Quer comprar no Submarino? Entre por aqui e eu ganho 8%.
"A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal." - Art. 36 do Código de Defesa do Consumidor.
Qualquer publicidade, propaganda ou conteúdo pago será sempre indicado como tal. O LLL, até hoje, nunca fez post pago. Se fizer, isso será avisado com destaque.
Quando o post é fruto de presente/divulgação/cabine de imprensa/etc, isso é sempre claramente explicitado e não é garantia de elogio.
Se eu fizesse "parcerias não-monetárias de conteúdo", meus textos estariam em metade dos sites da internet. Não entro em "projetos de mídia viral" e nem "troco links": eu só me vendo por dinheiro mesmo, e sempre aviso.
Sobre os Livros
Pergunta de uma leitora que originou esse post:
sempre fico interessada nos livros linkados em cada post, mas nunca cheguei a comprar nenhum deles. O que eu queria saber é se esses livros são especialmente selecionados por você por serem bons e realmente interessantes ou se são apenas livros relacionados ao tema independemente de algum juízo de valor seu sobre eles, selecionados aleatoriamente, entende? Enfim, gostaria apenas de saber se são reais recomendações de leitura suas.
Percebi que, de fato, eu nunca tinha me posicionado claramente sobre isso, então, aqui vai, full disclaimer.
Quase sempre, as capas de livros nos posts são apenas ilustrações/sugestões de livros do mesmo assunto, para leitores que queiram saber mais. Gostaria de só linkar livros que eu li, mas a grande maioria dos livros que eu recomendaria ou nunca foi publicada no Brasil ou está fora de catálogo.
Via de regra, quando eu tenho algo específico a dizer sobre algum livro, eu o menciono no texto do post ou, então, em uma notinha logo abaixo da capa.
Minhas recomendações principais estão na coluna da direita. Esses são alguns dos meus livros favoritos de todos os tempos e eu os recomendo sem reservas.
Fonte da Receita do Blog
Esse blog se mantém basicamente das comissões do Submarino, da venda direta dos meus livros e do rachuncho que me cabe da receita publicitária do Interney Blogs como um todo. Dá uns R$600 por mês. É merreca (graças a deus não vivo disso!) mas me possibilitou alugar um apartamento no Rio o ano todo, melhorando absurdamente minha qualidade de vida. Eu agradeço a vocês leitores todos os dias por isso. Aliás, obrigado. De novo.
Leia também o blog do meu amigo Surf Hype, o blogueiro com mais credibilidade de São Paulo, e o Código de Conduta para Blogueiros Profissionais, do Dahmer.
Acontece muito. A pessoa se apresenta como jornalista e eu, antes inocentemente e hoje de propósito, pergunto:
"Pôxa, que máximo, pra que jornal você escreve?"
Quase sempre, a pessoa abaixa a cabeça, quase envergonhada, e responde um acanhado:
"Não, trabalho como assessora de imprensa..."
Então, por que se apresentam como jornalistas, oras? Será que é tão vergonhoso assim ser assessor de imprensa?
(Imaginem a cena:
"Oi, meu nome é João, sou professor."
"Que legal, onde você dá aula?"
"Ah, dou aula não, sou carpinteiro.")
Naturalmente, a resposta é simples: quem estuda Jornalismo quer ser jornalista, cobrir a eleição presidencial da França, escrever matérias especiais sobre a prostituição infantil, entrevistar ministros de estado e estrelas de cinema. O problema é que as faculdades de jornalismo formam trocentos novos "jornalistas" por ano e as vagas em jornais e revistas só fazem encolher: o menino que sonhou em ser correspondente de guerra tem que lamber os beiços de conseguir pagar suas contas em troca de cavar notinhas pra fábrica de cimento. E, mais humilhante ainda, babando o ovo dos jornalistas de verdade - logo aquilo que ele mais queria ser!
Outro dia, uma amiga assessora de imprensa que se apresenta como jornalista tentou me explicar que assessor de imprensa É jornalista, "claro que é, Alex, até o próprio sindicato diz que é!". Tinha acabado de escrever uma mega-matéria, com entrevistas e declarações e lides e tudo o que uma matéria tem que ter, para divulgar um evento no shopping center para o qual trabalha, e que o maior jornal de região tinha publicado ipsis litteris.
"Eu sou jornalista", disse ela, "porque o que eu produzo é exatamente a mesma coisa que um jornalista produz: matérias informativas e bem apuradas!"
Mais ou menos, né? O produto final ser ocasionalmente o mesmo não prova que assessor de imprensa é jornalista, pelo contrário: comprova apenas a decadência dos jornais. Um jornal digno desse nome jamais publicaria ipsis litteris uma matéria enviada por um assessor de imprensa - e todos fazem isso.
Teoricamente, beeeem teoricamente, quando um jornalista escreve uma matéria, ele está buscando a verdade dos fatos. Na prática, bem na prática, quando um assessor escreve uma matéria, às vezes a mesmíssima matéria, ele está buscando máxima exposição na mídia para a sua fábrica de cimento. Mesmo se a matéria acabar ficando igual, a diferença é monstruosamente grande. Aliás, é justamente essa diferença teórica - um buscando a romântica verdade, outro servindo ao mercado capitalista - que explica a percepção diferente de ambas as profissões:
"Claro que eu vou me apresentar como o romântico paladino da verdade, e não como o lacaio do capitalismo! O que os meus colegas de movimento estudantil pensariam?!"
Como cada um inventa para si a narrativa de vida que necessita para poder tolerar sua própria existência, não duvido que alguns até acreditem que estão tornando o mundo um lugar melhor à cada menção que cavam da sua fábrica de cimento.
Eu sou formado em História, mas nunca me apresentei como historiador. Sabe por quê? Porque não exerço a profissão. Será um critério tão difícil assim para os assessores de imprensa seguirem? (Aliás, nunca me apresentei pelo meu ramo de atividade ou pelo meu curso universitário, acho isso a coisa mais mesquinha do mundo! Faria mais sentido dizer: "Oi, meu nome é Alexandre, sou destro!")
Não estou criticando a profissão de assessor de imprensa. Se servir ao mercado fosse demérito, não sobraria profissão nenhuma pra se elogiar - inclusive os próprios jornalistas, esses (sic) paladinos da (mega sic!) verdade. Não existe problema algum em ser assessor de imprensa: quem parece que discorda são os próprios, que se apresentam como se fossem outra coisa! O que esse fenômeno nos revela é somente a baixa auto-imagem da categoria.
Imaginem o que pensaríamos dos neurocirurgiões se todos se apresentassem como obstetras?
"Oi, meu nome é Paulo, eu sou obstetra!"
"Ah, que mágico!, o milagre da vida!, quantos partos você já fez?"
"Er... quer dizer... na verdade, eu só opero cérebros... Mas ser obstetra é tão lindo, né?"
(Reparem o cuidado que tive para citar duas especializações da mesma profissão, ou seja, no mesmo nível hierárquico. Se faço o exemplo com "enfermeiro" e "médico",. me lincham em praça pública. Aliás, vão linchar do mesmo jeito, querem ver?)
Obras completas de Freud, de R$960, por R$399
Um blog sobre rebeldia, contemplação e sacanagem, regado a muita literatura e humor. Nosso assunto são as várias prisões que acorrentam o homem, como ambição, verdade e medo. Dê sua opinião!
Quer comprar no Submarino? Entre por aqui e eu ganho 8%
8129 Panola St, New Orleans, LA, 70118, msn, tel, email
Ao me enviar email ou comentar no LLL, você está automaticamente permitindo que eu publique sua mensagem no blog, inclusive com seu nome e endereço. Pense bem.