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As Mulheres Querem Tudo

O texto abaixo é de 2003, primeiro ano desse blog, em plena Era Mesozóica. O mundo era outro: twitávamos a mão, eu era casado, as torres estavam de pé, Idelber ainda não sabia o que era blog, e não existia nem água: tínhamos que juntar no braço cada átomo de oxigênio com dois de hidrogênio. Relendo esse texto, é engraçado ver como eu ainda tenho as mesmas opiniões, mas hoje escreveria tudo diferente. Meus textos dessa época parecem ter sido escritos pelo Gravataí - o que é ao mesmo tempo uma qualidade e um defeito. Enfim, não sei se encaixa no que a Aline tão bem chamou de "minha fase Lola" mas vale como pós-escrito ao texto sobre a infelicidade feminina.

 Por que os Homens Fazem Sexo e as Mulheres Fazem Amor?  Homens São de Marte, Mulheres São de Vênus

A Roupa do Casamento

Semana passada, minha mulher e eu fomos padrinhos de casamento. Ao longo da semana anterior, ela, estressadíssima com sua roupa, ficou me perguntando várias vezes se eu já tinha verificado meu terno, se estava tudo certo, se eu não precisaria fazer nada, etc. E eu só enrolando, dizendo que ia fazer, que ia ver, mas, obviamente, o assunto era a última das minhas prioridades.

Chega a tarde do grande dia, minha esposa abre o armário e descobre que minha única camisa social branca está encardida, inusável.

Alerta vermelho, soam as sirenes, chove o granizo. Esporro generalizado.

Com uma certa razão, claro. Eu realmente tinha sido negligente e irresponsável. Mas o que me chamou atenção foi como o escândalo da minha mulher ilustrou a grande esquizofrenia feminina dos dias de hoje.

Quero Um Homem Que Não Dependa de Mim

No primeiro momento de fúria, ela esbravejou que queria um homem independente, que soubesse se cuidar, que soubesse cuidar das suas coisas, que não dependesse dela pra tudo que nem um bebêzão.

Nesse ponto, a bronca foi injusta. Eu sou, em muitos aspectos, bem mais independente e responsável do que ela – e, com certeza, mais organizado do que 98% dos homens heterossexuais que conheço.

Tudo bem, eu tinha vacilado naquela ocasião específica, mas não por eu ser desorganizado ou dependente, mas porque o bom ou mau estado das minhas roupas não é uma prioridade na minha vida.

De qualquer modo, a crítica revela um anseio válido das mulheres modernas: elas não são mais como suas mães, que querem um homem para cuidar, vestir e dar de mamar. As mulheres de hoje, independentes, inteligentes, doutoradas e barbadas, querem mais é homens inteligentes que sejam seus parceiros e não seus filhos.

 Revolução das Donas de Casa  Sebastiana Quebra-Galho: Guia Prático das Donas de Casa

O Que As Pessoas Vão Pensar de Mim Se Te Virem Assim?!

Então, veio a segunda parte do escândalo: o que as pessoas vão pensar de mim se te virem desse jeito?!

Subitamente, eu ser independente já não é mais nem um pouco importante.

Pelo seu comentário, minha mulher parece achar que há uma expectativa social de que a mulher é que tem que cuidar do homem, mantê-lo bem vestido e arrumadinho, sem manchas ou amassados.

De onde se conclui que, se um homem aparecer em um evento social com uma camisa branca encardida, ninguém vai pensar mal dele. Claro que não. Desde quando é obrigação do homem se vestir? Homem tem outras preocupações. A culpa é da relapsa da esposa, que não consegue nem vestir direitinho seu próprio Ken.

Mais uma vez, ela tem razão e não tem.

Eu tinha um colega de trabalho que sempre chegava no escritório bastante fedido, repetia roupas e usava barbas e cabelos longos e desalinhados. Pra piorar, era recém-casado com uma mulher vinte anos mais nova. Não deu outra, a sentença dos outros funcionários, homens e mulheres, foi sumária e inequívoca: a culpa toda era da mulher que, talvez por ser tão mais nova, não sabia cuidar dele, ou não tinha moral de mandá-lo tomar banho, aparar a barba, usar desodorante e trocar de roupas.

Pareceu não ocorrer a ninguém a simples possibilidade de ser ele o único e maior culpado por sua falta de higiene pessoal.

Tive que dar o ego a torcer. Socialmente falando, se eu aparecesse de camisa encardida, não tenho dúvidas de que a culpa recairia na coitada da minha esposa.

Entretanto, se ela é tão liberal e libertina quanto diz ser, isso não deveria ser incômodo, deixe os minúsculos pensarem o que quiserem, eu digo, mas, para minha mulher, libertar-se da opinião dos outros ainda é impossível.

Aliás, antes de sairmos desse assunto: como eu disse, sou viadamente organizado e limpinho. Eu jamais, em tempo algum, iria a qualquer lugar com aquela camisa encardida. Isso nunca me passou pela cabeça. Eu estava tranqüilo porque sabia que, na pior das hipóteses, se a camisa branca estivesse inusável, eu iria com alguma outra das minhas camisas sociais não-brancas. Claro que os padrinhos tinham que ir de camisa social branca, mas eu prefiro ser o único padrinho vestido errado (já tenho fama de excêntrico mesmo, me convida pra padrinho quem quer) do que o único padrinho porco. Acabou que fui de terno preto com uma camisa social verde-escuro e a combinação ficou ótima.

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You Can't Have the Cake and Eat It Too

Chegamos então à grande esquizofrenia da mulher moderna:

Por um lado, minha mulher quer que eu seja um homem independente, que saiba cuidar de si.

Por outro, ela sabe que a sociedade presume que eu lhe seja dependente: seu desempenho enquanto mulher será julgado, entre outros quesitos, pela minha apresentação.

Ou seja, ao querer um homem independente, o que ela realmente quer não é um homem independente: o que ela realmente quer é obter a reputação de esposa-que-cuida-muito-bem-do-marido sem precisar, pra isso, ter trabalho cuidando de mim, já que eu, homem independente, me cuido sozinho.

Mas, como diz um dos meus ditados favoritos, you can't have the cake and eat it too.

Precisei de Um HOMEM ao Meu Lado!

Temos um casamento aberto.

Quase sempre saímos juntos, como casalzinho baunilhogâmico. Outras vezes, saímos juntos, mas nos separamos, cada um por si e boa sorte, ninguém é de ninguém.

Em uma dessas vezes, cheguei perto demais dela e levei um pito: o cara com quem ela estava flertando achou que eu estava demarcando território e melou o clima.

Depois disso, procurei ficar o mais afastado possível, até que porque eu também estava bastante ocupado com uma outra menina.

No fim da noite, minha mulher teve problemas na saída. Um problema bobo, de deixar mulher nervosa à toa, e que ela podia ter resolvido sozinha – tanto que resolveu. Mas as mulheres têm essa mania, totalmente machista, aliás, de achar que ter um homem por perto resolve tudo, mesmo que ele não faça nada, mesmo que não exista nada que ele possa fazer.

Só que eu, escaldado e a pedidos, estava mantendo distância.

Depois, ouvi o discurso padrão: tive que resolver tudo sozinha!, precisei de UM HOMEM (falado assim mesmo, com a boca cheia) e você não estava lá pra ficar ao meu lado!

Eu sei que meu casamento é sui-generis. Sei que meus exemplos não são aplicáveis à vida de quase ninguém e servem apenas para as pessoas balançarem a cabeça e refletirem sobre a decadência dos valores da família tradicional brasileira, mas, enfim, o princípio é o mesmo:

You can't have the cake and eat it too.

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O Neandertal e a Mulherzinha

As mulheres querem tudo. Ainda querem todas as qualidades viris e neandertais que suas avós queriam e aprenderam a querer toda uma nova série de qualidades sensíveis pós-modernas que, antigamente, só eunucos e tias solteironas tinham.

Até aí tudo bem. Acho até divertido ser, alternadamente, latin lover canalha e menino carente sensível.

Não satisfeitas, as mulheres ainda exigem, como minha esposa na festa, que os homens tenham a obrigação de adivinhar quando elas querem o braço forte do neandertal ou o ombro amigo do gentleman.

Homens são mais simples. Eles escolhem um arquétipo e ficam com ele. Pra sempre.

Eu, por exemplo, gosto de mulheres fortes e independentes. Só. Outros tipos de mulheres, viadas, frágeis, frescas, românticas, hipersensíveis, etc, confesso ter vontade de espantar à pauladas. Nunca acho nenhuma dessas características nem remotamente atraente. Quando me apaixonei pela Joana, por exemplo, a única mulherzinha com quem já andei, foi apesar dessas características. Seus caprichos e viadagens me irritavam profundamente.

Tenho um amigo cujo sonho é ter um emprego público, uma casa no subúrbio pra dar churrasco pros amigos todo fim-de-semana e uma mulher na qual ele possa (essa parte ele descreve bem fisicamente) dar uma tapão na bunda e dizer: "Muié, mais cerveja pro pessoal!" E ela daria uma risadinha, sacudiria a enorme bunda e iria rebolando buscar mais cerveja. Naturalmente, acabado o churrasco, ela também arrumaria todo aquele caos, enquanto ele tiraria sua merecida soneca, que afinal ninguém é de pedra lascada.

Meu amigo é quase um neandertal, mas seu modo primitivo de ver as coisas é, também, bastante válido. Ele sabe exatamente o que quer. Se encontrar uma mulher que se preste a esse papel, e existem muitas, ele nunca vai reclamar que ela é muito dependente, muito burrinha ou que não trabalha. É isso exatamente que ele quer. O tempo todo.

Por outro lado, tenho certeza absoluta que, em vários momentos ao longo do casamento, essa mulher tão viadinha vai lhe jogar na cara que ele é um bruto, que não a deixa trabalhar e que não liga pros seus sentimentos - como se não fosse exatamente assim que ela queria que ele fosse, como se ela não o tivesse escolhido, entre tantos outros homens, justamente por essas características.

Essa menina em corpo de mulher nunca terá que se preocupar com o mundo real ou com ganhar seu próprio sustento. Terá um braço forte sempre à disposição, para ampará-la, dar-lhe uns tabefes, se sair da linha, ou somente uns tapinhas, para que vá buscar mais cerveja.

Nunca teria que resolver sozinha o problema que minha esposa encarou aquela noite, mas também nunca lhe ocorreria que manter as camisas do marido limpas e passadas é qualquer outra coisa que não sua mais expressa responsabilidade segundo a ordem natural das coisas.

Visto por esse prisma, minha mulher é que é a vítima. Ela, tão libertina, é que foi pega no contrapé da história.

Por um lado, tem que se virar sozinha algumas vezes, como na saída da festa e, por outro, também tem a dolorosa noção que o estado do meu colarinho vai refletir diretamente na percepção que as pessoas têm dos seus dotes de esposa.

Ê mundo.

 Por que os Homens Mentem e as Mulheres Choram?  Como se Dar Bem com as Mulheres

Lutando Contra o Príncipe Encantado

Uma das grandes diferenças entre homem e mulher (a muitíssimo grosso modo, obviamente) é que os homens, emocionalmente menos complicados, sabem bem o que querem em termos de mulher, encontram rápido, ficam felizes com a descoberta e se acomodam.

Já as mulheres nunca sabem com certeza que tipo de homem estão procurando.

A maior prova disso: os homens, quando reclamam de suas mulheres, é porque elas mudaram.

As mulheres, por outro lado, dizem: mas esse homem não muda nunca!

O problema está na educação.

Ninguém nunca diz pra um menino que mulheres são perfeitas, nem mesmo que deveriam ser perfeitas e, muitíssimo menos, que ele deveria esperar por uma mulher perfeita.

Pelo contrário, a educação de um menino entatiza, quando muito, quantidade, nunca qualidade. Pra que esperar pela mulher perfeita, se você pode passar o rodo nas imperfeitas, que são muito mais divertidas?

Enquanto isso, as mulheres sofrem uma perversa lavagem cerebral: o paradigma do príncipe encantado lhes é enfiado goela abaixo. Não interessa se é culta ou ignorante, pobre ou rica, todas as mulheres, em algum momento, terão que chegar a um acordo com o príncipe encantado: ou o rejeitam ou sucumbem a ele. De qualquer modo, ele está sempre ali, sempre assombrando.

Antigamente, as mulheres primeiro se guardavam para o príncipe e, depois, ou viravam solteironas, ou acabavam se sujeitando a casar com meros plebeus.

Hoje, as mulheres se divertem enquanto o príncipe não aparece em suas vidas, mas ainda assim planejam, em algum momento, assentar residência com o príncipe e virar mulheres sérias.

O princípio é radicalmente o mesmo: há sempre um ponto bem definido no futuro em que haverá essa tão esperada ruptura entre o presente imperfeito e uma espécie de nirvana que se seguirá ao encontro com o homem perfeito.

Os homens se casam com suas mulheres pelo que elas são ou, pelo menos, pelo que acham que elas são. Por isso, sua reclamação principal é que elas mudam: quando casei com você, você não era assim, você não fazia isso, você está ficando uma megera igualzinho à sua mãe. E com as mesmas ancas da sua mãe também!

Já as mulheres se casam com os homens apesar de seus defeitos. É quase como se tivessem desistido de encontrar o príncipe encantado, mas não de fabricá-lo. Já que a porra do príncipe não surgiu, eu mesma faço o meu, pronto!

Então, se casam com alguém desejável, mas com defeitos já visíveis, quase sempre já identificados e catalogados, na esperança de conseguir, aos poucos, mudá-lo de acordo com o ideal de perfeição do príncipe. Com o tempo, já que o homem não muda, as frustrações vão crescendo.

O mais engraçado é a falta de comunicação.

Eu já vi homens sinceramente estupefatos: como ela pode ficar tão furiosa de eu fazer isso e aquilo se eu sempre fiz essas coisas, durante o namoro, durante o noivado, durante os primeiros anos do casamento, e ela nunca disse nada?

Simples, meu caro. Ela sempre odiou isso, mas casou com você apesar disso, casou com você porque achou que você iria mudar, amadurecer, que ela iria conseguir fazer você parar com isso.

E as mulheres também ficam sinceramente estupefatas: mas eu não entendo isso, esse homem está com quase quarenta anos e continua largando a toalha em cima da cama e querendo encher a cara com aqueles cachaceiros amigos dele, quando ele tinha vinte anos, tudo bem, mas será que ele não vai amadurecer nunca?

Naturalmente, ambas as lógicas (sic) são mutuamente incompreensíveis.

As mulheres têm todo o direito de casar com um neandertal e depois decidir que querem um cro-magnon. Mas então que troquem de modelo. Maldade é querer exigir que um bruto, com quem casaram por ser um bruto, de repente tenha rompantes de lorde.

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25.10.09


Categorias: Relacionamentos, Sexo

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Comentários, Trackbacks:


Comentário de: Júlia Garcia · http://innuendoblues.blogspot.com/

Não li o texto ainda. Tô fazendo um trabalho pra uma revista de literatura sobre o Luis Fernando Verissimo e me deparei com link que, ao terminar de ler, achei que seria uma forma divertida de ilustrar algumas coisas que tu escreve sobre racismo (e, depois de um tempo, vendo que o que ocorria era que a forma como tu te expressava dava uma idéia bem diferente do que a que eu devia ter ao ler, devo dizer que concordo com a maior parte). http://literal.terra.com.br/verissimo/vida_publica/vidapublica_racismo.shtml?vidapublica Espero que ajude.

PermalinkPermalink 26.10.09 @ 00:38



Comentário de: Júlia Garcia · http://innuendoblues.blogspot.com/

E as torres não estavam em pé em 2003. hahaha

PermalinkPermalink 26.10.09 @ 00:39



Comentário de: Arthur Golgo Lucas · http://www.arthur.bio.br

É, Alex, teus textos eram bem mais interessantes naquela época. Ultimamente o papo de "racismo estrutural" e outras inconsistências, além dos "não falei nem que sim, nem que não, vocês é que estão colocando palavras na minha boca", reduziram perceptivelmente a qualidade das tuas postagens.

Eu comecei a ler teu blog porque li primeiro as postagens mais antigas. Se tivesse começado de hoje para o passado, dificilmente teria chado que valeria a pena continuar a ler.

Mas quem se importa com a minha opinião, né? :)

PermalinkPermalink 26.10.09 @ 01:57



Comentário de: Adriana · http://anndixson.blogspot.com

Gosto do jeito como vc escreve, tanto em 2003 como agora...mas esse texto é BEM machista, meu caro. Ao contrário do comentário acima, eu acho os últimos posts sobre racismo, capitalismo e tals. muito bons...mais consistentes q esse sobre "mulheres" que generaliza um universo, embora seja divertido de ler,rs

PermalinkPermalink 26.10.09 @ 02:06



Comentário de: Alex Castro Email

gostem ou nao gostem do texto de 2003, quem quiser chamá-lo de machista, por favor, indique onde e pq.

ele trata homens e mulheres como rigorosamente iguais e toda a analise q ele faz é de como a sociedade percebe e espera o comportamento "certo" feminino e masculino.... pelo contrario, é uma critica justamente às expectativas irreais que a sociedade cria tanto para homens quanto para mulheres, e como é dificil para ambos os sexos se adequarem a esses papeis...

é como eu disse. a linguagem pode estar mais engraçadinha, mas sao as mesmas ideias q tenho hj e, quem quiser chama-las de machistas, por favor diga pq.

PermalinkPermalink 26.10.09 @ 02:13



Comentário de: Draupadi · http://didascaliae.blogspot.com

gosto muito mais de vc agora. sei lá o porquê, talvez pq agora vc consiga falar mais com menos...
e parece q naquela época seu umbigo tava mais no centro do mundo que agora, hehehe

PermalinkPermalink 26.10.09 @ 02:58



Comentário de: Alex Castro Email

debora,

obrigado. eu tb prefiro o alex de hj - entre outras coisas justamente por estar menos preocupado com o proprio umbigo.

entendo até quem prefere a fase anterior, mas eu sou como sou hj, e mudei até ser como sou hj, pq era assim q eu queria ser, nao?

beijos

PermalinkPermalink 26.10.09 @ 03:05



Comentário de: aiaiai

Já conhecia esse texto do livro LLL e já gostava. Dessa vez me chamou a atenção o trecho:
"Hoje, as mulheres se divertem enquanto o príncipe não aparece em suas vidas, mas ainda assim planejam, em algum momento, assentar residência com o príncipe e virar mulheres sérias."

Faltou dizer que várias mulheres, eu inclusive, passam da fase de assentar residência com o príncipe, ao perceber que isso é uma chatice, e voltam a se divertir. kkkk
Mas, para que isso possa acontecer, obviamente, a mulher não pode ter se transformado em amélia durante o período com o príncipe, né? Se largou a vida toda para cuidar da casa e do marido, vai ser difícil voltar a se divertir quando vir que entrou na canoa furada kkkkkkkkkk

Agora, no geral, percebo que o lance de procurar o príncipe está mais vivo do que nunca (não sei se "nunca", mas pelo menos mais vivo do que nos anos 60/70/80). Hoje mesmo vi que o gnt vai começar um programa sobre a busca do príncipe encantado", alguma coisa assim.
É de lascar, né não? Ou melhor, é da pedra lascada kkkkkkkkkkkkk

sobre a questão "que alex eu prefiro": eu prefiro todos, é claro. Vc não seria quem é se não tivesse sido quem foi.
bjs

PermalinkPermalink 26.10.09 @ 09:26



Comentário de: Lauren · http://acordeiquesonhava.blogspot.com

alex, eu quase concordo. gostei de tudo, exceto quando vc diz que, no geral, os homens sabem o que querem. eu, como mulher heterossexual, posso afirmar que a maioria dos homens não sabe o que quer (pelo menos na faixa etária com a qual me relaciono, entre 20 e 30 anos, mais ou menos). tô cansada de ver cara batendo no peito e falando que quer mulher independente, culta, esperta, etc e etc, mas quando ela fala que vai passar o fim de semana na praia com os amigos o "macho" faz carão. tanto já vi como já vivi experiências assim. se eu entrasse em detalhes, daria pra citar pelo menos umas cinco histórias aqui, que me vêm à cabeça. pena que eu seja tímida, ahahah. talvez, por não se relacionar afetiva/sexualmente com homens, vc esteja um pouco por fora dessa parte.

quanto às mulheres, concordo. acho q, no geral, elas tb não sabem o que querem. saem pra balada, transam com um cara antes de perguntar o nome e depois choram pq ele não ligou no dia seguinte.

acho q não dá pra culpar individualmente cada gênero, estamos numa fase de mudança de paradigmas, e mudanças costumam ser caóticas...

PermalinkPermalink 26.10.09 @ 09:41




Você certamente mudou muito, Alex, e pra melhor, embora eu não tenha nada contra esse texto em si (li rapidamente; só as duas referências à "viadagem" parecem homofóbicas). Mas não gostei dos seus dois últimos textos, sobre prostituição e sobre a falha com "nossas" mulheres. Não comento porque não quero ficar criando polêmica. Agora, a definição "fase Lola", vinda de quem veio, não é um elogio. Não sei o que tenho a ver com a história. Parece agressão gratuita de quem quer chamar a minha atenção...

PermalinkPermalink 26.10.09 @ 09:56



Comentário de: Diogo

Belo texto! Bons tempos aqueles... Eu também, se tivesse conhecido o LLL agora, não seria leitor nem a pau. Mas fui fisgado back in the day... Agora não consigo largar :-(

PermalinkPermalink 26.10.09 @ 10:04



Comentário de: Malkhut

Eu gostava mesmo deste blog nesta época. Agora com essa sua nova doença do politicamente correto, você se tornou um chato de galochas em 99% dos textos. Mas ainda venho aqui, pelo menos uma vez por semana, para ver sobre qual problema da sociedade anda escrevendo.

PermalinkPermalink 26.10.09 @ 10:24



Comentário de: Malkhut

Ahhh.. detalhe cronológico importante, ajusta o teu calendário aí pq em 2003 as torres gêmeas já tinham sido derrubadas há dois anos.

PermalinkPermalink 26.10.09 @ 10:26



Comentário de: Haline · http://www.halinices.blogspot.com

Ai, não achei machista não. Alias, concordo bastante com esse ponto de vista. Lógico que tem uma estrutura que prejudica mais a mulher, como vc cita o fato de que todo mundo acharia que sua mulher não cuidou de vc. Já ouvi coisas super semelhantes e tals. Agora cabe a todo mundo que quer mudança, FAZER mudança né? Tem uma amiga que se auto proclama feminista e diz q o dia q ela achar uma obrigação o homem pagar a conta do restaurante ou do motel, ela se mata. Claro. É preciso se coerente ué. Todo mundo vai pensar o que quiser, tem mais é que ligar o foda-se, enfim. Não é facinho. Mas é necessário.

Sobre o comentário da Lola (a qual leio o blog de vez em qdo), de achar “viadagem” uma coisa meio homofóbica. Eu não acho não. Acho que esse termo já significa frescura. As vezes mais usado pra depreciar a mulher do que propriamente um gay. Por ser associado a fazer coisas femininas, como se isso fosse ruim. Mas quando se trata de frescura estética, por exemplo, acho só um termo pra designar isso mesmo. Quem gosta de cuidar do corpo, das roupas, da aparência e etc.

PermalinkPermalink 26.10.09 @ 10:43



Comentário de: Luis

Não acho esse texto machista. Com certeza generalista, mas isso você fez questão de ressaltar... O problema que eu vejo é o mesmo de um outro texto que falava sobre bdsm e mulheres submissas (que podiam facilmente encontrar homens (socialmente) dominadores). Lembro que veio uma enxurrada de gentes criticar, diferenciando uma dominação social de uma dominação "teatral" do bdsm.

As vezes no texto da entender que essa esquizofrenia ou submissão são escolhas conscientes. Tem um "Q" de culpa recaindo sobre as mulheres. Tipo nos textos do gravataí mesmo.. guerra dos sexos, mulheres são muito assim, ó que perversas! homens são muito assado, ó que malvados! no fim do texto isso fica bem claro:

"As mulheres têm todo o direito de casar com um neandertal e depois decidir que querem um cro-magnon. Mas então que troquem de modelo. Maldade é querer exigir que um bruto, com quem casaram por ser um bruto, de repente tenha rompantes de lorde."

apesar de vc dizer que é uma questão de educação, pra mim essa coisa meio guerra dos sexos fica mais forte..

PermalinkPermalink 26.10.09 @ 10:52



Comentário de: Alexandre · http://www.nadasou.wordpress.com

Esse texto não é machista, é excelente. Quem chama isso de machista é por corporativismo. Não quer raciocinar e é não consegue escutar um comentário crítico sobre "os seus".

PermalinkPermalink 26.10.09 @ 12:45



Comentário de: Hugo

Como bom contra-revolucionário, gostaria de ver Castro deposto e Almeida restituido ao poder.

PermalinkPermalink 26.10.09 @ 13:29



Comentário de: Diogo

Apoiado, Hugo!

PermalinkPermalink 26.10.09 @ 15:54



Comentário de: Alex Castro Email

lola,

uma coisa q aprendi com a historia do termo "queer" é que sou eu que decido quando sou elogiado ou não. :) como tb disse em outro post, quem sabe da ofensa é o ofendido e, por isso, eu escolho nunca me ofender. levo tudo como se fosse elogio. :)

e, sério, eu tenho MUITO interesse em saber quais sao as coisas q vc discorda nos meus textos. eu escrevo textos pra saber o que VC tem a dizer (vc, a debora, a alessandra, até o plausivel, etc). Ou seja, as pessoas interessantes e inteligentes que eu respeito mesmo qd discordo. Taí a Cynthia q fez um comentário lindo que mudou toda a minha percepção no outro post.

eu não escrevo pra saber o que malucos como o Golgo tem a dizer. se pessoas como vc não falarem nada e a caixa de comentários ficar entregue aos golgos e jorges nobres da vida, eu provavelmente vou parar de escrever por pura falta de incentivo.

sério. eu quero saber.

considere como se fosse meu pagamento pelo post. :)

PermalinkPermalink 26.10.09 @ 16:05



Comentário de: Roger Moreira

Eu já lia o blog naquela época. Você era um excelente cronista de costumes e um polemista bastante interessante e construtivo. Depois foi tomando outro rumo. Não vi direito essa transformação, pois fiquei quase uns dois anos sem aparecer por aqui. Hoje faço um esforço sincero pra entender onde você quer chegar com seus novos pontos. Mas acho complicado, pois, grosso modo vem defendendo posições que eu mesmo já tive, mas abandonei a anos. Agora, se for pra dar um depoimento pessoal acerca destes seus primeiros textos, eles certamente tiveram algo a ver com os rumos que dei a minha vida afetiva. Lembro que achei neles uma coerência de organização de pensamento que eu vinha tentando dar a algumas idéias e ainda não tinha atingido.

PermalinkPermalink 26.10.09 @ 16:48



Comentário de: FlaviaQ

Alex, eu nao tenho certeza se os homens sabem o que querem. Eles também acham que querem uma mulher moderna, mas no fundo, ficam ansiosos com isso.

Acho que ambos os sexos estao muito confusos.

Escrevi sobre isso nos comentários de outro post.

Beijos

PermalinkPermalink 26.10.09 @ 16:53



Comentário de: Marcus

Alex, leio o blog há muito tempo mas raramente comento.

Minha opinião sobre os teus textos: a fase atual me interessa demais pelos temas, mas considero suas idéias ainda pouco maduras, embora com ótimos insights. Você me parece muito pouco aberto às críticas e talvez isso venha a prejudicar o desenvolvimento dessas idéias, o que seria uma pena. Opto por não dar exemplos.

A fase antiga é boa pra caralho, sua escrita era mais trabalhada (e isso me agrada bastante) e as reflexões, muito maduras - tanto que influenciaram demais minha forma de pensar sobre relacionamentos e sobre mim mesmo. Ficaria feliz de ler outros posts como aqueles, embora isto seja meu gosto pessoal.

Um abraço,
Marcus.

PermalinkPermalink 26.10.09 @ 17:49



Comentário de: Vanessa · http://www.vanprates.blogspot.com

Lauren falou uma coisa muito pertinente a respeito de alguns homens que dizem gostar de mulheres 'independentes, cultas, espertas' e blábláblá...

Sabe o que eu penso, Lauren?
Vou lhe responder com alguns 'argumentos-de-bar' de alguns amigos que se declaram não-machistas(há-há-há;):
- Eles estão se aproveitando dessa tendência mais independente da mulher mais-feminista: de querer bancar tudo, ou quase tudo; porque pra eles é ainda melhor. Não precisam deixar um tostão; no máximo 50% do gasto. Ainda comem e se divertem...

Olha, sinceramente, eu quero que se foda... Se resolvo pagar meia conta ou uma conta inteira. Porque na verdade estaria me divertindo da mesma maneira.
Só que a coisa se complica um pouco ao se imaginar vivendo com um 'homem assim'. É meio infeliz, até.

Porque no fundo, em questão de valores/moral a coisa está na mesma: ainda pensam que carregam os controles remotos; seja sobre nossas vontades, seja sobre nossos corpos...

___

Alex,

Também não achei nada homofóbico o termo 'viadagem' utilizado no texto. Porque a conceituação aí é outra, ainda que sua raíz seja preconceituosa (acho exagero ficar se policiando o tempo todo no que pode/deve ou não falar. tenho que analisar a etimologia da palavra antes de lançá-la?)

Tampouco acredito que seu texto seja machista. Você só colocou observações corriqueiras; ele é até ingênuo, isso sim.
Gostei bastante.

____

Ô, Lola, caramba. Não precisa ver como elogio. Acho que nem foi o caso...Foi somente uma comparação. E mesmo que você discorde, não acredito ser necessário fazer esse tipo de comentário.
Soou agressivo.

PermalinkPermalink 26.10.09 @ 17:50



Comentário de: Marcio E. Goncalves

"Gostem ou nao gostem do texto de 2003, quem quiser chamá-lo de machista, por favor, indique onde e pq. Ele trata homens e mulheres como rigorosamente iguais e toda a analise q ele faz é de como a sociedade percebe e espera o comportamento "certo" feminino e masculino"

Voce foi machista na visao de muitos exatamente por tratar o homem e mulheres como iguais.

Eh o mesmo pensamento que vc tem utilizado recentemente quanto a negros, usando um conceito recorrente aqui nos EUA:

nao se pode tratar desiguais igualmente, pois seria (insera seu favorito aqui: racismo, machismo, etc...) contra o oprimido.

Em uma sociedade patriarcal e machista opressora vc nao pode analisar as acoes femininas com os mesmos padroes que analise as masculinas. Se o faz esta sendo machista mesmo sem saber.




PermalinkPermalink 26.10.09 @ 18:57



Comentário de: Adam · http://suspensaodejuizo.wordpress.com

Márcio, como assim ele trata homens e mulheres como iguais? O texto todo é justamente sobre as diferenças!

Talvez chamem o texto de "machista" por trabalhar com estereótipos, ou pelos comentários do Alex sobre as próprias viadagens, mas não vejo como poderia ser por tratar homens e mulheres como "iguais".

(De resto, e embora tenha aprendido muito com os debates recentes, ainda acho que o Alex cronista de costumes era o "melhor dos três" que já existiram. Ele faz falta...)

PermalinkPermalink 26.10.09 @ 20:17



Comentário de: Breno Kümmel

Márcio: então coerência é um padrão masculino?

PermalinkPermalink 26.10.09 @ 20:21



Comentário de: Marcio E. Goncalves

"Márcio, como assim ele trata homens e mulheres como iguais? O texto todo é justamente sobre as diferenças!"

"Igual" no sentido liberal Adam - de um ser humano (um individuo com razao, livre arbitrio e direitos inalienaveis) no mesmo nivel do homem, nem superior, nem inferior.

Esse texto de 2003 eh da epoca em que o Alex realmente podia er chamado de Liberal e Libertario - eh um otimo exemplo de um bom texto liberal e nao de liberal ou libertario sem nocao..

Eh um texto que ao mesmo tempo que nao ignora a existencia de pressoes externas e coletivas (no caso do texto, a expectativa de que a mulher eh quem "cuida" do marido) mas tambem nao vitimiza nem a mulher, nem o homem, lembrando que no final, mesmo com todas as pressoes externas/coletivas, a escolha final (de se importar com tais pressoes ou nao; de escolher o parceiro ou nao, etc...) fica a cargo do individuo.

Eh um grande texto na minha opiniao - pena que tal autor nao existe mais. :P

PermalinkPermalink 26.10.09 @ 21:11



Comentário de: alex castro

"Eh um grande texto na minha opiniao - pena que tal autor nao existe mais. :P"

q descanse em paz, pobre coitado....

PermalinkPermalink 26.10.09 @ 22:19



Comentário de: Karina

Eu também prefiro a fase atual. A fase antiga era boa também, mas parcida com tantos outros...

PermalinkPermalink 27.10.09 @ 08:58



Comentário de: Igor · http://igorbarbosa.apostos.com

Alex,

Água não se faz de moléculas de oxigênio e hidrogênio, mas de átomos de oxigênio e hidrogênio. H2O = molécula.

Abs,

PermalinkPermalink 27.10.09 @ 08:59



Comentário de: Tiago Lorenzo

As "duas fases" de Alex são excelentes de se ler. Mas a segunda consegue ser ainda mais interessante que a primeira.

Ele saiu de uma perspectiva puramente individual (que sim, é interessante também) para pensar o "Liberal, Libertário, Libertino" coletivamente.
Que é um esforço intelectual muito mais complicado, inclusive.
E é por isso que ele é agora chamado de "comunista". (hahahahahahaha!)

Para as pessoas que pensam a sociedade como simples soma de individualidades, qualquer esforço intelectual de pensar a sociedade enquanto coletividade significa "comunismo".

(Eu fico até imaginando o esquema mental: "epa, esse cara falou em sociedade, logo é socialista! Ele falou em coletividade comunista descarado! Ele falou de movimento social a partir de um critério comum de identidade: terrorista!)

Parabéns Alex, pelas duas "fases". Mas especialmente para a segunda.

(Seu comunista-ditador do politicamente correto-esquerdinha adolescente de diretorio acadêmico que não cresceu!)

:P



PermalinkPermalink 27.10.09 @ 12:14



Comentário de: Te

Pois eu não acho que o Cruz Almeida não existe mais. Cruz Almeida/Castro são como a Capitu menina/mulher: a fruta dentro da casca.

Boa lembrança a desse texto. É o conflito de muitas mulheres, dentre elas as apresentadas na reportagem da Época: uma tinha marido mas não tinha carreira e quando conseguiu uma carreira não tinha mais marido. Outra está tão estafada em se esmerar em ser profissional, dona de casa, mãe e mulher bonita que chega a questionar se a emancipação feminina foi mesmo um ganho.

É uma questão de escolha, não dá pra ter tudo ao mesmo tempo, como mostra essa poesia da Cecília Meireles:

Ou isto ou aquilo

Ou se tem chuva ou não se tem sol,
ou se tem sol ou não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
Quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!
Ou guardo dinheiro e não compro doce,
ou compro doce e não guardo dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.

PermalinkPermalink 27.10.09 @ 16:03



Comentário de: Marcio E. Goncalves

"Para as pessoas que pensam a sociedade como simples soma de individualidades, qualquer esforço intelectual de pensar a sociedade enquanto coletividade significa "comunismo". "

Olha, meu problema com a nova fase dele definitivamente nao eh pq ele tenha ido p/ Esquerda.

Alguns dos meus escritores favoritos sao de Esquerda. Bakunin (que me livrou de Marx ainda na adolescencia), e Hakim Bey, por exemplo em termos filosoficos/historicos/socias. Ou William Gibson, Ursula K. Le Guin e Mieville para ficar com alguns de ficcao.

O problema eh que o Alex era um liberal sofisticado (sem cair em simplismos tipo anarco-capitalismo ou conservadorismo maluco) e virou um esquerdista cliche, repetindo coisas que se ouve em qualquer cantina de curso de Historia/Ciencias Sociais decente.

(e nao, em nenhum momento o considerei comunista ou coisa do tipo. Mas sim um "liberal" americano normal, como quase todo mundo que conehco aqui em San Francisco)

E simplista - ja que o pensamento esquerdista dele nao mostra a sofisticacao que mostrava na fase liberal. Se o Alex liberal entendia e aceitava a importancia e pressoes da sociedade no individuo, o Alex esquerdista parece ter demonizado e ignorado o individuo.

Me parece deslumbramento de adolescente que acabou de descobrir uma nova ideologia.

Enfim, mas o Alex continua escrevendo muito bem, o que ja o coloca a frente de 90% dos outros blogs brasileiros. Razao pela qual eu (e outros que gostavam da velha fase) ainda apareco aqui.

E ele causa boas polemicas, o que torna os comentarios aqui mais divertidos do que grande parte dos foruns.

PermalinkPermalink 27.10.09 @ 19:45



Comentário de: JCCyC · http://rsnda.blogspot.com

A humanidade está, em geral, desesperadamente necessitada de um espírito de foda-se, para eliminar neuras, culpas, medos et caterva. Não todos, claro, mas um bom número.

Essa de querer uma coisa e o seu oposto ao mesmo tempo, e achar que tem obrigação de conseguir os dois, é um caso clássico.

Prisões, prisões, prisões. Cada vez mais concordo com o Alex em enxergar os males do mundo na forma de prisões. Prisões terríveis, porque (a) um dos carcereiros é você próprio, e (b) há outros carcereiros além de você, determinados a te colocar na linha se você manifestar desejo de deixar de ser carcereiro.

Prisões, prisões, prisões. Várias. Se você se livrar de uma só, sua vida com certeza vai ficar melhor. Nem que seja só um pouquinho. Mas sempre tem outra cela nova, doidinha pra te sugar. Ou uma das antigas, com tecnologia anti-fuga atualizada. Ou com carcereiros mais hábeis. Ou ambas as coisas.

Prisões, prisões, prisões. Prisões que vêm com um mandamento que proíbe você de considerar as prisões prisões. E outro que te obriga a evitar pessoas que declaram que as prisões são prisões. E mais outros que eu esqueci, porque tem mais um mandamento que proíbe você de estar consciente de todos os mandamentos.

Prisões, prisões, prisões. Alimentadas por uma força policial altamente especializada e bem treinada, composta por entidades humanas e não-humanas, materiais e não materiais. Eles tem uma mangueira anti-tumulto que jorra um corrosivo na palavra "liberdade" até fazê-la perder todo o significado. A corrosão nunca é perfeita, mas em geral faz o serviço direitinho. A polícia cumpre o seu dever o melhor que pode.

Prisões, prisões, prisões. O petróleo que move a economia mental do mundo, o free-market esmagador do ser, o consenso de Washington de que você tem mais é que se fuder, o equilíbrio do terror. Quanto mais terror, mais equilíbrio. O equilíbrio, o bem-estar, a prosperidade da comunidade global de monstros que não existem mas existem, que dependem das várias formas de miséria para o seu existir-mas-não-existir. Sempre alerta para a economia não entrar em colapso, os monstros, assim como qualquer ser, prezam a sua sobrevivência. Ou, no caso, sobrevivência-mas-não-sobrevivência. Pois eles são entidades abstratas de Schrödinger, num estado bizarro de superposição entre estar e não estar lá.

Matar uma fera que você só consegue enxergar com o rabo do olho, mesmo que ela esteja (mas-não-esteja) bem ali na sua frente, é foda. Muito mais difícil que atirar num prato ejetado por uma catapulta, ou num pato voando.

Mas precisamos entrar num curso de tiro. Precisamos, precisamos, precisamos.

Porque, como os patos, eles sangram. Como os pratos, eles quebram. Saber disso é fundamental.

PermalinkPermalink 27.10.09 @ 19:50



Comentário de: JCCyC · http://rsnda.blogspot.com

A propósito, acho que o melhor termo para usar em vez de "viadagem" é "frescura". Mas sei lá, estou aberto a sugestões.

PermalinkPermalink 27.10.09 @ 19:55



Comentário de: Tiago Lorenzo

Márcio,

Você veja como são as coisas. Você diz que a análise de Alex se simplificou e que se tornou um "discursozinho de centro acadêmico".
Eu digo que a análise dele se sofisticou e agora é mais corajosa, já que sai do âmbito individual para o coletivo.



PermalinkPermalink 27.10.09 @ 22:03



Comentário de: Gisele

Alex, eu geralmente gosto dos seus textos, mas esse aí...quanto mimimi! E não concordo com as generalizações: "a mulher quer isso..." ou "a mulher age assim ou assado...". O modelo de mulher que você tomou para essas generalizações não tem nada a ver com a realidade de MILHÕES de outras mulheres.

PermalinkPermalink 27.10.09 @ 22:10



Comentário de: Tiago Lorenzo

A propósito: não só porque partiu do âmbito individual para o coletivo mas porque fez isso de forma BEM FEITA.

PermalinkPermalink 27.10.09 @ 22:16



Comentário de: Gisele

Tá parecendo mesmo aqueles textículos podres do Gravataí (com o perdão do trocadalho)...Um pouco mais sofisticado talvez...

PermalinkPermalink 27.10.09 @ 22:26



Comentário de: Adam · http://suspensaodejuizo.wordpress.com

Eu queria ver o Alex mandar o link do ASS para a Gisele, assim como fez com a Alessandra. Não por que eu discorde da Gisele, ou concorde com a Alessandra, ou mesmo espere "consistência", mas sim porque é um bom link, mesmo ;)

PermalinkPermalink 27.10.09 @ 22:39



Comentário de: Gisele

Cara, eu conheço esse blog! Mas esse tipo de blog faz parte da categoria "surrealista", à margem do mundo real, assim como o do Olavo de Carvalho. Rende boas gargalhadas, ao menos.

PermalinkPermalink 27.10.09 @ 23:12



Comentário de: Marcio E. Goncalves

"Eu digo que a análise dele se sofisticou e agora é mais corajosa, já que sai do âmbito individual para o coletivo."

O que ha de corajoso em repetir o senso comum existente no Brasil (lugar onde o coletivo, porem na forma peculirar de familai extendida, predomina) e no ambiente de trabalho dele (o mundo academico nos EUA, majoritariamente de esquerda)?

E digo que nao eh sofisticado pq eh sim lugar comum de um "liberal" (no sentido americano, a esquerda daqui). Eh coisa que vc le em qualquer Newsweek e Time da vida. Ou ouve o John Stewart (que eu adoro por sinal) falando e fazendo graca no Daily Show.
Eh o senso-comum americano atual.

Incluindo o lado ruim de tudo isso, como a racializacao, o "separated but equal" disfarcado de multiculturalismo.



PermalinkPermalink 27.10.09 @ 23:22



Comentário de: Eu de novo

A BRASILEIRA SE SENTE INFELIZ
Trechos de uma entrevista a antropologa Mirian Goldenberg

Na comparação com as alemãs, alvo de sua pesquisa, como se saem as mulheres brasileiras?

Acho que esta comparação é bem interessante porque opõe dois extremos. Lá, na Alemanha, temos um tipo de mulher que valoriza a independência, a liberdade, a autonomia. Que pode ou não se casar. Que pode ou não ter filhos - para elas, tanto faz. E aqui, no Brasil, encontramos um tipo de mulher que investe muito na parceria amorosa, nos filhos, na família. Um dado curioso é que a mulher brasileira nunca esteve tão bem, como agora, em termos de educação, de trabalho, de qualidade de vida, de ser ouvida e respeitada. Só que, apesar deste bom momento, nas minhas pesquisas entre mulheres da faixa dos 40 anos eu encontro um discurso de vitimização. É o que eu chamo de miséria subjetiva.
(...)
O discurso dessas mulheres gira em torno de duas questões: o homem (ou a falta dele) e a decadência do corpo.O que é que essas mulheres me dizem? Primeiro, aparece um discurso que é muito típico da mulher brasileira:"Falta homem no mercado", "os homens da minha idade não querem mulheres da minha idade, querem uma mulher muito mais jovem", "quando um homem se separa, imediatamente ele se casa, enquanto, para a mulher, é muito mais difícil encontrar um parceiro que a respeite". Esse é o discurso centrado no homem. Já o discurso feminino centrado na decadência do corpo traz muito fortemente percepções do tipo "meu corpo já não é mais o mesmo", "eu me tornei invisível", "eu não me acho mais uma mulher atraente", "não sou considerada uma mulher desejável". Esses dois discursos aparecem com muita força. É um discurso de vitimização. Eu chamo este fenômeno de "miséria subjetiva" porque, se você olhar para as conquistas da mulher que pratica esse discurso, verá que ela tem dinheiro, tem independência, ela está se realizando, está bem fisicamente. Mas ela não internaliza as conquistas objetivas como um poder... Já na Alemanha, eu encontrei a mulher poderosa - subjetivamente e objetivamente.



(....)Na Alemanha, as mulheres são respeitadíssimas sem pintar o cabelo, vestindo roupas largas, não usando salto alto e maquiagem. Porque elas são respeitadas pelas ideias, pela personalidade, pelo charme, pelo carisma, e não pelo corpo. Até pega mal lá você investir demais no corpo. É como se você estivesse ociosa, gastando com seu corpo um tempo em que você poderia estar fazendo coisas muito mais importantes - estudando, trabalhando. A mulher que gasta muito com roupa, que investe em botox, plástica, para ter uma aparência sexy, não é bem percebida no mercado de trabalho. São valores opostos aos daqui.

(....)Percebi, nas minhas pesquisas, que quando uma mulher não tem o marido, que é o desejo mais profundo em todas as entrevistadas, ela atribui valor ao fato de ter um homem. Se ela não tem o capital marital, o amante também é um valor. Porque a pior coisa para uma mulher nessa faixa etária é não ter um homem. É a pior situação. Mas se ela tem um homem ... ela o considera fiel, porque é todo seu, e só está com a outra, com a esposa, por obrigação e por acomodação. Ela acredita que ele não tem relação sexual com a esposa, que ele não ama a esposa. Então, numa cultura em que ter um homem é um valor tão fundamental, para a mulher brasileira se sentir valorizada até um amante é um capital. E ela E ela constrói o mesmo tipo de discurso da esposa. "Ele é dependente de mim, ele precisa de mim, eu sou a relação mais importante da vida dele." Então, esposas e amantes nesse ponto são muito parecidas.


Visitem os site http://www.amanha.com.br/NoticiaDetalhe.aspx?NoticiaID=431781b1-7690-4136-ae91-564b07d24b1f


PermalinkPermalink 28.10.09 @ 08:50



Comentário de: Tiago Lorenzo

Márcio, você jura que vê lugar comum nisso?

Os temas como machismo, racismo, podem até ser "lugares comum". Todos discutem, dão opiniões, etc.
Agora, a FORMA e a sofisticação ao se discutir esses assuntos é que fazem toda a diferença.
E eu não enxergo lugar comum nenhum aí.

PermalinkPermalink 28.10.09 @ 10:05



Comentário de: Gustavo

alex,

o que é, estilisticamente falando, "escrever como o gravataí"?

PermalinkPermalink 28.10.09 @ 14:05



Comentário de: Adriana · http://http//anndixson.blogspot.com

Há vários implícitos no seu texto que são machistas, embora você explicite que as mulheres são (nas suas palavras) : "independentes,inteligentes,doutoradas e barbadas". Veja nessas frases a seguir como pelas entrelinhas você acaba por sugerir que as mulheres não são exatamente como o que você afirma:
“ao longo da semana anterior ela estressadíssima”...Ora, ela estava estressada há uma semana com sua roupa, como se a prioridade de sua vida fosse realmente roupas...enfim, uma bonequinha de luxo. Aliás, você mesmo cita uma boneca no texto: “ a esposa que não consegue vestir direito seu próprio Ken”... A metáfora é inegável. Me pergunto se as mulheres doutoradas e inteligentes brincariam com suas Barbies atualmente. Além disso, você diz: “um problema bobo de deixar mulher nervosa à toa”...isto é, afirma que a mulher fica nervosa com qualquer tipo de problema, mesmo os imbecis. E segue: “As mulheres têm essa mania totalmente machista, aliás, de achar que ter um homem por perto resolve tudo.” Isso implica dizer que a mulher não sabe resolver problemas por si mesma. O que me leva a pensar no texto como machista são suas afirmações categóricas, como essa acima. A escolha irônica do subtítulo: “o neaderthal e a mulherzinha” também pressupõe a mulher como inferior. Sorry , Alex, mas lá pelas tantas você se entrega ao falar do seu amigo beberrão: “se encontrar uma mulher que se presta a esse papel, e existem muitas...”Sim, podem existir muitas,porque o mundo ainda é machista.Minha conclusão é essa, o mundo ainda é machista, a despeito de todos os esforços que as independentes façam.Mudar isso é mudar a cultura, e isso é trabalhoso demais, tendo em vista que são poucas as mulheres que sabem como fazer.Afora isso, o texto tem bom humor e é bem escrito.Como disse anteriormente, gosto de como o Alex escrvia em 2003 e como escreve hoje. Mesmo que suas ideias sejam diferentes das minhas.O que, aliás, acho ótimo.

PermalinkPermalink 28.10.09 @ 16:38



Comentário de: Alex Castro Email

Alex, mas lá pelas tantas você se entrega ao falar do seu amigo beberrão: “se encontrar uma mulher que se presta a esse papel, e existem muitas...”Sim, podem existir muitas,porque o mundo ainda é machista.Minha conclusão é essa, o mundo ainda é machista, a despeito de todos os esforços que as independentes façam.

Hmmm... deixa eu ver se eu entendi... vc diz q eu me entrego no meu machismo pq digo que mts mulheres se prestariam a se casar com um homem machista? é isso?

eu até perguntaria se vc acha que não, mas já na frase seguinte vc diz q concorda com minha afirmação!

então eu não entendo mais nada. vc tb é machista??

o fato de eu afirmar (uma afirmação com a qual vc concorda) q mts mulheres se prestam a casar com um homem machista faz de mim um machista??

é isso mesmo?

sério, confirma aí.

por enquanto, está parecendo aquele argumento que diz que quem denuncia o racismo é racista....

me parece que vc está confundindo uma situação de fato (que vc concorda comigo que existe!!!!) com um "elogio" meu a essa situação...

(alias, essa situação é assim não só pq o mundo é machista mas tb pq tem gosto pra tudo. eu conheco homens e mulheres que gostam de apanhar, gostam mesmo, e procuram parceiros que lhes espanquem. conheco homens e mulheres q gostam de comer cocô. de se fantasiar de crianca. etc etc. entao, mesmo se o mundo não fosse machista, tb haveria homens E mulheres buscando parceiros que os dominassem....)

PermalinkPermalink 28.10.09 @ 17:03



Comentário de: Indy · http://adapt-se.blogspot.com/

Bom nao sei de que torres vc esta falado,mais noa são as torres gemes do tão falado 11 de setembro.Pois era 2002 eu me lembro muito bem,eu tinha menstruado pela primeira vez,e tava com raiva do mundo,queria que o mundo todo pegasse fogo,bom sabe esse lance do the secret,pois então eu acho que funcionou nesse dia,nao tinha nada a ver com atentados terroristas e nem com o então presidente Busch,e muito menos teoriada conspiraçao,e os iluminat e a nova ordem mundial,era só o resultado de minha TPM,eu admito,eu só tive outra TPM dessas no Tsunami,mais isso é outra história.

PermalinkPermalink 28.10.09 @ 17:32



Comentário de: Indy · http://adapt-se.blogspot.com/

e é: falando e Gemeas,que burra,eu tava com pressa.

PermalinkPermalink 28.10.09 @ 17:34



Comentário de: Andréia Freire

Concordo, que mesmo em um mundo não machista ainda teríamos pessoas de ambos os sexos querendo alguém que os dominassem. Mas também não podemos excluir o fato das mulheres crescerem unm contexto machista e que são muito influenciadas por ele. Então fica muito difícil separar um gosto puramente pessoal de uma pressão social, só saberiamos isso numa contexto livre não-machista.

PermalinkPermalink 28.10.09 @ 18:40



Comentário de: Alex Castro Email

andreia,

mas eu nao to excluindo, ue! a frase começa dizendo que a situação está assim pq o mundo é machista!! essa só não é a UNICA explicação!!

"essa situação é assim não só pq o mundo é machista mas tb pq tem gosto pra tudo."

PermalinkPermalink 28.10.09 @ 18:44



Comentário de: Adriana · http://http//anndixson.blogspot.com

Alex, eu não sou machista, pelo contrário, mas reconheço que muito do mundo é machista. Só acho que seu texto está recheado de adjetivos e afirmações que denigrem a imagem de TODAS as mulheres, generalizando a "classe".Mas, como disse, são implícitos, nada está dado no texto, a gente pesca aqui e lá.TAlvez denegrir seja muito forte, mas compromete,pelo menos.De qualquer forma, acho que você utilizou muito da ironia e esse tipo de afirmação como um estilo, para fazer uma graça, e daí parece bom. Como eu também disse, isso acabou por deixar o texto engraçadinho e inteligente. Só que ele tem um tom machista,lá isso tem.

PermalinkPermalink 29.10.09 @ 00:03



Comentário de: Arthur Golgo Lucas · http://www.arthur.bio.br

"eu não escrevo pra saber o que malucos como o Golgo tem a dizer. se pessoas como vc não falarem nada e a caixa de comentários ficar entregue aos golgos e jorges nobres da vida, eu provavelmente vou parar de escrever por pura falta de incentivo." (Alex Castro)

Sabes o que é mais divertido em ler isso, Alex? É que eu me lembro do que tu escreveste nos Termos de Uso do LLL:

"Eu não levo minhas opiniões a sério. Eu não levo nenhum de vocês a sério. Eu não levo as opiniões de vocês a sério. Eu não levo esse blog a sério. Eu não levo o fenômeno blogs a sério. Eu não levo a vida a sério. Não há nada mais ridículo do que alguém falando passionalmente sobre um tema que leva a sério. Qualquer um fica chato, não tem jeito. Viver requer um mínimo de leveza, ou de cinismo, o que se puder arranjar." (Alex Castro)

Para quem não se leva a sério, não leva os outros a sério e diz que a vida precisa de leveza, não parece nem um pouco coerente citar um interlocutor que sempre foi gentil e civilizado para chamá-lo de burro e de maluco só porque diverge de ti sobre os métodos pelos quais se deve combater o racismo (e veja só, a divergência é apenas metodológica, não é de objetivos). Na verdade é uma atitude bem grosseira.

Mas o que mais me diverte é que aparentemente eu aprendo contigo muito mais do que tu aprendes comigo - e desta vez não é um elogio, embora seja outro presente que provavelmente não vais aproveitar - só que essa é uma escolha tua, eu não tenho nada a ver com isso. :)

PermalinkPermalink 29.10.09 @ 02:04



Comentário de: mariana

olha gogol, num è por nada nao.
vc pode ate se achar educado e gentil. mas è chato pra caralho.
ninguem quer saber a sua opiniao nem sobre as cotas nem sobre nada.
è falta de educacao ficar escrevendo aqui pra chamar gente pro seu blog.
o alex e todo o resto do mundo, tem todo direito de te considerar maluco.

PermalinkPermalink 29.10.09 @ 22:02



Comentário de: Alex Castro Email

mariana, muito bom. :)

o cara vem, escreve laudas e laudas, faz propagando do site dele, ninguém interrompe, censura, nada, e ele ainda acha q está sendo super legal e q todos temos (ou q eu tenho) obrigacao de dialogar com ele. :)

PermalinkPermalink 29.10.09 @ 22:43



Comentário de: Humberto

Mulheres generalizam os homens (muuuuuuuito) até não poder mais, mas odeiam ser generalizadas. Ué, olho por olho, dente por dente! Mais igualdade impossível.

Igualdade não é só no mundo encantado não. É na argumentação também, e quem não aguenta bebe leite.

PermalinkPermalink 01.11.09 @ 20:23



Comentário de: Carolina

Não achei o post machista. É mil vezes menos machista do que a maioria das coisas que as mulheres que eu conheço falam.
O estranho é que nunca pensei que alguém ligaria a roupa que meu namorado está usando à mim. Dei palpite nisso pouquíssimas vezes em muitos anos, só em casos extremos de combinações chocantes.

PermalinkPermalink 10.11.09 @ 12:40



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Diário de Leituras 2008

  • 100. Roediger, David R. The Wages of Whiteness. Race and the Making of American Working Class. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
  • 92. Matheson, Richard. I Am Legend. [EUA, 1954] Nov.11
  • 91. Alencar, José. O Tronco do Ipê. [Brasil, 1871] Nov.10
  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
  • 87. Teixeira e Souza, Antonio. O Filho do Pescador. [Brasil, 1843] (TulBib) Nov.6
  • 86. Almeida, Julia Lopes de. A Viúva Simões. [Brasil, 1897] (TulBib) Nov.6
  • 85. Ignatiev, Noel. How the Irish Became White. [EUA, 1995] (TulBib) Nov.
  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
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