Serão os Religiosos Narcisistas?

O ego religioso (ou melhor, judaico-cristão) é inerentemente narcisista.

(Na minha cabeça, quase posso ouvir um advogado de filme americano pulando da cadeira: "Objection, your honor! Asked and answered!")

* * *

Outro dia, um amigo professor universitário me chegou com uma dúvida cruel: tem uma vizinha no prédio em frente que sempre sorri pra ele. Ontem, ele descobriu uma jaqueta mofada, lavou à mão e pendurou em sua varanda pra secar. Hoje, a vizinha (25 anos mais nova) pendurou uma camisola pra secar em sua varanda.

A dúvida do meu amigo:

"Alex, você acha que ela está me provocando ou debochando de mim?"

Espírito do Zen, O Mente Zen, Mente de Pricipiante

* * *

Cristãos, defendendo a existência de deus:

Alex, não é possível que seja só isso. Que sejamos tão bestiais. Que eu vá morrer como um coelho ou uma barata. Que toda essa maravilhosa complexitude humana borbulhante dentro de mim vá simplesmente se acabar. Não pode ser. Deus tem que ter um plano pra nós! Você não preferiria que Deus existisse e você tivesse uma alma imortal, ao invés de simplesmente morrer e desaparecer?

- Um texto representativo: A Vida não pode ser só isso! Não tem sentido...

* * *

Sartre ensina que nossa existência precede nossa essência. A frase é difícil de entender a princípio, e é muito mal citada, mas quer dizer somente o seguinte: ao contrário do que dizem as religiões (que temos uma essência, a alma, que é eterna e existe antes e vai existir depois da nossa existência terrena), Sartre diz que nós primeiro começamos a existir e, então, através de nossas escolhas, de nossos gestos, de nosso comportamento, lentamente construímos nossa essência. Ou seja, nossa essência não nos é dada, não é pré-determinada: ela é uma construção DIÁRIA nossa:

"... se Deus não existe, há pelo menos um ser, no qual a existência precede a essência, um ser que existe antes de poder ser definido por qualquer conceito, e que este ser é o homem ou, como diz Heidegger, a realidade humana. Que significa então que a existência precede a essência? Significa que o homem primeiramente existe, se descobre, surge no mundo; e que só depois se define. O homem, tal como o concebe o existencialista, se não é definível, é porque primeiramente é nada. Só depois será, e será tal como a si próprio se fizer."

- "O Existencialismo é um Humanismo", de Sartre. (versão pra download gratuito

Introdução ao Existencialismo Existencialismo é um Humanismo

* * *

Uma reportagem do LA Times entrevistou inúmeros homens sobre suas reações aos abortos de suas companheiras. Um homem em específico falou de sua conversão religiosa e de seus pensamentos sobre ética e moralidade - mas em momento nenhum parou para considerar os sentimentos da menina que ele abandonou para abortar sozinha.

Sobre isso, comenta o The Last Psychiatrist (que é hoje o pensador vivo que eu mais admiro):

That's narcissism: you're the main character, everyone else is supporting cast. They don't get backstories, or motivation. They're just foils. ...

[H]e is so self-absorbed, even today, that he didn't even consider that he would appear foolish in a newspaper article. …

Narcissism does not allow you to consider that things-- good or bad-- are about something else other than you.

He could only see the potential of an article from the context of his identity, which therefore meant it would be wholly aggrandizing. That in showing how bad he was, he can signal how good he is. Remember, narcissism is: getting people to believe your backstory. ...

Not because of a lack of intelligence, but because it is impossible for him to think any other way. Forget about considering whether his beliefs are wrong, he can't conceive of other beliefs except as prelude to his own. The LA Times' writers exist only in relationship to him, as a means of disseminating his own opinions. They do not exist by themselves, they don't have an agenda outside of him. They can't hurt him.

- Changing abortion's pronoun
- Do Narcissists Get Abortions?

* * *

Há pouco tempo, Danusa Leão escreveu na Folha sobre uma empregada doméstica a quem deu "intimidades" e que depois lhe roubou e traiu. Em meu comentário à crônica, muitos leitores vieram me perguntar, em tom de desafio, se roubar dinheiro da patroa não era crime - como se eu tivesse defendido o furto da empregada.

Na verdade, o que mais chama atenção no texto é o narcisismo em fase terminal da autora. Tudo gira em torno dela. A empregada não rouba por ser necessitada, por ser miserável, por ser desonesta, por ser perversa, ou por qualquer outra razão inerente às circunstâncias pessoais de sua vida: nada disso, ela rouba porque a Danusa lhe deu liberdades. A história toda é sobre a Danusa, sobre sua generosidade e bondade, sobre o que ela fez ou deixou de fazer. A empregada, apesar de ostensivamente tema da crônica, só entra nela como sombra na parede da caverna, sem existência ou vontade própria, a não ser quando reagindo a ou interagindo com a autora.

Narcisismo é isso. Não tem outra definição.

- Luta de Classes, por Danusa Leão

 República das Elites,  Elite: Ontem, Hoje e Sempre

* * *

Não estou dizendo que todo cristão é narcisista. Muitos são caridosos, humildes, generosos.

Não estou dizendo que todo ateu seja imune ao narcisismo. Muitos são arrogantes, vaidosos, beligerantes, egocêntricos, cheios de si.

Mas a base do pensamento judaico-cristão em si é eminentemente narcisista.

Se você de fato acredita nas escrituras (e não no deus força-torque), então você acha que esse universo todo foi criado pra você. Que todas as espécies foram criadas para que você as dominasse. Que você tem uma alma imortal e infinita. Que um ser onipotente, onipresente, onisciente, que sempre existiu e sempre existirá, te criou a sua imagem e semelhança (!), te ama e te protege, acompanha de perto a sua vida e tem um plano pra você. Se você perde um filho num acidente de carro, foi a vontade de Deus. Se o seu câncer retrocede, foi graças à misericórdia de Deus. Se o seu avião está caindo, você reza a Deus - pois apesar de tantos aviões já terem caído, você tem a secreta esperança de Deus ou te amar tanto e voltar atrás ou, quem sabe, não ter se dado conta que era você, logo você!, que estava naquele avião! Quando você entra em campo na Copa do Mundo ou vai à guerra, você também reza a Deus - pois tem a secreta esperança de que você, sua reza, o amor dele por você, seja suficiente para contrabalançar seu amor por seus adversários.

Podem até existir cristãos não-narcisistas, mas a narrativa judaico-cristã é narcisista por definição. Se você realmente se acredita parte do povo escolhido por Deus, como não ser narcisista?

Ser cristão, entre outras coisas, é acreditar que o mundo, o universo, sua vida, fazem sentido - e que você e sua alma imortal são parte integrante desse sentido.

- Definindo Religião

  Bíblia de Jerusalém   Bíblia do Peregrino

* * *

Já um ateu vive em um universo aleatório, caótico e sem-sentido. Para ele, deveria ser mais fácil não atribuir significado a todos os eventos que acontecem, não se perder em uma busca vã pelo sentido das coisas.

O olho humano (pra usar um famoso exemplo criacionista) pode parecer uma delicada obra de arquitetura genética, mas sabemos que é só o produto de milênios de tentativa e erro.

O ateu sabe, ou deveria saber, que ele está sozinho, em um universo aleatório e sem sentido, viajando pelo espaço a 100 mil quilômetros por hora, em um pedaço de pedra girando em torno de si mesmo; que sua maravilhosa inteligência e consciência são apenas o equivalente humano ao cuspe do lhama e à tinta do polvo: a arma competitiva que a evolução nos deu; que ele em breve vai morrer, e que também vão desaparecer seu país, sua língua, sua cultura, e inevitalmente, o próprio sol vai se destruir; que passamos uma infinidade não-existindo, que existimos por um piscar de olhos e que, depois disso, voltaremos a não-existir por toda a infinita eternidade do tempo.

Essa é a realidade na qual vivemos. Ela não é boa nem ruim: ela somente é. Dentro desse contexto, cabe a nós viver, amar, construir nossas existências.

Entretanto, apesar dessas premissas básicas, muitos ateus são incrivelmente egocêntricos, cheios de sua própria auto-importância; mesmo os ateus muitas vezes caem vítimas desse tão-humano "fetiche por sentido" e acabam atribuindo significado a eventos totalmente aleatórios.

- Definindo Irreligião
- Introdução ao Vazio

 Futuro de uma Ilusão Deus , um Delírio

* * *

Voltamos ao meu amigo. Professor universitário, inteligente, geralmente perceptivo. Aliás, ateu.

É possível que a vizinha estivesse de fato de provocação ou deboche? Claro. Entre seres humanos, tudo é possível.

Ela sorria pra ele quando seus olhares se cruzavam na varanda? Claro. Se você cruza olhos com seu vizinho de varanda e fecha a cara, isso é grosseria. Tudo o que o sorriso quer dizer é que ela tem um mínimo de educação. Vai ver sorriu sem nem mesmo registrar conscientemente a presença dele.

Entretanto, para meu amigo, 25 anos mais velho, do outro lado da rua, esses sorrisos esporádicos aparentemente já significavam algum tipo de relacionamento. Na vida da moça, ele seria não mais um "completo estranho cuja existência ela desconhecia", mas sim "o vizinho com quem trocava sorrisos esporádicos". De certo modo, era como se essa relação tão precária lhe permitisse compartilhar um pouco de sua juventude e beleza.

(Homens reclamam que mulheres adoram super-interpretar o significado profundo de cada coisinha, mas até parece que somos diferentes, né? O que mais tem nessa vida é tiozão carente que jura que qualquer sorriso, atenção ou palavra carinhosa da garçonete, vendedora ou hostess vinte anos mais nova significa que a buceta dela está piscando só de pensar na possibilidade de sentir aquela pança contra sua barriguinha lisinha.)

E meu amigo, ateu e inteligente, pai de uma vestibulanda poucos anos mais nova que a vizinha debochada ou provocadora, jamais considerou a possibilidade de uma simples coincidência.

Não lhe ocorreu que ele de fato não tem nenhuma relação com a vizinha. Que ele jamais passa pela cabeça dela. Que ela provavelmente não pensa nele NEM como o tiozão levemente calvo e pançudo da varanda em frente. Que ele não é nada pra ela e que ela não faria nada em função dele - talvez apenas não ir nua à varanda. Que ela pendurou sua camisola no dia seguinte de ele pendurar sua jaqueta simplesmente porque vivemos em um universo caótico, aleatório e sem-sentido, onde sequência não significa necessariamente causalidade.

Eu sei como meu amigo se sente. Esse texto poderia ser sobre mim. Estou chegando aos quarenta, também dou aulas em universidade, sou levemente pançudo e ficando careca, ateu desde sempre, e vivo cercado de alunas e leitoras entre 18 e 22 que me admiram mas jamais me veriam como objeto sexual.

É difícil mesmo, colega. Dos dramaturgos gregos aos pastores evangélicos, das comédias românticas à nossa prima solteirona, todo mundo sempre nos diz que temos um destino traçado, que as coisas acontecem por um motivo. No contexto narcisista de nossa cultura, temos muitas vezes aquela impressão de que nossa vida é um filme; nossos pensamentos, a narração em off.

Então, é claro que tudo acontece em função da gente. É claro que a moça da varanda não tem existência própria nem motivações individuais. As ações delas só são compreensíveis em relação a mim - ou ela está me provocando ou está debochando.

A única opção tão intolerável que não conseguimos nem mesmo conceber é que ela simplesmente nem saiba que existimos.

Que deus não exista e que eu seja um animal sem alma que em breve morrerá, ok. Mas, porra, ser ignorado pela menina da varanda é demais. E meu ego? E meu amor-próprio?

* * *

Alguns textos relacionados:
- "Alex, Como Faço para Ser Uma Pessoa Melhor?"
- Você É o que Você Faz
- O Assunto Não É Você

* * *

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14.03.11



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Comentários:


Comentário de: Breno Kummel

Meio moralista esse negócio de diferença de idade, de ter-filha-na-idade-dela. Da mesma forma que cougars podem ir atrás de garotões, o cara pode ir atrás da fulana. Às vezes é meio triste e ridículo, mas não é errado.

PermalinkPermalink 14.03.11 @ 13:22



Comentário de: Alex Castro Email

Meio moralista esse negócio de diferença de idade, de ter-filha-na-idade-dela. Da mesma forma que cougars podem ir atrás de garotões, o cara pode ir atrás da fulana. Às vezes é meio triste e ridículo, mas não é errado.

Eu não acho q tem nada de errado ou impróprio em pessoas de idades diferentes casarem, namorarem, procriarem.

Mas, no contexto da história, o fato do cara ser bem mais velho e ter uma filha quase da idade da moça aumenta exponencialmente as chances de ela 1) nem reparar q ele existe ou 2) saber vagamento q ele existe mas de um modo totalmente assexual.

PermalinkPermalink 14.03.11 @ 13:29



Comentário de: Juliana Seffrin

"No contexto narcisista de nossa cultura, temos muitas vezes aquela impressão de que nossa vida é um filme; nossos pensamentos, a narração em off.

Então, é claro que tudo acontece em função da gente. É claro que a moça da varanda não tem existência própria nem motivações individuais".

Perfeito. Em uma discussão com meu pai anos atrás, eu disse que CERTEZA-CERTEZA, eu só tinha DA MINHA existência. Que ele podia ser, sei lá, até um produto da Matrix. Eu tava exagerando claro. Eu não "acreditava" nisso (não parece muito provavel). Mas me pego vivendo dessa forma, como se tudo fosse fazer sentido se eu interpretasse direitinho.

Parabéns pelo texto :]

PermalinkPermalink 14.03.11 @ 13:36



Comentário de: Sara

O melhor texto que você já escreveu,na minha opinião.

muito foda.parabéns.

PermalinkPermalink 14.03.11 @ 14:14



Comentário de: Marcus · http://vidaoffline.wordpress.com

Grande artigo, Alex.

Como você disse, esse narcisismo aparece também em muita gente não necessariamente religiosa. Conheço uma pessoa que é ateu mas tem uma auto-imposta disciplina "ética" na qual parece mais importante ele fazer a "coisa certa", do que essa coisa certa dar algum resultado bom para as pessoas ou para ele mesmo.

No fundo, o que ele quer é ficar bem com sua consciência, e não ser uma pessoa realmente boa e ajudar os outros. No caso dele, tudo gira também em torno de si mesmo.

PermalinkPermalink 14.03.11 @ 14:17



Comentário de: Cyrano

Você está enganado, Alex.

O ego (religioso, ateu, pançudo, musculoso, travesti, etc.) é inerentemente narcisista. São a mesma coisa.

Religião tem tanto a ver com isso quanto o ato de olhar pela janela e interpretar, às vontades do seu ego naquele momento, o que você viu.

Os desafios colocados a um cristão quanto a lidar com seu ego são os mesmos de um monge budista meditando em um barranco no Tibet. Como sugere o budismo, os meios não são o fundamental. Fundamental é o destino que você quer alcançar; no caso do simbolismo budista, a outra margem do rio.

PermalinkPermalink 14.03.11 @ 15:19



Comentário de: Breno Kummel

Ah, sim, claro que a diferença de idade aumenta a chance do cara estar interpretando errado. Mas levar um não, por mais cheio de escárnio que seja, é melhor que perder um sim.

E, além do mais, vc não viu o sorriso que ela deu, e não é como se todas as mulheres sorrissem pra cumprimentar estranhos e tem garotas que curtem caras mais velhos.

Entendo seu argumento de egocentrismo (é também uma dos meus assuntos favoritos), mas acho que o cara provavelmente pensou na possibilidade de não ser nada.

PermalinkPermalink 14.03.11 @ 17:19



Comentário de: KRAKEN

O sábio derrama em torno de si um olhar cético porque é convicto da banalidade de todo esforço, da efemeridade de toda angústia. O que, sobretudo, o incomoda e o aflige é ter de respirar e sofrer por alguns decênios apenas para, aflitivamente, alcançar seu último estertor de morte.

PermalinkPermalink 14.03.11 @ 20:52



Comentário de: Roger Moreira

no fundo tudo que a gente faz é ocupar o tempo para fugir do tédio. nossa cabecinha gosta de joguinhos? causa e consequencia? a gente dá um monte para ela.

PermalinkPermalink 14.03.11 @ 21:10



Comentário de: Arthur

É um trabalho diário se lembrar que você não é o centro do universo.

"És importante para ti, porque é a ti que te sentes.
És tudo para ti, porque para ti és o universo,
E o próprio universo e os outros
Satélites da tua subjetividade objetiva.
És importante para ti porque só tu és importante para ti."

Como disse o Álvaro de Campos. Mas é difícil, as vezes eu acho que o narcisismo tá hardwired into our brains.

A gente tem tanto acesso a tudo que acontece com a gente, a tudo que a gente pensa, a tudo que a gente faz. E tão pouco acesso as outras pessoas. Não é atoa que nos sintamos mais reais.

PermalinkPermalink 15.03.11 @ 00:46



Comentário de: Alex Castro Email

Arthur,

é isso mesmo. dá um baita trabalho.

PermalinkPermalink 15.03.11 @ 00:55



Comentário de: Glauber

Tá, é pouco provável que a guria esteja dando mole pro tiozão, mas é precipitado achar que ele não deve tentar uma aproximação. Vejam só, o cara não tem nada a perder, Machado de Assis já dizia, "as melhores mulheres estão com os homens mais ousados".

PermalinkPermalink 15.03.11 @ 03:45



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Não estou dizendo que todo cristão é narcisista. Muitos são caridosos, humildes, generosos.

E quem disse que narcisismo exclui caridade e generosidade?

Só para constar: Narcisismo não é sinônimo de egoísmo. Eu acho que o Alex está confundido narcisismo com egoísmo.

Eu até acho que a maioria dos generosos são narcisistas: "Eu tenho que ser generoso, porque se eu não fizer a minha parte nada vai dar certo!"

Por que acho isso? Ah, eu já expliquei porque aqui: http://www.interney.net/blogs/lll/2009/09/09/o_povo_quer_saber_1

PermalinkPermalink 15.03.11 @ 07:58



Comentário de: Tião Medonho

é..a usina de polemicas do Alex ta em pane...assunto requentado.

PermalinkPermalink 15.03.11 @ 08:05



Comentário de: Luz dos olhos meus....

Eu dava mole pra um cara 20 anos mais velho aqui no trabalho. Sorria, puxava assunto, elogia,
dava oportunidades pra ele me ser útil ajudando
em algo. Ele nunca sacou que eu tava afim. Até o
dia em que liguei pra ele e falei que tava afim.
Mesmo assim ele achou que era uma terceira pessoa
passando um trote. 8 meses depois nós ficamos e
ele disse assim "pensei que era piração da minha
cabeça. Achei que eu vc ia me achar um tiozão
safado que dá em cima da garota mais desejada
do 1º andar". Dãã... Por muitas vezes ele me
perguntou "porque eu?". E eu apenas respondia
"porque não vc?".

PermalinkPermalink 15.03.11 @ 08:57



Comentário de: Carlos

e bota trabalho nisso...

sou tão narcisista que não abandono nem a primeira pessoa para fazer este comentário

e, Alex,

sei que não é pertinente/relevante ao texto, mas esta já é uma curiosidade de algum tempo:

vc tem alguma informação sobre o autor de The Last Psychiatrist? Ele é realmente um psiquiatra de LA? Sabe dizer se ele tem algum livro publicado, nome dele, onde posso ver trabalhos mais formais dele (artigos científicos, por exemplo)?

Obrigado.

PermalinkPermalink 16.03.11 @ 15:25



Comentário de: Alex Castro Email

Oi Carlos

Q eu saiba, ele nunca disse q era de LA. Ninguém tem nenhuma informação sobre ele, mas o povo especula muito.

Esse link reúne as principais teorias:

http://www.quora.com/Who-is-The-Last-Psychiatrist

PermalinkPermalink 16.03.11 @ 15:27



Comentário de: Paulo · http://fyiblog.wordpress.com/

O texto eh entertaining mas acho a premissa falsa. Logico que vc pode associar a crenca de um Deus no fato de que as pessoas estao buscando algo em troca.... mas o negocio eh que a nossa vida toda eh guiada por esse mesmo principio.

Vc ter escrito esse texto eh basicamente uma manifestacao disso. Alias, o fato de ateus se acharem superiores a religiosos eh outro exemplo. Eh tudo relacionado com a busca do que vc acha ser certo dentro de um contexto, e o resultado final eh que vc quer que o mundo seja mais da maneira que vc acha certa.

Isso tudo eh basicamente aquela mesma discussao do ateu militante vs. religioso militante. Sao dois lados da mesma moeda. A unica perspectiva diferente possivel aqui eh a de quem simplesmente nao se importa com religiao ou quem consegue sinceramente entender que a existencia ou nao de Deus eh algo alem do nosso conhecimento.

PermalinkPermalink 16.03.11 @ 19:21



Comentário de: Carlos

Opa! Great Link, merci ;)

é... não deixei claro, mas L.A. já fazia parte de especulações minhas...

talvez ele resguarde a identidade por motivos de deodontia médica... ou não... who knows?

Obrigado.


PermalinkPermalink 16.03.11 @ 21:58



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