Ele fazia toc toc toc. Os meninos corriam. Jogavam areia. Chutavam bola. E ele lá, toc toc toc. Insistia, arrastava. Nada. De perto, dava pra sentir a respiração rápida. As mulheres com sacolas iam passando. Podia estar machucado - mas não tinha sangue. Talvez quebrou alguma coisa. Não dava pra saber. Por causa de um chinelo, quase foi pra rua. Como será que tinha parado ali? Angústia, só de ver. Até que passa a menina. Correndo de bicicleta. "Moça, o pinto tá com a cabeça dentro do coco!", grita. Pára do meu lado. Senta no chão. E tira o pintinho amarelo de dentro do coco-verde.