- Pai, você não acredita.
- O quê?
- Deitei no divã essa semana.
- No Odivan? Como assim?
- Deitando, ué. Ele perguntou se eu queria e eu fui.
- Fácil assim?
- Pois é, eu achei que talvez eu fosse ficar constrangida ou algo assim, mas não. Foi ótimo.
- Você chegou lá, deitou e pronto?
- Foi.
- E está feliz com isso?
- Claro. Por que não estaria?
- Não sei, será que você não deveria ter sido um pouco mais … hã.. resistente?
- Pra quê? Ele propôs, eu topei. Foi uma coisa natural, fruto de um processo.
- Um processo bem rápido. Meteórico até.
- Eu sei! É por isso que foi tão incrível. Achei que fosse demorar mais.
- Filha, eu realmente prefiro que você não me conte essas coisas.
- Credo, eu só estava feliz com algo que eu conquistei.
- Conquistou? Permitiu, você quer dizer.
- Bom, se você prefere colocar desse modo…
- É que você fala n´Odivan e me vem à cabeça aquele troço preto enorme.
- Como assim, qual o problema do divã ser preto?
- Nenhum, absolutamente nenhum. Mas ficar imaginando você deitada nele não é muito agradável.
- Aliás, como você sabe que o divã é preto?
- Saber eu não sabia, mas o único Odivan que eu conheço é o lateral do Flamengo, que é um baita dum negão. Natural que você esteja tão satisfeita em ter deitado nele, mas, por favor, não vamos falar mais disso.
É tão bom esse texto do Volumetria que precisei compartilhá-lo. É daqui.