Estudar e Plantar Cana em Cuba

Você faria universidade se o preço fosse passar três anos plantando cana?

* * *

O Pré-Universitário en el Campo em Cuba

Em Cuba, lá pelos quinze anos, ao acabar o Ensino Secundário (que vai do 7º ao 9º ano), o jovem podia escolher entre ou

1) o Pré-Universitário (10º ao 12º), três anos de preparação para a carreira superior, ou

2) fazer um curso técnico profissionalizante em alguma das centenas de centros politécnicos ou escuelas de oficio.

Com um pequeno senão: os pré-universitários eram internos e ficavam no campo. Os alunos passavam metade do dia estudando, metade trabalhando na lavoura - em geral, de cana - e tinham as noites livres.

Teoricamente, seria uma maneira dos jovens retribuírem ao Estado pela educação superior gratuita de qualidade que receberiam - e de modo mais útil do que, digamos, servindo nas Forças Armadas. Na prática, não era bem assim, pois os pré-universitários nunca foram auto-suficientes economicamente.

Os objetivos reais, imagino, eram ideológicos.

Por um lado, a Revolução Cubana tem sim uma certa adoração pelo campo e pelo guerrilheiro rural, então, a idéia era expor a futura elite urbana nacional a pelo menos parte dos rigores do campo. Assim, todo universitário, todo futuro médico, todo futuro ministro, saberia na carne o que é pegar na enxada.

Por outro lado, ao pegar essa futura elite e isolá-la da família e das influências exteriores justamente em seus anos formativos (dos 15 aos 18), o governo cubano assumia totalmente sua vocação althusseriana de Aparelho Ideológico de Estado e se colocava em posição ideal para instigar os ideais da Revolução nesses jovens influenciáveis:

Libertad, responsabilidades, convivencia, educación, estudio, trabajo y amores, son solo algunos de los cambios que se suscitan en un número elevado de jóvenes cubanos que optan por los Institutos Preuniversitarios en el Campo (IPUEC). Su funcionamiento se basa en un sistema pedagógico concebido especialmente, y enriquecido a través de más de treinta años de funcionamiento y renovación. El programa de estudios ha sido dinámico y se ha ido acoplando a las nuevas exigencias de cada momento histórico; eso sí, manteniendo siempre el principio, su razón de ser, en la formación integral de los jóvenes cubanos a partir del desarrollo de una cultura general, política y pre-profesional que garantice la participación protagónica e incondicional en la construcción y defensa del proyecto socialista, y en la elección consciente de la continuidad de estudios superiores. ...

En los IPUEC también se educa respecto a obtener y potenciar una sexualidad responsable y feliz. Se ha prestado especial énfasis en la educación de los sentimientos; por eso durante este decenio se han tomado importantes decisiones que han permitido situar esta competencia en un plano cualitativamente superior. Además, sus educandos tienen garantizada gratuitamente la atención médica preventiva, educativa y curativa, gracias a la labor de médicos que trabajan no solamente con los alumnos con problemas de salud, sino también con la población. (fonte)

O sistema do pré en el campo foi criado no final dos anos sessenta ou começo dos setenta (não consegui encontrar o ano exato), mas passou a ser obrigatório em 1990. Até essa data, o aluno podia escolher um pré na cidade ou no campo. Depois, todos os prés passaram a ser no campo.

Dizem as más línguas que a penúria do Período Especial, depois da queda da União Soviética, e a consequente apatia dos jovens quanto a Revolução fez com que o governo tomasse essa atitude, para poder intervir mais eficientemente na educação política das futuras gerações.

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O Fim do Pré-Universitário en el Campo

Agora, acabou. Começando nesse ano letivo de 2009-2010, quase todos os Pré-Universitários do campo foram fechados e os alunos foram transferidos para o Prés mais próximos de suas casas. Em setembro de 2009, a grande notícia na imprensa cubana foi a volta dos "azulitos" às cidades - estudantes do pré que, obviamente, tem esse nome por causa da cor do uniforme.

El fin de la enseñanza preuniversitaria interna en el campo, que con carácter obligatorio fue dispuesto por el gobierno en 1990, ya había sido anticipado por el general Raúl Castro quien el pasado 1ro.de agosto explicó durante la sesión de la Asamblea Nacional que "se estudian vías para reducir la cifra de alumnos internos y seminternos" en zonas rurales del país, donde "ya no se requiere su participación en tareas agrícolas", así como garantizar el traslado de esos centros de enseñanza a la ciudad.

"Lo vemos como una medida buena, compartir con la familia completa, y creo que eso es positivo, lo vemos como una paso positivo", dijo a la AFP el Arzobispo de Santiago de Cuba, Dionisio García, quien comentó que hace mucho tiempo que la Iglesia Católica había pedido esa medida. "Es una petición que ... lleva muchos años. Creo que la edad en que los jóvenes se van normalmente al campo, 14-15 años, es precisamente la edad de la adolescencia, en la que el joven necesita tener más cerca a los padres. La familia es la primera comunidad educativa", añadió monseñor García. (fonte)

E uma matéria muito boa do Juventud Rebelde sobre o fim dos pré-universitários en el campo:

Amplias expectativas genera el regreso de los institutos preuniversitarios urbanos

De Cuba, Com Carinho Cuba: La Isla Grande

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A Favor do Pré-Universitário en el Campo

Nem todos apoiaram essa medida.

Muitos dos cubanos que conheci tinham excelentes memórias dos seus anos de Pré. Era uma época de liberdade e independência. Estavam finalmente longe dos pais, era o momento de se encontrarem, de descobrirem quem eram e... Ah sim, havia o SEXO!

Imagine o que acontece quando um país caribenho e sexual, de pouca incidência de AIDS (em parte porque o governo colocou os soropositivos em quarentena!), pega a elite de sua juventude, bem informada e veterana de muitas aulas de Educação Sexual, lhes dá camisinhas à vontade, faz com que trabalhem manualmente a tarde toda e, depois, lhes dá as noites livres, em grandes alojamentos, para fazerem o que quiserem das seis da tarde até as oito da manhã do dia seguinte. Imaginou? Pois bem, era isso mesmo.

Enfim, para muitos cubanos, o Pré foi não só um momento de liberdade e auto-reflexão mas também um desabrochar sexual do qual guardam excelentes lembranças.

Contra o fechamentos dos prés do campo, também ouvi dois argumentos:

Comida: as famílias cubanas vivem com um orçamento muito apertado. Alimentar adolescentes famintos entre os 15 e os 18 pode ser financeiramente difícil. Antes, o governo pagava essa conta.

Transporte: desde a queda da União Soviética, Cuba raciona combustível. Na época dos pré no campo, as crianças ficavam três anos morando, estudando e trabalhando num lugar só. Agora, essas milhões de crianças indo de casa pra escola todos os dias nas grandes cidades podem levar o precário sistema de transporte público ao colapso. Simplesmente não há gasolina para fazer tantas viagens.

Assim como no caso da privatização das barbearias e salões de beleza, a medida se insere numa tendência atual do governo cubano de transferir custos para o cidadão. Nesse caso, a educação continua gratuita e o transporte de estudantes uniformizados também, mas as famílias acabaram de ser sobrecarregadas com todas as despesas inerentes a ter jovens de 15 a 18 anos morando em casa. Em um país onde o salário de um médico é vinte dólares, qualquer centavo a mais pesa no orçamento.

Mais um link do Juventud Rebelde:

«Locura» azul invade las ciudades:
El regreso de miles de estudiantes preuniversitarios a los escenarios urbanos implicó una impronta inusitada para la enseñanza, las instituciones y las comunidades

Cuba: uma Nova História Cuba Cairá?

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Conta o Pré-Universitário en el Campo

Muita gente também comemorou o fechamento dos pré en el campo.

Entre os meus amigos cubanos, é verdade, enquanto alguns lembram de sua época do pré como um paraíso de sexo e liberdade, outros lembram como um inferno de trabalho forçado e falta de privacidade. Além disso, reclamam também das constantes faltas de água e luz, da alimentação precária, do bullying entre colegas, do assédio dos professores tarados, etc.

Além disso, conheci alguns cubanos que disseram não ter cursado universidade justamente para não ter que passar por essa experiência.

Eis o que disse a sempre insuspeita Yoani Sanchez:

Llegué con catorce años y salí con una infección en la córnea, una deficiencia hepática y la dureza que se adquiere cuando uno ha visto demasiado. Al matricular, me creía aún los cuentos del estudio trabajo; al partir, sabía que muchas de mis colegas habían tenido que intercambiar sexo para obtener buenas calificaciones o mostrar un sobre cumplimiento en la producción agrícola. Las pequeñas planticas de lechuga que desyerbaba cada tarde tenían su contraparte en un albergue donde primaba el matonismo, el irrespeto a la privacidad y la dura ley del más fuerte.

Justamente, una tarde de aquellas, después de tres días sin abastecimiento de agua y con el repetitivo menú de arroz y col, me juré a mi misma que mis hijos nunca irían a un preuniversitario en el campo. Lo hice con ese tremendismo adolescente que -con los años- se va calmando y dejándonos saber la imposibilidad de cumplir ciertas promesas. Así que me acostumbré a la idea de tener que cargar jabas de comida para cuando Teo estuviera en la beca, de escuchar que le robaron los zapatos, que lo amenazaron en la ducha o que uno más grande le quitó la comida. Todas esas imágenes, que había vivido, regresaban cuando pensaba en las escuelas internas.

Por suerte, el experimento parece estar terminando. La improductividad, el contagio de enfermedades, el menoscabo de valores éticos y el bajo nivel académico han hecho sucumbir este método educativo. Después de años de pérdidas económicas, pues los estudiantes consumían más de lo que lograban sacarle a la tierra, nuestras autoridades se han convencido de que el mejor lugar donde está un joven es al lado de sus padres. (fonte)

(Yoani emigrou pra Suiça, passou uns anos lá, implorou pra que a deixassem voltar. Impressionante como não a vejo nunca elogiar NADA de Cuba. "Sim, sou crítica disso, mas adoro aquilo, etc" Simplesmente não rola. Juro, não posso deixar de me perguntar: essa mulher voltou pra quê?)

Outros elementos mais conservadores da sociedade cubana são contra os pré en el campo justamente pela atmosfera de "liberdade com libertinagem" que estimulavam:

Yolanda está alarmada. Su hija de quince años ya practica el sexo. Apenas a los cuatro meses de empezar en la escuela preuniversitaria en el campo, su hija tuvo varios novios, y le confesó que con el actual mantiene relaciones sexuales. Yolanda no lo podía creer. "Son apenas unos niños. Esa no fue la educación que yo le inculqué a mi hija", dice Yolanda con tristeza en el rostro. … El carácter obligatorio de los preuniversitarios en el campo es uno de los temas que más alarman a los padres cubanos. ... Para Yoyi, de 15 años [filha de Yolanda], en la escuela al campo los estudiantes se sienten más libres. "Allí no tenemos a los padres arriba de nosotros todo el tiempo. Cada cual escoge la pareja que quiere y los maestros no se meten en nada", afirma la joven. Si bien otros alumnos se quejan de que muchas veces tienen que cargar el agua a cubos para bañarse, y de que la alimentación es pésima, Yolanda asegura que es común que los adolescentes confundan "la libertad con el libertinaje". A esto se debe agregar que la disciplina escolar no es estricta. Únicamente se cumplen a cabalidad el horario de clases y de trabajo agrícola. (fonte)

E uma professora também se manisfestou:

Miriam Celaya, autora del blog Sin Evasión que publica desde La Habana, quien fue profesora de Literatura Española en el Preuniversitario José Smith Comas, de la ciudad de Cárdenas, declaró a Martí Noticias que el internado obligatorio de preuniversitarios en el campo creó innumerables problemas sociales y morales en los centros de educativos. "Eso fue un error garrafal, fue un desastre, que fraccionó a la familia al separar a los hijos de los padres en una edad tan difícil como la adolescencia; los primeros años de juventud cuya educación asumió el Estado en sustitución de la familia", afirmó. ... "Eso dio lugar a que se incrementaron las relaciones sexuales entre profesores y alumnos y entre los propios estudiantes que llegaron incluso a convivir las novias con los novios en el mismo albergue, como una pareja", afirmó. (fonte)

Cuba por Korda Cuba-Espanha-Cuba: uma História Comum

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Conclusões

Sim, os Prés foram uma maneira de a Revolução fazer uma quase lavagem cerebral nos jovens cubanos. Mas até aí tudo bem. Qual escola não faz isso? Toda escola, por definição, é um Aparelho Ideológico de Estado. A Escola Americana do Rio de Janeiro, onde estudei, na época a mais cara do Brasil, não era nem um pouco menos ideológica do que qualquer Pré cubano: eu cheguei a ser até mesmo gerente de lanchonete por seis meses, como parte de um projeto para estimular empreendorismo e vocação comercial. Afinal, fazer negócios e ganhar dinheiro é algo inerentemente, auto-evidentemente bom!

E, sim, entendo bem como muitos Prés devem ter degringolado seriamente. Com certeza, professores não deveriam estar comendo ninguém! Mas, pra mim, isso seria mais um problema daquela unidade específica onde isso aconteceu, do que um indicador de uma falha do conceito geral.

Ok, admito: acho lindo e poético fornecer uma boa educação sexual a adolescentes, dar-lhes camisinhas, colocá-los num alojamento e deixá-los aprender o sexo da melhor maneira possível, uns com os outros, com seus amigos, com seus colegas, com seus companheiros. Queria eu ter tido essa experiência.

Por fim, apóio a idéia de jovens de ambos os sexos (não somente homens e não somente nas Forças Armadas) trabalharem para o Estado, especialmente se vão desfrutar de ensino superior gratuito de qualidade.

Na Alemanha, onde passei alguns meses em 1990, todo alemão trabalhava um ano para o governo, entre sair da escola e entrar na universidade. Podia ser no exército, podia ser num museu, podia ser dando aulas no Goethe. O fundamental era a cidadania e o serviço.

No Brasil, eu seria totalmente a favor da seguinte medida:

Todo aluno de universidade pública deveria também trabalhar meio período para algum órgão governamental - da Funarte ao BNDES, da Biblioteca Nacional a Eletropaulo. Em famílias de baixa renda, o trabalho seria remunerado e já contaria como experiência profissional. Em famílias classe média e alta, seria um estágio não remunerado, um serviço que os jovens que *podem pagar* universidade prestariam ao país.

O que acham?

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09.05.10


Categorias: Cuba


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Comentários:


Comentário de: João Ricardo da Silva · http://berimbeat.wordpress.com

E adicione ainda o fim do vestibular! Reinaldo Azevedo ficaria insano e com insônia!! Seria lindo e magnífico!!!

PermalinkPermalink 09.05.10 @ 23:27



Comentário de: Ricardo Borelli · http://twitter.com/rabc

Trabalhar pro governo diretamente eu não seria tão a favor (sim, sou extremo liberal e anarquista :D). Sou a favor sim da produção intelectual, e não o "brain drain" descarado que acontece hoje (sim, devem ir para fora do país, mas também devem trazer algo de volta para o país com isso).

E alem disso, sou extremamente a favor de se criar uma cultura de startups, já que isso poderia gerar muito mais empregos decentes e duradouros do que você ter hoje uma geração inteira se matando de estudar para concursos públicos (de certo modo, uma visão vida-boa do comunismo que o Brasil tem)

PermalinkPermalink 09.05.10 @ 23:30



Comentário de: Alfredo

Eu acho que separar ricos e pobres com regras deste tipo não é legal.
Mas concordo com a ideia de trabalhar para o estado em troca do ensino superior com uma ajuda de custo a TODOS.

PermalinkPermalink 09.05.10 @ 23:37



Comentário de: Alex Castro Email

Eu acho que separar ricos e pobres com regras deste tipo não é legal.

Alfredo,

Nao entendi. Como assim "separar ricos e pobres"? Do que está falando?


PermalinkPermalink 09.05.10 @ 23:41



Comentário de: Alfredo

Alex, Estou falando dos dois últimos períodos deste parágrafo.

"Todo aluno de universidade pública deveria também trabalhar meio período para algum órgão governamental - da Funarte ao BNDES, da Biblioteca Nacional a Eletropaulo. Em famílias de baixa renda, o trabalho seria remunerado e já contaria como experiência profissional. Em famílias classe média e alta, seria um estágio não remunerado, um serviço que os jovens que *podem pagar* universidade prestariam ao país."

Eu acho que todos devem ser remunerados, não importa se podem pagar ou não pelo estudo.

PermalinkPermalink 10.05.10 @ 00:21



Comentário de: Alfredo

Alex, quais as tags html que são aceitas aqui? Tentei usar o quote e o sistema reclamou que não podia.

PermalinkPermalink 10.05.10 @ 00:22



Comentário de: Fernando

Sério, o dia que eu for obrigado a prestar qualquer tipo de serviço pra essa ignomínia que é o Estado brasileiro, eu fujo pra Colômbia.

O Alex é protótipo do monstro da humanidade: acha lindo sacrificar o Estado de Direito e a liberdade individual em nome de um ideal romântico. Ainda bem que as chances de ele ascender a um posto de poder são pequenas.

PermalinkPermalink 10.05.10 @ 01:47



Comentário de: Rafa · http://estadodearte.wordpress.com/

Fiz 3 semestres de estágio docente em escolas públicas como professor de música.

Quem faz licenciatura meio que, por tabela, acaba fazendo isso.

Sou a favor de trabalhar pro governo (ou pra quem quer que seja) em troca de educação de qualidade.

PermalinkPermalink 10.05.10 @ 02:20



Comentário de: Fernando · http://fserb.com.br

Alex-monstro-da-humanidade,

pela quantida de comentários, me parece que as pessoas estão de fato cagando pra Cuba (mas eu já te disse várias vezes que gosto desses posts), mas é só falar em elas fazerem algo de volta pra sociedade em contrapartida ao que a sociedade faz pra elas (e que elas aprenderam a não perceber que acontece), que aí todo mundo fica tenso.

Alfredo, de fato, seria muito ruim tratar pobres e ricos de forma diferente, né? Afinal em todo o resto tratamos eles de forma igual: pobres e ricos vão aos mesmo hospitais, tem acesso ao mesmo estudo público, são tratados de forma identica pelo poder público. Seria um absurdo criar agora uma lei que separa pobres e ricos, né?

meu xará Fernando,

cada um tem a sua visão de monstro da humanidade. Pra mim os monstros são os que consideram que as liberdades individuais implicam em receber coisas da sociedade de graça o tempo todo, não perceber, achar que não deve nada de volta e se orgulhar disso. Luto pelas liberdades individuais, não pela irresponsabilidade dos individuos.

O pleno uso das liberdade individuais implica em um imperativo moral de responsabilidade com o todo. O não reconhecimento desse dever por parte das pessoas talvez seja o maior obstáculo a essas liberdades.

PermalinkPermalink 10.05.10 @ 05:46



Comentário de: Bel Lauretti

Gosto muito da ideia de fazer um trabalho braçal para o Estado como forma de pagar por parte do estudo intelectual de qualidade que o Estado vai te proporcionar. Quanto à forma como isso se daria no Brasil, não tenho tanta clareza. Não sei se o formato alemão seria suficiente e tampouco sei se um trabalho burocrático em escritório teria o mesmo efeito que um jovem urbano ir ao campo trabalhar.

PermalinkPermalink 10.05.10 @ 11:14



Comentário de: Gustavo


"Mas, pra mim, isso seria mais um problema daquela unidade específica onde isso aconteceu, do que um indicador de uma falha do conceito geral."

Mmmmm mas você parecia ter outra opinião no caso dos padres pedófilos.

Agora veja, não sei se há estatísticas sobre os abusos dos pré-uni cubanos, mas há sobre aqueles das aulas de educação física nas escolas da Itália, e ali os abusos são bem mais frequentes que entre os padres tarados. Ora, se é assim num país onde os alunos estão relativamente mais protegidos nesse sentido(afinal eles voltam todos os dias pra casa, os pais podem apelar mais rapidamente à justiça, podem ir à mídia, podem tirar os filhos da escola etc.), como você acha que era num pré-uni cubano, onde a relação de poder entre aluno e professor era infinitamente mais desigual?


PermalinkPermalink 10.05.10 @ 11:39



Comentário de: Selma B. de Souza

Bom, não acho nenhum bicho de sete cabeças, trabalhar em troca de ensino de qualidade e ainda por cima livrar-se da pressão do vestibular. Entendi a tua idéia (para o Brasil) da remuneração p as pessoas carentes, por motivos óbvios e para pessoas da classe alta sem remuneração, mas valendo como estágio. Também concordo pq no Brasil entrar numa universidade federal está tão difícil, que a maioria das pessoas que acabam passando no vestibular, puderam pagar bons cursos preparatórios ou são oriundos de escolas particulares, ou seja, cada vez mais as vagas são ocupadas por pessoas que poderiam estar pagando uma particular. Quanto ao trabalho obrigatória nas lavouras em Cuba em troca da formação, pois é, como disse não acho nenhum bicho de 7. A questão é que não se sabe realmente como a garotada era tratada, já que temos informações contraditórias. Aproveito pra te dizer que acho bacana o teu trabalho no BLOG e acompanho sempre.

PermalinkPermalink 10.05.10 @ 12:17



Comentário de: Fernando

Fernando,

Se interessa saber, eu estudo de graça sim, na USP. E não me sinto em nada devedor ao Estado, que só está me dando uma infinitésima parte do que vai tirar de mim durante a vida. Se eu tivesse escolha, ia preferir não pagar nenhum imposto e em contrapartida pagar tudo do meu próprio bolso (educação, saúde, etc, o que na prática já acontece.

E responsabilidade eu tenho pelos meus atos, só. Não tem nada disso de responsabilidade com o "todo". Se cada um cuidasse mais da própria vida, o mundo seria melhor, afinal ninguém melhor do que a própria pessoa pra saber o que é melhor pra ela.

PermalinkPermalink 10.05.10 @ 16:55



Comentário de: Ulisses Adirt · http://incautosdoontem.opsblog.org/

Alex, vc é lindo. Adoro quando vc fala de Educação por aqui.

PermalinkPermalink 10.05.10 @ 17:13



Comentário de: Ricardo Borelli · http://twitter.com/rabc

"Se interessa saber, eu estudo de graça sim, na USP. E não me sinto em nada devedor ao Estado, que só está me dando uma infinitésima parte do que vai tirar de mim durante a vida."

Não, você não vive na Noruega ou na Suíça, onde os impostos também são altos porém a população total do país é ínfima se comparada a população do Brasil.

Você tem que lutar pela mudança no modo como os impostos são cobrados e utilizados, e não viver com essa mentalidade "ah, eu sou rico, então pago mais imposto, portanto tenho mais direito do que o pobre que não paga (tanto) imposto."

PermalinkPermalink 10.05.10 @ 18:18



Comentário de: Gustavo

Quanto a pagar com trabalho a educação superior estatal, acho justíssimo num país capitalista como o Brasil, onde em tese você pode escolher se formar sem usar o serviço do governo.

Já o estudante que cortava cana em Cuba estava na mesma situação que o comerciante que paga por proteção à máfia.

PermalinkPermalink 10.05.10 @ 19:00



Comentário de: Fernando · http://fserb.com.br

Fernando,

já que você perguntou, não interessa mesmo saber onde você estuda. Primeiro que essa "infinitesima" parte não é tão infinitesima quanto você acha que é, a não ser que você pense tão pouco assim da sua formação e das oportunidades que você vai ter dado essa formação.

Segundo que uma universidade gratuita ainda assim é só uma ridiculamente pequena parte do que o estado brasileiro te deu e vai te dar. As suas coisas que você comprou com o (suponho) seu dinheiro, a sua internet que você paga, a sua luz, agua, o corpo de bombeiros do seu bairro, o sua rua capeada e recapeada, até esse post de blog, não existiriam sem a ajuda do estado.

E não é porque "essa merda de estado brasileiro". Quer se mudar pra um país que não te dá nada e que você de fato não deve nada pra ninguém? Boa sorte tentando encontrar um país assim. Eu ia citar como exemplo Ruanda, que estava em guerra civil mas depois da reconstrução em 2000-2003, eles tem internet patrocinada pelo governo e são o primeiro pais livre de minas terrestres do planeta (dos paises que assinaram o acordo de banimento de minas terrestres). Então já não dá mais...

Quanto ao responsabilidade... talvez não tenha ficado claro. Não queria dizer que você é responsável pelo que os outros façam. Você é responsável por entender que você está inserido em uma comunidade (seja a sua casa, a USP, São Paulo, Brasil, etc..) e que o seus atos devem ser medidos não por você e o seu umbigo, mas pelo impacto que eles tem nessas comunidades. E aí que está a sua responsabilidade com os outros.

PermalinkPermalink 10.05.10 @ 20:12



Comentário de: Fernando

Em primeiro lugar, o Estado não é capaz de oferecer nada que o setor privado não possa oferecer melhor e mais barato.

Em segundo lugar, não entendi o que significa "medir meus atos pelo impacto na comunidade". Até porque não existe "a comunidade", existem as pessoas. Nunca vi essa tal comunidade andando por aí, e ela não tem nem endereço nem CPF.

PermalinkPermalink 10.05.10 @ 21:23



Comentário de: cavalca · http://pergunteaocavalca.trecosetrapos.org

Por increça que parível, sim, existe gente que estuda em Universidade Pública (aka a melhor do país) e acha que não há nada que o setor privado possa oferecer melhor e mais barato.

Ah, Alex, o parágrafo acima também explica pq a tua proposta nao daria. Onde já se viu a classe média/alta trabalhar pra pagar de volta a Universidade? Eles já pagam tantos impostos!

PermalinkPermalink 10.05.10 @ 22:03



Comentário de: Arthur

Cara, eu acho a idéia de fazer trabalho braçal pro estado pra estudar na universidade genial.

Aproxima mais os universitários da realidade do pais.

Mas realmente ficar tão longe dos pais sozinhos no meio do campo pode dar espaço para abusos da parte dos professores e autoridades se não for bem supervisionado.

PermalinkPermalink 10.05.10 @ 23:31



Comentário de: Arthur

Tirando que ficar 3 anos, nessa epoca, com uma grande turma da sua idade, parece uma experiencia extremamente interessante.

Queria ter tido isso também.

Falando nisso sempre achei que o estado é muito irresponsavel de deixar a criação dos cidadãos na mão de particulares quase sempre incompetentes.

PermalinkPermalink 10.05.10 @ 23:39



Comentário de: Arthur

Verdade é que os pobres no Brasil que pagam muito imposto e não recebem nada.

Os pobres não tem asfalto, não tem iluminação publica, tem muitissimo menos segurança, não tem acesso a universidade gratuita, não tem nem coleta de lixo, nem saneamento basico, nem agua encanada direito.

Aqui perto de casa tem uma favela. Conheço um cara que foi contratado de segurança pra ficar num terreno perto, pra ninguem invadir.

Um dia o gato na fiação eletrica deu pau e colocou fogo num deposito de papelão. O incendio começou a se alastrar. O pessoal se juntou pra tentar apagar o incendio.

Perguntei pra ele: Por que não chamou os bombeiros?

Ele respondeu que os bombeiros são parte da Policia Militar, que se ele chama os bombeiros os traficantes apagam ele.

Esse pessoal ai talvez pague até mais imposto que você.

PermalinkPermalink 10.05.10 @ 23:42



Comentário de: Rogério Santos · http://www.efemeridesbaianas.blogspot.com

Eu sou totalmente a favor de colocar os estudantes para trabalhar para o Estado antes de entrar na universidade. Principalmente os brancos de classe média, uma vez que eles vão estudar na universidade pública (mantida principalmente com os impostos pagos pelos pretos, pobres e favelados desse país). E acho que, depois de formados, eles também têm de dar mais algum retorno àqueles que financiaram os estudos deles: os que se formaram em arquitetura e engenharia teriam de desenvolver projetos para construção de casas populares; os que estudaram medicina deveriam trabalhar em postos de saúde de periferia e hospitais públicos (visto que os médicos saem da faculdade pensando no setor privado, ou seja, em montar as suas clínicas particulares); os que estudaram Direito teriam de prestar assistência jurídica a famílias que têm pendências na justiça e não conseguem resolver por não terem dinheiro para pagar advogado (alguns podem dizer que isso não é necessário porque a Defensoria Pública existe para isso, mas tentem conseguir um advogado lá para defender o filho de um favelado que foi preso justa ou injustamente), e por aí vai.

Para os pobres, seria excelente trabalhar, usar o tempo de serviço como experiência profissional e ainda ganhar um valor a título de ajuda de custo. Para quem nunca teve oportunidade nenhuma na vida, isso seria uma ótima maneira de começar.

Já estou até vendo o esperneio de algumas pessoas, principalmente aquelas que se queixam dos altos impostos cobrados da classe média.

PermalinkPermalink 11.05.10 @ 02:03



Comentário de: Gustavo

"Falando nisso sempre achei que o estado é muito irresponsavel de deixar a criação dos cidadãos na mão de particulares quase sempre incompetentes."

Segundo o seu raciocínio os tais particulares também deveriam ser impedidos de votar, certo? Digo, se a maioria é incapaz de criar os filhos direito, por que ela seria capaz de escolher os políticos que farão isso por ela?

PermalinkPermalink 11.05.10 @ 11:13



Comentário de: Alexandra · http://guerson.wordpress.com

"Todo aluno de universidade pública deveria também trabalhar meio período para algum órgão governamental - da Funarte ao BNDES, da Biblioteca Nacional a Eletropaulo. Em famílias de baixa renda, o trabalho seria remunerado e já contaria como experiência profissional. Em famílias classe média e alta, seria um estágio não remunerado, um serviço que os jovens que *podem pagar* universidade prestariam ao país."

Acho que nao precisa nem ser um orgao do governo... mas acho sim que todo jovem deveria fazer algum tipo de trabalho voluntario (no caso da classe media/alta) ou com direito a bolsa (no caso dos pobres) que beneficie a sociedade. Jah tinha ouvido falar do sistema alemao e acho bem bacana. Acho o servico civil bem mais util do que o servico militar.

Aqui no Canada a pratica do voluntariado eh muito comum. Um censo em 2007 mostrou que 46% dos canadenses acima de 15 anos tinham trabalhado como voluntarios no ano anterior. E aqui existe uma cultura bem forte de que quem tem mais (seja educacao, dinheiro) deve contribuir mais.

Dados do censo de 2007:

The highest rates of volunteering were found among young Canadians, those with higher levels of formal education and household income, those with school-aged children in the household, and
the religiously active. Those who contribute the most hours have somewhat different characteristics. They are more likely to be seniors, to have higher levels of education, lower household incomes, no children in the household,
and to be religiously active. Similar patterns were seen among top volunteers in 2004. (Fonte: http://volunteer.ca/en/aboutvolunteerism/overview)

PermalinkPermalink 11.05.10 @ 11:25



Comentário de: Alexandra · http://guerson.wordpress.com

O report completo pode ser acessado aqui: http://www.givingandvolunteering.ca/files/giving/en/csgvp_highlights_2007.pdf

PermalinkPermalink 11.05.10 @ 11:34



Comentário de: Marcelo

"Por fim, apóio a idéia de jovens de ambos os sexos (não somente homens e não somente nas Forças Armadas) trabalharem para o Estado, especialmente se vão desfrutar de ensino superior gratuito de qualidade. "

Impressionante Alex. Um profissional educado a menos que se trate de um estudante de literatura ou filosofia, isto é, gente que vai trabalhar para gerar apenas mais dos seus mas nada que vá aumentar a produtividade ou capacidade de subsistência da sociedade até poderia pagar pelos anos para compensar a vida de inutilidade que terá pela frente.

Agora, um engenheiro, um médico, um matemático, economista, um geneticista, um químico ou administrador é um investimento. O estado vai gerar muito mais renda se educar um indivíduo pra seguir essa profissão. Os 5-10 anos de educação que o Estado vai financiar para esse indivíduo serão mais do que compensados pelos 40-50 anos de vida produtiva que o estado terá desse indivíduo.

Mas isso é um mero detalhe. Além de pagar impostos, o infeliz ainda precisa dar um ano de servidão pro Estado.

Chega a ser poético alguém falar em liberdade depois de defender uma coisa dessas.


PermalinkPermalink 11.05.10 @ 12:11



Comentário de: Marcelo

"Eu sou totalmente a favor de colocar os estudantes para trabalhar para o Estado antes de entrar na universidade. Principalmente os brancos de classe média"

Obviamente negros de classe média devem ser isentos s da medida. Branco trabalha, negro não precisa simplesmente porque é negro. E ainda tem gente que fala que não estão tentando transformar o estado brasileiro num estado racista.

"mantida principalmente com os impostos pagos pelos pretos, pobres e favelados desse país)"

Você por acaso teria números que comprovem essa afirmação? Onde está a lei que isenta brancos pobres de pagar impostos e onde estão os dados da receita federal que diz que os pobres pagam EFETIVAMENTE mais impostos do que a classe média?

PermalinkPermalink 11.05.10 @ 12:15



Comentário de: Arthur

Aqui tem os dados sobre impostos regressivos:

http://1.bp.blogspot.com/_GPODDQj5KV8/SrzWNJSCWhI/AAAAAAAAAJA/gqZ9q_WTndo/s1600-h/CargaTribut%C3%A1ria.jpg

Do http://controversiaseconomicas.blogspot.com/


Somar com o imposto de renda é facil, os impostos sobre riqueza eu não consegui achar dados suficientes.

Mas pelo menos da uma boa ideia de que não é a classe media que ta se fudendo nisso. Ela tem milhões de serviços do estado que os pobres não tem, e não ta sustentando o estado inteiro sacrificanto mais da sua renda que qualquer outro.

PermalinkPermalink 11.05.10 @ 12:33



Comentário de: Arthur

Gustavo

Não.

Os particulares tem direito de decidir quem vai governa-los.

Mas não de criar e formar os outros particulares.

Afinal se você escolher um governo ruim você se fode. Mas ao formar outra pessoa você fode os outros duplamente. Você ferra seu filho, se for incompetente, e os companheiros dele, pois ele ira causar problemas pra sociedade, não atingindo todo o potencial dele.

PermalinkPermalink 11.05.10 @ 12:42



Comentário de: Gustavo

Arthur,

Acontece que governar, segundo o seu post anterior, inclui justamente a prerrogativa de criar e formar outros particulares que NÃO votaram nesse governo. O filho do indivíduo supostamente incapaz será formado por alguém que esse mesmo incapaz pôs no poder.

Se um pai ou uma mãe ferrariam o filho, o que o faz pensar que o governo escolhido por esses mesmos pais não ferraria?


PermalinkPermalink 11.05.10 @ 15:37



Comentário de: Rogério Santos · http://www.efemeridesbaianas.blogspot.com

Marcelo,

Você não lê jornal ou está fazendo todos esses contorcionismos discursivos só para tentar me irritar? Acesse o site do IPEA ou do DIEESE para ver quem de fato paga mais impostos nesse país e depois nós conversaremos.

Quer discordar de mim, discorde. Mas discorde do que eu falei; não distorça as minhas palavras para depois me atacar com base na imagem distorcida construída por ti. É claro que há brancos pobres e que há negros na classe média, mas você canalhamente usa as exceções como se fossem regras. Parece mais Ali Kamel e Demétrio Magnoli juntos falando do clima de terror que as cotas criariam na sociedade brasileira.

Entretanto, eu entendo a sua reação, pois sempre acontece isso toda vez que alguém fala em cobrar mais de quem ganha mais. Vivemos num país onde os 10% mais ricos ganham de setenta a oitenta vezes mais do que os 10% mais pobres; onde cerca de cinco mil famílias controlam mais de 70% da renda nacional. Acho que isso é informação suficiente para saber quem mais trabalha e paga impostos nesse país.

Eu não estou querendo transformar o Brasil em um país racista porque o Brasil JÁ é um país racista. Eu só estou fazendo o possível dentro das minhas possibilidades e limitações para acabar com isso. Se isso te incomoda, paciência!

PermalinkPermalink 11.05.10 @ 15:37



Comentário de: João Ricardo da Silva · http://berimbeat.wordpress.com

Se o Alex tava reclamando por falta de feedback em Cuba, este post foi a rendenção.

PermalinkPermalink 11.05.10 @ 19:00



Comentário de: Renato Corrêa · http://www.twitter.com/renatocorrea

Acho bacana a idéia de universitários (ou/e) pré-universitários trabalhando para o governo.

É uma forma de retornar o estado para a função (esquecida) para qual ele foi "criado": Servir a população.

Agora me espanta, e muito, a lógica de alguns comentários aqui do LLL, pessoas que para justificar idéias absurdas utilizam-se de um sistema inexistente. Você diz: Eu como queijo. O cara retruca: Ah, então você está querendo dizer que é um rato? os ratos comem queijo também!

Isso é vergonhoso. Essa turma (chamaremos de oposição da oposição) deveria melhorar a argumentação, se pretende, algum dia, serem levados a sério.

Enfim, gostaria de ter participado de uma experiência dessas aí, seria bem bacana.

PermalinkPermalink 30.08.10 @ 15:26



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