Luta de Classes, por Danuza Leão - Atualizado

Hoje, na Folha, Danuza Leão publicou um texto dramático e comovente, que explicita um seríssimo problema da nossa sociedade contemporânea. Meus comentários vão entre colchetes. Por favor, leiam e comentem:

 Manual da Empregada Doméstica

HÁ UNS DOIS ANOS tive uma diarista que começava a trabalhar muito cedo -por escolha dela; às 6h ela já estava em minha casa. Uma morenona bem carioca, simpática, risonha, disposta, sempre de altíssimo astral.

[Leia-se: era uma preta com aquela energia vital, sabe, que só os pretos têm, pois estão mais perto da espontaneidade primitiva da natureza e não carregam, assim, os dilemas existenciais intelectuais profundos que NÓS temos, sabe?]

[Aliás, deixa eu registrar meu protesto com a patrulha do politicamente correto. A menina era preta, preta retinta, mas nem na Folha (na Folha, hein!) eu posso escrever isso sem ser linchada, literalmente linchada!!, então sou obrigada a chamar de "morenona" mas vocês entendem, né? "Morenona" quer dizer "muito preta", "moreninha", "preta clarinha", e assim por diante. Olha, não sei onde vai parar esse mundo onde uma pessoa claramente bondosa e magnânima como eu nem pode chamar preto de preto. Ufa! Cansaço de tanta patrulha!]

Gostei dela, e como detesto fazer ares de patroa -e não sei-,

[Eu sou super humilde, gente! Quem me conhece, sabe! Esse texto é prova disso!]

tínhamos uma relação amistosa e legal, como devem ser todas as relações. Algum tempo depois, comecei a fazer aula de natação em um clube que fica a uns 500 metros de minha casa. A aula era às 7h, mas e a preguiça? Preguiça de levantar da cama, e enfrentar a distância ficou difícil. Tive então uma ideia: levá-la comigo. Assim, teria companhia para ir e voltar, e seria mais fácil a caminhada. Vamos deixar bem claro: não foi nem um ato de gentileza de minha parte, nem pensei apenas em meu proveito.

[Ai, como eu sou magnânima, né, gente? Gosto de me olhar no espelho e dizer: isso, Danuza, você está fazendo do mundo um lugar melhor! Go, girl! Mas deixa eu disfarçar um pouco na crônica, senão vai pegar mal até pros leitores da Folha!]

Achei que seria bom para as duas, e ela, que talvez nunca tivesse entrado numa piscina, ia adorar.

[Sei lá de onde vem essa gente, né? Aliás, lá em caixa-prego tem piscina? Tem telefone? Tem aspirador?]

Empregadas e Patroas: uma Relação de Amor Meninas Domésticas, Infâncias Destruídas

Perguntei se gostaria, ela ficou toda feliz,

[só faltou abanar o rabo!]

e, a partir daí, todos os dias íamos juntas, conversando.

[Sério, vocês me digam, tem patroa mais legal que eu? Eu nem fazia ela andar atrás de mim nem nada! Íamos con-ver-san-do!]

Eu pagava minha aula e a dela,

[meu nome é generosidade!]

e às 8h30 estávamos de volta, alegres, falando sobre nossos progressos. Já que não posso mudar o mundo, pensei, estou exercendo o socialismo -ou a democracia- pelo menos em meu território.

[You go, girl!]

Mas notei que a cada vez que contava isso para os amigos, nenhum deles dizia uma só palavra; nem para achar que tinha sido uma boa solução, nem para ficar contra, nem ao menos para achar alguma graça. Silêncio geral e total.

[Poxa, nem um aplausozinho? Nada? Que gente mesquinha, invejosa! Aposto que não falaram nada pois sou tão legal, generosa e magnânima que isso deve incomodá-los, sabe? Eles devem se sentir mal na comparação, devem ficar pensando, puxa, eu sou um verme mesmo, como é que nunca fiz isso com a MINHA empregada?, queria eu poder ser tão legal e bondoso como a Danusa...]

O tempo foi passando. Comecei a perceber pequenos desvios no troco, às vezes dava por falta de uma das três mangas compradas na feira, os picolés que guardava no freezer desapareciam, os refrigerantes e sabonetes também, e eu pensava: "tem dó, Danuza, afinal ela toma duas conduções para vir, duas para voltar, a grana é pouca, se ela fica com oito ou dez reais da feira, é distribuição de renda. E se comeu metade do Gruyère, dizer que o queijo francês é só seu, é um horror"; e assim fomos indo.

[Olha, falando sério, vocês me digam, tem como uma patroa ser mais legal e generosa que eu? Não, sério mesmo, falando sério agora, é possível? Vocês já ouviram falar? Não estou me gabando não, mas poxa, vocês tem que reconhecer!]

Fomos indo até que um dia viajei por um mês, e quando voltei, houve problema com um cheque; coisa pouca, mas ficou claro, claríssimo, que tinha sido ela, e tive que demiti-la, o que aliás me custou bem caro, em dinheiro e pela deslealdade.

[Pra uma pessoa assim tão boa e generosa como eu, não é fácil demitir alguém, mesmo ela sendo uma ladra!]

Depois da demissão, fui descobrindo coisas mais graves -e nem vou contar todas, só uma delas: nos fins de semana, ela vinha com o marido, punha o carro na garagem do prédio e o casal passava o fim de semana na minha casa.

Depois de recibos assinados, tudo liquidado, chegou a conta do telefone do mês em que estive fora: havia 68 ligações para um único celular. Liguei para o número e soube que era de um funcionário do clube de natação, que ela paquerava.

[Ó, ela tinha vida própria a safada! Ao invés de simplesmente ir e vir do meu lado, conversando comigo, agradecida, a cretina logo arranjou seus próprios motivos pra fazer aula de natação! Não dá mesmo pra confiar nessa gente!]

Quando entrou a substituta, tive que comprar lençóis, toalhas e um monte de coisas que ela havia levado. Sei que não sou um modelo de dona de casa, mas alguém conta todos os dias quantos lençóis tem? E tranca os armários? Não eu. Durante um bom tempo fiquei mal: pela confiança, pela traição, depois de quase dois anos de convivência. E agora?

Não sei. Afinal, somos ou não somos todos seres humanos iguais, como me ensinaram?

[E, aliás, como vocês viram pelo texto, eu aprendi bem, né? Viram como falei da minha empregada exatamente como falaria de qualquer amiga minha de Ipanema. Pra mim, ó, gente é tudo igual. Ou... será que não?!]

Ou é preciso mesmo existir uma distância empregado/patrão, como dizem outros? Ou esse foi um caso singular?

[Porque, óbvio, dado que a empregada não é um ser humano com moral e motivações próprias, mas tipo uma cachorrinha que me segue pela casa e pela vida, é claro que ela não me roubou porque ELA era escrota, ou ladra, ou necessitada, ou por qualquer motivo inerente a ELA que foi quem perpetrou a ação. Nada disso, oras. Se ela me roubou, é porque alguma coisa EU fiz, é porque EU fui muito boa e generosa, é porque EU dei muita confiança. Porque, afinal, essa história toda é sobre MIM, o que EU fiz, o que EU deixei de fazer. A empregada entra apenas como sombra na parede da caverna, sem existência ou vontade própria, a não ser quando reagindo a mim ou interagindo comigo. Claro, né?]

Aprendi que a luta de classes começa dentro de nossa casa,

[E eu que nem acreditava em luta de classes!! Quem diria!]

e mais especificamente, dentro da geladeira. E enquanto o mundo não muda,

[eu é que não vou mudar, né, gente - eu já sou perfeita, bondosa, generosa!]

passei a comprar queijo de Minas, que além de tudo não engorda.

[Vejam só, no good deed goes unpunished, né? Fui dar confiança demais e agora sou obrigada a comer... argh... queijo de pobre!]

* * *

Atualização

Fiquei feliz de ver que vários leitores entenderam perfeitamente os meus objetivos aos reproduzir e comentar o texto da Danusa no blog. O mais engraçado foi que ambos vieram dizer isso em tom de desafio e crítica, de "te peguei" e de "descobri a pólvora". Primeiro disse o Jorge Nobre:

Só que a Danuza é você, Alex, é sua versão, digamos, sem consciência social. Você talvez não saiba, eu acho que não sabe, mas você a vê assim. E você entende que sua necessidade (que é a necessidade que você atribui à Danuza) de melhorar como pessoa e superar seus preconceitos é mais importante que a necessidade dos outros, não importa a sua classe ou raça, não roubarem. Por que você não entrou também na cabeça da empregada e não comentou suas justificativas para seu comportamento de ladra, ao contrário do que você fez com a cabeça da Danuza enquanto esta justificava seu comportamento condescendente? É porque a ladra não é você, mas Danuza é. É sua versão mais inocente, que você quer exorcizar, e por isso acha que condescendência dos ricos brancos é um erro mais grave que gatunagem dos pretos pobres.

E depois um leitor meio agressivo que se assina "Bomdiador" (!!):

Alex sabe que o txto nao é ironico, pois ele diz ter pertencido a esta elite que ele critica agora. Smpre que pode o Alex exalta seu tempo de elite, será que era diferente? será que os pais dele, ou ele mesmo, nunca culparam uma empregada por um sumiço na casa? Fácil criticar. Coragem ou "ingenuidade" é contar, fica o registro do preconceito nu e cru.

A Danusa sou eu, sim. A Danusa somos todos nós. Todos (ou quase) nessa caixa de comentários já estiveram na posição da Danusa, exasperados e frustrados com uma criadagem incompetente ou imoral. Por outro lado, muito poucos dos leitores aqui já foram ou serão empregadas domésticas. Nunca saberemos como é isso. O objetivo do texto é justamente mostrar para uma multidão de leitores-Danusas que, apesar de sermos ou já termos sido, de falarmos ou já termos falado como ela, que não precisamos ser assim.

Naturalmente, não entrei na cabeça da empregada porque nem sei se ela existe. Não sei se o texto é ficção. Não sei se a empregada do texto não é um compósito de várias empregadas que a Danusa teve. Não temos acesso à essa outra pessoa, aos seus pensamentos e aspirações. Dialogamos somente com as palavras da Danusa porque só temos acesso às palavras da Danusa.

Eu não exalto nem lamento ser parte da elite: eu apenas admito que sou, como o são quase todos os meus leitores, admitindo ou não, e crescemos sim cercados de mães, pais, amigos, irmãos que articulam esse mesmíssimo discurso da Danusa - e não só eles, mas nós também, que já tantas vezes caímos na tentação fácil de dizer essas mesmas platitudes preconceituosas, de pensar "poxa, como ele pôde fazer isso comigo, logo comigo, que sou um patrão tão bom e generoso!"

Então, parabéns a todos os envolvidos por terem entendido o ponto central do texto: a Danusa somos TODOS NÓS.

(Aliás, o leitor Bomdiador acertou mais uma: no brasil, os privilegiados contam sempre tanta miséria que quando alguém admite ser de elite pode mesmo parecer que está se gabando. Já falei sobre isso aqui: "A Invisibilidade do Privilégio: Ninguém É Rico no Brasil".)

* * *

 Homens Invisíveis: Relatos de uma Humilhação Social FERNANDO BRAGA DA COSTA

Homens Invisíveis: Relatos de Uma Humilhação Social, de Fernando Braga da Costa. (SP: Globo, 2004) Profundo, lindo, fortíssimo. O autor era aluno de pós-graduação de Psicologia e, como parte de um trabalho para a disciplina de Psicologia Social, teve que exercer algum emprego "humilde" - definido como não exigindo qualquer tipo de treino ou experiência. Tornou-se gari da USP e experimentou na pele a humilhação e a invisibilidade.

* * *

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   Empregados Domésticos   Espancando a Empregada

 Denegação e Retorno

 

06.02.11


Categorias: Política


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Comentários:


Comentário de: Renata Lins

Cacete.

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 17:38



Comentário de: Tiago

Longe de tirar os méritos das considerações em parênteses, mas você não acha que o texto da colunista era de ficção?

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 17:44



Comentário de: Tiago

Longe de tirar os méritos das considerações em parênteses, mas você não acha que o texto da colunista era de ficção?

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 17:46



Comentário de: Tiago

Longe de tirar os méritos das considerações em parênteses, mas você não acha que o texto da colunista era de ficção?

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 17:46



Comentário de: Bruno Ribeiro · http://www.botequimdobruno.blogspot.com

Danuza Leão é o tipo de gente que mija na piscina só pra botar a culpa na empregada.

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 17:53



Comentário de: rayssa gon · http://presencadapeste.blogspot.com

mas que texto nojento, deus.

como pode isso sair justo no domingo?

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 17:55



Comentário de: Renata Lins

Acho q o Tiago tem razão. Texto irônico do começo ao final. O "eu" do texto não é ela.

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 17:56



Comentário de: Alex Castro Email

gente, perdao. como me falou um mestre critico literario uma vez, a ironia deixa marcas. o texto tem que dar pistas, tem q indicar a ironia de alguma maneira. senao, eh mt facil, a gente pode pegar qq texto e dizer que é ironico. a gente pode ler mein kampft como um texto ironico cujo objetivo era denunciar o exagero do nazismo.

esse texto nao é ironico por 2 motivos:

1) nao há nenhuma, nenhuma evidencia interna disso.

2) esse tem o mesmo tom de TUDO o que ela escreve. ele nao destoa do resto da producao dela em nada. se ela está sendo ironica nesse texto, entao ela foi ironica em TUDO MAIS q ela escreveu nos últimos vinte anos.

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 18:02



Comentário de: Georges Lacombe

Achei incrível (legal) sua intervenção no texto da Danuza. Quantas pessoas leriam esse texto sem perceber o grau da sua visão distorcida do mundo.
Parabéns Alex.

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 18:02



Comentário de: Renata Lins

Alex, o queijo Minas do final é irônico. O texto inteiro tem um "over" irônico. Não tô aqui pra defender a Danuza, mas esse tom perua deslumbrada e totalmente sem noção não parece com ela não. "Je est un autre", como diria o outro.

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 18:05



Comentário de: Carlos Ramalhete

O mais engraçado é que ela e o Fernando Braga da Costa só se diferenciam no nível de pseudo-culpa burguesa e pseudo-generosidade idem; ele tende mais para a primeira, e ela tenda mais para a segunda, e só. O caso dela é quase igual ao caso do almoço que ele (aliás, ele não: mamãe e sua criadagem) preparou para os garis. Ela não entendeu o que aconteceu, e ele tampouco.
Os dois acham que pobre é bom selvagem, acham que estão sendo uns amores ao "descobrir que eles são gente", e ambos se acham pessoas maravilhosas, sem perceber que estão humilhando ainda mais os supostos agraciados com a magnanimidade que crêem demonstrar.

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 18:10



Comentário de: Alex Castro Email

renata,

acho q vc está achando o texto over pq vc vem de outro mundo e tem outra sensibilidade. no mundo onde a danusa anda, esse texto nao tem nada de over, ele está bem comedido. vc poderia concluir q o texto é ironico se ela tivesse sido realmente over, tipo, por exemplo, se tivesse dito alguma das coisas que EU digo nos comentarios, pois aí ela estaria sinalizando que o exagero é intencional, é grotesco.

nao existe nenhuma indicação, no texto, que o queijo minas está sendo usado ironicamente. nada, nada.

como eu disse, vc pode ler qualquer texto ironicamente se quiser, mas cade a evidencia no texto? nao tem nada...

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 18:12



Comentário de: Tiago

Não acho o texto irônico, mas não acredito também que ele seja não-ficção. Está mto caricato. Mas tb, não leio a Folha há anos e não sei o estilo dessa colunista.

Outro ponto são as possíveis repercussões jurídicas de abrir um caso desses na mídia nacional.

Ela pode ser preconceituosa, mas burra, ou mal assessorada juridicamente, não deve ser.

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 18:12



Comentário de: Tiago

Não acho o texto irônico, mas não acredito também que ele seja não-ficção. Está mto caricato. Mas tb, não leio a Folha há anos e não sei o estilo dessa colunista.

Outro ponto são as possíveis repercussões jurídicas de abrir um caso desses na mídia nacional.

Ela pode ser preconceituosa, mas burra, ou mal assessorada juridicamente, não deve ser.

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 18:13



Comentário de: Rafael · http://estadodearte.wordpress.com/

Acho que os comentários são ironicos também

Ironia hipster: you are doin it wrong. Oh, wait...

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 18:14



Comentário de: Alex Cat

Será ironia? Há tanta gente que pensa como o "eu" desse texto que nem me parece exagero. Muitas da "red flags" que se levantaram aqui só mostram que os leitores acham que ela é perua de mais para ser verdade.

Quando leio qualquer coisa na Internet, tenho o cuidado de saber mais sobre o autor. Em sites de partidos neo-nazistas, há muita proposta bonita (e populista)...

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 18:20



Comentário de: Bruno Cava · http://quadradodosloucos.blogspot.com

Só pode ser irônico quem acha a coluna da Danuza irônica.

Está no mesmo tom madame-zonasul-descolada de sempre.

O texto é racista mesmo.

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 18:22



Comentário de: Bruno Ribeiro · http://www.botequimdobruno.blogspot.com

Dizer que o texto da Danuza é irônico revela um profundo desconhecimento sobre o modo de pensar e agir da elite brasileira.

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 18:25



Comentário de: Renata Lins

Será q não é o contrário, e q vc, como sabe q é da Danuza e q ela é desse mundo perua etc, já acha q o texto é chapado? Se fosse o Veríssimo, no mesmo tom, vc ia saber q é irônico, né?
...mas infelizmente (3a leitura), talvez vc esteja certo. E, certamente, se for irônico, é sutil. E a leitura da galera da FSP não vai ser essa. Enfim. Mundo cão. Mundo cão em que "crianças" e "menores" são separados por cercas invisíveis. Em que "adolescentes" e "suspeitos" são diferenciados pela roupa e pela cor. Mundo cão. Tomara q o texto seja irônico.

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 18:25



Comentário de: Bruno Ribeiro · http://www.botequimdobruno.blogspot.com

Dizer que o texto da Danuza é irônico revela um profundo desconhecimento sobre o modo de pensar e agir da elite brasileira.

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 18:26



Comentário de: Bruno Ribeiro · http://www.botequimdobruno.blogspot.com

Dizer que o texto da Danuza é irônico revela um profundo desconhecimento sobre o modo de pensar e agir da elite brasileira.

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 18:26



Comentário de: Renata Lins

Será q não é o contrário, e q vc, como sabe q é da Danuza e q ela é desse mundo perua etc, já acha q o texto é chapado? Se fosse o Veríssimo, no mesmo tom, vc ia saber q é irônico, né?
...mas infelizmente (3a leitura), talvez vc esteja certo. E, certamente, se for irônico, é sutil. E a leitura da galera da FSP não vai ser essa. Enfim. Mundo cão. Mundo cão em que "crianças" e "menores" são separados por cercas invisíveis. Em que "adolescentes" e "suspeitos" são diferenciados pela roupa e pela cor. Mundo cão. Tomara q o texto seja irônico.

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 18:27



Comentário de: Renata Lins

Será q não é o contrário, e q vc, como sabe q é da Danuza e q ela é desse mundo perua etc, já acha q o texto é chapado? Se fosse o Veríssimo, no mesmo tom, vc ia saber q é irônico, né?
...mas infelizmente (3a leitura), talvez vc esteja certo. E, certamente, se for irônico, é sutil. E a leitura da galera da FSP não vai ser essa. Enfim. Mundo cão. Mundo cão em que "crianças" e "menores" são separados por cercas invisíveis. Em que "adolescentes" e "suspeitos" são diferenciados pela roupa e pela cor. Mundo cão. Tomara q o texto seja irônico.

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 18:31



Comentário de: Alex Castro Email

O Brasil seria um outro país se o texto de hj da Danusa fosse tão absurdo q só pudesse sair no jornal sendo ironia.

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 18:32



Comentário de: Flavia Nogueira

Quando eu acordei hoje, com a música "A burguesia fede" tocando na minha cabeça...
Ficção!?! Ironia!?! Oh minha gente! Se não fossem os comentários do Alex e mais um monte de gente no twitter, vcs teriam pensado que o texto estava todo certo, né!?!
E outra coisa: Sim! Essa gente assim, igual a Danuza, existe! E sim, no Brasil tem racismo, homofobia, etc etc. É real. Fica a dica

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 18:33



Comentário de: Tiago

Me prece um amálgama d diversas "morenonas". Assim, o txt m parece fccional, ms ainda assim (E ATÉ MAIS) pERVERSO.

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 18:35



Comentário de: Tiago

E quem disse que o texto é defensável p/ ser fccional?

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 18:39



Comentário de: Flavia Nogueira

Ninguém, Tiago

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 18:43



Comentário de: Joanna

Danuza é do tipo que diz em entrevista:
"Eu tenho pavor de criança pequena. Criança, só quando consegue dialogar. Antes disso, um bom colégio interno na Suíça."
Ela é a personificacao da ironia, porque é ruim demais pra ser verdade, é isso?

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 18:45



Comentário de: Alex Castro Email

tiago, teoricamente, se o texto fosse ficcional e se fosse uma amalgama de varios discursos de dondocas, ele seria defensável por ser, mais uma vez teoricamente, uma tentativa de expor esse discurso...

mas, de fato, nao é.

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 18:46



Comentário de: Tiago

68 ligações em um mês? Me parece um exagero de forma a justificar o status-quo. E, dessa forma, indefensável.

Furto de lençóis, comida, troco, paquera com instrutor de natação concomitante ao fato de levar o marido pra residência dela (adultério).

A doméstica foi demonizada. Pra deixar bem claro: acho que a Danuza-preconceituosa existe, acho que esse tipo de discurso existe, MAS acho que a doméstica não existe.

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 18:57



Comentário de: Alex Castro Email

68 ligacoes em um mês entre pessoas que estão se paquerando, talvez namorando, talvez se comendo, te parece excessivo ao ponto de TER que ser exagero e ironia? 68 em um mes? Uma média pouco maior de 2 ligacoes por dia? Serio mesmo?

Acho que vc nunca deve ter namorado entao...

O q eu digo e repito é que não existe nesse texto nenhum exagero grotesco que o marque como ironia. Se querem exemplos de exageros grotescos que estabelecem um texto como irônico, vejam os meus comentários entre colchetes.

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 19:09



Comentário de: Tiago

Enfim, achei que a autora colocou mto defeito em uma pessoa só. E como o assunto não é a minha percepção eu deixo de argumentar.

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 19:20



Comentário de: Diana

Tem um negócio chamado Lei de Poe, quase uma brincadeira, que chama a atenção pro fato de que em muitos momentos é difícil distinguir um discurso fundamentalista (religioso, classista) da sua paródia... http://rationalwiki.org/wiki/Poe's_Law

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 19:25



Comentário de: Alex Castro Email

diana, eu te AMO. adorei essa lei. perfeita.

Um comentario feito no meu google reader:

"quem diz que o texto é irônico nunca conversou com uma dona de casa de classe média.e fiquei puta que ela se apropriou de uma frase que eu uso muito, que é a de que vc não pode ser amiga da empregada e esquecer a luta de classes e distorceu completamente o sentido, pq eu vivo dizendo isso qdo as pessoas me procuram, magoadísssimas com a "traição" das domésticas.quer dizer, esqueceram que são patroas, esqueceram que são exploradoras por definição e ficam se apegando em como são boas e humanitárias e tratam a empregada com "humanidade". E eu repito "não dá pra ser amiga da sua empregada e esquecer a luta de classes"."

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 19:31



Comentário de: ricardo galvão

Parabéns Alex..
gostaria que a Danuza visse este seu texto
(entre colchetes).
O mais importante é ver como o brasileiro lê estas coisas e não percebe....

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 19:38



Comentário de: Tiago

Ok, a mulher é louca mesmo: http://claudia.abril.com.br/materias/3060/?sh=25&cnl=4

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 19:50



Comentário de: Sara · http://www.leaoafeminado.blogspot.com

enquanto lia o texto junto com os comentários do Alex,não consegui enxergar nem um pingo de ironia em tudo aquilo.

me deixou meio enjoada saber que isso foi para um jornal,para ser lido por pessoas.



PermalinkPermalink 06.02.11 @ 19:51



Comentário de: Renata Lins

Faço total mea culpa. Os "óculos de ironia" tavam em mim. Infelizmente. Sociedade de castas subsiste firme e forte.

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 19:55



Comentário de: Clara

Danuza magnânima...ela até tentou tratar a empregada como "gente" mas descobriu na prática não ser possível.
Fico imaginando o quanto a irmã foi reprimida por andar com "aquela gentalha do morro que só queria tocar samba!" Ai,ai,ai...

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 19:59



Comentário de: Permafrost · http://drplausivel.blogspot.com/

Alex,
Concordo com o Tiago. O texto é certamente ficção. Ou ¿vc acha q *alguma* patroa metida a besta, pouco tempo depois de contratar uma nova empregada, a leva pra nadar todo dia num clube junto com ela e, além disso, o clube da metida a besta *aceita*? É óbvio q é ficção. Provavelmente a DL se baseou nalguma história mal contada q ouviu duma amiga.

Teus comentários são pertinentes, mas a recipiente deles não deveria ser a DL. Aliás, li algumas colunas dela muitos anos atrás, qdo começou na FSP, e sempre me pareceu q é isso mesmo q ela faz: encarnar dondocas.

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 21:08



Comentário de: Carlos Ramalhete

Qto à Lei de Poe, Chesterton já dizia que o louco é quem perdeu tudo, menos a razão. A mesma "lei", mesmo tendo surgido num contexto de moderninhos antenados, vale pras duas mãos da rua, fazendo com que muitas vezes seja difícil para perceber que é paródia *qualquer* exagero feito a partir de uma questão disputada entre grupos que pensam em imperativos categóricos (crentes, ateus, criacionistas, evolucionistas, esquerdistas, liberais, capitalistas... basicamente toda a modernidade, com seus castelos de cartas ideológicos bem-montadinhos e quase sem contradições internas, mas sem muita relação com a realidade).
Eu já li paródias de discursos esquerdistas e direitistas, "Democratas" (como no partido americano) e "Republicano" (idem), etc., que só são perceptíveis como paródia por terem em algum ponto uma que outra frase que pertence ao vocabulário denuncista do grupo oposto e não seria usada pelo grupo satirizado.
Quanto à "luta de classes", bom, acho muito triste que as únicas opções que conseguem ser percebidas (pela Danuza e por um monte de supostos bem-pensantes) sejam luta de classes ou igualdade plena.
É possível haver uma relação perfeitamente saudável sem que nem a hierarquia seja negada (igualdade absoluta) nem a diferença seja causa de discórdia (luta de classes).
Ruim é negar a dignidade do subordinado, não haver um subordinado, e tanto uma qto outra dessas tristes opções o faz. O igualitarismo impede que o subordinado permaneça na zona de conforto dele, e acaba conduzindo a situações de humilhação; a luta de classes (que teoricamente seria o caminho para um igualitarismo utópico) impede que haja uma relação harmônica de trabalho, em que cada um dá e recebe algo, ao forçar a percepção da subordinação como humilhação, o que só acontece quando a coisa já está desordenada.
Pombas, igualitarismo só existe entre eremitas, um longe do outro e cuidando da própria vida. Em qqr situação da vida real, vai haver quem faz mais ou melhor uma coisa e quem faz mais ou melhor outra, e a organização desses talentos é forçosamente hierárquica.
No caso da madame e sua doméstica, a diferença é apenas que se vai produzir fedelhos mimados e um local de descanso do marido da madame ao invés de carros ou ipods, mas a necessidade de hierarquia é a mesma, e sem ela não há como haver harmonia.
O que falta aí é uma boa injeção de Confúcio, para ajudar a perceber o que é necessário na vida real. :)

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 21:23



Comentário de: Fernando

Detesto empregada doméstica. Não entendo como uma pessoa pode trazer um estranho pra dentro de casa assim.

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 22:08



Comentário de: Alex Castro Email

Quanto à "luta de classes", bom, acho muito triste que as únicas opções que conseguem ser percebidas (pela Danuza e por um monte de supostos bem-pensantes) sejam luta de classes ou igualdade plena.

A igualdade plena é impossivel e a luta de classes é inevitável.

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 22:27



Comentário de: Marcus · http://vidaoffline.wordpress.com

Mesmo que o texto seja ficção, a personagem (e narradora em primeira pessoa) da Danuza não é.

Estou chocado com o texto. Não porque achasse que burguesas estilo Danuza não pensassem assim, mas pela desfaçatez em dizer isso num artigo de jornal.

PermalinkPermalink 06.02.11 @ 22:55



Comentário de: Diana

Putz, e depois fiquei pensando... lembrei de quando Tina Fey simplesmente colocou uma peruca na cabeça e repetiu, quase ipsis litteris, uma fala da Sarah Palin. A piada foi genial porque não precisou criar nenhum texto humorístico novo, a simples repetição já era hilária.

Está aqui: http://www.youtube.com/watch?v=lERexJBySEI&feature=related e http://www.youtube.com/watch?v=BE2gE-VVjBI&feature=related.

Quer dizer. A parada é TÃO absurda que é em si uma piada pronta - uma paródia da sua própria imbecilidade. Quando vc lê no contexto original, é de ficar indignado (ou, se você tiver um coração otimista ou um background distante dessas aberrações, é de te fazer suspeitar de ironia); aí você lê de novo com distância, e então nem precisaria de comentários entre colchetes pra sacar o despropósito, deixar de levar a sério e rir.

(Rir nada, né, qual é a graça.)

E não se declare assim, porra, já tá bem duro este esforço pra manter num nível maneirinho o meu encanto com você :)

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 00:22



Comentário de: Alex Castro Email

diana,

ih, eu sou facinho, facinho!

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 00:34



Comentário de: Diana

ih, eu também! fodeu.

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 01:10



Comentário de: Diana

E assim descamba uma boa discussão na área de comentários. Me calo =)

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 01:29



Comentário de: João Paulo Cursino · http://sratoz.wordpress.com

1 - Luta de classes. É. Pelo visto, ela começou lutando pelo queijo na geladeira.

2 - Toda essa história me lembrou muito aquele quadro da TV Pirata onde a Cláudia Raia fazia a doméstica e (acho) a Regina Casé era a patroa ricaça, que queria "se misturar ao povo" indo sambar no Morro do Macaco Molhado, onde morava a Cláudia Raia.

3 - Qual é a moral da história? Podemos dar à história a moral que nossas lentes mostrarem, mas a impressão que tenho é de que a DL pretendeu dizer "olha só, fui dar largueza a essa gente, acabei me nivelando por baixo". É isso?

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 01:32



Comentário de: cottonboy · http://www.twitter.com/cottonet86

Diana e Alex, por favor. Arrumem um quarto. Esse aqui eh um blog de argumentação familiar. hahaha

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 02:21



Comentário de: André Simões · http://www.alsimoes.net

Eu conheço e convivo com gente que pensa, fala e age do jeito que fala da emprega e nem precisa ser pobre que mora na favela, se não mora nos Jardins, Anália Franco, Tatuapé ou Morumbi, é pobre e o tratamento é mesmo, não contam nem se o sujeito fez faculdade, não importa. Se ão tem berço não é digno de confiança.

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 04:03



Comentário de: jv

cara... morenona é morenona. não que isso mude a essencia do texto, mas não tem nada aí que diz que a empregada era preta, pretona.

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 09:46



Comentário de: jv

eu acho sim 68 ligações um exagero nesse caso: po, vc deve fazer 2 ligações ao dia enquanto trabalha e usa telefone que não é seu.

tb tem coisas do texto que faltam detalhes pra poder julgar. talvez ela tenha sido ridiculo ela se achar bondosa ao matricular a morenona na natação. ou talvez a morenona realmente gostou e aproveitou a situação. vc não sabe.

a unica coisa grotesca do texto é a conclusão, "será que somos assim etc". grotesca não, ingênua mesmo.

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 09:54



Comentário de: jv

onde escrevi "vc deve fazer 2 ligações" leia-se "vc NÃO deve fazer..."

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 09:55



Comentário de: alex

Ou seja, pra 'socialite' toda emprega é ladrona... Toda empregada "mexe nas coisas". Todas são FDPs mesmo vc pagando um curso de natação. É fácil "generalisar" quando vc pode escrever na Folha, né Danuza?
Olha, minha Senhora, se tiver inferno vc já tem lugar reservado na área VIP

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 10:26



Comentário de: Fabio R.

Tiago, foi isso que pensei quando li seu primeiro comentário. Chamar isso de ficção não é defesa, é pior. Isso porque uma ficção poderia atenuar a realidade. Ou seja, discutir se é ficção ou não é pointless. A tragédia está aí. Não é ironia.
Lembro daquele filme "Nome Próprio", com a Leandra Leal. Um dia, a menina que escreveu os textos veio dizer que aquilo não era autobiográfico. Ora, conta outra. Não tem como ver aquilo e achar que a autora é uma pessoa maravilhosa. Seria bom demais para ser ficção.

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 10:45



Comentário de: Aperitiva · http://www.uniblog.com.br/aperitiva

O texto não tem nada de irônico gente. Os ricos
acham que é realmente um "favor", um ato humanitário
até levar a empregada como dama de companhia às
compras, ao sítio no final de semana, à natação.
Não sabem que isso é extremamente enfadonho,humilhante
e depreciativo para com a criadagem.É o mesmo
que convidar a coitada pra comer junto, na mesma
mesa. Para que a mucama sinta-se pior ainda por
não saber usar os talheres e morra de medo de
quebrar aquele copo de cristal.Muitos achama até
que estão ensinando boas maneiras para aquela
criatura chucra que veio lá dos quintos dos infernos.
Já ví muita patroa ensinar a empregada a servir
o café falando inglês, só pra mostrar pras amigas
o quanto a sua empregada "evoluiu". É como ensinar
um truque pro cachorrinho.

Além do mais rico acha que empregada não deve comer
as mesmas coisas que eles comem na casa: gruiere,
frutas exóticas,patê de fígado de ganso. Afinal
de contas pobre não tem paladar apurado pra apreciar
esse tipo de iguaria, então nem vale à pena
desperdiçar.

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 10:49



Comentário de: Karina

Eu só tinha lido o texto indicado no Facebook. Achei que você estava falando daquele texto (como demitir uma empregada, ou algo do tipo), que aquele era irônico e tal.

Agora entendo porque este texto foi entendido como irônico. Quase não dá pra diferenciar onde estão as tuas considerações (realmente sarcásticas) e onde é texto de verdade, publicado pela Folha.

Em algumas partes eu quase digo que estão faltando os colchetes. Exemplo:"E se comeu metade do Gruyère, dizer que o queijo francês é só seu, é um horror (...)Não sei. Afinal, somos ou não somos todos seres humanos iguais, como me ensinaram?"

A do queijo Gruyère eu só percebi que era texto da Danuza (e não comentário seu) porque ela fecha com a história do queijo minas.

Blérg!

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 11:09



Comentário de: Diogo Batalha · http://www.twitter.com/diogobatalha

Hm... achamos muitas danuzas por aqui nos comentários também, pelo visto...

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 11:55



Comentário de: FlaviaQ

Entrei aqui pra te fazer uma pergunta e dou de cara com esse texto bem a ver com o que estava na minha cabeça!

É o seguinte, eu acho que a minha empregada está com depressão.

Ela esta aqui há uns tres anos. Acho que está deprimida desde que chegou.

Nesse meio tempo, ela teve um mioma. E eu tive que praticamente levar ela pra ir ao médico, porque a inercia dela era muito grande. Depois de muito eu insitir, ela se operou e ficou 3 meses se recupernado e tudo acabou bem. Ela foi tratada num hospital publico e eu sempre ligava pra um amigo, médico da área, pra ela conversar e tirar as duvidas com ele.

(viu como sou boa?)

Na época, eu falei pra ela falar com a médica que a estava tratando, como ela andava se sentindo, da falta de vontade de fazer as coisas e tal. Falei pra perguntar se não era o caso dela tomar um antidepressivo. Depois ela me disse que não falou nada com a medica porque não quer tomar remédio.

Eu deixei pra lá, afinal, quem sou eu? A vida é dela.

Só que semana passada uma irmã dela morreu e desde então ela faltou 3 vezes.

A primeira pro enterro e as duas ultimas, sem muitas explicações, dando a entender que não teve forças emocionais pra sair de casa.

Meu marido, que já tem uma certa implicância (porque eu sempre deixo ela faltar pra ir a eventos na escola da filha), está arrancando os cabelos e quer que eu arranje outra empregada.

Todo mundo de fora de casa, óbvio, fala que é pra eu ligar dizendo que não precisa voltar.

Eu acho isso tudo meio surreal, até porque eu também já estive deprimida e sei que seria um golpe duro pra ela.
E além do mais, a irmã morreu, né? E só isso já é bem pesado...

Até que ponto você acha justo eu me meter ou tentar resolver essa situaçao?

Marido puto, empregada deprimida, casa bagunçada, compromissos desmarcados...

Você vive dizendo que eu tenho conciencia social, mas na verdade eu não acho que eu tenha. Vejo a coisa mais pelo lado humano. Todo mundo sofre, mas também, até que ponto o sofrimento dos outros deve atrapalhar a nossa vida?

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 12:12



Comentário de: FlaviaQ

Entrei aqui pra te fazer uma pergunta e dou de cara com esse texto bem a ver com o que estava na minha cabeça!

É o seguinte, eu acho que a minha empregada está com depressão.

Ela esta aqui há uns tres anos. Acho que está deprimida desde que chegou.

Nesse meio tempo, ela teve um mioma. E eu tive que praticamente levar ela pra ir ao médico, porque a inercia dela era muito grande. Depois de muito eu insitir, ela se operou e ficou 3 meses se recupernado e tudo acabou bem. Ela foi tratada num hospital publico e eu sempre ligava pra um amigo, médico da área, pra ela conversar e tirar as duvidas com ele.

(viu como sou boa?)

Na época, eu falei pra ela falar com a médica que a estava tratando, como ela andava se sentindo, da falta de vontade de fazer as coisas e tal. Falei pra perguntar se não era o caso dela tomar um antidepressivo. Depois ela me disse que não falou nada com a medica porque não quer tomar remédio.

Eu deixei pra lá, afinal, quem sou eu? A vida é dela.

Só que semana passada uma irmã dela morreu e desde então ela faltou 3 vezes.

A primeira pro enterro e as duas ultimas, sem muitas explicações, dando a entender que não teve forças emocionais pra sair de casa.

Meu marido, que já tem uma certa implicância (porque eu sempre deixo ela faltar pra ir a eventos na escola da filha), está arrancando os cabelos e quer que eu arranje outra empregada.

Todo mundo de fora de casa, óbvio, fala que é pra eu ligar dizendo que não precisa voltar.

Eu acho isso tudo meio surreal, até porque eu também já estive deprimida e sei que seria um golpe duro pra ela.
E além do mais, a irmã morreu, né? E só isso já é bem pesado...

Até que ponto você acha justo eu me meter ou tentar resolver essa situaçao?

Marido puto, empregada deprimida, casa bagunçada, compromissos desmarcados...

Você vive dizendo que eu tenho conciencia social, mas na verdade eu não acho que eu tenha. Vejo a coisa mais pelo lado humano. Todo mundo sofre, mas também, até que ponto o sofrimento dos outros deve atrapalhar a nossa vida?

Beijos

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 12:14



Comentário de: FlaviaQ

Entrei aqui pra te fazer uma pergunta e dou de cara com esse texto bem a ver com o que estava na minha cabeça!

É o seguinte, eu acho que a minha empregada está com depressão.

Ela esta aqui há uns tres anos. Acho que está deprimida desde que chegou.

Nesse meio tempo, ela teve um mioma. E eu tive que praticamente levar ela pra ir ao médico, porque a inercia dela era muito grande. Depois de muito eu insitir, ela se operou e ficou 3 meses se recupernado e tudo acabou bem. Ela foi tratada num hospital publico e eu sempre ligava pra um amigo, médico da área, pra ela conversar e tirar as duvidas com ele.

(viu como sou boa?)

Na época, eu falei pra ela falar com a médica que a estava tratando, como ela andava se sentindo, da falta de vontade de fazer as coisas e tal. Falei pra perguntar se não era o caso dela tomar um antidepressivo. Depois ela me disse que não falou nada com a medica porque não quer tomar remédio.

Eu deixei pra lá, afinal, quem sou eu? A vida é dela.

Só que semana passada uma irmã dela morreu e desde então ela faltou 3 vezes.

A primeira pro enterro e as duas ultimas, sem muitas explicações, dando a entender que não teve forças emocionais pra sair de casa.

Meu marido, que já tem uma certa implicância (porque eu sempre deixo ela faltar pra ir a eventos na escola da filha), está arrancando os cabelos e quer que eu arranje outra empregada.

Todo mundo de fora de casa, óbvio, fala que é pra eu ligar dizendo que não precisa voltar.

Eu acho isso tudo meio surreal, até porque eu também já estive deprimida e sei que seria um golpe duro pra ela.
E além do mais, a irmã morreu, né? E só isso já é bem pesado...

Até que ponto você acha justo eu me meter ou tentar resolver essa situaçao?

Marido puto, empregada deprimida, casa bagunçada, compromissos desmarcados...

Você vive dizendo que eu tenho conciencia social, mas na verdade eu não acho que eu tenha. Vejo a coisa mais pelo lado humano. Todo mundo sofre, mas também, até que ponto o sofrimento dos outros deve atrapalhar a nossa vida?

Beijos

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 12:14



Comentário de: Jonas Bertucci

Muito boas as interveñções!
Você conseguiu exprimir exatamente o que eu sinto quando leio qualquer coisa da Danuza Leão... uma mistura de nojo e revolta que piora quando vejo pessoas que eu respeito admirando essa mulher fútil.

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 13:10



Comentário de: Julio Santos

É um problema clássico dessa nossa sociedade onde as relações trabalhistas nas casas não são claras.

Das duas, uma. (1) Você pode definir que sua empregada vai ser uma funcionária: tem que chegar na hora tal, fazer o serviço tal, receber tanto e fim de papo. Pode até rolar um bate-papo, mas as regras foram definidas de comum acordo - se alguma das partes não está satisfeita, procura nova alternativa. É assim que o mercado formal de trabalho funciona.

Ou: (2) Não, se vai trabalhar na minha casa, vai ser minha amiga. Vou fazer confidências, levar na natação, pagar médico; ela vai cuidar dos meus filhos, pagar contas, quebrar um galho trabalhando no final de semana etc.


Note-se que não há nada de errado em seguir (1) ou (2), desde que as regras estejam claras para ambas as partes desde o início.

Dona Danuza, como toda "socialaite", quer o melhor dos dois mundos: na hora da natação, quer uma "amiga" para ficar motivada (caso 2), mas na hora da "amiga" pegar um pedaço do queijo na geladeira, AI DELA que "saiu do seu lugar" (caso 1)! Ou seja: cabe a ela, Danuza, dona de infinita sabedoria, definir em quais momentos se aplica (1) ou (2) - e é "CLARO" que o erro é da coitada da empregada...

E o problema pior ainda é que ela nem entende o que faz de errado.

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 13:56



Comentário de: soraia silva

Olha, eu concordo com teus comentários, mas não entendo o seguinte:
Vamos supor que eu seja um executivo, com MBA, e que trabalhe em uma grande multinacional.Meu chefe tem, no seu escritório um frigobar, onde tem guloseimas francesas, onde tem um whiskey 18 anos.
Eventualmente, como parte do trabalho, eu devo acompanha-lo em uma viagem de negócios, onde ele paga minhas desepesas.
Aí eu começo a avacalhar: eu entro em seu escritótio, eu tomo seu whiskey 18 anos e resolvo levar as guloseimas para minha esposa.E vou viajar a lazer e coloco os gastos no cartão corporativo. E ainda gasto o telefone da empresa ligando para meu amigo que está em hong Kong.
Com certeza isso será imediatamente considerado como falta de ética e postura profissional e eu serei demitida.
O problema desta discussão toda é a enorme confusão que gira entorno do trabalhador doméstico: da casa e do âmbito privado do patrão como sendo o âmbito de trabalho do 'ajudante','secretário','diarista'. ou como queira chamar.
Vocês podem discutir se se deve ou não contratar alguém para assumir afazeres domésticos, da mesma forma como podem discutir se um executivo precisa realmente de um assistente para marcar reuniões, reservar hotéis, enviar o correio. Isso não tem fim.
Dramaticamente há sim uma relação de poder onde o patrão explora o subalterno e tavez como consequencia o subalterno busque formas de estrapolar os desejos e frustrações que transcendem as relações socio-economicas ali acordadas.
Concordo que a Danuza seja fútil em muitos de seus textos, concordo que o tom de benevolência não atinja o cerne da questão.
Mas quem precisa de ajudantes domésticos sabe que um bom profissional nessa área é tão difícil encontrar como em qualquer outra!

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 14:09



Comentário de: Teresa

Comentário de: Tiago
Ok, a mulher é louca mesmo: http://claudia.abril.com.br/materias/3060/?sh=25&cnl=4

A Danuza nunca tá satisfeita com as suas empregadas: demitiu a primeira por que se limitava a fazer bem o seu serviço, era antipática e cagava pra gripe da patroa (a criatura é paga pra limpar e cozinhar, não pra servir de enfermeira e animadora de auditório).

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 14:10



Comentário de: Teresa

Comentário de: Tiago
Ok, a mulher é louca mesmo: http://claudia.abril.com.br/materias/3060/?sh=25&cnl=4

A Danuza nunca tá satisfeita com as suas empregadas: demitiu a primeira por que se limitava a fazer bem o seu serviço, era antipática e cagava pra gripe da patroa (a criatura é paga pra limpar e cozinhar, não pra servir de enfermeira e animadora de auditório).

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 14:16



Comentário de: Alex Castro Email

Soraia,

Com certeza isso será imediatamente considerado como falta de ética e postura profissional e eu serei demitida.

Ué, mas vc está discordando do que? Me parece bastante óbvio q a empregada domestica citada nao tem etica e deveria ter sido demitido.

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 14:18



Comentário de: Soraia

Sim, deveria ter sido demitida mesmo e teria sido se tivesse cometido a mesma conduta em qualquer outra profissao.
A tua crítica então é no fato de a Colunista ter centrado o texto em 'si', em tentar se consolar por ter sempre sido uma patroa boa e mesmo assim ter sido sacaneada por uma empregada?
Eu insisto: a dificuldade é na confusão entre o âmbito privado e profissional, praticamente impossível de contornar quando se trata de trabalhadores domésticos. (isso inclui enfermeiros, cuidadores,diaristasm, etc...)
Eu disse isso na discussão da Folha e já li em outro texto recentemente: quem fala que esse comportamentoburgues só existe no brasil está comparando classe alta brasileira com classe média das gringolândias.mentira e terrível equívoco da esquerda festiva brasileira.

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 14:52



Comentário de: Leonardo · http://leonardobandeira.wordpress.com

Danuza, o nível de permissivismo dado à sua empregada não é muito diferente do descaso com que muitos pais lidam diante das faltas e pequenos-crimes cometidos pelos filhos; E isso não tem nada a ver com classe social, tem a ver com disciplina e responsabilidade. A luta de classes não tem nada a ver com sua geladeira nem com sua dieta.

(crítica completa em meu blog)

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 15:38



Comentário de: Leonardo · http://leonardobandeira.wordpress.com

Danuza, o nível de permissivismo dado à sua empregada não é muito diferente do descaso com que muitos pais lidam diante das faltas e pequenos-crimes cometidos pelos filhos; E isso não tem nada a ver com classe social, tem a ver com disciplina e responsabilidade. A luta de classes não tem nada a ver com sua geladeira nem com sua dieta.

(crítica completa em meu blog)

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 15:39



Comentário de: Leonardo · http://leonardobandeira.wordpress.com

Danuza, o nível de permissivismo dado à sua empregada não é muito diferente do descaso com que muitos pais lidam diante das faltas e pequenos-crimes cometidos pelos filhos; E isso não tem nada a ver com classe social, tem a ver com disciplina e responsabilidade. A luta de classes não tem nada a ver com sua geladeira nem com sua dieta.

(crítica completa em meu blog)

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 15:41



Comentário de: Müller

Interessante notar que ela procura uma desculpa moral e não profissional para demitir suas empregadas. Fulana fazia o trabalho direitinho, só que comia meu queijo/não cuidava de mim quando estava doente. Parece que o que ela quer não é uma faxineira, ela quer uma criada.

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 15:46



Comentário de: Müller

Interessante notar que ela procura uma desculpa moral e não profissional para demitir suas empregadas. Fulana fazia o trabalho direitinho, só que comia meu queijo/não cuidava de mim quando estava doente. Parece que o que ela quer não é uma faxineira, ela quer uma criada.

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 15:48



Comentário de: Leonardo · http://leonardobandeira.wordpress.com

Danuza, o nível de permissivismo dado à sua empregada não é muito diferente do descaso com que muitos pais lidam diante das faltas e pequenos-crimes cometidos pelos filhos; E isso não tem nada a ver com classe social, tem a ver com disciplina e responsabilidade. A luta de classes não tem nada a ver com sua geladeira nem com sua dieta.

(crítica completa em meu blog)

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 15:57



Comentário de: Naiara

Eu escuto esse pensamento danuziano com uma certa frequência, o que é meio assustador. Afinal, o que ela está dizendo, em outras palavras, é que empregada não é "gente como a gente": é uma categoria à parte, com quem você não pode baixar a guarda, de quem não pode virar amiga, senão ela automaticamente vai te apunhalar pelas costas. Vai comer seu queijo francês, roubar seus lençóis e usar seu telefone...

Pra mim, o mais interessante nisso tudo é ver como a autora se acha uma pessoa tão generosa, tão humanitária e magnânima - "eu pagava natação pra ela! eu nem reclamei quando ela comeu meu gruyere!" - sem perceber que é exatamente aí que ela grita, em alto e bom som, que de humanitária, magnânima e generosa ela não tem nada. Se a empregada roubou, é porque é empregada, né? E empregada, já viu, não pode ficar dando confiança que elas abusam. Eu devia ter feito que nem as minhas amigas, que não dão conversa mole pra essa gente - porque aí elas vão saber o seu lugar...

Alex, de qualquer modo, muito legal esse post. Pelo que eu li dos comentários (meio por alto), todo mundo acha a Danuza Leão nojenta, uma riquinha esnobe, elitista e etc. O que é bem bacana. Mas, pra mim, confesso que bom mesmo foi usar esse texto pra fazer autocrítica, pra lembrar das vezes em que pensei "ai, empregada é difícil mesmo, putz!" (cresci ouvindo isso, afinal de contas, and old habits die hard) e me reprimir duramente todas as vezes em que eu começar a ficar parecida com esta senhora. Obrigada.

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 17:54



Comentário de: Diogo Batalha · http://www.twitter.com/diogobatalha

Alex, quantas danuzas vc pode contar nos comentários da folha de são paulo?

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/871412-achar-domestica-vira-desafio-e-familias-tem-que-mudar-habitos.shtml

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 18:27



Comentário de: Marcelo

Fiquei curioso Alex, sobre sua posição sobre o uso indevido do telefone ou sobre o cheque fraudado da dita cuja.

A Danuza é uma imbecil, mas ainda sim ela foi vitima do que se classifica como crime nas sociedades mais civilizadas.

Voce teria algo a dizer sobre o assunto?

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 19:14



Comentário de: san

que nojo desses comentários!

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 20:10



Comentário de: alex castro

marcelo,

nao entendi bem o que vc quer q eu fale. se a danuza foi mesmo vitima dessas crimes, ele teria todo o direito e estaria justificada em chamar a policia e a criminosa teria que sofrer as penas previstas pela legislacao.

isso eh tao obvio que precisa mesmo falar?

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 20:46



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Alex, quando eu digo que seu narcisismo é inconsciente, é disso que eu falo.

O problema maior, para você, qual é?

É a empregada ser uma ladra?

Ou é a Danuza não ver a empregada como gente, e achar que faz um grande favor tratando ela como uma boneca, um brinquedo de uma moça mimada?

É claro que um ladrão é muito pior do que um patrão que quer se amigável mas no fundo é cheio de preconceitos.

Não que o segundo seja bom, mas é claro que gente como a Danuza nunca fará mal a ninguém.

Só que a Danuza é você, Alex, é sua versão, digamos, sem consciência social. Você talvez não saiba, eu acho que não sabe, mas você a vê assim. E você entende que sua necessidade (que é a necessidade que você atribui à Danuza) de melhorar como pessoa e superar seus preconceitos é mais importante que a necessidade dos outros, não importa a sua classe ou raça, não roubarem.

Por que você não entrou também na cabeça da empregada e não comentou suas justificativas para seu comportamento de ladra, ao contrário do que você fez com a cabeça da Danuza enquanto esta justificava seu comportamento condescendente?

É porque a ladra não é você, mas Danuza é. É sua versão mais inocente, que você quer exorcizar, e por isso acha que condescendência dos ricos brancos é um erro mais grave que gatunagem dos pretos pobres.

E eu, eu acho que só um narcisista inconsciente recalcado, mas ainda muito narcisista, pode pensar assim.

Por que eu acho isso? Ah, eu já expliquei porque aqui: http://www.interney.net/blogs/lll/2009/09/09/o_povo_quer_saber_1

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 21:24



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Alex, quando eu digo que seu narcisismo é inconsciente, é disso que eu falo.

O problema maior, para você, qual é?

É a empregada ser uma ladra?

Ou é a Danuza não ver a empregada como gente, e achar que faz um grande favor tratando ela como uma boneca, um brinquedo de uma moça mimada?

É claro que um ladrão é muito pior do que um patrão que quer se amigável mas no fundo é cheio de preconceitos.

Não que o segundo seja bom, mas é claro que gente como a Danuza nunca fará mal a ninguém.

Só que a Danuza é você, Alex, é sua versão, digamos, sem consciência social. Você talvez não saiba, eu acho que não sabe, mas você a vê assim. E você entende que sua necessidade (que é a necessidade que você atribui à Danuza) de melhorar como pessoa e superar seus preconceitos é mais importante que a necessidade dos outros, não importa a sua classe ou raça, não roubarem.

Por que você não entrou também na cabeça da empregada e não comentou suas justificativas para seu comportamento de ladra, ao contrário do que você fez com a cabeça da Danuza enquanto esta justificava seu comportamento condescendente?

É porque a ladra não é você, mas Danuza é. É sua versão mais inocente, que você quer exorcizar, e por isso acha que condescendência dos ricos brancos é um erro mais grave que gatunagem dos pretos pobres.

E eu, eu acho que só um narcisista inconsciente recalcado, mas ainda muito narcisista, pode pensar assim.

Por que eu acho isso? Ah, eu já expliquei porque aqui: http://www.interney.net/blogs/lll/2009/09/09/o_povo_quer_saber_1

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 21:31



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Alex, quando eu digo que seu narcisismo é inconsciente, é disso que eu falo.

O problema maior, para você, qual é?

É a empregada ser uma ladra?

Ou é a Danuza não ver a empregada como gente, e achar que faz um grande favor tratando ela como uma boneca, um brinquedo de uma moça mimada?

É claro que um ladrão é muito pior do que um patrão que quer se amigável mas no fundo é cheio de preconceitos.

Não que o segundo seja bom, mas é claro que gente como a Danuza nunca fará mal a ninguém.

Só que a Danuza é você, Alex, é sua versão, digamos, sem consciência social. Você talvez não saiba, eu acho que não sabe, mas você a vê assim. E você entende que sua necessidade (que é a necessidade que você atribui à Danuza) de melhorar como pessoa e superar seus preconceitos é mais importante que a necessidade dos outros, não importa a sua classe ou raça, não roubarem.

Por que você não entrou também na cabeça da empregada e não comentou suas justificativas para seu comportamento de ladra, ao contrário do que você fez com a cabeça da Danuza enquanto esta justificava seu comportamento condescendente?

É porque a ladra não é você, mas Danuza é. É sua versão mais inocente, que você quer exorcizar, e por isso acha que condescendência dos ricos brancos é um erro mais grave que gatunagem dos pretos pobres.

E eu, eu acho que só um narcisista inconsciente recalcado, mas ainda muito narcisista, pode pensar assim.

Por que eu acho isso? Ah, eu já expliquei porque aqui: http://www.interney.net/blogs/lll/2009/09/09/o_povo_quer_saber_1

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 21:36



Comentário de: Alex Castro Email

Jorge,

Como te digo sempre, meu narcissismo é bem consciente.

Só que a Danuza é você, Alex, é sua versão, digamos, sem consciência social.

Poxa, se vc entendeu isso, entao já valeu a pena. Porque a Danusa somos todos nós sim. Todos (ou quase) nessa caixa de comentários já estiveram na posição da Danusa, exasperados e frustrados com criadagem incompetente ou imoral. Ela somos todos nós. Por outro lado, muitos poucos dos leitores aqui já foram ou serão empregadas domésticas. O objetivo do texto é justamente mostrar que a Danusa somos todos nós - e que não precisamos ser como ela.

Por que você não entrou também na cabeça da empregada e não comentou suas justificativas para seu comportamento de ladra, ao contrário do que você fez com a cabeça da Danuza enquanto esta justificava seu comportamento condescendente?

Hahahahahaha. Sensacional. Eu não entrei na cabeça da empregada pq nem sei se ela existe. Não sei se o texto é ficção. Não sei se a empregada do texto não é um compósito de várias empregadas que a Danusa teve. Não tive acesso à essa outra pessoa, aos seus pensamentos e aspirações.

O meu texto dialoga só com a Danusa pois só tenho acesso ao discurdo da Danusa.

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 21:54



Comentário de: Carol · http://fadamariposa.blogspot.com

O interessante é como essa visão que vc expôs é uma coisa meio que muito sutil no discurso dela (e nesse tipo de discurso em geral). Pra quem tá calejado de enxergar, pra quem tem consciência do que tá acontecendo, do que se passa na mente das pessoas quando se trata disso, é algo óbvio de ver. Como o que vc fez: você reescreveu o texto dela de maneira crua, entre os colchetes. Expôs a realidade crua por trás do discurso macio e ingênuo.
Mas quem não tá calejado desse jeito quase se deixa enganar pela falsa "consciência social", pelo dilema, pela "bondade" da Danusa (ou de seja lá quem estiver fazendo o discurso). É algo meio inebriante, essa forma de pensar, tão absorvida pelo nosso "consciente coletivo". Parece simplesmente estar certa, não ter nada pra contestar. Se disfarça de bondade, de "pessoa direita". Tricky, tricky.

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 22:37



Comentário de: Biajoni · http://www.biajoni.com.br

ela quis fazer gracinha. já aconteceu antes, o carlos chagas inventou aquela SOCIEDADE DOS AMIGOS DE PLUTÃO, lembra? coisa de péssimo gosto, o senador heráclito fortes acreditou, saiu em um monte de jornais, como o lula podia dar dinheiro para uma ong como aquela.
http://biajoni.opsblog.org/2006/10/09/metaforas/
era uma metáfora, uma gracinha do chagas. assim como a danusa quis fazer gracinha. tem gente que, definitivamente, não sabe fazer isso.
:>)

PermalinkPermalink 07.02.11 @ 23:51



Comentário de: Bomdiador

Alex sabe que o txto nao é ironico, pois ele diz ter pertencido a esta elite que ele critica agora. Smpre que pode o Alex exalta seu tempo de elite, será que era diferente? será que os pais dele, ou ele mesmo, nunca culparam uma empregada por um sumiço na casa?
Fácil criticar. Coragem ou "ingenuidade" é contar, fica o registro do preconceito nu e cru.

PermalinkPermalink 08.02.11 @ 01:38



Comentário de: Alex Castro Email

Bomdiador,

Hahahahahha! Sensacional. Lá vem mais um descobridor da pólvora.

Claro. Sim. A diferença é que eu não exalto nem lamento ser parte da elite: eu só admito que sou, como o são quase todos os meus leitores, admitindo ou não, e crescemos sim cercados de mães, pais, amigos, irmãos que articulam esse mesmíssimo discurso da Danusa - e não só eles, mas nós também, que já tantas vezes caímos na tentação fácil de dizer essas mesmas platitudes preconceituosas, de pensar "poxa, como ele pôde fazer isso comigo, logo comigo, que sou um patrão tão bom e generoso!"

Então, parabéns, vc sacou exatamente o ponto do texto e dos meus comentários: mostrar aos meus leitores que TODOS NÓS somos a Danusa.

PermalinkPermalink 08.02.11 @ 05:03



Comentário de: Hugo

Alex,

Achei interessante a sua afirmacao de que quem tem empregada domestica e' "explorador por definicao". Vc aplica esta analise a toda relacao de trabalho ou apenas ao subconjunto das relacoes envolvendo empregadas domesticas?

PermalinkPermalink 08.02.11 @ 09:42



Comentário de: Carla · http://www.bailedemascaras.blog.br

Só li o texto aqui (com seus comentários) e, a princípio, não achei irônico o texto dela. Algumas pessoas na caixa de comentário dizem que, sim, ela foi irônica, e me fazem pensar: será?

Mas vc fecha tudo perfeitamente com essa frase nos comentários: "vc sacou exatamente o ponto do texto e dos meus comentários: mostrar aos meus leitores que TODOS NÓS somos a Danusa".

A Danusa-benevolente-e-traída-pela-empregada-má... somos nós. Já não importa discutir se era ironia ou não. Falamos de outra coisa agora, coisa que bate fundo. Não foram poucas as vezes em que eu, em pensamento ou em voz alta, justifiquei-me fazendo referência a minha "generosidade" - "oh, como sou vítima de minha pureza de coração".

Muito bom o post, muito boa a (auto) crítica! Vc é tantas vezes arrebatador!

PermalinkPermalink 08.02.11 @ 11:03



Comentário de: Alex Castro Email

Nunca falei isso nao, Hugo. A expressão que vc cita está entre aspas. Foi um comentário feito no meu Google Reader.

PermalinkPermalink 08.02.11 @ 11:12



Comentário de: João Ricardo · http://berimbeat.wordpress.com

E nesse texto que ela fala que o Roberto Marinho deve estar no Céu? (só pra assinantes)

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po0701201123.htm

PermalinkPermalink 08.02.11 @ 11:19



Comentário de: Nina

Danuza continua sendo o que sempre foi: uma mulher estúpida!
E ah, desculpem, mas acho a ironia inteligente d+ para uma senhora nonsense como ela... esse texto de irônico, não tem é nada...

PermalinkPermalink 08.02.11 @ 11:46



Comentário de: Cinthia

Semana passada uma funcionária terceirizada do Museu foi grossa comigo. Minha chefe, que não tomou nenhuma posição, mas tentou amenizar o ocorrido, disse: "Releva, Cinthia. Quando essas coisas acontecerem, lembre-se que ela ganha 500 reais por mês". Na mesma hora, respondi instintivamente: "Ué, todos os outros funcionários também ganham isso e nunca foram grossos comigo". Minha chefe ficou puta, claro.

PermalinkPermalink 08.02.11 @ 14:34



Comentário de: Teresa

Depois de "Madame Bovary c´est moi" de Balzac, "Danuza Leão c´est nous" de Alex Castro.

PermalinkPermalink 08.02.11 @ 14:38



Comentário de: Teresa

Depois de "Madame Bovary c´est moi" de Balzac, "Danuza Leão c´est nous" de Alex Castro.

PermalinkPermalink 08.02.11 @ 14:38



Comentário de: Teresa

Ih Alex, foi mal, é Flaubert :). Valeu a menção corrigida!

PermalinkPermalink 08.02.11 @ 14:46



Comentário de: Eneida Melo

Faço coro com o comentário do Hugo, hoje às 09:42.

Por que você diz que quem tem empregada doméstica é "explorador por definição"?

Até concordo que, na maioria das vezes, a empregada é muito mal-tratada, e só aceita isso porque precisa do salário para viver.

Felizmente, quanto mais empregos são oferecidos, mais opções as pessoas têm. Por isso, cada vez menos pessoas querem esse emprego. Também por isso, o serviço delas tem ficado cada vez mais valorizado.

Espero que a Dilma consiga ser mais eficiente que o Lula, e crie ainda mais empregos.

PermalinkPermalink 08.02.11 @ 16:02



Comentário de: Alex Castro Email

Eneida,

Eu faço com o q falei em resposta ao Hugo:

"Nunca falei isso nao, Hugo. A expressão que vc cita está entre aspas. Foi um comentário feito no meu Google Reader."

PermalinkPermalink 08.02.11 @ 16:08



Comentário de: Olavo Marques · http://questoesdefutebol.blogspot.com/

Vejam o meu blog:

http://questoesdefutebol.blogspot.com/

Se quiserem podem segui-lo!!!

PermalinkPermalink 08.02.11 @ 16:59



Comentário de: Paulo Afins · http://outrascoisaseafins.wordpress.com/

Ainda a Folha e a "perspectiva das madames"
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/02/classe-c-cresce-e-folha-ve-estorvo-para.html

PermalinkPermalink 08.02.11 @ 18:25



Comentário de: Bomdiador

"Descobridor da pólvora" quer dizer que quando tu fizeres uma airmação normal e corrente assim te denominarei.
Não descubro nada, pois dificilmente procuro, o que sei é que a cada 2 por 3 tu comentas ter sido rico, num tom que EU interpreto com arrogância. Sei que outros tambem sentem o mesmo, assim ou eu e outros interpretamos erroneamnete, ou expoe de maneira errada ou queres exalatar tua participaçao na elite. Fico com meu olhos buscarem arrogancia em textos simples e corretos.

PermalinkPermalink 08.02.11 @ 18:30



Comentário de: Alex Castro Email

querido bomboneador,

decida-se, por favor.


opcao um. eu adoro a elite, sou pro-elite, sou deslumbrado pelas elites e, portanto, qd digo que sou de elite, estou me gabando, estou querendo pertencer a esse belissimo grupo.

opcao dois. eu sou anti-elite, odeio a elite. soh escrevo pra falar mal da pobre elite escorchada de impostos e, portanto, qd digo que sou de elite, estou na verdade me auto-criticando, me auto-flagelando.

nao dá pra ser os dois.

PermalinkPermalink 08.02.11 @ 18:48



Comentário de: OCoisa · http://coisafilosofica.blogspot.com/

Excelente Alex!

É como aquela história do "quartinho de empregada" ou (r)"edícula"... casa grande e senzala total!

PermalinkPermalink 08.02.11 @ 20:36



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Eu não “te peguei”, Alex, nem quis, porque todo ser humano é complexo demais para ser entendido a partir de um simples texto. A (psic) análise minha é texto por texto, imaginar o que está por trás de cada um, e talvez formar uma teoria a partir de todos os textos (psic) analisados que explica a obra, e mesmo assim apenas a ideologia da obra, mas não todo o autor, isso é talvez o objetivo, um exercício, apenas, nada mais que isso. E mesmo isso ficará incompleto, porque é claro que eu não vou ter tempo. Mas mesmo incompleto instrui.

O argumento de não conhecer a empregada é um tanto frágil. Mesmo que não conheça as empregadas que a Danusa teve, você deve ter conhecido moças na mesma situação que a Danusa descreve. Daria para entrar na cabeça de uma empregada coerente com a descrita pela Danusa. Não seria a mesma coisa? Claro que não! Mas poderia ser uma boa personagem. Afinal, a Danusa se transformou numa personagem, em seu texto.

Olha, se você não quer tentar entrar na cabeça de uma suposta empregada para ser justo com a Danusa e com a empregada também (sim, para ser justo com uma é preciso ser justo com as duas), poderia tentar como um exercício de estilo, no caso, como Tolstoi. O russo entrava na cabeça de uma donzela apaixonada, de uma esposa adultera, de um Napoleão Bonaparte, de um mujique ignaro diante de Bonaparte, de um playboy folgazão, de uma mãe severa, de um intelectual refinado, de um grande pecador, de um santo asceta... Houve escritores melhores, talvez, mas nenhum que se desse tão bem com tal variedade de personagens. Que tal tentar entrar na cabeça da empregada como uma tentativa de ser Tolstoi?

E ainda teria outra vantagem: seria um texto interessante para as empregadas, também. “Ah, mas os leitores do blog não são empregadas”! Sim, mas você não quer ser escritor de blog a vida inteira, quer?

PermalinkPermalink 08.02.11 @ 21:25




e olha que ela era a mulher do Paulo Martins
em Terra em Transe, do Glauber Rocha..ahh..a
profissão dela no filme é aquela que dizem ser
a mais antiga do mundo, mas ela estava linda..
isso ninguem pode negar...Enquanto isso a Nara,
coitada...

PermalinkPermalink 08.02.11 @ 22:04



Comentário de: Permafrost · http://drplausivel.blogspot.com/

Alex,
Se o artigo da DL é uma ficção (tal como se pode confirmar, bastando rastrear as contradições internas do relato, contradições criadas pra q o relato "dê certo"), então ¿de que tão todos falando? Catso, se a discussão toda não tá baseada numa realidade –que só pode ser complexa, multifária e difícil de compreender–, então ¿pra que discutir? ¿Pra construir uma ideologia? Tarefa ingrata; pra construir uma visão útil da realidade não há ficções q bastem.

Sorry, mas "Danusa somos todos nós", vírgula. Sou Danusa não; não me inclua nesse 'nós'.

PermalinkPermalink 08.02.11 @ 22:07




pessoal, vamos dar um tempo e assistir Domesticas, o Filme..o unico Fernando Meirelles que vale o
ingresso. Depois pra arrematar: Cronicamente
Inviavel do Sergio Bianchi. Não precisa mais.

PermalinkPermalink 08.02.11 @ 22:20




pessoal, vamos dar um tempo e assistir Domesticas, o Filme..o unico Fernando Meirelles que vale o
ingresso. Depois pra arrematar: Cronicamente
Inviavel do Sergio Bianchi. Não precisa mais.

PermalinkPermalink 08.02.11 @ 22:21




O pequeno burguês brasileiro,
o típico classe média (que é muito mais um estado de espírito - de porco, do mais das vezes - que um extrato social) é um individuo que:
- não quer direito, quer privilégio.
- não quer ser cidadão, quer ser consumidor.
- não quer liberdade, quer segurança (mas não luta por ela, espera que outros o façam).
- da escola só quer diplomas e títulos, não quer aprender.
- se colocado à escolha entre ser rico e seu vizinho ainda mais rico ou pobre e seu vizinho ainda mais pobre, sempre escolherá a segunda.
- acredita mais no que vê na televisão, ou no que lhe dizem, do que no vê com seus próprios olhos.
- seu preconceito é tanto que se manifesta até na dificuldade em admitir a existência do preconceito.
- é conservador até quando nada tem para conservar (nesse caso ele defende os privilégios... dos outros)
- é capaz de pagar – e efetivamente paga - os preços mais absurdos do mundo inteiro, por medo que pensem que é pobre, e assim permanece pobre de fato, independentemente do quanto ganhe.
- é absolutamente cruel e implacável com o mais fraco do mesmo modo como é submisso e subserviente com o mais forte.
- sua consciência é pré-democrática, pré-republicana, pré-revolução francesa, pré-iluminismo, pré-humanista e pré-reforma protestante, tudo que representa modernidade e progresso social.
- se o país se desconectasse por completo do mundo moderno em seis meses voltava ao sistema escravocrata puro (hoje é híbrido) e em um ano voltava à idade média.
Em resumo: Se filho da puta voasse, ia ser muito difícil ver o belo céu brasileiro.

PS.: Aí alguém pode perguntar se não vejo nada de bom no país e tenho de negar veementemente: acho maravilhosa a paisagem natural – um paraíso na terra em muitas partes - e a extensão territorial porque permite fugir dos brasileiros sem ter de sair do país...

PermalinkPermalink 08.02.11 @ 22:23



Comentário de: Bomdiador

Eu nao decido nada. Nao sei o que passa pela tua cabeça, tuas palavras sao ambiguas. Quando te apresentas como elite, nao sei se é com a arrogancia típica desta, parece, e Eu interpreto assim.
Relendo tua respostas a minha primeira participaçao comentaste que eu fui "meio agressivo". Existem coisas que nao podem ser meias: meio grávida, meio bêbado, meio viado, meio agressivo... Nao fui nada agressivo, mas se sentiste agressão peço desculpas. Releia meu comentário e aponte o que foi agressivo.

PermalinkPermalink 08.02.11 @ 23:04



Comentário de: Tou com vergonha de por o nome neste comentário baba-ovo e no entanto inevitável

Hahahahaha, Jorge Nobre é um lindo! "Olha, todo ser humano é complexo demais pra ser entendido a partir de um texto, viu. Porque um só é muito pouco: só da certo se for a partir de uns 187, assim no mínimo, que é o que eu tenho feito por aqui, então escuta só: eu tou te sacando, cara, e você é narcisita mas eu sei o que você precisa, você tem que fazer como o Tolstoi. tá entendendo? que tal, um, deixa eu ver, que tal ENTRAR NA CABEÇA DE UMA EMPREGADA DOMÉSTICA?? pode ser qualquer uma, qualquer moça aí que você conheceu, tudo parecido, mas tem que entrar na cabeça dela, ein! senão não funciona, não é justo. quê? ah, não venha me dizer que você está escrevendo UM ROMANCE sobre isso, seu narcisista de merda, sempre achando que o que você faz já é suficiente. não é isso, alex, tou te falando de TOLSTOI, mermão! vai por mim, eu sei o caminho da tua fama, garoto, vou te tirar dessa vidinha medíocre de escritor de blog e te alçar para o SU-CE-SSO que você tá aí cobiçando sem admitir, vai ter três gostosas por dia querendo comer esse teu ego inflado, cara, escuta o que eu tou te falando... Tolstoi, alex, TOLS-fucking-TOI."

PermalinkPermalink 09.02.11 @ 03:14



Comentário de: Diana

Strupicio,

Pra que fugir dos brasileiros, fuja só da classe média e faça amizades com o resto do País.

(Achei a descrição desse pensamento médio muito acurada e certeira, e acrescentaria até: o brasileiro e a brasileira classe-média tem esse defeito da porra de achar que o Brasil é feito só de gente de classe média - além de uns gatos pingados que saem na Caras e outros gatos pingados que deviam estar presos.)

PermalinkPermalink 09.02.11 @ 03:23




hhhhhhhhhhhhhhhhããããããããããããããããããããã????

PermalinkPermalink 09.02.11 @ 07:06



Comentário de: Alex Castro Email

Queridos leitores,

O Bomdiador pede pra eu apontar para ele o que foi agressivo no comentário abaixo.

Alex sabe que o txto nao é ironico, pois ele diz ter pertencido a esta elite que ele critica agora. Smpre que pode o Alex exalta seu tempo de elite, será que era diferente? será que os pais dele, ou ele mesmo, nunca culparam uma empregada por um sumiço na casa?
Fácil criticar. Coragem ou "ingenuidade" é contar, fica o registro do preconceito nu e cru.


Eu acho o comentário tão rude, acusador, agressivo, provocador, que nem sei por onde começar. Vocês me ajudam?

PermalinkPermalink 09.02.11 @ 07:57



Comentário de: Alex Castro Email

Queridos leitores,

O Bomdiador pede pra eu apontar para ele o que foi agressivo no comentário abaixo.

Alex sabe que o txto nao é ironico, pois ele diz ter pertencido a esta elite que ele critica agora. Smpre que pode o Alex exalta seu tempo de elite, será que era diferente? será que os pais dele, ou ele mesmo, nunca culparam uma empregada por um sumiço na casa?
Fácil criticar. Coragem ou "ingenuidade" é contar, fica o registro do preconceito nu e cru.


Eu acho o comentário tão rude, acusador, agressivo, provocador, que nem sei por onde começar. Vocês me ajudam?

PermalinkPermalink 09.02.11 @ 07:59



Comentário de: Carolina Vigna-Marú · http://lagartixa.org/

Alex,

Não dá para ajudar. O comentário é tão pré-conceituoso (para deixar claro o sentido da palavra preconceituoso, de conceito prévio ao conhecimento) que sinto que qualquer tentativa de diálogo é inútil. O que quer que seja que a gente diga, explique ou mostre baterá em um muro de idéias pré-estabelecidas. Não há diálogo, não há troca, porque não há abertura ao questionamento, à dúvida.

É a mesma coisa com adolescentes que sabem tudo de tudo. Precisa esperar crescer, precisa esperar levar algumas na cabeça para descobrir que o mundo é cheio de dúvidas, incertezas e que muitas vezes estamos errados. Esperar sedimentar vivências, esperar absorver erros, esperar se informar melhor. Aí, quando os conceitos tiverem sido gerados a partir de questionamentos e não de certezas herdadas, aí sim, aí podemos, com um pouco de sorte, trocar idéias.

Eu nem tento, sorry.

Bj.

PermalinkPermalink 09.02.11 @ 08:08



Comentário de: Alex Castro Email

Pois é, Caro. Se a pessoa fala isso querendo ser agressivo e entrar pisando de sola, beleza. Mas se o cara fala isso e nem entende que foi agressivo, é claramente uma pessoa que não faz idéia de como é que deve falar com os outros. Eu realmente nao sei nem por onde começar.

PermalinkPermalink 09.02.11 @ 08:13



Comentário de: Carolina Vigna-Marú · http://lagartixa.org/

No seu lugar eu nem começava. Pque não dá mesmo para começar, não por não querer.
Bj

PermalinkPermalink 09.02.11 @ 08:18



Comentário de: Carolina Vigna-Marú · http://lagartixa.org/

No seu lugar eu nem começava. Pque não dá mesmo para começar, não por não querer.
Bj

PermalinkPermalink 09.02.11 @ 08:20



Comentário de: Bomdiador

rude? Sim.
acusador? Sim.
agressivo? Não
provocador? Sim.

Dos 4 adjetivos que me descreveste posso dizer que seguidamente, em virtude dos teus posts, podes ser classificado com um ou com todos.
O certo é que esta última classificação me agradou mais, a outra achei injusta, solitária. Assim como tu não me incomodo com todas considerações, a que eu fiz te incomodou, tua classificação me incomodou, mas dormiremos o sono dos justos a cada noite.

PermalinkPermalink 09.02.11 @ 09:00



Comentário de: Alex Castro Email

filho, ser rude, provocador e acusador É ser agressivo. bons sonhos.

PermalinkPermalink 09.02.11 @ 09:04



Comentário de: Bomdiador

Carolina

O meu comentário original deixou margem a um debate, bastaria o Alex ter contado se houve ou não algum episódio parecido ao descrito pela VL.
Acho que dificilmente inexista uma casa, que tem empregada, que nunca tenha suspeitado dela. Neste sentido o Alex tem razão que todos somos VL.
Alex gosta de comentar ter sido parte da elite, deve ter tido empregada doméstica em casa, se não houveram suspeitas bastaria ter nos contado. A indiganação, o sentimento de agressividade, dá margens a que minha suspeita procede.

PermalinkPermalink 09.02.11 @ 09:11



Comentário de: Alex Castro Email

Hahahaahahahahah!

Criança, claro que houve. Sou classe media, fui classe alta, já tive trocentas empregadas, brancas e pretas, ladras e honestas, altas e baixas. Só não vejo o que isso tenha a ver com o texto ou com qualquer coisa. Como eu disse, somos todos a Danusa. A questão é o que fazemos com essas experiências, como as articulamos, as conclusões que tiramos.

E nao fiquei indignado com vc, nao, criança. Gente agressiva aparece aqui todo dia achando que tá abafando. Se isso me incomodasse ou indignasse, eu fechava o blog. A novidade no seu comportamento foi a cara-de-pau de dizer que não é agressivo.

Achei engraçadas as suas suspeitas óbvias e auto-evidentes. Aposto que vc tb suspeita que a água é molhada. :)

PermalinkPermalink 09.02.11 @ 09:23



Comentário de: Carolina Vigna-Marú · http://lagartixa.org/

Bomdiador,
Minha resposta para você: http://www.youtube.com/watch?v=gQC0swMshDg
[]s

PermalinkPermalink 09.02.11 @ 09:26



Comentário de: Alex Castro Email

Aliás, Bomboneador, via de regra, eu não dialogo com gente que chega aqui de agressividade e rudeza. Não bloqueio nem apago, mas ficam falando sozinhos. Enfim, vc me divertiu um pouco mas chega de te dar corda. Se você quiser conversar comigo, seja muito bem educado e mude o tom. Senão, pode continuar falando merda por aqui no tom que quiser, eu vou ler e rir mas não vou responder. Fique a vontade, a caixa de comentários é sua.

PermalinkPermalink 09.02.11 @ 09:27



Comentário de: João Ricardo · http://berimbeat.wordpress.com

Bomdiador, por acaso VL seria Vanuza Leão?

PermalinkPermalink 09.02.11 @ 09:43



Comentário de: Bomdiador

Não necessariamente, posso ser rude por não saber escrever, ser acusador por fazer uma pergunta (ainda sem resposta) e provocador por esperar uma resposta, posso fazer estas três coisas sem ser agressivo, mas pelo visto andas em fase de alta sensibilidade. Coisa estranha para quem exercita seguidamente os três adjetivos citados.

PermalinkPermalink 09.02.11 @ 09:52



Comentário de: Bomdiador

Sim, usei a abreviaçao já usada aqui nos comentários, copiei, não inventei... isto foi agressivo?

PermalinkPermalink 09.02.11 @ 09:54



Comentário de: Edson Marques · http://mude.blogspot.com

Tenho acompanhado esse debate.
Tá gostoso...
Provocação inteligente é uma delícia!

PermalinkPermalink 09.02.11 @ 10:02



Comentário de: Bomdiador

A respostas mais comum, quando alguem nao gosta dos comentários, é que deixará o comentarista a vontade e que dará risadas dos comentários seguintes.
Sou classe média e sou elite,em alguns sentidos, especialmente pelo tema em questão. Sou "Vanusa Leão" (VL).

PermalinkPermalink 09.02.11 @ 10:03



Comentário de: Edson Marques · http://mude.blogspot.com

Tenho acompanhado esse debate.
Tá gostoso...
Provocação inteligente é uma delícia!

PermalinkPermalink 09.02.11 @ 10:03



Comentário de: Bomdiador

A resposta mais comum, quando alguem nao gosta dos comentários, é que deixará o comentarista a vontade e que dará risadas dos comentários seguintes.
Sou classe média e sou elite,em alguns sentidos, especialmente pelo tema em questão. Sou "Vanusa Leão" (VL).

PermalinkPermalink 09.02.11 @ 10:04



Comentário de: Ana

Hahaha, isso ta engraçado...

Alex, um link interessante, mais ou menos relacionado com o texto:

http://revistapesquisa.fapesp.br/?art=4331&bd=1&pg=1

Parte: "A ausência de paciência relativamente ao outro é inegável, nota o pesquisador. Ela nasce desse sentimento de superioridade, de acordo com o qual todos devem nos compreen­der e respeitar, mas a recíproca não é absolutamente verdadeira." falando do papel do automóvel e dos motoristas na sociedade brasileira.

PermalinkPermalink 09.02.11 @ 13:59



Comentário de: Kitagawa

Pra quem não entendeu o ponto: imagine que vc é contratado pra ser secretário de algum figurão. Está claro quais suas funções, e nelas vc é eficiente. Vc as cumpre e é pago por isso. Cuida da agenda, recebe ligações, passa recados, até leva um cafe, etc. Ok? Ok. Mas daí, para o figurão isso não basta, vc tem que ser amigo dele, passear com ele, acompanha-lo na academia, se importar sinceramente com sua vida sentimental, sua saúde, ser seu confidente, bajula-lo, mas sem nunca perder de vista que ele é quem paga seu salário RIDÍCULO, que ele manda em vc, que vc é seu subordinado, que ele não está à altura se seu prestígio social e por isso tem pena de vc, e que disso tudo depende a sua sobrevivencia. Daí o que vc faz? "Vira" brother sincero e de confiança desse cara que é um BABACA esnobe que não tem absolutamente nada a ver com vc, ou apenas finge e faz o cara crer que realmente vc é amigão véio de guerra dele? BOm, se eu optasse por essa última, não seria só a troco de um salário RIDICULO, e se o cara cometesse o "erro" de jogar a chave da sua casa de praia na minha mão, afinal vc é supostamente seu velho amigão de confiança, irmão mesmo, eu, sinceramente, levaria todos meu verdadeiros amigos lá e teria que fazer muito esforço pra não mijar na piscina e não secar pelo menos uma garrafa de whisky da sua vasta coleção.

PermalinkPermalink 10.02.11 @ 01:06



Comentário de: Kitagawa

Enfim, a Danuza é uma tremenda vacilona. Achou que realmente convenceu a empregada de que eram "iguais", que eram "amigas". Achou que, por pagar um salário de merda, tinha comprado sua alma. É "amiga", mas pegar uma manga não pode. Dividir o queijo fino, nem pedindo. Na boa, né? Achar que não há nenhum conflito aí, que é pura harmoia, é muita arrogancia.

PermalinkPermalink 10.02.11 @ 01:29



Comentário de: homero

Está explicado porque as pessoas são favoráveis às cotas raciais. É por causa do complexo do superioridade. O complexo de culpa dos ricos.

PermalinkPermalink 10.02.11 @ 20:13



Comentário de: Fabiano Camilo · http://ddd.opsblog.org/

Alex, li o post dias atrás. Hoje, deparei-me com uma imagem que me fez recordá-lo, antiga, dos anos 1950, mas que continua dizendo muito sobre nós, brasileiros:

http://www.google.com/buzz/fabiano.camilo/C9eB2Hk2RRb/Dias-atrás-li-o-ótimo-post-Luta-de-Classes-por

Um abraço!

PermalinkPermalink 12.02.11 @ 22:20



Comentário de: Lisnard

Nao e luta de clases. E supervivencia. Eu ate conheco pobres que roubam a outros pobres.

PermalinkPermalink 22.06.11 @ 11:20



Comentário de: Laura

Ladroagem é feio, tá errado e pronto.

Coitadinha da empregada, então né? "nasci pobre, negra,favelada estou liberada pra roubar e sacanear, não só com a patroa, mas com meu maridão."

Seguindo esse raciocínio , estamos todos livres para roubar o que não pudermos comprar e abusar da confiança dos outros, estejam eles em posição econômica mais vantajsa ou não.

PermalinkPermalink 20.08.11 @ 15:49



Comentário de: Jose Marques

Fiquei impressionado com alguns comentarios que li aqui.Nao leio o que Danuza Leao escreve,esse texto na verdade,li por causa do titulo,mas acho um absurdo,algumas opinioes publicadas.Nunca fui rico e meus pais me ensinaram que quem rouba R$ 1,00 ou rouba R$ 1.000.000 tem apenas um nome:LADRAO.o QUE ESSA EMPREGADA FEZ FOI ROUBAR E ABUSAR DA CONFIANCA DE UMA PESSOA QUE CONFIAVA NELA e nao interessa se essa pessoa e Danuza Leao ou eu ou voce.No Brasil 90% da populacao nao ganha o que merece,mas isso nao e motivo para fazer o que ela fez.Desigualdade social existe em qualquer lugar e isso nao e motivo para uma pessoa roubar.Se for por essa logica vamos abrir as cadeias pq grande parte de quem estar la dentro,morou numa favela,teve uma infancia dificl,mas matou,roubou,estuprou e se for pela logica de alguns comentarios que li aqui e justificavel.Entao,liberdade para eles.Trabalho com a parte financeira de uma empresa e dou conta ate dos centavos para o dono dela.Tenho uma pessoa que trabalha na minha casa a 07 anos e ela faz a mesma coisa.Tudo que compro para minha casa mesmo que seja uma toalha de banho,ralo muito para conseguir,entao gosto de quando vou usar,o que eu comprei esteja no lugar que eu coloquei.O que Danuza escreveu acontece com muitas pessoas que tem que deixar a casa e muitas vezes os filhos nas maos de empregadas domesticas,so que essas pessoas nao tem um jornal para escrever e denunciar.Pobreza nao e motivo para roubo.

PermalinkPermalink 11.09.11 @ 12:56



Comentário de: Demerval Aikes do Nascimento

Comentário de Demerval Aikes:
Estou pasmo com tudo que ouvi de Danuza.Não estou acreditando que foi ideia publicar esse texto.Por isso,dou as mãos ao José Marques no seu belo comentário."Sou negro pobre já trabalhei na casa de famílias de grande posses,mas sempre priorizei pela honestidade,e respeito pelas coisas do próximo!

PermalinkPermalink 28.11.11 @ 15:50



Comentário de: Demerval Aikes do Nascimento

Comentário de Demerval Aikes:
Estou pasmo com tudo que ouvi de Danuza.Não estou acreditando que foi ideia dela publicar esse texto.Por isso,dou as mãos ao José Marques no seu belo comentário."Sou negro pobre já trabalhei na casa de famílias de grande posses,mas sempre priorizei pela honestidade,e respeito pelas coisas do próximo!

PermalinkPermalink 28.11.11 @ 15:53



Comentário de: Karina K.

Estou abismada com a falta de novos argumentos.

Maior parte envolto nessa dicotomia de tratar (opção 1) a empregada como uma relação trabalhista bem definida e com regras, ou (opção 2) como a amiga, e disso a velha expressão do "bom selvagem". A dicotomia é tão pobre, carente de bases, porque na verdade a vida não é tão simples, e uma relação de trabalho pode ser posta pelas 2 opções.

Acho tosca a forma como ela escreve, muitas vezes faltando com noções literárias. Mas a obrigação de DL é ser uma escritora impecável? Falando em relações trabalhistas, a Folha contrata DL justamente pela sua forma de escrever e seus temas (que já são conhecidos pois ela não é mais uma garota de 20 anos da qual ninguém ouviu falar). A Folha sabe bem o que está publicando. É a intenção a visão de uma parcela ínfima da sociedade (do "Danuza somos TODOS NÓS" - e como já disse um comentarista, me exclua dessa sua frase).

Muitos comentários se mostram assustados com a publicação, mas é o que já disse, eles sabem bem o que estão publicando - os editores não são tão burros quanto pensam. E é engraçado também as críticas à "falsa generosidade" que DL demonstra em seus textos, mas essa É a realidade DELA, é o que ela entende como generosidade.

Há quem diga que vocês, revolucionários de cadeira, não sejam nada generosos a partir do momento que estão sentados em frente aos seus computadores achando que criticar UM texto, seria um favor generoso aos pobres de mente que lêem seus comentários.

Veja bem... É tudo uma questão de ponto de vista sempre. Pra ela, isso é generosidade. Não confundam ser menos que isso.

A realidade é multifacetada, e vocês estão fazendo justamente o que DL fez: colocando a sua visão de realidade em cima de um todo muito maior do que si próprio. E é comum, todos fazemos isso. Mas pra se tornar uma discussão enriquecida devemos sempre entender que a opinião do outro também tem a sua verdade, e a nossa também tem parte de ilusão.

PermalinkPermalink 10.12.11 @ 15:07



Comentário de: faty

Não adianta babar ovo nas empregadas, tirando uma ótimas e poucas, a maioria apronta sim, aqui na empresa temos um porteiro ( que se vc achou MUITO 68 ligações) ele gastou 500 reais num mes ligando pra celular, e quanto mais corda vc dá, mais eles aprontam, pq eles proprios se sentem inferiores...

PS a conta aqui vem em media 1000, começou a vim 1500, e ele nao para viu!

PermalinkPermalink 31.01.12 @ 11:54



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