Quando venta muito, parece que as coisas se mexem mais. Por mais que só as folhas, os papéis e o lixo da rua seja arrastado, acho que tudo o que existe vai junto - inclusive nós. É como se existissem cidades nômades, que imperceptivelmente, vão sendo levadas, tão devagar que a gente nem percebe. Acho que esses ventos todos revelam alguma coisa, descobrem. De repente, todas as mentiras são reveladas.