semana passada, escrevi um texto sobre a beleza da mulher peluda:
os comentários me fizeram parar e refletir, e agora escrevi esse outro texto, sobre os meus próprios cabelos, que começa com uma visita à dermatologista (ou será esteticista?) e termina em veblen, thoreau e emerson. pois é. um percurso sui-generis. confiram lá:
Os cabelos de um homem: uma teoria do consumo conspícuo capilar
e um trecho:
o que é bonito e atraente não é nem o cocuruto cabeludo e nem o queixo bem escanhoado (afinal, critérios estéticos são culturais e variam de sociedade em sociedade) mas sim o fato de você ter demonstrado que é rico e ocioso o suficiente para usufruir da renda, do tempo livre e da disposição para tirar cabelo de onde tem e fazê-lo crescer onde não tem. Em outras palavras, você está sinalizando ao mundo, e principalmente às mulheres, que não é um pé-rapado que trabalha dois turnos de faxina e fica três horas por dia no ônibus em troca de um salário mínimo.
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