Terminei mais uma versão completa do capítulo cubano de Cria da Casa.
A primeira versão completa, de 19 de abril, tinha 14 mil palavras, e basicamente traçava o enredo, marcava as posições, se certificava que tudo estava em seu lugar e na ordem certa.
A segunda versão completa, que terminei hoje, 23 de maio, tem o dobro do tamanho, 28 mil palavras (mais que o Mulher de Um Homem Só), e é basicamente uma extensão mesmo da primeira, com cada situação dramática sendo estendida, com cada argumento sendo desenvolvido. Já há alguma preocupação com o estilo, não muita, mas infinitamente mais que na versão anterior.
As primeiras duas versões foram bem livres. O foco era deixar a imaginação correr solta.
Começando agora a terceira versão, ela vai se pautar pelo comedimento. O enredo está pronto, a hora agora é de:
1 - trabalhar o estilo de cada personagem, seu ritmo, sua escola de palavras. Exemplo bobo: o narrador, mais velho, se repere ao ato sexual usando a palavra "trepar", o alex-personagem diz "transar", Rosa, "templar", Marita, "joder". Parece bobo mas só quando vc faz isso centenas de vezes para centenas de palavras é que os personagens ganham vida, ganham voz.
2 - cortar sem a menor piedade tudo que pareça fraco, que possa ser longo, que talvez não tenha funcionado, que tenha perdido o fôlego. Na etapa rascunho, a gente joga tudo sem auto-censura, só pra ver o que vai acontecer. Na etapa correção, é hora de ser clínico, frio e impiedoso. Se não está funcionando, rua!
Se você quiser participar, se quiser ver essas duas versões em troca de feedback, deixe seu email nos comentários e eu te mando. Leia abaixo para mais detalhes.
* * *
Essa é só para quem se interessa bastante pelo processo criativo.
Coloquei ponto final do capítulo cubano do meu romance em andamento "Cria da Casa: Histórias de Empregados & Escravos". Está muito LONGE de terminado, mas o final está lá, dá pra ler com começo, meio e fim, já rola mostrar e tentar obter feedback.
O primeiro rascunho é mesmo somente para fixar o enredo e marcar o espaço. As discussões políticas ainda tem que ser mais elaboradas (está cheio delas) e o estilo precisa ser completamente trabalhado. Por exemplo, o enredo da história está completo, mas acho que o narrador, por ser a pessoa que é, não contaria todas aquelas coisas, então parte do meu trabalho agora é voltar e eliminar as coisas que acho que ele jamais revelaria.
Se quiser ver, deixe seu email nos comentários, com base no seguinte compromisso:
1 - Você não pode repassar esse texto pra ninguém, nem republicá-lo, nem hoje nem nunca, nem se eu morrer amanhã. Compromisso público e de honra.
2 - No atual estado, esse texto não é pra leitor, mas pra colaborador e estudioso. Ou seja, se você quer SÓ ler, espere a versão final para leitores. Essa versão é pra quem tem prazer de ver o troço meio-pronto, para quem tem a curiosidade de entender o processo, para quem tem tesãpo de opinar e participar. Então, você TEM que dar algum feedback. Ah, e se vier com o papo de "quem-sou-eu-pra-opinar", será mandado a merda. Tenho nojinho de gente que menospreza a própria opinião.
3 - Por fim, você entende que está diante de um projeto incipiente e incompleto. Isso não quer dizer não criticar, claro, mas criticar de forma diferente: você tem a chance de se inserir no projeto, de dar opiniões mais profundas, de sugerir mudanças. Ou seja, criticar não como quem é o consumidor lendo o produto final, mas criticar como quem faz parte do processo, como quem é membro da equipe.
4 - Entenda que, se eu não te conheço, se nunca tivemos contato, se você nem comentou no blog, etc, as chances de eu te mandar esse arquivo são pequenas. Mas nada te impede de se fazer conhecer hoje. Aliás, prazer, meu nome é Alex.
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