"Socorro! Não Sou Machista, Mas as Feminazis Mal-Comidas Estão me Patrulhando!" - ATUALIZADO

Tem muito homem falando em feminazis suuuuper na boa e depois se espantando com a raiva da mulherada. Ó dó. Como sofrem nossos homens!

Então, deixa eu bater uma real.

Se existe um comentário que você gostava de fazer, uma palavra que você gostava de usar, uma coisa que você gostava de fazer, e hoje você não pode mais por causa das feministas... Não é porque elas são chatas e histéricas, entende? É porque você é machista.

Vai ver você até jura de pés juntos que não é machista. Acredito que você acha isso. Mas o que estou te propondo é justamente uma certa introspecção auto-crítica. Seja o advogado do diabo de si mesmo.

Se o discurso feminista te incomoda, se você se sente "patrulhado" pelas "feminazis" "mal-comidas", se você mudou seu comportamento por causa disso, então, sim, talvez sem nem saber, talvez contra a sua vontade, vamos encarar os fatos, você é machista. Mas não se assuste: tem cura.

Sugiro um exercício em auto-questionamento: será que sou mesmo machista? Por que será que essa besteirinha que eu falo suuuuuper na boa incomoda tantas mulheres? Ok, é possível que elas sejam umas feminazis patrulheiras mal-comidas (sic sic sic!), mas também pode ser, quem sabe, que o problema seja comigo. Hmmm. *mão no queixo* Talvez as coisas que eu acho mais normais sejam altamente ofensivas para muitas pessoas. Talvez seria melhor se eu ouvisse mais os outros. Talvez eu devesse aproveitar essa oportunidade para refletir sobre mim mesmo, meu comportamento, minhas prioridades, minha vida.

Ou então, claro, você pode ignorar todas essas perguntas e reclamar da patrulha dessas feminazis mal-comidas!

* * *

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Problemas do Gênero: Feminismo e Subversão de Identidade

Disparado, o melhor e mais indispensável livro sobre gênero que já li na vida: Problemas do Gênero: Feminismo e Subversão de Identidade, por Judith Butler

* * *

Feminismo é a busca por direitos iguais para as mulheres.

Machismo é a dominação do homem sobre a mulher.

Os dois termos não são, nunca serão, não podem ser análogos. É uma falsa simetria. É como reclamar de não haver um Dia da Consciência Branca.

Portanto, falar que "as feministas são tão ruins quanto os machistas" só expõe, mais uma vez, o seu próprio machismo.

A feminista mais radical não tem como ser pior do que o machista mais brando. Por definição, é impossível.

* * *

Uma coisa que descobri escrevendo sobre racismo: é impossível defender que o racismo não existe sem fazer comentários intrinsecamente racistas; defender que o racismo não existe É a postura mais racista de todas.

É igualmente constrangedor ver os homens, mesmo os mais sensatos, se defendendo das acusações de machismo e tentando, delicadamente, acusar as feministas de serem extremadas, exageradas, radicais.

Vamos combinar: se o feminismo é a busca por direitos iguais para as mulheres, então é impossível ser feminista radical. Se você acha que homens e mulheres devem ter direitos iguais, então você acha que homens e mulheres devem ter direitos iguais. Não existem gradações: não dá pra ser moderadamente a favor de direitos iguais ou radicalmente a favor de direitos iguais. (Alguém que defenda que as mulheres devem estar acima dos homens não é uma feminista: é uma female supremacist, e isso é outra história, outra tara. Não tem nada a ver com feminismo.)

Feminista radical não existe. Ao reclamar da patrulha das feministas radicais, por mais delicadamente que seja, você está apenas expondo seu machismo. E todo mundo está vendo.

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* * *

Imagine que você tem um grupo de pessoas e quer descobrir quantos são alérgicos a uma substância. Pois bem, você pinga uma gotinha na mão de cada um. Quem reagir à substância, ficar com coceira ou inchaço, é porque é alérgico. Por definição. Ser alérgico é isso: reagir a essa substância.

Pensem no feminismo como essa substância. Se você é exposto ao feminismo e fica com inchaço ou coceira na mão, se sente incomodado e patrulhado, precisa mudar seu modo de agir e de falar, então é porque você é machista. Ser machista é isso. Não tem outra definição.

Se você acha que não é, está em denegação. Mas a coceira na sua pele não te deixa mentir.

* * *

Update - Ainda sobre as feministas radicais.

Se você encontrar um grupo de comunistas que defende o sexo com cavalos, isso não quer dizer que o comunismo seja uma ideologia que defenda o sexo com cavalos. Isso quer dizer apenas que AQUELES comunistas defendem o sexo com cavalos - válida ou não, essa postura não tem nada a ver com o comunismo per se.

Se você encontrar um grupo de "feministas" que defende supremacia feminina, ou que mulheres são melhores que homens, etc etc, idem idem.

* * *

Meu livro Liberal Libertário Libertino reúne minhas melhores crônicas de 2003 a 2007, incluindo clássicos como Fantasmas de Felicidades Passadas, Pessoas-que-Acreditam-em-Coisas e Manifesto Libertário. A primeira edição, de 2007, esgotou e a segunda edição já está disponível para pré-venda, com entrega antes do natal.

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17.12.10



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Comentários:


Comentário de: Fernanda França · http://www.fernandafranca.com.br

Acho que foi o melhor texto que já li sobre machismo e feminismo. Sério, adorei.

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 00:34



Comentário de: Alex Castro Email

manuel, claro. exatamente. nao é que feminismo seja igual a luta contra o racismo, mas que esses discursos anti-hegemonicos acabam tendo muito em comum.

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 00:38



Comentário de: Manuel

E tudo se aplica também à homofobia/ grupos de defesa da cidadania LGBT, né?

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 00:39



Comentário de: escravo roger{RF} · http://meadiciona.com/escravoroger_rf

Pronto! No próximo #lingerieday, é tacar esse texto pros que reclamam de feminazis revoltadas com esse evento.

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 00:53



Comentário de: Luiza Senna · http://twitter.com/Luiza_Senna

Admiro muito sua capacidade de expressão, Alex! Falou tudo na cara. rs

É interessante como há uma relação de poder da palavra quando referenciada pelo gênero. Eu falando isso por sí pros homens ganho, no mínimo, apelido de braba, mesmo sendo um ser altamente meigo. Já falado por vc provavelmente terá um peso de consideração bem maior na avaliação deles.

Ah, adorei o ebook do lll. Depois vou ver se compro um impresso pra dar de presente.

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 01:49



Comentário de: Ivan

Me parece evidente que duas pessoas podem defender a mesma causa, e que uma delas pode ser considerada radical tendo em vista o MÉTODO escolhido pra defendê-la. Não adianta tentar simplificar as coisas na marra e dizer que não existem variações a serem consideradas.

Dito isso, é óbvio que colocar a palavra "nazi" na história é de uma imbecilidade(pra ficar no eufemismo) tremenda.

No mais, não deixa de ser engraçado que você sugira auto-questionamento e reflexão no sexto parágrafo, e ao mesmo solte um texto tão cheio de certezas absolutas: "Machismo é isso" "Se você fala x ou y, você é machista" "Feminista radical não existe". Tudo muito simples e pouco reflexivo.

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 02:35



Comentário de: Flavia

Er... mas homens e mulheres não são iguais... se fossem não seriam gêneros distintos. Os dois enquanto seres-humanos são iguais e portanto devem ter os mesmos direitos e deveres. Mas biologicamentes temos necessidades disferentes. Como reclamar igualdade queando a mulher grávida precisa de licenças especiais? Emocionalmente quando o casal tem filhos o pai é tão mexido emocionalmente quanto a mãe, mas fisicamente ele pode trabalhar no dia seguinte e a mulher não. Eu acho que deve haver igualdade para todos os seres humanos, mas não tem como ignorar diferenças biológicas e as exceções que elas carregam.
A mulher deveria sim é ganhar igual ao homem pelo mesmo trabalho que realiza. Mas no mundo capitalista onde se troca horas de trabalho por moeda, como ficam as necessidades de licença da mulher como no caso da maternidade. Ela para de trabalhar, portanto para de produzir e a empresa além de não poder demitir tem de colocar outra pessoa para a mesma função. Como ficam esses tipos de equação? Não dá para discutir esse assunto na superfície. Essas bobagens machistas de que a mulher tem que sentar de perna fechada e ficar em casa cozinhando não tem nem que ser dignificada com qualquer resposta.
Bjos Ale.

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 02:56




Adorei, Alex! É, a gente passa o ano falando isso, mas é importantíssimo que homens falem, porque talvez outros homens escutem. Quando é a gente, eles acham que somos radicais, mal-educadas, agressivas demais, pouco dóceis, masculinizadas. Eles reclamam do másculo, mas no fundo só escutam o que vem de outro ser másculo.
Ótima a comparação com alergia. É isso mesmo. Tá coçando? Vc não tá reagindo bem, neném. (Acho que tô cada vez mais irônica porque tô ficando de saco cheio de ser boazinha. Não vou aceitar ser adestrada. E, pro próximo que vier com insultos, já digo: feminazi é o seu machismo!).

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 03:20



Comentário de: aiaiai

ei, Flávia, tá sentindo coceira na mão? Pensa!

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 06:09



Comentário de: Fabiana

Perfeito, resposta que eu sempre quis dar pra quem me chama de feminista radical, mas nunca consegui formular.


Pro comentário da Flávia, muitas vezes explicações biológicas só servem pra validar questões sociais (lembra lá dos higienistas, justificando o racismo? então...). Muitas das características "femininas" são tão e somente fruto de criações distintas.

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 06:48



Comentário de: walt

não acho que a palavra feminazi queira dizer feminista radical

quer dizer fmeale supremacist mesmo

apóio o feminismo, direitos iguais para as mulheres, direitos idênticos para as mulheres, já

é a única maneira de elas pararem de encher o saco

no mais, eu gostaria que todas as pessoas que se ofendem com palavras fossem à merda

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 07:22



Comentário de: Camilla · http://wonderwoman-bra.blogspot.com/

O rei está nu!!
E foi o AlexCastro.
Quando li, logo pensei em uma frase de Simone de Beauvoir que gosto muito e me vem a mente toda vez que adjetivam meu feminismo de radical: "Você pensa assim porque é mulher (...) Penso-o porque é verdadeiro".
Não há e não pode haver meio termo no movimento por direitos humanos e isso não significa radicalismo, como você bem expôs. O que os últimos acontecimentos fizeram foi apenas mostrar aquilo que nós "oh, radicais" já sabíamos: esses que adjetivam, são aqueles privilegiados e... você despiu: MACHISTAS!
òtimo ler tudo isso em um texto de um homem!
beijos

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 07:56



Comentário de: ricardo galvão

Adoro Feministas Alex....
mas existe sim as...não sei como chamar...
mulheres que querem dominar sobre os machos...como vc bem falou NÃO SÃO FEMINISTAS, pois FEMINISMO é lutar pela igualdade..
A Lola disse bem, não aceitar ser adestrada, mas existe as que querem adestrar seus machos e se acham feministas...
Alex, somos assim pois fomos criados por mulheres, são elas as culpadas.
Cansei de ouvir na minha infância: cala boca menino, homem não chora. O pau comendo em cima de mim e eu sem poder derramar uma lágrima.
Elas não, a elas foi dado o direito de chorar..por isso são mais bem resolvidas que os machos...
E agora reclamam?
Não sou nem um pouco machista...
inclusive me acho extremamente romântico,
por isto estou só sem namorada há mais de 3 anos...
elas dizem que gostam dos românticos, mas preferem os canalhas machistas.
Vai entender
Nem Freud explica...

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 08:01



Comentário de: ricardo galvão

Adoro Feministas Alex....
mas existe sim as...não sei como chamar...
mulheres que querem dominar sobre os machos...como vc bem falou NÃO SÃO FEMINISTAS, pois FEMINISMO é lutar pela igualdade..
A Lola disse bem, não aceitar ser adestrada, mas existe as que querem adestrar seus machos e se acham feministas...
Alex, somos assim pois fomos criados por mulheres, são elas as culpadas.
Cansei de ouvir na minha infância: cala boca menino, homem não chora. O pau comendo em cima de mim e eu sem poder derramar uma lágrima.
Elas não, a elas foi dado o direito de chorar..por isso são mais bem resolvidas que os machos...
E agora reclamam?
Não sou nem um pouco machista...
inclusive me acho extremamente romântico,
por isto estou só sem namorada há mais de 3 anos...
elas dizem que gostam dos românticos, mas preferem os canalhas machistas.
Vai entender
Nem Freud explica...

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 08:04



Comentário de: Nessa · http://garotacocacola.com.br

Ai, Alex
Fazem séculos que não comento aqui.
Mas né, tive que vir, só para dizer que cada dia mais eu TE ADORO.
Haha.
Estávamos precisando de homens falando sobre feminismo, como a Lola disse.

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 09:01



Comentário de: Marjorie

Nossa. Amei um tanto esse post. Mesmo.

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 09:24



Comentário de: Patrick · http://caderno.allanpatrick.net

Flávia, nos países nórdicos a licença maternidade dura um ano e é compartilhada. A mãe só é obrigada a tirar um mês de licença. Os outros 11 meses podem ser divididos como o casal preferir. Então não há nenhuma vantagem para o empregador em escolher um homem ou uma mulher. E para as mães solteiras há ampla assistência, como creches em período integral.

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 10:10



Comentário de: Hilton Ferraz

É bom aprender a semantica das palavras, Agora posso gritar: "Socorro! Não sou machista, mas as female supremacist mal comidas estão me patrulhando!"
É como aplicar lidocaína na coceira!

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 10:37



Comentário de: Deborah Leão · http://arealidadeelouca.wordpress.com

Essas falsas simetrias são uma praga. "Ah, mas houve abuso dos dois lados", foi o que se ouviu muito durante as eleições, por exemplo. Uma forma de equiparar o que é claramente discrepante, minimizando as ofensas no melhor estilo ditabranda.

Um outro problema que o feminismo enfrenta é a acusação de que há tanta coisa mais importante a ser tratada antes - "ah, mas as mulheres estão bem, se comparadas aos velhinhos, às crianças famintas, aos rinocerontes brancos, é um absurdo ficar pleiteando direitos das mulheres se tem tanta gente tão mais necessitada". Como se uma coisa excluisse a outra, e quem luta pelos direitos das mulheres não lutasse também pelos gays, pelos negros, pelos pobres.

Excelente post, Alex.

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 10:58



Comentário de: Livia Pulido

Alex, muito bom. Mas que existem feministas radicais, malucas, "feminazis" ou "female supremacists" (chame como quiser), isso existem.

Aqui no trabalho, por exemplo, tem uma cidadã que acha que felação e sexo anal são "formas de dominação do homem sobre a mulher instituídas pela sociedade patriarcal"...

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 11:04



Comentário de: Eduardo Habkost · http://raisama.net/

Ótimo, então basta que uma "female supremacist" se esconda atrás do rótulo "feminista" que elas vão estar protegidas de quaisquer críticas? É isso?

E ai de quem resolver denunciar e dizer "você não é feminista de verdade!".


No final das contas o texto todo fala de um ser fictício e idealizado que é a "feminista perfeita" e não diz nada sobre a realidade, sobre quais casos em que uma crítica a quem se diz "feminista" (seja uma feminista "de verdade", de acordo com a sua definição, ou uma feminista falsa) seria válida ou não.

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 11:21



Comentário de: Alex Castro Email

"Aqui no trabalho, por exemplo, tem uma cidadã que acha que felação e sexo anal são "formas de dominação do homem sobre a mulher instituídas pela sociedade patriarcal"...

pois eh, a questao é que essas besteiras que ela fala nao tem nada a ver com o feminismo...

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 11:24



Comentário de: aninha

Oi Alex,
Então, não sei, juro, porque para mim definir feminismo como "a busca por direitos iguais para as mulheres", e só, é uma mega simplificação. Querer direitos iguais para as mulheres não torna ninguém automaticamente feminista, do mesmo modo que como lembrou muito bem a Aline, perceber desigualdade social não torna ninguém socialista (http://godotnaovira.wordpress.com/2010/09/04/o-saisons-o-chateaux/ )
Muitas posições de feministas são incômodas para mim porque o que eu percebo nelas não é feminismo, mas sim "regras de conduta para ser uma verdadeira feminista", e daí fica complicado. Não dá para comparar o conjunto de normas de uma parecela do movimento feminista com uma substância que causa alergia, e que se te incomoda é porque você é machista, ponto e acabou.
Até onde eu sei, as separatistas não são supremacistas, e não é tão difícil assim entender sua posição, embora ver uma pessoa citando o scum manifesto me deixe um pouco apreensiva.
No mais, qualquer comparação com nazistas é absurda, qualquer pessoa que fale "feminazi" é idiota.
Abs

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 11:43



Comentário de: Laura · http://twitter.com/lauritapereira

ow ricardo... vem cá que eu te dou colo, vem...

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 11:52



Comentário de: Teresa · http://twitter.com/TeresaSilvaLivr

Grande Alex! Tá vendo que a Lola não deixou de falar contigo?

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 12:15



Comentário de: Milena

"Cansei de ouvir na minha infância: cala boca menino, homem não chora. O pau comendo em cima de mim e eu sem poder derramar uma lágrima.
Elas não, a elas foi dado o direito de chorar..por isso são mais bem resolvidas que os machos...
E agora reclamam?
Não sou nem um pouco machista...
inclusive me acho extremamente romântico,
por isto estou só sem namorada há mais de 3 anos...
elas dizem que gostam dos românticos, mas preferem os canalhas machistas."

Prezado Ricardo Galvão,
1) Sinto dizer que sua mãe era machista. Mulheres machistas existem aos montes.
2) Quanto à parte do "mimimi estou sem namorada porque sou romântico mimimi", sugiro este post da Lola: http://escrevalolaescreva.blogspot.com/2010/12/critica-rede-social-alguem-ja-ouviu.html
Você com sua frat boy mentality podia fazer uma auto-crítica e ver se é por isso mesmo. Vai ver não é. Se, observando as pessoas com quem você convive, você concluir as mulheres gostam mesmo é dos canalhas machistas, CORRA e procure outra turma que essa sua é da pesada!

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 12:23



Comentário de: Permafrost · http://drplausivel.blosgpot.com

Minha esposa se auto-declarava feminista, e conhece quase toda a literatura, as discussões, &c. Já faz uns anos q ela renegou a descrição de feminista, e foi justamente pq as feminazis e/ou female supremacists existem sim e são sim protegidas de críticas pelo rótulo 'feminista'. E tou com ela: muito do q vc disse aí e do q muitas feministas dizem não tem a ver com feminismo, com a condição específica da mulher na sociedade. Não é uma questão de direitos iguais *pràs mulheres*. É uma questão de direitos iguais *pra todos*. Hoje ela é uma "respeitista".

E agora, meu aparte: enquanto uma pessoa feia, burra, pobre e ignorante ganhar instantameamente menos atenção (e portanto automaticamente menos direitos) do q outras, nada vai mudar. Todo ser humano é no fundo um canalha cretino hipócrita, muito prazer. A mulher só conseguiu uma participação maior na produção e administração de bens pq a economia assim quis e a tecnologia permite um grau maior de anonimato. Ponto. Discutir feminismo fora disso sempre será um passatempo.

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 12:25



Comentário de: Leonardo

Concordo com o texto, mas gostaria de saber como encaixar nele o conceito de "feminismo reverso", ou seja, usar da acusação de machismo para escapar de uma contrariedade normal, ou usar do fato para ser mulher para, por exemplo, agredir (e falo AGREDIR, soco de mão fechada mesmo) ou abusar do homem (automaticamente ter direito à guarda por ser mulher, e usar como argumento contra o marido, por exemplo) sabendo que "não pode ter troco"...

É muito comum a "feminista" tomar atitudes deste naipe (já vi e vivi muias dessas) e esperar não ter de arcar... Por feminismo. No mal sentido.

Notem as aspas acima.

Mas no mais, ótimo post.

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 13:19



Comentário de: Radical Livre

Muito bom, seu Alex. Animador quando é um homem quem fala estas coisas.

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 13:25



Comentário de: Rafael Madeira · http://twitter.com/abossal

O texto é bem intencionado mas mistura muitas coisas.

Certo, "feminismo é a busca por direitos iguais para as mulheres", mas quando homens reclamam que estão sendo perseguidos ou censurados por feministas, geralmente é porque fizeram alguma piadinha inconsequente ou comentário infeliz, que raramente tem a ver com cerceamento de direitos das mulheres.

É muito difícil, na sociedade brasileira moderna, alguém realmente defender a sério que mulheres não deveriam poder votar, trabalhar fora, ou serem impedidas CONSTITUCIONALMENTE de fazer qualquer coisa que homens fazem. Essa sim seria uma discussão acerca de *direitos* das mulheres, onde aí sim caberia o termo "feminismo".

Sexismo, por outro lado, são pensamentos e atitudes que revelam tendenciosidade contra um gênero. Comentários do tipo "lugar de mulher é na cozinha", "mulher dirige mal", etc. Quem diz isso, por mais machista que seja, geralmente não está realmente defendendo que mulheres deveriam ser proibidas por lei de dirigir ou de trabalhar fora. Só expõe uma mentalidade preconceituosa contra os indivíduos baseado no gênero deles. Aí sim isso se relaciona com o racismo, que foi usado como paralelo.

E é possível, sim, que existam *feministas* radicais, ainda que o CONCEITO de *feminismo* não o seja. Não é só porque algo foi proposto sob o pretexto do feminismo que vai estar certo, ou mesmo ser razoável ou equilibrado. Personagens como Mary Daly e Valerie Solanas já deixaram isso claro.

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 13:41



Comentário de: Naiara

Alex, adoro os seus textos, mas esse foi fantástico. Como alguém já disse, ele fala tudo o que eu sempre quis dizer mas nunca consegui formular pra quem me chama de radical, histérica, exagerada, e "você está de tpm, é isso?"
E olha, aproveitando, adoooro ouvir coisas como "somos assim pois fomos criados por mulheres, são elas as culpadas." É claro que uma sociedade machista tem mães que criam novos monstrinhos, mas extrapolar e dizer que a culpa é das mulheres, e " pobres de nós, homens, não podemos chorar" significa esquecer completamente que você está falando de uma situação opressora e que o oprimido NÃO é você, viu? É só mais outro daqueles argumentos que nos irritam profundamente. Fica a dica aí, romântico...

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 13:44



Comentário de: Roberto

Um textto desse só pra falar mal de mulher????? ta incomodado com mulher é só virar gay, cara...

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 13:48




Pois é, agora explica para a dona do blog do link aqui de cima que ela NÃO é uma feminista radical, e sim uma idiota completa... :)

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 13:49



Comentário de: Eduardo Habkost · http://raisama.net/

"Se você encontrar um grupo de comunistas que defende o sexo com cavalos, isso não quer dizer que o comunismo seja uma ideologia que defenda o sexo com cavalos. Isso quer dizer apenas que AQUELES comunistas defendem o sexo com cavalos - válida ou não, essa postura não tem nada a ver com o comunismo per se."

E se eu usar a palavra "comunista-que-come-cavalo" para me referir as comunistas que gostam de sexo com cavalos, isso deve ser interpretado como crítica generalizada ao comunismo? Devo ser apedrejado pelos comunistas, e acusado de chamar todo comunista de comedor de cavalos, sendo que eu estava apenas me referindo àqueles que pregam o sexo com cavalos?

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 13:57



Comentário de: Milena

Sempre que se fala em igualdade, há quem venha confundir igualdade com desconsideração das diferenças. Lembremos sempre Boaventura - "igualdade que não descaracterize e diferença que não inferiorize". Quando se buscam direitos iguais, o que se quer não é descaracterizar, mas observar o que temos em comum - a condição humana - aliada à compreensão de particularidades.

Em relação a este comentário: "É muito difícil, na sociedade brasileira moderna, alguém realmente defender a sério que mulheres não deveriam poder votar, trabalhar fora, ou serem impedidas CONSTITUCIONALMENTE de fazer qualquer coisa que homens fazem. Essa sim seria uma discussão acerca de *direitos* das mulheres, onde aí sim caberia o termo "feminismo".

Sexismo, por outro lado, são pensamentos e atitudes que revelam tendenciosidade contra um gênero. Comentários do tipo "lugar de mulher é na cozinha", "mulher dirige mal", etc. Quem diz isso, por mais machista que seja, geralmente não está realmente defendendo que mulheres deveriam ser proibidas por lei de dirigir ou de trabalhar fora. Só expõe uma mentalidade preconceituosa (...)"

"Só" expõe? E isso é pouco?
A etapa da conquista formal de direitos está aparentemente superada, o que não quer dizer que depois não venham outras, todas relacionadas com a conquista material, real, concreta. São mentalidades veladas ou nem tão veladas assim que ajudam a perpetuar práticas. Mas como diz o ditado: pimenta nos olhos dos outros é refresco. Difícil é se colocar no lugar do outro e tentar sentir o que é, diariamente, não poder praticar as ações mais bestas sem essa mentalidade sobrevoando.

Os direitos iguais só vão ser reais quando forem naturalizados, e isso perpassa todo tipo de atitude - das mais insignificantes (vamos combinar que só é insignificante pra quem pratica) às mais expressivas.

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 14:28



Comentário de: Paulo


fui acusado de machismo por uma guria que justificou dizendo que "minhas namoradas tinham que ser bonitas". tive um relacionamento mais longo, algo passível de ser chamado de namoro, em toda a minha vida, mas ainda assim ela foi capaz de fazer essa generalização. aparentemente, para não ser machista eu não poderia mais me sentir fisicamente atraído por ninguém, teria que me tornar um asceta ou apenas me relacionar com mulheres pelas quais não sentisse atração física nenhuma. é isso que muitos homens chamam de radicalismo, essa sanha acusadora, essa vontade de doutrinação do pensamento. obviamente que não deve haver meio-termo na luta por direitos iguais - não há radicalismo na luta pela liberdade. no entanto, neste caso, a intenção da garota me parecia não só a busca por direitos e tratamento iguais mas mesmo uma busca pela doutrinação do meu pensamento de acordo com padrões estéticos e sociais que lhe agradavam. isso me parece sim possível de ser chamado de radicalismo.


mais acima, a comentarista flávia falou sobre as diferenças biológicas entre homens e mulheres e recebeu como resposta um comentário dizendo que este tipo de explicação já foi usada para fins bárbaros como a opressão racial, dizendo inclusive que eram fruto de criações e papéis sociais impostos pela sociedade. esta resposta obviamente não faz o menor sentido pois, no caso exposto, as justificativas para o racismo eram completamente infundadas enquanto que as diferenças biológicas entre homens e mulheres são evidentes – mulheres carregam pessoas dentro de si, produzem leite e são fisicamente mais fracas, por exemplo. não pensei este assunto em profundidade suficiente para afirmar categoricamente como acho que isso deveria ser tratado, mas a negação destas diferenças óbvias e do fato que elas têm sim um efeito inescapável na criação de diferenças de atuação entre homens e mulheres na sociedade para mim pode ser classificado sim como uma visão radical da questão, na medida em que ignora evidências cabais que apontam estas diferenças. é no mínimo um wishful thinking extremo.


também endosso completamente o comentário do eduardo habkost. o crítico então não tem a liberdade de rotular “female supremacists” na medida em que as percebe mas as “female supremacists” tem toda a liberdade de se rotular “feministas”, nesta definição estrita apresentada no texto, e aí estarem protegidas contra qualquer contra-argumentação pois sempre o interlocutor será desqualificado como machista por questionar pontos da crença da “female supremacist” protegida por se auto-intitular “feminista”. sim, o feminismo é a busca por direitos iguais para as mulheres, mas essa definição de dicionário não basta para discutir todos os conceitos por trás da idéia já que as palavras têm significados que transcendem suas definições no Aurélio. se o problema é só semântico, então não há discussão. é só substituir em todos estes textos escritos por aí com o termo "feminazi" a palavra "feminismo" por "supremacismo feminista" e pronto. acho que dá para colocar na conta dos mal-entendidos, pois imagino que a maioria das pessoas - e digo a maioria porque há, claro, aqueles que sabem bem do que estão falando e mesmo assim são proponentes da dominação da mulher pelo homem - quis dizer justamente isso, "supremacistas feministas".


em resumo, achei o texto muito cheio de afirmações categóricas pouco justificadas. “se você acha y, então é z”, “a quer dizer b, esta é a definição”. poderia ter ido mais a fundo nessas coisas. negar a existência de forte misandria entre algumas auto-intituladas feministas é como negar a gravidade. é uma misandria que, na minha opinião, se espalhou pela sociedade at large. é algo natural no discurso público o tratamento do homem de forma depreciativa. a imagem de homens atrapalhados, desempregados e em situação de fraqueza é motivo de humor. tem uma frase famosa que vai assim: “no último quarto do século, nós expusemos viéses contra outras raças e chamamos isso de racismo e expusemos viéses contra as mulheres e chamamos isso de sexismo. Viés contra homens nós chamamos de humor”. é isso que incomoda a alguns homens, inclusive a mim, e essa rotulação automática de machista por levantar essas questões, além de ser uma postura, na minha opinião, desonesta intelectualmente, ajuda a manter num baú bem profundo, longe de qualquer discussão, questões importantes que afetam principalmente os homens mas que deveriam ser bandeira de luta de qualquer um que se preocupe com a emancipação do ser humano, como o fim da conscrição nas forças armadas, fim do viés nos julgamentos de custódia dos filhos e padrões educacionais declinantes entre os garotos, entre outras questões importantíssimas.


gostei do texto, apesar de preferir outros. no fim, o que acho é que não dá é para jogar de forma normativa assim, “se você não concorda comigo, você é machista”. só não coloca quem pensa assim no mesmo nível do sujeito que usa o “feminazi” porque, bem, tem aquela regra não-escrita e com a qual todos concordamos que diz que, falou em “nazi”, perdeu.

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 14:47



Comentário de: Ernesto

Só uma pergunta, sabidão. Quem é que decide o que é e o que não é feminismo? O que é legítimo ser defendido e o que não é?

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 14:59



Comentário de: Sara · http://www.leaoafeminado.blogspot.com

Muito bom. Como sempre, os grupos que não sofrem praticamente nenhum tipo de exclusão e preconceito são aqueles que julgam de forma equivocada(e fatalmente preconceituosa) aqueles que lutam por serem diminuídos e que sabem muito bem que a realidade é cruel com eles.


PermalinkPermalink 17.12.10 @ 15:04



Comentário de: Ernesto

"Aqui no trabalho, por exemplo, tem uma cidadã que acha que felação e sexo anal são "formas de dominação do homem sobre a mulher instituídas pela sociedade patriarcal"...

pois eh, a questao é que essas besteiras que ela fala nao tem nada a ver com o feminismo..."

Pronto, respondida a minha pergunta: quem decide o que é feminismo é o Sr. Alex Castro.

A Sarah Palin tem uma opinião parecida com a sua, só que em outro tema. Para ela, qualquer pessoa que questione o conceito de "excepcionalismo" dos EUA é um inimigo da pátria.

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 15:11



Comentário de: Rafael Madeira · http://twitter.com/abossal

Milena, não é "pouco", mas essa não era a questão. Eu estava ilustrando como o autor confundiu sexismo com feminismo.

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 15:21



Comentário de: Alex Castro Email

Só uma pergunta, sabidão. Quem é que decide o que é e o que não é feminismo? O que é legítimo ser defendido e o que não é?

tá aqui, assina a via rosa e a via verde, e passa a ser vc quem decide, parabens!

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 15:52



Comentário de: Elvis · http://epx.com.br

Me deu a impressão que o texto incorre na "falácia do escocês verdadeiro". Canonizar um movimento excluindo na teoria (mas não na prática) todos os seus excessos e exaltações.

A propósito, existe um simétrico ao feminismo, chama-se masculinismo.

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 15:55



Comentário de: aiaiai

PUTZ, quanta gente com coceira na mão! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 15:57



Comentário de: Marjorie

@aiaiai

Hahahaha repare bem. Só homens incomodados com o texto. E querendo definir eles mesmos o que é o movimento.

Coceira na mão total.

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 16:04



Comentário de: Paulo Candido

Sempre igual em todo lugar, né? A mesma ignorância. Gente, oi? Aqui, aqui, olha. Deixa eu complicar o que o Alex explicou de forma tão simples, só para ver se melhora:

Gênero é uma construção sócio-histórica. Existem homem e mulher como macho e fêmea da espécie humana, mas isto não se confunde com masculino e feminino. Porque masculino e feminino são estruturas socialmente determinadas e que se modificam ao longo da história. O objetivo todo o feminismo é modificar OS DOIS conceitos de forma a aproxima-los, o objetivo todo do machismo é manter os dois conceitos o mais separados possível de forma a manter a dominação de um sobre o outro (observa que esta definição desemboca rápido no GLTS também). Por isto a insistência do feminismo em trabalhar o discurso, porque eventualmente todas as formas de dominação são marcadas por um discurso específico. O questionamento do discurso equivale aqui ao questionamento da realidade que ele sustenta. Simples assim.

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 16:13



Comentário de: Hugo

Para um alivio do festival de baboseiras militantes do Alex:
O material do Farrell http://en.wikipedia.org/wiki/Warren_Farrell; em especial o
http://en.wikipedia.org/wiki/The_Myth_of_Male_Power é recomendado, embora a derrubada do mito do "pay-gap em genero" no " WHY MEN EARN MORE:" o torne tao interessante quanto.
Mas claro, material do Farrell é pra quem gosta de estudar e se interessa pelo tema - militante, como sempre, vai passar longe.


PermalinkPermalink 17.12.10 @ 16:27



Comentário de: Deborah Leão · http://arealidadeelouca.wordpress.com

Paulo Candido (pra não confundir com o outro), ainda bem que agora você escreve no Biscoito, senão eu ia engrossar o coro que te conclama a criar seu próprio blog.


PermalinkPermalink 17.12.10 @ 16:28



Comentário de: Fabiane · http://blog.fabianelima.com

Lembrei disso aqui: http://www.ted.com/talks/tony_porter_a_call_to_men.html

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 16:29



Comentário de: Hugo

"Porque masculino e feminino são estruturas socialmente determinadas e que se modificam ao longo da história"

Então toma um Evola:
http://www.counter-currents.com/2010/06/absolute-woman/

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 16:30



Comentário de: Alex Castro Email

Disse o Ernesto:

"Pronto, respondida a minha pergunta: quem decide o que é feminismo é o Sr. Alex Castro. "

Disse a Marjorie:

Hahahaha repare bem. Só homens incomodados com o texto. E querendo definir eles mesmos o que é o movimento. Coceira na mão total.

Pois é. Quando e se AS MULHERES reclamarem da minha singela definição, eu vou começar a questioná-la.

Se forem homens com argumentos machistas, isso só fortalece a definição...

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 16:33



Comentário de: elemesmo

"ow ricardo... vem cá que eu te dou colo, vem..."

É uma cilada, Bino!!

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 16:36



Comentário de: Vanessa Prates · http://www.vanprates.blogspot.com/

De fato, só tem HOMEM alérgico comentando por aqui - salvo um ou dois.

Affe.

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 16:49



Comentário de: Aperitiva · http://www.uniblog.com.br/aperitiva

Aff! Tem gente que acha radical toda forma de
pensamento que vai contra a sua.Se vc é homem ou
mulher, e acha que machismo não existe ou não é
um assunto importante o suficiente pra ser
discutido, então vá discutir em outro blog, com
assuntos mais amenos. O fato da mulher ser a
perpetuadora do machismo, principalmente no papel
de mãe, não quer dizer que o machismo é bom e faz
bem pra saúde.

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 16:51



Comentário de: Milena

Hugo, bastante arrogante seu comentário: "Mas claro, material do Farrell é pra quem gosta de estudar e se interessa pelo tema - militante, como sempre, vai passar longe."
Típico de quem tem preguiça de rever conceitos. Há militantes e militantes. Assim como há não militantes e não militantes.
Recomendo - brasiledesenvolvimento.wordpress.com/
- institutoalvorada.org/

Depois você me diz se continua com a idéia retrógrada de que militante não estuda. Se continuar só porque discorda da linha de pensamento desses exemplos que eu dei, paro por aqui na discussão.


PermalinkPermalink 17.12.10 @ 17:02



Comentário de: Paulo

"Se forem homens com argumentos machistas, isso só fortalece a definição."

o problema é a definição do que é um argumento machista. a impressão que estou tendo pelos comentários é que está sendo considerado machista qualquer argumento que não concorde com a característica normativa e absoluta do texto. fala-se de igualdade de direitos, de desconsiderar os gêneros e considerar as opiniões, e a cidadã vem e solta uma pérola como essa:

"Hahahaha repare bem. Só homens incomodados com o texto. E querendo definir eles mesmos o que é o movimento. Coceira na mão total"

diferentemente do alex, que falou em argumentos machistas - ainda que eu tenha objeções sobre como definir quais são estes argumentos - esta comentarista nem se deu ao trabalho, apenas desqualificou toda e qualquer opinião masculina contra o que acredita apenas porque masculina. assim, eu sou homem, então não posso opinar. bela igualdade.

" então vá discutir em outro blog, com
assuntos mais amenos."

mas discussão boa só existe entre pontos de vista diferentes. vá você a outro blog discutir assuntos mais amenos se o que busca não é o debate de idéias e sim apenas a confirmação dos seus pontos de vista.

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 17:10



Comentário de: wit man

"Existem homem e mulher como macho e fêmea da espécie humana, mas isto não se confunde com masculino e feminino."

que engraçado isso

"Porque masculino e feminino são estruturas socialmente determinadas e que se modificam ao longo da história."

(gargalhadas)

isso é sério? não é paródia?

eu milito por direitos iguais, direitos idênticos, para não ter que ficar ouvindo asneiras desse quilate

por favor, pessoas de todo o mundo, direitos iguais para todos antes que eu exploda de rir

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 17:17



Comentário de: Alex Castro Email

Wit Man,

O livro q explica e desenvolve essa sua dúvida tão hilária é justamente o Problemas de Gênero, de Judith Butler, linkado no texto. Sugiro que vc leia ou ao menos se informe sobre ele. Pode abrir seus horizontes.

Abraços

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 17:27



Comentário de: Marcelo Camanho

Essa discussão tá demais de engraçada. Daqui a pouco vamos processar a Mãe Natureza por "construir no contexto social dos mamíferos-felinos-de-grande porte as convenções de que o macho caça e a fêmea cuida dos filhotes, numa clara manifestação de opressão orientada pelo gênero."

Ou "a opressão socio-política-hormonal" que faz as mulheres (ops, "os indivíduos de gênero feminino") produzirem estrogênio e os homens (ops, "indivíduos de gênero masculino") produzirem testosterona, e culpar Deus(?) pelos efeitos que estes hormônios causam...

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 17:49



Comentário de: Arthur Costa

@Marcelo Camanho
E o que faríamos no caso das leoas? E das tarântulas? Se você ler sobre entomologia, ou mais abrangetemente sobre mamíferos, ficaria surpreso ao descobrir que somos uma das poucas exceções em matéria de sociedade "macho maior/mais forte/dominante x fêmea.

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 18:03



Comentário de: Paulo Candido

Bom que o prof. Alex estava aqui para clarificar meu pequeno comentário com a bibliografia pertinente, antes do wit man morrer de rir. Uma morte que seria obviamente atribuida às feministas radicais... A gente até esquece que nem Focault, nem Deleuze e Guatarri nem Derrida foram devidamente lidos ainda, quanto mais suas consequências.

Quanto ao Farrell, Hugo, se um dia no Brasil as principais lutas do feminismo pararem de ser sobre violência física e assassinato de mulheres por seus parceiros (por motivos torpes, fúteis ou passionais), lutas do século 19, a gente pode sentar e começar a pedir que elas "nos ouçam, porra"(com voz embargada). Enquanto este dia não vem, quem sabe o Almir Sater ajude:
http://www.youtube.com/watch?v=HvNHKIb_N1o

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 18:53



Comentário de: Hugo

Milena,

"Há militantes e militantes."

Tem razão. O que nao quer dizer que em geral não sejam representados pelos individuos mais barulhentos e ignorantes de seu meio- tvz pq populacho goste mesmo é de retorica simples.

É militante gay fazendo um estardalhaco porque 1 gay é morto a cada 2 dias(e esquecendo que 50.000 pessoas sao mortas/ano no Brasil >> mais que 130/dia!), é sou-da-paz fazendo campanha contra arma em casa citando numero de criancas mortas em acidentes c/ armas(e esquecendo de comparar com o numero de criancas mortas envenenadas com produto de limpeza ou ainda afogadas na piscina) , é abortista falando que acontecem 1.25 MI abortos/ano no BR(sem registro do fato, de onde tiram esses numeros?), e por ai vai. Como não achar os militantes que endossam um "argumento" destes completos panacas?

A impressao que fica é de que o militante ou é burro pra caramba e nao percebe o ridiculo do argumento OU é safado e ta tentando uma falacia que só cola nos mais idiotas OU é ignorante mesmo e nem passou pela cabeca dele/dela estudar o assunto a fundo - afinal ele quer "mudança", mesmo que sem ter entendido porque diabos/como as coisas estão como estão.

No caso dos movimentos "sociais" em voga(os casos acima sao facilmente encontrados via google), dá gosto ser reaça, retrógado, ou qualquer outro termo associado a reação, contra-revolução ou resistencia.


PermalinkPermalink 17.12.10 @ 18:56



Comentário de: aiaiai

Depois dessa sugestão carinhosa do Paulo Candido eu duvido que alguém ainda tenha coragem de dizer que nós feministas - meninas e meninos - não somos meig@s!

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 19:04



Comentário de: Hugo

Paulo Candido,

Eu acho que o brasilerio mata por motivos fúteis e que tem impunidade absoluta pra todo tipo de crime na Banânia.

Se vc me mostrar que morre mais mulher de cacete de companheiro corno ou rejeitado do que morre mulher assaltada, eu comeco a me preocupar. Até lá, eu vou achar é que militantes tão usando casos de violencia geral para ilustrar uma causa particular.

Brasileiro gosta de resolver as coisas no cacete, na peixeira ou no resolver. Cultura violenta + impunidade total.É um problema que transcende machismo. Não é o marido que esbofeta a mulher e depois nao da nada, qqer pessoa que esbofetar a outra no BR nao dá nada.

Querer que um brucutu que briga na rua, da porrada em torcedor de time rival, "nao leva desaforo pra casa", nao de uns cacetes na companheira "combatendo uma cultura machista", é, no minimo, ridiculo.

Se o cara e um ogro, vai ser ogro com a mulher, com a filha, com o sô Zé da padaria, co o motorista do onibus. Nunca vi um cara do bem, pacifico, law abding, dando porrada na mulher de maneira contumaz, sempre é um sociopata, que, quando se vai a fundo,descobre-se que é violento em outros ambientes e situacoes.



PermalinkPermalink 17.12.10 @ 19:06



Comentário de: Paulo

arthur, no caso das leoas, elas não são mais fortes que os leões. machos podem chegar a até 2,5m de comprimento (cabeça e corpo, sem o rabo), enquanto fêmeas raramente ultrapassam 1,75m. os leões machos, além de terem maior dificuldade na caçada devido ao seu tamanho que torna difícil a camuflagem, são aqueles que defendem o bando em caso de ataque de leões de fora. a sua afirmação de que somos uma exceção como espécie não é verdadeira. tanto não é que existe um termo que denomina o macho dominante, o famoso alpha male. logo, tentar justificar a afirmação de que as diferenças entre homens e mulheres são todas construídas socialmente em bases naturais, como se na natureza isso fosse exceção, é impossível pois a premissa não é verdadeira.

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 19:09



Comentário de: Paulo

até porque os animais alpha adquirem essa condição em seus bandos normalmente através da superioridade física i.e. na porrada mesmo, e dado que normalmente os machos são maiores e mais fortes - nas espécies de mamíferos isso é ainda mais claro - geralmente são estes que ocupam esta posição dominante. assim, mais uma vez, não há como suportar este seu argumento, pelo menos não em bases naturais.

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 19:15




Engraçado mesmo, machinhos, é ver gente ter tanto orgulho da sua ignorância. Sabem que existe todo um campo acadêmico chamado Estudos de Gênero? Já ouviram falar? É hilário, definitivamente. Deixar a sua burrice registrada num comentário pra toda a internet ver, olha, não é pra qualquer um. Exige cojones!
Hugo já delimitou o nosso escopo: nós militantes feministas ou somos burras ou safadas. E aí, o q vcs preferem? Acho q gosto mais de safadas, q ao menos tem uma conotação sexual bem legal. Feminazis Safadas, vamos nós!
(esses últimos dias minaram qualquer esforço meu de tentar educar meninos mimados).
Que sucesso essa caixa de comentários, Alex! Pena que alguns sejam tão, digamos, abaixo da cintura... Mas pelo menos a gente se diverte!

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 19:17



Comentário de: Paulo Candido

Hugo, eu pessoalmente considero este argumento geral uma falácia perigosa.Aliás foi a falácia que eventualmente gerou este artigo, comparar os incomparáveis.

A imensa maioria dos crimes passionais, dos assassinatos "em defesa da honra", os casos de violência doméstica, são praticados contra mulheres por seus parceiros e/ou ex-parceiros. Entendo que a luta contra este tipo de violência é uma da principais bandeiras dos movimentos feministas.

A falácia é tentar igualar esta luta específica à luta geral. Desqualificar as características específicas destes crimes e jogar tudo na vala comum do "o brasileiro é assim mesmo" (ginga, malemolência e espancamento de mulheres?). É contra este estado de coisas que este grupo específico luta, contra mulheres que morrem apenas por serem mulheres.

Aliás o mesmo vale para os gays, cujo assassinato você desqualificou mais acima. O que o movimento gay denuncia é a morte de gays pelo mero fato de serem gays. O equivalente da fantasia de alguns aqui: se existisse algo digno o nome "feminazi", seria um grupo que mataria homens apenas por serem homens e heterossexuais.

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 19:19



Comentário de: Arthur Costa

Paulo, minha intenção não era dizer que a natureza "apóia" mais o feminismo ou o machismo, desculpe se deixei a entender isso. Quanto a Leoa, sim, ela é menor e mais fraca (fisicamente falando) do que os leões, mas vale ressaltar que a tarefa de caçar é dividida entre eles (os leões só caçam quando a presa é maior, como um búfalo). No reino dos invertebrados então a coisa fica ainda mais complicada, já que até mesmo nas questões físicas as fêmeas geralmente ganham (sendo maiores ou dominantes).
Enfim, vale lembrar que a natureza é simplesmente indiferente, prevalencendo a seleção natural, aonde o mais apto leva. O que nos diferencia de quase todos os outros seres vivos é nossa capacidade de "entender a dor do outro" o que, teoricamente, já deveria ser o suficiente para que esse post, e essa discussão toda, nem existisse para início de conversa.

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 19:29



Comentário de: ricardo galvão

Alex aqui descobri que:
Minha era machista;
Militante é burro;
e o Hugo é DEUS e vai brigar com o cara que assinou as duas vias: a verde e a rosa...
kkkkkkkkkkkkkk

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 20:14



Comentário de: Flavia

Querido aiaiai (ou será querida?) não dá nem para conversar com quem não se dignifica a colocar o próprio nome. Vai você olhar para além do seu umbigo, e vê re-le o comentário pq parece que the joke is on you.
Patrick, eu conheço essa conduta. Um amigo meu inclusive acabou de ter filhos lá e está em casa curtindo, só que aqui é Brasil.

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 20:23



Comentário de: Marcelo Camanho

Gente, vocês se levam muito a Gente, vocês estão se levando muito a sério. Nâo é uma disucssão no blog do Alex que vai mudar uma vírgula que seja na situação das mulheres.

Ademais, as mulheres JÁ tem os mesmos direitos que o homem, pela Constituição [*]. A luta nâo é mais para mudar a lei, é fazer isso entrar na cabeça das pessoas - e é aí que as "feminazis" (e aqui estou me referindo à minoria radical do movimento feminista) atrapalham. Como vivemos na era do espetáculo, as radicais recebem muito mais divulgação do que merecem, e pessoas que de outra forma aceitariam tranquilamente a igualdade de direitos começam a ter dúvidas.

Essa discussão toda no blog é muita luz para pouco calor - aposto que no bottom line todos aqui pensam exatamente o mesmo: as mulheres devem sim ter todos os direitos do homem. Só que alguns (eu entre eles) acham que nesse aspecto as coisas estão bem encaminhadas, e que no Brasil existem problemas MUITO mais sérios que não recebem um décimo da atenção porque não tem suas "feminazis" para chamar atenção - como por exemplo os acidentes automobilísticos, onde a lei ainda é de uma permissividade inacreditável.

A não ser que alguém aqui realmente ache que um boquete é "dominação social falôcentrica" ou que "lugar de mulher é no fogão" (para pegar extremos dos dois lados).

[*]Nota de rodapé: interessante reparar que a recíproca não é verdadeira: as mulheres tem todos os direitos do homem e ainda alguns "privilégios", como o direito de se aposentar mais cedo... :)

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 20:45



Comentário de: Marcelo Camanho

Aviso anti-troll: não quis dizer que o fato da Constituição garantir os mesmos direitos é uma panacéia universal que resolveu a situação - apenas que no sentido legal a luta das mulheres já obteve vitórias que outras lutas, tão legítimas quanto, ainda não conseguiram.

Exemplo: Um idiota que espanque a mulher hoje em dia vai enquadrado na Lei Maria da Penha, enquanto um atropelador embriagado e acima do limite de velocidade consegue escapar de qualquer punição porque a lei é antiga e permissiva.

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 20:52




o que neguinho nao é capaz de fazer para ser
popular entre as mulheres...

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 21:06



Comentário de: Alex Castro Email

o que neguinho nao é capaz de fazer para ser
popular entre as mulheres...


claramente, funcionou.

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 21:12



Comentário de: Kitagawa

Ah, me desculpem, mas qualquer argumento baseado na vida animal não vale nada. Mesmo aquele que diz que femeas selecionam e machos querem traçar todas, melhor encarar como mera retórica machista. Vamos reconhecer o excepcionalismo humano na sua capacidade de se moldar através da cultura, ok? E felizmente não sabemos onde termina o instinto e começa a construção cultural. Mas a construção cultural com certeza predomina. Tire a cultura do homem e ele vira não muito mais que um macaco que não ve sentido em limpar a bunda. Enfim, se a mulher quiser traçar todos, fique à vontade. ;)

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 21:55



Comentário de: Paulo

ok, arthur, entendi. só acho que não é o caso da "discussão não existir". não vejo o absurdo que alguns estão vendo. acho que o marcelo camanho capturou perfeitamente o espírito desse debate em seus últimos dois comentários. além disso, só acrescento que parte da minha motivação é que não concordo com essa rotulação e desqualificação automática como machista de quem quer que tenha um pingo sequer a falar em desacordo com qualquer questão que seja que envolva feminismo, supremacismo feminino (ou sei lá como se diz em português), feminismo radical ou como quer que queiram chamar.

em tempo, acho o uso do termo "feminazi" um tanto insensível, mas acho também que a reação, imputando uma carga de culpa no sujeito que começou isso como se o cara fosse contra as mulheres, um supremacista masculino, arauto do patriarcado, quando na verdade, ao que me parece, o sujeito é totalmente pró-feminismo e somente teve pouco bom senso na escolha dos termos. essa postura combativa ao extremo, buscando constantemente um alvo para esculachar, é outra característica de certos ativistas políticos que, independentemente do rótulo que se arrolam, pode ser considerada um tanto radical.

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 22:23



Comentário de: Vanessa Prates · http://www.vanprates.blogspot.com/

Acho cômico demaaaais esses homens que JURAM que o Alex escreve isso unicamente para se gabar entre as mulheres!
Amigo, o Alex faz sucesso, pois demonstra capacidade de pensar...E isso é sexy demais! Muito mais do que qualquer bíceps bem trabalhado.

E @Sr. Lesma Lerda, vc acredita mesmo que é impossível existir homem feminista? Se sim, por favor, me diga o pq dessa sua afirmação.
Você pensa que as pessoas, homens e mulheres, "fazem" e se "modelam" unicamente para comer umas as outras? Vc não acredita que as pessoas são racionais a ponto de reconhecerem coisas como racismo, machismo, homofobia e etc?
Vc, por acaso, seria daqueles que se aproveita da vantagem oferecida pela sociedade patriarcal, não abrindo mão da mesma, pois sua postura é privilegiada, já que lhe oferece uma posição de dominante? Ou você ACREDITA em determinismo biológico, onde a "condição" feminina é decorrente da vontade da mãe natureza?

Daí que fico aqui, pelos buracos, só pensando e pensando...

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 23:28



Comentário de: Hugo

@Lola: coisa fofa, O Farrell é um academico de gender studies...*a-hem*...

PermalinkPermalink 18.12.10 @ 00:54




Chato mesmo são as "blindagens" (PALAVRA QUE
NA ORIGEM TEM A MESMA RAIZ DE CEGUEIRA) que
"MINORIAS" mais barulhentas vão construindo
para si e impedindo o debate: judeus não
podem ser criticados por causa do "holocausto"
negros não podem ser criticados por causa
da escravidão, mulheres não podem ser critica-
das por causa da servidão doméstica, gays não
podem ser criticados por causa da homofobia..
e por aí vai.
Na verdade a injustiça do preconceito
discriminatorio está na escolha de um só grupo para odiar; traduzindo: homens e mulheres são igualmente
pavorosos e abjetos, no geral...então não ha
pq fazer diferenciação de genero. Todos são horriveis..ou não???

PermalinkPermalink 18.12.10 @ 10:09



Comentário de: Carlos Henrique

Sugiro trancar todo mundo - machistas, feministas, dominantes, nazis e etc - em uma sala e deixar todos se matarem de porrada.

Quem sabe assim, quem ficou do lado de fora não possa viver uma vida saudável e equalitária. Quem quer que seja.

PermalinkPermalink 18.12.10 @ 12:52



Comentário de: Isolda GN · http://nenhuma

"Se você encontrar um grupo de "feministas" que defende supremacia feminina, ou que mulheres são melhores que homens, etc etc, idem idem."

muito bom texto...e é a primeira vez que vi alguém reconhecendo que existe feminismo radical e que este é(aos meus olhos e com toda franqueza)pura maluquice;não me sinto nem um pouco representada ou defendida por mulheres que pregam o mesmo ódio que muitos homens sentem por nós.E elas são muito misógenas também,basta discordar com elas que memso vc senedo mulher,é alvo das mais horrendas ofensas.Então,nada tem de defender nossos direitos humanos.Cansei de ver militantes agressivas e boca sujas,que perdem a cabeça perante qualquer qquestionamento,como podemos observar nuns comnetários acima...

De tanto ver estas coisas em supostos grupos "feministas",agora meu ativismo é em grupos humanistas,bem melhores e a favor da igualdade de todos,sejam homens,mulheres,homossexuais,indios,negros etc.

PermalinkPermalink 18.12.10 @ 14:10



Comentário de: Euclides F. Santeiro Filho

Olá,

O negócio tá piorando, amigo.
Começam a cair as máscaras da "blogosfera progressista".

Agora o Rovai, do blog do Rovai e da Revista Fórum, resolveu ser orgulhoso também e dizer que achar a opinião de outro equivocada e esperar um reposicionamento ante argumentos contestadores é chatice.

http://www.revistaforum.com.br/blog/2010/12/13/nem-bloco-homogeneo-de-feministas-nem-quadrilha-de-blogueiros-progressistas/comment-page-1/#comment-21521

Já me posicionei em relação à última resposta dele, estou aguardando moderação de meu último comentário.

De qualquer forma sinto que é importante atentar para esse meu debate com o Rovai, pois ele demonstra como os argumentos devem prevalecer sobre os argumentadores.

Ele já escreveu coisas muito interessantes, com opiniões bem inteligentes, mas dessa vez pisou na bola feio comigo.

É bom colocar as coisas no devido lugar e começar a tirar do pedestal certas pessoas e grupos. Não é só porque alguém defende idéias fundamentais para uma convivência em sociedade mais democrática e libertária que essa pessoa está alheia à fiscalização, a cobranças.

Espero que o debate continue pela blogosfera, porque lá no blog da Revista Forum acho improvável.

Gostaria de uma opinião sua sobre essa postura vaidosa tanto do Nassif quanto do Rovai.

Abraços.

PermalinkPermalink 18.12.10 @ 22:20



Comentário de: walt wit man

ah, eu não tenho a menor dúvida de que ler a senhora Butler me informaria do significado que ela mesma deu para masculino e feminino

para saber o que ela acha, ler os livros dela deve ser muito informativo

mas "masculino e feminino são estruturas socialmente determinadas" continua sendo asneira

eu milito diariamente pela igualdade entre seres humanos, até ficaria contente e feliz com um sistema matriarcal

mas eu milito porque não vim ao mundo para sustentar vagabunda, mulher tem que trabalhar e produzir o mesmo que homem, ganhar o mesmo, e se responsabilizar o mesmo

ah, não pode? tem que apoiar os direitos da mulher pelos mesmos motivos que a senhora Butler?

e milito sabendo que a igualdade sonhada trará à tona os mesmos defeitos nas mulheres que agora elas reclamam nos homens

O Damastor Dagobé falou direito, todos são horríveis, a feminista é farinha do mesmo saco que o machista

PermalinkPermalink 18.12.10 @ 22:48



Comentário de: cris · http://quitanda2008.wordpress.com

Já te disse que que você é lindo? Beijos na boca <3

PermalinkPermalink 19.12.10 @ 11:38



Comentário de: Genital Lacerda

pequeno flagrante da vida real: minhas co
legas de trabalho ganham mais de 20.000 por mês, nao trabalham quase nada..são todas, obviamente, letradas, viajadas, doutoradas, psicanalizadas e o escambau, todas em torno do 50 anos lipadas, botocadas, esculpidas..e discutem feminismo o tempo todo, obviamente; ultima pauta:
o modo perverso e cruel que os homens usam para
reduzi-las, inferiorizar-las e controla-las são os diminutivos carinhosos que as infantiliza e desqualifica; a discussão segue acalorada até que uma delas de dá conta que é hora do almoço e grita para
para as outras..."lindinhas...hora de papá"..e saem todas chilreando como pardais pelo corredor.

PermalinkPermalink 19.12.10 @ 12:17



Comentário de: Ana

É hilario ver alguém igualar uma discussão sobre como uma mulher buscar tentar controlar seu reflexo de vomito pra poder agradar o parceiro fazendo garganta profunda fala de uma relação de dominancia com a condenação do sexo oral, ou falarem que alphas são apenas machos, ou que feminino e masculino não são contruções culturais e sim biológicas (deus quis assim), e ainda acharem que não são machistas. É melhor chorar de rir que de desgosto ao ver como alguns homens se desesperam com o assunto.

PermalinkPermalink 19.12.10 @ 15:01



Comentário de: Rogério Santos · http://www.efemeridesbaianas.blogspot.com

"mas eu milito porque não vim ao mundo para sustentar vagabunda (...)"

Putzzz!!! Sensacional.

PermalinkPermalink 19.12.10 @ 23:00



Comentário de: raf

Ai ai. Tem gente louca e gente sensata nesse mundo (e toda uma gradação entre eles, claro). Ambos podem defender causas, mas os loucos se destacam mais. Uma louca female supremacist (ou como quiser chamar) defendendo o ponto de vista dela e se protegendo atrás do rótulo feminista vai chamar atenção e chocar gente distraída. A coisa mais normal do mundo é o distraído se defender com a mesma força com que se sentiu atacado. E aí sobra pro rótulo.

Quando é que isso vai acabar? Quando todo mundo deixar de ser machista ou quando todo mundo (machistas, feministas e o resto) passar a cagar e andar pras besteiras que os outros falam. Bem... Acho que não vai rolar, infelizmente.

Mas o seu discurso é algo que já vi várias vezes. É assim (como vc até resumiu no final): "Tuituti" é o conceito a ser defendido.

Não vamos confundir as coisas. Tutituti não tem nada a ver com esse povo que defende o sexo com cavalos. O que acontece é que tem um bando de Tutituters que defende isso. Tutituti é isso, isso e aquilo (viu como é inteligente e sensato?). Então se vc fica incomodado com o movimento Tutituti, então vc é um preconceituoso (shame on you!).

Nada errado nesse discurso. É bastante honesto e direto. Válido e importante.

Porém por mais importante que seja e o é muito no caso do feminismo, esse discurso é desgastado, chato, rançoso. Esse discurso soa como um mimimi, um choro. Por favor, não trate mal meu conceito (como se o conceito ficasse estagnado pra sempre).

Já vi gente defendendo programas de computador (linux X windows), estilos musicais (heavy metal, rap, hip hop, funk) e outras coisas com esse mesmo discurso.

Acho que vc está certo no que expôs, mas escolheu uma maneira incrivelmente chata e entediante de fazê-lo. Mas, nem sei se tem uma maneira boa de fazê-lo. Ô mundo custoso.

abraço

PermalinkPermalink 20.12.10 @ 01:18



Comentário de: Marco Túlio Gontijo e Silva · http://marcot.eti.br

Olá.

Gostei muito de algumas partes do seu texto, como por exemplo o esclarecimento sobre a diferença entre machismo e feminismo, que eu já havia percebido que é ignorada por muita gente; e o cuidado de explicar que a atitude de um grupo de feministas não define o feminismo.

Quando penso em pessoas incomodadas a partir de atitudes das feministas, eu não penso em pessoas incomodadas com o feminismo, mas com a forma utilizada por um grupo de feministas para colocar suas opiniões. É como em qualquer visão de mundo: existem cristãos que nem vão te falar sobre sua crença e existem cristãos que ficam gritando na rua sobre isso; existem comunistas que tentam dialogar e explicar os conceitos do comunismo para as pessoas e existem outros que acreditam que só uma revolução é capaz de mudar a mentalidade predominante. No meio em que eu frequento mais, do Software Livre, também existem ativistas que recebem bem pessoas do mundo propietário, tentando dialogar e conquistar mais adeptos ao Software Livre; e existem outros que se limitam a atacar tudo o que não está de acordo com sua visão de mundo.

O que me incomoda em algumas feministas é essa atitude, e é isso que eu penso quando ouço patrulhamento. Por uma época eu frequentei um evento feminista, e após participar por alguns anos, me senti compelido a propor uma oficina em um determinado ano. Na minha proposta, não fiz uso de linguagem inclusiva (por exemplo, garotxs). Na época nem pensei nisso, estava focado no conteúdo da oficina e, se fosse fazer, faria de outra forma, ou usando os parênteses (garoto(a) ou garota(o)) ou simplesmente alternando, dizendo hora garoto, hora garota. Minha proosta foi atacada insistentemente por algumas pessoas do grupo, não pelo conteúdo, mas por eu não ter usado linguagem inclusiva.

Sim, eu não me considero machista. Sim, eu fui patrulhado. Então, nessa ocasião, eu gostaria de dizer: "Socorro! Não sou machista, mas as feministas estão me patrulhando!" Mal-comidas já é machista por si só, e isso realmente eu não diria.

Talvez por ter passado por essa situação, eu sinto empatia por quem se sente patrulhado, e entendo o ponto de vista deles. O seu texto me passou a seguinte impressão: Se você está se sentindo patrulhado, você é machista. Isso faz sentido em um mundo ideal, onde todas as feministas são perfeitas e só tomam atitudes perfeitamente coerentes. No mundo real, eu percebo elas, assim como vários outros grupos, abusando do fato de se acharem sempre com a razão. Exemplos: grupos assistencialistas, associados a religiões ou não; defensores do Software Livre; militantes comunistas. Enfim, pessoas que acham que está acontecendo uma guerra e elas estão do lado certo da guerra e, por isso, estão sempre certos. Seu texto me parece legitimar esse tipo de atitude.

Nesse exemplo que dei, tenho certeza que a recepção da mesma proposta, com o mesmo conteúdo, teria sido muito diferente se o remetente fosse uma mulher. Se fosse um homem gay também, talvez uma reação moderada. Mas eu era homem hetero, a categoria onde se encontram as pessoas mais machistas, e merecia ser tratado como tal. Onde é que está a discriminação mesmo?

Parabéns pelo texto e espero que compreenda.

Axé!

PermalinkPermalink 20.12.10 @ 09:48



Comentário de: Aperitiva

Pois é... só pra ilustrar bem o que é machismo
na minha pobre visão ignorante.

Situação 1: mulher espera marido chegar em casa
para pregar aquele quadro na parede, mesmo sabendo
que ela tem condição física e conhecimento pra isso.
ELA É MACHISTA.

Situação 2: Homem janta e deixa o prato em cima
da pia pra mulher lavar, porque é assim que ele
aprendeu em casa com a mãe machista dele.
ELE É MACHISTA.

Situação 3: Mulher que trabalha fora e ganha o
próprio dinheiro, mas não aceita dividir conta
de restaurante com o parceiro. Motel então, nem
pensar. ELA É MACHISTA.

Situação 4: mulher dá uma navalhada no trânsito.
O motorista ao lado (homem) fala ou pensa
"tá vendo? Só podia ser mulher".
ELE É MACHISTA.

Situação 5: Homem se apronta pra trabalhar e
percebe que sua camisa preferida não foi passada.
Reclama com a esposa, dizendo que ela é relapsa.
ELE É MACHISTA.

Situação 6: reunião da escolinha das crianças,90%
dos pais que comparecem são mulheres.MACHISMO
SOCIALMENTE CONSTRUÍ;DO.


PermalinkPermalink 20.12.10 @ 11:48



Comentário de: Euclides F. Santeiro Filho

A ironia da ironia é que quem procurou pelo em ovo e patrulhou foi o tal do autor do texto das "feminazi", pegando uma frase da Dilma e transformando nessa polêmica toda.

Será ele o "desagregador" que a ridícula caça as bruxas está procurando?

Quanto desrespeito à lógica, valha-me Deus!

PermalinkPermalink 20.12.10 @ 12:35



Comentário de: Fredd Oliveiras · http://freddoliveiras.com.br

O mês de dezembro de 2010 foi marcado pela polêmica em torno do assunto "feminismo" na blogosfera. As discussões tiveram a nobre função de forçar as pessoas a tornarem mais precisos os seus pontos de vista acerca do tema. Aproveitando a avalanche de idéias quero publicar a síntese de alguns comentários que fiz em vários blogs e jornais.

O único problema na luta de poder entre homens e mulheres é o fato de nós homens insistirmos no nosso machismo. A mulher tem a chave do nosso ser emocional. Isso faz com que o homem reaja tentando dominá-la. O resultado é esse mundo deformado e antinatural.

Essa chave se localiza no inconsciente do homem, na concepção irreal que temos da mulher: a santa, dócil, perfeita. O movimento feminista tem nos ajudado tomar consciência da mulher real, de carne e osso. A luta feminina pra dirigir o mundo diretamente (e não mais através do homem) também nos liberta, não só à mulher.

O homem do futuro é mais feliz por que é livre.

Viva o feminismo!!!

Fredd Oliveiras
Músico
http://freddoliveiras.com.br

PermalinkPermalink 20.12.10 @ 12:53



Comentário de: Joel Pinheiro · http://protosophos.com

"Vamos combinar: se o feminismo é a busca por direitos iguais para as mulheres, então é impossível ser feminista radical."

Questione suas premissas, Alex. A feminista radical é exatamente aquela que deixou de lutar por direitos iguais, e agora luta por outras coisas: vantagens legais para as mulheres, vantagens econômicas ditadas por lei para as mulheres, homem como ser intrinsecamente imoral e inferior à mulher, homem como inimigo, lesbianismo como moralmente superior a heterossexualismo, e ainda lêem toda a história da humanidade como uma relação de opressão dos homens contra as mulheres.

Nada disso é luta por direitos iguais. E tudo isso recebe amplamente o nome de feminismo. Ou seja, cuidado com as palavras que você usa; não é só porque você estabelece uma definição que essa definição é a corrente.

Entendido isso, fica claro que o uso de feminazi para tais "feministas" (que pela sua definição estrita nem deveriam ser chamadas de feministas) vem bem a calhar. Comentei sobre isso aqui: http://protosophos.com/etica/a-querela-das-feminazis/

PermalinkPermalink 20.12.10 @ 16:17



Comentário de: Dandi · http://dandi.blogspot.com

Eu adorei o texto! Até porque eu escrevi um super parecido no meu blog. Podem até me acusar de plágio, mas não tinha lido seu texto antes. Rs

Um abraço, mestre!

PermalinkPermalink 20.12.10 @ 23:16



Comentário de: Danieli · http://www.imprensananica.blogspot.com

Olá Alex,
parabéns pelo texto, gostei muito!

PermalinkPermalink 21.12.10 @ 18:11



Comentário de: Amanda G. Carneiro · http://mandaamerda.blogspot.com

ADOREI o texto e vou divulgá-lo! Vou passar a frequentar mais (;

--

Li essa discussão inteira e cheguei a algumas conclusões:

Existem pessoas que não sabem interpretar o que as outras falam e causam mais confusão;

Existem pessoas que querem discutir, mas querem IMPOR suas opiniões, sem ao menos refletir sobre aquilo que a outra pessoa disse... e isso não é discussão.

OBS: Não estou especificando!

--

Eu concordo com muitas pessoas:

"Feminazi" é um termo muito insensível, ridículo e só remete àquele velho pensamento de que feministas são autoritárias;

Essas "feministas radicais" ou "femistas" que se dizem "feministas" acabam levando mais atenção e muitas pessoas concluem, sem questionar ou pesquisar ao menos no dicionário que o feminismo é o mesmo que machismo;

Ficar aqui discutindo não vai fazer toda a diferença, mas é o primeiro passo;

Existem milhões de outros problemas além de violência doméstica (e outros problemas abordados pelo feminismo) para serem discutidos e resolvidos, mas não acho que existe um grau de relevância, todos são importantes.


... Enfim, foram muitas opiniões e tive algumas ideias para postar sobre o assunto no meu blog.


http://mandaamerda.blogspot.com
http://twitter.com/mandaamerda

PermalinkPermalink 22.12.10 @ 17:24



Comentário de: Tim

Hm, tava indo bem até:

"Pois é. Quando e se AS MULHERES reclamarem da minha singela definição, eu vou começar a questioná-la."

Uai, agora determina-se quem pode questionar definições baseado em gênero?

Por que homens não podem contestar a definição? E se homens não podem contestar a definição, porque um homem pode definir, em primeiro lugar?

Digo, você é um homem, que faz uma definição do movimento feminista, mas só aceita contestação vinda de mulheres? Homens podem definir mas não contestar definição, então?

Note que, na verdade, não estou contestando a definição, ela me parece boa. Mas isso não faz muita diferença, uma vez que eu só tenho a opção de concordar — se discordasse, minha discordância seria descartada, aparentemente, pois não sou mulher.

E se vier uma mulher machista e reclamar da sua singela definição? Se um homem feminista contestar, não tem valor?

Ou homens não podem ser feministas? Se não podem, então, volto, como que eles podem definir o movimento feminista? Se não podem, então porque você definiu?

Se homens podem ser feministas, se podem definir o movimento feminista, então porque você só leva em conta críticas de mulheres à sua definição?

(A propósito: houveram mulheres que reclamaram de sua definição. A Aninha, por exemplo, foi uma.)

PermalinkPermalink 22.12.10 @ 23:16



Comentário de: Alex Castro Email

tim,

sério,

eu acho tão fofo qt vejo homens inconformados de haver UMA coisa no universo q não são eles q controlam ou definem! parece aquelas crianças q começam a chorar de frustração quando vêem q o mundo não gira em torno delas. mas ó, força aí. é todo um aprendizado. a frustração que vc está sentindo agora é o primeiro passo. o próximo é aceitação.

boa sorte na sua jornada de auto-conhecimento!

PermalinkPermalink 22.12.10 @ 23:38



Comentário de: Angorá

Ao feminismo, socialmente desejável, deveria corresponder
outras lutas igualitárias de condições de trabalho. Óbvio?
Então por que um casal de professoras lésbicas reivindicam
direitos previdenciários e sucessórios como casal, ambas
aposentando aos 25 anos de trabalho, enquanto o travesti
professor precisa 30 anos para aposentar. A calça X resto?
Seria esta outra falsa simetria? Pingaram em qual mão?
A igualdade política de mulheres – Brasil é pioneiro – ainda
não tem 80 anos, mas nossas meninas se recupera bem e
neste ritmo chegam lá. Em todas lutas elege-se inimigos as
vezes equivocados. Salários menores não é machismo, mas
exploração capitalista e esta luta social tem outro nome.

PermalinkPermalink 23.12.10 @ 19:09



Comentário de: André

Só para esclarecer : NÃO SOU O INTERNAUTA QUE POSTOU ORIGINALMENTE NO NASSIF .
Adoro ver um bando de malucos cagando regras que devem ser seguidas , tapando o sol com a peneira.
Escondendo-se atrás de conceitos obtusos, a ter que assumir que preferem uma sociedade de hienas no lugar de uma sociedade de leões.
Igualdade NÃO PARA AS MULHERES , IGUALDADE PARA TODOS EM TUDO.
ABAIXO OS PRIVILÉGIOS , SEJA PARA QUEM FOR.

PermalinkPermalink 24.12.10 @ 16:51



Comentário de: Janes Rodriguez

Toda mulher e todo homem de esquerda jamais usaria, ou jamais deveria usar, nem de brincadeira o termo "feminazi". A carga simbólica negativa que essa palavra carrega, não deixa dúvidas da sua raiz e da sua vinculação ideológica. Por favor. A luta feminista merece respeito. E aliados. Inimigos ela já tem aos montes: a TV, a Igreja, os tucanos-demos-paulistas-católicos todos e todas, e os machistas sempre prontos a ensinar uma mulher como se comportar. E todas as revistas ditas "feminisnas" que se propõem a ensinar a mulheres a "como agradar seu homem". É um massacre.E é todo santo dia.

PermalinkPermalink 28.12.10 @ 14:00



Comentário de: Zé Buscapé

Eu sou machista, à favor da igualdade entre homens e mulheres, respeitando as diferenças biológicas de cada um, e odeio feminazis.

PermalinkPermalink 03.01.11 @ 15:24




Caraca Alex, adorei com prazer vai fazer parte do blog que participo.
É muito bom saber que podemos contar com homens de mente livre.

Abraço Libertário.

PermalinkPermalink 07.01.11 @ 16:43



Comentário de: Bosco

É impossivel não rir dos ótimos textos do Alex Castro.

PermalinkPermalink 02.02.11 @ 22:19



Comentário de: Nelson Sant'Ana · http://minhaterrasemlei.blogspot.com

Só não gosto em uma coisa na sociedade: Por que para um protesto feminista chamar atenção, elas tem que ficar nuas? Sinceramente, no noticiário geral é praticamente só esse tipo de protesto que aparece.

PermalinkPermalink 08.03.11 @ 19:10



Comentário de: Julia · http://innuendoblues.blogspot.com/

Tinha esquecido da pertinência e excelência desse post.

PermalinkPermalink 01.04.11 @ 22:01



Comentário de: Mateus

O lance é o seguinte: sou machista mesmo e dai? rss

PermalinkPermalink 06.06.11 @ 12:33



Comentário de: rafa

Karalho véio! Tu é uma tremenda feminazi!! Vá à merda!

PermalinkPermalink 09.06.11 @ 00:22



Comentário de: Marcio

Li seu texto, confesso-me ignorante a este respeito. Mas... Uma sociedade que simplesmente defendesse direitos iguais (igualdade de condições para todos, principalmente na educação) e meritocracia (para premiar aqueles que produzem mais com a educação e outros recursos que receberam), não englobaria de uma maneira holística todos os oprimidos?
É na, sua visão, correto que as pessoas que produzem mais recebam mais em troca? Ou devemos premiar igualmente o trabalhador árduo e o se par relaxado?

PermalinkPermalink 23.06.11 @ 11:46



Comentário de: Julia

É impressão minha ou o Marcio quis dizer que os homens recebem mais porque produzem mais? Ah, vá a merd@!

PermalinkPermalink 26.06.11 @ 04:37



Comentário de: Diego Franco

É o mesmo discurso pseudo-revolucionário de sempre. Projetos de filósofos que vivem a fantasia de que todos são iguais, ainda que todas as tentativas de se provar a igualdade falharam. Todo esse lero-lero sobre igualdade é tão condenável quanto sua tentativa de parecer “bom moço”, já que desconsidera a inconstância dos mecanismos pelos quais ela será exercida. Enquanto você vomita asneiras na internet, fazendo de seu discurso uma infantil busca por vítimas e vilões, esquece que ao se tratar de igualdade, deve-se pensar entre quem e com relação a que coisas. A igualdade plena, ao longo dos tempos, se confirmou impraticável e, alguns rascunhos de iluministas da era virtual, confundem igualdade política com igualdade plena. A igualdade civil assina nossa constituição, já a igualdade social e biológica, logo idiossincrática e não natural, ao sustentá-la, você contradiz a própria condição humana. Os indivíduos não são iguais. Além disso, a imposição de uma igualdade social e econômica, frente a multiplicidade de valores da modernidade, não é possível sem a interferência autoritária que, apesar de não parecer, é a tentativa nebulosa dos discursos feministas, que ganham espaço em sujeitos como você. A igualdade que diz pleitear é impossível porque são indivíduos diferentes, com circuitos neurocerebrais distintos, com força muscular e concepções físicas opostas.

O seu ridículo propósito de construir uma personalidade machista ou não machista, se rompe ao longo da própria argumentação, por sinal vazia e descontextualizada, quando propõe aos outros que pensem como você, um não machista, que abomina os machistas, logo você usa do próprio preconceito, para pedir pelo não preconceito. É o mesmo tom daqueles que vociferam por igualdade, mas também segregam diante da oportunidade, aliás escolher, logo negar, é parte da natureza. A mesma ladainha progressista dos que querem revirar o lixo só para reposicionar o dejeto que ficará perto da tampa, como se isso fosse solução para o mau cheiro que julgam sentir. Mas acho você pior, porque populariza a doutrina da auto piedade, oculta nessa retórica improdutiva. Aqui, cabem apenas alguns lembretes. O artigo 5º da nossa constituição federal diz que todos são iguais perante a lei e o paragrafo II assegura que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. Ponto. NÃO EXISTE OPRESSORES E OPRIMIDOS EM UM PAÍS QUE GARANTE LIBERDADE DE DIREITOS, existem criminosos e vítimas, quando descumpridores ou ignorantes da lei. A VIOLÊNCIA NÃO É UM PROBLEMA DE GÊNERO, é estrutural. Quando um país legaliza a igualdade de direitos, qualquer ativismo pró-classes é discurso autopiedoso e aqui, sobretudo, de grande impacto eleitoral. Quem transgride a lei é responsabilizado e se acha, como eu, que não é devidamente, a nossa luta então é outra. Vale ainda ressaltar que embora discorde da existência de uma soberania real de alguma classe, a exeção das que cercam as variáveis econômicas, a subjugação, quando existe, faz dos subjugados, vítimas, não necessariamente sensatos. Qualquer outra ponderação sobre imposição masculina é retórica discursiva sem validade legítima, talvez individualmente justificável, sustentando fugas emocionais travestidas de ativismo.

São muitos os exemplos de mulheres que, em épocas remotas e de objetiva tirania opressiva, fizeram valer suas posições e você quer me convencer que em um país, onde uma mulher foi eleita presidente democraticamente, o sufrágio universal existe há décadas, a constituição garante a igualdade de direitos, além das medidas protecionistas, as mulheres são subjugadas? Não, não são. É um blá-blá-blá que ziguezagueia pelo nada e não leva a lugar algum. Ainda que observe a emancipação, não só das mulheres, mas de outros movimentos, considero taís avanços como resultado de conjecturas políticas e econômicas favoráveis, o que desqualifica o feminismo que, obviamente, não existe, enquanto movimento real, quando desassociado de outros movimentos realmente importantes. Ensejado pelo iluminismo, fortalecido pela Revolução Industrial, sequenciado pelo capitalismo moderno. O feminismo, contrapondo a força alardeada pelas feministas, foi somente um adjacente ideológico para a difusão de importantes correntes filosóficas e uma necessidade econômica emergente em outras épocas. Todavia, o ideal feminista sempre mergulhou no descrédito quando se classificou como verdade, inspirando mudanças de benefícios discutíveis como o controverso modelo de liberdade sexual convencionado, que hoje escraviza as mulheres em um modelo estético ainda mais opressor.

Tudo isso me conduz a um questionamento óbvio, no qual a validade de alguns discursos deva ser repensado, pois se, como dizem, o feminismo compreende um ideal político coerente e igualitário, porque mesmo entre elas, não existe uniformidade, porque tantas dissidências e insurgências dentro do próprio movimento. Vamos parar com essa bobagem de achar que "bom" é quem é "como eu" e que todo o resto é baixo e preconceituoso, já que ao fazer, experencia o próprio preconceito. Porque todos, em muitos momentos, assim o serão, sejam feministas, você ou eu.

PermalinkPermalink 19.07.11 @ 14:47



Comentário de: Mordred Paganini · http://mordredpaganini.blogspot.com

Tenho mostrado este texto para algumas pessoas. Me trouxe algum alívio não ter que dizer exatamente o que você disse. Concordo com absolutamente tudo o que disseste.

A alergia tem cura enfim, sigamos apostando nisso.

PermalinkPermalink 22.07.11 @ 23:55



Comentário de: Homem-Man

Falou, falou e não disse nada.

Conheça Nessahan Alita e você vai entender que as mulheres de hoje possuem mais privilégios do que alegam ter.

O machismo jamais existiu. Ou você conhece alguma mobilização pró-machos? O feminismo inventou um inimigo assim como o cristianismo inventou o diabo. O que existe é SEXO. Machos & Fêmeas.

E quanto à igualdade de direitos, concordo e defendo. Mas afirmar que a mulher do século XXI não tem igualdade com o homem é ter muita má fé. Temos uma mulher preparadíssima na presidência, elas podem ser o que quiserem.

Por isso afirmo: a maior vitória do feminismo é a Mulher-Melancia. Ela teve o direito de fazer o que queria profissionalmente, livre das amarras patriarcais da castidade feminina, e ganha dinheiro com o apoio da sociedade dita machista, que sustenta a moça que escolheu mostrar as nádegas na TV.

Feministas são mulheres EQUILIBRADAS, que gostam de homens sem deixar de ser mulher. E não misândricas/lésbicas rejeitadas.

Abraço.

PermalinkPermalink 23.09.11 @ 12:18



Comentário de: Rafael

gostei muito do texto. gostei quando tu reconhece que existem feminazis, mas discordo quanto àquela parte da feminista mais radical versus o machista mais brando. será que a feminista mais radical não beira uma female-supremacist nos moldes da mulher que tentou matar o andy warhol?

acho que a minha maior crítica ao feminismo é de viés semântico e linguístico. acho que não só as mulheres devem lutar por um mundo menos sexista, mas todo mundo. e acho que criar um movimento pela igualdade sexual com nome feminismo é semelhante a criar um movimento pela igualdade racial chamado branquismo ou negrismo. é algo que pode soar bastante simples e que muita gente deve até achar irrelevante, mas acho que esse uso de palavra acaba excluindo muita gente. é como o antigo movimento gls, gays lésbicas e simpatizantes, que foi rebatizado para lgbt, lésbicas, gays, bissexuais e travestis. eu me sentia integrado ao gls, mesmo sendo hétero, mas não ao lgbt.

não sei se ficou confuso, tampouco tenho alguma esperança de receber alguma resposta da autora do texto, mas fica aqui o meu pensamento. :)

PermalinkPermalink 03.10.11 @ 16:43



Comentário de: Carla

grrrrrrr vejam o blog desse imbecil!!!! http://arthurpetry.blogspot.com/2011/10/quem-nao-concordar-com-as-minhas-ideias.html até onde vai a ignorancia desses machistas?

PermalinkPermalink 05.10.11 @ 23:08



Comentário de: Luan

http://arthurpetry.blogspot.com/2011/10/quem-nao-concordar-com-as-minhas-ideias.html

Arthur Petry rebateu os argumentos do texto.

PermalinkPermalink 06.10.11 @ 17:53



Comentário de: Talita

Eu sei que já deveria estar preparada para me decepcionar com a opinião geral da internet, mas achei que neste blog, ao menos, a seção de comentários não me deixaria ultrajada.

Vou divulgar o post, combater as minhas coceiras onde elas ainda aparecem (sejamos honestos, igualitarianismo é um trabalho em andamento mesmo para os melhores de nós), e tentar ignorar - ou, em dias bons, rebater - os comentários dos que acham que a sociedade já não é machista, que as feministas estão loucas de se ofenderem com a objetificação de seu corpo, ou que a carga de "ser homem" ou "ser mulher" é justificada por características "naturais" ou pela dinâmica do mercado de trabalho (o que raios isso quer dizer!?).

Alguém postou lá em cima, mas adorei e estou repostando para destacar, assim como um outro link muito bom:
http://www.ted.com/talks/tony_porter_a_call_to_men.html
http://youtu.be/TG4f9zR5yzY

PermalinkPermalink 19.10.11 @ 05:07



Comentário de: Thales

Segundo a linha de argumentação do autor desse post, os rebeldes que tomaram o poder na Líbia tinham o direito de assassinar o Kadafi sem julgamento e enfiar objetos em seu ânus, mas ele ou seus seguidores não tinham direito de reagir, porque fizeram parte de uma ditadura ferrenha que durou mais de 40 anos... Linha de argumentação RIDÍCULA essa. Custa em vez desse proselitismo militante estúpido aplicar o princípio "Não façamos com os outros o mesmo que não gostaríamos que fizessem com a gente"?

PermalinkPermalink 24.10.11 @ 22:42



Comentário de: Moisés

Viva o Machismo! Viva a Homofobia!
Eu adoro quando as feminazis ficam irritadinhas e tentam me patrulhar. Me fazer dar gargalhadas!

O que elas precisam é de um MACHO, mas eu não vou comer elas porque tenho mulheres melhores, mais gostosas para comer.

E você que está lendo isso, feminista, também precisa de um MACHO que te coma.

Beijem meus pés!

PermalinkPermalink 10.11.11 @ 01:21



Comentário de: computer mouses · http://nsdfljhgsdfhdfgswffds.com

First-class Principle, although I'd have possession to mention that with the throng of views it really is been there should be worth pondering trying to better the spelling as well as english! Produced a powerfully good read though, excellent substance.

PermalinkPermalink 22.02.12 @ 03:16



Comentário de: Bosta

Um dos motivos pelos quais os grupos feministas vem conseguindo a demonização do machismo e do masculinismo é o tom denunciante e acusador que adotam. Suas táticas são irracionais (mas não estúpidas) e surtem o efeito de provocar forte indignação nas pessoas. Afinal, quem não ficaria indignado diante de tantas injustiças cometidas por "monstros" contra seres indefesos?

Já os masculinistas não adotam o mesmo tom acusador, preferem ser racionais, e perdem a oportunidade de redirecionar a mesma fogueira de volta contra feministas e feminazis. Nesse contexto, o machismo vai sendo cada vez mais combatido e criminalizado como algo intrinsecamente mau.

Assim, muito ganhariam os movimentos em defesa do homem se adotassem , conscientemente, a mesma postura acusatória e denunciante dos grupos feministas. Não se faz nenhuma revolução somente com racionalismos.

Deve-se saber que todo caminho de transformação política é perigoso e que o masculinismo ameaça estruturas e instituições bem estabelecidas, motivo pelo qual incomoda muito e é natural que seja alvo de todo tipo de golpe baixo e inescrupuloso para destrui-lo.

PermalinkPermalink 24.02.12 @ 08:37



Comentário de: Bosta

Deveríamos adotar um tom acusador mais intenso e pior que o adotado pelas feminazis, afinal motivos não faltam: elas praticam todo tipo de crime que tentam nos imputar. Então porque perder o tempo? Melhor é fazer logo uma guerra furiosa mas consciente e certeira, atingido-as no ponto principal.
Feminazis não possuem nenhuma outra ferramenta além das acusações histéricas e vitimistas. Se as atingimos aí, as destruímos.

PermalinkPermalink 24.02.12 @ 08:40



Comentário de: cuisinart coffee maker dcc 1200 · http://opencoffeeshopnow.com/cuisinart-coffee-maker-dcc-1200/

With havin so much content and articles do you ever run into any problems of plagorism or copyright violation? My website has a lot of unique content I've either authored myself or outsourced but it looks like a lot of it is popping it up all over the web without my permission. Do you know any solutions to help prevent content from being ripped off? I'd certainly appreciate it.

PermalinkPermalink 02.03.12 @ 17:44



Comentário de: Carolina Lopes · http://wordsfeelingstruths.blogspot.com/

Excelente! Me faltam palavras para descrever o quão bom esse texto é. Um dos melhores que já li sobre o assunto, com certeza!

PermalinkPermalink 05.03.12 @ 02:07



Comentário de: Paulo Vitor

As feministas não defendem igualdade de direitos entre homens e mulheres, defendem direitos só para as mulheres e deveres só para os homens.

PermalinkPermalink 27.03.12 @ 12:51



Comentário de: usb wifi adapter · http://somewifi.com/

Edidn`t think about that. I'll tell my mother, she won`t believe it..!!

PermalinkPermalink 10.05.12 @ 09:21



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