"Alex, Como Faço para Ser Uma Pessoa Melhor?"

Muitos leitores admiram o meu "jeito de ser" - ou o jeito que digo que sou. Me escrevem dizendo que tentam ser menos mesquinhos, ciumentos, invejosos, e que é uma luta muito difícil. E me perguntam onde melhorar, o que fazer, como agir!

Eis algumas perguntas do meu formspring:

eu quero passar por cima de toda a inveja que sinto de pessoas que conseguem o que eu não consigo. eu sempre acho que tou pra baixo, que sou menos... a partir de agora, vou aprender a sonhar meus próprios sonhos... obrigada.

Não consigo me desapegar da opinião dos outros com leveza. Se eu ficar nervoso consigo me desligar, mas aí não adianta. Só piora. Isso está me deixando louco. Fico com dor de cabeça. Alguma ideia de como fazer isso numa boa?

O que mais me irrita hoje é minha dificuldade de viver o momento, de vive-lo com leveza, bom humor, e de cagar pra opinião dos outros. Isso me deixa fisicamente doente, as vezes. Alguma idéia de como resolver isso?

O que fazer com os preconceitos que tenho e detesto, mas não consigo evitar?

E eu, que não escrevo livro de auto-ajuda, não sou guru e não tenho nenhuma resposta, conto a seguinte historinha.Molho Tabasco Usa 60ml

* * *

Moro com dois roommates. Faz algum tempo, comprei uma caneca térmica transparente na loja da Tabasco - pra quem não sabe, Tabasco é uma marca aqui da Louisiana. Adoro minha caneca da Tabasco. Só bebo café nela.

De uns tempos pra cá, começou a sumir. Fui procurar e descobri que um dos roommates estava usando.

Me irrita bastante querer usar minha caneca e não poder. Afinal, não foi pra isso que eu a comprei? Para poder utilizá-la?

Toda vez que procuro minha caneca e não encontro, fico puto. Fico puto de verdade. Faço diálogos mentais de marchar quarto adentro do meu roommate e dizer coisas como:

"Olha só, vamos fazer um trato? Sim, todo mundo pode usar tudo de todo mundo, mas vamos combinar que cada um tenta usar prioritariamente as SUAS coisas e, se não estiverem disponíveis, as dos outros, ok?"

Com certeza, grande parte dos leitores concorda com minha irritação.

* * *

Pena que ela está errada. É babaca, pequena, mesquinha, egoísta.

O roommate não sabe que a caneca é minha, que eu me irrito que ele a use, que eu só bebo café nela: ele só sabe que não foi ele que comprou mas que ela está no armário junto com outras dez canecas que ele também não comprou. Como ela só some de vez em quando, ele não a usa sempre: deve simplesmente pegar a primeira que aparece e pronto.

Não, eu não uso nada dele. Teoricamente, os objetos de cozinha são de uso comum (facas, panelas, tupperware, canecas, etc), mas eu já tenho as minhas próprias coisas, não preciso usar as de ninguém.

Meu roommate é uma pessoa ótima, linda, aberta, carinhosa, generosa. Um cara realmente desapegado. Trabalhava em uma financeira, num emprego pacato e seguro, largou tudo pra ir fazer escola de culinária, e depois, veio pra Nova Orleans trabalhar no melhor restaurante da cidade, trazendo apenas a bagagem que cabia no seu carro. Ele usa minha caneca porque nem tem a dele.

Imagino que não haveria nenhum problema em falar sobre isso. Tenho certeza absoluta de que ele não teria nenhuma reclamação. Ele é americano, respeita a propriedade privada!

"Olha, sabe como é, eu gosto dessa caneca, só tomo café nela, de vez em quando eu procuro e não encontro, você poderia tentar usar as outras antes de usar essa? Na boa?"

Mas eu não vou falar nada. Porque o problema sou eu.

O problema não é meu roommate (gente boa pra caralho, que outro dia quase deu 50 dólares pra uma velha trambiqueira numa cadeira de rodas) abrir o armário e pegar a primeira caneca que vê pela frente. O problema sou eu ter qualquer tipo de apego a um objeto de plástico vagabundo, que custou 6,99 dólares mais taxes, sem qualquer valor intrínseco ou sentimental.

Eu não quero ser a pessoa que regula uma caneca. Eu não quero chegar pro meu roommate, com a mão das cadeiras e voz irritada, e pedir pra ele por favor não usar a MINHA caneca! Eu não quero aparecer no Passive-Agressive Notes, com um bilhetinho "vamos cada um usar suas próprias canecas?"

Eu não quero ser essa pessoa. Eu não sou essa pessoa. Eu não sou essa pessoa porque eu não quero ser essa pessoa. Eu não sou essa pessoa porque 99,99% de tudo o que acontece no universo (provavelmente mais) está fora do meu controle, mas eu pelo menos ainda tenho controle sobre algumas coisas: eu é que decido se eu vou ser a pessoa babaca e cri-cri que vai reclamar de estarem usando sua caneca.

Poucos conselhos são mais canalhas do que o clássico "seja você mesmo". A maioria dos problemas do mundo veio de gente que estava simplesmente sendo si próprio. Mais importante do que "ser você mesmo" é ser quem você quer ser. Todas as forças do universo nos impelem a nos conformarmos, a aceitarmos as regras do mundo, a cedermos, nos moldarmos. Ser a pessoa que você quer ser é uma das tarefas mais difíceis do mundo. É uma luta diária, surda, interna, contra seus próprios preconceitos, suas mesquinharias, seus egoísmos.

Quer ser menos invejoso, menos ciumento, menos egoísta? Então, seja.

Ser quem você quer ser é o mínimo que deve a si mesmo. Se você não é nem isso, então você não é nada.

Agora, por favor, não deixe de ler a conclusão desse texto, senão vai pegar tudo pela metade: Você É o que Você Faz

* * *

Pré-FAQ dos comentários: Se você acha que esse post é sobre uma caneca, ou se vier fazer comentários sobre a caneca e não sobre a moral subjacente da história, saiba que você é um idiota. Abraços.

* * *

Estou há dois meses escrevendo e reescrevendo esse texto. Se ele te ajudou, se significou alguma coisa pra você, ajude um pobre escritor falido que vive disso: compre alguns dos meus livros abaixo, ou compre qualquer coisa no Submarino clicando por aqui. Que Machado te abençoe.

* * *

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25.10.10


Categorias: Comportamento, Narcisismo


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Comentários:


Comentário de: Sandro · http://arkhanasilum.blogspot.com

Desapego.
É dificil pacas praticar. masmo quando alguma coisa sua nao está sendo usada, é confortante saber que está lá, que quando voce precisar/quiser usa-la, estará lá. E as vezes passam-se anos sem que precisemos delas, e vamos juntando coisas.

É nobre e dificil se desapegar dessas pequenas posses, que podem ir de uma caneca a um travesseiro, passando por roupas e, pasmem, um carro.

Mas ao mesmo tempo, se desapegar,mas ficar remoendo por dentro como gostaria de Explodir com quem pegou a porra da caneca ou merda q o valha tambem nao difere muito. Se o fato de nao falar vai te trazer uma gastrite, esse desapego nao é verdadeiro.

PermalinkPermalink 25.10.10 @ 10:37



Comentário de: alexia

Eu me considero uma pessoa relativamente desapegada das coisas... mas sera?
Uma amiga RM visitava constantemente minha casa, eu sempre falei "Mi casa, tu casa" pra quem me visita, e falo pra todos "usa aih tudo que tu precisares".
Bom, comecaram a sumir (sumir mesmo, ela levava os restos pra casa dela) umas coisinhas bobas, tipo: resto de shampoo, frasco de protetor solar, meias, brincos, cosmeticos - tudo usado, tudo resto mesmo.
Fiquei um pouco chateada por RM pegar os negocios sem falar nada, pela atitude e nao pelos objetos, mas fiquei na minha.
Um dia ela falou "Olha, eu quero um marido que nem o seu, faz comida, lava louca, arruma casa..."
Bom, aih realmente eu nunca mais convidei RM pra vir em casa.
Hoje, lendo esse teu texto me questiono se fui mesquinha...

PermalinkPermalink 25.10.10 @ 10:49



Comentário de: alexia

Eu me considero uma pessoa relativamente desapegada das coisas... mas sera?
Uma amiga RM visitava constantemente minha casa, eu sempre falei "Mi casa, tu casa" pra quem me visita, e falo pra todos "usa aih tudo que tu precisares".
Bom, comecaram a sumir (sumir mesmo, ela levava os restos pra casa dela) umas coisinhas bobas, tipo: resto de shampoo, frasco de protetor solar, meias, brincos, cosmeticos - tudo usado, tudo resto mesmo.
Fiquei um pouco chateada por RM pegar os negocios sem falar nada, pela atitude e nao pelos objetos, mas fiquei na minha.
Um dia ela falou "Olha, eu quero um marido que nem o seu, faz comida, lava louca, arruma casa..."
Bom, aih realmente eu nunca mais convidei RM pra vir em casa.
Hoje, lendo esse teu texto me questiono se fui mesquinha...

PermalinkPermalink 25.10.10 @ 10:53



Comentário de: Leonardo Xavier · http://discordando-do-mundo.blogspot.com

Alex, eu acho que se pessoa realmente conseguir internalizar essa postura que você cita no texto, realmente dá para diminuir 90% dos problemas de convivência.

PermalinkPermalink 25.10.10 @ 11:09



Comentário de: Alex Castro Email

sandro,

Mas ao mesmo tempo, se desapegar,mas ficar remoendo por dentro como gostaria de Explodir com quem pegou a porra da caneca ou merda q o valha tambem nao difere muito. Se o fato de nao falar vai te trazer uma gastrite, esse desapego nao é verdadeiro.

essa é justamente a questão que o post de amanhã vai explorar: o que é isso de ser "verdadeiro"? "ser verdadeiro" tem a ver com o que a gente é ou com o que a gente faz?

PermalinkPermalink 25.10.10 @ 11:41



Comentário de: Carla · http://www.bailedemascaras.blog.br

pouca coisa é mais aprisionante do que o "ser você mesmo". Desconfio que seja a primeira prisão e a mais difícil de se livrar. Desapegar-se de um objeto, de um outro, vá lá. Mas de "si mesmo" - essa figura construída que a gente acha ser um EU -, eis o drama.

PermalinkPermalink 25.10.10 @ 11:48



Comentário de: raf

Sandro,

"Mas ao mesmo tempo, se desapegar,mas ficar remoendo por dentro como gostaria de Explodir com quem pegou a porra da caneca ou merda q o valha tambem nao difere muito. Se o fato de nao falar vai te trazer uma gastrite, esse desapego nao é verdadeiro."

Eu fui assim a vida inteira. Não queria ser um chato, então guardava tudo. Isso transformou a maior parte da minha vida num inferno por causa da constante agonia. Isso definitivamente não é desapego.

Mas, mesmo pra quem tem esse péssimo hábito, dá pra se desapegar. Dá trabalho, mas vale a pena.

PermalinkPermalink 25.10.10 @ 12:03



Comentário de: raf

Sandro,

"Mas ao mesmo tempo, se desapegar,mas ficar remoendo por dentro como gostaria de Explodir com quem pegou a porra da caneca ou merda q o valha tambem nao difere muito. Se o fato de nao falar vai te trazer uma gastrite, esse desapego nao é verdadeiro."

Eu fui assim a vida inteira. Não queria ser um chato, então guardava tudo. Isso transformou a maior parte da minha vida num inferno por causa da constante agonia. Isso definitivamente não é desapego.

Mas, mesmo pra quem tem esse péssimo hábito, dá pra se desapegar. Dá trabalho, mas vale a pena.

PermalinkPermalink 25.10.10 @ 12:07



Comentário de: rose borges

Quando me vi apegada demais a um certo livro a ponto de nao querer nem que as pessoas tocassem nele (não era um relíquia de um milhão de dólares) eu dei de presente a um colega que nem conhecia mto bem o autor. Era um colega só. O livro? Henfil na China, autografado pelo próprio. Foda.

PermalinkPermalink 25.10.10 @ 12:15



Comentário de: Ronaud · http://www.ronaud.com

Dependendo da interpretação, "ser eu mesmo" e "ser quem eu quero ser" dá no mesmo. Porque quem EU QUERO ser É a pessoa que eu sou autenticamente. O que eu sou normalmente é que é uma farsa, um personagem fictício que serve para agradar aos outros e conviver em sociedade.

PermalinkPermalink 25.10.10 @ 12:36



Comentário de: Arthur

Eu sempre achei a maior maluquice do mundo esse negocio do *eu* verdadeiro e do outro eu que é só uma farsa pra conviver com os outros e tal.

O problema é que não existe um eu fora de contexto. O contexto faz parte de você. Isso faz com que você aja de modo diferente em situações diferentes, nem por isso um *eu* é de verdade e outro não.

Não sei exatamente por que, mas isso na minha cabeça está ligado ao problema do livre-arbitro, que eu acho um conceito meio estranho também. Tipo, seu arbítrio está livre do que?

PermalinkPermalink 25.10.10 @ 13:07



Comentário de: Fabio R.

Podia citar Hannah Arendt para dizer que uma coisa é o que você é e outra é o que você faz. Mas, na verdade, você é o que você faz, você é uma coisa pra dentro e outra pra fora. A coisa pra fora você não tem o menor controle do que passa aos outros. A coisa pra dentro, você tem até a ilusão de que controla, se nunca leu Freud. Mas, prefiro me socorrer com o Batman Begins: "Não é o que você é por dentro, mas o que você faz que te define".
Ah, garoto!

PermalinkPermalink 25.10.10 @ 14:22



Comentário de: Luis

é bem comum comigo ficar dividido entre ser o que eu quero ser, e ser espontaneo/sincero.

mas daí lembro do mario de andrade dizendo ao sabino, "A tal da sinceridade que você invoca é o seu maior perigo. E que sinceridade se você não é você?"

e depois lembro de uma frase de gandhi que vi em criminal minds, "É melhor ser violento se existe violência em seu coração, que vestir o manto de não-violência para disfarçar impotência"




PermalinkPermalink 25.10.10 @ 14:34



Comentário de: Ronaud · http://www.ronaud.com

Arthur

É "maluquice" sim. São temas muito subjetivos. Dependem muito de nossa interpretação da realidade e ainda da forma de reagir de cada um.

PermalinkPermalink 25.10.10 @ 14:48



Comentário de: Renata P.

"essa é justamente a questão que o post de amanhã vai explorar: o que é isso de ser "verdadeiro"? "ser verdadeiro" tem a ver com o que a gente é ou com o que a gente faz?"

Essa é uma boa questão pra mim funciona assim: o que eu faço faz parte do que eu sou, mesmo que seja o oposto do que eu gostaria de ter feito.

PermalinkPermalink 25.10.10 @ 15:54



Comentário de: Lara

Gostei demais!! POxa vida, vou ler mais teu blog viu!

Tive pedras na vesícula e fui buscar explicações metafísicas para isso - já que não faço parte de nenhum suposto grupo de risco (má alimentação/excesso de colesterol, anticoncepcional prolongado, sobrepeso, gravidez em sequência), somente hereditariedade. Poderia me "contentar" com a hereditariedade né, mas não é possível, tenho apenas 29 anos! E busco o auto-conhecimento, valorizo a vida, amo viver apesar de todos os perrengues, quero realizar a melhor Lara possível... Enfim, a medicina chinese e alguns teóricos metafísicos ligam as pedras na vesícula à problemas de tolerância (falta de tolerância ou excesso - no sentido de apatia, engolir sapos, não saber fazer a energia girar de uma maneira legal, guardar, estagnar energia)

Enfim, sou uma pavilzinho curto muito mais chata do que gostaria pra coisas banais, confesso, porém frequentemente me policio e me corto, principalmente com coisas mais relevantes em nome de uma Lara melhor, de um ambiente, de uma relação, de um mundo melhor... Não consegui atingir o ponto de equilíbrio. Já tô na linha esperando o próximo texto, viu? ;-)

um abraço!

PermalinkPermalink 25.10.10 @ 21:29



Comentário de: Müller

Acho que as pessoas tem medo de perder sua identidade ao mudar, ser visto e tratado de forma diferente pelos amigos e colegas; além do medo de fracassar (e ser tachado de perdedor) ou suceder (e ter que arcar com novas responsabilidades).

PermalinkPermalink 25.10.10 @ 22:53



Comentário de: Helvecio

Posso dizer que pratico o desapego. Mas é da porta de casa pra fora. Dentro do meu mundinho, é tudo meu, ninguém toca, nem olha.

O importante é você questionar porque valoriza tanto algo sem valor.

Sim, vou comprar algo no submarino direto do site. Mas quando irá publicar as "Prisões" ?? Tenho alguns amigos que merecem este Presente de Natal.

Abraços
Helvécio


PermalinkPermalink 25.10.10 @ 23:20



Comentário de: Rogério Santos · http://www.efemeridesbaianas.blogspot.com

O problema disso é quando as pessoas pensam que poderão entrar na minha casa e levar/fazer o que quiserem só porque eu disse que sou desapegado. Tudo porque boa parte delas quando ouve a palavra "desapegado" entende "otário", "babaca", "abestalhado", "mané", "idiota"... Já ouvi várias pessoas dizerem que fizeram misérias com coisas que não eram suas e ainda incitarem outras pessoas a fazerem a mesma coisa porque "fulaninho não liga pra nada", ou "pode quebrar, cara, porque ele tem dinheiro para comprar outro".

Eu faço o seguinte: quando, seja lá por que motivo, eu sou obrigado a conviver com alguém, eu procuro logo definir se poderemos usar as coisas do outro ou cada um usa só o que é seu e fim de papo. Se ela escolher a primeira opção, eu inventarei logo um motivo para usar alguma coisa dela a fim de saber se ela aguenta ver os objetos que ela tanto adora serem usados por outra pessoa que ela nunca viu na vida. Se eu perceber que ela não ficou contente ou inventou uma desculpa esfarrapada para me desestimular a continuar usando o objeto ou não emprestar, eu quebrarei o acordo anteriormente firmado, não usarei mais as coisas dele e pedirei para ele não usar mais o que é meu.

Já tomei na cara algumas vezes por ser mão aberta demais, e por conta disso resolvi mudar. Se ser ruim significa ser intragável, mas ser bom significa ser otário, então eu prefiro ser ruim.

PermalinkPermalink 26.10.10 @ 02:00



Comentário de: Marcio E. Goncalves

"E eu, que não escrevo livro de auto-ajuda, não sou guru..."

Mas devia, ue. E a coisa que mais vende no Brasil e tu vive reclamando que ta sem grana.

Ja que virou comuna mesmo, passe logo p/ um lance meio DeRose/Paulo Coelho.

PermalinkPermalink 26.10.10 @ 03:25



Comentário de: Jock · http://diegojock.com

Alex, adorei!

Engraçado o adsense que apareceu ali em cima:

Dificuldades para Gozar?
Referência Mundial no Tratamento da Mulheres Que Goza. F: 0800-709-9999

hahahaha

PermalinkPermalink 26.10.10 @ 09:26



Comentário de: Davi

Bro, o negocio é o seguinte, o que é meu é meu. Você quer emprestar sua esposa? Você quer emprestar sua casa para outras pessoas morarem? Leve as suas palavras as ultimas consequencias e voltamos a morar todos da tribo na mesma barraca... Bem ou mal a sociedade criou as relações familiares, não é racional que você confie em todos os membros da sua comunidade, é mais seguro você eleger um grupo mais restrito de pessoas em quem você pode confiar e com quem você está confortável em dividir suas coisas. . Bom sua caixa de texto tá meio bugado vou parando o comentário por aqui, mas acredito que não tenha nada de errado na humanidade (na verdade na grande maioria dos mamíferos) um pouco de egoísmo. O segredo está no equilíbrio pra que vc realmente não se torne mesquinho. Qndo vc troca a caneca pelo seu carro, pela sua casa, pelas suas roupas, começa a ficar bem mais complicado. Vai acontecer que você vai acabar sendo roubado, traído ou até assassinado por um colega.

PermalinkPermalink 26.10.10 @ 10:44



Comentário de: ricardo

Hamlet tava certo..."ser ou não ser?"

"Ser você mesmo" só coincide como o "ser quem vc quer ser", depois de anos de terapia....análise ou algo que o valha.
Entendi claramente o que o Alex quis dizer com conselho canalha...do "seja você mesmo" pois se a pessoa nem sabe quem é? como ser ela mesmo? Por isso o mundo vai de mala pior, pessoas que nem sabem o que são ou o que querem se arvorando da "liberdade" de ser "ela mesmo"...
Liberdade está entre aspas pois como Sartre falou: "Estamos condenados a ser livres". Liberdade, tão apregoada por alguns, para os existencialistas é uma condenação....pois cada escolha gera uma renúncia...
Por isso é melhor seguir o TAO (caminho.
Aprender a não fazer nada. Quando nada é feito, nada fica por fazer....Segundo o TAO: "...Domina-se o mundo deixando as coisas seguirem seu curso e não interferindo"...Quando entendemos bem a natureza das coisas, e deixamos de ir de encontro, conseguimos tudo o que é possível, com o mínimo de esforço...
o Alex a meditar sobre a sua caneca, não foi de encontro...deixou usarem, e aí tudo flui...natural e livremente e o conhecimento de si vem, sem esforço...
quer fazer o memso...entregue-se ao TAO....
abração

PermalinkPermalink 26.10.10 @ 11:45



Comentário de: Amora

Aqui no meu serviço tem gente que faz escândalo
porque o colega mexeu na gaveta de sua mesa de
trabalho.Veja bem, se vc tá numa empresa nada
do que tem lá é seu. As coisas são da empresa,
inclusive as canetas, o durex, o bloquinho...
Mas aí o cara acha que é dele e que vc não tem
direito de pegar. E se pegar tem que pedir, porque
aí vc vai se encher de importância ao AUTORIZAR
que o cara pegue um objeto que, na real, não é
seu.

PermalinkPermalink 26.10.10 @ 11:59



Comentário de: Andrea Almeida · http://composelife.blogspot.com/

Caro Alex,
Este texto é extremamente cômico!
Você é esta pessoa: o cara que quer usar a caneca que comprou e gosta. Você não é cri-cri, você é humano.
Um bilhete educado ou um pedido franco aos seus roommates resolveria todos os seus problemas.
O fato é, você se irrita quando a caneca some. Enquanto não conseguir viver sem a caneca e sem se irritar, comunique-se. Forçar algo que não é porque você acha que é “mais bonito e nobre”, não tem nada a ver. Não é real, nem nem bonito, nem nobre.

PermalinkPermalink 26.10.10 @ 14:20



Comentário de: Moacir

Tanto escândalo por causa de uma caneca...

PermalinkPermalink 26.10.10 @ 14:53



Comentário de: Mônica

tudo tem limite. Tentar ser legal pros outros mas ficar puto não é saudável...
Mas e aquela história que vc contou sobre a conversa com novos roomates? - vc mostrava seus apetrechos de cozinha e dava a opção de compartilhar TUDO, para na sequência dizer que não tem carro e precisa dele nas quintas pra ver se o cara aceita compartilhar tb?

PermalinkPermalink 26.10.10 @ 17:53



Comentário de: Permafrost · http://drplausivel.blogspot.com

"se vier fazer comentários sobre a caneca e não sobre a moral subjacente da história, saiba que você é um idiota"

Alex,
Mmm. Aí vc contradisse toda a mora do q disse antes. Se uma pessoa faz algo descabido, tal como usar tua caneca, e vc acha q não reclamar ou xingar é ser uma pessoa melhor, então o mesmo princípio tem q se aplicar a um comentário q vc acha descabido. Foi como se vc tivesse deixado um recado no armário: "se vc usar esta caneca, saiba q vc é um idiota". Não?

PermalinkPermalink 26.10.10 @ 20:02



Comentário de: Arthur

Perma, ao mesmo tempo eu acho que você tem razão, mas também que o comportamento publico e o privado são regidos por regras diferentes.

PermalinkPermalink 26.10.10 @ 23:49



Comentário de: Anarcoplayba · http://anarcoblog.wordpress.com

Seja você mesmo, mas antes seja o seu melhor.

PermalinkPermalink 27.10.10 @ 09:38




todos os "consulentes" são leitoras né?

PermalinkPermalink 27.10.10 @ 09:42



Comentário de: viviane

cara, compre logo uma outra caneca para ele e vivam felizes para sempre. esses lances são comuns em qualquer relacionamento.

PermalinkPermalink 30.10.10 @ 09:25



Comentário de: Biajoni · http://www.biajoni.com.br

já te disse: escreve um livro de auto-ajuda logo!

PermalinkPermalink 02.11.10 @ 13:57



Comentário de: Cyrano · http://cyranodisse.wordpress.com

Olá Alex, prazer te conhecer!

Faz uns 15 minutos que conheço seu blog, mas nos primeiros 15 segundos já fiquei com uma pergunta e elegi esse seu post da caneca para fazê-la: já te ocorreu estudar a filosofia do yoga?

Só como exemplo, vai um artigo do Pedro Kupfer (um praticante de yoga bastante estudioso) sobre Karma. Tem muito a ver com seu interesse pela idéia de que somos o que fazemos.

http://www.yoga.pro.br/artigos/870/1/karma-e-fatalidade

PermalinkPermalink 03.11.10 @ 09:54



Comentário de: Paula · http://paulaberbert.com

ai, baby, eu te amo.
tinha milênios que eu não vinha aqui, e me deparo com um texto que verbaliza o que eu estava pensando... como sempre.
poxa, preciso de você no meu sofá pra gente pôr as fofocas em dia.

PermalinkPermalink 06.11.10 @ 20:21



Comentário de: jessikah

bom em 1 lugar semple fazer o bem para todos para um dia a pessoa que nunca te amou possa ver a bela pessoa que vc é por dentro e por fora somo diferentes um do outro + temos 1 coisa que somos iguais
NOS NOS AMAMOS entao faça o bem para todos PARA QUE UM DIA possao quebrar a cara por pensarem uma coisa e vc provar o contrario BY:Jessikah

PermalinkPermalink 15.01.11 @ 19:14



Comentário de: Alvaro · http://comprarxbox360.net/

O importante é cada um ser cada um, mas tambem fazer o minimo pra evitar a discussão.

PermalinkPermalink 17.03.11 @ 16:56



Comentário de: bruna

oaderi mais me diz ai como posso ser uma boa mulher e amiga tenho esse pequeno problema na minha vida

PermalinkPermalink 22.08.11 @ 18:43



Comentário de: Priscila

Gente me auda ae por favor? Me diz o que eu faço para ser uma pessoa melhor para minha mãe?
Eu amo ela mas parece que ela me odeia. Ela vive me chingando. Eu tenho dois cachorros aqui em casa mas parece que ela gosta mais deles do que de mim, ela dorme com eles, beija eles e eu ela só beija quando eu vou para a escola e qando eu vou dormir ela disse que amava os meus cachorros e eu ela nunca disse que me amava. Parece que eu nem existo pra ela!!!
Por favor gente me ajudem, me diz o que eu faço ????
eua agradeço desde já
obrigado!!!

PermalinkPermalink 30.09.11 @ 15:18



Comentário de: Kaah

E a caneca?

PermalinkPermalink 27.12.11 @ 01:20



Comentário de: exercise treadmill · http://chazelles-sur-lyon.net/spip.php?article340

(Ps. Relating to the fact that alcohol is just a poison, it might be worth yelling, that the authentic meaning of the report intoxicated was tainted.

PermalinkPermalink 05.02.12 @ 13:05



Comentário de: camilla · http://nao tenho

eu sou bastante diferente nao consigo faser amizade com niguem ,,

PermalinkPermalink 09.02.12 @ 13:22



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