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Texto de Lisa Lombardi, Nova Mulher Brasileira:
Quando alguém da turma liga perguntando "O que a minha amiga sumida está fazendo?", é provável que você responda automaticamente: "Ah, nada". Mas pense bem se isso não está longe de ser verdade. Talvez você nem se lembre da última vez que, ufa!, ficou de papo pro ar, abrindo mão de festas, programas com o namorado ou as amigas e compromissos profissionais ou familiares. "A mulher, com sua tendência de realizar milhares de coisas ao mesmo tempo, acaba se exigindo mais e mais", afirma a psicoterapeuta Carmen Cerqueira Cesar, da Sempre Consultoria Empresarial. "Acha que precisa desesperadamente dar conta de tudo, com perfeição, se quiser conquistar o homem dos seus sonhos, manter-se no emprego, agradar aos pais e irmãos, corresponder às expectativas das amigas, ficar linda de morrer e em forma... Alcançar tantos objetivos numa tacada só é quase uma obrigação, a ponto de a simples idéia de pôr um freio na correria do dia-a-dia virar um desafio daqueles", completa ela.
Verdade. E o pior é que as exigências não são apenas internas. "Somos encorajadas pela sociedade a preencher nossa vida (e, diga-se de passagem, atacamos em várias frentes com muita desenvoltura), a tal ponto que dificilmente percebemos os momentos de dar uma parada", afirma Laura Fortgang em seu livro Living Your Best Life (Viva sua melhor vida). Trocando em miúdos, é muito fácil, nos dias atribulados de hoje, nos esquecermos de que precisamos recarregar as baterias de tempos em tempos. "O problema é que, embora o desejo de realizar seja admirável, ele se volta contra nós quando vira uma compulsão", observa Carmen.
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