Vargas Llosa escreveu alguns livros que foram vitais para minha formação. Como adolescente metido a romancista, "Tia Julia e o Escrevinhador" me deu esperanças. Como adolescente procurando direção, "A Guerra do Fim do Mundo", sobre Canudos, me empurrou em direção à História. Depois disso, entretanto, ou sua qualidade caiu muito, ou eu cresci, ou ambos. "Pantaleão e as Visitadoras" ainda é bom, mas "O Falador", "Quem Matou Palomino Molero?" e "Lituma nos Andes" são todos constrangedoramente fracos. Desisti dele e nunca mais olhei pra trás. "Tia Julia" e "Guerra" ainda são importantes pra mim, mas já quase não reconheço seu autor nesse Vargas Llosa atual defensor do mais elitista conservadorismo latino-americano.
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