
A estilista Sueli Schmitt, formada em Negócios da Moda pela Universidade Anhembi-Morumbi, fala sobre a falta de criatividade das confecções brasileiras e sobre como os preços não correspondem a (pouca) originalidade das peças:
Por que um vestido de viscolycra curto, com costuras laterais, costuras nas alças e uma aplicação simples de renda de algodão no decote deveria custar R$169,00? Onde estava o detalhe único daquela peça, um bordado manual, um aplique de misturas de rendas, uma mistura de tecidos simples com tecidos nobres? Nada…
Vi que existe medo por parte dos consumidores em comprar algo novo e medo por parte dos estilistas em propor algo novo. Onde está a criatividade? Onde está a nossa brasilidade tão falada?
Mini saia de sarja branca na promoção por mais de 120,00 reais não é promoção, é preço de boutique, mas tem que ter botão com cristais e deve vir com um par de sandálias pra custar tudo isso.
As estilistas no Bom Retiro precisam parar de desenhar no papel e começar a experimentar os efeitos dos tecidos sobre o manequim, ver os caimentos que aquele tecido oferece, juntar viscolycra com seda, com chiffon, com ribanna canelada, com tricoline, enfim, é preciso inovar nos produtos.

Camiseta precisa ter manga, mas as mangas podem ser de renda, de babados, de tricoline estampado, de sarja leve, de qualquer outro tecido.
Para vender caro é preciso ao menos oferecer um produto diferenciado; para ser top e fazer sucesso é preciso ser diferente. O que mais vi foram blusas lisas sem nenhum aplique, nenhum bordado, nenhuma inserção manual. Faltava uma ousadia na cor, um tingimento especial, uma brincadeira com flores, um laço, um broche de tecidos…
Façam uso dos materiais que temos em abundância, como fitas, linhas, rendas, bordados, patchs, zíperes, pedras, correntes, fibras… Façam as suas peças serem desejadas.
Leia o texto na íntegra e confira dicas de como diversificar seus produtos em Fashion Bubbles.
Saiba mais sobre a autora deste artigo em Blue Caffe Fashion.
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