Estou já há algumas semanas trabalhando de pé. Abaixo, algumas fotos da minha nova "estação de trabalho":

Minha rotina ideal para trabalhar em casa é a seguinte:
(Nem sempre consigo realizar tudo, mas mantendo o abaixo como o ideal quase sempre chego muito perto)
Acordo às sete. Não ligo o computador. Antes de tudo, vou malhar. Alterno uma série de exercícios pra perna em um dia, e braços e abdômen no outro. Depois, faço ioga pra alongar e relaxar. Por fim, meia hora de meditação sentadinho no meu zafu. Depois, tomo banho, faço café, passeio com o Oliver. Só então me conecto à internet e fico conectado pelo tempo que sobrar até dar nove horas.
(É importante só entrar na internet depois de ter cumprido minhas obrigações básicas para com meu corpo, minha mente, meu espírito, meu cachorro. Se me conecto logo de cara, sempre tem alguma emergência pra resolver, algum incêndio pra apagar, algum email pra responder - e, na verdade, nunca são coisas tão emergenciais assim que não possam esperar, mas elas te sugam e, quando você menos espera, já passou o dia!)
Às nove, eu desconecto (obrigado ao Freedom pela graça concedida) e trabalho, de pé, por quatro horas na minha tese ou no meu romance.
(Como essas duas coisas são as prioridades da minha vida, é importante resolvê-las logo e não deixar passar nem um dia sem ao menos dedicar um tempo para elas. Pay yourself first. Ultimamente, estou dedicando meus últimos meses em Nova Orleans exclusivamente à tese.)
À uma, eu páro, almoço, cheiro mais carreirinha de internet.
Às duas, é hora de fazer o trabalho que paga as contas, que infelizmente não pode ser feito offline: dedico cinco horas aos sites que edito e mantenho.
(Não, não inclui o LLL. O LLL é um hobby que rende uns trocados. Essas cinco horas são para os sites que de fato me pagam salário. A partir de maio, estou trabalhando como editor do Papo de Homem e do De Olho em 2016.)
Às sete da noite, encerro o dia e fecho a lojinha. É hora de ler, namorar, ir ao teatro, escrever um textinho pro blog.
No dia seguinte, começa tudo de novo.
Aos fins-de-semana, a única diferença é que fecho a lojinha à uma da tarde.
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Sobre escrever de pé.
Todo mundo dizia que doía tudo, que doía os pés, que doíam as costas. Que os primeiros dias eram um inferno. Mas não senti isso. Tive uma enxaqueca destruidora no primeiro dia, mas depois foi tranquilo. Nenhuma dor no corpo. Talvez por eu já ser andarilho e andar muito. Talvez por eu já treinar sempre manter a postura correta enquanto medito. Estou gostando de escrever de pé. Somente me preocupo em manter os joelhos sempre flexionados, mas é uma preocupação preventiva.
Na verdade, meu problema é mental: fico muito mais desesperado por estar offline do que por estar de pé. Vício em internet é terrível.
Escrever de pé me faz sentir mais ativo, mais energético. Fico descalço no piso de madeira e gosto de sentir o chão nos meus dedos. Muitas vezes, eu coloco uma música legal e escrevo dançando. Gosto de escrever dançando.
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Alguns links sobre escrever de pé:
- Can’t Stand to Sit Too Long? There’s a Desk for That
- Study: The longer you sit, the shorter your life
- Is Sitting a Lethal Activity?
- Why and How I Switched to a Standing Desk
Daqui a pouco, estarei no Brasil. Se alguém tem dicas de "standing desks" ou mesas com alturas ajustáveis, eu agradeço.
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