Em cinco semanas, vou deixar Nova Orleans - a cidade incrível, sexy, musical, decadente, perigosa e linda onde tive o prazer de viver por seis anos. Tive o privilégio histórico de estar aqui no seu pior momento e de acompanhá-la na reconstrução. Agora, é hora de voltar pra casa - outra cidade incrível, sexy, musical, decadente, perigosa e linda que também está prestes a viver anos muito interessantes.
Já estou em clima de despedida. Abaixo, algumas fotos.
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Degraus do Moonwalk - o calçadão de Nova Orleans, na orla do Rio Mississippi. Atrás de mim e da Camila, estão os malucos-beleza que nos pediram para acender seus baseados.
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Sinistra, linda, misteriosa escultura de madeira encontrada na esquina de St Claude com Spain, no Bywater - o bairro dos artistas e das peças de teatro alternativas. Não havia placa nem informações. Tentei descobrir mais sobre ela e não consegui.
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A igreja anglicana St Anna, em Esplanade Ave, faz a contabilidade de todas as vítimas de assassinato de Nova Orleans. A cidade tem uma taxa de homícidio 50% maior que o Rio ou São Paulo - cerca de 75 homicídios por cem mil, contra cerca de 50 para RJ/SP.
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Um sapato feminino abandonado e pendurado em uma cerca. Na esquina de Desire com Chartres, a beira do Rio Mississippi, ao fundo. Amo os nomes de ruas em Nova Orleans.
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Pôr-do-sol na mesma esquina.
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Bondes em rota de colisão.
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Oak Alley Plantation.
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Coca-cola abandonada no bonde.
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O Google Maps está em Nova Orleans.
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Hippies, seus exercícios, seus cachorros e suas bicicletas doidas, em Washington Square Park, no coração do Faubourg Marigny.
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Bolhas de sabão no French Quarter.
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Jardim interno. Reparem o sapo.
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Alguém tem que trabalhar nessa joça!
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Jackson Square. Linda, linda.
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"Levando a boa nova a lugares ruins." Nova Orleans é sempre cheia de evangélicos querendo reformar a cidade.
(Outro dia, o líder deles foi pego se masturbando num playground, enquanto olhava as criacinhas brincarem. Leio notícias assim e quase penso: deus não só existe como morre de vergonha dos tarados hipócritas que falam em seu nome!)
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Se preparando para ir embora.
Oak Street, em Carrollton, meu canto preferido de Nova Orleans. Zotz é meu café preferido, onde já escrevi muito da minha tese, do meu romance, dos meus posts.
(Existem dois cafés nessa rua. No outro, é cheio de meninas loirinhas patricinhas tonificadas e bronzeadas. No Zotz é pra onde vão as meninas com cara de Suicide Girls.)
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No lançamento do livro "New Orleans: The Underground Guide", comentei com o autor que estava de mudança. Sua dedicatória não poderia ter sido mais linda:
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