"Ninguém abra a sua porta para ver que aconteceu: saímos de braço dado, a noite escura mais eu." (Cecília Meirelles)

Sorvete de morango, areia quente, piscina. Diários cheios de páginas em branco e rabiscos com lápis preto. Sono, muito sono, e lençois amassados com saudades de uma noite bem dormida. É novamente sair do casulo, abrir as asas e se arriscar em algum horizonte.
Sinto a vida em marés. E pego no tranco como se soltasse palavras no ar. Um alimento por dia, uma respiração por vez. É na economia de tudo que algo novo se forma. Se organiza. Ando guardando um pouco de tudo, colecionando adjetivos e frases. Registrando. Para formar alguma coisa maior. Mais um eu, mais um ano.
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