quiser por aqui... o blog está de portas abertas.
Abraços.
Mas, no final, até q não é tão complicado, viu? Eu recomendo aprender pelo menos o básico a quem é curioso de línguas. Eles não têm futuro verbal, por exemplo, o q é outra maluquice interessantíssima. As frases p/ futuro são escritas no presente com um advérbio de futuro acoplado (amanhã, em 2010, etc.). É de entortar neurônios ocidentais.
Beijão pra vc.
Estou entre aqueles que juravam ser ideogramas os tais caracteres. Ignorância de quem acredita que coreano e chinês é "tudo japonês".
Fiquei curioso para saber como é o teclado em hangul. São 14 consoantes, 10 vogais e deu? E os números? Existe alternativa para números em chinês (aliás, alguém sabe explicar como um teclado pode ser viável com ideogramas)? Como é que fica o F5, que a gente usa para atualizar a tela (risos)?
No mais, parabéns, Lúcia. Estamos todos de "mallas" prontas para ir a Seul junto contigo.
Fabio, obrigada pelos elogios! O teclado no computador coreano tem as letras romanas e menorzinho as letras do hangul. O teclado q eu uso hj pode ser "convertido" para hangul, basta eu apertar "apple + barra de espaço", pq configurei o computador tbm para o coreano.
Já na questão do teclado em ideogramas, tbm fiquei curiosa... como faz para montar um ideograma com um teclado tão restrito? Alguém q saiba chinês ou japonês sabe explicar?
Abraços a vc.
Um abraço.
Andrei Punt el
Para escrever em japonês (e chinês, e coreano também) com o teclado comum usa-se um programa-intérprete: quando acionado, ele transforma as sílabas, conforme escrevemos, no caractere correspondente. Quando há várias opções (mais de um ideograma ou alfabeto) o programa apresenta uma lista, das quais escolhemos - parecido com um corretor ortográfico. Por exemplo, ao digitar "tyou" aparece automaticamente "ちょう", e se eu continuar digitando "tyousen" aparece uma janelinha com as opções "ちょうせん" e "朝鮮" [OBS: No Japão, esse termo é pejorativo ao se referir à Coréia do Sul, só deve ser usado em relação à Coréia do Norte, cujo nome oficial é 北朝鮮 ].
Aliás, a escrita japonesa não é composta apenas por ideogramas: possui dois alfabetos silábicos (katakana e hiragana), semelhantes ao bopomofo (http://en.wikipedia.org/wiki/Zhuyin) chinês. É curiosa a semelhança entre o japonês e o coreano (cerca de 25% de vocábulos com correlatos, mesma estrutura gramatical, uso de honoríficos).
Ah, sim, também se usa ideogramas na Coréia, não (pelo menos nos dicionários...)?
abraço
Leo, os poucos ideogramas que se usam na Coréia são chineses, e eles funcionam como uma inserção de língua estrangeira no meio do discurso deles. Como quando a gente usa uma palavra em inglês no meio da frase, sabe? Não são do hangul, são usadas mais pelo costume cotidiano mesmo. Interessante essa histórida do japonês, eu sabia de 1 alfabeto silábico, não de 2! E muitíssimo obrigada por clarificar a questão dos teclados.
Beijos aos 2.
Abraço.
Andrei.
www.staffdivers.com.br
Aprendi a ler e escrever coreano a partir da internet, e usando lógica é fácil chegar lá, mas aí que mora o problema, entender é outra coisa!
Chin, e não é? Entender é a raiz do problema na Coréia. Ler é o mais tranquilo.
Fábio, e vc, leitor, q puxou toda a dúvida da galera! Obrigada MESMO por levantar essa bola q tbm me deixava bolada sobre o teclado chinês.
Jeong Son Lee, obrigada!
Beijos a todos.
José Antonio, vc não está confundindo com os escritos budistas em blocos de madeira encontrados em coreano no Templo de Haeinsa na Coréia?
Eles sim, são patrimônio da humanidade pela UNESCO. Há um prêmio da UNESCO, dedicado à valorização da alfabetização e da literacidade, cujo nome é King Seojon Literacy Prize. O nome do prêmio homenageia exatamente o Rei Seojong pela sua contribuição extraordinária a multiculturalidade, ao criar uma língua que hoje é utilizada por 50 milhões de pessoas no mundo.
Beijos aos 2.
No trailer desse filme aparece algumas palavras escritas com consoantes duplas. Eu já assisti ao filme e recomendo, vale a pena! Tchau
mas como escrever é impossivel. Esse foi a ideia que tive, ate descobrir como faremos para nos encontramos de novo. Enfim isso ja deve ter acontecido com vc fazer amigos e amores e ter que se separar. bjs
sou estudante de jornalismo da Universidade Sant'Anna, São Paulo, e farei uma matéria sobre a exposição sobre Hangul que ocorreu na Casa das Rosas. Li o post sobre o Hangul em seu blog e achei fascinante. Pesquisei muito para escrever e achei as melhores informações em seu blog.
Só a questão da UNESCO que fiquei boiando. Em alguns lugares dizem que o Hangul foi considerado Patrimônio da Humanidade, em outros da Cultura. Já vi até que o Hangul foi tombado como Legado Documental Mundial. No site da UNESCO não vi nada relacionado. Apuração pra quê, não é?
Obrigada.
Sobre a questão da UNESCO, no meu comentário aí acima linkei o site da UNESCO que fala sobre o assunto. Não achei tbm nada além do q linkei - portanto, acho q essa história de que o hangul é tombado etc. pode ter sido inventado, sei lá por quê.
Beijos e sinta-se à vontade para viajar quando quiser por aqui.
Eu que agradeço a ajuda, vc escreve muito bem, pode fazer um texto enorme que ele não se torna cansativo.
Qto a viajar pelo blog, pode ter certeza que visitarei mais. Adoro conhecer outros lugares e suas respectivas culturas, já que não posso fazer isso fisicamente, faço virtualmente =)
Bjus!!!
Não, não sou coreana! haha...^^
Bom, em primeiro lugar, parabéns por esse post! Eu adorei! Amo a cultura oriental e ultimamente tenho me viciado na Coréia do Sul! (não sei explicar, só fazendo 'regressão' pra entender...!)
Quando comecei a ler seu post falando que tu é uma apaixonada por idiomas, eu me identifiquei de imediato! Amo aprender outras línguas, mas fluente mesmo só o inglês...arrisco um espanhol e sei o 'pacote básico de turista' de coreano e japonês...하하
Enfim, sempre achei o coreano um idioma muito difícil, não tanto na escrita, mas na pronúncia. Por exemplo, no japonês (Nihongo), você pronuncia exatamente da mesma forma que escreve, o que no coreano não acontece na maioria das vezes...sem falar que eles falam rápido demais!!!
Tenho muitos amigos - virtuais - coreanos, e realmente tenho me atentado apenas a falar frases úteis do idioma mesmo, mas como você: se alguém me pagasse uma passagem pra lá, eu iria aprender rapidinho!!
E como tu comentou, a romanização do hangul é um caos... cada um romaniza de um jeito!!! Aí eu me perco toda pra traduzir depois....
Enfim, muito obrigada por esclarecer algumas curiosidades sobre lá. Me corrija se eu estiver errada, mas acho os coreanos (pelo menos do Sul), muito simpáticos e abertos : "dados", como nós, brasileiros (acho que os japoneses são mais fechados).
Tem uma frase que eu sempre falo 'A Coréia é o Brazil na Ásia' ... eles são mais divertidos, afetuosos e animados em comparação aos outros asiáticos.
~bom, é isso!
감사합니다
Descobri seu blog porque estamos a procura de pessoas que falem o idioma coreano e o português para trabalhar como tradutor por 1 mês na Coréia do Sul.
Trabalho em uma empresa que precisará enviar um grupo de brasileiros para a Coréia no mês de fevereiro, se você tiver interesse e querer obter mais informações sobre a proposta ou conhecer alguém que fale coreano e português entra em contato comigo pelo e-mail.
Abraços,
Parabéns pelo texto,estava procurando informações sobre o idioma e achei seu post super interessante,eu sempre fui fascinada pela cultura oriental,morei no japão e estou estudando japones,mas sempre achei o coreano muito dificil, principalmente pela pronuncia,sempre assisto filmes e novelas coreanas(legendas claro^^),mas é praticamente impossivel entender o que eles falam,mas assim q eu puder eu quero aprender e quem sabe um dia ir p/ Seul...
bom,muito obrigada pelo seu texto!
Parabéns pelo texto, muito legal, tive a sorte de conhecer esse site através de buscas que eu fiz sobre aprender um pouco o idioma coreano.
Estou jogando futebol na Coréia do Sul à 1 mês, morando numa cidade chamada Changwon, e devo ficar no mínimo até dezembro.
No começo não estava preocupado em aprender a falar coreano, porque já tinham 2 brasileiros no time e um tradutor, q fala muito bem português, e tem me ajudado bastante. Eu falo inglês, pensei que me ajudaria mais aqui, mas poucos jogadores coreanos falam inglês. Mas mesmo assim no dia a dia fora do clube, nos shoppings e em outros lugares, o inglês é fudamental para no mínimo ter um diálogo simples.
E com o passar do tempo senti a necessidade de aprender a pelo menos ler o hangul (pelo que vcs falaram é o mais fácil, entender que é o problema hehehe), e falar as palavras básicas e tentar aprender o máximo possível de palavras para ter a possibilidade de manter conversas simples e necessárias sem ajuda de ninguem.
Com ajuda de textos como o seu, alguns vídeos legais no youtube ( http://orientalize.fmafra.com/2008/07/06/vamos-aprender-coreano/ ), consultas no wikipedia, espero até final do ano poder ter aprendido o alguma coisa que preste hehehehe para me virar nesse país maravilhoso.
Se não for pedir demais, e você me puder ajudar um pouco mais com suas informações, pode entrar em cntato pelo meu e-mail.
Abraços, fique c DEUS
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