Você É Uma Mãe Chinesa? Você Sabe o Nome do Seu Porteiro?

O melhor blog do mundo, em um de seus melhores textos:

Are Chinese Mothers Superior To American Mothers?

Gostaria muito de saber o que minhas leitoras-mães acham dessa questão.

Minha mãe também me colocou pra fazer tudo: ela dizia que Mozart nunca teria sido Mozart se não tivesse feito pelo menos uma aula de piano. Mas a diferença é que minha mãe não queria que eu fosse melhor em tudo, mas ela queria que eu fosse *exposto* a tudo. Mesmo assim, foi uma infância bem cansativa.

* * *

E o Saturday Night Life, em um raro momento de qualidade:

Me dei conta de que converso ocasionalmente com a moça que limpa meu escritório e não sei seu nome. Já o motorista da van se chama Darrell, é casado e estuda administração.

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13.01.11


Categorias: Comportamento, Narcisismo


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Comentários:


Comentário de: Rafael

Eu acho engraçado essa obsessão dos pais por nota, essa "medida do grau de eficiencia e da fibra moral" das crianças.

Eu já tive professores péssimos. Quando eles precisavam que o rendimento da turma subisse para não perderem seus empregos, mandavam a turma fazer testes e trabalhos idiotas. Resultado: todo mundo com notas entre 7,0 e 10,0, e um monte de pais e mães felizes

PermalinkPermalink 13.01.11 @ 14:23



Comentário de: Alexandra · http://www.peregrinatrix.com

Bom, como nós nos mudávamos a cada dois anos, as atividades sempre mudavam. Em alguns lugares tínhamos mais tempo livre (e por isso eu adorava estudar de manhã - pra ter a tarde inteira livre) e em outros lugares minha mãe nos matriculava em várias atividades. Mas não havia um interesse em nos "expor" necessariamente - o tipo de atividade e sua variedade dependia muito da conveniência. Minha mãe não era do tipo que aceitaria ficar dirigindo o dia inteiro para nos levar aos lugares. Portanto, tudo dependia de haver atividades às quais pudéssemos chegar sozinhos a pé ou de transporte público.

Mas ela exigia que fôssemos bem na escola e não admitia nota mais baixa do que 7. Não que tenha funcionado... Eu brincava o ano inteiro e estudava para as provas finais...


Quanto a conhecer porteiro e etc, eu conheço o meu (o nome dele é Jerry) mas bato papo mesmo é com a faxineira do prédio, uma portuguesa chamada Maria, cujo marido é eletricista, a família é da região do Porto e a filha teve gêmeos não faz muito tempo. Como ela sabe que eu sou louca por comida, principalmente das mais tradicionais, ela me traz o chorizo que ela faz duas vezes por ano de acordo com uma receita da familia dela.

PermalinkPermalink 13.01.11 @ 14:23



Comentário de: Marcus Pessoa · http://vidaoffline.wordpress.com

Eu já tive tempos ruins. Eu sequer dava bom dia à moça que limpava o escritório.

PermalinkPermalink 13.01.11 @ 14:40



Comentário de: Roger Moreira

hehehe estou quase chorando de rir aqui. não consegui me lembrar do nome de nenhum porteiro. tem um no meu trabalho que lembro bem da cara dele, está lá faz uns bons sete anos, não consegui lembrar o nome dele. hehehe pior foi a doméstica, demorei mais de mês pra aprender o nome dela. de vez enquando ainda chamo ela pelo nome da antiga, que saiu uns dois anos atrás.

PermalinkPermalink 13.01.11 @ 18:18



Comentário de: Permafrost · http://drplausivel.blogspot.com

Alex,
Todo vigarista é super simpático e lembra o nome de todo o mundo. Vide o Paulo Maluf. Já eu, qdo vou com a patroa visitar meus irmãos, tenho q pedir a ela pra me lembrar os nomes dos MEUS sobrinhos...

PermalinkPermalink 14.01.11 @ 00:11



Comentário de: Aperitiva

Essa coisa de lembrar nome de porteiro e empregada
é muito bonitinho na teoria. Na prática nem eles
querem que vc saiba o nome, porque quanto menos
vc souber a respeito deles, melhor pra eles. Juro.
As faxineiras aqui do prédio dizem que gostam
de passar despercebidas pelos diretores e demais
gerentes.O motivo? Bem,quando eles aprendem o
nome delas fica mais fácil reclamar pra empresa
terceirizada, ou causar sua demissão.

Eles não se importam que vc saiba o nome deles, desde que pague bem pelo serviço que executam e respeitem
o seu trabalho. O que adianta saber o nome e o
sobrenome da empregada, se vc pagar uma miséria
pra ela? Acha que ela vai se sentir mais valorizada
por isso? Ela prefere que vc não saiba, mas que
pague bem, exija pouco e de preferência dê um
adicional no Natal, que é a garantia de vc
reconhece o trabalho dela.

PermalinkPermalink 14.01.11 @ 08:24



Comentário de: Permafrost · http://drplausivel.blogspot.com

Puts, mas o último psiquiatra ACABOU com a mulher, hem?

PermalinkPermalink 14.01.11 @ 14:04



Comentário de: aiaiai

kkkkkkkkkkkkkk, eu ganharia uma fortuna nesse programa. Sei o nome de todo mundo porque eu gosto de conversar com todo mundo. No meu prédio têm quatro porteiros e (dois de dia e dois de noite) duas faxineiras. Eles são todos meus amigos, converso, falo de política, futebol, dou presente de aniversário. Eu sempre fui assim. Eu adoro conversar então é difícil que uma pessoa fique invisível para mim.

Já sobre as mães chinesas, que horror! Eu quero que meu filho seja feliz, não que seja o melhor... Eu tento expor ele a várias coisas (artes, esportes, viagens, linguas) e ele vai escolhendo o que quer. Só exijo que fique pelo menos 6 meses na atividade escolhida, porque se deixar ele trocaria toda hora kkkkk

Quanto a escola, eu sou muito preocupada com educação e acho que a escola oferece muito pouco (apesar de ser considerada uma das melhores daqui). Os professores e a direção são caretas, seguem muito os protocolos...então, eu faço questão sim que ele tire boas notas porque não quero que fique em recuperação ou não passe de ano. Considero isso um puta atraso de vida. Nós estudamos juntos. Além do livro da escola, eu ajudo ele a procurar outras fontes, na internet e em outros livros.

E eu converso muito com ele, sempre mostrando que o importante é que ele tenha oportunidades para escolher o que quer fazer. Acho isso fundamental para a gente ser minimamente feliz. Trabalhar com o que não se gosta deve ser um inferno!

PermalinkPermalink 14.01.11 @ 15:51



Comentário de: FlaviaQ

Só tive tempo de ler essa parada sobre as mães agora.

Eu definitivamente não sou uma mãe chinesa, mas as vezes dá um medinho de não ter colocado a minha filhinha de 4 anos na British School como a maioria das amiguinhas, ao invés da escola meio Hippie e sujinha, mas que é a mais bem conceituada no meio dos pedagogos e psicologos.

Explicando melhor, no meu caso o problema maior nem é o dinheiro, mas o conceito das coisas mesmo.

Minha mãe também não era um mãe chinesa. Eu sequer fiz curso de inglês, intercambio ou qualquer outro curso extra curricular. Ate hoje eu não sei como falo, leio e escrevo inglês.

Nunca tive notas cobradas pelos meus pais.Também nunca fui ma aluna, mas cheguei a ser expulsa do colégio no tereceiro ano.

Estudei, a maior parte do tempo, em escolas desse tipo que minha filha estuda. E nas vezes que estudei em escolas maiores ou de padre, minhas notas cairam muito e teve o episódio acima mencionado.
Em contrapartida, as escolas "hippie" foram muito importantes na minha formação emocional, sempre (como eu acho que deve ser) contrabalanceando e acrescentado o que vinha de casa.

Veja bem, eu fiz faculdade (passei até no vestibular no 2 ano, mas minha mae nao deixou eu entrar pq era muito nova).

Entrei com uma turma de 120 alunos, 30 se formaram e eu sou uma das 5 que ainda exerço. A unica, na minha turma, que tem algum reconhecimento.

Nunca fiz um mestrado nem outro curso de pós graduaçao, mas voltei à faculdade pra dar aula, como professora principal de uma das matérias mais importantes do curso.

É de se pensar...

Outro exemplo, há alguns anos, fui a Paris e cheia de não entender nada, uma semana antes de embarcar, peguei uma cartilha de frances e comecei a ler e tentar conversar com minha mãe e sogra na lingua.

Na viagem virei a interprete do grupo. Se eu sabia falar bem, é obvio que não, mas em terra de cego, quem tem um olho...

Acho que a moral da história está em fortalecer bem o ego do seu filho, assim ele se sentirá forte para ter soluçoes criativas para obter o sucesso.

Se você só ensinar algumas tarefas, ele só vai saber realizar aquelas.

E na boa, sabemos apreciar coisas como a musica de Bethoven, muito mais depois de adultos do que quando crianças...

Mas, que dá um medinho de seguir com essa folosofia, quando os pais somos nós, dá!

PermalinkPermalink 17.01.11 @ 15:22



Comentário de: jaderdavila o tio de pijama

eu criei minha filha com apenas uma regra:
ganhe teu dinheiro.
faça oque for necessario pra isso.
se livre de pessoas, sociedades ou ideias
que atrapalhem isso.
hoje em dia ela tem a mesma carga de alegrias
e tristezas que qualquer outra pessoa.
com uma diferença:
ela tem o dinheiro dela pra fazer oque ela quiser.

PermalinkPermalink 29.01.11 @ 12:45



Comentário de: Canon Mark II · http://canonmarkii.net/

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PermalinkPermalink 14.09.11 @ 19:46



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PermalinkPermalink 10.10.11 @ 22:07



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