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Comportamento de Manada

Eu não gosto de cerveja. Sempre que digo isso, aparece alguém pra retrucar:

"Ah, na primeira vez, eu também não gostei, mas aí fui tomando até aprender a gostar."

E eu me pergunto: o que leva alguém a consumir insistentemente, repetidamente algo que não gosta?

Disse uma amiga: muitos paladares são gostos adquiridos, Alex. Você precisa provar várias vezes até gostar. O crítico culinário do New York Times, por exemplo, disse que prova qualquer comida dez vezes antes de dizer que não gosta. E que somente três não passaram no teste. Ou seja, todas as outras que ele não gostou da primeira tentativa ele já estava gostando antes da décima.

Mas será realmente desejável gostarmos de tudo? Pior, será que a tática do crítico não serve para nos acostumarmos a qualquer coisa? Ou pra nos desensibilizar a qualquer desconforto?

"Ah, na primeira vez que comi bosta de vaca eu também não gostei, mas aí fui comendo e comendo, e agora adoro!"

"Ah, da primeira vez que enfiaram um consolo no meu cu eu também não gostei, mas aí fui tentando, tentando, hoje que estou mais arrombado já não vivo sem!"

"Ah, a primeira menininha que estuprei eu não achei graça nenhuma, mas aí fui insistindo, insistindo, lá pela sétima eu já estava adorando!"

* * *

O que me espanta não é as pessoas não terem personalidade e ficarem dando murro em ponta de faca, ou consumindo coisas que não gostam, só porque os amiguinhos também consomem e eles querem ser aceitos. Isso é normal, a gente vê todo dia.

O que me entristece é a confissão pública completamente desavergonhada sempre que falo nesse assunto:

"é, é isso mesmo, Alex. Faço o que for preciso pra ser aceito. Se todo mundo toma cerveja, eu vou tomar, mesmo não gostando, até aprender a gostar. Se começarem a comer merda, eu também vou comer. O que importa é não me sobressair, sufocar meus gostos individuais, ser aceito!"

Fazer parte da manada já é ruim. Nem ao menos se envergonhar disso é trágico.

* * *

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30.10.09


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Comentário de: B.O.B. · http://www.bompraburro.com.br

Provavelmente cerveja é a droga legalizada mais barata e de sabor menos intragável do mercado. Quando começamos a beber, dificilmente temos como pagar uma pequena fortuna em bebidas destiladas. E quando passamos a ter tal poder de compra, o sabor da cerveja já nos agrada. Pelo menos pra mim, começou como uma questão financeira e hoje, de fato, não troco a cerveja por whiskey nenhum.

Paralelamente, precisamos reconhecer que dificilmente alguém aprecia um cigarro ou um charuto na primeira tragada.

De qualquer modo, esse é um tema interessante e que se estende por outros campos: música, literatura, culinária, cinema, etc. O gosto não funciona em código binário e o limiar entre o comportamento de manada e o apuramento sincero do paladar (se é que isso existe) é mais embaçado do que parece à primeira vista. A verdade da cerveja forçada não se distancia tanto da verdade acadêmica, por exemplo. De qualquer modo, fica a (falsa) sensação que o tempo remedia qualquer coisa; do sabor amargo ao conhecimento enlatado.

Abraços e parabéns pelo excelente site. Acompanho post por post.

PermalinkPermalink 30.10.09 @ 04:09



Comentário de: Flavio Silveira

Alex,

te pergunto: voce, que e um fumante, o que sentiu a primeira vez que colocou um cigarro na boca e deu uma tragada? Foi gostoso?

PermalinkPermalink 30.10.09 @ 04:19



Comentário de: Alex Castro Email

cigarro normal eu nunca gostei mt. mas cigarro de bali eu provei pela primeira vez e adorei, e continuei fumando. senao, nao fumaria de novo, ue. pq faria de novo uma coisa q nao gostei?

cigarro, eu raramente fumo.

normalmente, fumo cachimbo, charuto e cigarrilha - três coisas q gostei muito na primeira vez que fumei, naturalmente.

ah, e estou sem fumar nada há 3 meses, pq estou com uma pequena inflamacao nos pulmões.

PermalinkPermalink 30.10.09 @ 04:44



Comentário de: João Paulo Cursino · http://sratoz.wordpress.com

Às vezes, você não insiste-insiste-insiste até gostar. Pode ser como fiz com cerveja e com rock progressivo: na primeira vez, não gostei. Passados alguns anos, tentei de novo -- no caso do rock, gostei; no caso da cerveja, não. Passados mais alguns anos, provei outra vez.

O que não fiz foi vestir uma carapuça permanente de que não gostava. Passados alguns anos, admiti a hipótese de meus gostos terem mudado e de que eu estivesse perdendo alguma coisa de que poderia gostar. Mas certamente eu não insistiria, seguidas vezes, até finalmente o prego entrar na cabeça.

Os gostos realmente mudam. Eu gostava daqueles doces cheios de açúcar e gordura (quindim etc.); não gosto mais; gostava de Elma Chips, não gosto mais; gostava de abobrinha e beterraba, não gosto mais. Etc. Então, troco uma coisa por outra.

PermalinkPermalink 30.10.09 @ 09:07



Comentário de: Alessandra · http://alessandrasouza.blogspot

Eu acho que pensar assim é um desperdício. Se eu pensasse assim, até hoje teria todas as minhas frescuras alimentares da infância e não comeria cebola, batata que não fosse frita, qualquer fruta que não fosse maçã, banana, morango ou melancia. Não teria visto quase nenhum filme de terror ou musical (hoje gosto muito dos dois), não tomaria capuccino e não iria sequer dirigir.

Aliás, como disse o BOB, gosto não funciona em código binário, amei ou achei um nojo. Muita coisa a gente prova e acha esquisito de um jeito interessante. Manter essa coisa de se fechar num "não gosto" me parece, sei lá, meio imaturo. Arrogante até. É a falta de parar e se perguntar, não retoricamente, mas com verdadeira curiosidade, "mas exatamente o quê as pessoas vêem nisso aqui?"

PermalinkPermalink 30.10.09 @ 10:09



Comentário de: Carol · http://logica-inversa.blogspot.com/

Obviamente, cada um gosta do que gosta e pronto. Eu sou fresca para cerveja. Gosto muito de algumas, sempre em pequena quantidade.

Mas não gosto dessa água sabor cevada que a gente vê em bares por aí: skol, antártica, brahma, itaipava, etc etc etc, acho ruim. Até tomo, se estiver muito calor e não houver opção. Mas é fraca e só serve para estufar as pessoas. Já cerveja escura e muito amarga (tipo Guiness) eu não dispenso não. Bom demais.

Mas o que achei engraçado nesse texto foi comparar um alimento (cerveja) com outros comportamentos completamente diversos. Oras, paladar é uma coisa que evolui. Aliás, dizem que o melhor jeito de fazer crianças gostarem de verduras é fazer com que elas comam várias vezes. O paladar se acostuma.

E entre começar a estuprar alguém e forçar um pouquinho o paladar para gostar, sei lá, de pimentão, que é bastante nutritivo (e eu particularmente adoro) há uma grande distância.

Claro, que há coisas que simplesmente não descem. Uísque, para mim, por exemplo, não vai, nem jiló (ou seria giló?), não consigo comer de nenhum jeito. Mas apurar o paladar é sempre positivo. Ainda mais para quem já disse que gosta de cozihar (acho que li alguma coisa sua dizendo isso, Alex).

PermalinkPermalink 30.10.09 @ 10:35



Comentário de: aiaiai

Carol,

A questão de apurar o paladar é uma, a questão de consumir algo só porque todo mundo consome é outra.

A primeira tem a ver com o desenvolvimento pessoal, a segunda com a falta dele.

Acho que uma forma inteligente de usar a capacidade do ser humano de "acostumar o paladar" é tentando ter uma alimentação mais saudável. retirar o açucar, por exemplo, é uma. Tá provado que esse pó branco faz mal, então por que diabos eu tenho que continuar consumindo? Eu parei, no começo foi um pouco difícil e hoje meu paladar não suporta alimentos doces. O café ficou mais gostoso, até. Antes era aquela coisa doce, hoje é café.

Agora o comportamento de seguir a manada é outra coisa. Quem faz tudo o que os outros fazem são os adolescentes, em geral gregários, não querem sentir que são diferentes dos outros. É um período da vida no qual tentamos mesmo copiar porque sentimos necessidade de que nos aceitem.

Acho que cabe aos pais (mae e pai) e outros adultos que estão próximos ao adolescente mostrar para ele o perigo dos abusos desse comportamento copiador(com muito jeitinho...se proibir tá frito kkk). Eu, como mãe de um quase adolescente, já estou sentindo o drama que é isso. kkkk

Agora, outra coisa muito diferente é quando pessoas adultas seguem modas e gostos dos outros, fazendo sacrificios pessoais para seguir a manada. ai caí no ridículo mesmo e a gente vê muitos fazendo isso. Na moda então, chega a ser hilário! Mas nas comidas também. O cara não gosta de peixe cru, mas como é chique (odeio essa palavra) comer sushi, então vai para um restaurante japonês e pede um sushi grelhado (tem um monte kkkkk)

me alonguei, sorry, vou trabalhar!
bjs


PermalinkPermalink 30.10.09 @ 11:18



Comentário de: Karna

Oi Alex! Quase sempre eu concordo com os seus textos. No mínimo, acho que entendo o seu ponto de vista geral e você sempre me coloca pra pensar.

Mas agora, se você me permite, seu argumento foi fraquinho. As sensações não podem se limitar puramente entre boas e ruins, prazer e desconforto. A maioria das novidades a que somos submetidos causa uma certa estranheza, sim. Vou dar um exemplo super íntimo, mas vá lá. Quando comecei a transar, não obtive muito prazer. Aliás, o prazer físico mesmo foi zero, o que havia era uma certa empolgação por estar virando sexualmente ativa e só. Pela sua lógica eu deveria entender que aquilo de sexo definitivamente não era pra mim, que os sexualmente ativos são mais uma manada, que esse pessoal que transa na verdade se acostuma com a idéia de que se trata de um prazer e que é melhor viver em celibato. O prazer de transar veio, sim, com o tempo para mim.

Além disso, o prazer imediato não é o único motivo que faz as pessoas a agirem, não é a única finalidade das pessoas. Acho um saco, por exemplo, praticar exercícios físicos. Mas dou as minhas corridas por aí. Destesto mas tento me acostumar com isso. Se existe algum prazer, certamente será mediato (de ser mais saudável, mais magra) e não imediato.

O mesmo para a cerveja. Como você, não gosto de cerveja, e troco fácil por uma coca-cola, mas reconheço que os que gostam muito de cerveja, geralmente, gostam é de ficar alegrinhos, de caco cheio. O sabor gustativo está em segundo plano. A cerveja, na verdade, é uma maneira barata de se alcoolizar, o que muita gente considera prazeiroso.

Aliás, eu também não gosto de cerveja e sempre que compro algumas poucas latas, ou são consumidas pelas visitas ou jogo fora por estarem fora da validade. Mas tem certos dias em que faz tanto calor que somente uma cerveja bem gelada consegue refrescar um pouco, não obstanto o sabor (para mim) desagradável.

PermalinkPermalink 30.10.09 @ 11:18



Comentário de: Haline · http://www.halinices.blogspot.com

Ah, mas eu fiz isso pq cerveja é barato. Eu gosto de vodca, dai ce vai a um churrasco e tem só cerveja. Dai melhor q refrigerante. Não pq os outros gostam exatamente. Mas é pq os outros gostam que só tem cerveja em vários lugares. Diferente da comida japonesa q todo mundo fala isso (eu, particularmente adoro), mas socialmente não é muito comum só ter sushi e sashimi como opção. Enfim.

PermalinkPermalink 30.10.09 @ 11:19



Comentário de: Indy · http://adapt-se.blogspot.com/

Eu não gosto de cerveja, provei não gostei e não insisti. Gosto de vinho, o qual eu provei e gostei. Cigarro eu também já tentei, tentei porque a minha mãe fumava e eu queria saber se era legal. Foi horrível, a fumaça saio pelo meu nariz e meus olhos ficaram vermelhos e minha boca com um gosto nojento. Nunca mais voltei a fumar.
Coisas que eu gosto e que definitivamente não torna o meu paladar refinado é laranja com sal, café com manteiga, quiabo, véu do porco ferventado com limão ( ta isso é nojento eu sei,e com toda a certeza vc´s não sabem o que é o véu do porco,bom eu sei porque minha mãe disse que era,sei que é uma coisa branca que é tirada de dentro do bucho do porco,ai ferve isso com água e sal,depois se come com limão,eu sei parece muito nojento rs´s) gosto de chá de açúcar derretido com ou sem canela.

Agora tem coisas que eu não preciso provar pra saber se eu gosto ou não, sexo anal é uma delas. Eu sei que não gosto e que não tem a mínima possibilidade de gostar, então não preciso provar. Coisas como estuprar outra pessoa não gostando isso não existe, ela já gosta de fazer da idéia, tipo eu sei que se eu matar alguém que me fez muita raiva eu vou gostar.Sabe ver o sangue daquela pessoa em minhas mãos e ela implorando pela vida,seria muito bom.Eu já gosto da idéia antes mesmo de fazer,mais porque eu não faço? Eu não faço pelos seguintes motivos:
1º não se pode matar ninguém, mesmo que essa pessoa tenha feito muita raiva a vc.
2º vc não tem o direito de decidir quem é que vive e quem é que morre
3º Deus não gosta
4º vc pode ir preso, se não for um crime perfeito. Mas acontece que coisa errada nunca fica impune, não há nada em oculto que não será revelado. Essa é a maldição do segredo.

PermalinkPermalink 30.10.09 @ 11:21




Putz, Alex, tira o seu último exemplo, o do estupro. Não dá pra fazer piadinha com estupro. Além do mais, seus dois primeiros exemplos são de coisas que a pessoa mesma faz, com consentimento (mesmo o "enfiaram o consolo"). E não são crimes. A terceira é um crime contra uma terceira pessoa. Mesmo que alguém goste de estuprar, ele não poderia fazê-lo, ponto.
Quanto ao seu argumento, concordo que a gente não tem que se juntar à manada. E neste caso até concordo com a Indy: tem coisas que a gente não precisa provar pra saber que não gosta. Mas o exemplo da Karna é o que há: a enorme maioria das mulheres não gosta de sexo na primeira vez. Se a gente não insistisse, ia ser um mundo triste pra se viver, hein?

PermalinkPermalink 30.10.09 @ 12:23



Comentário de: Lauren · http://acordeiquesonhava.blogspot.com

mas a vergonha não é uma prisão? pq uma pessoa deveria ter vergonha de assumir que é maria-vai-com-as-outras? não é melhor que, no mínimo, ela assuma? não entendi.

PermalinkPermalink 30.10.09 @ 13:04



Comentário de: Lauren · http://acordeiquesonhava.blogspot.com

ah, e tb achei o exemplo do estupro fora de contexto, não é uma escolha pessoal como beber cerveja ou fazer sexo anal.

PermalinkPermalink 30.10.09 @ 13:06



Comentário de: Vanessa · http://www.vanprates.blogspot.com

Lola falou de 'algo' que me fez voltar ao passado...

Como eu odiei minha primeira vez! Odiei a ponto de não desejar mais sexo - e nunca mais!(HAHAHAHA)...Mas na terceira tentativa, meu filho, a coisa se inverteu totalmente. Ufa!

Bem, a cerveja só foi uma ilustração pra você criticar pessoas que seguem tendências, modismo...E unicamente por uma questão de pertencimento.
Olha, eu também acho muito trsite isso, pois, muitas vezes, a pessoa acaba se anulando e deixando de ser ela mesma...No entanto, não sou absolutamente contra, nem carrego bandeiras contra esse tipo de postura/posicionamento.

O mundo é demasiado cruel!

PermalinkPermalink 30.10.09 @ 13:08



Comentário de: Arthur

Cara, não sei em que mundo essas pessoas vivem que cerveja é mais barata que destilado....

Se você quer ficar bebado, uma dose de pinga em qualquer buteco que seja digno do nome tem um alcool/custo bem melhor até do que Krill, Glacial e Bavaria.

PermalinkPermalink 30.10.09 @ 13:16



Comentário de: Fabricio

Grande Alex,
Obrigado pela dica da Larousse dos Vinhos, está barato mesmo, comprei duas !!
Vou tomar uma cerveja em sua homenagem hoje

Abraço

PermalinkPermalink 30.10.09 @ 13:32



Comentário de: Alex Castro Email

oi lola! :)

como humorista profissional q jah fui, eu te digo q dá pra fazer piada com tudo, com estupro, com holocausto, com racismo, e daí pra baixo. acho que não se deve (porque dar tb dá;) fazer piadas *defendendo* coisas como holocausto, racismo, estupro, etc, mas aí é da consciência de cada um. na prática, se vc estuda teoria de humor, a graça sempre está no fato de q alguém se fodeu: não existe gargalhada do bem. Sempre q alguém gargalha, é pq alguem se fudeu: nem q apenas de mentirinha, numa piada.

dito isso, eu não fiz piada nem graça nem humor. o estupro foi usado exatamente como um exemplo propositalvemente exagerado para demonstrar um ponto em um argumento retórico. se não fosse um exemplo exagerado, não teria feito sentido. o estupro (e, repara, é de menininhas, então é pedofilia tb!) está lá justamente por ser exagerado além de qq medida.

e as mulheres continuam insistindo no sexo por um motivo simples: ao contrario de beber cerveja, ou seguir a moda, ou comer coco, etc, sexo (bom ou ruim) é uma das necessidades basicas do ser humano...

PermalinkPermalink 30.10.09 @ 13:34



Comentário de: Alex Castro Email

"ah, e tb achei o exemplo do estupro fora de contexto, não é uma escolha pessoal como beber cerveja ou fazer sexo anal. "

uia, lauren, por favor, fala baixo e nao deixe os advogados de defesa saberem disso!!

pq a teoria legal atual é q o estupro é uma escolha sim. ou seja, o individuo escolhe cometer ou nao o estupro, assim como escolhe quem será sua vitima, ou o grau de violencia q utilizará contra ela, etc.

E, por tudo isso, justamente por ser uma escolha do criminoso, o estupro é um crime punível por lei e todas as outras escolhas adicionais podem funcionar como agravante ou atenuante.

se o estupro NAO é uma escolha, então, fudeu tudo, os advogados terão uma defesa infalivel e nenhum estuprador jamais será preso de novo!

entao, pelamordedeus, fala baixo!!

PermalinkPermalink 30.10.09 @ 13:39



Comentário de: Vanessa · http://www.vanprates.blogspot.com

Alex, só um detalhe sobre a questão do sexo ser uma 'necessidade básica'. Bem, não posso discordar, porque ADORO e não vivo sem(é sim uma necessidade básica no meu mundo), mas também não deixa de ser só mais um exemplo para ilustrar...

Ó, conheço uma mulher que já está há 8 anos sem sexo, quer dizer, ela prática o sexo individual(acho), e juro, ela alega não fazer a mínima falta.

Acho que é uma necessidade pra quem gosta e aprendeu a gostar pra valer da coisa.

Minha irmã que é toda conservadora e não consegue imaginar o pinto noutro lugar, sem que seja na xereca(isso é pra ser usado como parâmetro da coisa), não gosta, e pior, diz que viveria sem sexo..E segundo ela: sem problemas!

O.O

São somente simples exemplos da vida...

PermalinkPermalink 30.10.09 @ 14:26



Comentário de: Alex Castro Email

via de regra, se consideram necessidades basicas dos seres vivos

alimentar-se
sexo
preservar a vida e evitar a dor
buscar abrigo

todo o resto é cultural. essas, teoricamente, sao biologicas.

e, mesmo assim, tem gente q se mata, q é anorexica ou bulimica, q sente prazer em se auto-infligir dor...

eu tb conheco q nunca teve interesse em sexo, q desistiu de sexo, q nao transa por motivos religiosos mas... e daí?

cuidado para nao cair em....
http://www.interney.net/blogs/lll/2009/10/06/defesa_preguicosa_das_generalizacoes/

PermalinkPermalink 30.10.09 @ 14:45



Comentário de: aiaiai

o ponto do post, acho, ficou perdido. o que o nosso lll tá falando é da necessidade que as pessoas tem de seguir o que os outros estão fazendo para virar "da turma". Um comportamento, para mim, normal quando se é adolescente, mas que muita gente carrega pela vida toda - como aqueles universitários da unibam parecem estar carregando - afinal, alguns começaram a chamar a menina de puta e daí todo mundo resolveu chamar e foi a tragédia que se viu.

Acho que, pensando assim, o exemplo do estupro foi muito bem colocado. Ainda bem que não é comum, mas acontece caso de estupro coletivo...um grupinho de meninos resolve pegar uma menina...um deles pode até não querer, mas vai acabar entrando na onda.
Ou o caso daquele grupinho de classe média da barra que resolveu espancar uma empregada doméstica que estava no ponto de ônibus. lembram? Será que os quatro ou cinco (não lembro bem) queriam mesmo ou um deu a ideia e os outros foram na onda?

PermalinkPermalink 30.10.09 @ 15:07



Comentário de: Alex Castro Email

ai ai. obrigado. exatamente. nao só nao era piada - e sim um artificio retorico - mas ficou mt mais relevante como exemplo depois do caso da uniban

PermalinkPermalink 30.10.09 @ 15:15



Comentário de: Vanessa · http://www.vanprates.blogspot.com

HAHAHAHA =))

Nem estava discordando de você, estava somente dando alguns exemplos que me são 'mui-próximos', e claro, um pouquinho pra atormentá-lo...

É, e o prazer é algo realmente curioso...

E sim, concordo com a relação:
alimentar-se
sexo
preservar a vida e evitar a dor
buscar abrigo

___

- Ah, olha só, o 'preservar a vida' me lembrou as abelhas.
As abelhas têm um comportamento engraçado - sui generis total-, são extremamente solícitas em prol da comunidade. Algumas delas abrem mão da própria vida, inclusive, e em nome da maioria...

;)))

PermalinkPermalink 30.10.09 @ 15:20



Comentário de: Geasi Martins - Globalcards · http://www.globalcards.com.br

Pois é, muita gente começa a fazer as coisas tipo maria vai com as outras. O que deveria ser é cada um ter seu estilo e aceitar o dos outros. Ser você mesmo sem forçar a barra.

PermalinkPermalink 30.10.09 @ 15:23



Comentário de: Lauren · http://acordeiquesonhava.blogspot.com

é uma escolha pro estuprador, né, fofo? não pra vítima.

PermalinkPermalink 30.10.09 @ 18:33



Comentário de: Lucas · http://lucasteixeira.com

@Vanessa

Não é sui generis quando você analisa insetos sociais como um todo, como as formigas, que também fazem isso.

Lagartos, ratos e seres humanos não fazem isso porque o código genético de cada indivíduo é diferente, e os seres evoluem de uma maneira a garantir a "sobrevivência" do seu código genético. Então eles têm como prioridade suas próprias vida, seguido das vidas de paretes próximos.

As formigas e abelhas de uma mesma colônia possuem, praticamente todas, o mesmo código genético. Daí uma delas morrer pra salvar outras não é evolutivamente ruim, pois o mesmo código genético será passado pra frente, em maior quantidade.

But I digress... leia "O Gene Egoísta", do Richard Dawkins, é um ótimo livro.

PermalinkPermalink 30.10.09 @ 18:35



Comentário de: Lauren · http://acordeiquesonhava.blogspot.com

ok, me expressei mal, o correto seria "ser estuprado não é uma escolha pessoal". mas me custa acreditar que vc não entendeu.

PermalinkPermalink 30.10.09 @ 18:39



Comentário de: Sblargh · http://sblargh.blogspot.com

O meu problema constante com os posts do Alex é que eu acho que ele só conhece gente estranha. Ou eu só conheço gente estranha, mas como eu conheço é a norma, você é o outro, você é esquisito.

Eu conheço gente que não gosta de cerveja, elas são as pessoas que não gostam.
Eu mesmo não gosto de Antarctica e Skol; eu bebo essas coisas quando alguém está distribuindo de graça. Se bosta de vaca desse grau, muita gente comeria (haveria todo um comércio em torno disso e as pessoas parariam de criar vacas pela carne; apenas deixariam elas no pasto cagando o dia todo).

O efeito social da cerveja não está em buscar repetir um comportamento visto nos outros; se você não quer ficar bêbado, ninguém acima de 18 anos vai apontar e dizer (sério, de forma que a pessoa se sinta excluida) "ahhhh, não bebe, que mariquinha" ou algo do tipo (ah não ser, sei lá, as pessoas do universo alternativo que o Alex vive; eu sei lá onde ele conhece essa gente); o que leva alguém a ficar "tentando" cerveja apesar do gosto é o modo prático e com relativo pouco efeito colateral de ficar bêbado.
Cerveja não te deixa muito bêbado que nem um destilado, ela só te deixa um pouquinho alegre e se tudo que você tem que pagar por isso (além do dinheiro) são uns copos de uma coisa que você não gosta, o preço vale a pena.

A parte social disso é que se está todo mundo bêbado numa mesa, dando risada de coisas sem graça e sendo honestos sobre coisas que normalmente não seriam, e você não está; aí sim você se sente excluído, porque de certa forma, com o seu cérebro funcionado de modo diferente o suficiente do cérebro dos outros ao redor, você está excluído.

Então não é só "se todo mundo fizer esse comportamento nojento e sem nenhum benefício como comer bosta de vaca, eu farei também"; é mais "se todo mundo levemente altera sua consciência de forma que faz a conversa ficar mais divertida, eu alterarei a minha também"; eis porque drogas, num geral, são sociais. Você sabe que a pessoa é alcóolatra quando ela bebe sozinha; maconha é parecido, pessoal começa a se preocupar com o maconheiro não quando ele falta todo dia na aula pra fumar com alguma galera, mas quando ele já chega fumado nos lugares, porque ele esteve fumando sozinho.

Não sei como cigarro entra nessa teoria - e por isso eu acho que cigarro seria um melhor exemplo; mas cigarro, aparentemente (porque eu não fumo, então sei lá;) acalma ou coisa do tipo e as pessoas gostam disso; case in point, cigarro não altera a consciência, logo ninguém acha esquisito sujeito fumando sozinho.
-
Em conclusão, o gosto da cerveja é pouco relevante, uma pessoa que não gosta do gosto não vai se acostumando porque faz parte de uma manada, mas porque a alteração de consciência torna a interação social interessante.
E se você sai especificamente pra beber, é esperado, pelas normas de etiqueta desse evento específico, que seu estado mental esteja alterado de tal modo.
Se você aceita ir no evento que exige a alteração, então se recusa a alterar-se porque o gosto é ruim; você está no lugar errado. Da próxima vez, convide seus amigos a algum evento social onde não há bebida e problema resolvido.

Assim, eu vou deduzir que todo o problema do post é o seguinte: Alex não tem poder o bastante sobre seus amigos esquisitos para levá-los a um lugar que ele se sinta confortável. Então eles arrastam ele a um lugar em que eles estão confortáveis e ele está na cadeira do bar, olhando pro céu, não entendendo porque tal pessoa decidiu começar a falar da vida sexual dela e porque, de repente, o garoto propaganda daquele comercial se tornou a pessoa mais engraçada do universo.

Logo, ele decide descontar a frustração de não ter noites agradáveis com os amigos nas pessoas que tem noites agradáveis com os amigos.

E assim conclui-se esse comentário desnecessariamente longo.

XOXO
(Saia com gente que não te irrita tanto)

PermalinkPermalink 30.10.09 @ 19:32



Comentário de: Eugênio

Gosto de cerveja, entretanto o que dá o "sabor" da cerveja de fato é a presença agradável dos amigos. Um bom batepapo com cerveja é diferente de com coca-cola. Um cigarrinho com cerveja e amigos é diferente do cigarro tedioso e monótono do ponto de ônibus.


PermalinkPermalink 30.10.09 @ 19:35



Comentário de: Kitagawa

O mundo nos oferece uma infinidade de experiencias potencialmente prazeirosas e seria contraproducente experimentarmos cada uma delas para decidir qual nos dá mais prazer. De forma que temos que escolher o que vamos experimentar. E qual o critério para fazermos a seleção do que vamos experimentar? São critérios não apenas circunstanciais, mas baseados no papel social que nós almejamos cumprir. De forma que até certo ponto, nós escolhemos o que "devemos" gostar. Acredito que há uma grande margem de manobra para que possamos manipular nosso gostos. Discordo que haja pureza nesse sentido, que nosso gosto é uma coisa inerente, imutável, pois isso implicaria que nós não temos escolha.
Ora, eu já joguei paintball e gostei muito, jogaria de novo, mas simplesmente não quero fazer disso um habito. E por que? Porque escolhi isso. Por outro lado, quando eu entrei na faculdade, senti que deveria ver filmes menos toscos, que deveria assistir filmes da nouvelle vague, Fellini, Antonioni... Gostei e gosto de alguns filmes desses diretores cabeça, mas hoje me sinto livre pra dizer que prefiro ver Transformers a um dos filmes do Antonioni, que são um saco.

Enfim, é claro que é idiotice voce insistir em fazer algo que definitivametne não gosta por cuasa dos outros. Mas se voce realmente gosta de fazer algo, mesmo que tenha que ter insistido para gostar, qual o problema?

PermalinkPermalink 30.10.09 @ 21:36



Comentário de: Vanessa · http://www.vanprates.blogspot.com

Lucas,

Já peguei 'O Gene Egoísta' umas dez vezes na mão. Até o tenho aqui em casa - é do marido.

Adoro deveras a acidez e o radicalismo de Dawkins, mas fiquei mais fascinada quando o vi dando uma entrevista - lá na Flip...Bem, ele dizia que enquanto cientista ele era completamente evolucionista, mas que fora isso, era anti-evolucionista.

Seu blog não tem posts???

Mas valeu a dica!
;)

PermalinkPermalink 30.10.09 @ 23:15



Comentário de: B.O.B. · http://www.bompraburro.com.br

Eu sabia que aparecer alguém pra dizer que bebida destilada é mais barato que cerveja. Talvez pinga de péssima qualidade seja mais barato que cerveja, mas aí o paladar fala mais alto que o bolso.

PermalinkPermalink 31.10.09 @ 01:11



Comentário de: Lucas

Eu também não gosto de cerveja. E gostaria de saber, sinceramente, qual é a desvantagem de não gostar de algo que não passa de uma droga legalizada.

Acredito que o que as pessoas veem na cerveja é uma excelente forma de tirar o ar de anti social. E eu já fiz isso, mas nem cheguei perto de ficar bêbado. Porém, acho que não vale a pena, pois várias vezes já ouvi falar que sou meio fechado.

Portanto, não gosto, não quero gastar dinheiro com, não cola fingir ser muito sociável.

Sinto muito, mas não são pessoas como eu que enriquecem a Skol.


:D

PermalinkPermalink 31.10.09 @ 01:11



Comentário de: Lucas

Li o comentário do Eugênio e fiquei mais convencido ainda que estou certo.

PermalinkPermalink 31.10.09 @ 01:19



Comentário de: Marcio Batista

E por falar em racismo, veja o show dessa patricinha em um aeroporto de Aracaju:

http://www.youtube.com/watch?v=PL6ms2upNuM&feature=player_embedded

PermalinkPermalink 31.10.09 @ 02:14



Comentário de: Vanessa · http://www.vanprates.blogspot.com

Ah, Lucas

Não me interprete mal pelo que falei de Dawkins - e o meu fascínio por ele depois da entrevista.

Depois que li fiquei pensando: Pô, soou meio criacionista.
LONGÍSSIMO DE MIM!

Na verdade, estava me referindo às análises/teorias de estudos sociais que têm como base o evolucionismo.
Daí num dá!

PermalinkPermalink 31.10.09 @ 02:14



Comentário de: Moysés · http://somepills.blogspot.com

Concordo com a repulsa ao "comportamento de manada", mas vejo uma premissa falsa no texto: a de que aquilo que é bom é bom desde a primeira vez. Isso não é verdadeiro, pelo menos para mim. Minhas três bebidas preferidas, whisky, cerveja e café exigem uma adaptação do paladar.
Da mesma forma, na música, p.ex., vários discos geniais só "entram" depois de várias audições, e isso não tem nada a ver com comportamento de manada, mas justamente o contrário (a "manada" só ouve aquilo que desce de primeira).

PermalinkPermalink 31.10.09 @ 14:11



Comentário de: Adam · http://suspensaodejuizo.wordpress.com

Só digo uma coisa: http://xkcd.com/610/

PermalinkPermalink 31.10.09 @ 19:21



Comentário de: Duda Mendes

Querendo ou não somos todos da mesma manada...principalmente quando nascemos, morremos ou quando vamos "defecar" no banheiro...além de outras "mesmices"...fora isso é tudo "jogo de cena"...

PermalinkPermalink 31.10.09 @ 23:00



Comentário de: Angel

Concordo com você em gênero, número e grau. Gostar ou não é particular., é opção pessoal. Não acredito nessa de subjugar-se apenas para agradar a outrem. Talvez por isto mesmo hoje temos tantos usuários de drogas. Pessoas sem muita personalidade que acham que para serem aceitas precisa ser ou agir como as outras. parabéns pela coragem de expor suas convicções.
Seu texto assemelha-se muito aos do meu filho (http://mundiota.blogspot.com/). Creio que vocês tem um conceito sobre o mundo muito parecido.
Ótimo final de semana.
angel

PermalinkPermalink 01.11.09 @ 14:11



Comentário de: Helvecio

Humm... Post requentando !! Qual o problema? Se é bom. Repete-se.

O Comportamento de Manada não para por aí. Ainda tem o patrulhamento, que é forte. "Como você não gosta de giló com quiabo? Impossível, TUDO MUNDO gosta !!". "Mas não sou todo mundo". "Ah, você é um chato" "Você quer aparecer. Dizer que é diferente"

Saudações
Helvécio

PermalinkPermalink 01.11.09 @ 15:37



Comentário de: Breno Kümmel

Essa tirinha do xkcd é genial.

PermalinkPermalink 01.11.09 @ 16:56



Comentário de: Silvia · http://prasemprepitchula.blogspot.com

Nossa Alex, como sempre seus post geram tanta polêmica!
Eu vejo seu texto como uma opinião simples até: "Comportamento de Manada" (Por sinal gostei muito!)
Não se falou em apurar o paladar, nem sobre o gosto especifico de cada um, vc falou somente sobre as pessoas que fazem alguma coisa por que a maioria faz, só!
Como esse povo complica!
Bjsss e boa semana.

PermalinkPermalink 01.11.09 @ 18:31



Comentário de: Lucélia

O tal comportamento de "manada" é apenas uma desculpa pra que cada um liberte o seu mais íntimo desejo em um ambiente onde esta manifestação seria considerada inapropriada. Se 20 caras resolvem espancar um torcedor adversário é porque dentro deles já existia essa vontade e que não era manifestada individualmente devido a possibilidade de retaliação, caso fosse 01 contra 01.

Porém, o comportamento de manada é extremamente benéfico no caso de uma turba que sai em passeata na defesa de seus direitos. Ex.: manifestação de professores, médicos ou ambientalistas. Note que nesses casos manada geralmente entoa um grito de guerra encorajador. Eu mesma, me sentí ótima quando fiz parte de uma passeata aqui em BH contra o Banco Mundial. Individualmente eu não teria coragem de pegar uma faixa e sair gritando palavras de ordem contra o opressor. Mas dentro da manada você se sente mais forte por saber que não está só. Alí na manada é um por todos e todos por um. Se você apanha da polícia sabe que o colega alí do lado também vai dar porrada no gambé pra te defender. Na manada você ataca e ao mesmo tempo protege e é protegido.

E eu acho esse comportamento extremamente natural ( biologicamente). Já viu que outros animais também fazem isso? E a possibilidade de sucesso é maior quando a manada ataca.

O que não dá pra aceitar é a desculpinha de que "ah, eu fiz porque o povo tava fazendo".

PermalinkPermalink 03.11.09 @ 09:46



Comentário de: Alexandre · http://www.nadasou.wordpress.com

essa deve ser a primeira vez que acho que o que você escreveu é 100% besteira. (mesmo que em geral tenha uns 10... 15% de besteira)

PermalinkPermalink 03.11.09 @ 13:52



Comentário de: Fabio

Menos, Alex.
Ouvir a opinião dos outros e dar crédito a alguém é, no mínimo, inteligência. Mais um pouco, chegamos à humildade. Aplique tal postura às idéias políticas, por exemplo. Te lembra algo?

PermalinkPermalink 03.11.09 @ 19:15



Comentário de: JCCyC · http://rsnda.blogspot.com

Esse negócio da cerveja é a maior verdade, parece uma ideologia obrigatória. Tentei por muito tempo me enquadrar até que cheguei à conclusão que isso de"paladar adquirido" não rola, pelo menos não pra mim e pra cerveja.

Eu descobri que gosto de chope escuro e só peço isso nas chopadas sociais. E mesmo assim alguns ainda acham estranho.

PermalinkPermalink 04.11.09 @ 10:20



Comentário de: Carolina

E eu que gosto de cidra? Não entendo o preconceito, e parece que as pessoas só conhecem a Cereser.

PermalinkPermalink 23.11.09 @ 15:52



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  • 100. Roediger, David R. The Wages of Whiteness. Race and the Making of American Working Class. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
  • 92. Matheson, Richard. I Am Legend. [EUA, 1954] Nov.11
  • 91. Alencar, José. O Tronco do Ipê. [Brasil, 1871] Nov.10
  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
  • 87. Teixeira e Souza, Antonio. O Filho do Pescador. [Brasil, 1843] (TulBib) Nov.6
  • 86. Almeida, Julia Lopes de. A Viúva Simões. [Brasil, 1897] (TulBib) Nov.6
  • 85. Ignatiev, Noel. How the Irish Became White. [EUA, 1995] (TulBib) Nov.
  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
  • 75. Falcão, Joaquim et al. Imperador das Idéias. Gilberto Freyre em Questão. [Brasil, 2001]
  • 74. Döpp, Hans-Jurgen. Sadomasochism: On the Ecstasies of the Whip. [Alemanha, 2003] Set.
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  • 72. Suzuki, Daisetz Teitaro. The Zen Koan as a Means of Attaining Enlightenment. [Japão, 1950] Set.
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  • 68. Freyre, Gilberto. Casa Grande & Senzala. [Brasil, 1933] Ago.
  • 67. Andrade, Carlos Drummond et al. Elenco de Cronistas Brasileiros. [Brasil, c.1950-2000] Ago.
  • 66. Veríssimo, Luis Fernando. Histórias Brasileiras de Verão. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 65. Veríssimo, Luis Fernando. Novas Comédias da Vida Privada. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 64. Rodrigues, Nelson. O Óbvio Ululante. Primeiras Confissões. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 63. Lispector, Clarice. A Descoberta do Mundo. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 62. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1900-1920] Ago.
  • 61. Alencar, José de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1860] Ago.
  • 60. Machado de Assis, Joaquim Maria. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1870-1900] Ago.
  • 59. Mankell, Henning. The Fifth Woman. [Suécia, 2000] Ago.15
  • 58. Mankell, Henning. The Man Who Smiled. [Suécia, 1994] Ago.10
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  • 54. Albuquerque, Roberto Cavalcanti de. Gilberto Freyre e a Invenção do Brasil. [Brasil, 2000] Ago.
  • 53. Chacon, Vamireh. A Construção da Brasilidade. Gilberto Freyre e sua Geração. [Brasil, 2001] Ago.
  • 52. Araujo, Ricardo Benzaquen de. Guerra e Paz. Casa Grande & Senzala e a Obra de Gilberto Freyre nos Anos 30. [Brasil, 1994] Jul.
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  • 45. Nabuco, Joaquim. Minha Formação. [Brasil, 1899] Jul.
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  • 43. Gofman, Rosane & Eny Lea Gass. Empregadas e Patroas. Uma Relação de Amor. [Brasil, 1998] Jul.
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  • 41. Maio, Marcos Chor. Raça, Ciência e Sociedade. [Brasil, 1996] Jun.
  • 40. Almeida, Luana Chnaiderman de. Entremeios e Entretempos. Aproximações ao Filme Shoah de Claude Lanzmann. [Brasil, 2006] Jun.
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  • 36. Holanda, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. [Brasil, 1934] Jun.9
  • 35. Villa, Marco Antonio. Canudos. O Povo da Terra. [Brasil, 1995] Jun.7
  • 34. Brandão, Adelino. Euclides da Cunha e a Questão Racial no Brasil. A Antropologia de Os Sertões. [Brasil, 1990] Jun.6
  • 33. Moura, Clóvis. Introdução ao Pensamento de Euclides da Cunha. [Brasil, 1964] Jun.6
  • 32. Lima, Luiz Costa. Terra Ignota: a Construção de Os Sertões. [Brasil, 1997] Jun.5
  • 31. Bernucci, Leopoldo M. A Imitação dos Sentidos: Prógonos, Contemporâneos e Epígonos de Euclides da Cunha. [Brasil, 1995] Jun.4
  • 30. Lima, Luiz Costa. Euclides da Cunha, Contrastes e Confrontos no Brasil. [Brasil, 2000] Jun.4
  • 29. Haddon, Mark. O Estranho Caso do Cachorro Morto. [Reino Unido, 2005] Mai.
  • 28. Guilherme, Paulo. Goleiros: Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1. [Brasil, 2006] Mai.
  • 27. Krakauer, Jon. Na Natureza Selvagem: a Dramática História de um Jovem Aventureiro. [EUA, 1996] Mai.
  • 26. Cunha, Euclides da. Os Sertões. Campanha de Canudos. [Brasil, 1902] Mai.
  • 25. Wilder, Thornton. Bridge of San Luis Rey. [EUA, 1927] Mai.
  • 24. João de Patmos. Apocalipse. [Grécia, c.séc.I] Abr.
  • 23. Manzano, Juan Francisco. Autobiografia de un Esclavo. [Cuba, 1836] Abr.
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  • 21. Suzuki, Daisetz Teitaro. Introdução ao Zen Budismo. [Japão, 1934] Mai.
  • 20. Goethe, Johann Wolfgang Von. Faust. [Alemanha, 1832] Mai.
  • 19. Lisboa, Adriana. Rakushisha. [Brasil, 2007] Abr.
  • 18. Tezza, Cristovão. O Filho Eterno. [Brasil, 2007] Abr.
  • 17. Piñon, Nélida, A República dos Sonhos. [Brasil, 1984] Abr.
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  • 15. Rheda, Regina. Pau de Arara Classe Turística. [Brasil, 1993] Abr.
  • 14. Guillory, John. Cultural Capital. The Problem of Literary Canon Formation. [EUA, 1993] Mar.7-10.
  • 13. Fonseca, Rubem. Feliz Ano Novo. [Brasil, 1975] Mar.11
  • 12. Butler, Octavia. Kindred. [Estados Unidos, 1979] Mar.7
  • 11. Ribeiro, João Ubaldo. Viva o Povo Brasileiro. [Brasil, 1984] Fev.
  • 10. Lispector, Clarice. Laços de Família. [Brasil, 1960] Fev.
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  • 8. Ramos, Graciliano. Vidas Secas. [Brasil, 1938] Jan.
  • 7. Pinto, Fernão Mendes. Peregrinações. [Portugal, séc.XVI] Fev.- (TulBib)
  • 6. Antunes, Antonio Lobo. O Esplendor de Portugal. [Portugal, 1997] Fev.-
  • 5. Santos, Gislene Aparecida dos. A Invenção do Ser Negro. Um Percurso das Idéias que Naturalizaram a Inferioridade dos Negros. [Brasil, 2002] Fev. (TulBib)
  • 4. Scott, Rebecca J. e outros. The Abolition of Slavery and the Aftermath of Emancipation in Brazil. [EUA, 1988] Fev.
  • 3. Moura, Clovis. O Negro: de Bom Escravo a Mau Cidadão? [Brasil, 1977] Fev. (TulBib)
  • 2. Suassuna, Ariano. Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. [Brasil, 1971] Jan. (Releitura)
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