Cinco anos atrás, no LLL:
Quarta, 31 de agosto de 2005
Finalmente, um santo leitor me mandou o texto da nota do Globo. Aqui vai:
Como um refugiado no Sudão
O carioca Alex Castro, de 31 anos, tinha chegada a Nova Orleans duas semanas antes da ordem de evacuação, sábado. Professor de literatura brasileira da Universidade de Tulane, viveu o drama de ser obrigado a deixar seu poodle, Oliver, para trás. "Fiquei sabendo que a universidade colocou ônibus à disposição de alunos e funcionários para que deixassem a cidade. Mas eram só eles. Estávamos nos dias que antecederiam o início das aulas, quarta-feira, e muitas pessoas tinham acabado de chegar à cidade, parentes tinham levado alunos para lá. Muitos falavam: 'meu pai pode ir? Meu irmão veio aqui só para me trazer e não tem como sair'. Não pude levar meu cachorro, Oliver. Não tenho carro, não conheço ninguém na cidade, não tinha um plano de evacuação, como todos lá têm. Quando tive que sair, deixei água e comida para uma semana para o Oliver. Pretendo voltar o mais rapidamente possível", disse Castro ao GLOBO.
O professor, que conta seu drama em seu blog http://www.liberallibertariolibertino.blogspot.com, ficou 48 horas "como um refugiado do Sudão", enquanto era levado para a universidade da cidade de Jackson. Depois pegou um avião para Detroit e, depois, para a casa de amigos em Nova York.
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Pedidos
Estou bem mal. Mental e emocionalmente exausto. Agora é que está batendo a enormidade dessa porra. Mas tenho dois pedidos:
Parem de perguntar por notícias do bicho. Ele não fala, não escreve, não manda email, claro que não tenho notícias dele. Se tiver, eu aviso.
E, por favor, o mais importante, parem de vir me dizer que vai ficar tudo bem. Caralho, você não sabe isso, não tem nada o que você possa fazer, nem eu, é só uma frase vazia usada pra acalmar gente histérica, o que não é o meu caso - ainda. Se você quiser dizer que espera ou torce pra que tudo fique bem, eu aceito at face value e agradeço.
Mas eu confesso que me irrita muito essas pessoas que botam a mão no meu ombro e dizem, com uma certeza que não sei de onde veio, que vai ficar tudo bem.
I don't know that, neither do you. Em uma emergência, o que conforta é amizade, concern, companheirismo, não frases vazias.
Aliás, hoje saí no Globo, em um box que não aparece na versão online. Se alguém puder transcrever a notinha nos comentários aqui do blog, eu agradeço.
E muito obrigado a todos pelas muitas demonstrações de carinho, afeto, amor. Eu amo todos vocês. Mesmo os que me irritam com as frases vazias. Eu sei que é de coração.
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Cemitério em Spruce Street

Cemitério em Spruce Street
Nova Orleans é famosa por seus cemitérios, a maioria dos quais é ponto turístico. Não é o caso desse aqui, que fica na minha rua, Spruce Street.
Ago.25, Katrina minus 4
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Newcomb Hall

Newcomb Hall
Onde eu teoricamente iria estudar e trabalhar, se o prédio ainda estiver lá.
Ago.25, Katrina minus 4
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St Charles Streetcar

St Charles Streetcar
O bonde que eu pego (pegava) pra ir de casa (se ainda existir) à universidade (se ainda estiver lá).
Ago.25, Katrina minus 4
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Tulane University Entrada Principal

Tulane University Entrada Principal
Entrada principal de Tulane, na St Charles Av.
Ago.25, Katrina minus 4
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St Charles Streetcar 2

St Charles Streetcar 2
O bonde que eu pego (pegava) pra ir de casa (se ainda existir) à universidade (se ainda estiver lá).
Ago.25, Katrina minus 4
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St Charles Streetcar

St Charles Streetcar
O bonde que eu pego (pegava) pra ir de casa (se ainda existir) à universidade (se ainda estiver lá). A foto é do ponto em frente à entrada principal.
Ago.25, Katrina minus 4
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St Charles Streetcar

St Charles Streetcar
O bonde que eu pego (pegava) pra ir de casa (se ainda existir) à universidade (se ainda estiver lá). A foto é do ponto em frente à entrada principal.
Ago.25, Katrina minus 4
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St Charles Streetcar

St Charles Streetcar
O bonde que eu pego (pegava) pra ir de casa (se ainda existir) à universidade (se ainda estiver lá). A foto é do ponto em frente à entrada principal.
Ago.25, Katrina minus 4
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Arrival in New York

Arrival in New York
Segunda, Ago.29, K Day.
Enquanto o Katrina destruía minha cidade, cheguei em Nova Iorque literalmente morto, exausto, preocupado, depois de 52 estressantes horas on the road, de Nova Orleans, a Jackson, Mississippi, passando por Detroit, Michigan.
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Celebrando o aniversário de cinco anos do Furacão Katrina, e em homenagem à minha enorme preguiça de escrever novos textos, vou reeditar "em tempo real" os mesmos posts que fiz naqueles dias tão movimentados de agosto e setembro de 2005. Não mudei nem uma vírgula. Para quem quiser saber a história completa, comprem meu livro de crônicas Liberal Libertário Libertino - cuja parte final é inteirinha sobre o Katrina. Por fim, um pequeno epílogo das minhas aventuras durante o Katrina, não incluído no livro acima, onde agradeço a todos que me ajudaram: Dia de Ação de Graças.
Liberal Libertário Libertino (2007), crônicas. Ebook em pdf.
Preço recomendado: R$20 / US$15, envio por email
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Meus três livros preferidos sobre Nova Orleans e o furacão Katrina: The Great Deluge: Hurricane Katrina, New Orleans, and the Mississippi Gulf Coast (se só puderem ler um, leiam esse) // The Year Before the Flood: A Story of New Orleans // 1 Dead in Attic: After Katrina
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