De meus, mesmo, há bem pouco. Três estrelas esfumaçadas perto da Lua, uma galocha amarela para manter os pés secos, dois refrões rimados de uma canção, um punhado de anis-estrela e um desenho à carvão num papel dobrado. Do que empresto, acrescento mais um pouco: as cordas de aço do violão, um esmalte para as unhas, um pincel e o pôr-do-sol rosado de dias limpos.
Não pensava em perdas e ganhos até você me dar o colo, oferecer um beijo e me deixar ver. Só há sorrisos desse jeito para nós.
Mas ainda assim alguma coisa outra acontece: carregar um buraco-negro deixa a gente mais leve ou faz tudo pesar mais?
PS: "Ando meio fatigado de procuras inúteis e sedes afetivas insaciáveis." (Caio F.)