banco de tempo, nova exposição de isabel löfgren

minha querida amiga isabel löfgren, capista de onde perdemos tudo e mulher de um homem só, está inaugurando amanhã sua nova exposição no museu da república, rio de janeiro.

banco do tempo, nova exposição de isabel löfgren

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As artistas Isabel Löfgren e Patricia Gouvêa inauguram exposição para a série DUPLAS da Galeria do Lago/Museu da República, com curadoria de Isabel Sanson Portella.

Fruto de um período de imersão que as artistas Isabel Löfgren e Patricia Gouvêa fizeram ao longo do ano de 2011 nos jardins do Museu da República, a exposição BANCO DE TEMPO apresenta fotografias, vídeo instalações e uma interferência nos bancos do parque onde estão presentes reflexões sobre espaços de fluxos, viagens e desejos ligados ao tempo e à paisagem. Em correspondência artística constante desde que Isabel foi morar no exterior em 2006, as artistas realizam, nesta exposição, o resultado dessa troca tendo a viagem e as paisagens distintas em que vivem como veículo e o tempo como tema.

A partir de uma fotografia encontrada no arquivo histórico do Museu do ex-presidente Nilo Peçanha (morador do Palácio do Catete entre 1909/10) sentado em um dos bancos do jardins com seus cães, as artistas partiram para a observação e pesquisa sobre o movimento e o uso do tempo segundo os próprios freqüentadores do parque tendo os bancos do jardim como elemento principal.

Para a obra BANCO DE TEMPO I/DESEJO DE HORAS, os bancos que ladeiam as aléias do parque são o suporte para depoimentos colhidos pelos próprios usuários sobre como usam o seu tempo neste local. Nesta intervenção textual nos bancos do parque é revelada a função dos bancos além de mobiliário urbano para se tornar o suporte da conversa das artistas com os freqüentadores dos jardins, para o tempo ali passado e para a leitura. O usuário do parque poderá caminhar pelo parque através dos textos nos “bancos de tempo” e assim ter uma nova experiência do parque.

Dentro da Galeria do Lago foram criadas obras complementares que utilizam os mesmos elementos da intervenção no Jardim - os bancos, os textos, e a caminhada - em outros suportes. Para realizar a obra BANCO DE TEMPO II/A VOLTA AO PARQUE EM 80 MUNDOS, com mais de cem fotografias, a dupla passou o ano de 2011 fotografando bancos em parques no mundo inteiro, sempre em relação ao uso do espaço público em situações de tempo ou espaços públicos de espera ou repouso.

Nas vídeo-instalações a própria vivência das artistas nos jardins do Museu prevalece. Em ROTAS DE FUGA, LÉCTURE SUR L’HERBE e VENTO-TEMPO, as artistas realizam ações efêmeras que reconfiguram o uso dos jardins como local de passagem ou de repouso pelos freqüentadores. As artistas ora carregam e trocam de mãos uma mala antiga pelas aléias dos jardins, ora permutam livros retirados desta mesma mala sobre o gramado, ou apenas sentem o efeito de uma forte tempestade que muda completamente a rotina do parque.

 

13.01.12


Categorias: Comportamento, Artes


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