
O mais familiar não era a casa em si - o sofá, as paredes, uma ou outra foto, cama, edredon. O mais familiar era a luz - a luminária de canto que deixava o banheiro com uma cor laranja, que se refletia nos azulejos. Engraçado como por mais pensadas e bacanas que sejam as decorações, a casa mesmo são os detalhes, e não necessariamente aqueles planejados. No caso dela, era quando chegava, tirava os sapatos e acendia a luz do banheiro para lavar o rosto, que o sentimento de estar em casa a invadia. E que o mundo todo deixava de importar.
* A ilustração é do meu irmão, Vitor
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