Alex, de Volta ao Brasil, Definitivamente! (FAQ) (Atualizado)

Hoje, quarta-feira, 20 de abril de 2011, vou dar minha última aula na Universidade de Tulane, depois de seis anos ensinando aqui. Em julho, volto definitivamente ao Rio de Janeiro. Ainda não sei do que vou viver. Não sei quando irei dar aulas novamente. Não abandonei minha tese, nem o doutorado.

Para todos os amigos, parentes e leitores fazendo perguntas, eis aqui esse FAQ.

* * *

Mas Alex, por que você vai voltar?!Folhas de Relva = Leaves of Grass, de Walt Whitman

Eu vou voltar porque, um dia, um homem que pra mim é como se fosse um deus inalcançável, uma figura mítica e sobre-humana, escreveu assim:

"Eu me celebro e eu me canto // E o que presumo você também vai presumir // Porque cada átomo que pertence a mim também pertence a você. // Vagabundeio e convido minha alma, // À vontade, vagabundeio e me inclino para observar uma haste de grama do verão. ... // Eu, agora com trinta e sete anos e em perfeita saúde, começo, // Esperando não parar até morrer."

"I celebrate myself, and sing myself, / And what I assume you shall assume, / For every atom belonging to me as good belongs to you. // I loafe and invite my soul, / I lean and loafe at my ease observing a spear of summer grass. ... / I, now thirty-seven years old in perfect health begin, / Hoping to cease not till death."

E por mais que eu saiba, com uma certeza religiosa, que esse homem não morreu nunca, nem vai morrer jamais, porque ele está aqui, comigo, hoje, eu também sei que ele sofreu um derrame paralisante dezoito anos depois de escrever essas palavras, e viveu o resto dos seus dias inválido.

E eu, hoje, também com trinta e sete anos, também com a saúde perfeita, também planejando não parar até morrer, sei que vai chegar o dia do meu derrame, infarto, câncer, glaucoma. Pois se até esse homem morreu, que esperança eu posso ter? Ele escreveu essas linhas e teve mais dezoito anos. Eu, quantos anos terei?

A vida é curta. Se, no dia do infarto, eu tiver sido escritor (mesmo que fracassado, medíocre, deslido) mas não doutor, minha vida vai ter valido a pena. Se não tiver sido escritor mas sido doutor renomado, crítico celebrado, professor festejado, autor de diversos e sensacionais estudos sobre a obra dos outros, estudos esses escritos em detrimentos da minha, vou morrer triste, desgraçado, fracassado.

Eu sou escritor. Minha língua é o português. Meus leitores estão no Brasil. Minha casa é o Rio. Cada segundo que passo longe é um segundo desperdiçado.

Tenho trinta e sete anos, em perfeita saúde, e não tenho tempo a perder.

* * *

Você vai abandonar a tese?

Vou não. Já cumpri todas as minhas obrigações com o programa, agora falta só escrever mesmo, e isso eu posso fazer de qualquer lugar.

* * *

Mas não pega mal sair antes de terminar?

Sim e não. Muita gente fica na universidade até terminar, mas também é bastante comum, depois da qualificação, que as pessoas arrumem empregos em outros lugares ou vão escrever suas teses mais perto de sua família, cônjuge ou entes queridos. Além disso, minha tese é sobre o Brasil e ir escrevê-la no Brasil faz sentido. Estarei mais perto das fontes.

* * *

Será que você vai conseguir escrever a tese no Brasil?

É um fato: quando o doutorando se afasta da universidade, as chances de completar a tese caem bastante. Você tem mais distrações, precisa ganhar a vida com outra coisa, life gets in the way. Então, os professores sabem que, quando você vai morar em outro lugar antes de defender, existem boas chances que não volte nunca mais.

Mas, por outro lado, a tese depende só de mim, e isso me dá uma segurança enorme.

Porque, por um lado, eu gosto muito da minha tese, acho que vai dar um livro muito legal e vou ter orgulho de publicá-la um dia. E, por outro lado, como depende de mim, se eu não escrever a tese (tirando morte e demência) é porque eu não quis, porque surgiu uma coisa mais legal e mais gratificante, porque minha vida estava linda sem ela.

Então, vai ser um final feliz também.

Eu sou muito Pollyana: sempre acho que, de um jeito ou de outro, tudo acaba bem.

Em tempo. Etiqueta de doutorando. Só quem pode perguntar da minha tese é o meu orientador, tá? Qualquer outra pessoa, por favor, não mencione jamais o assunto. Não é de bom-tom. É sério.

* * *

Onde você vai morar no Brasil?

Eu acho que se é pra fazer a fatídica escolha pelo Rio, então tenho que ir morar onde o Rio é mais Rio. Não na Zona Sul, como pensa o povo besta de lá, mas no Centro.

Aluguei um apartamentinho na Lapa, esquina da rua do Resende com Lavradio, em frente aos Arcos, perto de tudo, coração do Rio, onde sempre quis morar. Já faz anos que perambulo pela Lapa, sempre pensando: quando voltar, vai ser pra cá que eu venho. E vou mesmo.

Odeio sair de casa e, por isso mesmo, é importante estar bem localizado: minha casa, tradicionalmente, sempre foi o lugar onde todos meus amigos sempre puderam aparecer, em especial nas horas mais bizarras da madrugada. (No meu mundo ideal, eu nunca preciso sair de casa porque todas as pessoas interessantes que eu amo vêm até mim.)

Então, todos os amigos, leitores, conhecidos, que estiverem de passagem pela Cidade Maravilhosa, mandem um sinal de fumaça e eu deixo vocês me pagarem um almoço - sou pobre, sorry.

Mas, se vierem pra minha casa, faço pão.

* * *

Você vai viver de quê?

Excelente pergunta. Minhas parcas economias devem durar um tempinho - mas só porque sou um monge.

Além disso, tenho alguns trabalhos de tradução, revisão e adaptação alinhavados.

Também penso em procurar emprego dando aulas em universidades particulares. Ou mantendo blogs ou twitters corporativos.

Minha prioridade são atividades que me permitam ficar em casa, e trabalhar também na tese e no meu romance.

Se souberem de alguma coisa, qualquer coisa, avisem. Por favor.

* * *

Quando você vai?

Passagem comprada pra 1º de julho de 2011, New Orleans-Rio de Janeiro, só ida. Existe algo de mágico e libertador em comprar uma passagem só de ida.

* * *

Não vem não, você não faz ideia como está isso aqui! O Rio/o Brasil acabou!

Porra, gente chata que diz isso.

Sei sim, seu mala. Nos últimos seis anos, passei em média sete meses por ano nos EUA e cinco, no Brasil. E, não, nos cinco meses brasileiros eu não estava de férias, na praia, gastando meus muitos (rárá) dólares, mas fazendo tudo o que normalmente faria se morasse no Brasil: pesquisa, enfrentando burocracia de arquivos e bibliotecas, trabalhando, caçando cliente, passando nota fiscal, esperando pagamento, namorando, transando, saindo com os amigos. Então, desculpa, mas eu tomei bastante cuidado pra nunca perder o contato e nem me desligar.

Se você não gosta do Brasil ou do Rio, eu respeito.

Mas, sim, eu sei como é, sei muito bem, sofro na pele todo dia, e, mesmo assim, estou voltando.

* * *

O que mais você pretende fazer aqui no Brasil?

Alguns planos e possibilidades:

- Fazer tradução literária.

- Pedir reingresso na UFRJ, fazer a licenciatura e me habilitar pra dar aulas em escolas.

- Tentar entrar no mundo da legendagem.

- Ressuscitar a Usability Ltda e voltar a fazer testes de usabilidade, card sorting, análise heurística.

- Dar aulas na Escola Americana do Rio de Janeiro, minha velha escola.

- Procurar professores de português e chefes de departamentos de escolas, oferecer meus livros Mulher de Um Homem Só, Liberal Libertário Libertino ou Onde Perdemos Tudo, e me dispor para falar aos alunos.

- Oferecer para editoras, ou auto-editar, meus livros semi-prontos: Confissões Sexuais, Racismo, Prisões.

- Aceitar os convites de palestras que tenho recusado por morar fora.

- Dar cursos livres de temas que eu domino razoavelmente, como: Cuba - Literatura e História; Nova Orleans e Furação Katrina; Escravidão e Raça na Literatura Brasileira; A Bíblia como Literatura; Guerra do Paraguai. Alguém teria interesse? No Rio ou em São Paulo.

- Pôr minha lábia a serviço de um trabalho com mídias sociais e vendas.

Qualquer sugestoes, estou aberto. A prioridade é ganhar a vida, mas ter tempo pra escrever minha tese e o meu romance.

* * *

Mais alguma pergunta?

* * *

Atualização

"O que vc gosta tanto no Brasil e, especialmente, no Rio?
(pergunta do leitor Túlio)

Nesses seis anos, nunca perdemos o contato: passei sempre cinco meses por ano com você, trabalhando, namorando, alugando apartamento, vivendo a vida cotidiana ao seu lado, justamente pra não perder o seu cheiro e o seu ritmo, as gírias e as modas, pra não virar haole - deus me livre! Ninguém pode me acusar de te idealizar: conheço cada estria, cada arrastão; amo cada celulite, cada chacina.

Muita coisa mudou. Você passou no teste do Pan - confesso que eu estava cético! Foi retratada em dois Tropas de Elite - belíssimas obras que elevaram ao nível da arte todos os nossos maiores dilemas e apreensões. Depois, descobriram uma quantidade enorme de petróleo na sua costa - que querem lhe tomar no tapetão! Agora, esse ano, vai sediar os jogos militares (quarto maior evento esportivo do mundo) e, daqui a pouco, uma copa (incluindo a final!) e uma olimpíada.

Hoje, aqui de longe, você me parece revitalizada, linda, cheia de esperanças - potencializando seu duplo caráter turístico e petroquímico. Será que, em 2005, fui pessimista demais e não lhe dei o devido valor? Será que você está ressurgindo? Desculpa se não confiei em você, meu amor! Você me perdoa?

Pra mim, nesse momento, a pergunta é a seguinte: onde quero estar nos próximos vinte anos? De onde quero observar o futuro acontecer? De qual processo histórico quero ser testemunha? Nada me prende. Posso ir pra qualquer lugar. Acabei de viver os seis anos imediatamente pós-Katrina em Nova Orleans - um período único que nunca mais vai se repetir.

Confesso que Havana é uma forte finalista: assim que morrerem os irmãos Castro, a batalha dupla pela democracia em Cuba e pela manutenção do legado revolucionário vai ser feroz, linda, necessária. Gostaria de fazer parte dessa aventura, de me meter nessa briga, mas quem estou enganando, não é? Havana é uma amante querida, uma jineteira sem-vergonha, mas você é minha esposa. É o seu futuro que quero ver, é da sua História que quero participar, é nos seus braços que quero morrer.

Crescendo ao seu lado, havia sempre algum gringo maluco com a mesma história: estava de passagem, esbarrou em você, ficou para sempre. E eu os invejava, sabe? Por um lado, eu nasci dentro de você - o que, pra mim, não é fonte de orgulho mas mero acidente histórico. Já eles, caramba!, eles te escolheram! Nasceram em Tucson, Estocolmo, Florença mas bastou te conhecerem para saberem na hora: é aqui que vou ficar!

E você, hospitaleira e sem-vergonha, é dessas que só dizem sim: mesmo sem renda e sem prenda, você nos faz as vontades, nos diz meias-verdades e nos faz acreditar (vaidosos!) que somos o povo mais privilegiado do mundo. (Gueixa indiscriminada, você aceita igualmente todos os que te amam - carioca é quem se sente carioca.) Na manhã seguinte, naturalmente, antes de contarmos até vinte, podemos ter sido atingidos por uma bala perdida ou soterrados pela lama que desce o morro, mas é o risco que corremos. Existem muitas outras mais seguras, mais pacatas, mais civilizadas, mais respeitadoras: quem quiser, que fique com elas. (Curitiba é linda nessa época do ano!)

Nós, os que te escolhemos, aceitamos o positivo junto com o negativo, o risco com o dividendo, o ônus com o bônus. Na verdade, não é nem que aceitamos o ônus em si: aceitamos o ônus de positivar o negativo, de minizar o risco para para podermos melhor usufruir dos dividendos. Quem te escolhe também escolhe o ônus histórico de te amar, te preservar, te salvar de si mesma. Ninguém que assistiu Tropa de Elite pode alegar que não sabia onde estava se metendo.

E essa é a questão, não é? Passar seis anos longe me permitiu fazer algo que sempre desejei: te escolher. Estar ao seu lado não por um feliz acaso do destino, mas por decisão consciente, pensada, fatídica.

Te escolho.

    Rio de Janeiro  Passeio pela Cidade do Rio de Janeiro

 Rio De Janeiro No Século XVII  Memórias da Cidade do Rio de Janeiro

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20.04.11


Categorias: Egotrip, Rio de Janeiro


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Comentários:


Comentário de: Marcus · http://vidaoffline.wordpress.com

Desejo sucesso nesse novo ciclo.

PermalinkPermalink 20.04.11 @ 10:21



Comentário de: Ana Paula · http://www.urbanamente.net

Sim, uma pergunta importante: quando eu vou te conhecer ao vivo/visitar/tomar uma cerveja gelada?

PermalinkPermalink 20.04.11 @ 10:54



Comentário de: Liame

Comecei a lê-lo há pouco tempo. Desejo mt boa sorte nessa nova etapa. Vc vai amar morar na Lapa, se ainda não conhece, sugiro uma cerveja no Vaca Atolada, na Gomes Freire.

PermalinkPermalink 20.04.11 @ 11:01



Comentário de: Rogério Duarte · http://restosefragmentos.blogspot.com/

No segundo semestre, te levo pra falar com meus alunos sem falta.

Abraço!

PermalinkPermalink 20.04.11 @ 11:24



Comentário de: Radical Livre

Bom, bemvindo de volta.

Maio chegou mais cedo e o céu hoje está de um azul tão profundo que chega a irritar um pouco.

PermalinkPermalink 20.04.11 @ 11:34



Comentário de: Daniela · http://historiasdemenina.wordpress.com

Sorte, Alex. Esse Brasil tá ainda melhor do que aquele que você deixou. Tudo de bom, sucesso sempre

PermalinkPermalink 20.04.11 @ 11:39



Comentário de: dra

bem-vindo de volta.
em agosto, nos veremos aqui em Sampa.
estou na fase dos concursos. quem sabe não acabo morando no Rio qq dia desses tb, hein?
abração!

PermalinkPermalink 20.04.11 @ 11:48



Comentário de: Fabio R.

Só assiste Rio antes. Queria tua opinião, já que não fui muito com uma crítica que li no omelete, considerando que é um filme com apelo para crianças.
E aproveita enquanto a especulação imobiliária ainda não solapou todos os endereços da Lapa.

PermalinkPermalink 20.04.11 @ 11:54



Comentário de: Paulo · http://fyiblog.wordpress.com/

Boa sorte

PermalinkPermalink 20.04.11 @ 11:55



Comentário de: Adriano

Nunca comento, mas só pra constar que em agosto estarei de férias e irei a SP comprar teu livro. Moro em Natal/RN.

E obrigado por me ajudar a abrir os meus olhos.

PermalinkPermalink 20.04.11 @ 12:13



Comentário de: FlaviaQ

Bem vindo de volta!

PermalinkPermalink 20.04.11 @ 13:03



Comentário de: Leonardo Climaco · http://leonardoclimaco.blogspot.com

Seja Bem vindo!

PermalinkPermalink 20.04.11 @ 13:19



Comentário de: Alex Castro Email

Muito obrigado a todos. Estou louco pra voltar e morrendo de saudade da Lapa. Não tomo cerveja mas acompanho vocês num cachimbo com sangue de boi! :)

Rogério,

Quero muito. Adoro escola, adoro falar pra criança e adoro tb que vende muito livro. :) E agradeço.

Dani

Pois é, né? Muito obrigado a vocês todos por terem cuidado do país direitinho enquanto estive fora!

Dra

Sempre possível de eu ir acabar em SP também! Adoro.

Fabio

Estou pensando seriamos se vejo Rio aqui ou não. Mas não vejo pq o pobre do filme teria a obrigação de, sozinho, destruir todos os estereótipos sobre o brasil construídos ao longo de séculos. No blog Duas Fridas, elas citaram uma cena que, pra mim, sem nem ver, já vale o filme:

"Mas a cena que mais nos encantou foi logo no início do filme, quando Linda e Blu estão recém-chegados à cidade. O Carnaval está para começar, e o jipe de Túlio tem que parar para dar passagem a um pequeno grupo de foliões. A gringa, meio espantada, pergunta, ao ver uma passista de biquini dourado: “ela é dançarina profissional?” Ao que o amigo carioca responde: “não… na verdade, ela é minha dentista! Olá, doutora!” E isso explica a cidade para um estrangeiro melhor que uma centena de documentários."

Alias, Nova Orleans é exatamente igual: minha chefa é uma das dançarinas principais de um grupo que tem o pitoresco nome de Camel Toe Stompers, e uma de minhas melhores amigos, e recém-doutora, Annie, é dançarina do Casa Samba. :)

Adriano

Eu é que agradeço e muito. Ainda não temos datas certas, assim que eu tiver, te aviso.

PermalinkPermalink 20.04.11 @ 14:30



Comentário de: rafael vigna

bem-vindo de volta.

PermalinkPermalink 20.04.11 @ 14:53



Comentário de: Fabio R.

Pois é. Também acho. Queria saber tua mipressão das cenas de Copacabana, que mostra até as cadeiras e mesas de plástico dos quiosques, que quase já não existem mais. Há também cenas com vistas na favela e da favela, onde se passa boa parte da história. Visualmente achei perfeito, mas o roteiro achei fraco em alguns momentos. Mas é o Rio lá. Vê aí antes sim.

PermalinkPermalink 20.04.11 @ 14:57




Que LINDO tudo isso, Alex. Mexeu comigo. É um homem muito admirável, agora ainda mais. ;)

Seja bem-vindo outra vez.
Sucesso! Você terá, pois é o tipo de pessoa que faz acontecer. Continua assim, querido.

Beijo intenso,
Mikaela.

PermalinkPermalink 20.04.11 @ 15:08



Comentário de: Sonia Ferreira

Seja bem-vindo, Alex.
Você escolheu o melhor lugar do Rio para morar.
Aquele abraço da leitora que está torcendo ara que o projeto dos cursos livres se realize.

PermalinkPermalink 20.04.11 @ 17:07



Comentário de: Teresa

UEBA! Dá vontade de cantar Roberto Carlos:

Eu voltei! / Agora prá ficar / Porque aqui! / Aqui é meu lugar / Eu voltei pr'as coisas Que eu deixei / Eu voltei!...

E vai morar no meio do bochicho. A rua do Lavradio tem uma feira ótima nos primeiros sábados do mês. Te pago um almoço quando estiver instalado.

E como está de coisas do lar? Louças, lençóis e afins? Se vai precisar, não quer deixar uma lista em alguma loja e quem quiser dá uma coisa pra você?

PermalinkPermalink 20.04.11 @ 17:28



Comentário de: alex castro

Sonia

com certeza. escolhi morar aí por isso. bom saber que tenho alunos. :)

Te

Mt obrigado. Vc é linda! vc tá no largo do machado, né? A gente vai se ver bastante.

Eu tenho quase tudo de quando desmontei a casa da ultima vez, em 2009.

Agora a duvida é como viver. Estou pensando em nao ter geladeira... Coisas loucas assim.

PermalinkPermalink 20.04.11 @ 17:46



Comentário de: aiaiai

Que legal, Alex!

Sempre sinto em você essa vontade de voltar, então, acho que vai ser uma delícia para você e para seus amigos. Espero virar uma amiga em breve.

A Teresa deu uma boa ideia. Faça um chá de panela virtual. Lista as coisas q vc vai precisar e a gente vai contribuindo. Fiz isso com uma amiga quando ela saiu da casa dos pais para morar sozinha e foi superlegal. Não sei porque só pessoas q se casam podem fazer chá de panela...

beijos mils

PermalinkPermalink 20.04.11 @ 18:16



Comentário de: Flávio Amaral

Hmmm... Acho bobo desejar boa sorte porque não acredito em coisas. Mas acho legal ler Whitman e percebê-lo vivo, psicografado/experimentado em pleno 2011. Ainda assim torço para que você conclua a escrita da sua tese. Penso que muita gente gostaria de conhecer aonde suas pesquisas o levaram. Abração.

PermalinkPermalink 20.04.11 @ 19:08



Comentário de: Túlio

O que vc gosta tanto no Brasil e, especialmente, no Rio?

PermalinkPermalink 20.04.11 @ 19:42



Comentário de: Mari

Viver sem geladeira a 40°C é brabo, hein? Sair de casa sempre que quiser beber alguma coisa gelada? Não poder fazer comida pra vários dias e congelar em porções individuais? Cruz credo.

Coisas que mudaram a minha vida e, em geral, a tornaram mais econômica:
tv legal: disse adeus ao cinema pra sempre.
internet: pesquisar preços do que se precisa na net é ótimo.
colchão confortável + almofada triangular (http://www.neomedicamg.com.br/prod.php?centro=verproduto.php&idproduto=1225): dispensa o uso de sofá, poltrona, cadeira e mesinha de escritório (pra trabalhar no notebook, claro).
ventilador: tornou minha casa mais confortável e se saio menos, gasto menos.

Se eu lembrar de mais coisas, volto aqui.

Eu acho excelente a idéia de fazer uma lista de presentes virtual, mas da forma como se faz lista de casamento por exemplo. Isso torna o "presentear" mais fácil para os seus leitores, sem contar que vc pode transformar presentes repetidos em créditos pra outra coisa que você queira.

No orkut tem várias comunidades sobre tradução com propostas de trabalho, dicas de cursos de tradução e legendagem, etc. Vale a pena procurar.

No mais, desce e arrasa! :)

PermalinkPermalink 20.04.11 @ 20:29



Comentário de: Alex Castro Email

Tulio,

"Tanto"? Quem disse que gosto muito do Brasil e do Rio? É um país e uma cidade como quaisquer outros, tão bons quanto quaisquer outros...

PermalinkPermalink 20.04.11 @ 21:26



Comentário de: MOLL

Pô, Alex, manda aí uma daquelas declarações de amor ao Rio que só você sabe fazer, faltou ela para completar as respostas. Aliás, só bastaria a declaração para se justificar. O resto é resto.

PermalinkPermalink 20.04.11 @ 22:16



Comentário de: MOLL

A Rua do Lavradio é uma via da cidade do Rio de Janeiro, localizada no bairro do Centro, começando na Rua do Riachuelo e terminando na Rua Visconde de Rio Branco.

Foi aberta em 1771[1] e mandada alinhar em 1777 pelo 2º Marquês do Lavradio, Luis de Almeida Portugal Soares de Alarcão Eça e Melo Silva e Mascarenhas, que por dez anos foi Vice-Rei do Brasil (1769-1779).

Mandou construir a sua residência nessa rua, cujo prédio ainda se localiza na esquina com a Rua da Relação, onde promovia muitas festas e reuniões sociais como forma de compensar as poucas opções de lazer da capital da Colônia.

A Rua do Lavradio, no centro histórico do Rio, conta, hoje, com concorridos bares e restaurantes e nela são promovidas feiras de antiguidades prestigiadas pelos mais conhecidos antiquários da cidade.

Também ali se encontra o jornal "Tribuna da Imprensa", do qual o seu antigo proprietário, o jornalista Carlos Lacerda, na década de cinquenta, sustentou uma campanha política contra o segundo governo de Getúlio Vargas.

Wikipédia

PermalinkPermalink 20.04.11 @ 22:51



Comentário de: Biajoni

estamos aqui te esperando de braços abertos.
:>)
e, se nada mais der certo, conte conosco aqui, no cu do mundo, mas com suporte para você fazer o que sempre quis e sem deveria ter feito. e fez, ué.
beijos.

PermalinkPermalink 20.04.11 @ 22:55



Comentário de: Alex Castro Email

a rua do lavradio é o maximo. eu já fui mt nesse predio da tribuna, quando escrevia para o jornal. deve estar tão melancolico vazio... vou morar quase do lado...

PermalinkPermalink 20.04.11 @ 23:01



Comentário de: Alex Castro Email

biajoni lindo,

vc é tão foda que nenhum lugar onde vc tá, por definição, é o cu do mundo. :) obrigado. :)

PermalinkPermalink 20.04.11 @ 23:02



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Eu acho que você vai se arrepender, Alex.


Por que acho isso? Ah, eu já expliquei porque aqui: http://www.interney.net/blogs/lll/2009/09/09/o_povo_quer_saber_1

PermalinkPermalink 21.04.11 @ 10:54



Comentário de: TGS

Correndo o risco de quebrar um regra de etiqueta, faço uma pergunta que há horas me "encuca": sobre o que é tua tese, Alex?

PermalinkPermalink 22.04.11 @ 10:54



Comentário de: TGS

Vi isso e lembrei-me de ti, embora ache que, por tua experiência com internet, talvez não seja a mesmo novidade que foi para mim: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/7-tendencias-para-novos-negocios-na-internet#more

PermalinkPermalink 22.04.11 @ 11:07



Comentário de: Alex Castro Email

TGS,

sobre minha dissertação: :)

http://www.interney.net/blogs/lll/2010/08/10/a_rasura_da_escravidao_na_literatura_bra_1/

PermalinkPermalink 22.04.11 @ 12:13



Comentário de: Teresa

Concordo com a Mari: não dá pra viver sem geladeira no calor do Rio. Ainda mais nos meses de forno ligado, de novembro a março. Mas não precisa ser daquelas cheias de firulas como servir água gelada na porta. Uma simples de 230 litros serve bem.

E falando em calor e Rio, avalie a possibilidade de ter um condicionador de ar para os meses de forno ligado. Nem que seja um pequeno para um cômodo da casa.

PermalinkPermalink 22.04.11 @ 12:35



Comentário de: Isis

Adorei: "Eu sou muito Pollyanna"!
Muita sorte, Alex!!!

PermalinkPermalink 23.04.11 @ 00:47



Comentário de: Fred

Seja bem-vindo de volta, Alex. Que bom pra você.
Só acho chato esse estereótipo zona sul=rico arrogante, assim como tenho ojeriza do preconceito de certos idiotas contra os habitantes da Zona Norte e da Zona Oeste. Moro na zona sul, mas não sou povo besta não.
Já sei, mordi a isca e vou me arrepender, certo?

PermalinkPermalink 25.04.11 @ 15:57



Comentário de: anna may

Vaca Atolada é o que há, sobretudo quando Rubem Confete resolve dar uma palhinha. O Grupo Caldo de Feijão também é fera.

Vai ser ótimo encontrar vc na fila do mercadinho. O Mundial tem preços melhores do que o extra, mas quando se está com pressa não tem para ninguém: o Extra é rapidinho.

Bem vindo ao Centro, à Lapa e ao Bairro de Fátima. Vai ser uma honra pegar o mesmo C-10 que vc.

Boa viagem!!!

PermalinkPermalink 25.04.11 @ 19:23



Comentário de: Mary

Boa sorte,alex.

;D

PermalinkPermalink 26.04.11 @ 14:01



Comentário de: Adam · http://suspensaodejuizo.wordpress.com

Que notícia esplêndida! Parabéns pela volta, e boa sorte! Algum dia volto ao Rio para visitá-lo :)

PermalinkPermalink 07.05.11 @ 18:43



Comentário de: Joanna

A rua do Lavradio tem uma feirinha maravilhosa.Sou Sou suspeita, mas diria pra tentar dar aulas na FGV que abriu um curso de História e outro de Ciências Sociais há pouco em que o ciclo básico é o mesmo (experiência interessantíssima). Quanto a colégios, te indicaria alguns mais alternativos, mais ousados como Oga Mitá na Tijuca, Centro Educacional Anísio Teixeira, Edem, Sao Vicente de Paula, Escola Parque.
Boa volta e aproveite pra recompensar ao Rio ded tua ausencia com toda a sua dedicação, porque ele precisa.

PermalinkPermalink 09.05.11 @ 15:33



Comentário de: Renam

Alex, estou pensando em organizar uma cooperativa para serviços - software livre e comunicação digital - com foco no segmento de organizações populares, ongs e empreendimentos de economia solidária. Se tiver interesse, manterei você informado dos primeiros passos.
Abraços

PermalinkPermalink 09.06.11 @ 11:44



Comentário de: F. Arranhaponte

Bem vindo! Mais uma boa notícia para o Rio.
Abraço

PermalinkPermalink 16.06.11 @ 15:11



Comentário de: F. Arranhaponte

E muito bonito o texto final sobre o Rio

PermalinkPermalink 16.06.11 @ 15:14



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