19.Maio.08
Dos arquivos da National Geographic
Meu sogro está fazendo uma limpeza numas caixas antigas aqui em casa. São muitas, e de vez em quando verdadeiras preciosidades ressurgem em meio a mofo e poeira. Como a coleção de revistas National Geographic da década de 50.
(Confesso que ainda não me afundei nessas descobertas, e me prometo há semanas dar uma folheada pelas reportagens antigas, mas nunca o faço; e as revistas continuam empoeirando, agora na mesa da garagem. Das poucas revistas que folheei, terminei encontrando uma reportagem sobre o Lago das Águas-Vivas em Palau maravilhosa... São muitas revistas e requerem tempo para aproveitar cada página com o devido respeito que merecem. Mas sei que mais jóias ressurgirão assim que eu encarar a pilha amarelinha.)
Na edição acima, de novembro de 1955, que fiz questão de escanear e colocar aqui, há uma reportagem sobre a conquista do Everest e de outros picos himalaios pela equipe de Sir Edmund Hillary e Tenzing Norgay, com detalhes da rotina nepalesa além do Everest (a reportagem chama-se "Beyond Everest"). A foto que acompanha o relato é uma pérola à parte.
Eis Sir Hillary no acampamento-base do Everest escrevendo a história de sua aventura numa máquina de escrever, em meio ao gelo e ao ar rarefeito. Para mim, é uma foto clássica, que revela uma época em que o montanhismo era mais romântico, talvez. Em tempos de tocha olímpica no Everest a qualquer custo, relembrar que um dia contar as aventuras sobre escalar montanhas já foi assim, em lento low-tech, nos ajuda a refletir melhor sobre as prioridades e avanços que vivemos atualmente.
Tudo de bom sempre.
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Comentários, Trackbacks:
No fim das contas, as restrições orçamentárias trazem um componente existencial para as aventuras, que nem sempre é notado por muita gente "das tribos".
De todo modo, um dia levo minha Alpamayo 70 ou minha Verglass 55 para ambientes mais rarefeitos, rssss
abraços,
Flavio, da década de 30?? Eu quero ver sim. Deve ter umas preciosidades mais raras ainda.
Beijos pros 2.
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