Pois é. A vida é assim.
Quando decidi voltar de vez ao Rio, em fevereiro, foi em grande parte porque meu apartamento perfeito, de sonho, no lugar ideal, caiu no meu colo como uma dádiva dos céus.
Um casal de amigos iria sair e precisava de alguém para assumir o contrato. Mas agora tudo mudou. Eles decidiram se separar, depois desdecidiram, depois iam sair os dois juntos, depois iam sair os dois um pra cada lado, depois ela decidiu ficar, depois ela decidiu sair. E, no meio disso tudo, a proprietária decidiu aumentar o aluguel e pedir mais documentos, e já nem sei mais o quê, então estou pulando fora.
Mas sou sempre poliana e penso assim: já valeu. Agradeço esse apartamento ter existido por tanto tempo como uma certeza no meu futuro. Porque talvez sem isso eu não tivesse tomado a decisão de voltar. Mas tomei. E estou voltando. E agora vou voltar com ou sem apartamento. E então, tendo cumprido sua razão de ser, ele pode deixar de existir. E desejo toda a sorte do mundo aos meus amigos em seus problemas matrimoniais.
Resta o fato, entretanto, de que, a 23 dias da volta, não tenho mais onde morar.
Então, estou aberto a sugestões.
Tenho outras alternativas. Um amigo querido acabou de se separar e gostaria muito de me ter na casa dele nesse momento. Eu teria um quarto só pra mim e privacidade durante o dia pra trabalhar, enquanto ele está no escritório. Estou tentado, porque gosto muito dele, e seria uma base tranquila pra eu planejar minha vida e encontrar meu próprio apartamento. O único problema é que é em Jacarepaguá (o bairro onde morei por muitos anos) e pra onde não queria mais voltar. Estava querendo um quitinete que fosse mas na zona sul ou no centro, pra eu poder ir a pé aos teatros e bibliotecas e arquivos - que são afinal os locais que frequento.
Enfim, já aprendi faz tempo que sempre que abro meus problemas no blog, vocês leitores lindos me aparecem com sugestões e soluções fenomenais.
Então, alguém alugaria um quarto para um escritor e seu poodle? Sugestões? Idéias?
* * *
As letrinhas miúdas.
Sim, não pode esquecer do Oliver né? Alex e Oliver não são vendidos separadamente. Ele se dá bem com outros cachorros. Não destrói nada, não morde nem faz sujeira, mas late para ameaças em potencial.
Meus livros todos continuarão no depósito até eu conseguir decidir minha vida. Entretanto, para os leitores vorazes, posso trazer alguns ou muitos, e você lê à vontade.
Preferências absolutas: Copacabana, perto do mar e/ou do metrô. Centro e adjacências. Botafogo. Mas toda a zona sul está valendo. Adoro a Barra e Jacarepaguá, onde cresci e morei a vida toda, mas deu, né? Não estou voltando dos EUA pra ir me enfiar de novo, logo onde, na Avenida das Américas!
Minha rotina: fico o dia inteiro em casa, quietinho, escrevendo feito um louco. Preciso de privacidade durante o dia. Saio quase toda noite pra ir ao teatro. (Aliás, saudades do Rio e de SP onde tem peça todo dia! Em Nova Orleans, nas noites de sexta e sábado, tem tipo QUATRO peças em cartaz. Imagine na segunda!)
Incluídos no pacote: faço pão fresco para toda a família e massagens nos pés das moças.
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FAQ da Volta do Alex
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