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Coisas que Fluem

Estava conversando hoje com um jovem escritor que fez a bobagem de me mostrar um conto. Eu não gostei. Achei um amontoado de lugares-comuns. Tive a impressão de já ter lido aquele mesmo conto mil vezes.

Desde janeiro, está em efeito minha resolução de ano-novo de não criticar colegas. Quando jovens autores vêm pedir opinião, entretanto, me sinto obrigado a dar. Sei que, às vezes, uma crítica dura, vinda de alguém que você admira, pode matar uma vocação literária ainda no berço. Por outro lado, provavelmente será bom que alguém com a pele tão fina desista logo da literatura - antes de receber críticas de verdade! - e embarque em uma carreira mais caridosa, como contabilidade e ciências atuariais.

Enfim, meu jovem autor disse que o importante no seu conto era a angústia:

"Eu tenho milhares de momentos... esse foi um momento de angústia."

E eu pensei, cá com meu teclado, mais um angustiado, meu deus!

Eu me lembro da época em que a literatura falava da verdade, da moral, do ciúme, da culpa, da redenção. Mas, a partir do século XX, sabe-se lá por quê, a literatura passou a só falar de angústia e seus temas correlatos: o vazio da vida contemporânea, a efemeridade das relações humanas, etc etc, blá blá bleargh.

Naturalmente, é uma relação parasitária: quando mais a literatura torna-se repetitiva e monotemática, mais angustiados ficam os pobres leitores e produtores de livros. Resultados: mais livros sobre angústia.

Não é nem que eu não tenha momentos de angústia, mas eu teria vergonha de escrever sobre eles, e ser mais um nessa multidão de escritores angustiados.

Continuou o meu jovem escritor:

"Quando estou com qualquer sentimento fora do comum preciso escrever para me libertar... Os contos fluem somente."

E eu suspirei: meu amigo, eu disse, com vontade de bater em seu ombro, o que flui é a sua urina quando mija. Arte é uma construção consciente.

E ele:

"Não disse que não estava inconsciente... Mas quando pega-se o papel e as palavras começam a sair, você tem de deixá-las..."

Essa é a questão. Eu e meu jovem autor temos concepções algo diferentes do que é literatura. Não que isso seja problema. Muita gente chamada de genial pelos cadernos especializados também pensa diferente de mim e isso não impede de serem convidados a todos os coquetéis.

Há uma diferença enorme entre escrever um diário e escrever literatura. Os seus grandes momentos dão grandes páginas do seu diário: não, necessariamente, literatura.

No primeiro rascunho, concordo, não se contenha, não se reprima, não pense muito e nem se analise. Deixe fluir tudo de dentro de você - mas com higiene, por favor. Mas, logo depois, é hora de reler com consciência crítica. Corrigir, cortar, por mais doloroso que seja. Principalmente, é hora de decidir se você escreveu literatura (ou algo que pode tornar-se literatura) ou só mais uma página do seu diário.

Nem tudo o que sai de você é literatura.

Cartas a um Jovem Poeta

 

23.11.09


Categorias: Livros

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Comentário de: julia

comento raramente, mas desta vez achei que precisava vir contar que me levantei da cadeira pra te aplaudir. Obrigada por lavar minha alma (e provavelmente a de um monte de gente por aí;).

PermalinkPermalink 23.11.09 @ 08:10



Comentário de: Denis Correa · http://ttecnocaos.blogspot.com/

As vezes, penso que se James Joyce viesse me mostrar seus originais, eu diria que ele deveria procurar outra ocupação.

Mas, certamente ele não deixava "fluir" aquela viagem toda... hehehe, pelo menos isso...

PermalinkPermalink 23.11.09 @ 08:23



Comentário de: Luiz Aquino · http://hajaluz.webluz.net

Ei Alex como vai? Eu penso que a angústia pode gerar trabalhos bem diversos de significados, a depender de como ela é contextualizada por um autor.

Refleti sobre o que você escreveu e pensei em dois autores Cecília Meireles e Dostoievski. A primeira aborda a angústia individual, do ser humano, já o Russo aborda a angústia universal, a angústia da humanidade.

Talvez o jovem escritor não conseguiu expressar uma leitura aprofundada ou até mais distinta sobre o tema, daí um cara mais calejado como você fica puto e sente ler mais do mesmo.

Com Cecília é desse jeito, tudo de ruim no mundo vai acontecer com ela. Nada vai dar certo, perca a esperança pois o mundo conspira para deixar você triste. Aí o trabalho literário fica nesse nível personalista (diário) que você disse.

Abraços...

PermalinkPermalink 23.11.09 @ 09:50



Comentário de: Fabio M · http://www.sinosdobram.wordpress.com

Até quando essa mitologia romântica, do escritor inspirado sobrenaturalmente, irá perdurar?

Enquanto os próprios escritores continuarem acreditando nessa baboseira e não se derem o mínimo de trabalho ao elaborarem a diarréia mental, continuaremos a ser inundados por toneladas e toneladas de banalidades.

E o triste é que se os "gênios inspirados" tivessem um pouquinho mais de transpiração, até que sairia alguma coisa boa...

Enquanto isso, tome Elenílson Nascimento!

PermalinkPermalink 23.11.09 @ 10:26



Comentário de: Má

Tb já conheci gente que dizia ser "inspirado" , tomado por algo e q escrevia suas angústias por horas a fio, ao lado de uma garrafa de vinho e muito cigarro.
E a literaura desse tipo de pessoas (conheci alguns)me pareceia com a que vc descreveu.Vazia, lugar comum..
Nada contra o vinho nem cigarro, mas será que tem certos tipos de pessoas que colocam aquela imagem de "escritor boêmio" na cabeça e pensam que arte é só "inspiração", como se fossem tomados, possuídos por algo e simplesmente o trabalho fluísse?Sem um trabalho meticuloso e prévio? Não sei, tenho esta impressão.Se for, parece que tomam a "imagem" do escritor marginalizado (do passado) e copiam só o estilo de vida. Bom, pelo menos tenho cruzado um pouco com eese tipo de gente..
Bjo

PermalinkPermalink 23.11.09 @ 10:51



Comentário de: Alexandre · http://www.nadasou.wordpress.com

Obrigado.

PermalinkPermalink 23.11.09 @ 12:50



Comentário de: Ulisses Adirt · http://incautosdoontem.opsblog.org/

:-)

Não faz nem um mês, citei esse seu texto (http://incautosdoontem.opsblog.org/2009/10/30/a-definicao-de-poesia/). Seria divertido enviá-lo de presente para o professor-personagem da minha crônica.

PermalinkPermalink 23.11.09 @ 15:13



Comentário de: aiaiai

Puxa alex,

depois dessas suas observações imagino o coitado do moleque deixando fluir mais umas tantas páginas de angústia...

PermalinkPermalink 23.11.09 @ 15:45



Comentário de: Vanessa · http://www.vanprates.blogspot.com

Penso que essa angústia dele se encaixe melhor em poesias...
E poesia não é literatura; não ao meu ver.

Acho bacana deixar a angústia transbordar no papel; e depois são poucas pessoas que têm a coragem de fazer isso... E ainda que sejam sentimentos ligados ao 'vazio da vida contemporânea', não deixam de ser sentimentos repletos de vida...

Eu AMO poesia, e adoro os angustiados. Talvez porque seja uma, claro.

____
Alex, acho que vc devia ser menos insensível e crítico...Vai lá conversar de novo com o moço, vai...

PermalinkPermalink 23.11.09 @ 16:27



Comentário de: Alexandre · http://www.nadasou.wordpress.com

Poesia não é literatura?
That's a really odd opinion.

PermalinkPermalink 23.11.09 @ 16:41



Comentário de: Alexandre · http://www.nadasou.wordpress.com

Que idiota chamaria a Odisséia, a Ilíada, ou mesmo os Lusíadas de literatura?
Não, não... literatura só existe em prosa.

PermalinkPermalink 23.11.09 @ 16:44



Comentário de: Vanessa · http://www.vanprates.blogspot.com

o caráter poético não faz dela poesia em si...são coisas beeem diferentes.

PermalinkPermalink 23.11.09 @ 18:07



Comentário de: Júlia · http://innuendoblues.blogspot.com/

Eu concordo que a literatura não seja uma ciência exata onde tudo se define de acordo com uma fórmula geral a exemplo de ax² + bx + c = 0, mas parece que as pessoas "elitizam" demais o que é literatura. Como assim, poesia não é literatura? Já me revolto quando falam que livros ruins não são literatura, imagina quando todo um gênero (se é que dá pra reduzir prosa e poesia a gêneros) é deixado de lado nessa definição.

PermalinkPermalink 23.11.09 @ 21:17



Comentário de: Fabio M · http://www.sinosdobram.wordpress.com

Van, embora veículo ideal pra angústias, medo, vazio e praticamente qualquer outro sentimento, a poesia ainda é passível de ser elaborada "artisticamente" (tecnicamente).

Aliás, quanto mais elaborada (pensada, repensada, reescrita), melhor condição de expressar os sentimentos, por mais crus que sejam.

Parece paradoxal, mas não é.

PermalinkPermalink 23.11.09 @ 21:26



Comentário de: Vanessa · http://www.vanprates.blogspot.com

Eu entendo Fábio - aliás, prazer vê-lo aqui...Mas é que pra mim são meio que adversas, saca?

Sou muuuito mais Leminski, que diz:

'A poesia não é literatura. Ela está muita mais próxima das artes plásticas e da música do que da ficção, embora seja feita com palavras. A diferença é que na poesia as palavras têm uma função diferente da que têm na prosa.' *

* Publicado no Caderno B, do 'Jornal do Brasil'


Falando no solitário Rilke, aqui fica uma que AMO:

‘quem agora chora em algum lugar do mundo,
sem razão chora no mundo,
chora por mim.

quem agora ri em algum lugar na noite,
sem razão ri dentro da noite,
ri-se de mim.

quem agora caminha em algum lugar no mundo,
sem razão caminha no mundo,
vem a mim.

quem agora morre em algum lugar no mundo,
sem razão morre no mundo,
olha para mim’

PermalinkPermalink 23.11.09 @ 22:07



Comentário de: Duda Mendes

Tem muito escritor angustiado por não ser chamado de genial e por não ser convidado a todos os coquetéis...

PermalinkPermalink 24.11.09 @ 09:24



Comentário de: Fabio Robbe

Isso me fez lembrar de Nome Próprio. Embora, claro, não deva chegar aos pés do teu jovem angustiado. Mas é um bom exemplo para ele, coisas que, como Crepúsculo, não valem os dois reais que se gasta no DVD pirata, nem as duas horas da sua vida, em que você poderia estar dormindo, por exemplo. Imagina se eu fosse perder horas de leitura por essas porcarias?

PermalinkPermalink 24.11.09 @ 11:48



Comentário de: Fabio M · http://www.sinosdobram.wordpress.com

Na verdade, Van, eu não questionei a dissociação entre poesia e literatura (aliás, o campo da crítica literária por ser menos rigoroso conceitualmente que a filosofia permite tais idiossincrasias sem prejuízo do pensamento :-))

Eu apenas mencionei que mesmo o poeta angustiado pode (e deve) aplicar uma grossa demão de trabalho de arte, de elaboração e de suor sobre sua inspiração, pois isso apenas melhorará um rascunho inicial.

João Cabral escreveu legal sobre esse tema em "Inspiração e Trabalho de Arte", que não achei disponível na rede, mas esse bloguezinho maneiro aqui fez uma interpretação: http://www.interpoetica.com/reverso11.htm

PermalinkPermalink 24.11.09 @ 12:49



Comentário de: João Ricardo da Silva · http://berimbeat.wordpress.com

fazer literatura é um parto recorrente, diz aí

PermalinkPermalink 24.11.09 @ 14:35



Comentário de: Vivien Morgato · http://www.mejoana.blogspot.com

"nem tudo que sai de vc é literatura" foi o golpe final...haha

PermalinkPermalink 24.11.09 @ 15:29



Comentário de: Vanessa · http://www.vanprates.blogspot.com

Ah,
Sim Sim, Fábio

Certeza!

Aliás, valeu o link, vou correr pra lá...

Beijão!

;)

PermalinkPermalink 24.11.09 @ 20:07



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  • 103. Landsburg, Steven E. More Sex Is Safer Sex. The Unconventional Wisdom of Economics. [EUA, 2007] Dez.19
  • 102. Rand, Ayn. The Fountainhead. [EUA, 1943] Dez.15-18 (releitura)
  • 101. Adorno, Theodor. Culture Industry. [EUA, c.1960] Dez.14
  • 100. Roediger, David R. The Wages of Whiteness. Race and the Making of American Working Class. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
  • 92. Matheson, Richard. I Am Legend. [EUA, 1954] Nov.11
  • 91. Alencar, José. O Tronco do Ipê. [Brasil, 1871] Nov.10
  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
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  • 85. Ignatiev, Noel. How the Irish Became White. [EUA, 1995] (TulBib) Nov.
  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
  • 75. Falcão, Joaquim et al. Imperador das Idéias. Gilberto Freyre em Questão. [Brasil, 2001]
  • 74. Döpp, Hans-Jurgen. Sadomasochism: On the Ecstasies of the Whip. [Alemanha, 2003] Set.
  • 73. Diamond, Jared. The Third Chimpanzee. The Evolution and Future of the Human Animal. [EUA, 1992] Set.
  • 72. Suzuki, Daisetz Teitaro. The Zen Koan as a Means of Attaining Enlightenment. [Japão, 1950] Set.
  • 71. Skidmore, Thomas E. Black into White. Race and Nationality in Brazilian Thought. [EUA, 1974] Set. (TulBib)
  • 70. Peter Pauper Press. Zen Buddhism. [EUA, 1959] Set.
  • 69. Ventura, Roberto. Estilo Tropical. História Cultural e Polêmicas Literárias no Brasil, 1870-1914. [Brasil, 1991] Ago. (TulBib)
  • 68. Freyre, Gilberto. Casa Grande & Senzala. [Brasil, 1933] Ago.
  • 67. Andrade, Carlos Drummond et al. Elenco de Cronistas Brasileiros. [Brasil, c.1950-2000] Ago.
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