Respeitar a Lei

Conheço muitas pessoas que respeitam a lei. Dizem coisas como: "você não pode fazer isso... porque é contra a lei!" Mesmo se ninguém estiver vendo, mesmo se não houver possibilidade de ser pego, ainda assim dizem: "É a lei!" Falam da lei com um certo temor reverencial, como se fosse um ente perfeito, acima de todos nós, testado pelo tempo, maior e mais sábio do que qualquer pessoa. Enfim, algo que merece o maior respeito.

Conheço muitas pessoas que odeiam políticos. Têm verdadeiro asco. Não confiam em nenhum. Nem lembram em quem votaram pra vereador, deputado ou senador, porque não faz diferença mesmo: é tudo corrupto. Pregam o voto nulo ou o voto em branco. Na mesa de bar, sugerem explodir o Congresso e, em volta, todos riem, rárárá. Defendem o estado mínimo: afinal, tudo em que político encosta, se corrompe. Usam a palavra "político" como se fosse palavrão: "está vendo, sabia que a escolha dos caças da Força Aérea seria.... *asco na voz* ... política!" Enfim, os políticos só merecem desrespeito.

O mais engraçado é que geralmente são as mesmas pessoas que dizem as duas coisas.

Coleção Harry Potter Crônicas de Nárnia
Coleção completa Harry Potter, 7 livros, de R$360 por R$59. // Todas as Crônicas de Nárnia (todos os livros da série em volume único de 800 páginas), de R$98 por R$12.

* * *

Tento entender, mas não consigo. Como conciliam tamanho asco pelos políticos com tamanha reverência pela lei criada por esses mesmos políticos?

Eu pergunto:

Você sabe como são feitas as leis? Já viu alguma sessão da Constituinte? Já leu alguma ata do Congresso? Quem você pensa que propôs, votou, redigiu, aprovou essas leis? Quinhentos honestos e cultos paladinos da justiça, sem nenhum segundo interesse no coração, sem influência de nenhum lobby, interessados somente no bem-estar dos brasileiros? Sério mesmo?

E a resposta é sempre mais ou menos assim:

Mas Alex... É a Lei! A lei é a lei!

 Promoção Submarino  Promoção Submarino  Promoção Submarino

* * *

Eu não respeito a lei.

Eu não acho que a lei é boa, que é moral, que é sábia, que é válida como guia de conduta, que é eficiente como ferramenta de justiça social ou bem-estar na população.

Não respeito as leis porque não respeito as pessoas que as redigiram, não respeito os eleitores que elegeram essas pessoas, não respeito o sistema político que coordenou esse processo e não respeito a sociedade que os produziu a todos.

Eu não acredito na moralidade judaico-cristã. Eu não acredito que o trabalho tem valor ou que enobrece. Não acredito em propriedade privada, meritocracia, mão invisível do mercado, ou fair-play. Não acredito que a concorrência, seja entre pessoas ou instituições, faça emergir o melhor. Não acredito em comunismo, anarquismo, teologia da libertação ou bondade inerente do homem. Não acredito que alguém saiba o que é melhor pra mim. Não acredito em maior envolvimento do governo na sociedade. Não acredito em estado grande - mas também não acredito em estado mínimo.

Sigo a minha própria consciência, moldada por minhas leituras e vivências. Não delego minha moralidade à lei: examino tudo caso a caso.

Quando a lei não bate com o meu código de conduta, só a respeito por conveniência.

Não acredito em contrato social. Nunca assinei nenhum contrato social. Não devo nada ao Estado Brasileiro.

Se o Estado que (teoricamente) monopoliza a violência diz que é proibido fazer X e eu não faço X, é porque ou

1) também acho errado ou

2) porque nunca quis fazer X o suficiente para arriscar a possível punição;

Mas NUNCA porque eu respeite ou valide minimamente essa regra aleatória de "não poder fazer X".

Não dou ao Estado NENHUM direito moral de me proibir a nada. Reconheço que ele é maior e mais forte que eu e, por isso, evito quebrar suas regras abertamente para não sofrer o peso do seu castigo. Autoridade moral, zero.

Sim, o Estado Brasileiro me deu muita coisa: por exemplo, cuidou da minha segurança muito mais do que da maioria da população; aliás, cuidou da minha segurança justamente CONTRA a maioria da população, garantindo que minha vida de branco rico não fosse excessivamente inviabilizada por essa gente marrom invadindo minha praia, andando pelo meu shopping chique ou disputando vagas de empregos comigo. O Estado Brasileiro também me deu uma educação gratuita de primeira, quando eu poderia e gostaria de ter pago por ela, ao invés de oferecer essa educação gratuita para quem de fato não poderia pagar. O Estado Brasileiro gastou dinheiro embelezando meu bairro e cultivando os canteiros centrais da avenida onde eu morava, fazendo com que o apartamento da minha família se valorizasse - ao invés de gastar esse mesmo dinheiro providenciando saneamento básico para ruas de terra nos bairros de gente marronzinha. É pra eu respeitar como ética a lei e a autoridade que emanam desse estado?

Não me sinto obrigado a nada em relação a esse Estado - que tirou da boca de outros pra colocar na minha. Em retribuição a esse Estado que me deu desproporcionalmente tanto, eu o desmontaria inteiro, para impedir que fizesse o mesmo de novo com outra geração de filhos da elite.

Gosto muito de morar nos Estados Unidos, mas quero voltar logo para o Brasil, pois aqui não tenho direitos de cidadão, sou uma pessoa de segunda-classe. Aqui, sou da turma que mora na rua sem asfalto porque o governo gastou o dinheiro no paisagismo do bairro dos brancos mais clarinhos. Aliás, aqui, nem branco sou.

Aí me perguntam:

"por que você não vira cidadão americano?"

Porque eu teria que fazer o Juramento a Bandeira (Pledge of Allegiance) e eu me recuso a jurar lealdade a qualquer um, qualquer bandeira, qualquer estado, qualquer país. O Brasil, pelo menos isso, nunca extorquiu de mim juramento algum. Não devo nada ao Brasil. Mal posso contar as horas pra voltar.

Não sou leal a nada a priori, pois todas as situações mudam e você nunca sabe o dia de amanhã. Sou leal a minha consciência e às pessoas-que-amo. Só. E tanto minha consciência quanto as pessoas-que-amo estão em movimento, mudam o tempo todo. Não sou coerente.

Obedeço às regras com as quais concordei. No meu local de trabalho, existem muitas regras. Ao aceitar o trabalho, eu implicitamente aceitei todas as regras. Se achasse alguma delas inaceitável, não aceitaria o trabalho.

(Existem exceções. Dei aula em uma escola onde os professores não podiam usar o telefone pra chamadas pessoais. Sim, foi antes do celular. Sempre que eu levantava aquele telefone do gancho, as professoras e funcionárias em volta me olhavam como se eu estivesse prestes a passar a mão na bunda do guarda. E eu explicava: "me recuso a trabalhar onde sou tão pouco valorizado que não posso usar o telefone. Então, finjo que a regra não existe e me comporto normalmente. Se algum dia me despedirem por isso, é porque eu realmente não queria trabalhar aqui." Toda reunião dos professores a diretora reiterava a proibição. Todo mundo me via telefonando, em plena recepção, lugar de maior movimento. Nunca ninguém da direção falou comigo. Nunca me despediram.)

Além de uma lealdade primordial e tribal às pessoas-que-amo, não me acho obrigado a nada, nem mesmo a falar a verdade, ser ético, cumprir a lei, ser um bom cidadão, essas divindades seculares que até os mais ateus idolatram.

Brumas de AvalonObra Completa de Freud
Brumas de Avalon, 4 livros, de R$176 por R$39. // Obra Completa de Freud, 25 livros, de R$960 por R$299.

* * *

Outro dia, um leitor me acusou de tentar salvar o mundo.

Eu não acho que o mundo, o homem, a sociedade brasileira tenham salvação - mas eu também não acho que precisem ser salvos de qualquer coisa.

Somos o que somos e é só isso que somos. Não está bom?

Radical Rebelde Revolucionario - Cronicas Cubanas, por Alex Castro Onde Perdemos Tudo, por Alex Castro Mulher de Um Homem Só
Meus livros à venda.

* * *

Não acredito que a vida seja sagrada. Não acredito que matar é pecado. Não acredito em conceitos como "sagrado" ou "pecado". Não acredito nem mesmo que matar seja errado. Não acredito em um "errado" (ou em um "certo") assim, abstratos, flutuando no ar sem conexão com situações reais e concretas.

Se acho que não devo matar ninguém, é por três motivos:

1) por empatia, porque gosto muito da minha vida, imagino que seria terrível alguém tirando-a de mim, consigo me colocar no lugar da pessoa cuja vida eu tiraria, e também das pessoas que ela ama que ficariam sem ela, e sinto calafrios de terror;

2) por cautela, pois é arriscado, a pessoa pode me matar ao se defender, sua família pode querer se vingar, o estado constituído pode me prender;

3) por sociabilidade, porque nenhum homem é uma ilha e, com algumas poucas exceções, matar outra pessoa é socialmente mal-visto.

Mas nada disso quer dizer que seja errado, ou que exista um imperativo moral contra isso. Se o motivo for bom, se o risco de reação ou punição for pequeno ou inexistente, se for uma pessoa suficientemente detestável para que eu não sinta empatia, por que não?

"E o que seria um bom motivo pra matar alguém?"

Oras, a questão é justamente essa: não sei! Se já tivesse aparecido algum bom motivo para matar alguém, eu provavelmente já teria matado alguém. Não vou limitar minha futura liberdade de ação me prendendo a regrinhas abstratas elaboradas a priori.

Trilogia Senhor dos AnéisColeção Tolkien [Hobbit + Silmarillion + Senhor dos Anéis 1, 2 e 3]
Senhor dos Anéis, 3 livros, de R$145 por R$29. // Hobbit + Silmarillion + Senhor dos Anéis, 5 livros, de R$272 por R$48.

* * *

Nesse momento, fim de conversa, alguém levanta o que talvez seja o pior argumento de todos os tempos:

"Mas e se todo mundo fizer como você? A sociedade acaba!"

E rebato na hora:

"Mas e se cair um meteoro na Terra, levantar uma nuvem de poeira, cobrir o sol e exterminar a humanidade?"

"Porra, Alex, você tá de sacanagem?"

"Não. A possibilidade que eu descrevi é infinitas vezes mais provável que a sua: existe uma pequena chance de cair um meteoro na terra, mas não existe NENHUMA chance de todas as pessoas começarem de repente a agir do mesmo jeito, nessa nossa espécie que nunca concordou em nada, ainda mais por causa das MINHAS ações. Simplesmente impossível."

De qualquer forma, independente disso, não devo nada à sociedade. Se minhas ações individuais pudessem, realmente, de fato, de verdade, criar um efeito em cascata que terminaria no completo colapso da civilização ocidental, eu diria: bem-feito. Uma civilização que caia por tão pouco não merecia mesmo estar de pé.

Mãos a obra, então, vamos construir outra. E tentar fazer direito dessa vez.
* * *

 promoção submarino  Promoção Submarino  Promoção Submarino

 Promoção Submarino

* * *

http://twitter.com/AlexCastroLLL
http://twitter.com/projenchentes

Projeto Enchentes

 

12.04.10


Categorias: Economia, Política


Posts similares:
Algumas Ofertas do Submarino
Tolkien, Nárnia, Harry Potter - Quase de Graça
Sua Vida É Sua Escolha

(Os comentários abaixo exprimem a opinião dos visitantes, o autor do blog não se responsabiliza por quaisquer consequências e/ou danos que eles venham a provocar.)

Atalho pra o formulário

Comentários:


Comentário de: Alex Castro Email

eu nao me considero nem um pouco pessimista, sou otimista e feliz sempre.

PermalinkPermalink 12.04.10 @ 02:27



Comentário de: LQC

Engraçado. Estava agora mesmo no msn tentando passar essa ideia para um amigo meu que me confesso às vezes. Não consegui e provavelmente o amigo ficou mais confuso depois da conversa que antes.

Só não repasso esse link por vergonha, hehe.

PermalinkPermalink 12.04.10 @ 03:11



Comentário de: Carla

OK, até aí eu chego normalmente. Mas aí vem a pergunta: se vc tivesse que construir essa outra sociedade, fazendo certo, qual seria sua sugestão?

Ah, e o fato de não existir o errado, como vc comentou, não invalida o certo também? =)

PermalinkPermalink 12.04.10 @ 03:31



Comentário de: Jhu

Deixa o texto aí, tá bonito :]

Hehehe, eu tava falando hoje mesmo, pra minha irmã, sobre vários motivos aceitáveis (ou pelo menos compreensíveis) para matar alguém. Aí ela disse "faça isso que eu te dou umas bibliadas na cadeia! Literalmente!".

Mas é, mas é. As pessoas recorrem mas é "a lei", quando os argumentos/criatividade acabam.



PermalinkPermalink 12.04.10 @ 03:43



Comentário de: Jhu

*recorrem "mas é a lei".

:~

PermalinkPermalink 12.04.10 @ 03:45



Comentário de: Glau

Adorei o texto! Principalmente pra mim emigrante na Suiça.radical.real. Acho que o emigrar branquinha dos bairros bem cuidados para ser sul-americana no velho mundo, sem conhecidos, me ajuda a entender e corroborar a intensidade dos seus sentimentos e decisões.
Jurar à bandeira é ruim, hein? ;)
abraço!

PermalinkPermalink 12.04.10 @ 05:01



Comentário de: Marcus

Se vc não se sente obrigado a falar a verdade, pq não poderia fazer o tal juramento?

PermalinkPermalink 12.04.10 @ 05:38



Comentário de: João

Como você conseguiu entrar pra universidade, tirar diploma, sair do país etc etc sem o Certificado de Reservista do Exército Brasileiro?

PermalinkPermalink 12.04.10 @ 10:08



Comentário de: Roberto · http://dealmeida.net/

Sempre que alguém me vem com o "Mas e se todo mundo fizer como você? A sociedade acaba!", eu respondo:

"Você vai ao cinema nos finais de semana?"

"Claro!", é a normalmente resposta.

"Mas não devia! E se todo mundo fosse ao cinema nos finais de semana, já pensou o caos? A quantidade de carros nas ruas, procurando estacionamento, a bagunça na bilheteria, o tamanho da fila!"

PermalinkPermalink 12.04.10 @ 10:10



Comentário de: Thiago

"Porque eu teria que fazer o Juramento a Bandeira... O Brasil, pelo menos isso, nunca extorquiu de mim juramento algum. "

Como assim?!? Você não se alistou?

Me extorquiram um juramento nessa hora, cruzei os dedos lógico...

Entre o pledge of allegiance e ser obrigado a jurar que você poderia morrer por um país cretino, prefiro o PoA. E ainda falaria o 'under God' por motivos que você já postou aqui no blog lá sobre o casamento.


PermalinkPermalink 12.04.10 @ 10:10



Comentário de: Fabiana

Eu quase concordo com você... se eu não tivesse uma filha e não pensasse tanto na responsabilidade q assumos a cada ato q eu cometo.


PermalinkPermalink 12.04.10 @ 10:24



Comentário de: cottonboy

Cuidado, Alex. O ministério da verdade vai acabar te pegando qualquer dia desses...

PermalinkPermalink 12.04.10 @ 10:47



Comentário de: rodrigot · http://twitter.com/rodrigot

Só compreendo o receio de poster o texto pq se algum dia vc for suspeito de qq coisa ele vai estar nos autos como evidência e nas páginas de jornais com leads q trarão palavras como psicopata ou sociopata. :)

é a lei.

PermalinkPermalink 12.04.10 @ 12:05



Comentário de: Diogo

Alex,

Quando leio este tipo de post - os quais, felizmente, são raros - sempre fico pensando como suas leituras devem ter se concentrado em literatura, história, temas raciais, libertinismo, o diabo, mas que filosofia política realmente não é o seu forte. And it shows.

Tenho certeza que você entenderá meu ponto. Você, como acadêmico e como apaixonado por uma série de assuntos, domina profundamente certos temas. Se eu vier aqui e começar a dizer barbaridades em tom solene sobre literatura do século XIX e escravidão, sobre libertinismo, sobre Giberto Freyre ou qualquer outro assunto que vc domine, vai ser um tremendo mico. Direito de liberdade de expressão à parte, deep down inside vc vai me achar um idiota, cagando regra sobre assuntos dos quais não tenho idéia. Tristemente, é assim que você aparece perante qualquer um entenda um tiquinho de nada sobre os assuntos deste post.

Veja bem, a filosofía política é uma disciplina antiquíssima. Gente muito inteligente já dedicou muito tempo e energia a ela. Esse hodgepodge de lugares comuns infantis aos quais você dedicou o seu texto são o começo da matéria, e não o fim. Que eles sejam parte da sua filosofia de vida é triste ou ridículo, dependendo de se a pessoa que olha gosta de você ou não.

Então, um pedido encarecido de um leitor que te admira de verdade: não escreva mais essas coisas. Não precisa nem escrever só sobre literatura, libertinismo ou crônicas de costume, que é realmente seu forte. Pode escrever também sobre raça, domésticas ou qualquer outra coisa dessas. Só, por favor, não escreva sobre teoria social/filosofia política. É constrangedor.

Um abraço
Diogo



PermalinkPermalink 12.04.10 @ 12:23



Comentário de: Manuel Amaral Bueno

Concordo com quase tudo, mas acho que entre os motivos para respeitar a lei por conveniência, está que, ao desrespeitarmos a lei (sem sofrer consequências percebidas como piores que os benefícios que obtemos), estamos incentivando outras pessoas a desrespeitarem também - e, eventualmente, num sentido que pode nos desagradar. Por isso, o "respeito à lei", assim, no abstrato, pode nos convir também (pelo menos como uma coisa que queremos que os outros façam).

PermalinkPermalink 12.04.10 @ 12:28



Comentário de: Eric

Opa. Chegamos em minha área (ou uma delas, já que poderíamos estar falando de Computação).

Pois bem.
"Não acredito em contrato social. Nunca assinei nenhum contrato social." - Só um comentário rápido aqui: você não precisa assinar contrato para que ele tenha validade. Ao comprar um jornal na banca, você participou de um contrato (de compra e venda), com regras bem estabelecidas pela lei, sem assinar absolutamente nada. Na verdade, o que chamamos usualmente de contratos são meramente o reconhecimento de relações bilaterais (ou multilaterais) entre as pessoas. Por isso, aliás, que o casamento é considerado um contrato (sui generis, mais ainda um contrato).

"Se acho que não devo matar ninguém, é por três motivos: 1) por empatia (…;)" - Essa é a chamada "regra de ouro" e, para quem não acredita em divindades, é a norteadora de todas as leis. Ver http://en.wikipedia.org/wiki/Golden_rule
Sobre o caso do telefone na empresa - Creio que o grande problema era a ausência de sanção. Uma máxima jurídica diz que norma sem sanção é como sino sem badalo. Se a dona/gerente da empresa aplicasse alguma punição indesejável para o uso do telefone, é bem provável que a regra fosse cumprida com mais freqüência.

No geral, comungo da opinião de Hegel: deve-se seguir as regras das quais se entende os motivos.
Recomendo a leitura desse artigo: http://en.wikipedia.org/wiki/Kohlberg's_stages_of_moral_development

PermalinkPermalink 12.04.10 @ 12:31



Comentário de: Alex Castro Email

diogo,

eu adoraria q vc explicasse melhor qual é o erro do post.

abraços,
alex

PermalinkPermalink 12.04.10 @ 12:40



Comentário de: Fabio Robbe

Só uma contribuição, porque é uma daquelas coisas sobre que eu sempre pensei. Sempre fui muito pacífico, pois nunca entendi a violência. Desde criança. Com o tempo, descobri que eu não era exatamente um pacifista ou nada assim. É que acho essas brincadeiras de brigar uma coisa ridícula, mas há ocasiões em que realmente vale a pena agredir alguém. E, para mim, o objetivo final de qualquer agressão é necessariamente a morte do indivíduo.
Surge então a questão do que me motivaria a querer matar alguém. Até hoje, nunca quis matar ninguém. Ou ninguém me motivou o suficiente. Mas, não o faria simplesmente porque alguém me tirou do sério. Minha motivação é achar que a humanidade não precisaria nem deveria aturar aquela pessoa. Passaria a ser um dever moral eliminar aquela pessoa.
Deve ser por isso que dou tanta importância à filosofia moral.

PermalinkPermalink 12.04.10 @ 12:58



Comentário de: Arthur

"Veja bem, a filosofía política é uma disciplina antiquíssima. Gente muito inteligente já dedicou muito tempo e energia a ela."

Cara, argumentos desses são os mais tristes do mundo.

E contrato social é a maior palhaçada.

PermalinkPermalink 12.04.10 @ 13:22



Comentário de: Emanuel Campos · http://emanuelcampos.com

Eu particularmente achei excelente seu texto! Existe um conceito de status quo, no qual as pessoas poderiam ser respeitadoras da lei, simplemente por terem suas necessidades básicas atendidas. Seria uma questão de bom senso, não fazer ao próximo o que não deseja para ti mesmo, René Descartes (burguês, obviamente) ainda teria dito: "o bom senso é o dom melhor distribuído na face da terra, pois não há rico que queira mais, nem pobre que se queixe sem", mas obviamente a vida não é assim, justamente pela mesma desigualdade social que o permitiu redigir esta frase, em primeiro lugar. A lei, sempre redigida pelas elites, tem como primeira e única utilidade, defender os mesmos ricos, capazes de interpretar os códigos em pretenso português, para garantir que seja a lei, mesmo sem escrevê-la em Latim como fazia a idade média, só ser conhecida por quem interessa. Che Guevara ainda dizia: "Se hay govierno, soy contra" firmando o engajamento da relação hieraquias - leis como contraditória, da mesma forma que você Alex, descreveu a lei como sua protetora contra uma maoiria, excelente colocação, por sinal. A anarquia é vendida como estado do caos, quando é meramente a falta de um governo central, na música de John Lenon, Imagine, ele já a pregava, mas de forma tão doce, que ninguém percebeu, nem para o bem, nem para o mau... Excelente artigo Alex. Assino em baixo.

PermalinkPermalink 12.04.10 @ 13:25



Comentário de: dante

niilismo?

me sinto assim!!!
sempre me senti assim!

PermalinkPermalink 12.04.10 @ 13:34



Comentário de: Márcia Verônica

Lembrei do dia em que, ainda sem plano de saúde, meu pai ficou internado num hospital da rede pública e eu passei a noite com ele. Estávamos na emergência, dividindo um box com outro paciente. Já havia uma semana à espera de uma cirurgia para dar jeito a um AVC. Caos total, sentimento de abandono, impotência, desespero!!! Durante a madrugada escuto um barulho, gritos e gritos, alguém parecia ter enlouquecido. Dei um pulo, como deveria agir qualquer um perdido numa mata na noite escura, não que o hospital estivesse escuro, mas meio que um instinto te coloca a agir nessas horas. Meu pai ali deitado, fraco, frágil, e alguém batendo em tudo e em todos, eu virei bicho. Fiquei quieta, muda, esperando... juro, pularia em cima de qualquer um naquela hora pra defender meu pai. Quê? Hospital público, pleno carnaval, chegavam bandidos e bandidos acompanhados de policiais. Fiquei sabendo que o que tinha acontecido era que um homem, também com AVC, tinha pulado da maca e aloprado geral (reação comum do AVC a pessoa ficar fora de si). Saíra batendo em todos e em tudo. Bem, com era um homem de grande e forte, eu jamais teria tido a reação de contê-lo, imobilizando como fizeram as pessoas que estavam ao seu redor, e fiquei pensando assustada, “se ele tivesse invadido o box minha primeira reação seria acertá-lo de forma que não ele não tivesse tempo de atingir meu pai, e daí se ele morresse...?” Fiquei assustada, porque, bem eu poderia ter matado a criatura. Mas as pessoas que o viram pular da maca, correram, imobilizaram-no, até que chegaram os enfermeiros e o amarraram na maca. Depois de uma droga forte, ele dormiu. É, Alex, acho que entendo o que quer dizer...

PermalinkPermalink 12.04.10 @ 13:42



Comentário de: Ibere · http://twitter.com/ibere

Pô, você tá aí pregando a quebra das leis e tudo o mais e não vira cidadão americano só porque eles te mandam fazer um juramento?! Faz o juramento e ignora ué!

PermalinkPermalink 12.04.10 @ 13:43



Comentário de: vários um · http://quilombo.blogsome.com

Excelente texto. Super otimista, eu achei. As pessoas que dizem que "assim nunca daria certo" me digam quando deu certo de qq outro jeito...

a propósito um poema:

te perguntam
o nome -
respondes!

te perguntam,
preferes
este ou este -
e tolo,
escolhes!

antes, tinhas
tudo
agora tens
este ou este.

você não tem
que dizer a verdade
a ninguém.

PermalinkPermalink 12.04.10 @ 13:47



Comentário de: Eduardo

Eu tb gostaria de saber o que é tão constrangedor nesse post para que qq um que saiba um tiquinho de nada sobre o assunto considere o autor idiota e caga-regras.

PermalinkPermalink 12.04.10 @ 14:45



Comentário de: Márcia Verônica

Eu ACREDITO que, apesar do discurso, as pessoas agem exatamente como o Alex descreve agir. Diferença: não assumem, nem pra si.


PermalinkPermalink 12.04.10 @ 15:07



Comentário de: Dana

E quando é que vc volta pro Brasil? Pessoas como vc fazem mais falta aqui, eu acho! rsrs

PermalinkPermalink 12.04.10 @ 15:32



Comentário de: Karina

Não é nenhum problema imaginar como seria o mundo se todos agissem como você.É você quem age como todo mundo, independente dos argumentos e meios, no final dá no mesmo.

PermalinkPermalink 12.04.10 @ 15:47



Comentário de: Mordechai

Super prafrentex.

PermalinkPermalink 12.04.10 @ 16:23



Comentário de: guilherme

quantos anos você tem? 13? 14?

PermalinkPermalink 12.04.10 @ 16:35



Comentário de: Luiz

Impressionante como é fácil recrutar homens-bomba quando o alvo são ideias...

PermalinkPermalink 12.04.10 @ 17:09



Comentário de: lucas

alex,

vc é daquelas pessoas que são a caricatura perfeita de si próprias.

se vc não fosse um personagem ficticio cuja única interface com o mundo externo é um monte de código html, seria só mais um chato.

continue praticando, e um dia você fica tão interessante (e gostoso!) quanto o dr. House. quem sabe até vai ser interpretado por um ator português fingindo sotaque carioca.

PermalinkPermalink 12.04.10 @ 18:09



Comentário de: Alex Castro Email

lucas... e apesar disso, vc continua voltando, e perdendo seu precioso tempo, e comentando, né?

PermalinkPermalink 12.04.10 @ 18:18



Comentário de: lucas

alex,

meu tempo não é tão precioso assim. na verdade tenho andado entediado. gosto de assistir seriados com personagens chatos que na vida real eu odiaria. mas xingar os personagens faz parte da diversão.

PermalinkPermalink 12.04.10 @ 18:26



Comentário de: Alaide

Jurar em falso a lealdade pra uma nação que não está nem aí pra você e só faz tudo pra manter nos conformes é tão ruim assim?

Digo isso porque, ao se tornar um cidadão americano as coisas podem ficar mais fáceis pra você. Ou não?

Tudo bem que o processo pelo que sei é meio um saco, mas sei lá...

Você não tá jurando lealdade em falso pra uma pessoa que ama. Entende?

Apesar de que você tá doido pra voltar pro Brasil, então se tornar um cidadão americano não deve ser tão importante.

Mas eu fiquei curiosa por dar valor a um tipo de juramento que se for parar pra pensar, não vai mudar em nada no que cada pessoa é de verdade. Eu acho. rs

Mas o resto das ideias eu achei sensacional. Totalmente pró-ativo. ;-)

PermalinkPermalink 12.04.10 @ 20:09



Comentário de: Alex Castro Email

Digo isso porque, ao se tornar um cidadão americano as coisas podem ficar mais fáceis pra você. Ou não?

mas a minha questao eh: pq eu me daria ao trabalho de me tornar cidadao americano (e dá um trabalho danado) se JÁ sou cidadao de uma outra grande nacao democratica que, basicamente, me garante os mesmos direitos e liberdades??

se eu fosse de uma nacao nao-democratica, como Cuba, ou de uma nacao muito pobre, como Haiti, até entendo, mas... sendo brasileiro... qual é o sentido??

PermalinkPermalink 12.04.10 @ 20:13



Comentário de: Alaide

Ah.. Você não está vivendo/morando/trabalhando nessa outra nação que já te garante tudo isso.

Mas é o que eu disse, se você tá doido pra vir pra cá, então não é importante mesmo. Certo? :)

PermalinkPermalink 12.04.10 @ 21:08



Comentário de: Manuel Carreiro · http://manuelcarreiro.com

Alex,

deixo um link pra um texto bem gostoso de ler, de autoria do Hélio Schwartsman.

Chama-se "Mentiras fundadoras", e acho que pode dialogar de maneira bem interessante com o seu texto.

http://www.dubitoergosum.xpg.com.br/arq135.htm

PermalinkPermalink 12.04.10 @ 21:52



Comentário de: Roger Moreira

O problema do contrato social é que ele já nasce com vício de consentimento.

PermalinkPermalink 12.04.10 @ 22:21



Comentário de: Diogo

Alex,

Em primeiro lugar, não posso deixar de notar a ironia do doutorando em literatura, para quem toda leitura é válida e para quem não existe certo e errado, perguntando “qual é o erro do post”. Tão positivista...

Eu não disse que o post estava errado. Eu disse que ele é primitivo. Não se trata de discutir se existe certo ou errado; trata-se, isso sim, de que nestes assuntos específicos o tratamento dado ao tema por você sequer se ergueu o suficiente do senso comum mais rasteiro para conseguir chegar numa discussão de fundo.

Como escrevi em meu comentário anterior, assuntos como a relação entre direito e moral, legalidade, legitimidade, norma, sanção, contrato social, moralidade social e etc, já foram objeto de estudo e análises por quase todos os ângulos possíveis. E o seu é apenas um dos mais elementares, que serve apenas de stepping stone para análises mais sofisticadas.

Veja bem, quando você escreve: “Eu não acho que a lei é boa, que é moral, que é sábia, que é válida como guia de conduta, que é eficiente como ferramenta de justiça social ou bem-estar na população.”, alguém poderia perguntar simplesmente “1) e em que isso afeta a eficácia da lei e o seu próprio comportamento; e 2) a lei precisa ser tudo isso para ser lei?” Para responder isso, você já teria que subir um degrauzinho mínimo de sofisticação intelectual e lidar com questões um pouquinho mais complicadas. No mesmo sentido, quando você diz: “Não acredito em contrato social. Nunca assinei nenhum contrato social.” eu perguntaria: você acha que alguém em algum momento da história da humanidade achou que algum ser humano realmente assinou um contrato social? De novo, uma tentativa de resposta a sério já elevaria um pouco o nível da discussão.

Outra coisa que fiz em meu comentário original foi apelar para o seu lado de expert em alguns temas. Toda pessoa que conhece algum assunto mais a fundo não deixa de ficar constrangido/amused quando lê ou escuta comentários primários sobre aquele assunto ditos com ar de autoridade. Se alguém, ao ler seus drops de teatro comentasse que “isso é tudo coisa de viado mesmo”, não me diga que você levaria essa opinião a sério – a não ser como observação antropológica. Isso sem mencionar, claro, suas reações às pessoas que dizem que não existe racismo no Brasil.

Tentando resumir: os assuntos por você mencionado são objetos de uma disciplina intelectual milenária. Ainda que alguém possa dizer que em termos de filosofia política/teoria social/teoria do direito não existe discurso certo ou errado, certamente existe discurso pobre e discurso rico, discurso tosco e discurso sofisticado. É impossível ignorar a diferença entre o estudioso que reconhece que um problema talvez não possua solução e o filisteu que sequer percebe que existe um problema.

Finalmente, gostaria de deixar claro que nada disso é pessoal e que tampouco se trata de uma “crítica” a você. Como já escrevi várias vezes, te considero um sujeito brilhante, um dos melhores textos da tua geração. O LLL já meu deu muito prazer intelectual, e as tuas resenhas literárias estão entre as melhores que já li. Também não é nenhum crime não conhecer filosofia ou ter opiniões políticas de quinta série. A maioria das pessoas é assim. O problema é o constrangimento de publicar esse tipo de coisa num blog que mantém o nível em tantas outras áreas. Só isso. Claro que o blog é seu, a vida é sua, todas essas coisas. Mas também é importante o registro de que alguém sabe que isso não passa de um amontoado de bobagens pueris.

Abraço
Diogo

PermalinkPermalink 12.04.10 @ 23:59



Comentário de: Alex Castro Email

Diogo,

Perguntei do "erro" pq seu comentario inicial deu a entender que VOCÊ achava isso....

Ah, sim, última coisa:

"Toda pessoa que conhece algum assunto mais a fundo não deixa de ficar constrangido/amused quando lê ou escuta comentários primários sobre aquele assunto ditos com ar de autoridade."

Filho, se você viu "ar de autoridade", então aí fica claro que andou lendo outro blog. O LLL é debochado, escrachado, insolente, ficcional, e nunca se arrolou autoridade de nada....

E, sim, tenho minhas muitas leituras de filosofia politica (q não cito, senao vc vai me acusar de posar de autoridade e dar carteirada), inclusive artigos escritos (e um em via de publicação) justamente sobre ética e iluminismo... e, olha só, quem diria, minha conclusão, depois de tudo isso, foi o que vc pôde ler nesse primitivo texto....

PermalinkPermalink 13.04.10 @ 00:08



Comentário de: Eugênio

Essa não-ética sempre me parece estranha... Me lembra um pouco a mentalidade de Raskolnikov. Tenho minhas dúvidas a possibilidade de se erigir uma sociedade em cima deste tipo de antimoral. Esse dualismo errado-certo é o que guia de fato a ação humana em todos os momentos.



PermalinkPermalink 13.04.10 @ 00:28



Comentário de: Marcelo

Os exemplos de "justiça social" que você coloca, como o canteirinho avenida central que é reformado no lugar de dar saneamento básico pra gente marronzinha (a despeito de que o canteirinho da avenida central atrai um bocado de turistas que terminam por sustentar uma industria inteira) são culpa da lei, mas é a mesma lei que garante que alguém que lhe roubar em tese será punido, e que alguém que resolva lhe matar será punido.


Portanto, respeitar a lei que garante essa desigualdade que você coloca é garantir a lei que em última instância protege sua vida.

Lei não é feita pra ser justa, lei não é feita pra ser sábia. Lei é feita pra garantir que a sociedade seja funcional, que as pessoas possam viver de maneira a não atrapalhar a vida do outro e produzir o próprio sustento, nada mais. Lei é feita para tornar as situações de interação social minimamente previsíveis e seguras para os atores.

Essas pessoas que respeitam a lei não adoram uma divindade, eles o fazem para que seus direitos garantidos por essa lei, seu status quo, seja respeitado pelas outras pessoas independentemente das intenções, vontades ou arbítrio de outrem.


PermalinkPermalink 13.04.10 @ 09:16



Comentário de: lucas

alex,

"E, sim, tenho minhas muitas leituras de filosofia politica (q não cito, senao vc vai me acusar de posar de autoridade e dar carteirada), inclusive artigos escritos (e um em via de publicação) justamente sobre ética e iluminismo... e, olha só, quem diria, minha conclusão, depois de tudo isso, foi o que vc pôde ler nesse primitivo texto...."

deixa eu ver se entendi, isso era pra valorizar o seu texto?

isso só demonstra que o seu problema não se resume a falta de leitura... e que "peer review" anda muito furado (supondo que a tal publicação é em algum periódico sério, e não nos anais do centésimo congresso dos doutorandos medíocres e suas genialidades irrelevantes)

mas não acho que seja assim. se você realmente escrevesse o mesmo nível de bobagem em seus artigos que escreve no blog, não conseguiria publicar. acho que você pode até chegar "à mesma conclusão", isto é, conclusão nenhuma. mas se você usasse um argumento tão fraco como essa bobagem de "meteoro que destroi tudo", as pessoas simplesmente ririam da sua cara.

mesmo supondo corretas algumas das suas premissas absurdas, entre elas:
1 - que o argumento do seu interlocutor pressupõe que a sua atitude particular possa destruir a sociedade.
2 - que a moralidade de alguma ação está ligada à probabilidade de que todos venham a agir daquela forma, ou que é isso que seu interlocutor quer dizer.

mesmo supondo que tudo o que você disse até aquele ponto estivesse correto, seu argumento é uma bobagem.

se você entendesse um mínimo de astronomia, biologia e estatística, seria capaz de perceber que a colisão de um asteróide (não um meteoro, consulte um dicionário, por favor) que destrua espécie humana é várias ordens de grandeza MENOS provável do que a espécie humana inteira adotar algum comportamento que a leve a extinção.

a cada milhão de anos, centenas de espécies são extintas pq todos os indivíduos se comportam de uma mesma maneira destrutiva. só se conhece um único evento de colisão que tenha provocado extinção de espécies nos últimos 500 milhões de anos.

mas de que isso importa, esses "fatos"? a única coisa importante é a sua versão dos argumentos alheios, do mundo, o universo e os "meteoros".

e para desbancar 2500 anos de filosofia, basta atacar uma argumento que ninguém nunca usou com um contra-argumento" falso, rir e dizer: o mundo todo é uma grande babaquice! tenho nojo! está tudo errado e vc precisa ser muito burro para não ver isso!

é claro que você tem todo o direito de ter o seu niilismo, ou de não concordar com a moral kantiana, ou com o legalismo.

mas o seu post nem mesmo chega a alcançar a profundidade e elaboração de uma conversa de boteco entre pessoas que nunca leram filosofia na vida.














PermalinkPermalink 13.04.10 @ 10:22



Comentário de: Harry · http://ogramaeobaiano.blogspot.com

Esse pessoal não lê os termos de uso, o verdadeiro contrato social deste blog, e depois vem enxer o saco.

Pra mim parece muito óbvio que o texto tá colocando a contramão de alguns argumentos do senso comum sobre lei e moral, não se tratando, portanto, de nenhum documento filosófico de ciências políticas.

Agora o pequeno imbecil que vem criticar a puerilidade do texto não tem nem mesmo a dignidade de se aprofundar nas tais questões, senta o cú no penico mas não caga.

Eu mesmo fiquei curioso pra ter uma idéia do que é isso tudo que o Diogo sabe, que não quer contar pra ninguém.

PermalinkPermalink 13.04.10 @ 10:57



Comentário de: Alex Castro Email

deixa eu ver se entendi, isso era pra valorizar o seu texto?

valorizar o meu texto? pq eu quereria valorizar meu texto? meu texto nao tem valor algum. isso é um blog!

PermalinkPermalink 13.04.10 @ 11:05



Comentário de: lucas

Harry,

Eu sei que esse não é um documento filosófico. Minha crítica é que ele não chega nem perto do nível de conversa de boteco.

PermalinkPermalink 13.04.10 @ 11:07



Comentário de: Hugo

Uai, e conversa de boteco tem nivel?

PermalinkPermalink 13.04.10 @ 11:16



Comentário de: Alex Castro Email

Lucas, eu só posso chorar aqui uma lágrima solitária de imaginar o quanto q vc deve ter sofrido lendo esse texto q nem chega aos pés de um papo de boteco. sua dor deve ter sido insuportável... e depois, pra piorar, vc ainda fica tentando conversar a serio, estabelecer um debate intelectual, e o autor do blog claramente só de sacanagem! mt duro, mt duro, viu? ninguém merece isso...

PermalinkPermalink 13.04.10 @ 11:18



Comentário de: lucas

alex,

eu não sofri nem um pouco, assim como acho que você não sofreu ao escrever nem ao ler meu comentário.

foi você quem sugeriu que esse texto contém as conclusões elaboradas após diversas leituras sérias sobre o assunto e reflexões que inclusive geraram artigos acadêmicos.

assim, foi você quem sugeriu levar a sério. e, levando a sério, o seu post é uma boçalidade.


PermalinkPermalink 13.04.10 @ 11:41



Comentário de: Harry · http://ogramaeobaiano.blogspot.com

Lucas,

Não sei que boteco é esse que você vai, me fala onde é pra eu passar longe.

PermalinkPermalink 13.04.10 @ 12:05



Comentário de: Daniele

Olá querido Alex,

Eu achei maravilhoso este post.Estou dando aula de Antropologia para o curso de Direito e nesse momento, discuto cultura e acesso à justiça.Você me autoriza a usar esse texto em sala?!Seria um enorme prazer...

Um beijo do tamanho dos meus pés...

PermalinkPermalink 13.04.10 @ 12:18




Eu só gostaria de saber por que gente que nos odeia e odeia o que escrevemos é tão assídua nos nossos blogs. Ou é masoquismo, ou é falta do que fazer, ou é vontade de censurar de quem discordam.
Alex, vc já escreveu um post sobre isso?

PermalinkPermalink 13.04.10 @ 12:26



Comentário de: Arthur

Eu acho engraçado.

Tipo, a primeira parte do texto é sobre a ironia de pessoas que não tem nenhum respeito pelos políticos respeitarem as leis criadas por eles.

E o resto é o Alex falando de como ele mesmo se comporta.

Ai vem o falar sobre filosofia politica e "direito e moral, legalidade, legitimidade, norma, sanção, contrato social, moralidade social "

Ai eu fico pensando, será que ele acha mesmo que as pessoas decidem o que acham da lei e como se comportam baseados nessas baboseiras ou será que ele só leva em consideração relatos de o que as pessoas acham e como elas se comportam sustentados por essas baboseiras?


PermalinkPermalink 13.04.10 @ 13:21



Comentário de: lucas

Harry,

Deixa eu ser específico: o post do alex não consegue chegar no nível de uma conversa de boteco, porque uma conversa de boteco em geral se dá no nível do senso comum, enquanto o post do Alex está aquém do senso comum, nem chega a compreender do que se trata o senso comum.

Sou levado a crer que quando Alex diz "não consigo entender gente que diz X" ele está sendo literal: não tem capacidade mesmo de entender X. Não é que ele discorde, nem chega a fazer a menor idéia do que é a opinião X.

Deixa eu ilustrar o estilo dele:

Alex: Não entendo essa gente que diz que gatos são fofos. Isso é um absurdo, gatinhos não são fofos de jeito nenhum! Como pode um bicho com espinhos no lugar de pelos serem fofos?

Comentarista: Mas alex, os gatos não tem espinhos no lugar de pelos.

Alex: Ah, claro, vocês continuam com essa visão limitada de que são gatos...

C: Mas alex, se sua definição de gato não é a mesma que a do "senso comum" então sua crítica não faz sentido.

A: Tenho nojo disso tudo! Acho que devíamos arrancar as cabeças de todos os gatos!

C: Que absurdo porque matar todos os gatos?

A: Você não sabe ler!?!? Eu não disse pra matar. Só pra arrancar a cabeça. Não vale tirar conclusões que não estão no texto!

e assim por diante...


PermalinkPermalink 13.04.10 @ 13:28



Comentário de: Shikus N. Dismeni

O Alex escancarou uma das grandes contradições da nossa gente. E depois deu a opinião dele, o modo como ele se comporta, como ele tenta viver a vida DELE. Aí vem gente puxar pro academicismo, teorias milenares, blá blá blá.
Sabe o que eu acho? Que esse pessoal é incapaz - ou não tem a coragem - de tirar conclusões por conta própria e precisa devorar volumes e mais volumes de conhecimentos milenares para só a partir daí poder emitir opinião sobre alguma coisa. Triste.
Um dia eu estava conversando com colegas no corredor da universidade sobre os deuses e suas contradições. Aí encosta um sujeito e pergunta se a gente leu toda a Bíblia, Aquino e Agostinho. Não, respondemos. E ele deu aquele sorriso boçal e disse que nós não tínhamos autoridade moral para discutir aqueles assuntos.
Simplesmente cagamos para ele e continuamos o colóquio. Quem disse que eu preciso da carteirinha de algum clube para discutir o que quer que seja?

PermalinkPermalink 13.04.10 @ 13:45



Comentário de: Alex Castro Email

rapaz, eu me divirto muito, muito mesmo. sensacional.

PermalinkPermalink 13.04.10 @ 13:46



Comentário de: lucas

que bom que vc está conseguindo se divertir. pra alguma coisa tinha que servir o post, né?




PermalinkPermalink 13.04.10 @ 14:00



Comentário de: Guto · http://www.twitter.com/augustoyoh

Sem entrar no mérito das discussões sobre o nível do texto, eu acho boçal alguém falar "ah, se não gosta do que eu escrevo, por que entra aqui e o continua fazendo vez após vez?".

Eu entro porque quero, comento o que quero, e comento porque me foi dada essa permissão. O resto é balela de quem só escreve para aqueles que têm a mesma visão das coisas.


PermalinkPermalink 13.04.10 @ 14:00



Comentário de: Fabio Robbe

Nossa, Alex. Essa pessoa deve ser mesmo muito ignorante para desdenhar da filosofia política...

PermalinkPermalink 13.04.10 @ 15:49



Comentário de: Amora.

Você tá de "chico" hoje, Alex?

Mas...essa coisa de matar é interessante. Eu
já classifiquei um bom motivo pra matar algu´me.
Se eu tivesse um(a) filho(a) e ele(a) fosse
estruprado(a) eu mataria o meliante com
requintes de crueldade. Se isso acontecesse
á minha sobrinha ( que eu amo de paixão)
também faria o mesmo. O resto acho que dá pra
relevar.

PermalinkPermalink 13.04.10 @ 16:37



Comentário de: Amora.

Off Post: isso aqui era mais divertido quando
o Kitagawa dava o ar da sua graça. Kd ele hein?

PermalinkPermalink 13.04.10 @ 16:43



Comentário de: gustavo · http://www.twitter.com/padredesgracado

Alex, muito interessante!
É fato que as pessoas que se encontram mais submersas na "ilusão" vai estranhar muito tudo isso.

@lucas: te falta ética acadêmica! Você é um cara muito irônico, tem que parar de ler tirinhas de blogs diversos e parar de assistir a seriados. Isso causa tanta alienação!

PermalinkPermalink 13.04.10 @ 17:13



Comentário de: Diogo

Alex,

1) "Filho, se você viu "ar de autoridade", então aí fica claro que andou lendo outro blog. O LLL é debochado, escrachado, insolente, ficcional, e nunca se arrolou autoridade de nada...."

Uma das coisas de que mais gosto no LLL é justamente seu tôm irônico, lúdico, com um narrador "não confiável", na melhor tradição da literatura moderna. Em minha opinião isso sempro foi uma sacada de gênio. Agora, dar uma de Machado ou de Nabokov funciona dentro de um universo bem definido: o da literatura, da crônica ou da crítica de costumes. No da filosofía política e da crítica social, não. Nesse caso, ou você busca estabelecer uma discussão com seus pares (todos membros da mesma ordem política) baseada em premissas comuns indentificáveis ou você cai no solipsismo. E, estabelecida tal discussão, você está sim falando de uma posição de autoridade: a autoridade do sujeito consciente que elaborou e emitiu suas opiniões. Então, meu caro, se você quiser continuar brincando de “tudo o que eu digo é mentira, inclusive isso”, permaneça na literatura.

2) Sobre as suas leituras, fico feliz que elas existam; lembro inclusive de uma resenha sua sobre de La Mettrie. Agora, se afirmações como “nunca assinei nenhum contrato social” ou “não acredito em propriedade privada” são as conclusões dos seus estudos filosóficos, waaaaal... que dizer? Melhor seria começar de novo.

Um abraço
Diogo

PermalinkPermalink 13.04.10 @ 17:25



Comentário de: mariana @gmaari

Só uma dúvida: se você pode respeitar a lei por conveniência (e não por reverência), por que você não pode fazer o mesmo em relação à bandeira americana?

Sobre a regra de ouro, penso como você. Não mato porque sei me colocar no lugar do próximo; Enquanto a maioria das pessoas do mundo continuarem se recusando a ser mortas, o homicídio vai continuar sendo errado.

Então porque precisa de uma lei? Porque as pessoas não sabem se colocar no lugar do outro quando querem levar vantagem quando não devolvem o troco a mais, quando querem escutar música alto em plena madrugada de segunda feira, quando o vizinho precisa ir trabalhar as quatro da manhã, porque as pessoas 'pegam e não devolvem', porque estacionam em vaga reservada pra deficiente, porque matam. A maioria das pessoas não tem noção de civilidade, de empatia com quem não conhecem, e por isso precisam ser punidas, ou serem chamadas a atenção.

---

Eu também tento seguir as leis que me parecem corretas (leis com as quais eu concordo, digamos assim): eu acharia errado matar independente da lei; eu acharia errado roubar independente da lei, etc. Se eu acreditasse no deus cristão, não significa que eu seria irracional, de modo que eu não daria bola pra regras sem motivos (não comer carne na quaresma, etc).. Entende?

As outras leis, com as quais eu não concordo, eu sigo por conveniencia tbm. Mas como estudante de direito, posso dizer que a maioria é bem coerente, justa, ideal. O art. 5 da constituição é lindo, irretocável. Pena que boa parte não é colocada em prática (em grande parte por conta das sanções brandas). Então não é só pra dar uma de rebeldezinha sem causa que eu vou sair discordando de tudo que vemos por aí.

Boa parte das coisas não deveriam precisar de lei para serem respeitadas. (mas precisam)

Eu sinto que você apenas não quer se comprometer.... com nada.

PermalinkPermalink 13.04.10 @ 17:49



Comentário de: RICARDO ROCHA AGUIEIRAS · http://dividindoatubaina.wordpress.com/

Acho que somos quase iguais ( não entenda como pretensão minha, não é, é apenas surpresa)na visão do mundo e em posturas, apenas uma diferença, eu sou, sim, anarquista. Mas não faço nenhum proselitismo disso nem fico achando que é o mais correto, é apenas o certo para mim e não me sigam.
Infelizmente, fui obrigado à jurar bandeira, fiz l8 anos na ditadura militar e isso era obrigatório.
Na verdade, penso que a grande maioria das pessoas precisam de deus, deuses, pai, professor, presidente, santos, anjos, mestres e heróis por que morrem de medo de si próprias e do que realmente sentem, portanto, jogam a responsabilidade para esses otários que ocupam o Poder por que assim tira a responsabilidade e a culpa judaico cristã deles. É fácil, assim. Difícil é quando você mesmo resgata sua vida, seu corpo e tudo o que o envolve, sentimentos e caminhos, sem poder acusar ninguém ou seus erros. Aí é barra pesada, então preferem a vidinha covarde de submissão a um desses poderosos acima
Obrigado!
Fiquei feliz!
Ricardo
aguieiras2002@yahoo.com.br
http://dividindoatubaina.wordpress.com/

PermalinkPermalink 13.04.10 @ 19:25



Comentário de: RICARDO ROCHA AGUIEIRAS · http://dividindoatubaina.wordpress.com/

Ah, que sucesso seu blog, hem? Parabéns...
seguinte, por favor: o que é "solipsismo", procurei no dicionário uol e não achei, mas pode ser que esse dicionário não seja bom...
Ricardo

PermalinkPermalink 13.04.10 @ 19:44



Comentário de: Roger Moreira

Qualquer um que ache que pode achar verdade num campo de liberalidade humana é um idiota. Ética é justamente isso, uma liberalidade humana. Quando vira lei, continua sendo criação humana, mas fica beeem mais burrinha e nojentinha, só isso. Vão querer o quê? O problema da filosofia política, do direito, da ética, da lei, ou do que seja, não é serem inventadas, é que um bando de trouxas ACREDITAM nelas. Esse é o problema do humanismo, já estripado pelo velho bigodudo*, só mais uma fé. Sem deus, mas fé.

*Nietzsche, pra quem não entendeu.

PermalinkPermalink 13.04.10 @ 20:18



Comentário de: Júlia · http://innuendoblues.blogspot.com.

Sabe o que eu acho? Que esse pessoal é incapaz - ou não tem a coragem - de tirar conclusões por conta própria e precisa devorar volumes e mais volumes de conhecimentos milenares para só a partir daí poder emitir opinião sobre alguma coisa. Triste. [2]

PermalinkPermalink 13.04.10 @ 23:39



Comentário de: João Paulo · http://sratoz.wordpress.com

Alex,

O lance é que compartilho precisamente de sua visão sobre o que é a Lei, o que é o Direito, e as salsichas de Bismarck. Tenho a mesma atitude/falta de respeito/temor da punição em relação à Lei que você tem.

Mas, quando digo isso às pessoas, elas não acreditam que eu realmente pense isso. Deve ser porque sou advogado.

PermalinkPermalink 14.04.10 @ 02:03



Comentário de: lucas

gustavo,

"@lucas: te falta ética acadêmica! Você é um cara muito irônico, tem que parar de ler tirinhas de blogs diversos e parar de assistir a seriados. Isso causa tanta alienação!"

não entendi bem a relação entre ética acadêmica, tirinhas e seriados, alienação. você pode explicar?


PermalinkPermalink 14.04.10 @ 09:43



Comentário de: Fabio Robbe

Gente, lendo essa Julia vejo que os clássicos nunca morrem. Ela lembra o Magri, pra não falar o Agamenon, ue criticava o filme antes de ver para não se influenciar. Afinal, você prefere ler ou ter idéias próprias?

PermalinkPermalink 14.04.10 @ 15:37



Comentário de: Diogo

Muito boa essa :-)

PermalinkPermalink 14.04.10 @ 16:07



Comentário de: Júlia · http://innuendoblues.blogspot.com.

Eu não te lembro ninguém, caro cara que nunca vi na vida, nunca me viu na vida e tá só pagando de bonito nos comentários de um outro cara.

Eu tenho opinião própria que calha de ser compatível com a do parágrafo do rapaz ali. Como não teria por que eu fazer um novo parágrafo - sujeito a interpretações bizarras - eu só copiei, adicionei um sinal de concordância e deixei por isso, só fazendo coro à idéia. Onde diabos isso se parece com o cara que criticava antes de ler para não se influenciar?

Se você não foi capaz de compreender isso, ou foi mas comentou mesmo assim, sinceramente, tá aqui esperando o quê? Só tentando parecer bonitinho e ferino?

PermalinkPermalink 14.04.10 @ 19:28



Comentário de: Fabio Robbe

"Sabe o que eu acho? Que esse pessoal é incapaz - ou não tem a coragem - de tirar conclusões por conta própria e precisa devorar volumes e mais volumes de conhecimentos milenares para só a partir daí poder emitir opinião sobre alguma coisa. Triste. [2]"

Caro nickname Júlia,
Por favor, não macule a elegância de seu estilo com comentários desaforados sem propósito. Longe de uerer apenas bancar o engraçadinho, estou particularmente sensível a um certo desdém à filosofia política ue permeou certos comentários. Coisa que espero que você tenha notado. Acontece que, tendo notado ou não, seu comentário adere a esta idéia de forma levemente sarcástica, criticando o fato de alguém ter lido alguma coisa e ter feito uma citação para embasar a própria idéia.

Convenhamos que não estou só tentando ser engraçado e que minha causa é até nobre, mesmo sendo contrária à sua. Inclusive respeito sua opinião, mas você precisa admitir que o modo como você escreveu é que tenta ser ferino, no lugar de tentar esclarecer o ponto. Assim como tem que admitir que não tinha nada a adicionar ao tópico, pelo que escreveu. Por favor, não insulte minha inteligência ou minha capacidade de compreensão.

Ah, e espero que você saiba de que Agamenon estou falando, cuja comparação parece ter provocado sua revolta, o que me diz que você não captou meu tom de galhofa.

Abs.

PermalinkPermalink 15.04.10 @ 10:52



Comentário de: General

Todo jovem com 18 anos deve se alistar. Uns prestam serviço militar ourtos escapam.
Escapam por problemas de saúde ou mesmo homosociais, quem escapa jura a bandeira numa cerimônia importante para todo jovem.
Reveja seu passado, 18-19 anos, se não serviu ao exército pelo menos jurou a bandeira ao escapar. Pelo conteúdo deste blog arrisco a dizer que o problema foi de saúde... ou foi papai quem te soltou, dois ou tres telefonemas para amigos fardados.

PermalinkPermalink 15.04.10 @ 13:28



Comentário de: Filipe

Desculpa, eu devo ser muito inocente ou superestimar demais as pessoas à minha volta, mas não consigo encarar as suas atitudes como a contra-mão do que a sociedade considera como normal. Acho que não conheço quem respeite a lei por ser A LEI! As pessoas geralmente a respeitam pelo mesmo motivo que vc, medo da sanção, porque não desejariam aquilo contra elas (um de seus motivos para não matar alguém). Acho que você acaba querendo apenas dar nome aos bois quando diz que não deixa de matar alguém simplesmente porque é "errado". As pessoas dizem isso, que é errado, mas no fundo querem dizer a mesma coisa que você. Não penso que quando alguém diga isso imagine um "errado" flutuando no ar.
Posso estar enganado com relação a elas, mas penso exatamente como você e não acho essa uma posição radical, exótica, ou seja lá como as pessoas a encarem, e de modo algum acredito que o planeta se dizimaria caso todos pensassem dessa maneira. Pelo contrário, seria um mundo muito melhor.

PermalinkPermalink 15.04.10 @ 14:31



Comentário de: Filipe

Diogo,

Não penso que o Alex tenha se proposto a desenvolver esse post sob um viés técnico político-filosófico. Não me cabe aqui querer defender o autor, tampouco atacar você.
Mas acho que o texto trata muito mais da falta de questionamento diante da realidade do que qualquer outra coisa. Não precisaria estar estampado lei, qualquer outra forma de controle social de conduta poderia estar ali, ainda que necessitasse de suas respectivas adaptações.
Posso estar enganado, mas seu primeiro comentário me fez crer que é um estudioso na área que tanto rebateu em sua discussão com o Alex. E acredito que justamente por isso o texto o fez pender para esse foco.
Quem lhe afirma que o texto pretendeu ser político-filosófico? Um estudante de direito poderia ter encarado o texto por um viés jurídico-filosófico de revés. E desse modo, já atacaria uma das primeiras afirmações do Alex: "Eu não acho [...] que [a lei] é moral". Pois é, Alex, o próprio Direito também não acha isso. A moral é autônoma, a lei é heterônoma; a moral é incoercível, a lei é coercível; há bilateralidade atributiva na lei, na moral não...

PermalinkPermalink 15.04.10 @ 15:49



Comentário de: Júlia · http://innuendoblues.blogspot.com.

Eu gosto muito quando alguém tenta me explicar as intenções por trás do meu próprio texto.

Sério. É sempre uma aula.

PermalinkPermalink 15.04.10 @ 17:54



Comentário de: Fabio Robbe

É. Se fosse numa mesa de bar talvez isso não acontecesse, né?

PermalinkPermalink 16.04.10 @ 11:57



Comentário de: Marcelo

Acho estranho quando autores de qualquer tipo de texto tentam fazer graça de comentários contrários ao seu pensamento...

Se num quer ver comentário distoante não abre comentário. (oxe)

Outra não vi nos comentários do Diogo provocações ao individuo Daniel, mas vi vice-versa. (mas foi o que EU vi, interpretação maldita)



PermalinkPermalink 16.04.10 @ 12:49



Comentário de: Diogo

Filipe,

De certa forma, o que eu quis dizer é que o tema de um post define a forma como ele deve ser abordado.

Se alguém escreve sobre temas jurídico-políticos, imediatamente seu texto se presta a críticas desde um ponto de vista jurídico-político.

De certa forma, o LLL tem um narrador bifronte. Uma cabeça é a do Alex Castro escritor e libertino, que, como eu disse, joga com o tema modernista do narrador não-confiável com uma maestria inédita no Brasil. Quando fica nisso, o LLL é uma das melhores coisas em língua portuguesa dos últimos vinte anos. A outra cabeça, é a do Alex Castro acadêmico, seja o historiador, o crítico literário acadêmico ou o estudioso do racismo. Nesses casos, eu acho que ele brilha bem menos, sobretudo por uma influência triste da agenda da academia norte-americana cada vez mais presente nos últimos anos de blog. De todo modo, e isso é importante, os dois Alex Castro são diferentes e seus escritos se submetem a um julgamento totalmente diferente. O primeiro pode tudo, pode dizer que o bom mesmo é o casamento aberto, que a verdade é uma prisão, que a Bíblia é magnífica literatura e que Sábato é um gênio. O segundo não pode tudo. Quando o Alex Castro escreve sobre Gilberto Freire, sobre raça no Brasil ou sobre escravidão na literatura do século XIX, seus textos estão balizados por parâmetros acadêmicos e intelectuais precisos, e ele se submete à crítica de toda a comunidade que pensa/pesquisa/escreve sobre os mesmos assuntos. Ele não é nem louco de escrever que Gilberto Freire é seguidor das teses spencerianas do darwinismo social, mas, se escrevesse, iria levar pau de todo mundo que estuda GF e sabe que isso é um disparate (é só um exemplo aleatório; não entendo nada do assunto). Pois bem, quando Alex Castro escreve sobre lei, ética, moral, organização social, ele está entrando no terreno de disciplinas tão estabelecidas quanto a sociologia, a antropologia, a história e a teoria literária. O problema é que ele domina o suficiente estas últimas para, com seu enorme talento de escritor, produzir um texto bom, legível e que não faça feio quando analisado à luz do estado da questão da matéria. Infelizmente, o mesmo não se aplica à filosofia política, filosofia do direito, teoria do direito e ética. Ele se pôs a escrever sobre esses temas e pagou um mico do tamanho do mundo, dizendo bobagens primárias sobre todos esses assuntos, como aliás, você indicou minimamente no último parágrafo do seu post.

Aí, não adianta dizer que no LLL nada é sério, que tudo é deboche e provocação.

Um abraço
Diogo

PermalinkPermalink 16.04.10 @ 14:54



Comentário de: Felipe

Alex,

Prefiro imaginar que a sua relação com as leis é fruto de uma desastrosa experiência edipiana.
Afinal, poderíamos discutir a filosofia do direito, a psicosociologia, a anarquia mas seu texto fica na futilidade da negação a tudo o que foi feito, e nada propõe para aperfeiçoar o espírito da lei ou a própria sociedade.
De qq maneira o LLL é fantástico, um dos melhores blogs do Brasil.
Abs

PermalinkPermalink 16.04.10 @ 15:55



Comentário de: Villasboas · http://rpvillas.blogspot.com

É... a realidade é triste. Mas não acredito que nem o fim do mundo seja solução, pois é da natureza animal o domínio e consequentemente tentar dominar os outros, seja através de regras ou mesmo da força.
O negócio é tocar a bola para frente e nem pensar nisso, afinal nosso tempo aqui nessa bola é curto.

PermalinkPermalink 17.04.10 @ 09:54



Comentário de: Filipe

Diogo,

Concordo com você a respeito da leviandade do texto quando trata de um tema complexo de forma primária. Ainda que eu tenha gostado dele, tenho consciência de que não se presta de modo algum à construir ou iluminar conceitos técnicos a respeito de ciências polítias, ética, propedêutica jurídica filosofia política...
Mas aproveitando que você usou de exemplo o paralelo entre lei e moral que eu fiz, reitero que talvez o foco não tenha sido esse.
O fato de se dizer que não considera a lei como moral não se presta a confundir os termos como sinônimos. Ainda que a especialidade do Alex esteja ligada a temas concernentes à literatura, a distinção técnica entre lei e moral é tão primária que não acredito que ele a ignoraria em termos acadêmicos. O blogueiro tem consciência dessa distinção.
Talvez a má impressão que o post causa tenha maior relação com o meu primeiro post, aquele que dirigi ao próprio Alex. Ok, ele dirá que não disse isso em momento algum (como faz diversas vezes), mas quando diz que não considera a lei moral, penso que está dizendo que uma penca de pessoas considera as duas como sinônimas: Concordam com a lei não porque ela seja boa ou má, ou ruim, mas porque é LEI e LEI não se questiona porque o que é lei é certo e para essas pessoas tem um "certo" e um "errado" flutuando no ar...
O ruim do post, e acabei criticando isso, é que para o público a que o blog se destina essas afirmações não geram espanto algum. Acredito que os leitores do LLL têm ao menos um mínimo de espírito crítico em relação à qualidade de nossas leis e as respeitem pelo mesmo motivo do Alex, poder coercitivo, independentemente do julgamento crítico que façam. Talvez a minha querida avó, analfabeta funcional, veja as palavras "certo" e "errado" flutuando no ar e tente me convencer que algo que eu faço "é errado porque é errado, ué!" E acredito que é a esse tipo de comportamento que o post se dirige.

Ainda, aproveitando o espaço, e isso não se destina a você, Diogo, há aqueles que consideram uma afronta leitores tecerem comentários a respeito do sentido do texto, da forma como interpretaram-no. Ora, esse é um comportamento dos mais naturais da relação leitor-texto e ele fica muito claro quando esse texto é publicado num espaço como o blog, que permite a manifestação do leitor. Se o autor não gosta desse comportamento, se, por ter se prestado a outro objetivo acabe por considerar ridícula a manifestação de seu leitor, que guarde o texto pra si mesmo. Esse é o único modo de ele se tornar unívoco.

PermalinkPermalink 17.04.10 @ 11:04



Comentário de: Thiago dos Reis · http://www.SPFC.Net

Meio revoltado demais, acabou se perdendo no meio do texto. talvez eu fizesse melhor. talvez.


PermalinkPermalink 23.04.10 @ 15:47



Comentário de: Sami

Como sempre você, caro pseudointelectualzinho de merda, dando mais um piti cheio de demagogia nauseante.

Fiquei com vontade de vomitar quando li essa bosta desse texto demagógico e com ranço comunista. Não sei como o Edney decidiu dar espaço para um filho da puta como você.

Se bem que o Edney cada vez mais está pouco se lixando para os blogs. Ficou famosinho com eles e resolveu dar um chute na bunda dos mesmos.

Então dá para entender porque ele deixa um lazarento como você escrever as suas merdas na plataforma dele.

Favor, queira morrer.

PermalinkPermalink 06.08.10 @ 19:02



Comentário de: Sami

"E quando é que vc volta pro Brasil? Pessoas como vc fazem mais falta aqui, eu acho! rsrs "

Eu não acho. Aliás, acho que ele poderia ficar lá pra poder morrer de gripe suína.

PermalinkPermalink 06.08.10 @ 19:11



Comentário de: Danilo Freire · http://papodehomem.com.br/author/danilofreire/

Nunca tinha lido esse seu texto, Alex. Caí aqui porque você passou o link na lista interna do PdH.

Realmente gostei do texto, de verdade. No entanto, vejo alguns problemas; não que isso te importe ou vá mudar algo na sua vida, é claro.

Eu compreendo que você não 'tá nem aí pra isso, mas absolutamente nada impede que você tenha os seus próprios conceitos de certo/errado, bom/ruim, moral/imoral, ético/antiético.

Existem éticas deontológicas (deveres a priori), mas também existem éticas teleológicas (finalidades), como o Utilitarismo e o Pragmatismo. Muito, muito mesmo, do que você disse nortear suas ações pode ser identificado no segundo grupo, sem que implique solução de compromisso com qualquer sistema já proposto.

Agora, se o problema é dar nomes, não cair em algum -ismo, ou sei lá, a questão é outra. Mas as coisas estão aí, nomeadas ou não.

Por exemplo, o que você chamou de empatia (pra não matar alguém) é uma versão de "não fazer ao outro o que não quero que façam a mim", como o Eric lembrou aí nos comentários. É um dos mais básicos princípios de Direito.

Dá pra identificar no texto muitas outras coisas que você apenas dá outro nome ou fala com outras palavras. O que me leva a pensar que é mais uma questão linguística do que conceitual.

Uma abraço.

PermalinkPermalink 07.11.11 @ 14:29



Deixe seu comentário:

Seu endereço de email năo será exibido nesse site.
Sua URL será exibida.

Post anterior: As Poucas Escolhas das Mulheres Negras

Próximo post: O Sonho dos Seus 12 Anos

um blog sobre literatura, empatia e desapego

sobre mim

contato, bio, fotos, livros, compre

Busca

    Se gostou desse blog, inclua um botăo no seu site