03.Junho.08
Não viajo sem ele
Há alguns dias, o Travel Blog do Lonely Planet fez uma pergunta simples: qual gadget/equipamento/objeto que você não viaja sem?
À parte o básico óbvio - como roupas, passagens e uma mala/mochila/bolsa que seja - acho que há poucos itens que eu não consigo mais viajar sem (já esqueci de levar o possível e o impossível em viagem). Alguns itens antigos e outros modernos, mas poucos. Isso é bom, porque meu mote sempre foi (tentar, pelo menos) viajar light e acho que em último caso, compra-se um repositor temporário e vamoquevamo. Principalmente nos tempos modernos, quando empresas começam a cobrar pelas bagagens que você carrega, é realmente importante minimizar qualquer apetrecho, comprimi-lo ao máximo ou mesmo nem levá-lo. Era uma vez o tempo das grandes malas de viagem.
Da lista antiga de troços que eu carrego, o mais indispensável é o meu mini-nano-micro-bloquinho de anotações, onde rabisco as palavras mais ilegíveis em meio a trilhas, carros em movimento ou tomando um café agradável. Esses caderninhos, aliás, viram depois preciosidades porque a organização caótica, com listas de albergue de uma cidade ao lado de comentários sobre determinada espécie de ave que avistei, me permite de vez em quando abri-los e reconstruir um pouco das viagens na maionese que se passavam na minha cabeça durante uma aventura. É uma sensação deliciosa.
Dos objetos novos, acho que o mundo digital simplificou e complicou ao mesmo tempo nossa vida viajante. Se hoje não carregamos zilhões de rolos de filme, outros cacarecos tornaram-se nossos parceiros fundamentais em jornadas pelo mundo: o carregador de bateria de máquina e celular, além dos famigerados cartões de memória e/ou pen drives respectivos (que a gente chama aqui em casa de "guiguinhas") fazem as vezes dos antigos filmes. Com a diferença de que são menos volumosos.
Mas inclua-se aqui que eu quase sempre viajo com o André, e ele como fotógrafo sub carrega um volume absurdo de equipamento, que nos faz quase sempre estar no limite de peso permitido na bagagem. São lentes, máquinas, caixa-estanque (que pesa horrores), flashes externos, suporte para eles, pilhas e baterias, fiarada e, se a viagem é longa, ainda precisa carregar laptop. Haja espaço.
Carregá-los é outra parte do imbroglio. Dependendo da viagem, escolhemos a mala mais adequada - às vezes me sinto numa loja de malas tamanha a variedade de opções da casa. E para facilitar o empacotamento desses equipamentos, coloca-se tudo em caixa plástica tipo tupperware, que é impermeável e facilita por agregar tudo num lugar só. Já estamos bastante acostumados a essa organização, o que nos economiza tempo. E depois de tudo arranjado, aí é só pôr o pé na estrada em mais uma aventura! ![]()
E eu pergunto a vocês: qual o equipamento/objeto que vocês não viajam sem?
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Comentários, Trackbacks:
Para anotações eu me acostumei a usar um Palm, mas é claro que temos as limitações da bateria, mas é muito útil podendo consultar sites, marcar pequenos textos, etc... Na dúvida um palm e um moleskine, resolvem todos os problemas possíveis.
Abs
Levi Rodrigues
www.cordadainfinita.blogspot.com
uma Malla nas costas.
bjs
Bjs
Já me quebrou cada galho...
Acabei de ver na revista Bons Fluidos uma indicação para o seu blog!
Chique demais da conta!
Beijos e parabéns!
Flávia, obrigadíssima pela dica! Já fui na banca comprar e ler. Muita surpresa boa! Q loucura.
Andréa, eu tbm carrego a máquina na bolsa direto. Não só em viagens...
Monix, sabe q eu já tentei dormir com essas máscaras e tenho a maior dificuldade? Me sinto meio "sufocada" - eu sei, elas não tampam o nariz, mas essa é a sensação q eu tenho. De perto, ninguém é normal - eu muito menos.
Hermê e Tiagón, eu já perdi as contas de quantos canivetes perdi pq esqueci de pôr na bagagem despachada. Aí eu chego no raio-X e o fulano vê meu canivete, e não tem como argumentar. André ainda carrega sempre tbm, mas eu desisti.
Levi, palm é muito chique! Ainda não encarei esse nível da modernidade tecnológica... mas aprendo um dia!
Beijos a todos.
Ah, e eu também ando com a minha máquina "xereta" digital dentro da bolsa, sempre.
Em viagens, não largo a mantinha que minha vó fez para mim, quando eu nasci... Eu sou friorenta.
Aliás, daqui há pouquinho vou te mandar email pedindo dicas para uma viagem. Guenta aí!
beijos
Bjo!
As minhas malas são sempre minúsculas, as vezes viajo só com o par de tênis que tenho nos pés, e nem me incomodo com isso, mas verifico 2473 vezes se peguei todos os documentos (desde passaporte até comprovantes de reservas de hotéis) e se os cartões de crédito e o dinheiro estão ok.
Bjs
Ernesto, eu desencanei de óculos. Preciso deles, mas não uso. Os oftalmologistas me adoram, vc pode imaginar..

Chris, agora nessa nova fase, vc tem q se pegar nas dicas do Jorge Giramundo!
Luisa, meu pai dizia a mesma coisa. O mais importante é ter dinheiro e documento. O resto a gente "se vira".
Ulisses, tem viagens que eu não levo nenhum livro. Vergonhoso, eu sei, mas é q quando a coisa vai ficar muito cheia de ação, fico com pena de detonar com as folhas. Quando levo, prefiro paperback, pq se rasgar, molhar, etc. eu não fico com tanta dor na consciência.
Beijos a todos.
Documentos são sempre revisados várias vezes, mas isso o Sr. Emília faz melhor do que eu :-D
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