Paixão Virtual

Paixão Virtual

22.11.11 | por ariane [mail] | Categorias: Comportamento, Coisas da Ari





São milhares os casos de relacionamento virtual. A sensação principal que leva a esse sentimento de paixão é o desejo da aceitação. Ama-se aqueles que nos aceitam e nos tratam bem. Ama-se a sensação de ser bem tratado. Não importa a idade, a aparência física, os defeitos ou dificuldades que o outro tenha na vida cotidiana: só o que importa são os momentos de prazer quando se está em contato, seja através de mensagens, emails... E essas paixões, por existirem apenas no mundo virtual, se tornam às vezes ainda mais fortes que nas relações reais, uma vez que só se vê no outro e só se mostra o que se quer.

Psicólogos dizem que a paixão virtual é um estado alterado de consciência, em que a pessoa concentra suas energias numa fantasia. Apaixona-se pelo sentimento, pela felicidade, pelo sonho, muito mais do que pela pessoa real. Principalmente nesses casos de paixão virtual, as pessoas apaixonam-se mais por si mesmas, pela sua capacidade de seduzir e se envolver, do que pelo outro.

Os encontros virtuais são muitas vezes tão intensos, podem ser tão ricos, que depois de alguns dias de contato entra-se geralmente numa intimidade que a maioria das pessoas não se permite nos contatos pessoais.

Virtualmente, não existem pessoas feias. Basta ser simpático, que nossa imaginação já transforma o outro em bonito, agradável, sensual. A sensualidade está nas palavras, não nas atitudes reais. É por essa imagem que acontece a paixão. Apaixona-se pelo que o outro "aparenta ser", não pelo que é. E, através da comunicação virtual, é muito mais fácil preservar o ego, mostrar apenas o que se decide mostrar. Apenas o convívio desmascara. E aí, quando as máscaras caem, é que se conhece a verdadeira pessoa e podem acontecer as desilusões.

O fato de as pessoas não se exporem visualmente facilita ainda mais a abertura das emoções. Ao contrário dos encontros pessoais, em que a espontaneidade conta muito, nas mensagens via Internet a pessoa pode repensar suas palavras, usar citações de poesias ou elaborar o texto para surtir maior efeito. A máscara, inevitavelmente, se forma. Nas relações virtuais primeiro se tem contato com o intelectual, depois com o emocional e afetivo... e só depois, às vezes, com o físico.

Eu particularmente me apaixono por palavras, atenção, gentilezas, mas principalmente pelo toque, pela voz, poder olhar no olho, sentir a pessoa. Mas não considero impossível se deixar levar e se apaixonar verdadeiramente.

Pra quem nunca experimentou a sensação posso dizer que é muito bom, ler uma mensagem escrita de coração e sentir o frio na barriga quando aquela pessoa em especial conecta-se do outro lado.

Acredito em todos os tipos de comunicações como meio de propagar o amor, os sentimentos, as sensações, sejam cartas, telefonemas ou mesmo a internet.

Vale lembrar a importância dos cuidados que se deve ter nessas questões virtuais, principalmente quando se decide marcar um encontro pessoal. Atentem-se sempre a isso. Conheçam o chão onde pisam.

E vocês, acham possível ter uma paixão por alguém que não se conhece pessoalmente. Acreditam em “Amor Virtual”? Contem TUDO!!

Beijos Ari.

Fonte: Instituto PsicoInfo.

Posts similares:
De que maneira a Internet influencia suas relações sociais?
Chorando em Público
TEORIA OBJETIVA: MULHER INTELIGENTE É MUITO MAIS SEXY
Indique: del.icio.us Ueba Ueba


(Os comentários abaixo exprimem a opinião dos visitantes, o autor do blog não se responsabiliza por quaisquer consequências e/ou danos que eles venham a provocar.)

Atalho pra o formulário

Comentários:


Comentário de: Jazz @brabul · http://poucaspalavras.wordpress.com

Já tive várias paixões virtuais que se transformaram em reais e foi MUITO BOM. Acho que virtualmente, as pessoas se abrem mais, por se sentirem protegidas atrás de um monitor. Isso facilita a intimidade, ais rapidamente.

Acho que a virtualidade é apenas um meio de fazer o primeiro contato. Sem contar só as paixões, também pude fazer vários amigos reais que conheci através da internet.

Vale a pena? Sempre.

PermalinkPermalink 22.11.11 @ 13:14



Comentário de: Felipe Rey · http://wordsfeliperey.wordpress.com/

Pra ser sincero a questão de viver histórias de amor é pertencente a qualquer pessoa.E você pode encontrar tanto no virtual quanto no carnal. Com relação a questão de charme e conquista toda pessoa tem seu lado de sedução, e é comum que as pessoas se apaixonem por quem tem bom cerébro. Fora isso, existe uma teoria que diz: " Viver bem por muito tempo, também não é "natural" . Acredito que seja por isso que depois de muito tempo aconteçam as brigas nos casamentos.Para ser sincero acho que o melhor é tentar viver um grande amor pro resto da vida.Mesmo sabendo que o verdadeiro casamento é pra sempre no tempo de Deus.

PermalinkPermalink 30.11.11 @ 16:14



Comentário de: Maria Edjane · http://www.sualista.com.br

Paixão virtual...como as da vida real têm 50% de chance de dar certo e mais 50% de chance de não dar. Mas é preciso cuidado..não sabemos quem está do outro lado do monitor :)

PermalinkPermalink 16.12.11 @ 17:38



Comentário de: Andreboanova · http://andreboanova.blogspot.com/

Oi, acredito em paixão virtual mas não em amor virtual. Acho 1000 vezes mais fácil alguém apaixonar-se pela internet do que na vida real. Gostava de salientar que paixão não é nada de bom.
Quando alguém se apaixona por alguém perde a sua individualidade pois só se sente completo ou realizado quando tem a posse do outro (No caso de relacionamento). Para além disso ao alguém se apaixonar, cria uma imagem fantasiada da pessoa.
Na internet o nosso cérebro tem muito mais tendência em criar imagens da pessoa com quem trocamos informação. Repara que muitas vezes conhecemos alguém e até engraçamos com a pessoa, mas depois à medida que conseguimos perceber o jeito da pessoa nos desinteressamos. Então... Acho que para criar ilusões a internet é o melhor lugar. Agora amor não.
Amor vai além de ilusão. É amar-mos aquilo que a pessoa é e por tanto conseguirmos ver os defeitos como as qualidades, rejeitamos a ideia de só nos sentirmos bem connosco próprios quando quem ama-mos está connosco. E creio que só nos apaixonamos ou amamos alguém se assim permitirmos.
William James "o pai da psicologia moderna" afirmou que a maior descoberta da sua geração foi a que o homem podia mudar a sua vida mundo a atitude da sua mente.
Se não autorizarmos o nosso coração a amar alguém ou rejeitar a paixão, ou até o verso, induzi-lo a amar alguém, conseguiremos. Temos um domínio incrível sobre nós próprios. Coisa que a maioria ainda não descobriu. "domínio próprio" é esse o nome que se dá a quem tem controlo dos seus sentimentos. todas as doenças psicológicas podem ser prevenidas através disso. :) (Disseste para contar tudo! :P)
Se puderes passa em meu site: http://andreboanova.blogspot.com/


Andreboanova

PermalinkPermalink 12.03.12 @ 23:58



Deixe seu comentário:

Seu endereço de email não será exibido nesse site.
Sua URL será exibida.

Juliana Dacoregio é uma jornalista que curte cinema, TV, literatura, moda, comportamento, peruíces em geral e adora dar palpite sobre tudo isso. Escreve também no Heresia Loira, é colaboradora do Amálgama, assina uma coluna no Portal Rádio Criciúma é autora do blog Paperback Writer Girl e do livro Diários do Purgatório (Ufa!). Encontre-a também no Twitter e no Orkut
Ariane Miranda (ou só Ari): uma menina fora do padrão, apaixonada por sapatos, musica brega e poesia! Autora do S.O.S-Shoes. Sempre presente no Twitter, falando sobre moda, amor, trabalho e o que mais der na telha. Encontre-a também no Facebook, Tumblr e Orkut.
Jazz Pimenta é médica-pediatra, ciberativista, natureba, aprendiz de viver bem, dançarina e lutadora de Muay Thai. Tem um metro e meio e acha que somos do tamanho de nossos sonhos. Autora dos blogs Nova Pediatria, Poucas Palavras, idealizadora do projeto BorAjudar e colunista do Muita Pimenta. Encontre-a em outras mídias sociais pelo Me Adiciona.