Sobre o Primeiro Exercício de Empatia

Os primeiros leitores aventureiros já estão postando suas experiências preliminares lá no post original. Dêem uma olhada e me digam o que pensam. Em resposta a uma dúvida comum que surgiu, adicionei essas frases: "Evite interagir. Não desvie o olhar (essa nossa reação tão automática!) mas também não faça contato visual. Encarar já te coloca dentro da história do outro e pode ocasionar uma reação. Para dar-se conta das pessoas a sua volta, você não precisa se mexer, trocar olhares, ser percebido, nada. É discreto e imperceptível." Se algum leitor de coração bom quiser fazer um bannerzinho ou botão pra série, a casa agradece. Sem o feedback e participação de vocês, nada disso tem nenhum sentido.

Dar-se Conta (Aula de Empatia em Sete Lições, 1)
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Aula de Empatia em Sete Lições:
1 - Dar-se Conta

a. Dar-se Conta

b. Sobre o Primeiro Exercício

c. David Foster Wallace e o Experimento de Empatia

d. Vale a Pena Tentar?

e. Primeiros Resultados

f. Reflexões dos Leitores

2 - Ver
3 - Extrapolar
4 - Ouvir
5 - Sentir
6 - Interagir
7 - Ser

Empatia, por Alex Castro

Todos os textos da série Empatia. Design do botão por Tony Lopes.

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http://twitter.com/AlexCastroLLL

 

04.12.09


Categorias: Comportamento, Empatia


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Olha a Araña dela!

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Comentários:


Comentário de: aiaiai

Fiz o prometido. Fui caminhar com o olhar atento a todos. Não achei muita diferença em relação às minhas caminhadas rotineiras. Como disse no outro post, já sou normalmente assim: tendo a olhar para todo mundo na rua.
Só que dessa vez estava fazendo isso com mais atenção, tentando ver algo que ainda não havia visto e deu um certo trabalho, porque não foi uma coisa natural, eu me forcei a tentar olhar para todo mundo, geralmente reparo apenas em quem está mais perto.
Foi isso.
Não vi nada de extraordinário: algumas pessoas sorridentes, outras tristes, uma mulher que pede esmola na porta da padaria com o olhar de miséria (mas ela sempre tem esse olhar), um casal jovem brigando (a mulher puta da vida com o cara), o cara do carrinho de picolé parado olhando para o mar, um monte de gente andando como eu, outros correndo. Não interagi com ninguém, deixei a coisa rolar. Mais para o final, já cansada, parei de tentar olhar todo mundo e, é claro, fiquei mais leve.
é isso.

PermalinkPermalink 05.12.09 @ 12:31



Comentário de: JCCyC · http://rsnda.blogspot.com

"Mais para o final, já cansada, parei de tentar olhar todo mundo e, é claro, fiquei mais leve."

Será que tudo não passa de uma "Terapia do Bode na Sala"??? (cue intro X-Files)

PermalinkPermalink 05.12.09 @ 13:38



Comentário de: Alex Castro Email

JC,

pode ser q a conclusão seja mesmo q é impossível viver assim. Talvez seja.

mas tb estou chegando na conclusão que é impossivel viver como a gente JÁ vive...

PermalinkPermalink 05.12.09 @ 13:41



Comentário de: Fabio Robbe

Caro Alex,

Perdoe-me se não participo de seu exercício. Acho que, como diz você, minha vida já é inviável.
Se me permite, gostaria de dizer algo que já pensei algumas vezes. Talvez ainda tenha a ver com a coisa da ideologia.
Às vezes, eu me pego fazendo o exercício na rua, vendo os carros. Repare como a gente olha para os carros na rua. Quando estão lentos e próximos, podemos até olhar os motoristas. Mas, imagina numa via rápida. Sei lá, na Dutra. A gente só olha as marcas. E a conduta na direção. Só que, por vezes, dizemos: "olha o que aquele cara fez", ou "que barbeiro, deve ser mulher" (até mulheres falam essa), mas também dizemos "olha a merda que o gol fez", "aquele astra tá louco", etc.
Creio que desumanizamos as pessoas dirigindo carros. Podemos chegar a imaginar os carros como entes autônomos, se não pararmos para pensar.
Digo isso porque é um bom exercício. Pense nos carros e imagine o que a pesso está fazendo ali. Porque ali àquela hora? Carros caros, baratos. Será que está pagando prestação ou sempre entra na loja e paga em cash?

PermalinkPermalink 06.12.09 @ 12:28



Comentário de: Ieda

Bem difícil! Procurei ser discreta, afinal
mulher em Sampa PRECISA mesmo ser, ne. Mas
percebo q não quero saber da humanidade mesmo.
Fiquei irritada com as conversas alheias, com
os assuntos, com as opiniões, com o vazio, com
as posturas corporais, com os odores, com os
corpos q vi, uns muito lindos e outros horrorosos.
Fiquei realmente incomodada com a raça.
Não sei se por ser novidade, afinal to sempre
com o fone no ouvido, mas perceber algo além
do meu próprio umbigo, deu-me a entender q o
mundão tem muitos mundões, e o q
mais me agrada é o meu mesmo (até aqui).
Vou continuar tentando (evitando nojo, afinal
são figuras mais ou menos como eu, ne).

PermalinkPermalink 10.12.09 @ 04:10



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