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Quinze peças assistidas em quatro dias e acho que me apaixonei de novo por Nova Orleans.
Quinta, 12 de novembro:
Alonzo’s Lullaby - Nana Projects, Baltimore
Splatterhouse Theater - La Nuit Comedy Theater ensemble dir. by Yvonne Landry, New Orleans
Sexta, 13 de novembro
Play. Music. Heal. - Acting Up (in Acadiana), Lafayette, LA
Manje - Gods and Gaters Theatre, New Orleans
He/She & Me: A Love Story - The Academy Theatre Featuring Sharon Mathis, Avondale Estates, Georgia
Sábado, 14 de novembro
Loup Garou - ArtSpot Productions and Mondo Bizarro, New Orleans
some editing and some theme music - Jean Ann Douglass, New York City
Rigorous Disco of Doom - Jazz Hand Job, Providence, Rhode Island
Bang the Law - Jonathan Freilich Presents, New Orleans
SUD SCREED - Scary Toesies, New Orleans
Domingo, 15 de novembro
Rock in Her Pocket - Alix Angelis, New Orleans
Bloody Noes’ American Dream - Bloody Noes, Rochester NY
After the War - New Noise, New Orleans
Tragedy + Distance - Reptilian Theater, New York/Orleans
Shipwrecked - Morella & The Wheels Of If & Choreographer Kettye Voltz, New Orleans
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Leia todos meus textos sobre teatro e também dê uma olhada na seção de livros de teatro do Submarino.
Saindo com Camila pra tomar café da manhã na padaria francesa tradicional do French Quarter, Croissant d'Or e, depois, cinco peças do Fringe Festival, de peças loucas, alternativas e insanas. Mais tarde, posto umas fotos.
Grande peça de ontem: He/She & Me: A Love Story, questionando de maneira linda, engraçaca, comovente todas as nossas expectativas de gênero. Afinal, o que é ser homem e o que é ser mulher?
Programação de hoje: Loup Garou (peça sobre o Lobisomem encenada no parque, no meio do mato, muito bem recomendada), Geronimo, Rigorous Disco of Doom (orgia de sexo e terror encenada dentro de uma igreja!), SUD SCREED (teatro de bonecos bizarros) e mais uma em aberto.
Enfim, o dia está lindo, a Camila está esperando, fui. Saiam da internet vocês também.
Hoje, sexta, 13 de novembro: Conferência 50 Anos da Revolução Cubana. O campus está cheio de estudiosos cubanos e cubanistas. Quero muito ir.
Segunda, 16 de novembro: Passeio virtual por Havana, com fotógrafo Héctor Delgado Pérez. Não entendi bem o que é, mas vou.
Terça, 17 de novembro: Palestra do insano do Zizek, "On the Uses and Misuses of Violence".Não perco.
Mas o melhor é o seguinte: teatro!
Esse fim de semana, Nova Orleans está recebendo o seu segundo Fringe Festival! Dêem uma olhada na doideira da programação. Larguei tudo, aluguei um carro e vou tentar ir a todas as performances que puder.
Ramsey, a vendedora de doces, minha companheira no Mardi Gras 2009. (Todas as fotos dela.)
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Ver todas as fotos do Mardi Gras 2009, ou todas as fotos de Nova Orleans.
Ontem, no mercado, passando no caixa. Dez potes de mistura pronta pra fazer Gumbo e Jambalaya, dois pratos típicos de Nova Orleans. Dois vidrinhos de Filé Powder, ou raiz de sassafrás moída, o tempero especial usado no Gumbo e em muitos outros pratos da cozinha cajun. Quatro latas de café com chicória, uma mistura especial que também só existe aqui. E várias, várias garrafinhas com edições limitadas e variações regionais exclusivas de Tabasco - a marca é de uma ilhota aqui do lado.
A caixa olhou pras minhas compras e nem titubeou:
"So, gonna miss New Orleans, huh?"
"Yeah, but I'll be back in August."
Jazz my ass. Um prato de gumbo bate qualquer brass band.
No aniversário da Camila, por recomendação do Idelber, alugamos um carro e fomos visitar Dauphin Island, na boca de Mobile Bay, no Mississippi. Infelizmente, os dias estavam feios e chuvosos, mas vale a pena postar as fotos só pra mostrar a arquitetura da ilha.
A Baía de Mobile, assim como Nova Orleans, é especialmente vulnerável a furacões e boa parte das casas de Dauphin Island foi destruída durante o Katrina. Hoje, quase todas as casas, apesar de enormes e luxuosas, foram re-construídas em cima de palafitas bastante altas, criando um efeito surpreendente e surreal.
Cliquem nas fotos para ver em mais detalhes.


O preço das obras completas do Freud caiu mais cem reais e agora está em R$299.
No Jacques-Imo's, um dos melhores restaurantes de Nova Orleans. Nossos convidados de honra: Zé Celso Martinez Côrrea (de branco, no centro), fundador do Teatro Oficina, e Marcelo Drummond (mais à esquerda), primeiro ator da companhia. Comandando o espetáculo, Chris Dunn (à esquerda, quase saindo da foto), chefe do departamento de Espanhol & Português, responsável pela vinda do Zé e um dos homens que mais entende de Tropicália no mundo.
Mesa de 20 pessoas, falando quatro línguas diferentes. Professores de literatura, teatro, dança e música. Atores, dramaturgos e produtores teatrais de Nova Orleans. Carla e Luca (abaixo, com o Marcelo), dois brasileiros que estudam teatro aqui nos Estados Unidos e atravessaram o país só pra falar com o Zé. E um aluno entrão que ultimamente também se meteu a estudar teatro: eu.
Lá pelas tantas, Zé Celso, acompanhado pelo Marcelo, começa a declamar a Ode ao Cú.
E o gran finale:
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Leia mais sobre as aventuras de Zé Celso Martinez Corrêa, fundador do Teatro Oficina, em Nova Orleans:
- Teatro Oficina em Nova Orleans
- Zé Celso Palestrando
- Zé Celso Bêbado Alugando um New Orleaniano Perdido na Rua às Quatro da Manhã
- Cinco Perdidos na Noite Suja de Nova Orleans
- Um Jantar com Zé Celso
- Zé Celso e o Efeito Encolhedor da Arte (esse é o melhor)
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Dois livros sobre Zé Celso e o Teatro Oficina. À esquerda, uma antologia de seus textos, depoimentos e entrevistas entre 1958 e 1974. À direita, um estudo sobre os primeiros dez anos do Teatro Oficina (1958-1968).
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Visite do site do Teatro Oficina, leia o blog, compre os DVDs.
Carla Melo, professora de teatro em Arizona State University, escrevendo um livro sobre a montagem de Os Sertões pelo Teatro Oficina. Zé Celso Martinez Corrêa, fundador do Teatro Oficina. Luca Prazeres, doutorando em Português, estudando teatro e contracultura na década de 70. Marcelo Drummond, primeiro ator da Companhia. Alex Castro, doutorando em Espanhol e Português, estudando escravidão, censura e teatro brasileiro no século XIX. Operando a câmera, Chris Dunn, chefe do Departamento de Espanhol & Português de Tulane University e um dos maiores conhecedores de Tropicália do mundo. Celebrando os 50 anos do Teatro Oficina em Nova Orleans, abril de 2009.
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Leia mais sobre as aventuras de Zé Celso Martinez Corrêa, fundador do Teatro Oficina, em Nova Orleans:
- Teatro Oficina em Nova Orleans
- Zé Celso Palestrando
- Zé Celso Bêbado Alugando um New Orleaniano Perdido na Rua às Quatro da Manhã
- Cinco Perdidos na Noite Suja de Nova Orleans
- Um Jantar com Zé Celso
- Zé Celso e o Efeito Encolhedor da Arte (esse é o melhor)
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Dois livros sobre Zé Celso e o Teatro Oficina. À esquerda, uma antologia de seus textos, depoimentos e entrevistas entre 1958 e 1974. À direita, um estudo sobre os primeiros dez anos do Teatro Oficina (1958-1968).
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Visite do site do Teatro Oficina, leia o blog, compre os DVDs.
O pobre do homem, naturalmente, não entendeu porra nenhuma.
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Leia mais sobre as aventuras de Zé Celso Martinez Corrêa, fundador do Teatro Oficina, em Nova Orleans:
- Teatro Oficina em Nova Orleans
- Zé Celso Palestrando
- Zé Celso Bêbado Alugando um New Orleaniano Perdido na Rua às Quatro da Manhã
- Cinco Perdidos na Noite Suja de Nova Orleans
- Um Jantar com Zé Celso
- Zé Celso e o Efeito Encolhedor da Arte (esse é o melhor)
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Dois livros sobre Zé Celso e o Teatro Oficina. À esquerda, uma antologia de seus textos, depoimentos e entrevistas entre 1958 e 1974. À direita, um estudo sobre os primeiros dez anos do Teatro Oficina (1958-1968).
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Visite do site do Teatro Oficina, leia o blog, compre os DVDs.
Cristãos no carnaval. E sim, é sério. Nada de ironia ou paródia.
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Dois homens e um cachorro, no French Quarter.
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Um lindo anjinho.
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Casa arruinada.
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Um Indian. Reparem na cara de exausto do pobre homem.
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Azul, verde e preto.
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Ver todas as fotos do Mardi Gras 2009, ou todas as fotos de Nova Orleans.
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"Caralho, sabia que tinha esquecido de abençoar alguma porra!"
Estar numa cadeira de rodas não é desculpa pra não aproveitar o Mardi Gras.
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Backstreet Cultural Museum, Tremé.
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Aparentemente, esses moços estavam esperando por suas namoradas...
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Todo mundo queria tirar fotos dos menininhos balançando o esqueleto.
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Engenharia de Nova Orleans. Esse pedaço de pau era a única coisa segurando essa porra toda.
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Embaixo do viaduto da Claiborne Ave.
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Logo depois do Katrina, esses grafittis, deixados pelas forças de resgate, estavam em todas as casas da cidade - inclusive na minha. Aos poucos, todo mundo foi pintando por cima, mas algumas casas ainda insistem em manter a memória viva.
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Adesivo de pára-choque. Jah é meu fornecedor e nada me faltará. (Aliás, sabiam que a polícia jamaicana prendeu um cara com 10 gramas de maconha? Foi condenado por crime de mesquinharia.)
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Belas mulheres.
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Depois de ficar horas vendo-a dançar, pedi para que posasse pra mim. Seu nome é Julienne, morava em Tremé mesmo (bairro histórico negro) a poucas quadras do Backstreet Cultural Museum, onde estávamos. Não era jovem, chegou com duas meninas que bem poderiam ser suas netas, mas era a mulher mais linda, sexy, energética do dia. Quantos anos será que tinha? E será que faz diferença?
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Ramsey, a vendedora de doces, minha companheira no Mardi Gras 2009.
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Ver todas as fotos do Mardi Gras 2009, ou todas as fotos de Nova Orleans.
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Camila e eu passamos o fim-de-semana dirigindo pela Old River Road, às margens do Mississippi, visitando as antigas fazendas sulistas de cana-de-açúcar.
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Talvez a melhor parte da viagem tenha sido a parada em um típíco restaurante de comida cajun (pronúncia: quéidjã), o B & C Seafood Market. Para que vocês tenham idéia do que é comida cajun, sugiro clicar no site do restaurante ou conferir o menu (em pdf). O lugar parecia tão bisonho que quase tivemos medo de parar.
De entrada, uma porção de quiabo frito e outra de jacaré frito. O jacaré é parte integrante da cozinha cajun e o restaurante todo estava decorado com "motivos" de jacarés.
E, de prato principal, um Cajun Breaux, descrito no cardápio como
Cajun Breaux Platter – A cup of seafood gumbo, crawfish patty, shrimp, oyster, catfish, crab claws, frog legs, stuffed crab.
Gumbo é uma sopa de frutos do mar típica da Louisiana. Os outros ingredientes são camarão e hamburguer de camarão, ostra, bagre, patas de caranguejo, pernas de rã e caranguejo recheado. Uma das melhores coisas que já comi na vida.
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Fundos da Casa-Grande da Oak Alley Plantation. A fileira de carvalhos leva ao Rio Mississippi. O monte de grama ao fundo é o dique (levee), que não existia na época. Atrás dele, o rio.
Casa-grande da Laura Plantation. A casa fica às margens do Rio Mississippi. Reparem na altura das palafitas.
Senzalas da Laura Plantation. Cada uma abrigava cerca de duas famílias. Até 1977, descendentes dos ex-escravos ainda moravam nessas casas.
Visão dos fundos da Laura Plantation. Cozinha, estrebaria, senzalas.
Casa-Grande da Oak Alley Plantation.
Camila e a fileira de carvalhos levando até a casa-grande da Oak Alley Plantation.
Camila e um daqueles típicos e maravilhosos carvalhos do Sul. Oak Alley Plantation.
Nova Orleans é um tipo de Salvador americana: o Mardi Gras teoricamente é apenas a terça-feira de carnaval, mas as comemorações já começam semanas antes. Ontem foi uma das melhores paradas, o Krewe of Muses.
Found Dog! Grey Female, Looks Like a Catahoula.
Very friendly and very scared, with gnawed red collar, but no ID. I found her wandering the streets near Carrolton & Claiborne.
Please email if she's yours or if you'd like to adopt her. Unfortunately, I can't keep her, I'd love to.
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Vai em inglês mesmo, pra ser encontrável pelo google. Depois, conto a história toda pra vocês. A bichinha é uma graça, está aqui em casa e não sei o que fazer com ela. Catahoula, aliás, é o cachorro "oficial" da Lousiana.
Obras completas de Freud, de R$960, por R$399
Um blog sobre rebeldia, contemplação e sacanagem, regado a muita literatura e humor. Nosso assunto são as várias prisões que acorrentam o homem, como ambição, verdade e medo. Dê sua opinião!
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8129 Panola St, New Orleans, LA, 70118, msn, tel, email
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