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Dia de Ação de Graças

Hoje é dia de Ação de Graças, e aproveito a oportunidade pra republicar o texto abaixo, de 2007, onde agradeço a todas as pessoas que me ajudaram durante o furacão Katrina.

* * *

Thank You

Há exatos dois anos, o furacão Katrina castigava Nova Orleans. Para recordar o momento, o jornal local fez uma manchete simplesmente linda: "Thank you". O que importa não é a desgraça que nos aconteceu, mas as pessoas maravilhosas que nos ajudaram.

Casa de ferreiro, espeto de pau. Eu vivo de contar histórias, mas nunca contei nem um décimo das minhas histórias do Katrina. Na hora, não tive tempo. Depois, não pareceu apropriado. Nas entrelinhas dos agradecimentos, várias histórias que nunca chegaram ao blog.

Obrigado à Tulane University, que me evacuou de Nova Orleans, me arranjou abrigo na Mississipi State University em Jackson e continuou me pagando religiosamente durante toda a crise, coisas que a maioria dos empregadores da cidade não fez. Sem a evacuação, eu com certeza teria enfrentado o furacão em casa e sabe-se lá o que teria acontecido. Sem o pagamento, teria tido que voltar ao Brasil e talvez esquecesse de vez essa história de doutorado.

Obrigado ao carinha do abrigo que me emprestou seu laptop pra eu checar o meu email.

Obrigado a Renata, uma das melhores amigas que um homem pode ter, que me mandou um email curto e grosso dizendo mais ou menos o seguinte: não sei onde você está nem quando vai ler isso (eu não tinha nem laptop nem celular), ou mesmo se já foi pago (ainda não), mas aqui está o número do meu cartão de crédito, compra uma passagem e vem aqui pra casa agora. Sem a Renata, não sei quanto mais tempo eu ficaria no abrigo ou o que aconteceria depois. Por causa dela, eu peguei um táxi, fui até o aeroporto de Jackson e embarquei para Nova Iorque.

Obrigado a um funcionário da Northwestern cujo nome eu não lembro. Os vôos saindo de Jackson já estavam todos lotados, a situação cada vez mais desesperadora, o Katrina se aproximando da cidade, eu e muitos outros indo de balcão em balcão perguntando se havia qualquer passagem pra qualquer lugar e rápido! Acabei somente conseguindo para a manhã do dia seguinte. Meu vôo saía às 7 e previa-se que o Katrina passaria em Jackson ao meio-dia. Ninguém sabia com certeza se o aeroporto ainda estaria aberto na hora do meu vôo. Comprei a passagem ao meio-dia de domingo e me sentei em frente ao balcão da Northwestern para esperar até às 7 da manhã de segunda. Lá pelas seis da tarde, esse funcionário veio me procurar, me disse que era quase certo do aeroporto não estar aberto para o meu vôo (de fato, fechou bem antes) e que ele tinha conseguido me enfiar num vôo pra Detroit, em uma daquelas cadeiras retráteis da tripulação. Não dava tempo pra despachar a mala, eu tinha que entrar agora, e por isso deixei com ele, como único e bobo agradecimento, o canivete suíço que me acompanhou a vida toda e que não poderia mesmo embarcar.

Obrigado à família da Renata, ao seu marido Jaime e a sua linda filha Ana. Além de pagarem minha passagem e me hospedarem, me aturaram numa fase que não deve ser sido fácil.

Obrigado à minha ex-mulher, lá no Timor, que teria tido todo o direito de me pagar a maior geral por ter deixado o cachorro que ela tanto ama pra trás durante a evacuação, e isso teria sido duro de ouvir, mas me deu um apoio e um suporte enorme na hora que eu mais precisei, e nunca me recriminou.

Obrigado, mais uma vez, à Renata, que falou à sua amiga Marcela da situação do Oliver, preso na minha casa, perigando de morrer de fome.

Obrigado à Marcela, também aluna de Tulane e que foi se refugiar na casa da mãe, em Washington, onde encontrou a Renata. Marcela conhecia um amigo da Universidade de Maryland que estava planejando entrar escondido em Nova Orleans para tirar fotos da catástrofe (a cidade estava fechada), contou pra ele a história do Oliver e deu meu endereço. Mais ainda, quando o amigo ligou de Nova Orleans para dizer que as ruas estavam todas inundadas e que não dava pra ele salvar o cachorro de um completo desconhecido ou os documentos que Marcela pedira para ele ir buscar em sua casa, disse: "salva o bichinho, os documentos eu arranjo depois."

Obrigado ao Mark e seu companheiro de viagem, Julian, que literalmente invadiram uma cidade fechada, inundada e destruída, enfrentaram um sem-número de dificuldades, encontraram minha casa entre ruas alagadas e casas derrubadas, arrombaram a porta, tiraram o Oliver lá de dentro em um cesto de roupa suja e dirigiram com ele de Nova Orleans até Washington.

Obrigado à leitora Jade, que foi pra Nova Orleans como voluntária e estava com meu endereço para resgatar o Oliver também, mas o Mark e o Julian chegaram primeiro.

Obrigado aos Estupiñáns, sogros da minha amiga Renata, que hospedaram, limparam e cuidaram do Oliver enquanto esteve em Washington.

Obrigado à minha irmã, que me chamou pra ir ficar com ela na Califórnia, me hospedou uma semana e fez os primeiros contatos na Universidade de Berkeley para que eu estudasse lá. Obrigado também ao seu marido, porque aturar cunhado refugiado não é fácil.

Obrigado à Continental Airlines, que enviou o Oliver de graça de Washington até São Francisco, onde eu estava, assim como fez com outros milhares de animais de estimação separados de seus donos pelo Katrina.

Obrigado à ONG MoveOn, que criou o site HurricaneHousing.org, através do qual pessoas poderiam se voluntariar para hospedar refugiados do Katrina. Somente em um raio de 50 milhas do meu CEP, haviam 9 mil voluntários, entre eles, David.

Obrigado ao David e sua família, que hospedaram a mim e ao Oliver durante cinco meses em um apartamento de 3 quartos no porão de sua casa, na melhor área de Berkeley, e não queriam me cobrar nada, mas como Tulane continuou me pagando, insisti em lhes pagar o mesmo que eu pagava por minha casa em Nova Orleans (um valor que em Berkeley não alugaria nem um armário). Eles não apenas nos hospedaram: David nos recebeu para suas ceias de Ação de Graças e Natal, nos levou pra sair, pra jantar. Em uma situação onde tantos refugiados se sentiram intrusos nas casas que os acolheram, eu me senti parte da família.

Obrigado à universidade e cidade de Berkeley, que foram de uma generosidade ímpar com os refugiados, algo que só me dei conta quando troquei histórias com refugiados de outros lugares. Além de estudar de graça em uma das melhores universidades do mundo, nos deram roupas, livros, comida, saúde, atendimento médico e legal, tudo. A equipe da própria universidade foi sensacional, e eu não poderia deixar de citar Veronica, a diretora da pós, e o José Luiz, professor de Português, que me deram suporte em tudo o que precisei.

Obrigado ao Chris Dunn, chefe do meu departamento em Tulane, e ao Idelber, futuro orientador, que apesar de estarem longe, me ajudaram com inúmeros contatos por todos os lugares pelos quais passei. Graças a eles, entrei em Berkeley, consegui contato com o David-professor (abaixo) e ainda consegui a casa onde estou agora, na volta à New Orleans.

Obrigado às empresas que doaram cartões de presentes, entre elas Southwest Airlines ($300 pra voltar pra casa), Gap ($200), Levi's ($150) e Target ($100).

Obrigado ao David, professor do meu departamento, que voltando para Nova Orleans para ver como estava sua casa, passou na minha e salvou todos os meus livros e objetos pessoais que meu roommate que saiu do inferno estava ameaçando jogar na rua. Boa parte do material ele levou até o Texas e, de lá, despachou para a California. Nunca tínhamos nos visto ou nos falado.

Obrigado à Valerie, que viu o David saindo da minha casa carregado de coisas e se ofereceu para guardar o mais pesado (as roupas e os livros) em sua casa. Na verdade, a casa nem era dela. Valerie perdeu tudo no furacão e estava refugiada na casa do filho, ao lado da minha, mas não nos conhecíamos. Durante quase quatro meses, ela ocupou meio quarto de uma casa que nem era sua com praticamente tudo o que eu tinha nessa vida. Eu, um completo estranho.

Obrigado a Ana Maria, mãe do meu roommate infernal. Quando David me mandou meus documentos, vi que ele não incluíra muita coisa, inclusive um romance que estava escrevendo a mão e não tinha cópia, além do rascunho da Prisão Felicidade, também sem cópias. Ela foi até a casa do filho e conseguiu encontrar tudo o que o David não encontrara da primeira vez. Também nunca nos vimos, ou tínhamos nos falado antes do furacão.

Obrigado à Stella, amiga da Ana Maria, que foi quem me enviou pelo correio as coisas que a Ana Maria achou.

Obrigado ao meu pai e à minha mãe, que não puderam fazer muito, mas sempre estiveram comigo. Obrigado também aos inúmeros leitores desse blog, gente que nem me conhecia, que me ajudaram de todos os jeitos, fazendo posts, buscando contatos na TV pra resgatar o Oliver, mandando emails, muitos até me oferecendo dinheiro se eu precisasse. Vocês são todos lindos.

Obrigado ao Oliver, que foi e continua sendo um companheirão, sempre pronto pra todas.

Por fim, obrigado à minha Liloló, a mulher que eu mais amo nessa vida. Quando cheguei na casa do David, sozinho, só com uma sacola e mais nada, já encontrei um pacote da Amazon com roupa de cama e banho. Meu enxoval na California. Durante toda a crise, senti sua presença sobrenaturalmente real sempre ao meu lado. Sem o Katrina, talvez não tivéssemos nos apaixonado. Eu te amo, meu amor. Cada vez mais.

Por fim, fim mesmo, obrigado, e desculpas sinceras, a quem me ajudou e eu não citei.

* * *

Algumas fotos:

Jackson State Univ Shelter Jackson State University Shelter
Abrigo onde passei a primeira noite, no ginásio da Jackson State University, Mississippi.

Porta da Minha Casa
Porta da minha casa. Como podem ver, os dog rescuers chegaram lá só no dia 30 de setembro, mais de um mês depois do furacão e escreveram "dog gone" na porta, pois o Oliver não estava mais lá. Teria sobrevivido esse tempo todo?

Oliver's Rescue / Resgate do Oliver

Oliver's Rescue / Resgate do Oliver Oliver's Rescue / Resgate do Oliver Oliver's Rescue / Resgate do Oliver
Resgate do Oliver, no dia 5 de setembro de 2005. Fotos de Mark Gong, meu herói. O homem na foto é o amigo que o acompanhou na viagem.

Nossa história com o Katrina está contada no meu livro Liberal Libertário Libertino. A todos os inúmeros amigos e desconhecidos que nos ajudaram, mais uma vez, muito obrigado.

 Fodor´s: Nova Orleans  Esquetes de Nova Orleans

* * *

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Mulher de Um Homem Só

 

25.11.09


Categorias: New Orleans

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Comentários, Trackbacks:


Comentário de: Isabella · http://www.isabellaviranoticia.blogspot.com

Caramba!!!
Que história! Não conheço ninguém que tenha passado pelo drama do Katrina... Por isso não sabia dos detalhes.
Que história... Fiquei com um NÓ na garganta até seu cão ser resgatado. Aliás, quanta generosidade nesta vida... Que lindo ver isso.

Como a gente se apóia em situações de desespero, não é?


PermalinkPermalink 26.11.09 @ 00:38



Comentário de: Manuel Carreiro · http://manuelcarreiro.com

Obrigado, Alex, por este texto maravilhoso.

Foi a primeira vez que um texto da blogosfera me levou, de fato, às lágrimas.

Minha formação acadêmica e minha pretensão intelectual sempre fizeram com que eu "sobreintelectualizasse" tudo ao meu redor.

Textos como esse me fazem sentir mais humilde - mais frágil, mais humano. Necessariamente mais mambembe.

Lembrei até o poema "Ensinamento", da Adélia Prado, lá da minha saudosa MG:

"Minha mãe achava estudo
a coisa mais fina do mundo.
Não é.
A coisa mais fina do mundo é o sentimento. "

PermalinkPermalink 26.11.09 @ 01:23



Comentário de: perambulante · http://noitesemfim.zip.net

Cara, periga deu virar seu fã. Sou fascinado por quem escreve bem. Olha! Como vc encontra tempo para tantos post? Ainda não tive tempo de ler tudo, mas lerei!!! Grande abraço
Perambulante, SP
Ah! Vou arrumar uma desculpa e indicá-lo no meu blog...

_Já estas no meu favoritos!

PermalinkPermalink 26.11.09 @ 01:39



Comentário de: Draupadi · http://didascaliae.blogspot.com

e ainda tem gente que não acredita na humanidade. vê se pode!
obrigada a vc pelo texto! nossa...

PermalinkPermalink 26.11.09 @ 02:09



Comentário de: Lucélia

Alex, isso só comprova uma teoria que tenho cá comigo: as pessoas gostam de fazer o bem quando tem oportunidade. Por mais que sejamos egoístas no dia-a-dia, deixando de ceder lugar no ônibus ou empurrando alguém pra entrarmos no metrô, nos momentos mais crtíticos, onde a vida do grupo é ameaçada, somos capazes dos maiores atos de generosidade. E, na verdade, não sabemos bem porque fazemos isso. Acho que é instinto de sobrevivência.

Aquele mesmo "espírito de manada" que leva um bando de pessoas a escurraçar uma garota de vestido curto, leva também a atos de solidariedade como esses ocorridos com você.

Porém, embora os desabrigados do Katrina tivessem muita ajuda, acho que aqui no Brasil ficamos muito mais consternados com os desabrigados de Santa Catarina. Proporcionalmente, os brasileiros se ajudaram muito mais que os americanos. Talvez porque não estivéssemos acostumados com catástrofes como essas.

Lindo post. Me emocionou.

PermalinkPermalink 26.11.09 @ 08:30



Comentário de: lucas

Ainda bem conseguiram salvar o cachorro! (ideologia pura)

PermalinkPermalink 26.11.09 @ 10:53



Comentário de: jorge santos · http://www.osliriosdocampo.blogspot.com


Uma coisa é certa, você tem muitos amigos! Só uma pergunta, você não cogitou voltar para o Brasil? e se voltasse ainda que temporariamente, perderia a bolsa?

PermalinkPermalink 26.11.09 @ 12:18



Comentário de: JCCyC · http://rsnda.blogspot.com

Juro, o que me deixou mais fascinado nessa história foi o estabelecimento "ad hoc" da pichação como protocolo de comunicação, até com um esboço de regra de formato.

Sim, eu sou um cara esquisito.

PermalinkPermalink 26.11.09 @ 14:50



Comentário de: Alex Castro Email

Jorge,

Penso em voltar pro Rio o tempo todo, inclusive agora, nesse momento. :)

JCCyC,

Dá uma olhada nessa materia sobre as "pichações" pós-Katrina em New Orleans e seu significado.

http://www.wtopnews.com/index.php?nid=104&pid=0&sid=1232222&page=1

Perambulante,

Encontro tempo pra tanto post republicando post velho. Esse aqui é de 2007... :)

E obrigado a todos. :)

PermalinkPermalink 26.11.09 @ 15:00



Comentário de: vanessa · http://www.vanprates.blogspot.com

Alex,

Esse Oliver tem cara de safado.
Onde se encontra o cão atualmente???

Eu não gosto muito de poodle, mas ele tem uma carinha de poodle mendigão...Gostei dele, e até mais do que do moço da foto

PermalinkPermalink 26.11.09 @ 16:10



Comentário de: Alex Castro Email

oliver está aqui do meu lado, como sempre. :)

PermalinkPermalink 26.11.09 @ 16:13



Comentário de: aiaiai

Grande Alex,
E eu aproveito para agradecer a você por deixar a gente participar de tudo isso e ainda nos brindar com textos lindos, livres e libertadores!

PermalinkPermalink 26.11.09 @ 17:42



Comentário de: Indy · http://adapt-se.blogspot.com/

Ah que isso,sem vaca voando? e tu nem roubou um carro e abasteceu no posto sem pagar? Droga!

Falando serio agora,que bom que vc esta vivo Alex.

PermalinkPermalink 26.11.09 @ 17:56



Comentário de: Luiz

Alex,
obrigado por escrever.

PermalinkPermalink 27.11.09 @ 00:55



Comentário de: julio · http://umamentecheia.blogspot.com/

por que aqui no Brasil faz tanta festa por Halloween e nao dao quase bola pra o Thanksgiving Day?


PermalinkPermalink 27.11.09 @ 01:15



Comentário de: Yohana Halim

Para Júlio,

Talvez seja porque Thanksgiving Day seja difícil de se pronunciar...kkkk. O povo aqui fala "pobrema". A propósito, a comemoração do Halloween aqui no Brasil é totalmente dispensável. Não é genuínamente brasileira e não pegou (nem vai pegar)porque não faz sentido pra maioria de nós, brasileiros. Sou muito mais as festas regionais como a festa do Boi do Pará, as congadas de Minas Gerais e o Carnaval.

Aqui o Haloween não é uma festa de verdade, com crianças saindo na rua pedindo doces. O máximo que acontece é meia dúzia de festas à fantasia em boates, empresas e casas particulares.

PermalinkPermalink 27.11.09 @ 10:32



Comentário de: Vivien Morgato · http://www.mejoana.blogspot.com

Eu acompanhei a sua saga e a do Oliver naquela época. Nem imagino como deve ter sido foda.

PermalinkPermalink 01.12.09 @ 01:01



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Diário de Leituras 2008

  • 104. Montero, Rosa. A Louca da Casa. [Espanha, 2003] Dez.31 (emp.Lulu)
  • 103. Landsburg, Steven E. More Sex Is Safer Sex. The Unconventional Wisdom of Economics. [EUA, 2007] Dez.19
  • 102. Rand, Ayn. The Fountainhead. [EUA, 1943] Dez.15-18 (releitura)
  • 101. Adorno, Theodor. Culture Industry. [EUA, c.1960] Dez.14
  • 100. Roediger, David R. The Wages of Whiteness. Race and the Making of American Working Class. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
  • 92. Matheson, Richard. I Am Legend. [EUA, 1954] Nov.11
  • 91. Alencar, José. O Tronco do Ipê. [Brasil, 1871] Nov.10
  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
  • 87. Teixeira e Souza, Antonio. O Filho do Pescador. [Brasil, 1843] (TulBib) Nov.6
  • 86. Almeida, Julia Lopes de. A Viúva Simões. [Brasil, 1897] (TulBib) Nov.6
  • 85. Ignatiev, Noel. How the Irish Became White. [EUA, 1995] (TulBib) Nov.
  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
  • 75. Falcão, Joaquim et al. Imperador das Idéias. Gilberto Freyre em Questão. [Brasil, 2001]
  • 74. Döpp, Hans-Jurgen. Sadomasochism: On the Ecstasies of the Whip. [Alemanha, 2003] Set.
  • 73. Diamond, Jared. The Third Chimpanzee. The Evolution and Future of the Human Animal. [EUA, 1992] Set.
  • 72. Suzuki, Daisetz Teitaro. The Zen Koan as a Means of Attaining Enlightenment. [Japão, 1950] Set.
  • 71. Skidmore, Thomas E. Black into White. Race and Nationality in Brazilian Thought. [EUA, 1974] Set. (TulBib)
  • 70. Peter Pauper Press. Zen Buddhism. [EUA, 1959] Set.
  • 69. Ventura, Roberto. Estilo Tropical. História Cultural e Polêmicas Literárias no Brasil, 1870-1914. [Brasil, 1991] Ago. (TulBib)
  • 68. Freyre, Gilberto. Casa Grande & Senzala. [Brasil, 1933] Ago.
  • 67. Andrade, Carlos Drummond et al. Elenco de Cronistas Brasileiros. [Brasil, c.1950-2000] Ago.
  • 66. Veríssimo, Luis Fernando. Histórias Brasileiras de Verão. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 65. Veríssimo, Luis Fernando. Novas Comédias da Vida Privada. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 64. Rodrigues, Nelson. O Óbvio Ululante. Primeiras Confissões. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 63. Lispector, Clarice. A Descoberta do Mundo. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 62. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1900-1920] Ago.
  • 61. Alencar, José de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1860] Ago.
  • 60. Machado de Assis, Joaquim Maria. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1870-1900] Ago.
  • 59. Mankell, Henning. The Fifth Woman. [Suécia, 2000] Ago.15
  • 58. Mankell, Henning. The Man Who Smiled. [Suécia, 1994] Ago.10
  • 57. Lindsay, Jeff. Dexter in the Dark. [EUA, 1997] Ago.
  • 56. Couto, Mia. A Varanda do Frangipani. [Moçambique, 1996] Ago.
  • 55. Coutinho, Odilon Ribeiro. Gilberto Freyre ou O Ideário Brasileiro. [Brasil, 2005] Ago.
  • 54. Albuquerque, Roberto Cavalcanti de. Gilberto Freyre e a Invenção do Brasil. [Brasil, 2000] Ago.
  • 53. Chacon, Vamireh. A Construção da Brasilidade. Gilberto Freyre e sua Geração. [Brasil, 2001] Ago.
  • 52. Araujo, Ricardo Benzaquen de. Guerra e Paz. Casa Grande & Senzala e a Obra de Gilberto Freyre nos Anos 30. [Brasil, 1994] Jul.
  • 51. Schwarcz, Lilia Moritz. O Espetáculo ds Raças. Cientistas, Instituições e Questão Racial no Brasil, 1870-1930. [Brasil, 1993] Jul.
  • 50. Isfahani-Hammond, Alexandra. White Negritude. Race, Writing, and Brazilian Cultural Identity. [EUA, 2008] Jul.
  • 49. Bosi, Alfredo. Dialética da Colonização. [Brasil, 1992] Jul.
  • 48. Salles, Ricardo. Nostalgia Imperial. A Formação da Identidade Nacional no Brasil do Segundo Reinado. [Brasil, 1996] Jul.
  • 47. Salles, Ricardo. Joaquim Nabuco. Um Pensador do Império. [Brasil, 2002] Jul.
  • 46. Nabuco, Joaquim. O Abolicionismo. [Brasil, 1883] Jul.
  • 45. Nabuco, Joaquim. Minha Formação. [Brasil, 1899] Jul.
  • 44. Weber, João Hernesto. A Nação e o Paraíso. A Construção da Nacionalidade na Historiografia Literária Brasileira. [Brasil, 1997] Jul.
  • 43. Gofman, Rosane & Eny Lea Gass. Empregadas e Patroas. Uma Relação de Amor. [Brasil, 1998] Jul.
  • 42. Graham, Sandra Lauderdale. Proteção e Obediência. Criadas e seus Patrões no Rio de Janeiro, 1860-1910. [EUA, 1988] Jul.
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  • 40. Almeida, Luana Chnaiderman de. Entremeios e Entretempos. Aproximações ao Filme Shoah de Claude Lanzmann. [Brasil, 2006] Jun.
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  • 38. Sartre, Jean-Paul. A Questão Judaica. [França, 1946] Jun.29
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  • 17. Piñon, Nélida, A República dos Sonhos. [Brasil, 1984] Abr.
  • 16. Fanon, François. Black Skin, White Masks. [Martinica, 1952] Abr.
  • 15. Rheda, Regina. Pau de Arara Classe Turística. [Brasil, 1993] Abr.
  • 14. Guillory, John. Cultural Capital. The Problem of Literary Canon Formation. [EUA, 1993] Mar.7-10.
  • 13. Fonseca, Rubem. Feliz Ano Novo. [Brasil, 1975] Mar.11
  • 12. Butler, Octavia. Kindred. [Estados Unidos, 1979] Mar.7
  • 11. Ribeiro, João Ubaldo. Viva o Povo Brasileiro. [Brasil, 1984] Fev.
  • 10. Lispector, Clarice. Laços de Família. [Brasil, 1960] Fev.
  • 9. Veiga, José J. A Hora dos Ruminantes. [Brasil, 1966] Fev.
  • 8. Ramos, Graciliano. Vidas Secas. [Brasil, 1938] Jan.
  • 7. Pinto, Fernão Mendes. Peregrinações. [Portugal, séc.XVI] Fev.- (TulBib)
  • 6. Antunes, Antonio Lobo. O Esplendor de Portugal. [Portugal, 1997] Fev.-
  • 5. Santos, Gislene Aparecida dos. A Invenção do Ser Negro. Um Percurso das Idéias que Naturalizaram a Inferioridade dos Negros. [Brasil, 2002] Fev. (TulBib)
  • 4. Scott, Rebecca J. e outros. The Abolition of Slavery and the Aftermath of Emancipation in Brazil. [EUA, 1988] Fev.
  • 3. Moura, Clovis. O Negro: de Bom Escravo a Mau Cidadão? [Brasil, 1977] Fev. (TulBib)
  • 2. Suassuna, Ariano. Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. [Brasil, 1971] Jan. (Releitura)
  • 1. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Clara dos Anjos. [Brasil, 1922] Jan.

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