2010 está sendo o ano mais produtivo da minha vida. (Em grande parte graças ao meu computador sem internet)
Em janeiro, mergulhei na tese e escrevi umas 70 páginas do capítulo sobre Paulo Eiró.
Em fevereiro, revisei palavra por palavra a tradução espanhola de Mulher de um Homem Só, reescrevendo e redizendo muita coisa, praticamente uma adaptação. A tradutora linda está agora revisando minha versão e, em breve, vou sair com ela debaixo do braço no mundo hispânico.
Em março, finalmente arrumei, diagramei, projetei todo o meu livro Cria da Casa: Histórias de Empregadas e Escravos (Antes "Empregadas & Escravos"), no qual eu já vinha trabalhando desde 2007. Foi um trabalho grande de organização, colocar tudo em ordem, decidir o que entra e o que sai, explicar sua lógica interna. O projeto não ganhou o prêmio da Biblioteca Nacional, para Obras em Fase de Conclusão, para o qual foi feito, mas já despertou o interesse de algumas editoras e, mesmo de forma incipiente, já está circulando pelas mãos de quem assina cheques.
Em abril e maio, trabalhando todo dia, o dia inteiro, via de regra dez horas por dia, escrevi o posfácio do livro, ambientado em Cuba. Foi uma delícia mergulhar em Cuba de novo. O posfácio, que eu imaginava que teria umas vinte páginas, acabou com cento e quarenta, 35 mil palavras - bem maior do que Mulher de Um Homem Só, por exemplo, que tinham 25 mil.
Escrever ficção, para mim, é mágico. Sinto que estou no meu lugar, fazendo a única coisa que sei fazer direito, dando a única contribuição que me cabe. Feliz.

Meus livros à venda. Se for comprar, pra fins de comissão, prefiro fortemente que compre pelo meu site.
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