O que me incomodou no discurso. Além de uma certa ênfase bárbara no corpo. Temos o corpo. O corpo está conosco. Pior que isso. Obama falou em justiça. Que iríamos trazer Osama a justiça. Que a justiça foi feita. Etc. Mas Obama. Justiça? Justiça não seria prender e julgar? Matar o homem é justiça? Olha. Pode-se até argumentar que os EUA tinham o direito de se vingar. Mas foi vingança. Vamos chamar pelo nome, né? Por que senão é isso, né? Elegemos um presidente negro, um presidente quebra-de-paradigma, um presidente bem educado, sensato, sensível. E temos que ouvi-lo chamar assassinato por vingança de justiça, ao mesmo tempo em que ele nos assegura que sim, "temos o corpo", yes we can! Fiquei o tempo todo esperando vê-lo puxar a cabeça do Osama pelas barbas e exibi-la ao mundo. Teria sido um fechamento coerente.
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Claramente, o estilo da divina Mary anda me infectando.
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Pra desanuviar, Harry Potter completo a R$99.
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