Os exemplares da Wired e da New Yorker que chegaram essa semana avisam, em gigantesca fonte:
LAST ISSUE ALERT!!!
Será? Já ameaçaram antes. Semana que vem, não estarei aqui pra saber.
* * *
Ontem, aluguei um carro para facilitar minha vida nos meus últimos dias. Aproveitei para ir assistir o terceiro filme da trilogia Senhor dos Anéis, no cinema, em versão extendida. Uma delícia.
Os documentos do Oliver foram enviados de Baton Rouge (capital do estado) e devem chegar hoje. Meus livros estão encaixotados. Presentinhos comprados para amigos, amigas, colegas.
Vendi meus dois laptops. Um, muito antigo, de 2005, praticamente dei por $50 para uma professora da 4a série que veio de outra cidade para comprar. O meu mais recente, comprado em dezembro de 2009, vendi por $300 para um mexicano. Volto para o Brasil com dois laptops: o meu atual, um Thinkpad novíssimo, e o meu querido Gateway, circa 2000, para escrever sem distrações.
Cancelei água, luz e gás, telefone e internet, celular, Netflix. Transferi o endereço de uma conta bancária, fechei a outra.
Os formulários para troca de endereço dos correios americanos estão bem aqui: vou mandar minha correspondência para meu antigo escritório na universidade.
Na minha mesa, uma pilha de cartões, que estou escrevendo a mão, para todas as pessoas incríveis que tornaram meus seis anos em Nova Orleans prazeirosos e lindos.
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Enquanto isso, aos poucos, o meu julho, primeiro mês de volta ao Rio e ao Brasil em dois anos, vai lentamente, gostosamente tomando forma.
Chego sábado de manhã, 1º de julho. Meu santo amigo-anfitrião na Pechincha vai estar viajando e me deixou até o carro, para eu passear e rever minha cidade linda, os amigos, os familiares, até o sobrinho que ainda nem conheço.
Na terça, 5 de julho, tenho entrevista pra uma bolsa acadêmica na Casa Rui Barbosa, em Botafogo, e aproveito para conhecer a leitora que gentilmente se ofereceu para me hospedar no Flamengo.
No fim de semana, Paraty e Flip, ao lado de uma amiga maravilhosa sem a qual eu jamais me enfiaria na roubada que é Paraty durante a Flip.
Na semana seguinte, mais ou menos entre os dias 14 e 20, São Paulo, para ver tantas outras amigas queridas e conhecer finalmente o QG do Papo de Homem.
Dia 20, começa no Rio o FestLip, um festival que me enche de felicidade, a confirmação física e artística de que o português é uma língua global.
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É bom olhar pra frente e ver coisas boas. Estou tão feliz que, se deus existir, ele vai derrubar meu avião só pra eu aprender a não ficar felizinho assim.
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PS: 22 boxes do Woody Allen vendidos ontem. Quando eu arranjo uma promoção de verdade, vocês gostam, né? Estou quase comprando pra mim. 20 DVDs por R$120!
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