Negritude e Cabelo: Pode um Cabelo Ser Servil?

Racismo LLLA gente briga, luta, escreve, mas a vida é tão inglória. É muito tentador olhar só para o próprio umbigo e cair em depressão diante da pequeneza dos nossos sucessos. Então, estava eu, digerindo os fracassos de um ano onde quase nada deu certo, e recebo esse email:

Boa noite, Alex. Sei que é muito ocupado mas... gostaria de confessar que, pelas leituras que fiz no seu blog, tive coragem de assumir meus cabelos afros.

Apesar de achar lindos cabelos cacheados, era como se eu precisasse de cabelos lisos pra ser aceita. Mas me parecia um aspecto servil e eu também odiava.

Cortei-os e achei lindo, e meu nariz arrebitado apareceu, como marca de uma auto estima que precisava emergir. Todos meu amigos e conhecidos adoraram. Era como se aquilo tivesse mais a ver comigo. Valeu.

Sabe que cabelos cacheados dão mais trabalho de cuidar? Mas hoje eu os prefiro.

Meu cabelo tem tudo a ver comigo. Quando eu percebia minha preocupação em mantê-los alinhados, achei tão estúpida a ideia. Eu não quero me alinhar a nada, quero ser eu.

Lendo seu blog percebi como é prazeiroso ser o que se é. Você me fez sentir ser normal.

E eu, feito um bobo aqui, com lágrimas nos olhos, é que agradeço à essa leitora por colocar, de uma tacada só, todas as minhas prioridades bestas em perspectiva. Obrigado.

* * *

Racismo e Beleza

Nos discussões sobre racismo, um comentário recorrente, acreditem ou não, foi:

"Preto é feio e tem cabelo ruim. Mas não sou racista, é estética. Só minha opinião, oras!"

Para quem ler mais, dois posts e dois livros sobre o assunto:

- Negritude e Cabelo, Estética e Escravidão

A beleza é definida em termos das características físicas do grupo dominante. Ou seja, uma pessoa é mais bela quanto mais se parece com o grupo que manda, e é mais feia quanto mais se parece com o grupo que obedece. Dentre os negros e negras universalmente considerados como sex symbols, quantos têm características negróides marcantes e quantos parecem brancos de pele escura? Em outras palavras, a Halle Berry é uma negra linda por ser uma negra linda, ou é uma negra linda por ter cara de branca tostada?

- 13 Anos de Capas da Playboy

Nesse nosso país mestiço e pretensamente não-racista, quantas dessas 196 mulheres, representando o mainstream da beleza nacional, são negras?

- E os livros: Cabelos de Axé: Identidade e Resistência & Sem Perder a Raiz: Corpo e Cabelo Como Símbolos da Identidade Negra

Cabelos de Axé: Identidade e Resistência  http://i.s8.com.br/images/books/cover/img2/1706782.jpgRacismo LLL

* * *

Espero que gostem e me ajudem a divulgar a série Raça. Não deixem de ver a lista comentada dos melhores textos da série.

* * *

Siga no Twitter: http://twitter.com/AlexCastroLLL // Pergunte no Formspring: http://www.formspring.me/alexcastrolll // Assine o RSS: http://feeds.feedburner.com/LiberalLibertarioLibertino // Acompanhe o Google Reader: http://www.google.com/reader/shared/lll.alexcastro

 

08.12.10


Categorias: Cotidiano, Raça


Posts similares:
Coluna da Direita Remexida
O Futuro dos Direitos Autorais
Offline

(Os comentários abaixo exprimem a opinião dos visitantes, o autor do blog não se responsabiliza por quaisquer consequências e/ou danos que eles venham a provocar.)

Atalho pra o formulário

Comentários:


Comentário de: escravo roger{RF} · http://meadiciona.com/escravoroger_rf

Pois é, você mudando a vida das pessoas sem saber e fica xingando muito no Twitter que fica desmotivado por não comentarem em seu blog.

=P

PermalinkPermalink 08.12.10 @ 01:11



Comentário de: Marcelo

"A beleza é definida em termos das características físicas do grupo dominante. Ou seja, uma pessoa é mais bela quanto mais se parece com o grupo que manda, e é mais feia quanto mais se parece com o grupo que obedece"

Voce prefere pes brancos a pes negros somente porque os pes brancos sao o grupo dominante?

PermalinkPermalink 08.12.10 @ 11:25



Comentário de: Jhu

É, concordo.

Uma vez eu não achava pessoas negras ou morenas demais bonitas (o que inclui eu). Mas nunca é tarde pra admitir que se é estúpido.

Muito bom Alex

PermalinkPermalink 08.12.10 @ 11:56



Comentário de: Jhu

É, e eu escrevi "morenas demais" como se existissem pessoas brancas demais. Tsc.

PermalinkPermalink 08.12.10 @ 12:02



Comentário de: Silvana · http://silmq.blogspot.com

Ah, o cabelo: dolorosamente desembaraçado pela mãe durante o banho, lambuzado de creme e trançado; alisado a chapinha esquentada em espiriteira e enrolado com bobes; depois alisado com produtos químicos com cheiros horríveis... e enrolado com bobes; estourado e quebradiço por novas invenções de cabelereiros; trançadinho de tudo quanto é jeito; enroladinho artificialmente com permanente afro e bigudins; e finalmente relaxado, com os cachos só um pouco mais abertos, apenas para eu ter um pouco menos de trabalho de manhã. Tudo o que eu queria era pentear o cabelo de manhã sem bobes, sem bigudins, e é o que me basta. Tanto que não aderi à prancha (que é apenas a nova chapinha).

Cabelo ruim é relativo: cabelo oleoso é ruim de manter limpo; cabelo fino e ralo é ruim por não esconder o couro cabeludo direito; cabelo grosso é ruim de modelar; cada tipo de cabelo tem sua ruindade. Mas só o cabelo crespo é chamado de ruim...

Mas o cabelo bom, o cabelo perfeito, poucos tem. Quantas pessoas conhecemos que tem cabelos genuinamente "normais", sem a interferência de um cabelereiro e de produtos cosméticos? Que padrão é esse de cabelo bom? Seria o cabelo da Barbie, que assim como suas medidas, é totalmente artificial?

Uma coisa é certa: por mais inatingível que seja o padrão, quanto mais longe você estiver dele, pior pra você, a menos que você deixe de se importar.

PermalinkPermalink 08.12.10 @ 13:13



Comentário de: Diogo

Esperando ansiosamente o livro com os textos sobre racismo.

PermalinkPermalink 08.12.10 @ 14:00



Comentário de: Diogo

Esperando ansiosamente o livro com os textos sobre racismo.

PermalinkPermalink 08.12.10 @ 14:00



Comentário de: Carolina Costa

Alex, sou uma leitora silenciosa de blogs, mas esse assunto também me afeta.
Passei por um processo semelhante ao da sua outra leitora e "assumi" os crespos no ano passado. O verbo veio entre aspas pq o liso não era a regra pra mim, mas o crespo natural estava meio out of the table.
Bem, a sensação de liberdade é óbvia. Sua leitora afirmou que os amigos acharam lindo, e a aceitação de quem tá do lado é importante, mas a sensação de estar tomando conta do corpo tem reflexos profundos.
Eu vi o "Good Hair" do Cris Rock esse ano e é um filme muito tocante nesse sentido. Termina com um ator dizendo "natural hair is freedom". O filme mostra uma mulher dizendo que não faz uma determinada posição sexual por causa do cabelo, mostra outra contando a fortuna que ela gasta com a manuten~ção de suas extensões (dinheiro que podia ser usado com milhares de outras coisas, vamos lembrar que estamos falando de mulheres negras, que têm, em média, as menores rendas da sociedade). tem uma cena em que o o cris rock pergunta aos homens "qual a ultima vez que vc tocou o cabelo de sua mulher?. A luta contra o tal do cabelo ruim gera tantas repercussões na vida de uma mulher, é a tentativa diária de negar o corpo, e as pessoas vivem querendo diminuir a questão a estética, ao gosto que não se discute...

PermalinkPermalink 08.12.10 @ 14:15



Comentário de: Permafrost · http://drplausivel.blogspot.com

Parabéns à leitora. Mais beleza e alegria natural, por favor. Cabelo alisado é feio e triste.

PermalinkPermalink 08.12.10 @ 14:29



Comentário de: Pedro · http://twitter.com/pedromattjie

Boa Alex!
Vou comentar pra ti continuar escrevendo porra! Vai q tu para...

Sou branquela e cresci num meio racista. A primeira vez que me encantei por uma negra foi numa visita a Salvador na adolescência. Me impressionei com aquelas negras pernudas e com a pele perfeita. Mas talvez oq realmente tenha me encantado, foi q eram justamente as primeiras mulheres negras autenticas q vi. Aqui no Rio Grande do Sul, quase todas alisam o cabelo, ficam estranhas e sem identidades. As que vi na Bahia não. Eram bonitas, gostosas, e orgulhosas de si. Me deu vontade de trazer pra casa.

Grande abraço.





PermalinkPermalink 08.12.10 @ 14:39



Comentário de: Katemari · http://katemari.blogspot.com

Esperando ansiosamente o livro com os textos sobre racismo. [2]

Quando resolveres mandar pra grafica, reserva dois pra mim?

E uma historinha...

Anos atras, ainda em Porto Alegre, fui numa dermatologista porque eu queria algo
para (o que na epoca pensava ser) caspa. Dai a senhora, que me foi recomendada por uma amiga (branca) perguntou se eu lavava o cabelo (wtf!!!) normalmente. E perguntou o que eu usava, que produtos e tal. Na epoca eu fazia o que se chama permanente afro. E falei. Ela disse que desconhecia. Ateh ai, tudo bem. Mas adicionou comentarios sobre essas coisas que essa gente (como eu) fazia no cabelo.

Pensei lah com meus botoes, sim, porque mulheres brancas nao fazem nadinha no cabelo, neh? Ateh hoje eu me roo por nao ter dado umas belas respostas praquela medica.

Por outro lado, sempre uso este exemplo pra falar da branquidade da medicina e de coisas que se deixam de estudar e de se preocupar por que nao sao relevantes, nao sao nem pensaveis, para aqueles que estudam e praticam a medicina.

Abraco e estou na lista de espera pelos texto da serie sobre racismo!

PermalinkPermalink 08.12.10 @ 14:51



Comentário de: Rogério Santos · http://www.efemeridesbaianas.blogspot.com

Eu não tenho nada contra as mulheres que alisam os cabelos. Afinal, as negonas também são donas dos próprios corpos e, por conta disso, têm o direito de fazer o que quiserem. Eu só luto para que a decisão de alisar os cabelos seja fruto de uma escolha, não de uma imposição. Não quero mais que - ou pelo menos faço o que posso para - as negonas sejam obrigadas a fazer isso por acharem que os seus cabelos são "duros"; para serem aceitas pela família e pelos amigos; para serem vistas como mulheres mais desejáveis pelos homens (as negonas também têm o direito de beijar na boca e gozar gostoso); e para conseguir emprego com facilidade, pois infelizmente ainda há quem selecione as suas funcionárias pelo tipo de cabelo ou quem as obrigue a alisá-los sob ameaça de demissão.

Esse é um ponto que eu discuto bastante com alguns companheiros e companheiras de caminhada no Movimento Negro aqui em Salvador. Às vezes, aparece quem censure as mulheres que foram jovens nas décadas de 1970 e 1980 por elas alisarem os cabelos sob a pecha de que elas não queriam ser negras, que elas tinham de se afirmar, que tinham de lutar contra a opressão racista... Ora, bolas, quem precisava trabalhar para sobreviver não podia perder tempo com essas coisas. Vocês acham que uma mulher preta, pobre, favelada, abandonada pelo marido, com filhos para criar ficaria procurando briga com patrão? Sairia para procurar emprego com os cabelos crespos? Enquanto ela estivesse lá se afirmando como negra, lutando contra a opressão racista, sentindo orgulho dos seus cabelos de axé, quem colocaria comida na boca dos filhos dela? Em situações tais, o pensamento era o seguinte: vou alisar essa porra, pois eu tenho filhos para criar.

Trabalho em três cursinhos pré-vestibulares populares de Salvador, e por isso vejo essa realidade bem de perto. Certa vez, ouvi uma história bem aterrorizante sobre esse assunto contada por um professor com quem tomei um curso: uma menina passou a vida inteira odiando os seus cabelos. Fez de tudo para deixá-los lisos e sedosos, iguais aos cabelos que sempre viu nas propagandas de shampoo: passou ferro, deu chapinha, passou guanidina... Ainda de acordo com o professor, ela passaria até bosta de cavalo no cabelo se por acaso alguém dissesse que isso ajudaria a deixar as madeixas do jeito que ela queria. Desesperada ao constatar que nada disso deu certo, ela chegou ao cúmulo de (pasmem!) passar ferro de roupa no cabelo!!! Como os resultados não mudaram, ela, num acesso de raiva, ateou fogo no cabelo, pois, para ela, era preferível ficar careca a ter cabelo duro. Resultado: ela teve queimaduras de segundo e terceiro graus na cabeça, e ficou um tempo enorme internada. Após sair do hospital, a equipe de coordenação do Instituto Cultural Steve Biko (www.stevebiko.org) a acolheu e começou a acompanhar o caso dela até que, finalmente, os cabelos cresceram e ela aprendeu a aceitá-los do jeito que eles são.

E depois disso tudo, ainda há quem diga que racismo não existe ou quem trate essa questão como uma brincadeira despretensiosa que os xiitas do Movimento Negro levam a sério. Afinal de contas, o Movimento não passa de um rebanho de vagabundos que não tem o que fazer; é composto de um monte de alucinados que veem racismo em tudo e que não sabe separar as coisas.

PermalinkPermalink 08.12.10 @ 15:27



Comentário de: Rogério Santos · http://www.efemeridesbaianas.blogspot.com

Alex, coloquei um comentário aqui hoje à tarde, mas sumiu. Você o apagou?

PermalinkPermalink 09.12.10 @ 00:50



Comentário de: Rogério Santos · http://www.efemeridesbaianas.blogspot.com

Desculpe, cara. Desconsidere o comentário anterior. O comentário que eu fiz só apareceu agora. Não tinha visto antes.

PermalinkPermalink 09.12.10 @ 00:52



Comentário de: Vinicius · http://www.cabanadeinverno.wordpress.com

"Preto é feio e tem cabelo ruim. Mas não sou racista, é estética. Só minha opinião, oras!"

Isso é foda demais, não há filho da puta mais "fora do olho do furacão" do que aquele que lança um problema mas tenta tirar todo o núcleo dele.

PermalinkPermalink 10.12.10 @ 08:32



Comentário de: Ulisses Adirt · http://incautosdoontem.opsblog.org/

Eu me lembro quando passei o link do post das Playboys para vc, dizendo q combinava perfeitamente com a série sobre raça. Passei esperando q vc fizesse um post. Passei esperando os comentários que viriam. Não faltou nenhum dos comentários preconceituosos ou maldosos q eu esperava. O público raramente decepciona, para o bem ou para o mal.

PermalinkPermalink 12.12.10 @ 21:22




Someone essentially help to make seriously articles I would state. This is the very first time I frequented your web page and thus far? I surprised with the research you made to make this particular publish amazing. Excellent job!

PermalinkPermalink 29.11.11 @ 19:38



Comentário de: calculate due date · http://calculateduedate.net/

You can definitely see your enthusiasm in the work you write. The world hopes for even more passionate writers like you who are not afraid to say how they believe. Always follow your heart.

PermalinkPermalink 07.12.11 @ 16:32




Going on a date in this world is hard. This is especially true these days when there are a lot of other men. However, it does not have to be this way. You must to find out ways to get the best of the competition. How can you do it? It's really easy. You should to find and follow good dating strategies.

PermalinkPermalink 08.12.11 @ 09:04



Comentário de: dating advice for men · http://datingwomen411.wordpress.com/

Dating in this country is hard. This is specially true these days when there are many competition. However, it doesn't have to be like this. You just need to know how to get the best of the competition. How can you achieve it? It's very simple. You just need to find and follow great dating tips.

PermalinkPermalink 09.12.11 @ 16:51



Comentário de: mederma stretch mark therapy · http://medermastretchmarktherapyreview.com/

Dating in this world is challenging. This is really true these days when there are countless of other men. But it does not have to be this challenging. You just need to find out tips to get the best of the competition. How can you achieve it? It is really easy. You should to locate and follow great dating strategies.

PermalinkPermalink 10.12.11 @ 03:19




Dating in this world is a challenge. This is specifically accurate this generation when there are countless of competition. However, it doesn't have to be like this. You just need to find out strategies to get better of the competition. How can you do it? It is really simple. You just need to find and apply effective dating strategies.

PermalinkPermalink 10.12.11 @ 07:12




Finding a date in this country is challenging. This is specially accurate these days when there are a lot of competitors. But it doesn't have to be like this. You just need to know strategies to get better of the competition. How can you achieve it? It's really easy. You just need to locate and follow efficient dating advice.

PermalinkPermalink 13.12.11 @ 01:22




Finding a date in this country is hard. This is specifically accurate this generation when there are many other men. But it doesn't have to be this hard. You must to find out ways to get the best of the competition. How can you do it? It is very easy. You must to locate and apply effective dating advice.

PermalinkPermalink 13.12.11 @ 14:54




Going on a date in this country is hard. This is specifically accurate this generation when there are many competition. But it doesn't have to be this way. You should to know strategies to get the best of your competitors. How can you do it? It is really simple. You should to find and follow great dating advice.

PermalinkPermalink 15.12.11 @ 16:25




Going on a date in this world is challenging. This is specially accurate these days when there are many competitors. However, it does not have to be that way. You should to find out strategies to get the best of your competitors. How can you achieve it? It is really easy. You must to find and apply efficient dating advice.

PermalinkPermalink 16.12.11 @ 02:28




Dating in this country is challenging. This is really true these days when there are countless of competition. However, it does not have to be like this. You need to find out tips to get the best of your competitors. How can you achieve it? It is very simple. You just need to find and follow good dating advice.

PermalinkPermalink 17.12.11 @ 03:05




Going on a date in this world is challenging. This is especially true this generation when there are countless of competition. But it doesn't have to be this way. You just need to know ways to get the best of the competition. How can you do it? It's really easy. You should to locate and apply great dating strategies.

PermalinkPermalink 17.12.11 @ 15:54



Comentário de: mederma stretch mark therapy · http://medermastretchmarktherapyreview.com/

Going on a date in this country is hard. This is specially accurate this generation when there are many competitors. But it doesn't have to be like this. You need to find out how to get the best of your competitors. How can you achieve it? It is very simple. You just need to locate and follow great dating advice.

PermalinkPermalink 18.12.11 @ 10:26



Comentário de: web design philippines · http://roaringwebsolutions.com/web-design/web-design-philippines

Going on a date in this world is a challenge. This is especially accurate this generation when there are many competition. But it does not have to be this challenging. You should to find out ways to get better of the competition. How can you do it? It is really easy. You should to locate and follow great dating advice.

PermalinkPermalink 18.12.11 @ 17:19




Dating in this world is hard. This is really true this generation when there are many competitors. However, it does not have to be this hard. You need to find out how to get the best of your competitors. How can you achieve it? It is very simple. You must to find and follow good dating strategies.

PermalinkPermalink 21.12.11 @ 11:04




Going on a date in this country is a challenge. This is really accurate this generation when there are a lot of competition. However, it does not have to be this challenging. You should to know ways to get better of the competition. How can you achieve it? It is really easy. You must to locate and apply good dating advice.

PermalinkPermalink 22.12.11 @ 09:31



Deixe seu comentário:

Seu endereço de email não será exibido nesse site.
Sua URL será exibida.

Post anterior: Rio de Janeiro, Começo de Século

Próximo post: Censura e Inoperância Artística

um blog sobre literatura, empatia e desapego

sobre mim

contato, bio, fotos, livros, compre

Busca

    Se gostou desse blog, inclua um botão no seu site