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Ideologia: Quero Uma pra Viver

É um lamento comum. Alguém suspira e diz:

Saudades pelos tempos quando os blogs eram somente diários virtuais e não tentavam enfiar ideologia goela abaixo dos leitores!

Nos comentários aqui do LLL, volta e meia reclamam contra "a ideologia"! Quase sempre, opõem "ideologia" à "verdade" ou à "imparcialidade" e dizem coisas que não fazem nenhum sentido como

esse texto é falso porque é muito ideologico / não sou ideológico, sou imparcial / etc

* * *

É impossível um texto não ter ideologia ou não estar totalmente imerso na ideologia do seu autor ou, no mínimo, da sociedade que o produziu. Quando você tem a ilusão de estar lendo um texto que não é ideológico, isso simplesmente quer dizer que o texto tem a mesma ideologia que você: logo, que a ideologia do texto é invísivel. Ideologia é como espinafre no dente: a gente só vê o dos outros.

Quem reclama de não aguentar mais tantos "textos ideológicos, meu deus!", não é um livre-pensador descompromissado e apolítico tentando formar suas próprias opiniões, mas sim uma pessoa mentalmente preguiçosa e de cabeça fechada, que só gosta de ler textos confortáveis que já concordem com suas próprias opiniões e que se sente extremamente incomodado quando exposto à opiniões diferentes das suas.

* * *

Existem muitas ideologias. A ideologia desse texto, de achar que a ideologia está em todo lugar, naturalmente é uma delas. A ideologia de se achar sem ideologia, entretanto, é uma das ideologias mais disseminadas em nossa sociedade, especialmente entre os bem-nascidos de inclinação conservadora, e serve de justificativa para todo tipo de apatia política, especialmente da supressão do diálogo político na arena pública.

Afinal, querer falar de pobre, preto, sem-terra, tudo isso é ideologia. Quem não tem ideologia sou eu!:

Sou apenas um indivíduo, livre, não tenho raça, não sou afiliado a partido, não tenho ideologia, pô! Quero só ficar aqui quietinho no meu canto, trabalhando duro, cuidando da minha família, viajando, curtindo meus livros... e me vêm esses malas falar de ideologia!!

Certo ou errado, válido ou inválido, o desabafo acima está tão ensopado de ideologia que chega a pingar pelo chão.

* * *

Segundo Althusser, em Aparelhos Ideológicos de Estado, a ideologia seria a relação imaginária dos indivíduos com suas condições reais de existência, gerando assim uma representação distorcida da realidade. Para ler mais, recomendo enfaticamente o livro abaixo, velho conhecido de qualquer aluno de humanas no Brasil. Não confiem nas besteiras que falam dele: leia você mesmo.

 Aparelhos Ideológicos de Estado

 

23.11.09


Categorias: Política

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Comentários, Trackbacks:


Comentário de: JCCyC · http://rsnda.blogspot.com

Percebo uma tendência a usar o termo "ideologia" para dizer "opiniões que eu não gosto". Talvez querendo aplicar um viés de fanatismo e inflexibilidade. Em suma, mais uma trapaça retórica.

PermalinkPermalink 23.11.09 @ 16:14



Comentário de: Vanessa · http://www.vanprates.blogspot.com

Concordo.
Concordo.
Concordo.
Concordo.
E concordo.

PermalinkPermalink 23.11.09 @ 16:17



Comentário de: Pan · http://sexo.acholegal.com

ideologia e utopia é tudo coisa de comunista. credo

:p

PermalinkPermalink 23.11.09 @ 16:21



Comentário de: Fernando · http://fserb.com.br

Concordo com tudo.

PermalinkPermalink 23.11.09 @ 16:29



Comentário de: Fabio M · http://www.sinosdobram.wordpress.com

Certa feita, numa aula de Estudos Culturais, um aluno reclamou da "masturbação mental" que a professora fazia (professora marxista assumidíssima), dizendo que o que ela e outros faziam era uma educação ideológica nos moldes do que era feito em Cuba ou nos acampamentos do MST.

Ela falou que sim, ele estava absolutamente certo. Mas ela ao menos não fingia que não fazia masturbação mental, enquanto os outros fingiam.

Enfim... a "naturalização" da ideologia dominante é tão completa e absoluta que me lembra até um dos mais célebres provérbios dos evangélicos fundamentalistas, que a maior vitória do diabo era fazer com que todos acreditassem na sua inexistência.

Dá-lhe capeta!

PermalinkPermalink 23.11.09 @ 16:44



Comentário de: Thiago

Pô, não quer ideologia vai assistir ao Weather Channel...


PermalinkPermalink 23.11.09 @ 17:08



Comentário de: Alex Castro Email

thiago, ledo engano. o weather channel é ideologia pura. o video abaixo desmascara impiedosamente essa farsa:

http://www.theonion.com/content/video/weather_channel_accused_of_pro

PermalinkPermalink 23.11.09 @ 17:11



Comentário de: Indy · http://adapt-se.blogspot.com/

Prefiro utopias do que ideologias rs´s

A e quando eu for presidente do Brasil,irei exterminar com as novelas e jogos de futebol.E a censura estará de volta,o Brasil precisa de um regime militar,de pessoas sendo exiladas.

PermalinkPermalink 23.11.09 @ 18:28




Que bom vc falar disso, Alex. Eu canso de explicar que todo mundo tem ideologia, mas tem gente que simplesmente não quer entender. E é bem isso que vc disse: pra essas pessoas, o oposto de ideologia é "A Verdade". Blargh. Cai no meu conceito na hora.

PermalinkPermalink 23.11.09 @ 19:13



Comentário de: Lauren · http://acordeiquesonhava.blogspot.com

Lolinha, somos duas. pena que eu não escreva tão bem quanto o alex. tô cansada de falar: "se vc não tem opinião política sobre o assunto X, vc automaticamente está se posicionando a favor do modelo vigente, do `time que tá ganhando´. se vc não tem opinião formada sobre a legalização do aborto num país onde o aborto é proibido, vc está fazendo exatamente o que os anti-legalização do aborto fazem: nada. idem num país onde ele é legalizado: se vc não tem opinião, vc está contribuindo pra que ele continue legalizado". mas parece grego...

PermalinkPermalink 23.11.09 @ 20:24



Comentário de: Carol · http://logica-inversa.blogspot.com/

Concordo.

Não sei porque as pessoas muitas vezes deixam de assumir que estão posicionando-se da forma A ou da forma B. Não há nada de mal em posicionar-se. E nada de mal em refletir e mudar de posição.


PermalinkPermalink 23.11.09 @ 21:22



Comentário de: Felipe · http://felipearruda.com/blog

Vou ter que repassar esse texto pra meia dúzia de amigos imparciais que eu tenho. ;-)

PermalinkPermalink 23.11.09 @ 22:03



Comentário de: WAR · http://blog.brasilacademico.com

Claro que a partir do momento em que se dá uma opinião , tem-se uma ideologia embutida sobre o que a pessoa pensa sobre determinado assunto.

PermalinkPermalink 23.11.09 @ 22:47



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com/

Lola,
"pra essas pessoas, o oposto de ideologia é "A Verdade""

A ideologia tem seus usos, mas a vida tem muitos aspectos em q a ideologia não tem por quê se meter e se mete pq... pq se acha a fodona, oras, ¿todo fato não tem uma ideologia por trás?

Não.

Uma máxima Plausível: "O objetivo da ideologia não é a verdade; é a vitória."®

Só q a verdade é aquilo q REALMENTE acontece, não aquilo q as pessoas pensam ou interpretam q acontece. O conhecimento da verdade é o q efetivamente modifica a sociedade, não são as ideologias. Por quê? Ora, pq a ideologia não modifica a verdade, só modifica como ela é interpretada. O jogo de ideologias tende a manter o status quo; pode-se dizer q esse jogo É o status quo. Mas por mais q um ideológo insista em alterar os fatos, a natureza destes SEMPRE acaba predominando. Por quê? Pq são os fatos, ora.

Os fatos não tem um ideological bias mas um truth bias: o q não é verdade sempre termina em caca.

PermalinkPermalink 24.11.09 @ 01:46




Pô, Plausível, escreve mais no teu blog, tchê! :)

PermalinkPermalink 24.11.09 @ 05:56



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com/

Na verdade, não tou em desacordo total com o Alex, apenas com o alcance da generalização. Dizer q a ideologia tá em todo lugar, inclusive na pessoa q nega ter ideologia, é como dizer q o ateísmo tbm é uma crença. ¿Como é q pode a AUSÊNCIA de crença ser uma crença? ¿Como pode a ausência de ideologia tbm ser uma ideologia?

Há inúmeros textos e inúmeras ações q não tão "imersos na ideologia de seu autor". Por exemplo, atitudes instintivas ou textos instigados por instintos; ou textos buscando resolver um problema real baseados na determinação de uma verdade, por exemplo, ¿a qual temperatura a água ferve a 3mil metros de altitude?

Note q o campo mais fértil à ideologia são os assuntos onde a verdade não é conhecida ou totalmente conhecida – por exemplo, nas antagônicas interpretações sobre as delimitações do holocausto nazista; outro: 100 anos atrás era imensamente maior a proporção de biólogos q baseavam na ideologia religiosa suas interpretações de Darwin. Hoje, qdo a Teoria da Evolução já tá suficientemente comprovada como MUITO próxima à verdade, a ideologia de quem SABE não entra no assunto: a coisa é o q é. Já houve objeções ideológicas até contra o eletro-magnetismo...

PermalinkPermalink 24.11.09 @ 08:39



Comentário de: Amora.

O blog é seu, você escreve o que quiser. Eu hein, esse povo tem mania de querer mandar na pauta dos outros. Isso aqui não é a Sky.

Todo mundo tem ideologia. Até a não-ideologia é um tipo de.

É o mesmo que dizer que ateu não tem crença nenhuma. Ora, não crer em Deus já é crer em alguma coisa.

PermalinkPermalink 24.11.09 @ 09:29



Comentário de: Amora.

Que saudade dos comentários do Kitagawa. Isso aqui não é a mesma coisa sem ele. Aff!

PermalinkPermalink 24.11.09 @ 09:31



Comentário de: William

Boa Alex,

é uma opinião que sempre tive, IDEOLOGIA são os outros.. rs

PermalinkPermalink 24.11.09 @ 09:56



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com/

Amora,
"não crer em Deus já é crer em alguma coisa"

Bobagem. Teu erro de concepção deve-se à ambigüidade das frases negativas.

Pra visualizar a maneira como um ateu pensa nos deuses, pense em como vc NÃO crê na existência de um besouro mágico, enorme como um prédio, q fala 20 línguas, mora em Manaus e inventou o asfalto. Não há testemunho, documento ou argumento neste mundo q faça vc crer na existência desse besouro. O q esse besouro é pra vc, os deuses são pros ateus. Mas... se alguém te disser q, pra aceitar o besouro em teu coração, só é preciso fé, e q vc só tem a oferecer uma fé na não existência do besouro, vc vai ver o erro em dizer q vc crê na não-existência dele. Vc não investe tuas emoções ou dedica teus pensamentos à CRENÇA de q esse besouro NÃO existe.

Ou seja, não é q vc CRÊ q ele não existe; vc apenas NÃO crê q ele existE. São duas coisas bem distintas uma da outra.

PermalinkPermalink 24.11.09 @ 09:57



Comentário de: Transeunte

Há algum tempo atrás li um texto que achei bacana sobre ideologia, link a baixo, uma passagem:

""Qual a ideologia que está por trás disso?” – eis aí uma pergunta estranha, mas que várias pessoas formulam, descuidadamente. Não há ideologia “por trás”. Caso exista algo “por trás” de um texto ou de um vídeo ou de uma peça de teatro ou de uma bula de remédio ou de uma legislação, pode acreditar, você não está diante da ideologia. Por uma razão simples: ideologia é algo que não vem “por trás”, ideologia é o que vem em primeiro plano, é o que está “na frente”."


http://ghiraldelli.wordpress.com/2009/05/20/o-que-e-ideologia-um-verbete/

PermalinkPermalink 24.11.09 @ 11:13



Comentário de: Fabio

Ai, ai... Segundo o texto recomendado, do Althusser, tudo é ideologia mesmo. Não gosto muito dessa abordagem e não recomendo. Deixe-me dizer logo as minhas verdades. Prefiro partir do conceito de falsa consciência de Marx e ir até Eagleton e Zizek. Mas fala pro Plausível que acreditar que existe uma verdade também é ideologia. Prefiro Nietzsche "não há fatos, apenas interpretações", ou algo assim.
Gosto mesmo é das máximas ideológicas, como "Deus está no controle", ou no Jornal da Globo, quando A Miriam Leitão ou o Sardenberg falam que "o mercado está assim ou assado".

PermalinkPermalink 24.11.09 @ 11:39



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com/

Fábio,
Não 'acredito' q exista uma verdade. Eu SEI q existe.

Por exemplo, o holocausto nazista dos judeus. É um fato conhecido q um número de nazistas matou um número de judeus durante a 2ª guerra. Esses números existem: tão entre "1 nazista matou 1 judeu" e "18 milhões de nazistas mataram 6 milhões de judeus". O número exato, apesar de desconhecido, é real, é A Verdade. Se esse número real foi "9 milhões de nazistas mataram 3 milhões de judeus", então a informação "8 milhões mataram 4 milhões" não é verdade, não é um fato, não aconteceu realmente, não foi o fato do qual resultou exatamente o mundo de hoje. Qqer q tenha sido o número real, a história subseqüente foi influenciada por ESSE número, nem 1 a mais nem 1 a menos. Com o número "8.999.999 mataram 4.000.001", a história subseqüente teria sido diferente – uma diferença q hoje ainda não taria evidente, e ficaria cada vez mais evidente à medida em q suas conseqüências se acumulassem.

Dizer q a ideologia permeia TUDO é q é uma crença. Por trás das ideologias existem fatos; os fatos são o q são; eles não são elásticos, não tão "imersos" em ideologia. E, como demonstra a ciência, q sempre teve quedas-de-braço com ideologias, muitos desses fatos são sabíveis: SABÊ-los não é ideológico.

PermalinkPermalink 24.11.09 @ 12:28



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com/

Vamos ver quem tem o joelho mais rápido e vai clichezar primeiro com minha frase "Não 'acredito' q exista uma verdade. Eu SEI q existe."

PermalinkPermalink 24.11.09 @ 12:30



Comentário de: aiaiai

Gente,

passando rapidinho só para indicar a leitura de um texto primoroso do Leandro fortes, sobre o FHC. O final é de dar gargalhada mesmo.

http://brasiliaeuvi.wordpress.com/2009/11/23/adeus-fhc/

PermalinkPermalink 24.11.09 @ 15:18



Comentário de: Fabio Robbe

Concordo com você, meu caro Plausível. No entanto, não completamente. Sim, o holocausto, quaisquer que sejam os números, reais, oficiais, estimados, é para a civilização ocidental uma verdade histórica. Verdades históricas, entretanto, dependem muito de quem conta a história. Com o cuidado que tal fato exige, respeito muito o povo judeu e realmente acho que houve todo o horror. Já vi maquetes de fornos, documentários, depoimentos bastante desagradáveis. Mas, apesar de eu e você acreditarmos e termos certeza do que ocorreu, nós não estávamos lá (perdoe-me se eu estiver enganado). Assim como não estávamos com Gagarin naquele momento para afirmarmos com certeza a forma da Terra. São verdades que assumimos dadas as evidências que nos apresentam. Evidências documentais, científicas. Fotos, medições, registros de números de trens alemães, tudo são apenas evidências. Não quer dizer que sejam falsas, mas nós não podemos afirmar com certeza que algo que não testemunhamos aconteceu sem admitir que isso faz parte de nosso sistema de crenças. Lembre-se que a ciência muda. Ou a terra é o centro do universo? Amanhã pode realmente ser de novo.
Infelizmente, pode ser que, em breve, o povo muçulmano do oriente médio passe a assumir que o holocausto foi uma farsa como verdade histórica. Longe de chocar alguém, só quero dizer aqui que, por mais que isso nos incomode, muitas verdades que fazem parte de nossas crenças podem ter sido fabricadas (e foram!) Ou você acha impossível que uma sociedade inteira venha a acreditar um dia realmente que o holocausto nunca existiu?
Só gostaria de lembrar que ideologia não é necessariamente sinônimo de mentira. É um pouco mais complexo que isso.

PermalinkPermalink 24.11.09 @ 16:49



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com/

F.Robbe,
"Verdades históricas, entretanto, dependem muito de quem conta a história."

Sim, eu tava justamente elaborando sobre o holocausto nazista, q havia mencionado anteriormente como exemplo de "o campo mais fértil à ideologia são os assuntos onde a verdade não é conhecida ou totalmente conhecida"; o termo "verdade histórica" quer dizer isso – ie, não o fato, mas o relato do fato. Claro, todo relato é manipulado de alguma maneira. A questão q coloco é o q fato em si é imutável e totalmente verdadeiro, não importa o q pensem ou digam dele. Mais q isso, qqer fato subseqüente é necessariamente conseqüência unicamente do fato primeiro OU de uma combinação do fato primeiro + seu relato; mas nunca será uma conseqüência unicamente do relato, tal como querem os q vêem tudo imerso em ideologia. Até mesmo os factóides se baseiam em fatos. E há tbm o fato (!) de q os próprios relatos, mesmo os inverdadeiros, podem eles mesmos ser considerados fatos (tipo: "é fato q fulano mentiu e por isso foi morto").

Isso pra não falar q a ideologia em si tá imersa nos instintos, mas é melhor eu nem começar.

No fundo, o q tou dizendo é q a crença na onipresença da ideologia vem de (1) uma crença, mais instintiva, de q tudo tem uma intenção por trás; (2) de q, pra q tudo dê certo, basta ter a ideologia (ie, a intenção) correta e se precaver contra ideologias (intenções) antagônicas; e (3) um wishful thinking de q o cérebro humano pode controlar seu destino.

(Hoje tou tirando o dia pra relaxar de um trabalho exaustivo, então por favor não interpreta mal se eu não continuar a discussão nos próximos dias.)

PermalinkPermalink 24.11.09 @ 17:41



Comentário de: alex castro

pois é, fabio, o plausivel não consegue se livrar dessa ideia de que ideologia é o oposto da "verdade", ou da "verdade cientifica", etc...

PermalinkPermalink 24.11.09 @ 17:59



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com/

Longe disso, Alex. Entre outras coisas, vejo uma identificação entre 'ideologia' e 'intenção baseada numa interpretação da verdade'; isso nem de longe tem a ver com achar ideologia "o oposto" d'A Verdade. A ideologia é vista como uma tentativa de impor uma interpretação da verdade; mas tbm pode ser vista como uma tentativa de encontrar a verdade. O q vc e outros parecem tar dizendo é q ela é SEMPRE uma tentativa de ocultá-la.

Claro, muitas ideologias se opõem consciente ou incoscientemente aos fatos.

¿Vc nunca viu Conexões do James Burke?

Até ~1500 um jogo de várias ideologias políticas, religiosas e econômicas mantiveram os europeus firmemente atados à Europa. As ideologias pol., rel. e econ. são negáveis e discutíveis – ¡e haja discussão! Mas as verdades factuais são INegáveis (e portanto não são ideológicas). Com a sinergia de vários conhecimentos sobre os FATOS do mundo (ventos, pólos magnéticos, técnicas de navegação, &c), os exploradores q diziam "Foda-se o q pensam esses ideólogos; esta porra de astolábio FUNCIONA!" se arriscaram a navegar cada vez mais longe pro oeste e... bingo! lá estava a América, o tempo todo aquele fato continental ali do outro lado do mundo. Pergunta: ¿qual ideologia, por si só, levou à descoberta de qqer fato inegável, em vez de só atrapalhar?

"...o Plausível não consegue se livrar dessa idéia..."

Não tou nem tentando.

Minha patroa se diz eternamente agradecida a mim por tê-la livrado das ciências sociais. Pelo menos alguma adepta eu consegui.

PermalinkPermalink 24.11.09 @ 18:44



Comentário de: Fabio Robbe

Se não me engano, segundo o conceito de Marx, se tirássemos todas as falsas consciências com que interpretamos os fatos, não restariam fatos(!). No entanto, percebo o medo do Plausível (um medo plausível?). Percebo ali a própria energia do debate ideológico do século XX, solialismo x liberalismo. Principalmente, sua crítica ao wishful thinking. Lembro-me de tudo que estudei de Hayek e suas raízes mandevilleanas. Plausível, acho que se equivoca quando pensa que ideologias são idéias plantadas propositalmente. Acho que a guerra ideológica é uma guerra de argumentações, mas repudio o que vejo muito, intelectuais dizendo que não há mais ideologias, ou que isso está fora de moda. Todo relato de um fato - e sem relato, digamos, não há fato (sei lá, o papo da árvore caindo no meio do mato sem ninguém ver) - possui viés ideológico. nNo entanto, a forma que toma a ideologia foge ao que os próprios ideólogos concebem. Ou seja, longe de ser wishful thinking, a ideologia tem algo de conseqüência não intencional, como gostam de dizer os liberais (econômicos). Dizer que pode haver um relato sem ideologia é como dizer que a imprensa é imparcial, ou que jornais não têm opinião, ou que existe redator inocente na Globo. Ora, se fosse assim, não existia reunião de pauta.

PermalinkPermalink 24.11.09 @ 18:55



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com/

F.Robbe,
Acho q tem alguma linha cruzada aí, pois o q vc vem respondendo ao q digo não combina com o q digo. Por exemplo:

• "acho que se equivoca quando pensa que ideologias são idéias plantadas propositalmente"
Não sei como vc depreendeu isso do q escrevi.

•"Todo relato de um fato ... possui viés ideológico"
Eu disse q "todo relato é manipulado de alguma maneira"; não é o mesmo q dizer q nenhum relato possui um viés ideológico nem é o mesmo q dizer q todo relato possui. Acho q vc tá só pensando não nos relatos possíveis mas na SELEÇÃO de relatos. Veja abaixo.

• "Dizer que pode haver um relato sem ideologia é como dizer que a imprensa é imparcial"
Ontem fiquei sem eletricidade em casa das 18 à 24hs. Demonstre a ideologia nesse relato.

•"longe de ser wishful thinking, a ideologia tem algo de conseqüência não intencional"
Acho q aí vc misturou os ítens (2) e (3). A ideologia pode ser uma conseqüência não-intencional de outra coisa, ou pode ela mesma ter conseqüências não-intencionais; mas isso não tem a ver com o q escrevi em (2), q a própria ideologia é uma espécie de intenção (de q algo "dê certo"). Em (3) o wishful thinking é o de achar q o humano é dono de seu destino, ou seja, não só q todos os fatos partem do humano e q ele pode (vir a) compreender totalmente os fatos e subjugá-los conscientemente (o contrário é bem mais plausível). Esse wishful thinking resulta na "crença na onipresença da ideologia" pois tbm essa crença postula q tudo parte do humano, q é o grande engano dos ideológos. O humano não vive apenas de idéias. Não há ideologia q consiga escapar das leis da natureza.

PermalinkPermalink 24.11.09 @ 20:52




"Minha patroa se diz eternamente agradecida a mim por tê-la livrado das ciências sociais. Pelo menos alguma adepta eu consegui." (Dr. Plausível)

Pô, vamos fundar um clube! :)

PermalinkPermalink 25.11.09 @ 03:56



Comentário de: Yohana Halim

E lá vamos nós de novo, para o ringue.Toda vez que temos uma discussão aqui, perde-se um tempo enorme em destrinchar a etmologia e semântica das palavras. Daqui a pouco estaremos discutindo o sexo dos anjos.

PermalinkPermalink 25.11.09 @ 08:37



Comentário de: Fabio Robbe

Oi.

Vou ler seu post na ordem inversa, pois não localizei os itens que vocÊ enumerou. Aliás, perdoe-me se não faço tais referências. É que... não ganho pra isso. Mas, enfim. Olha só. Não há ideologia que escape das leis da natureza. Mas, há lei da natureza que escape da ideologia? Isso aí você pergunta pra Einstein, por exemplo. Ainda bem que não estamos até hoje apenas com a física newtoniana.
Sobre o wishful thinking resultar na onipresença da ideologia e a crença de que tudo parte do humano, não sei bem de onde vem isso. Creio ser o wishful thinking uma forma extrema do desígnio humano. No caso, repudio quem desdenha a capacidade humana de se planejar em nome da forma extrema da ignorância radical, que diz que os maiores progressos da humanidade são decorrência de caonseqüências não esperada da ação livre (geralmente do mercado).
Não sei bem o que você acha que depreendi do que você escreveu. Ou então não sei o que você chama de ideologia. Mas, como você pediu, vamos lá:
Vou relatar o mesmo fato que você relatou, mas com outras ideologias:
"Ontem fiquei sem eletricidade em casa das 18h às 24h."
"Ontem desliguei todos os aparelhos elétricos em casa das 18h às 24h."
"Ontem não precisei de eletricidade em casa das 18h às 24h."
"Ontem dormi em casa das 18h às 24h."
"Ontem fiquei em casa das 18h às 24h sem eletricidade."
"Ontem fizeram manutenção lá em casa das 18h às 24h."
"Ontem desliguei a chave geral de casa das 18h às 24h."
"Ontem estive fora de casa das 18h às 24h."
"Ontem a light me deixou sem luz em casa das 18h às 24h."
Mas concordo com você. Estamos dizendo que a ideologia é sempre uma tentativa de ocultar a verdade. Só que há uns detalhes nesta frase. O tipo de detalhe com que Descartes lidou um dia.

PermalinkPermalink 25.11.09 @ 11:55



Comentário de: wagner

"...A ideologia de se achar sem ideologia, entretanto, é uma das ideologias mais disseminadas em nossa sociedade, especialmente entre os bem-nascidos de inclinação conservadora, e serve de justificativa para todo tipo de apatia política..."

Mais uma vez a baboseira ideológica de criticar os bem-nascidos. Acho que você mais uma vez está enganado. São os bem-nascidos que, historicamente, produzem reflexão sobre a sociedade, suas ideologias, seus problemas e possíveis soluções. Os "mal-nascidos" de modo geral são muito mais alienados, por falta de informação ou mesmo de tempo.

Se você quer destilar seu ódio ou desprezo pela class dos bem-nascidos (a qual você faz parte e deve ter algum problema freudiano com isso) utilize os arqumentos e os motivos corretos.


PermalinkPermalink 25.11.09 @ 16:14



Comentário de: lucas

alex,

parabéns. dissertação de profundidade digna de uma criança de quarta série.

você parece o cara que ouve falar de einstein em algum lugar e sai por aí falando que "tudo é relativo" e que entende tudo de teoria da relatividade.

o pior é que você realmente passou (ou deveria ter passado) anos estudando. e não consegue ter nada além da compreensão mais superficial...

deprimente.


PermalinkPermalink 25.11.09 @ 18:14



Comentário de: lucas

alex,

o divertido no seu blog é que você REALMENTE acha sabe alguma coisa. REALMENTE acredita que as pessoas que discordam fundamentalmente de você não conseguem alcançar a sua compreensão das coisas.

você acredita, de verdade, que seus textos tem algum conteúdo.

tem uma multidão de pessoas com as mesmas idéias que você, mas não se dão ao trabalho de expor sua limitação por aí.

pra te explicar uma coisa: só porque te deu um trabalho enorme começar a compreender alguma idéia, isso não significa que essa idéia valha alguma coisa, não significa que seja uma idéia difícil de entender, nem significa que outras pessoas não a possam ter entendido em segundos, e ter com igual facilidade abandonado a idéia como ridícula.

isso só significa que você tem dificuldade para entender idéias.

PermalinkPermalink 25.11.09 @ 18:37



Comentário de: Alex Castro Email

lucas,

puxa, vc tem razao. me pegou! ai.

mas pelo menos uma coisa boa vc pode dizer de mim: eu não fico indo no blog dos outros ler textos q nao gosto e falando desaforos nas caixas de comentarios, como se fosse uma criança mal-educada e desaforada!

eu sou baixo, mas nao sou tanto! ufa!

PermalinkPermalink 25.11.09 @ 18:40



Comentário de: lucas

alex,

engraçado isso vindo de alguém que tem um blog só para escrever desaforos contra o mundo, e ainda convida pessoas a discutir apenas para ofendê-las.

e você tem todo o direito e poder de retirar meus comentários ou me bloquear.
mas acho que você também se diverte.



PermalinkPermalink 26.11.09 @ 14:26



Comentário de: Alex Castro Email

"engraçado isso vindo de alguém que tem um blog só para escrever desaforos contra o mundo, e ainda convida pessoas a discutir apenas para ofendê-las."

olha, se vc lê o LLL e é isso q vc vê, "um blog pra escrever desaforos contra o mundo", então é natural mesmo q vc chegue jogando desaforos nos comentarios.

Mas considere q o problema deve ser com vc, e com o seu entendimento, pq (pelo menos nessas duas caixas de comentarios sobre ideologia) está todo mundo conversando como gente grande, menos vc.

Mas, tudo bem. As caixas de comentarios sao livres, vc pode se comportar como quiser.

PermalinkPermalink 26.11.09 @ 14:38



Comentário de: lucas

quem está conversando como gente grande?

os que dizem "concordo com tudo, seus textos são lindos estou chorando de emoção"

ou talvez seja o Arthur Golgo Lucas.

ou talvez você, reclamando sempre que ninguém nunca entende o que você diz. (mas o problema deve ser dos outros né;)

pra mim isso aqui parece mais um hospício.

acho que partimos de ideologias fundamentalmente distintas e irredutiveis, por isso chegamos a verdades incompatíveis, mas igualmente válidas.

é a única explicação.


PermalinkPermalink 26.11.09 @ 14:52



Comentário de: Alex Castro Email

nao, lucas, todos estao conversando como gente grande, inclusive os muitos que discordam de mim. só quem está baixando o nível e chegou me atacando, me insultando e jogando desaforos foi vc. tanto que um dos leitores até te pediu pra pegar leve.

veja, se vc quiser se comportar assim, vc pode. caixa de comentarios anonima na internet é pra isso mesmo...

só nao projete esse comportamento nem nos outros e nem o blog. o blog não está lançando desaforos contra ninguem. e nem os outros comentadores. só vc.

PermalinkPermalink 26.11.09 @ 14:55



Comentário de: lucas

alex,

claro, alex, suas ofensas repetidas à "classe-mérdia" por exemplo, não são nem um pouco desaforadas. sua insistência em tratar quem discorda de você como ignorante também não. como eu disse, temos idéias bem diferentes sobre o que é um desaforo.

eu não disse que os outros comentadores lançam desaforos, apenas que eles não conseguem manter uma "conversa adulta", em grande parte devido ao interlocutor.

PermalinkPermalink 26.11.09 @ 15:16



Comentário de: Alex Castro Email

Lucas,

se vc acha q meus textos analisando alguns comportamentos da classe media sao ofensivos, eu só lamento.

No LLL, eu nunca aponto dedos pra ninguem, chamo ninguem de racista, ou preconceituoso, ou elitista, nada disso. Se vc vestiu alguma dessas carapuças é por sua conta. Se algum dos assuntos fez vc se sentir ignorante, a carapuça é sua tb. Eu acho que todos somos ignorantes em 99,9% dos assuntos, no mínimo.

mas enfim, vou parar de te dar papo, pq é isso q vc quer. continue se comportando como uma criança mimada e malcriada, se quiser.

PermalinkPermalink 26.11.09 @ 15:19



Comentário de: lucas

alex, eu também só posso lamentar se você acha meus comentários ofensivos. e essa sua mania de negar que o que fala em geral não traz implicações para pessoas particulares...

enfim. lamente do seu lado que eu lamento do meu.

PermalinkPermalink 26.11.09 @ 15:35



Comentário de: lucas

alex,

eu proponho um "jogo"

você passa a usar argumentos que não sejam do tipo:
1 - eu não disse isso.
2 - você não entende nada do que eu digo.
3 - o fato de você negar o que eu disse torna o que eu disse mais verdadeiro.

não estou pedindo que responda as minhas criticas dessa maneira. basta responder ALGUÉM com um argumento de verdade.

aí eu nunca mais comento.

parece divertido, não?

PermalinkPermalink 26.11.09 @ 15:50



Comentário de: Alex Castro Email

Lucas,

meus argumentos e contra-argumentos estão no meu texto, nao nas caixas de comentarios.

eu não estou aqui pra ficar contra-argumentando ou debatendo com ninguem. não sou pago pra isso e nem estou disposto a isso.

eu escrevo textos expondo minhas opiniões. no caso do post sobre ideologia da ciencia, nem isso eu fiz, somente indiquei umas leituras.

vcs, leitores, podem gostar ou nao do texto, concordar ou nao, vir aqui nos comentarios manifestar suas opiniões ou não.

a partir do momento em eu já dei minha opinião e já li a de vcs, a conversa pra mim se encerrou. não vou ficar aqui contra-argumentando idéias em caixa de comentários.

o máximo q eu faço é apontar quando algum leitor simplesmente não entendeu nada do texto q está comentando. mas isso tambem não quer dizer que eu vá explicar a ele o que o texto de fato quis dizer ou mesmo ficar contra-argumentando contra sua opinião.

e nao, nao me acho um incompreendido, pq a maioria dos comentaristas demonstra q entende bem o que foi falado e responde a altura.

os meus argumentos e contra-argumentos, se existem, estão todos no texto original. vc pode ir lá procurá-los.

vc parece uma crianca reclamona e mimada entrando na casa dos outros e dizendo como devem se comportar. aqui vc tem a liberdade de falar o que quiser, inclusive de exigir q eu me comporte assim ou assado. eu só não vou obedecer, claro.

se não está gostando, se essa liberdade é insuficiente pra vc, sinta-se livre para ir embora.

só estou me dando ao trabalho de escrever isso pq sempre sempre aparece alguem como vc nas caixas de comentarios, e vale a pena repetir ocasionalmente esse aviso.

abraços.

PermalinkPermalink 26.11.09 @ 16:11



Comentário de: Sami

Esse Alex Castro tem mais é que morrer.

PermalinkPermalink 31.01.10 @ 20:57



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  • 103. Landsburg, Steven E. More Sex Is Safer Sex. The Unconventional Wisdom of Economics. [EUA, 2007] Dez.19
  • 102. Rand, Ayn. The Fountainhead. [EUA, 1943] Dez.15-18 (releitura)
  • 101. Adorno, Theodor. Culture Industry. [EUA, c.1960] Dez.14
  • 100. Roediger, David R. The Wages of Whiteness. Race and the Making of American Working Class. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
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  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
  • 87. Teixeira e Souza, Antonio. O Filho do Pescador. [Brasil, 1843] (TulBib) Nov.6
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  • 85. Ignatiev, Noel. How the Irish Became White. [EUA, 1995] (TulBib) Nov.
  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
  • 75. Falcão, Joaquim et al. Imperador das Idéias. Gilberto Freyre em Questão. [Brasil, 2001]
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  • 73. Diamond, Jared. The Third Chimpanzee. The Evolution and Future of the Human Animal. [EUA, 1992] Set.
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  • 68. Freyre, Gilberto. Casa Grande & Senzala. [Brasil, 1933] Ago.
  • 67. Andrade, Carlos Drummond et al. Elenco de Cronistas Brasileiros. [Brasil, c.1950-2000] Ago.
  • 66. Veríssimo, Luis Fernando. Histórias Brasileiras de Verão. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 65. Veríssimo, Luis Fernando. Novas Comédias da Vida Privada. [Brasil, c.2000] Ago.
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  • 55. Coutinho, Odilon Ribeiro. Gilberto Freyre ou O Ideário Brasileiro. [Brasil, 2005] Ago.
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  • 53. Chacon, Vamireh. A Construção da Brasilidade. Gilberto Freyre e sua Geração. [Brasil, 2001] Ago.
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  • 50. Isfahani-Hammond, Alexandra. White Negritude. Race, Writing, and Brazilian Cultural Identity. [EUA, 2008] Jul.
  • 49. Bosi, Alfredo. Dialética da Colonização. [Brasil, 1992] Jul.
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