É ridículo sentir orgulho, e é temerário sentir orgulho de político (você nunca sabe a merda que eles podem estar fazendo ou falando amanhã), mas, enfim, o Lula fala umas coisas tão lindas que, sinceramente, fica difícil de não sentir orgulho dele ser meu presidente. Em discurso na cerimônia de formatura dos novos diplomatas do Itamaraty, em resposta indireta a esse artigo do Financial Times, eis o que disse nosso presidente:
Todos vocês acompanharam como alguns queriam que eu partisse para a garganta do Evo Morales e esganasse ele, quando ele disse que o gás era dele. E eu não fiz porque achei que o gás era dele e que nós tínhamos que pagar o preço justo pelo gás. Todo mundo queria que eu pulasse na garganta do (Fernando) Lugo e esganasse ele, quando ele queria um pouco mais de dinheiro de Itaipu. E eu acho que eles precisam. Porque um país como o Brasil, que é a maior economia deste continente, tem que ser o lado generoso, o que estende a mão, que ajuda, que permite que haja avanço dos outros. O Brasil não pode ser o grande país e os outros os pequenos países. ... Sejam todos generosos, bondosos, humildes, mas orgulhosos de serem brasileiros e defenderem os nossos interesses.
Não consegui achar a versão completa do discurso, nem no site da Agência Brasil que, teoricamente, foi a fonte dessas matérias, mas O Globo deu uma versão que parece bem boa. Com Serra jogando fora sua biografia ao se aliar com a pior escória da direita, só nos resta mesmo rezar para Dilma, a ungida do ungido, ser tudo que ele espera que ela seja.
Update
O áudio completo do discurso está nesse post do Blog do Planalto: O Brasil não é mais coadjuvante no cenário internacional
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