O infinito é azul e prateado

31.07.09



Ela estava sozinha ao pé do mar. E queria cantar para que cada peixe lá embaixo parasse para ouvir. Um sonho de infância, talvez um traço megalomaníaco, uma bobeira como tantas outras. Começou a abrir bem a boca, a soltar sua voz aguda e limpa. As ondas continuaram chegando, naquele embalo que inspira entrega e calma; a luz do sul seguiu espalhando seus reflexos prateados; Os peixes lá embaixo até ouviram, pararam por uns minutinhos para ver de onde vinha a melodia, mas se distraíram rapidamente e esqueceram a música. Ela percebeu. E ficou triste. E nunca mais quis olhar para o mar.

posted by Simone Iwasso | 03:07 | 3 Comentários | #Link

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Nome:
Mudanças
Comentário:
Muito interessante!
parabéns!
#Link 03.08.09 @ 17:55
Nome:
Frizero
Comentário:
Tão lindo... e tão português!
#Link 04.08.09 @ 10:27
Nome:
Geraldo
Comentário:
Oi! O seu locutório é muito bacana. Gostei muito. Esse texto, em particular, inspirou uma postagem no meu abismo particular. Abraços fraternos.

http://abimedesoiseaux.blogspot.com/2009/07/sirenios.html
#Link 16.08.09 @ 11:55

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