Ontem, falei do livro do Bia e me lembrei de tantos outros amigos queridos que lançaram livros em 2010 e eu nem divulguei.
Então aqui vai. O melhor da literatura independente brasileira. O povo que está aí colocando a cara a tapa. Invista neles.
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Os Macacos do Museu Britânico, por Nelson Moraes
No retorno da Os Vira-Lata do mestre Branco Leone, o almirante Nelson lança uma coletânea de seus melhores textos... organizada por Marconi Leal! Ou seja, é um trio invencível. Se for comprar apenas um, compre esse. Sério.![]()
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Segunda Mão, por Olivia Maia
Da minha querida amiga Olivia com acento, que vive escrevendo sobre um troço chamado ubuntu que eu não faço idéia do que seja:
Depois de quase dez anos de certezas dentro da polícia, o investigador Pedro Rodriguez teve um começo de ano tumultuado: um final complicado de relacionamento e um acidente que lhe tirou parte da audição e quase lhe tirou a vida. Para piorar as coisas, é incumbido de investigação envolvendo o suposto suicídio de um primo de seu delegado, em uma trama que envolve lavagem de dinheiro, mentiras, corrupção e a cúpula da polícia.
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Toupeira – A História do Assalto ao Banco Central, por Roger Franchini
Esse não é independente, mas estou achando que vai ser muito legal.
Até 2008, 122 pessoas tinham sido presas, além de outras 120 denunciadas. Destas, 18 foram condenadas, e 3 absolvi‑das. A maioria se envolveu no crime para ajudar a dispersar os valores, usando seus nomes para a compra de investimentos com o dinheiro furtado. Os protagonistas nunca negaram a participação na escavação do túnel; todavia, nenhum assumiu a liderança da equipe. Neste ponto, acusaram‑se mutuamente sobre quem detinha o poder de gestão da obra.
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Diários do Purgatório, por Maria Juliana Dacoregio
Quantos têm coragem de olhar para dentro de si e formular perguntas desprovidas de respostas prontas? Quantos são capazes de mirar-se no espelho e ver além do simples reflexo? Nesse mundo de culto às aparências, quem tem a audácia de expor tristezas e assumir dores que não possuem explicação lógica? Em Diários do Purgatório é isso que Maria Juliana Dacoregio faz. Desnudando sua alma ela nos leva a encarar nossa própria nudez. Revelando temores, carências e frustrações, a autora permite que entremos em um universo que, quase sempre, queremos (e precisamos) negar. Diários do Purgatório é uma catarse através de poemas-relatos e prosas um tanto quanto poéticas. O estilo não é definido, nem precisa ser. O propósito, sim: purgar! Purgar pecados, tropeços e vazios existenciais. Purgar, não para negar, mas para seguir adiante. A catarse nasceu das experiências da autora, mas são vivências que todos nós, de uma forma ou de outra, já experimentamos. É um livro para se identificar, provocar reflexão e lembrar que admitir fraquezas é o primeiro passo rumo à verdadeira força e libertação.
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Nove Minutos com Blanda, por Fernanda França
O maior inimigo de Blanda é o despertador. Todos os dias, ela o aciona para ganhar nove minutos a mais de sono, até lembrar que precisa correr para resolver um de seus problemas, que não são poucos. A advogada está desempregada, quase sem dinheiro e divide o apartamento com seu gato Freddy. A presença constante de Max a recorda que ela tem um namorado, embora ele nunca tenha assumido o relacionamento. Folgado e sem a menor vocação para o trabalho, Max não é o que se poderia chamar de “cara metade”, mas é com ele que Blanda se vê no pé do altar, já que os preparativos do casamento começam a ser feitos pela mãe e pela sogra. Quando acha que sua vida não tem mais jeito, porque “contos de fada não existem”, a advogada conhece um homem que faz suas pernas tremerem e o coração pular como se fosse uma adolescente. Justo quando a porta giratória do banco apita, ela resolve abrir a sua bolsa e acaba com uma calcinha cor-de-rosa choque nas mãos. O homem? Era gerente no banco. As semanas seguintes são de muita aventura para uma mulher que decide virar a mesa e mudar de vida, com a ajuda dos amigos Teca, Jaime, Roberto, Catarina, além do apoio de Dona Cotinha, a vizinha que esconde muito mais segredos do que ela pode imaginar. Pela primeira vez na vida, a jovem advogada passa a perceber que pode ser feliz de verdade, em um conto de fadas moderno. “Nove Minutos com Blanda” é uma comédia leve, muito divertida, romântica e com surpresas a cada página.
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Estudos Sobre a Leveza, por Fernando F. L. Torres
Os 22 contos de Estudos sobre a Leveza são feitos da matéria abstrata que se encontra no campo das idéias, daquela que escapa pelos dedos se apertarmos demais. São moldados pelas intempéries do cotidiano, juntando forma e conteúdo de modo que o leitor possa deslizar pelas entrelinhas, encontrando diferentes reflexos de si no que está retratado. Pode ser o som de um saxofone, uma lambida no sorvete, cineastas sem dinheiro como eu, a incerteza de um sonho, detalhes que facilmente encontram eco no leitor, e que aqui adquirem amplitude, sempre com as portas abertas para um novo significado. (por Eric Novello)
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Uma Carta por Benjamin, por Jana Lauxen
Benjamin, trinta e poucos anos.
Um sujeito pacato, parado, comum.
Quase ordinário.
Até o dia em que recebeu uma carta e sua vida mudou.
O tempo em que ainda havia tempo para escolher terminou.
Porque ou é agora.
Ou não será nunca mais.
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