Quer comprar no Submarino? Entre por aqui e eu ganho 8%.

Piscinas Suspensas & "Soy Cuba"

A piscina do terraço do Edifício do Jockey Club, centro do Rio de Janeiro. Reparem na Ponte Rio-Niterói e na Ilha Fiscal, lá atrás.

Piscina

Piscina

* * *

Fiquei lembrando da primeira cena de Soy Cuba, uma das mais arrebatadoras da história do cinema. Confiram abaixo.

Se ficou tão boquiaberto e bestificado como eu, clique no link abaixo, compre o filme pelo Submarino e, depois, seja eternamente agradecido a mim.

Soy Cuba!

 

27.08.09

Nosso Lar É Onde Eles Têm que nos Aceitar

Perdi a conta de quantas vezes já entrei e saí dos Estados Unidos. Por duas vezes, fui severamente humilhado na imigração. No JFK, cheguei a ser chamado de "lazy sac of shit" - long story, don't ask. Mas, enfim, achei que fosse só comigo.

Conversando com amigos americanos sobre Cuba, muitos revelam sua vontade de conhecer a ilha, mas dizem ter medo.

"Ora", eu respondo, "não tem problema. Basta vocês irem para algum outro país e voar para Cuba de lá. Os cubanos não carimbam o passaporte de ninguém, porque não querem que seus turistas tenham problemas com o Tio Sam."

"Claro que não, Alex. Se o fiscal da imigração reparar que tenho um carimbo de entrada no México no dia 10, um de saída no mesmo dia, e depois um de entrada no México no dia 20, e um de saída no mesmo dia, a primeira coisa que ele vai me perguntar é onde estive entre os dias 10 e 20! Se eu falar Cuba, vou preso. Se mentir, e eles provam que fui a Cuba por algum outro motivo, posso ir preso daqui a 10 anos! E, se não digo nada, vou parecer suspeito e vão revirar minha vida do começo ao fim."

Eu confesso que não entendi direito.

"Como assim? Que fiscal da imigração?"

"Ué, o fiscal da imigração americana."

"Mas como assim fiscal da imigração americana? Você não é americano?"

"Sou, ué. Mas eles abrem meu passaporte, olham os carimbos, e perguntam onde estive, por quanto tempo, fazendo o quê."

Aquilo tudo me deixou tão chocado que mal consegui falar.

"Espera. Pára tudo. Deixa eu ver se entendi. Você é interrogado quando chega em seu próprio país, onde você é cidadão, um país que pretensamente é uma democracia?!"

"É. Isso mesmo. Me interrogam sempre. No Brasil, não te interrogam?"

"Cruzes. Claro que não. Estou chegando em casa! Quando vou pros EUA, eu me visto bonitinho, faço a barba e até penteio o cabelo, pra imigração americana não achar que sou um terrorista psicopata, mas quando volto pro Brasil, eu posso estar molambo ao máximo, descalço e coçando o saco. O que eles vão fazer? Me impedir de entrar?! Meu país, minha casa, minha terra, é justamente aquele lugar onde eles NÃO podem me impedir de entrar quando eu volto!"

* * *

Depois, conversei com outros amigos americanos e eles relataram experiências semelhantes. E vocês, leitores brasileiros? Como é a experiência de vocês ao entrar no Brasil?
 Obras Completas Sigmund Freud: Edição Standard - 24 volumes
Obras completas de Freud, de R$960, por R$299/R$399 (sinceramente? o preço dessa joça tem mudado duas vezes por dia, mas está sempre muito barato)

 

20.08.09


Categorias: Turismo, Cuba

Cuba e Lingerie

Afinal, como falar sobre o machismo inerente e a objetivização do corpo da mulher no #LingerieDay sem meter Cuba no meio? Não dá, né?

Post novo no blog Pior que Cuba.

Soy Cuba! Radical Rebelde Revolucionário

Meu livro sobre Cuba, Radical Rebelde Revolucionário, escrito em 2007, e disponível em forma de ebook. Algumas das melhores crônicas do livro estão disponíveis no blog.

 

27.07.09


Categorias: Cuba

Cuba, País Mais Importante da América Latina

Ou será o Brasil?

Matéria interessantíssima do El País comparando a importância internacional de Cuba e do Brasil. (Via Torre de Marfim.)

* * *

Radical Rebelde Revolucionário

Meu livro sobre Cuba, Radical Rebelde Revolucionário, escrito em 2007, e disponível em forma de ebook. Algumas das melhores crônicas do livro estão disponíveis no blog.

 

05.06.09


Categorias: Cuba

Brigando por Causa de Cuba

Tem muitas coisas que não entendo na vida. Uma delas é como as pessoas esquentam a cabeça por besteira - especialmente na internet.

Esses dias, o Gravatá fez um post sobre Cuba. Eu estava em trânsito, voltando pro Rio, e nem vi, mas vários leitores (daqueles que ficavam assoviando quando tinha briga no pátio da escola) vieram me dizer que o Gravatá estava me provocando, atacando, etc.

Não acredito que o Gravatá iria fazer um post-indireta, falando mal de mim sem citar meu nome, quando poderia simplesmente me mandar um email e me dizer o que quisesse, mas enfim, foi tanta gente que veio me assoviar no pátio da escola que, independente das intenções do Gravatá, seu texto estava sendo lido como um ataque a mim, então cabe um esclarecimento.

Sinceramente, não entendo tanto histerismo em relação a Cuba, tanto por parte da direita quanto da esquerda. Eu estudo e trabalho Cuba, mas meu interesse é a literatura do século XIX, muito antes que essas babaquices de guerra fria viessem polarizar nossos ânimos.

Cuba é um assunto como qualquer outro e, numa democracia como o Brasil, pode ser abordado e tratado por qualquer um. Ninguém precisa ser crítico literário para falar de Hamlet. Ninguém precisa conhecer a China para falar sobre a China. Não sei vocês, mas me dou o direito de falar sobre qualquer assunto.

Aliás, o engraçado é justamente isso: o fato de Cuba não ser tratado como um assunto qualquer. Cuba aparentemente convida ao extremismo. Todo mundo parece se exalta: à esquerda, à direita, e até ao centro.

Outro dia, o Polzonoff veio dizer que já perdeu muitas amizades por causa de Cuba e aquilo me deixou surpreso. Nunca perdi amizade por causa de país nenhum. Como pode isso? Como alguém pode levar uma bobagem dessas tão a sério assim? E disse ao Polzonoff que a culpa provavelmente não foi de Cuba: ele e seus amigos é que gostam de bater-boca à toa. Resultado: ele ficou puto comigo, me acusou de ególatra (achou que eu achei que ele estava falando de mim!), e deu a maior confusão até conseguirmos resolver o mal-entendido.

Minha ex-namorada é de uma tradicional família intelectual esquerdista. Para eles, Cuba era uma utopia, a grande esperança da América Latina. Um de seus tios chegou a fugir pra Cuba depois do fiasco da luta armada e concluiu a faculdade lá. Já eu sou de uma tradicional família burguesa católica conservadora. Pra eles, Cuba é o bicho-papão. Quando minha mãe conheceu a namorada, ela pegou em seu pulso e disse, muito séria: "Olha, eu vou só te pedir uma coisa!" E pensamos que ela iria dizer: "Não quebra o coração do meu filho!", "Cuida bem dele", ou coisas assim, mas nada disso. Minha mãe pediu: "Não deixa esse menino ir pra Cuba de novo." Meu pai, com menos drama, pediu a mesma coisa. Dois lados da mesma moeda.

Na verdade, não só ninguém precisa ir a Cuba para ter direito de falar de Cuba como talvez o oposto seja verdadeiro: Cuba é um dos poucos países que você pode conhecer *menos* justamente porque o visitou. Regularmente, o governo cubano organiza "brigadas da solidariedade", que são excursões especialmente organizadas para ajudar a levantar fundos para a Revolução e mostrar seus principais feitos a simpatizantes de todo o mundo. A programação dessas brigadas é de gelar o sangue: os participantes ficam o tempo todo acompanhados de funcionários do governo e não tem nenhum contato com a população que não seja mediado por eles. Ou seja, só vêem o que o governo quer que vejam: voltam sabendo ainda menos do que sabiam antes, com uma visão completamente parcial e distorcida do país. Imaginem se o Brasil tivesse excursões especialmente organizadas pelo Governo Lula (ou os EUA, pelo Governo Bush) somente para mostrar as maiores conquistas daquela administração!

O objetivo do meu novo blog Pior que Cuba não é impedir ninguém de falar de Cuba. Eu adoro Cuba, estudo Cuba, escrevo sobre Cuba, pretendo ensinar Cuba: se as pessoas pararem de falar de Cuba, eu perco o emprego.

O objetivo do blog também não é dar carteirada em ninguém e sugerir que só pode falar de Cuba quem pesquisou o assunto ou quem esteve lá, ou qualquer coisa assim. Em um país democrático e com liberdade de expressão como o nosso (o que, infelizmente, não é o caso de Cuba) todos podem falar sobre o que quiserem, com conhecimento de causa ou não. Sou contra até mesmo a obrigatoriedade de diploma pro exercício da profissão de jornalismo, imagina se vou achar que só pode falar de Cuba quem visitou o país!

E muito menos o blog foi um ataque, indireto ou não, ao Gravatá, que sempre escreve posts muito divertidos sobre Cuba. Aliás, como sei que ele se interessa pelo assunto, já lhe mandei um exemplar do meu livro sobre Cuba, mas parece que ele não leu ainda.

O objetivo do blog é somente coligir exemplos de pessoas (pró- e contra-Fidel, da direita ou da esquerda) que puxam Cuba para assuntos que não tem nada a ver com o país. Nada contra quem decide falar sobre Cuba, e vai e fala - como o Gravatá, por exemplo. Mas é muito engraçado esse povo que vai falar sobre a ditabranda no Brasil e já puxa logo o Fidel. E os exemplos são muitos. Para fins de bate-boca na internet, Fidel é o Hitler da América Latina.

Não entendo essas pessoas que são pró-Cuba ou anti-Cuba - ou pró-Israel, anti-EUA, etc. Como alguém pode ser contra ou a favor de todo um país? Não gosto de algumas políticas do governo de Israel, mas não sou anti-Israel. Desaprovo algumas iniciativas do Lula, mas não sou anti-Brasil.

Não sou de esquerda. Nunca defendi o Fidel. A Revolução nunca foi minha utopia.

Mas não sou anti-Cuba, oras.

Cuba é um país lindo e intenso, com uma literatura poderosa que eu amo, com uma história que permite muitos paralelos com o Brasil, com um cinema fascinante justamente pela tensão entre o que se fala abertamente e o que não pode ser dito, com um teatro tão rico que, no século XIX, Havana era a capital teatral da América Hispânica.

Até parece que vou ser contra o país de Cirilo Villaverde e Juan Francisco Manzano, de José Martí e Ramon Meza, só porque um barbudo tomou o poder de sua ilha dezenas de anos depois de suas mortes!

E mesmo eu, que adoro, estudo e trabalho Cuba, vocês nunca vão me ver batendo-boca por aí por causa da ilha.

* * *

Radical Rebelde Revolucionário

Meu livro sobre Cuba, Radical Rebelde Revolucionário, escrito em 2007, e disponível em forma de ebook, está vendendo muito bem, obrigado. Algumas das melhores crônicas estão disponíveis no blog. Para todas as outras, só comprando o livro. Abaixo, algumas das minhas preferidas:

O Período Especial e seu Apartheid
A Salada Monetária Cubana
Os Jineteiros
Dionisio, Um Chileno Malandro
As Jineteiras
Cinema Cubano

Para quem tiver curiosidade, eis aqui algumas coisas que já disseram sobre o livro:

Por Que Che Não Escreveu Isso Antes?, pelo insuspeito anti-comunista Adailton Persegonha, do Leite de Pato:

o desfilar de seus personagens reais, a paisagem de um país perdido entre o presente, o passado e um futuro sempre incerto, as confusões de suas diversas moedas, sua crítica ácida (e ranzinza no meu modo de ver) do turismo sob a batuta do seu imenso poder de observação e objetividade me fizeram ter um sonho: ver este livro lançado em território cubano!

Chato, Crítico e Cínico, por Marcos Donizetti:

"Alex Castro é outro tipo de pessoa, tão ou mais irritante que os já citados, para ser sincero. Seja ele visto como um liberal libertário ou como um rebelde revolucionário, ele na verdade é um chato, crítico e cínico. É exatamente por isso que eu o acho a pessoa mais “confiável” para falar sobre Cuba, por mais que ele mesmo deixe claro já no início de seu livro Radical Rebelde Revolucionário que talvez nada do que ele relata nas 155 páginas seguintes seja verdade. É um bom começo."

E o Alex Castro Gosta de Picadura, do Uber-Blogueiro Cardoso:

Hum. Intelectual. Que fuma cachimbo. Passeando em Cuba bancado por universidades para estudar a Disneylandia do Socialismo? Isso sempre dá naqueles livros chatíssimos onde o cara republica propaganda do Partido, ou então é escrito por um anticomunista ferrenho que vai passar o tempo todo falando das atrocidades da Revolução. Todo livro sobre Cuba cai nesses dois modelos. (...)

O livro é excelente, li de uma sentada só, mesmo com isso soando altamente comprometedor em um post com esse título. São 155 páginas com crônicas deliciosas, onde ele conta seu dia-a-dia na terra de Fidel. Ele descreve um povo como qualquer outro. Alegre, triste, otimista, conformado, assustado, orgulhoso, envergonhado.

Ele encontrou Dolores, a bibliotecária mais sensual desde a Barbara Gordon, descobriu que os cubanos também usam o Jeitinho Brasileiro e aprendeu que quem decide o menu é o burocrata do Governo que escolhe quais produtos colocar nas lojas naquela semana. Passou por saias justas com vendedoras de abacaxi, apaixonou-se por vários pés (longa história) e enganou a polícia para tomar sorvete barato.

Alex alterna momentos líricos com o mais puro sarcasmo. (...) Ele comete vários pecados que farão com que a Academia odeie seu livro, e desejasse estar sob o Regime Cubano, onde Alex seria preso e seus livros proibidos. Ele cita o prosperidade artificial graças ao Regime Soviético, conta que os jornais oficiais são subsidiados, e que o povo os usa como substituto de papel higiênico, conta dos táxis para cidadãos, proibidos por lei de levar turistas, e constantemente parados pelo polícia. (...)

Mesmo assim, Radical Rebelde Revolucionário não é um ebook-denúncia. Nem tudo é ruim, nem tudo é um dramalhão mexicano. Alex não tem uma agenda oculta através do livro. Ele consegue falar mal de uma coisa, e na próxima crônica falar bem de outra. Mostra que por detrás da propaganda e da antipropaganda há gente. E gente é sempre interessante.

Recomendo muito a leitura do livro.

Radical Rebelde Revolucionário

* * *

Última recomendação do Alex: por favor, amiguinhos. Se forem brigar, briguem por algo que vale a pena. Por mulher, por homem, por dinheiro, ou até mesmo para conquistar 24 territórios a sua escolha.

Mas não por uma ilhota de barbudos. Sério. A vida é muito curta.

 

15.05.09


Categorias: Turismo, Livros, Cuba

Esquerda e a Direita Odeiam Meu Livro sobre Cuba

Radical Rebelde RevolucionárioNa comunidade Comunistas, Cuba os Espera, o meu livro é visto como pura propaganda comunista, sou esquerdóide, sociopata, comunista de butique, odeio os americanos mas não sei viver sem eles:

Cara, eu não costumo xingar pessoas de uma forma geral, mas para você eu vou abrir uma exceção: você é um idiota. Mas o que esperar de um esquerdóide? Um sociopata? Nada além disso [...] Cuida da tua vida, cara. [...] Você (como todo esquerdóide de bosta) apóia a violência contra pessoas que tiveram mais capacidade de ascender na vida e por isso tem mais posses. E como todo sociopata que se preze, você não dá a mínima para a vida humana. Cara, quer nos fazer um favor? Se mata!

sua puta louca , porra nao trabalhe ta , e nao guarde dinheiro , porque se algum camarada revolucionario ficar sabendo , ele vai te quebrar u peito de viado ese que vc tem com um facao pra dar de comer a seus filhos . quanta gordura(do macdonals capitalista ) poderiamos tirar do teus peitos afeminados ou da tua barriga abalheinada " porra daria pra freir muita carne e muitos ovos , suficentes pra alimentar tuda africa . puta louca vicha , vc entao so pega fusil pela libertade de exprecao , porra vai pa cuba a lutar pela libertade de exprecao de um povo que a 50 anos sufre pelas loucuras de uma velha vicha louca que vc revolucionariamente aceitaria dar u cu. vai lutar porra y nao fale merda . se nao luta pelos oprimidos , pelo menos fas algo se bota uma bomba nu peito y mata muitos americanos imperialistas ( que vc tanto odeia) . sabe porque vc nao faz , pois porque vc e un covarde que so fala merda comunista de boutique .escreve merda mas nao pode viver sem u capitalismo. vai se fuder sua puta louca nao fale tanta merda e fas algo (so pra que alguem te mate sua merda e o mundo se libere de uma barata como vc)

Enquanto isso, na comunidade Cuba, eu sou anti-comunista, estou claramente promovendo uma campanha anti-Cuba, meus textos parecem que saíram do MidiaSemMáscara e devo estar querendo me promover pra alguma Olaveti:

Aliás creio que nesta comunidade não é o lugar para um "jormalista" vir fazer propaganda contra Cuba!! [...] Nitidamente, ele [o meu livro] destina-se a divulgar informações que não são verdadeiras, sob um viés extremamente mal intencionado sobre Cuba e talvez bem intencionado para alguém que deseja lucrar $$$ com isso.

Seu blog é interinamente parcial, parecendo o "midiasemmascara", mas como já foi dito, mais engraçado. ... de baixa qualidade, tanto no conteúdo quanto na parte gráfica, provavelmente está querendo promover seu livro recém lançado pra alguma Olaveti.Radical Rebelde Revolucionário

Já li coisas parecidas em sites como o “Mídia sem Máscara” e outras merdas que existem por aí. Como o Ricardo falou os seus textos estão parecendo obras de ficção, não condizem com a realidade. Infelizmente, você acabou caindo naquele tipo de visão cara aos direitistas, onde os preconceitos ideológicos falam bem mais altos do que a verdade dos fatos. [...] Alex, não sinta vergonha de expressar suas opiniões. É bem mais fácil você admitir que á anti-comunista do que ficar falando que o seu livro é apenas um "relato de experiências pessoais".

Olha, a idéia do blog é propagar idéias através dos textos. Para mim, é óbvio que o negócio é campanha contra Cuba. Li vários dos textos e não consigo ver uma visão positiva, é crítica em cima de crítica. Usa-se um suposto exemplo para falar de uma "polícia repressora e racista". Um suposto apartheid que não existe. E por aí vai. Felizmente, para cada um que denigre Cuba, há mil que a defendem.

Se quiserem, cliquem nos links e vão lá pra jogar lenha na fogueira.

* * *

Bem, amigo leitor, acho que está na hora de comprar o livro e decidir por si mesmo, não? Ou quer deixar esse povo discutindo sozinho?

 

20.04.09


Categorias: Blogosfera, Comportamento, Cuba

Pior que Cuba - Meu Novo Blog

Um dos meus blogs favoritos é o Worse than Hitler, que faz uma seleção das melhores apelações à "analogia que não pode ser superada". Alguns exemplos de posts:

- Canadian Suburb Police Issuing Tickets Using Gestapo Tactics
- Rush Limbaugh warns of Green-Car Gestapo
- Washington Times compares Obama Health Care Proposals to Nazi Programs
- Captain Paul Watson Says Pro-Whaling Kiwi PR Flack is Like Goebbels
- School District Official Compared to Hitler for Proposing Policy Changes

(Comprovando o poder da "analogia que não pode ser superada", o blog não me deixa fazer nenhum link com a palavra Hitler, então perguntem a deus.)

 Por que Cuba? Cuba por Korda

Aqui no Brasil, o bicho-papão é outro. Quando alguns intelectuais protestaram o uso da expressão "ditabranda" pela Folha, a resposta do jornal foi:

Ah é, é? E Cuba? E Cuba?

Outro dia, falando com um amigo sobre essa obrigatoriedade cultural que força as mulheres a se depilarem, ele rebateu:

Não estamos em Cuba, Ninguém é obrigado a nada. Faz porque é melhor ou mais conveniente.

 Século das Luzes, OMáscaras

Repara: o problema não é criticar Cuba ou o regime do Fidel. Eu tenho um blog só sobre Cuba, e todo dia me aparece algum maluco me acusando ou de estar a serviço da CIA ou de ser lambe-botas do Fidel. A graça é que, 50 anos depois da Revolução, Cuba continua sendo o bicho-papão de muita gente.

Radical Rebelde RevolucionárioEntão, que tal fazermos um blog colaborativo "Pior que Cuba"? Mas não posso fazer sozinho, todo mundo tem que ajudar: vocês me mandam links toda vez que um post de blog ou matéria de jornal enfiar Cuba num assunto onde Cuba não tem literalmente nada, nada, nada a ver. Que tal?

Necessita-se de ajuda:

- Na divulgação em blogs e twitter pela vida;
- Na compilação de novos e divertidos exemplos;
- Na criação de um header ou um banner ou um botão, essas coisas de designer.

Pior que Cuba.

 

16.04.09


Categorias: Blogosfera, Egotrip, Cuba

Literatura Independente Consegue Espaço em Cuba

Apesar dos pesares e dos riscos, das ameaças e das controvérsias, o escritor cubano Orlando Luís Pardo Lazo conseguiu lançar seu livro Boring Home em Cuba, sem o apoio das autoridades governamentais mas também sem o seu veto. Ao ser proibido de participar da Feira do Livro, ele fez seu lançamento do lado de fora do evento. Foi uma edição do autor, paupérrima e de tiragem mínima, mas o peso simbólico foi grande. Equipes da CNN e da NBC cobriram o evento ao vivo. O El Pais fez uma boa cobertura. A imprensa cubana e o Miami Herald ignoraram solemente. Leia mais nos links abaixo:

Do El País, de 16 de fevereiro:

Dificultades para la literatura "no oficial" en Cuba
Los 'bloggers' cubanos que apoyan al autor Orlando Luis Pardo Lazo están bajo vigilancia

Do El País, de 17 de fevereiro:

La Habana tolera la presentación de un libro de un escritor crítico con Castro
'Boring Home' de Orlando Luis Pardo Lazo salió a la luz sin que la policía interviniese

Do blog Generación Y, de Yoani Sanchez:

Entre los dos muros
1971 – 2009: el milenio gris
Agradecimiento y pedido
Boring Home

Faça o download do livro em questão: Boring Home, de Orlando Luís Pardo Lazo. Ou, melhor ainda, clique abaixo para ler o meu livro sobre Cuba:

Radical Rebelde Revolucionário

 

19.02.09


Categorias: Cuba

Obama e Cuba

O historiador cubano Rafael Rojas escreveu um excelente artigo para o El Pais sobre Obama e Cuba:

Obama no sólo es el primer presidente negro de Estados Unidos, sino el primero nacido después del triunfo de la Revolución Cubana y el primero en formarse políticamente después de la caída del Muro de Berlín. En propiedad, estaríamos en presencia de un político más del siglo XXI que del siglo XX, moldeado por los dilemas transversales de la sociedad posterior a la guerra fría. Su contraparte en la isla, Fidel y Raúl Castro, son, en cambio, criaturas del mundo bipolar, sujetos arcaicos que se perfilaron en la rígida contraposición entre capitalismo y comunismo. Esa asimetría de liderazgo, en vez de conformar un obstáculo infranqueable, podría actuar como incentivo a la búsqueda de un nuevo tipo de relación entre dos vecinos naturales, artificialmente convertidos en adversarios políticos.

Leia mais no meu blog cubano.

Radical Rebelde Revolucionário  especial Obama

 

07.11.08


Categorias: Política, Cuba

Uma Cuba Humana, Não Ideológica

Radical Rebelde Revolucionário

O Brandizzi leu meu livro de crônicas cubanas, Radical Rebelde Revolucionário, e eis o que achou:

A primeira grande qualidade de Radical Rebelde Revolucionário é que não é um panfleto. Alex Castro é um livre pensador, e seu livro não é uma série de descrições e argumentos tentando provar que Cuba é um estado stalinista ou uma nação democrática. A Cuba de Alex Castro é humana, não ideológica. Ele não toma lado nenhum (embora ele pareça ter uma leve simpatia pelos socialistas) e observa não o aícone (do Mal ou do Bem), mas sim o país real, com seu povo, seus problemas e - por que não? - suas soluções.

Não bastasse ser um livro não dogmático, é uma delícia de ler. As crônicas são fluentes e muito, muito divertidas. As histórias sobre jineteiros, as peripécias do malandro Cándido, a sensualidade da bibliotecária Dolores, as descrições de tudo isso são de um humor único, quase escrachado mas extremamente realista.

Acima de tudo, Radical Rebelde Revolucionário é vivo. Lendo o livro, você quase pode vislumbrar os acontecimentos ocorrendo ali, na sua frente. Quando li a crônica que disserta, dentre outras coisas, sobre o caráter sorvetístico dos cubanos, tive de sair para comprar uma casquinha. Estou feliz por não ter me tornado fumante ao final do livro, como resultado da descrição fascinante e fascinada da indústria de charutos cubanos!

Vale destacar, porém, que o livro não foge de questões políticas, sociais e econômicas. A pobreza da ilha é bem retratada, a falta de democracia não é ignorada, problemas de abastecimento são uma constante e um lamento pela falta de dignidade da vida do cubano permeia a obra. Do mesmo modo, Alex Castro percebe em Cuba o resultado de uma revolução real, não a troca de uma elite por outra, e fascina-se com o exótico espetáculo de um país sem ricos nem miseráveis, mas só com pobres. Dada essas observações, não é de se admirar que o autor foi considerado castrista pelos anticastristas e anticastrista pelos castristas. Isso, por si só, já contaria muitos pontos para a obra.

De qualquer forma, ao menos para mim, o autor parece pouco interessado nas grandes questões políticas e sociais. Seu objetivo é entender os cubanos, seus hábitos, tradições, arte e cultura. E é isso que torna o livro inestimável: em uma zeitgeist onde Cuba é bandeira de praticamente qualquer movimento político, é reconfortante saber como são as pessoas reais desse país estranhíssimo.

Enfim, reitero minha sugestão: compre e leia o Radical Rebelde Revolucionário! Vai ser um dos melhores e mais agradáveis livros contemporâneos que você vai ler.

Gostou? Ficou interessado? Então, compra o livro, tio. São só vinte reáu, aceitamos todos os cartões de crédito, boleto bancário e até transferência de conta, e você recebe o livro assim que o pagamento sair.

Ainda não está convencido? O blog do livro tem vários trechos e algumas crônicas completas. Minhas recomendadas:

O Período Especial e seu Apartheid
A Salada Monetária Cubana
Os Jineteiros
Dionisio, Um Chileno Malandro
As Jineteiras
Cinema Cubano

Radical Rebelde Revolucionário

 

17.07.08


Categorias: Cuba

Os Americanos e o Tráfico Negreiro (Histórias de um País Escravocrata)

Slave Ship Alabanoz

Em meados do século XIX, a Grã-Bretanha proibiu unilateralmente o tráfico de escravos no Atlântico e se deu o direito de abordar qualquer navio suspeito de estar carregando escravos.

Já os Estados Unidos, país escravista, ainda sem o poder que teria mas já cheio de panache, negou à Grã-Bretanha o chamado "direito de visita". Na verdade, todo mundo negou, claro, inclusive o Brasil, mas, quando era país marronzinho, os ingleses abordavam à força. Daí veio a Questão Christie, blá blá. Engenho: Complexo Econômico Social Cubano do Açucar Vol II/III, O - 0 MANUEL MORENO FRAGINALS

O que acontecia então era que muitos navios negreiros viajavam com dois ou mais registros nacionais, e dependendo de quem os parasse, poderiam alegar ser do país mais conveniente.

Agora, uma historinha tirada do magistral O Engenho, de Fraginals:

Em 1839, os negreiros Eagle e Clara, navegando sob a bandeira norte-americana, foram abordados pelo cruzador britânico Buzzard. Quando ficou comprovado que ambos os navios não eram norte-americanos, e sim espanhóis, as tripulações foram levadas à Serra Leoa, julgadas e condenadas. Engenho, O MANUEL MORENO FRAGINALS

Agora vem a parte boa. O governo norte-americano, que aparentemente não tinha nada a ver com a história, apelou da sentença, alegando que ambos os navios foram abordados quando não se sabia que eram, na verdade, espanhóis. Ou seja, o cruzador britânico tinha violado a sacrossanta proteção da bandeira norte-americana. A ação da Marinha Inglesa colocava assim em perigo todas as embarcações norte-americanas, que poderiam ser arbitrariamente abordadas para comprovar se eram realmente norte-americanas ou não.

A ação durou anos, os negreiros acabaram absolvidos e o governo norte-americano ainda foi indenizado. God bless America.

* * *

Alguns dos meus livros preferidos e mais recomendados sobre raça e escravidão no Brasil. Compre clicando aqui pelo blog e ajude um estudante falido:

 Defeito de Cor, Um  Escravos, Os

 Ser Escravo no Brasil  Abolicionismo

 

13.07.08


Categorias: Política, Cuba, Raça

A Autobiografia do Escravo

The Autobiography of the poet and writer Juan Francisco Manzano (1797?-1853) is the only extant autobiographical narrative by a former slave in Spanish. Throughout his entire life, Manzano had an ambivalent relationship with the written word. At the same time that he felt drawn to it and incurred in all kinds of punishment for playing with a forbidden toy, it was by negotiating with the dominant discourse that Manzano reaped benefits that certainly eluded an ordinary slave. Finally, it was because of his writing that Manzano was freed. Members of the Del Monte literary group made a collection and obtained the necessary 850 pesos for his freedom. By that time, even though still a slave, Manzano was already recognized as a poet and an author.

Manzano adapted himself to his environment as best as he could: he was meek and submissive when that was the most advisable course of action and he was brave and rebellious when he could get away with it. He let himself be played into the hands of men whose political agenda benefited him and allowed himself to become the poster boy of their ideas. In a society in which every law and custom was against him, Manzano navigated through all the challenges and climbed as high as he possibly could. He committed two of the most serious transgressions a slave could commit: first, he ran away, robbing his master of his property and of his workforce. And, most importantly, by teaching himself how to read and write, by mastering the written code of Western culture, he beat the white man at his own game.

* * *

Segundo algumas versões, depois de ouvir Manzano declamando esse poema em uma reunião literária, os membros decidiram fazer uma vaquinha para comprar sua liberdade. O poema, realmente, é de arrepiar:

Mis Treinta Años

Cuando miro el espacio que he corrido
desde la cuna hasta el presente día,
tiemblo y saludo a la fortuna mía
más de terror que de atención movido.

Sorpréndeme la lucha que he podido
sostener contra suerte tan impía,
si tal llamarse puede la porfía
de mi infelice ser al mal nacido.

Treinta años ha que conocí la tierra;
treinta años ha que en gemidor estado
triste infortunio por doquier me asalta;

Mas nada es para mí la cruda guerra
que en vano suspirar he soportado,
si la comparo, ¡oh Dios!, con lo que falta.

 

26.05.08


Categorias: Livros, Cuba

Cuba Libera a Venda de Computadores e Eletrônicos

Até semana passada, em Cuba, para se ter um computador era preciso ter uma permissão especial do governo para importá-lo - não havia computadores à venda na ilha - e, mesmo assim, você precisava dar o preço do computador em taxas pro governo. Dado que o salário médio de um médido é de vinte dólares por mês, só quem tem dinheiro pra comprar computador são as pessoas que ou trabalham com turistas ou têm parentes no exterior. Em casos especiais (professores, pesquisadores, autores consagrados, etc), o governo dá uma ajudinha.

Pois bem, a partir desse semana, como parte do pacote liberal do Raul, está liberada a venda de computadores. Vejamos o que mais liberam.

Para saber mais sobre Cuba:

Radical Rebelde Revolucionário

 

16.03.08


Categorias: Política, Turismo, Cuba

Guantanamera

Você sabe que está virando um cubanófilo... quando se vicia (of all songs!) em Guantanamera. Abaixo, duas versões preferidas:

Aviso aos meus queridos leitores direitistas: apesar de ter sido cooptada pela Revolução, Guantanamera já existia antes dela e, certamente, continuará existindo depois. Mais aqui:

Radical Rebelde Revolucionário

 

03.03.08


Categorias: Música, Turismo, Cuba

 promoção submarino

Mulher de Um Homem Só

 Obras Completas Sigmund Freud: Edição Standard - 24 volumesObras completas de Freud, de R$960, por R$399

Um blog sobre rebeldia, contemplação e sacanagem, regado a muita literatura e humor. Nosso assunto são as várias prisões que acorrentam o homem, como ambição, verdade e medo. Dê sua opinião!


Quer comprar no Submarino? Entre por aqui e eu ganho 8%

Meus Livros à Venda:

  • Radical Rebelde Revolucionário
  • Onde Perdemos Tudo, por Alex Castro

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Livros Recomendados

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Diário de Leituras 2008

  • 100. Roediger, David R. The Wages of Whiteness. Race and the Making of American Working Class. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
  • 92. Matheson, Richard. I Am Legend. [EUA, 1954] Nov.11
  • 91. Alencar, José. O Tronco do Ipê. [Brasil, 1871] Nov.10
  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
  • 87. Teixeira e Souza, Antonio. O Filho do Pescador. [Brasil, 1843] (TulBib) Nov.6
  • 86. Almeida, Julia Lopes de. A Viúva Simões. [Brasil, 1897] (TulBib) Nov.6
  • 85. Ignatiev, Noel. How the Irish Became White. [EUA, 1995] (TulBib) Nov.
  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
  • 75. Falcão, Joaquim et al. Imperador das Idéias. Gilberto Freyre em Questão. [Brasil, 2001]
  • 74. Döpp, Hans-Jurgen. Sadomasochism: On the Ecstasies of the Whip. [Alemanha, 2003] Set.
  • 73. Diamond, Jared. The Third Chimpanzee. The Evolution and Future of the Human Animal. [EUA, 1992] Set.
  • 72. Suzuki, Daisetz Teitaro. The Zen Koan as a Means of Attaining Enlightenment. [Japão, 1950] Set.
  • 71. Skidmore, Thomas E. Black into White. Race and Nationality in Brazilian Thought. [EUA, 1974] Set. (TulBib)
  • 70. Peter Pauper Press. Zen Buddhism. [EUA, 1959] Set.
  • 69. Ventura, Roberto. Estilo Tropical. História Cultural e Polêmicas Literárias no Brasil, 1870-1914. [Brasil, 1991] Ago. (TulBib)
  • 68. Freyre, Gilberto. Casa Grande & Senzala. [Brasil, 1933] Ago.
  • 67. Andrade, Carlos Drummond et al. Elenco de Cronistas Brasileiros. [Brasil, c.1950-2000] Ago.
  • 66. Veríssimo, Luis Fernando. Histórias Brasileiras de Verão. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 65. Veríssimo, Luis Fernando. Novas Comédias da Vida Privada. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 64. Rodrigues, Nelson. O Óbvio Ululante. Primeiras Confissões. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 63. Lispector, Clarice. A Descoberta do Mundo. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 62. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1900-1920] Ago.
  • 61. Alencar, José de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1860] Ago.
  • 60. Machado de Assis, Joaquim Maria. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1870-1900] Ago.
  • 59. Mankell, Henning. The Fifth Woman. [Suécia, 2000] Ago.15
  • 58. Mankell, Henning. The Man Who Smiled. [Suécia, 1994] Ago.10
  • 57. Lindsay, Jeff. Dexter in the Dark. [EUA, 1997] Ago.
  • 56. Couto, Mia. A Varanda do Frangipani. [Moçambique, 1996] Ago.
  • 55. Coutinho, Odilon Ribeiro. Gilberto Freyre ou O Ideário Brasileiro. [Brasil, 2005] Ago.
  • 54. Albuquerque, Roberto Cavalcanti de. Gilberto Freyre e a Invenção do Brasil. [Brasil, 2000] Ago.
  • 53. Chacon, Vamireh. A Construção da Brasilidade. Gilberto Freyre e sua Geração. [Brasil, 2001] Ago.
  • 52. Araujo, Ricardo Benzaquen de. Guerra e Paz. Casa Grande & Senzala e a Obra de Gilberto Freyre nos Anos 30. [Brasil, 1994] Jul.
  • 51. Schwarcz, Lilia Moritz. O Espetáculo ds Raças. Cientistas, Instituições e Questão Racial no Brasil, 1870-1930. [Brasil, 1993] Jul.
  • 50. Isfahani-Hammond, Alexandra. White Negritude. Race, Writing, and Brazilian Cultural Identity. [EUA, 2008] Jul.
  • 49. Bosi, Alfredo. Dialética da Colonização. [Brasil, 1992] Jul.
  • 48. Salles, Ricardo. Nostalgia Imperial. A Formação da Identidade Nacional no Brasil do Segundo Reinado. [Brasil, 1996] Jul.
  • 47. Salles, Ricardo. Joaquim Nabuco. Um Pensador do Império. [Brasil, 2002] Jul.
  • 46. Nabuco, Joaquim. O Abolicionismo. [Brasil, 1883] Jul.
  • 45. Nabuco, Joaquim. Minha Formação. [Brasil, 1899] Jul.
  • 44. Weber, João Hernesto. A Nação e o Paraíso. A Construção da Nacionalidade na Historiografia Literária Brasileira. [Brasil, 1997] Jul.
  • 43. Gofman, Rosane & Eny Lea Gass. Empregadas e Patroas. Uma Relação de Amor. [Brasil, 1998] Jul.
  • 42. Graham, Sandra Lauderdale. Proteção e Obediência. Criadas e seus Patrões no Rio de Janeiro, 1860-1910. [EUA, 1988] Jul.
  • 41. Maio, Marcos Chor. Raça, Ciência e Sociedade. [Brasil, 1996] Jun.
  • 40. Almeida, Luana Chnaiderman de. Entremeios e Entretempos. Aproximações ao Filme Shoah de Claude Lanzmann. [Brasil, 2006] Jun.
  • 39. Levi, Primo. É Isto Um Homem? [Itália, 1946] Jun.
  • 38. Sartre, Jean-Paul. A Questão Judaica. [França, 1946] Jun.29
  • 37. Costa, Angela Marques da e Lilia Moritz Schwarcz. 1890-1914. No Tempo das Certezas. [Brasil, 2000] Jun.
  • 36. Holanda, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. [Brasil, 1934] Jun.9
  • 35. Villa, Marco Antonio. Canudos. O Povo da Terra. [Brasil, 1995] Jun.7
  • 34. Brandão, Adelino. Euclides da Cunha e a Questão Racial no Brasil. A Antropologia de Os Sertões. [Brasil, 1990] Jun.6
  • 33. Moura, Clóvis. Introdução ao Pensamento de Euclides da Cunha. [Brasil, 1964] Jun.6
  • 32. Lima, Luiz Costa. Terra Ignota: a Construção de Os Sertões. [Brasil, 1997] Jun.5
  • 31. Bernucci, Leopoldo M. A Imitação dos Sentidos: Prógonos, Contemporâneos e Epígonos de Euclides da Cunha. [Brasil, 1995] Jun.4
  • 30. Lima, Luiz Costa. Euclides da Cunha, Contrastes e Confrontos no Brasil. [Brasil, 2000] Jun.4
  • 29. Haddon, Mark. O Estranho Caso do Cachorro Morto. [Reino Unido, 2005] Mai.
  • 28. Guilherme, Paulo. Goleiros: Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1. [Brasil, 2006] Mai.
  • 27. Krakauer, Jon. Na Natureza Selvagem: a Dramática História de um Jovem Aventureiro. [EUA, 1996] Mai.
  • 26. Cunha, Euclides da. Os Sertões. Campanha de Canudos. [Brasil, 1902] Mai.
  • 25. Wilder, Thornton. Bridge of San Luis Rey. [EUA, 1927] Mai.
  • 24. João de Patmos. Apocalipse. [Grécia, c.séc.I] Abr.
  • 23. Manzano, Juan Francisco. Autobiografia de un Esclavo. [Cuba, 1836] Abr.
  • 22. Castelnau, Francis de. Entrevistas com Escravos Africanos na Bahia Oitocentista. [Brasil, séc.XIX] Abr.
  • 21. Suzuki, Daisetz Teitaro. Introdução ao Zen Budismo. [Japão, 1934] Mai.
  • 20. Goethe, Johann Wolfgang Von. Faust. [Alemanha, 1832] Mai.
  • 19. Lisboa, Adriana. Rakushisha. [Brasil, 2007] Abr.
  • 18. Tezza, Cristovão. O Filho Eterno. [Brasil, 2007] Abr.
  • 17. Piñon, Nélida, A República dos Sonhos. [Brasil, 1984] Abr.
  • 16. Fanon, François. Black Skin, White Masks. [Martinica, 1952] Abr.
  • 15. Rheda, Regina. Pau de Arara Classe Turística. [Brasil, 1993] Abr.
  • 14. Guillory, John. Cultural Capital. The Problem of Literary Canon Formation. [EUA, 1993] Mar.7-10.
  • 13. Fonseca, Rubem. Feliz Ano Novo. [Brasil, 1975] Mar.11
  • 12. Butler, Octavia. Kindred. [Estados Unidos, 1979] Mar.7
  • 11. Ribeiro, João Ubaldo. Viva o Povo Brasileiro. [Brasil, 1984] Fev.
  • 10. Lispector, Clarice. Laços de Família. [Brasil, 1960] Fev.
  • 9. Veiga, José J. A Hora dos Ruminantes. [Brasil, 1966] Fev.
  • 8. Ramos, Graciliano. Vidas Secas. [Brasil, 1938] Jan.
  • 7. Pinto, Fernão Mendes. Peregrinações. [Portugal, séc.XVI] Fev.- (TulBib)
  • 6. Antunes, Antonio Lobo. O Esplendor de Portugal. [Portugal, 1997] Fev.-
  • 5. Santos, Gislene Aparecida dos. A Invenção do Ser Negro. Um Percurso das Idéias que Naturalizaram a Inferioridade dos Negros. [Brasil, 2002] Fev. (TulBib)
  • 4. Scott, Rebecca J. e outros. The Abolition of Slavery and the Aftermath of Emancipation in Brazil. [EUA, 1988] Fev.
  • 3. Moura, Clovis. O Negro: de Bom Escravo a Mau Cidadão? [Brasil, 1977] Fev. (TulBib)
  • 2. Suassuna, Ariano. Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. [Brasil, 1971] Jan. (Releitura)
  • 1. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Clara dos Anjos. [Brasil, 1922] Jan.

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