Quer comprar no Submarino? Entre por aqui e eu ganho 8%.
Woman: There’s a million people trying to sneak into our country....
Munch: Gee, it’s almost like someone hung a sign, ‘give us all your huddled masses...’

O pior de ser a super-potência isolada é a falta de inimigos verossímeis. Se uma pequena, pobre e fudida nação africana conseguisse fazer tudo aquilo, infiltrar o governo dos EUA e até matar a presidenta, bem, por que então ela não é rica, poderosa e fodona?
Um amigo me emprestou as cinco temporadas de Angel em DVD. Vai ser meu projeto para as férias.
Enquanto isso, a oferta continua de pé: estou vendendo as 7 temporadas de Buffy, também do Joss Whedon, um dos melhores criadores da TV americana hoje. Só na minha mão. 7 boxes. 39 DVDs. (Um com defeito, o segundo da 6a temporada) Região 1. Sem legendas em português, claro.
Pela Amazon, está US$212 (mais o caríssimo frete, claro). Pelo Submarino, cada temporada é R$80 (o que daria mais de R$500 por tudo) e mesmo assim eles só tem as 5 primeiras.
Estou vendendo por R$350, mais o frete. Somente R$50 por temporada. Se você mora no Rio ou em São Paulo, eu levo na sua casa.
Comprei, adorei, assisti, mas agora melhor vender, ganhar dinheiro, e fazer a felicidade de outro felizardo. Aproveitem, que é só porque estou absolutamente quebrado esse natal. Dê pro seu sobrinho pentelho que adora filmes de terror. Mandem o link praquele seu amigo que disse que gosta de Buffy. Compre pra você mesmo. O preço está ótimo.
Ajudem o Alex a ter um natal feliz.
Finalmente, um pouco de futilidade nesse blog!
Desisti oficialmente de Heroes faz uns três episódios. Os produtores parecem não ter o menor carinho pela própria série. Esquecem personagens sem o menor constrangimento. Passam meses desenvolvendo um personagem somente para fazê-lo agir de forma completamente out of character assim que surge o primeiro beco-sem-saída no enredo. Para poder haver lutas (aliás, ridículas) entre os personagens, eles se comportam de forma pueril, parecendo adolescentes idiotas que não páram pra conversar antes de cair na porrada. Personagens que se conheciam na temporada anterior subitamente se comportam como se fossem completos desconhecidos. Arre! Sério. Não dá. Esse texto resume tudo.
30 Rock é o Seinfeld desse começo de século. A interação entre os criativos e os executivos é impagável. Adoro as sacanagens com os republicanos. Amo a assistente loira gostosa que sabe que é gostosa; sua melhor frase: "Did he just talk to me like I’m ugly?" Na mesma linha, Jack diz para sua namorada quando descobre que ela costumava ser feia mas fez muitas cirurgias plásticas: "I thought you made love like an ugly girl: so present, so grateful!" Sensacional. O último episódio, com Steve Martin, foi dos melhores.
Os Leis e Ordens estão como sempre. SVU nunca é brilhante mas também nunca é ruim. Na série original, pensei que a promoção de McCoy a DA iria mudar alguma coisa, mas continuou tudo igual também. Eu e Fal estamos esperando pela estréia, recém-adiada pra sabe-se lá quando, da nova temporada do nosso favorito, Criminal Intent. Bobby talvez seja o um dos personagens mais interessantes da televisão hoje. E, agora, ainda vai ter Jeff Goldblum, que é sempre divertido.
Por falar em espera, depois de um hiato de um ano, também estou esperando ansioso por Battlestar Galactica (eles juraram que serão os últimos episódios!, que não vão esticar a série ad eternum) e pela sétima temporada de 24, em janeiro. Os dois seriados já foram excelentes mas decaíram. A última temporada de 24 foi a única fraca, mas ainda não desisti. Os produtores prometem que a sétima será a melhor, pois será a única bolada do começo ao fim antes mesmo de começar, ou seja, sem barrigas. Veremos. O telefilme 24 Redemption, ponte entre a sexta e a sétima temporadas, que passou essa semana, foi bobinho: Jack Bauer na África, defendendo os fracos e oprimidos, salvando os pobres neguinhos crianças dos malvados negões adultos que querem usá-los em suas guerras. Ah, se não fossem dos brancos americanos pra resolver os problemas que esses negros causam na África, viu?! Primeiro, Tarzan, depois Fantasma, agora Jack Bauer, em versão ONG. Enquanto isso, o personagem da ONU é um poltrão, medroso, falso, que vende os heróis sem piscar. Sério, bem que a Fox News me avisou que a ONU não presta!
Por fim, Dexter. Dexter é a melhor coisa na TV hoje. A segunda temporada foi fraca em comparação à primeira, tentaram fechar muitas pontas soltas no último capítulo, houve muitas coincidências, ficou corrido e mal costurado, uma desgraça. A terceira temporada está simplesmente sensacional, sem retoques, perfeita. Nunca vi nenhum seriado ou novela conseguir manter no ar tantos enredos e
histórias paralelas sendo que todas são interessantes: Dexter e Miguel, Deborah e Anton, LaGuerta e a advogada, Batista e a policial de costumes, o parceiro da Deborah e a japonesa que o persegue, até mesmo a relação entre Rita e a esposa de Miguel. Menos perfeito só mesmo a historinha do artigo do Masuka. O desenvolvimento, o ritmo, a caracterização dos personagens, tudo perfeito. Faltam três episódios. Queira Shakespeare que não tentem (de novo!) resolver todos as subtramas ao mesmo tempo com um deus ex machina nos últimos quinze minutos do último episódio.
Estou há meses pra escrever um post sobre a surra que Hollywood tem levado da TV em literalmente todos os gêneros. Não houve, no cinema, filme de ficção científica melhor que Battlestar Galactica, comédia melhor que 30 Rock ou Seinfeld, thriller melhor que 24. Enquanto o cinemão de Hollywood está cada vez mais tímido e conservador, com medo de arriscar, definindo o final dos filmes por comitês pra não desagradar ninguém, a TV vem explorando novos formatos e novos estilos, tem sido muito mais ousada e arriscado muito mais.
* * *
Se você não quer só saber de futilidades, clique no botão abaixo e leia um papo sério:
Mesmo vocês já tendo sacado que o outro blog é meu - raios, não consigo enganar meus sagazes leitores! - leiam lá esse post incrível, detalhando todas as minhas opiniões de porque, ao contrário do senso comum, Sex in the City é um seriadozinho muito do machista e do conservador, que só faz perpetuar os estereótipos femininos mais ultrapassados:
O Casamento e a Cidade, do blog Continua Valendo.
Planeta: Terra. Cidade: Tóquio. Como em todas as metrópoles deste planeta, Tóquio se acha hoje em desvantagem em sua luta contra o maior inimigo do homem: a poluição. E, apesar dos esforços das autoridades de todo o mundo, pode chegar um dia em que a terra, o ar e as àguas venham a se tornar letais para toda e qualquer forma de vida. Quem poderá intervir? Quem? Quem?
Estou assistindo ao DVD de Armação Ilimitada. É a primeira vez que revejo o seriado depois desses anos todos. Bate uma nostalgia forte daquela época, adoro ver o Rio da década de 80.
Por enquanto, a coisa que mais me chamou atenção foram os heróis andando de moto, com uma criança na garupa – todos sem capacete.
Fico cá pensando: se fosse numa novela hoje em dia, daria até passeata de protesto na rua.
Só na minha mão. 7 boxes. 39 DVDs. (Um com defeito, o segundo da 6a temporada) Região 1.
Pela Amazon, está US$339. Pelo Submarino, cada temporada é R$129 (o que daria mais de R$900 por tudo) e mesmo assim eles só tem as 4 primeiras.
Estou vendendo por R$495, mais o frete. Somente R$70 por temporada, R$3,50 por episódio. Se você mora no Rio, eu levo pra você.
Comprei lá, adorei, assisti tudo, agora não tenho onde guardar. Melhor vender, ganhar dinheiro, fazer a felicidade de outro felizardo. Ganha o primeiro que confirmar e depositar o valor.

(fonte)
Esse cara atrás do Pinochet não era o mordomo do Magnum?

Pra quem gosta dessas coisas, o Submarino está vendendo as duas primeiras temporadas de Magnum com desconto de R$190: de R$310 por R$120.
Email que recebi:
"Gostaria de fazer uma sugestão para o LLL (que na verdade é um pedido pessoal de indicações): você poderia fazer uma lista com os livros indispensáveis e/ou os que você mais gosta sobre crimes? Veja, usei a palavra "crimes" para que a lista possa ser abrangente: detetive que desvenda algum, estudo sobre mentes criminosas (ex.: Truman Capote), bandidagem da boa (Edward Bunker) etc."
O pedido, em si, é interessante, mas a grande verdade é que não tenho interesse algum por crimes, bandidos, gangues, detetives ou mentes criminosas de modo geral. Nunca li os autores citados - nem tenho muito interesse. Dos livros na minha lista de favoritos (aqui na coluna da direita), nenhum é sobre crimes. Leio muitos livros policiais, mas estritamente pelos personagens: acompanhar Nero Wolfe e Archie Goodwin passando férias na Europa seria tão interessante (ou mais) do que vê-los resolvendo crimes. Idem idem para Holmes & Watson, Padre Brown, Fletch, Arsene Lupin, Maigret, Columbo, Monk, Bobby de Law & Order Criminal Intent, etc etc. Nesses livros e filmes, o crime é a coisa que menos me atrai: quero saber da dinâmica dos personagens.
Ou seja, sou a pior pessoa pra se perguntar isso. Fale com a Olivia e ela vai ter excelentes sugestões.
Mas, ainda assim, fiquei matutando aqui: qual é a graça do crime? Por que as pessoas se expõem continuamente a coisas das quais fugiriam na vida real, a coisas que não querem nem saber que existem, a coisas que passariam mal se vissem pessoalmente, a coisas que as destruiriam se acontecessem com um ente querido? Qual é o atrativo de tanto sangue, violência e morte?
Não venham acusar esse velho libertário de censura. Acho que as pessoas devem produzir e consumir o que quiserem. Videogames violentos não são causa, são sintoma. Eu não quero saber o que o gamemaníaco vai fazer quando sair da Lan house: eu quero saber porque ele entrou! Qual é a graça de passar horas e horas, e gastar reais e reais, fingindo que se está matando ou machucando gente?
Aos espectadores de filmes de ação, terror e mistério, eu pergunto: tanta morte ensina alguma coisa? Ajuda vocês a serem pessoas melhores? Comove? Diverte? (E aí já começamos a entrar em outra questão espinhosa: para que serve a arte, afinal de contas? Ou melhor, para o que utilizamos a arte?)
Bote a mão na consciência. Tente imaginar um outro mundo onde a violência não fosse glorificada. O que pensaríamos de gente que acha "divertido" duas horas de um maníaco com máscara de hockey matando pessoas, uma atrás da outra? O que essa idéia de diversão nos diz sobre o estado mental desse indivíduo? Você gostaria de ficar preso no elevador ou de dormir ao lado de alguém que se diverte com mortes em série? E, entretanto, fazemos isso todos os dias, não?
Como sempre, o maluco desajustado deve ser eu. Até hoje, eu não entendo a graça de parques de diversão ou maconha, por exemplo. Por que alguém paga para sentir medo? Por que alguém paga (e ainda arrisca prisão) pra ficar alto? Caramba, se me amarrassem numa montanha russa, eu pagaria o dobro, o triplo do preço da ingresso pra sair dali - mas nego paga fortunas pra entrar! Se acordasse me sentindo como se tivesse acabado de fumar um baseado, eu iria ao médico correndo, pensaria que estava morrendo, faria todos os exames, gastaria uma fortuna em remédios, pagaria o que fosse preciso para o meu mundo voltar à sua órbita - e nego sobe o morro e arrisca levar uma bala na cabeça pra ficar assim.
Talvez o mais inacreditável seja a relação entre sexo e violência. Deve ser porque não sou pai, é a única explicação. Como pode uma sociedade tentar ao máximo proteger suas crianças do sexo (um ato natural e lindo, mágico e necessário, a origem de toda a vida, algo que queremos que nossas crianças um dia pratiquem com prazer e responsabilidade), mas ao mesmo tempo as expor a doses quase psicopatas de violência (algo que não queremos que jamais faça parte de suas vidas, nem como vítimas, nem como perpetradores)? Não faz muito tempo, os americanos quase surtaram coletivamente porque um seio (um seio, meu deus!) de Janet Jackson escapou para fora do sutiã e foi visto, em cadeia nacional, por milhões de crianças - que assistem em média a seis homicídios por dia. "Não temos problemas com torturas e decapitações, mas precisamos proteger nossas crianças daquele peitão!"
Sério. As perguntas não são retóricas. Alguém me explica? Por favor?
Será que os dramas e emoções da vida normal não bastam? Estaremos restritos a tediosas crianças que perdem sapatinhos ou a nojentos banhos de sangue e tripas?
Tire a violência absolutamente gratuita da obra de Tarantino e o que sobra de filmes como Cães de Aluguel e Kill Bill? Qual é a graça de sentar no cinema e ver a Uma Thurman (ou o Charles Bronson, ou o Clint Eastwood, ou o Jason, ou um tubarão branco, ou o Predador, ou um vírus apocalíptico, ou uma nova era de gelo, ou um navio afundando, etc) matando uma pessoa atrás da outra? Aliás, é impressão minha ou 80% do cinema é sobre alguém ou alguma coisa matando gente em série? Qual foi o último filme realmente bem sucedido que não incluía nenhuma morte violenta, ou que não tinha alguma morte como ponto fundamental da trama?
Qual foi o último filme que você viu que celebrava a vida, caralho?!
Update
Meu irmãozão Biajoni, de belíssimo leiáuti novo, escreve sobre esse post lá no blogui dele:
foi um post-kiwi: peludinho por fora, frutinha por dentro.
Update II - O Exagero
Reparem que não estou criticando a violência como tema artístico em si. A arte engloba tudo. Violência é um tema artístico tão válido quanto o amor, o trabalho, a doença, o destino, a morte. O que me espanta é predomínio do tema: nossa produção cultural parece viver praticamente só de violência.
Sempre que critico alguma obssessão por X, me aparecem alguns praticantes de X se sentindo atacados, como se eu tivesse falado deles. É como eu fazer um post sobre aqueles gordos mórbidos que comem compulsivamente e um bando de idiota vir encher minha caixa de comentários dizendo coisas como:
Ei, seu idiota, como você ousa falar mal de quem come? Eu como três vezes por dia e não tem nada de errado comigo! Você tem é preconceito contra as pessoas que comem! Você é feio e bobo!
Obras completas de Freud, de R$960, por R$399
Um blog sobre rebeldia, contemplação e sacanagem, regado a muita literatura e humor. Nosso assunto são as várias prisões que acorrentam o homem, como ambição, verdade e medo. Dê sua opinião!
Quer comprar no Submarino? Entre por aqui e eu ganho 8%
8129 Panola St, New Orleans, LA, 70118, msn, tel, email
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