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Falhamos com Nossas Mulheres

Minha amiga Selma está revoltada com "esse costume tão brasileiro de homens mais velhos casarem com mulheres mais novas". E eu, num primeiro momento, disse que ela estava exagerando, que não era pra tanto, etc.

Mas então passei em revista mental todos os amigos dos meu pai que estão mais ou menos na mesma faixa etário - ele tem 63 anos. Sem nenhuma exceção que pude lembrar, nenhum ainda está casado com a primeira esposa e todos casaram de novo com mulheres 15, 20, 30 anos mais novas. (A esposa do único casal que seria a exceção se matou ano passado.)

Não acho que cabe censurar nenhum deles individualmente. Na maioria dos casos, a começar pelo meu pai, os maridos respeitaram estritamente as leis e deixaram suas ex-esposas muito bem de vida. Todas as pessoas têm direito de se divorciar. Se todos cumprem a lei e agem eticamente, não cabe crítica individual.

Entretanto, quando olhamos para a situação como um todo, a situação mostra-se praticamente uma calamidade de saúde pública e uma indicação da estrutura inerentemente machista da sociedade brasileira. O divórcio, que a princípio foi uma bandeira e uma conquista feminina e feminista (favor não confundir), acabou saindo pela culatra e se tornando um meio legal e limpo para se trocar velhas esposas por jovens gatinhas.

Não estou falando somente de dinheiro. Sim, quase todos os homens do círculo do meu pai deixaram suas mulheres muito bem de vida - financeiramente.

Mas hoje, quando encontro com eles, esses homens estão invariavelmente felizes, com aspecto jovem, bronzeados, ricos, casados com mulheres lindas, no auge de suas carreiras ou recém-aposentados.

Já as mulheres estão quase todas sozinhas, ressentidas, magoadas, muitas gordas e alcoolatras, reclamando das vidas vazias e sem sentido, pois dedicaram boa parte da vida aos maridos (que foram embora) e aos filhos (que cresceram), quase nenhuma tinha carreira, e ou continuam ociosas e sem trabalhar até hoje, ou começaram uma carreira depois dos 40 e estão subempregadas.

Nós, como sociedade, falhamos miseravelmente com nossas mulheres.

 Corpo a Corpo com a Mulher: Pequena História das Transformações do Corpo Feminino no Brasil

* * *

Tive essa conversa com vários amigos e quase todos me disseram que eu estava delirando, que a experiência deles não era assim, que minha amostra era muito limitada.

E, de fato, pensei: o círculo de amigos do meu pai é bem restrito. Estou falando de homens brancos de classe média nascidos no eixo RJ-SP na década de 40, que enriqueceram/prosperaram nos anos 70 e 80, se separaram na década seguinte, e agora começam a se aposentar. Foram ou são empresários, banqueiros, altos executivos. Moram na Barra e em Higienópolis, em Ipanema e no Pacaembu, e têm casas em Búzios e Guarujá, Itaipava e Campos do Jordão. Não há dúvidas que se trata de um grupo totalmente a parte da sociedade brasileira.

Vai ver, pensei, não é o Brasil que é assim: só a República Leblon-Morumbi.

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* * *

Então, mês passado, leio a matéria abaixo, do Diário de SP, e percebo que sim, estamos diante de uma tendência algo generalizada:

Viúva Jovem: Pensão do INSS é paga por 35 anos

SÃO PAULO - Até pouco tempo atrás, o tempo médio que uma mulher viúva recebia a pensão por morte do marido era de 17 anos. Agora, já são 35 anos. É que o mostra um estudo do pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Paulo Tafner. Ele explica esse aumento pelo fato de dois terços dos homens separados acima de 50 anos se casarem de novo com mulheres mais novas.

Na faixa etária entre 60 e 64 anos, o percentual de homens que se casam com mulheres mais novas pula para 69%. A diferença chega a ultrapassar 30 anos. Além disso, dois terços das viúvas brasileiras têm atualmente outra fonte de renda.

- O Brasil não leva em conta se a viúva tem um emprego, diferentemente de outros países. Aqui, esse direito é vitalício e equivale a 100% da aposentadoria. O benefício também não depende da idade da mulher, do prazo decorrido da união ou se ela tem filhos menores - diz Tafner.

O país gastou R$ 25,9 milhões a mais em agosto passado com o pagamento de pensões por morte. Segundo a Previdência, o valor médio é de R$ 746. O número de pedidos de pensão por morte vem crescendo mês a mês. Só em agosto, foram incluídos 34.789 benefícios, 2,61% a mais do que o mês anterior, quando foram solicitadas 33.905 novas inclusões. Em junho passado, por sua vez, esse número era de 31.404.

 Mulheres Públicas: Participação Política e Poder

* * *

E, quando esse post já estava escrito faz tempo e esperando pra ser publicado, uma nova matéria da Revista Época (da minha querida Martha Mendonça, do saudoso Elas por Elas) apoiou outra percepção minha: de que as mulheres, depois de certa idade, tornam-se mesmo cada vez mais tristes.

Por que as mulheres são tão tristes?

Um estudo americano de 37 anos ilumina um terrível paradoxo: objetivamente, a vida das mulheres jamais foi tão boa. Subjetivamente, nunca foi pior.

Tema de reportagem do New York Times no dia 20 do mês passado, o paradoxo da infelicidade feminina ficou semanas entre as mais lidas e comentadas da versão on-line do jornal americano. “Será que a emancipação feminina beneficiou mais os homens que as mulheres?”, escreveu a colunista Maureen Dowd, conhecida por suas posições antifeministas. Indo mais longe, se poderia perguntar: será que os conservadores, que sempre denegriram o feminismo como antinatural, teriam razão? Será que as mulheres seriam mais felizes se retornassem ao papel tradicional de mãe e esposa? O assunto dividiu opiniões no blog de ÉPOCA Mulher 7x7. “Estou cansada? Culpada pela pouca atenção aos filhos? Sim. Sempre querendo ser a melhor no trabalho e também cuidar da beleza? Sim. Mas ainda assim prefiro a liberdade”, escreveu a leitora Carolina. Outra leitora, Andréa, pensa diferente: “Ao mesmo tempo que nossos direitos se multiplicaram, como acesso à educação, voto, mercado de trabalho, nossas responsabilidades cresceram exponencialmente. Temos de gerenciar casa, carreira, filhos, marido e ainda ser magras, cultas e sexy. Isso é irreal”. (leia matéria completa)

* * *

E vocês? O que vocês acham? Como é a situação no círculo social de vocês? E você, Jorge Nobre, o que acha da política de cotas nas universidades públicas?

* * *

Meu romance, entre outras coisas, é sobre a complexa condição feminina no Brasil de hoje:

Mulher de Um Homem Só

 

22.10.09


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Comentários, Trackbacks:


Comentário de: Leo · http://lmonasterio.blogspot.com

-Cada mulher mais velha que eh trocada por uma nova gera um homem novo disponivel para a aquela mulher mais velha.

- O fracasso teria sido apenas para uma geracao de mulheres. Afinal, as hoje novas serao viuvas cedo e ainda terao a pensao do finado.

- Uma nota menor: a partir dos 65 anos existem uns 3 idosos para cada 4 idosas. E o fenomeno fica ainda mais grave com a idade. Afinal, os homens morrem mais cedo e tem tb menos anos de vida com saude do que as mulheres.

Mais sobre o assunto da infelicidade feminina:
http://www.guernicamag.com/blog/1354/barbara_ehrenreich_are_women_g/

http://freakonomics.blogs.nytimes.com/2009/10/14/nickeled-and-dimed-by-barbara-ehrenreich/

PermalinkPermalink 22.10.09 @ 21:36



Comentário de: Adam · http://suspensaodejuizo.wordpress.com

Leo, acho que dizer

O fracasso teria sido apenas para uma geracao de mulheres. Afinal, as hoje novas serao viuvas cedo e ainda terao a pensao do finado


é meio fora da questão... ao menos pareceu para mim que o problema maior apresentado pelo Alex é o subjetivo. Tanto que as mulheres divorciadas, ele explicita, recebem todos os direitos financeiros.

Ademais, eu não entendi como

-Cada mulher mais velha que eh trocada por uma nova gera um homem novo disponivel para a aquela mulher mais velha.


Como isso acontece?

Até!

PermalinkPermalink 22.10.09 @ 21:51



Comentário de: Arthur Golgo Lucas · http://arthur.bio.br/

"será que os conservadores, que sempre denegriram o feminismo como antinatural, teriam razão?"

Óbvio.


PermalinkPermalink 22.10.09 @ 22:00



Comentário de: Arthur Golgo Lucas · http://arthur.bio.br/

"Não estou falando somente de dinheiro. Sim, quase todos os homens do círculo do meu pai deixaram suas mulheres muito bem de vida - financeiramente.

Mas hoje, quando encontro com eles, esses homens estão invariavelmente felizes, com aspecto jovem, bronzeados, ricos, casados com mulheres lindas, no auge de suas carreiras ou recém-aposentados.

Já as mulheres estão quase todas sozinhas, ressentidas, magoadas, muitas gordas e alcoolatras, reclamando das vidas vazias e sem sentido, pois dedicaram boa parte da vida aos maridos (que foram embora) e aos filhos (que cresceram), quase nenhuma tinha carreira, e ou continuam ociosas e sem trabalhar até hoje, ou começaram uma carreira depois dos 40 e estão subempregadas.

Nós, como sociedade, falhamos miseravelmente com nossas mulheres." (Alex Castro)

Mas elas não precisam de uma carreira, assim como não precisam se preocupar com subemprego, pois "estão muito bem de vida financeiramente".

A "falha", então, não é em termos de sustento.

Se não é em termos de sustento, qual é a falha?

Vou assitir o início da campanha "adote uma amante cinqüentona" aqui no LLL?

Qual a solução que tu propões para sanar essa "falha miserável", Alex?

PermalinkPermalink 22.10.09 @ 22:14



Comentário de: Arthur Golgo Lucas · http://arthur.bio.br/

Ou, noutras palavras, como é que se resolve o "preconceito estrutural, inerente, contra as mulheres cinqüentonas" da nossa sociedade, se individualmente ninguém em específico é responsável por ele? :-)

PermalinkPermalink 22.10.09 @ 22:17



Comentário de: Alex Castro Email

Leo,

Excelentes links. Realmente, a Eirenreich(sic) pagou mico na desleitura dela. Aliás, falando em desleitura...

Golgo,

Pra saber o que proponho para resolver esse problema, sugiro q consulte a seguinte url:

http://www.interney.net/blogs/lll/2009/10/07/mas_afinal_qual_e_a_solucao/

PermalinkPermalink 22.10.09 @ 22:18



Comentário de: Alessandra · http://alessandrasouza.blogspot.com

"Cada mulher mais velha que eh trocada por uma nova gera um homem novo disponivel para a aquela mulher mais velha."

Não exatamente. Ela gera, em teoria(e põe teoria aí;), um homem jovem solteiro. Acontece que esse homem solteiro também não está interessado em mulheres mais velhas. Eles querem uma mulher da mesma idade ou mais nova ainda. E as tais mulheres mais velhas talvez também nem querem esse tal homem mais jovem, que não é provavelmente tão independente e sofisticado quanto elas gostariam, além de estarem ainda na fase de galinhar.

- O fracasso teria sido apenas para uma geracao de mulheres. Afinal, as hoje novas serao viuvas cedo e ainda terao a pensao do finado.

De que adianta esse tal sucesso financeiro por proxy se ele só vai servir para pagar os antidepressivos e a terapia? Quem faz companhia para essas mulheres?

"A "falha", então, não é em termos de sustento.

Se não é em termos de sustento, qual é a falha?"

Não é óbvio? A falha é afetiva. Essas mulheres tem duas opções: ou ficam sozinhas e tristes ou viram cougars e são alvo de ridículo.

No fim das contas, talvez esses dados sirvam para demonstrar que, pelo menos em grande parte, velhos estereótipos a respeito de seleção de parceiros continuam valendo: mulheres querem um bom provedor que assuma as responsabilidades e homens querem uma mulher bonita e fértil que não reclame muito e faça boa figura na frente dos amigos. Nature or nurture?

PermalinkPermalink 22.10.09 @ 22:38



Comentário de: cavalca · http://pergunteaocavalca.trecosetrapos.org

No meu meio social, essa situação não é tão comum. Mas pensando macro, é exatamente isso aí. Eu que trabalhava com previdência até ontem é que sei.

Outra coisa: esse problema das 'divorciadas sem carreira' é um problema mais restrito (não exclusivo!) das gerações mais velhas. Já que a mulher vem conquistando espaço importante no mercado de trabalho e etc.

E ainda tem o número de filhos por mulher que vem caindo. Se hoje em dia já está em menos de 2, imagina se descontarmos as camadas mais pobres.

PermalinkPermalink 22.10.09 @ 22:54



Comentário de: alex castro

ale,

eu nao sei se podemos dizer que as mulheres mais velhas e independentes financeiramente querem um bom provedor que assuma as responsabilidades...

de certo modo, talvez, se quisessem, talvez fosse mais facil de encontrar homem, pq tem mt homem querendo se prestar esse papel...

o problema dessas mulheres eh q elas nao querem nem "um homem q cuide delas" (como pretensamente querem as mulheres jovens e ainda nao financeiramente independentes) e tb nao estao dispostas a fazer como os homens mais velhos e financeiramente independentes e "comprar" um parceiro mais novo, efetivamente trocando dinheiro e seguranca financeira por carnes rijas e beleza.

entao, acabam caindo em uma busca quase futil por o tal mitico "homem-companheiro", q parece q nao existe.

PermalinkPermalink 22.10.09 @ 22:56



Comentário de: dAnI

Complicado falar em relação a isso qd se está do outro lado.
Tenho 28 anos, sou casada há 2 com um cara 17 anos mais velho que eu, e que tb veio de um casamento de mais de 20 anos.

Mas existe um ponto que se deve ser exaltado. O fato é que normalmente não é mais um casamento completo...é cheio de falhas, mas apoiado na comodidade.
Impreterivelmente aparece alguém que faz surgir a sensação de se sentir vivo, de que ainda "dá um caldo"!
Bum...se for correspondido, já era ...
E se as mulheres ficam sozinhas depois, é porque não querem assumir que podem viver uma nova vida, e tem um certo preconceito de trazer pra casa alguém pra começar e dividir tudo de novo.
Um dia li que homem é que nem caixa de isopor, só encher de cerveja e levar pra onde quiser. Mais ou menos assim, mas não necessariamente só de cerveja. Homem precisa ser amado, paparicado, e mandado..por isso casam de novo e começam do zero, sem medo de ser feliz.

PermalinkPermalink 22.10.09 @ 23:13



Comentário de: Breno Kümmel

Tenho um tio meu que aos 40 anos se divorciou e casou de novo, com uma mulher de 20. O casamento durou duas vezes mais do que o primeiro (foi até ele morrer).

Mas, claro, acho que no geral é simplesmente porque homem prefere mulher mais jovem, 95% das vezes. Até mulher prefere mulher mais jovem. Sorry, ladies, better luck next time.

PermalinkPermalink 22.10.09 @ 23:34



Comentário de: Leo · http://lmonasterio.blogspot.com

Adam,

Explicando: O homem velho, ao pegar a mulher nova, faz com que "falte" uma mulher nova para o homem novo. Sacou?

Alessandra,

"E as tais mulheres mais velhas talvez também nem querem esse tal homem mais jovem, que não é provavelmente tão independente e sofisticado quanto elas gostariam, além de estarem ainda na fase de galinhar.
De que adianta esse tal sucesso financeiro por proxy se ele só vai servir para pagar os antidepressivos e a terapia? Quem faz companhia para essas mulheres?"

O que eu disse eh que existe uma grande parcela de viuvas jovens que poderao recomecar a vida. Nada de errado com isso.
Bom, entao o problema eh que as coroas nao querem os garotoes (que, logicamente, devem estar sobrando). Talvez estejamos em um momento de transicao. As coroas da nova geracao tlvz sejam mais liberadas e nao se preocuparao em se relacionar com homens mais jovens.

Enfim, de um jeito ou de outro a sociedade se adapta a essas mudancas. Lembrem-se que umas poucas decadas atras uma mulher de 30 era era considerada coroa? Hoje, os 30 sao os 50. Maravilha.

PermalinkPermalink 22.10.09 @ 23:35



Comentário de: Leo · http://lmonasterio.blogspot.com

Reescrevendo:
onde se le:
" As coroas da nova geracao tlvz sejam mais liberadas e nao se preocuparao em se relacionar com homens mais jovens"

leia-se:
As coroas da nova geracao tlvz sejam mais liberadas e nao se IMPORTARAO em se relacionar com homens mais jovens"

PermalinkPermalink 22.10.09 @ 23:39



Comentário de: Dênis Corrêa · http://ttecnocaos.blogspot.com/

vale a dica do hermeneuta:
http://ohermenauta.wordpress.com/2009/08/23/inss-vs-big-pharma/

pra mim o rombo da previdência com as jovens viúvas é bastante preocupante.

Quanto as velhas solteiras... é triste, mas é verdade: afinal, por algum motivo criou-se o hábito religioso de dizer que o casamento nem Deus desfaz.

Agora, é cada um por si, e Deus coçando o saco.

PS: não estou defendendo a volta do casamento católico (até porq ele vai bem obrigado), mas a modernidade, às vezes, traz um monte de problemas junto com suas soluções.

PermalinkPermalink 23.10.09 @ 00:17



Comentário de: Dênis Corrêa · http://ttecnocaos.blogspot.com/

alias, hermenauta, tracadalho do carilho.

PermalinkPermalink 23.10.09 @ 00:19



Comentário de: Indy · http://adapt-se.blogspot.com/

“Nós, como sociedade, falhamos miseravelmente com nossas mulheres.”

Apoiado Alex!
É isso mesmo homens, seus filhos de outros homens; Eu odeio homens por eles serem como são. Como vocês podem ser assim, céus que ódio de vocês. Tudo conspira a favor de vocês, podem comer quantas mulheres quiserem e vocês não engravidam e ninguém recrimina se vocês resolvem abandonar a família.Eu cresci sem pai e a minha mãe teve 4 maridos (e esta prestes a se casar novamente).Eu sou testemunha de como vocês são terríveis, e eu generalizo sim ta.Em se tratando de homens podemos esperar tudo quanto é merda.Tão frios e tão alheios a tudo que nos acontece.Odeio essa neutralidade que vocês tem nada e nem ninguém os bala nunca.
Nos mulheres resolvemos lutar pelos nossos direitos, grandes direitos. Temos direitos de termos mais deveres. As mulheres podem ir à lua, mas quando voltar ainda tem que lavar a louça.
Os homens querem dividir as despesas inclusive as do motel bares e afins. Vocês não sofrem com o efeito da idade, ficam até mais charmosos. São infiéis sem se sentirem um personagem de Nelson Rodrigues. Eu odeio homens eu só não os odeio mais, porque, apesar de tudo eu amo ser mulher.

Eu sou mulher, e posso ser tudo que eu quiser,eu só não posso ser uma boa mãe e uma boa esposa.Porque os homens não querem esposas,e a carreira ocupa a maior parte de meu tempo,tempo esse que seria destinados ao meus filhos caso eu os tivessem .

PermalinkPermalink 23.10.09 @ 00:44



Comentário de: Indy · http://adapt-se.blogspot.com/

Estou levemente embriagada rs´s

PermalinkPermalink 23.10.09 @ 00:49



Comentário de: Iara · http://foifeitopraisso.blogspot.com/

Olha, eu desconfio muito dessa história de dizer que as mulheres se dizem mais infelizes. Porque felicidade não é algo objetivo de ser medido, e é decorrente de suas expectativas. Então, me parece que as conquistas feministas permitem às mulheres almejarem mais coisas que suas mães e avós. Minha avó se contentava com um marido que não a traísse descaradamente (se fosse discreto, tudo bem), que não fosse violento, que sustentasse os filhos. Desejava que os filhos fosse saudáveis. E tinha lá meia dúzia de vaidades. Eu desejo um caminhão de coisas mais, então a minha realização é mais difícil mesmo. Não posso dizer que se eu tenho frustrações maiores porque me é permitido ter ambições maiores há um retrocesso.

PermalinkPermalink 23.10.09 @ 01:06



Comentário de: Vanessa · http://www.vanprates.blogspot.com

Indy,

Isso é o que colocaram na nossa cabeça, querida:

'Vocês não sofrem com o efeito da idade, ficam até mais charmosos'

Claro que eles sofrem! Ficam barrigudos, com pêlos nas orelhas, flácidos, cheios de linhas, assim como nós mulheres(ah, nós mulheres não ficamos com pêlos nas orelhas)...Só que essa maldita cultura machista coloca a mulher madura/mais velha como a flor que já desabrochou, e portanto, não mais atraente fisicamente/sexualmente.
(Olha tenho amigos babacas que usam até da própria teoria evolucionista pra justificar essa atração por mulheres mais jovens! Isso porque uma coisa não tem nada a ver com a outra. É SIM essencialmente cultural!)

A mulher nunca pode envelhecer, porque a cobrança é sim sobre nós. Não fomos educadas e nem crescemos ouvindo que um coroa não é desejável, ou que seu corpo cheio de linhas não é atraente.

A cultura - e o seu endosso através da mídia-, quase exclusivamente, se concentra em cima do belo, do jovem e da imagem feminina bela&jovem.

Atualmente, com a mulher no mercado, a imagem masculina também passou a ser vendida. E claro, o jovem&belo - Conheço jovens mulheres que sonham com belos e jovens homens...E não mais com senhores com tutu no bolso...

Mas claro, a pressão e a cobrança sobre as mulheres é desproporcional se comparada aos homens- Ainda que considerando essa nova imagem masculina que vem sendo vendida. Pois isso é neném; recente demais! A cultura patriarcal está por aqui(lá, acolá;) há muito e muitos e muitos e muitos anos. Tá consolidada há séculos e com força total...

O importante é ter consciência. Mas é realmente deprimente essa situação. Alex disse tudo!

Um PS aqui:
Ah, e aqueles senhores na faixa dos 50, 60 que pagam de garotão total...Aiiii, não é por nada, mas é muito ridículo. Todo pomposo e querendo catar as mocinhas. Que esculacho! Acho o máximo e primordial o lance de 'espiríto jovem', mas isso é muuuuuito diferente...

PermalinkPermalink 23.10.09 @ 01:38



Comentário de: Draupadi · http://didascaliae.blogspot.com

vc leu o texto da lola sobre esta reportagem da Época? Vale super a pena...
.
"Nós, como sociedade, falhamos miseravelmente com nossas mulheres."
hummm, achei a frase estranha, paternalista. será que é por que descontextualizei?


PermalinkPermalink 23.10.09 @ 01:50



Comentário de: Vanessa · http://www.vanprates.blogspot.com

Draupadi,

Descontextualizando causa a impressão...E sem dúvidas! Olha o pronome possessivo, Alex.

PermalinkPermalink 23.10.09 @ 02:08



Comentário de: Te

Esse costume de homem mais velho casar com mulher mais nova não é só do Brasil, é do mundo todo. É só ver as revistas de celebridades.

A única esposa que era a exceção do grupo se matou. Nem sendo a primeira esposa e regulando idade com o marido escapou de ser infeliz. É, essa tal de felicidade é complicada mesmo. Como a reportagem da Época mostra.

Esse grupo de ex-mulheres infelizes de vida vazia é a cara da Dona Adelaide de Mulher de um homem só.

PermalinkPermalink 23.10.09 @ 02:29



Comentário de: Dana

Porque o feminismo é antinatural? O que é natural? A grande diferença de posições sociais é natural? O machismo é derivado da forma como a sociedade evoului "naturalmente"?
As mulheres são mais infelizes hoje? Antigamente elas não podiam nem se expressar pra dizer o quanto eram infelizes... (e quando o faziam, ai daquela que era honesta! rsrs)
Questões de gênero são muito interessantes e polêmicas. Não entendo a maioria.
Sei que tenho nojo de mim mesma e da nossa cultura quando levo uma cantada barata na rua. (não, claro que não odeio quando levo uma cantada de quem eu dei abertura para fazê-lo).
Difícil esse tema hein Alex! hehe
bjos

PermalinkPermalink 23.10.09 @ 02:43



Comentário de: Alex Castro Email

"Nós, como sociedade, falhamos miseravelmente com nossas mulheres."

meninas, meninas, q feio. a frase começa com "nós, como sociedade" pra deixar BEM CLARO que não estou falando do ponto de vista masculino, mas do ponto de vista da sociedade como um todo....

ou seja...

"nós, a sociedade como um todo, falhamos como nossas mulheres, ou seja, com as mulheres que pertencem a nossa sociedade"

menos, menos...

PermalinkPermalink 23.10.09 @ 04:39



Comentário de: aiaiai

Alex,
pelos comentários do texto anterior e pelas muitas manifestaçõe que vejo por ai, não foi a sociedade que falhou, foram as mulheres mesmo. Elas querem é casar! Ainda...aiaiai

PermalinkPermalink 23.10.09 @ 06:35



Comentário de: Karina

Acho que a questão central do seu texto é se a mulher precisa necessariamente da companhia masculina para ser feliz, para se sentir realizada.
A independência financeira da mulher ocidental hoje já é meio que a regra. Agora a revolução feminista precisa ser no sentido da independência emocional.
Que os homens trocam suas esposas por mulheres mais jovens não é novidade. Sempre torcaram, mesmo antes do feminismo. A diferença é que hoje em dia eles se separam da mulher antiga e casam com uma mulher nova. Antigamente a única opção era manter a mulher nova como amante.
A coisa boa do feminismo é que aos poucos a mulher vai percebendo que o casamento é só mais uma opção para si e que ela, a independência, não precisa ser somente financeira, mas emocional, também.

PermalinkPermalink 23.10.09 @ 08:34



Comentário de: EU DE NOVO

Alex disse: Minha amiga Selma está revoltada com "esse costume tão brasileiro de homens mais velhos casarem com mulheres mais novas"

E EU DIGO que a
Selma ta revoltada com a pessoa errada.
Nao è contra os homens que ela deve rebelar-se e revoltar-se. Eh com aquela determinada categoria de mulheres(a maioria infelizmente) que se casa ou se casaria com umas "carcaças-da-conta-bancaria-recheada"; alegando, depois, que foi seduzida pelo "charme" da meia-idade.
HA
HA
HA.
Alias eu queria saber quem foi que inventou essa conversa-pra-boi-dormir de que homem " fica mais charmoso" com o passar dos anos. EVIDENTE que ou foi outro homem, ou foi uma mocinha esperta daquelas que diante de um coroa safado e cheirando a gorgonzola vencido, (rico mas muuuito inseguro) percebe que pra fisgar o decrepito tem que sair com essa do " charme ", das virtudes e predicados do maracuja-de-gaveta. E acaba convencendo-o, tamanha e' a verve da garota.
Mas e' que tem homem que te torra a paciencia com perguntinhas imbecis do tipo: o que jovens tao lindas como vc veem num cara como eu e blablabla? Como se ja nao soubesse a resposta.

E depois, eu queria que todo mundo parasse pra pensar por que esse tipo de mulher predomina em paises fudidos como o Brasil. Viajando e vivendo por esse mundo afora vejo que as mulheres, como sao economicamente emancipadas, estao se lixando para os homens, inclusive para aqueles da mesma faixa etaria. Quanto mais para os velhos e coroas. Esses, ou trepam e se resignam com o que tem; ou nada.
E mais, elas nao tem medo de envelhecer sozinhas ou de ser chamada de solteirona e mal-amada , como fazem as brasileiras. Acreditem, tem homem se suidando porque foi deixado pela esposa depois de 20 anos de convivencia! No Brasil eles se suicidariam sim, mas por ter que passar esses mesmos anos com uma mulher.
O interessante e' notar tambem que esses mesmos homens, que la se suicidam por suas galinhas velhas, mudam radicalmente quando vao morar no Brasil, e se explicam dizendo que a oferta de franguinha fresca em terras brasileiras e' muito alta. Por isso eles nao veem motivos pra continuar sendo fiel, e muito menos cpermanecer casado com uma coroa, por mais enxuta que ela seja.
Eh triste mas e' verdade, e tem ate blog falando disso e dando dicas de onde e como pegar as jovens frangas do Brasil
E nao venham me dizer que e' a miseria que faz isso. O que falta à mulher brasileira, alem do dinheiro e' claro, e' moralidade , e moralidade nao tem nao tem classe social. Tenho umas amigas de faculdade, futuras advogadas e medicas que assumem cotidianamente estarem afim de conhecer um velho cheio da grana, casado ou nao. Topam ate ser amante.
E ai de quem e mesmo a culpa?

PermalinkPermalink 23.10.09 @ 08:43



Comentário de: Lucélia

Não acho que homens mais velhos com mulheres mais novas seja uma recorrência APENAS aqui no Brasil. E também não vejo como um fenômeno recente. A verdade é que na história da humanidade homens mais velhos SEMPRE preferiram mulheres mais novas. E ao que me parece, quanto mais rico (bem sucedido) o homem, mais jovem seria sua esposa, pois ele é sinônimo de sucesso, uma espécie de MACHO ALFA pelo qual é vantajoso a mulher se interessar. Até os pobres (leia-se classe C) trocam mulheres mais velhas por outras 10 ou 15 anos mais jovens, principalmente quando conseguem dar a esta mulher uma segurança financeira e emocional.

Este fenômeno me parece algo natural, até biológico. Na natureza os machos sempre são atraídos pelas fêmeas mais novas porque elas são mais férteis, tem sinais de saúde visíveis como: bons dentes, pele macia, musculatura rígida... Entre os mamíferos o macho vive menos e se arrisca mais pra conseguir manter a prole, por isso precisa de "mais fêmeas" para procriar. Sabe-se que devido à testosterona o homem vive menos que a mulher, e que a testosterona é um hormônio imuno-supressor. Ou seja,a testosterona faz o homem ter mais músculos e ousar mais, porém ela ataca o próprio sistema imunológico. Enfim, penso que apesar de toda a evolução cultural da humanidade esse traço biológico da questão não pode e não deve ser descartado.

Antigamente, os homens continuavam curtindo a companhia de mulheres MUITO mais jovens, porém, por uma obrigação social continuavam casados com as mais velhas. A diferença é que hoje eles não querem mais fazer esse sacríficio. E pra falar a verdade, ELAS também estão preferindo se livrar daqueles velhos ranzinzas e egoístas e curtir um sexo casual com homens mais jovens.

PermalinkPermalink 23.10.09 @ 08:54



Comentário de: EU DE NOVO

Voce Lucelia vive no exterior? Duvido!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
E se mora, deve ser ou a Thailandia, ou algum pais africano ou do Leste Europeu, cheio de menina louca pra se dar bem. Em qualquer modo, logo se percebe que vc nao esta,nem de longe, sendo objetiva na sua analise. Nao negue as evidencias minha querida.

PermalinkPermalink 23.10.09 @ 09:05



Comentário de: Lucélia

Continuando...

Eu sou da classe C.O que observo em relação às mulheres mais velhas que foram abandonadas pelo marido é:
_ E agora? O que faço da minha vida, já que não tive carreira?
E logo em seguida, depois de passar a fase da raiva por ter sido trocada por outra 20 anos mais nova é:
- Quer saber? Ainda bem que me livrei daquele traste. Ele era um velho ranzinza, egoísta, não me levava pra almoçar fora e deixava a criação dos filhos toda nas minhas costas. Já que eu sempre assumi a responsabilidade sozinha, pelo menos agora não tenho que suportar a presença entediante dele. Sem falar que ele já não "me procurava" como antes. Então, que essa novinha aí faça bom proveito.

Em seguida elas começam a frequentar forrós e bailinhos e saem de lá remoçadas,apaixonadas... às vezes por homens tão velhos quanto seus maridos mas que as tratam muito melhor.

Não acho que necessariamente essas mulheres mais velhas venham sofrendo de solidão e depressão. Muitas sofrem muito mais na companhia de seus próprios maridos e quando se separam até param de tomar os anti-depressivos.

PermalinkPermalink 23.10.09 @ 09:15



Comentário de: Lucélia

Detalhe: eu moro no Brasil. Ao contrário do que dizem, não estou "negando as evidências", nem usando teorias evolucionistas pra justificar a escolha masculina. Acho sim que este traço biológico é importante e deve ser considerado e pontuado.

PermalinkPermalink 23.10.09 @ 09:19



Comentário de: Alessandra · http://alessandrasouza.blogspot.com

"eu nao sei se podemos dizer que as mulheres mais velhas e independentes financeiramente querem um bom provedor que assuma as responsabilidades..."

Não acho que queiram, mas na verdade eu estava me referindo não à elas, e sim às mulheres mais jovens que se casam com os ex-maridos dessas mulheres.

"O que eu disse eh que existe uma grande parcela de viuvas jovens que poderao recomecar a vida. Nada de errado com isso.
Bom, entao o problema eh que as coroas nao querem os garotoes (que, logicamente, devem estar sobrando). Talvez estejamos em um momento de transicao. As coroas da nova geracao tlvz sejam mais liberadas e nao se preocuparao em se relacionar com homens mais jovens."

Jovem nessa caso é relativo, e a minha questão aqui não é tanto se essas mulheres vão querer esses homens mais jovens, mas se ELES vão querê-las. Vamos supor um homem de 55 se casando com uma mulher de 25, bem exagerado. Esse cara provavelmente vai viver mais uns vinte anos. Quando esse marido morrer, a mulher terá 45 anos. Ela está longe de ser velha, mas para a maioria dos homens mais jovens, ela já é tia. Se ainda assim ela encontrar um namorado mais jovem, aff. O estigma em cima disso ainda é muito pesado, ela vira cougar, velha sem-vergonha, arrumou um gigolô.

"Acho que a questão central do seu texto é se a mulher precisa necessariamente da companhia masculina para ser feliz, para se sentir realizada."

Olha Karina, precisar não precisa. Mas a grande maioria das mulheres sente sim falta de ter alguém. Os homens também aliás, por isso correm casar de novo. Nada mais humano que querer um corpo quente para abraçar à noite.

PermalinkPermalink 23.10.09 @ 09:59



Comentário de: Draupadi · http://didascaliae.blogspot.com

bom, minha leitura tinha sido: "nós homens, como sociedade (e nao como indivíduos) falhamos com nossas mulheres". Isso pq no começo vc separa o julgamento individual e o transfere para o coletivo. Depois seu enfoque passa a ser mais no comportamento masculino. Por fim, acho estranho eu pensar em "eu (mulher) falhei com minhas mulheres", entende?
bom, neste comentário eu to muito mais justificando minha leitura do que necessariamente defendendo esta minha leitura, entende? não to querendo provar pra vc q vc disse o que vc afirma não dizer. Só to explicando meu raciocinio.
Como disse antes, não tava muito certa sobre o tom paternalista da frase.
Até pq não sei bem o que penso sobre o assunto.. seu post por exemplo parece sugerir que o divórcio é na maioria das vezes solicitado pelo homem: "O divórcio (...), acabou saindo pela culatra e se tornando um meio legal e limpo para se trocar velhas esposas por jovens gatinhas."
Além disso, a avaliação sobre o aspecto feliz dos homens mais velhos em comparação com o aspecto algo depressivo das mulheres me parece muito superficial... o fato de o cara aparentar estar feliz, endinheirado e com uma mulher mais nova ao lado não é, para mim, um indício muito claro de que o cara tá bem de fato.

PermalinkPermalink 23.10.09 @ 10:13



Comentário de: Thiago

Gostei do texto, gostei da discussão, mas:

eu acho que as mulheres cavam a própria cova,

Pois sim, se elas buscam homens mais velhos, então não poderão reclamar quando o tempo fizer o que ele faz e elas forem descartadas também. Um exemplo extremo é o Hugh Hefner que sempre está "renovando o portfólio."

Também fica complicado reclamar quando casaram e aceitaram e se acomodaram e não construir uma carreira...

Ok, certo, gerações diferentes, mentalidades diferentes.

Como logicamente os homens também não podem reclamar da pensão e da divisão de bens do divórcio.

E enfim, acho Madonna adotar o menino Jesus é muito mais honesto do que certas coisas que acontecem por aí.


PermalinkPermalink 23.10.09 @ 10:47



Comentário de: Haline · http://www.halinices.blogspot.com

Bem, essa matéria que vc colou aí é uma das mais estúpidas que já li. Todas as causas de infelicidade citadas tem a ver com a sociedade em geral, essa correria, a falta de emprego, os anseios; ou seja, o homem pós-moderno. Dizer que as mulheres andam muito infelizes .... ai isso é tão século passado.

Qto ao lance dos homens super valorizarem mulheres mais jovens, acho que tem mesmo essa tendência. Na verdade há uma imposição de que o mais jovem é melhor. Em geral. Só que como a ditadura da beleza impõe mais regras as mulheres e, historicamente, os homens mais velhos são mais bem sucedidos pq tiveram e tem ainda mais oportunidade, eles podem bancar a separação e novo casamento. No entanto, tanto em classes mais pobres como mais ricas eu conheço esses exemplos sendo aproveitados de formas diferentes e até espertamente por parte da mulher. A faxineira de onde trabalho se separou exatamente nessas circunstancias, aos 49 anos de idade. Ela ganha pensão, ela foi trabalhar, comprou uma casa em cabo frio e namora um garoto de lá que tem 23 anos e hj ela está com 62. Ela não é exceção não. Eu conheço inúmeros casos assim. As coisas estão mudando aos poucos. E conforme o poder aquisitivo da mulher e sua inserção no mercado vem crescendo. Pq não se engane, os amigos do seu pai só casaram com mulheres mais jovens pq tem grana. Pq bancam uma outra vida e a da ex-mulher.

Pq a Madonna e a Suzana Vieira escolheram homens beeeeeeeem mais jovens? Pq não estão casadas com homens da mesma idade??

PermalinkPermalink 23.10.09 @ 11:18



Comentário de: Simões

Não acho que o casamento seja a melhor coisa pra mulheres, não entendo que sejamos mais felizes com os homens, isso é bobagem, temos que parar com isso!

Com tanta carga que colocam nos nossos ombros em relação a carreira, marido e filhos, só quem sai lucrando mesmo com os casamentos atuais são os homens, oras.

Casar é bom, estar solteira é bom. E mulher só fica sem sexo se quiser (bem, confesso que não estou falando de qualidade, mas isso quanto a isso não faz muita diferença o gênero, embora, claro, existe o fato de que somos um tanto mais seletivas).

Não sei das estatísticas, mas por experiência acho que é mais comum ver senhorinhas felizes e saltitantes por aí sem o marido do que o contrário. Homem sem mulher é que fica uma coisa insuportável.

Não sou feminista, acredito na igualdade e acho que existem mesmo homens admiráveis, mas acho que não é tão difícil viver sem um homem (o mesmo) o tempo todo do seu lado.
órc
Amor próprio e orgulho feridos são outra coisa e isso, sim, gera infelicidade. Quanto aos divórcios, assim, acredito que a mulher tem que ser muitoO que é difícil mesmo é tocar a vida se sentindo perdedora pq o "bonitão" te
terrível pra que a iniciativa parta do homem, pelo simples fato de que o casamento é muito, muito confortável para o gênero masculino. Novamente experiência empírica, nada de estatística: nunca vi um casamento que acabasse por iniciativa do macho.

PermalinkPermalink 23.10.09 @ 11:29



Comentário de: Amora

A HALINE tem toda razão... Pode mais quem banca mais. Se você é homem, pobre, fudido, com 03 filhos pra criar não vale à pena se separar da sua mulher aos 50 anos e pegar uma ninfetinha. Mesmo porque essa não vai dar bola pra você.

Por esse mesmo motivo mulheres como Marília Gabriela, Suzana Vieira e outras da mesma estirpe podem se dar ao luxo de "pagar" um garoto, assim como os homens já o fazem por décadas e décadas.

Quanto à "vítima" da situação ( a ex cinquentona). Não acredito que sejam realmente vítimas. Se sofrem tanto com a separação é mais por orgulho ferido e vaidade do que por solidão propriamente dita. Se elas construiram amizades ao longo dos anos, se procuraram satisfação em atividades fora do relacionamento certamente não sentirão todo esse vazio.

PermalinkPermalink 23.10.09 @ 11:29



Comentário de: Simões

O último parágrafo ficou uma confusão!

Amor próprio e orgulho feridos são outra coisa e isso, sim, gera infelicidade. Quanto aos divórcios, assim, acredito que a mulher tem que ser muito terrível pra que a iniciativa parta do homem, pelo simples fato de que o casamento é muito, muito confortável para o gênero masculino.

Novamente experiência empírica, nada de estatística: nunca vi um casamento que acabasse por iniciativa do macho.

PermalinkPermalink 23.10.09 @ 11:32



Comentário de: EU DE NOVO

Thiago acredita que as mulheres cavam a própria cova.
Logico que cavam.

1-Quando sao jovens tiram proveito do frescor da juventude, e levam pra cama os namorados, maridos e velhos-baboes de outras mulheres( achando tudo isso muito normal).
2-Quando casam, a negligencia e o desleixo com que educam as proprias filhas deixa margem para que as meninas façam o mesmo(Eh incrivel a quantidade de maes que nao conhecem a fundo as proprias filhas, e confiam cegamente na sua cria ate o dia em que se deparam com algo de podre e escabroso).Por outro lado, ha um outro tipo de mae: a totalmente falida que investe alto na propria filha e pretende que a garota,ja que e' jovem, CONSIGA OBTER o que a velha nao foi capaz: O TAL VELHO MONTADO NA GRANA

3-Finalmente quando envelhecem, a estoria se repete. So' que, desta vez, e' ELA a protagonista e acaba perdendo o proprio marido para uma lambisgoia juvenissima que esta' SIMPLESMENTE fazendo O QUE ELA CANSOU DE FAZER NO PASSADO.
Por isso, penso que falta moralidade no modo como essas pessoas conduzem suas proprias vidas. O pior e' esse propagar-se de geraçao em geraçao. Pudera! Quem cresce num contexto totalmente amoral e imoral (como esse que vemos no Brasil), dificilmente sera' um adulto de sanos principios. Salvo rarissimas exceçoes!

PermalinkPermalink 23.10.09 @ 12:20



Comentário de: Thiago

EU DE NOVO, menos menos...


PermalinkPermalink 23.10.09 @ 14:07



Comentário de: JCCyC · http://rsnda.blogspot.com

O foda é que a sociedade, a cultura, enfim, algo ainda induz as mulheres a acreditar que o bem mais precioso que elas têm é o corpo, a ser usado como moeda de troca. E os homens, por sua vez, a acreditar que o sexo é um bem que deve ser adquirido por um preço, e que é símbolo de status que nem um Porsche na garagem.

Liberdade de verdade, mesmo, ninguém está a fim.

PermalinkPermalink 23.10.09 @ 14:09



Comentário de: JCCyC · http://rsnda.blogspot.com

Você não pode depender da aceitação de outra pessoa (cônjuge, chefe, torcida, audiência, seja lá o que for) para ter auto-estima, senão você está fudido.

PermalinkPermalink 23.10.09 @ 14:12



Comentário de: Cynthia · http://cynthiasemiramis.org

Alex, o direito ao divórcio, que é uma causa feminista das mais antigas, não saiu pela culatra. Os homens SEMPRE trocaram as esposas por outras mulheres, mais jovens ou não. Só que as deixavam em péssima situação financeira e social: com a reputação perdida (que vergonha! uma separada na família!), tendo de trabalhar em subempregos (cadê o marido para autorizar o trabalho com carteira assinada?) pra se manter e sustentar os filhos abandonados pelo pai. A segunda/terceira/etc esposa também não ficava em boa situação quando o companheiro morria: como não eram casados legalmente, não tinha direito a pensão e depois de enviuvar tinha de trabalhar em subempregos para se manter e sustentar os filhos desse casamento. Adicione a isso a menor escolaridade das mulheres, os salários mais baixos que os dos homens, e a pressão social e jurídica para que seguissem a carreira "do lar", e tem-se uma vida de tormentos para as famílias que fugissem do padrão determinado pelo Estado: casamento indissolúvel e monogâmico, com papéis bem distintos em função do sexo (homem provedor e mulher realizada na maternidade). A miséria resultante da separação por causa do casamento mal sucedido era uma espécie de punição para as mulheres.

O direito ao divórcio permitiu rever essas situações, reconhecer múltiplas famílias e cobrando um mínimo de respeito pelas relações afetivas anteriores. No caso, respeito é manter a dignidade da antiga família através da obrigação de proporcionar suporte financeiro. Isso não é um tiro pela culatra, de jeito nenhum.

Como você observou, os amigos de seu pai deixaram as ex-esposas com conforto financeiro (imagino que você saiba que são minoria; a média da população se recusa a pagar qualquer auxílio financeiro, e só paga porque a lei exige). Porém, elas não têm conforto emocional. E a questão é simples: como exigir que alguém que foi treinada desde a infância para esperar o príncipe encantado, casar e ter filhos com ele, apagar a vida pessoal para se realizar com as conquistas do marido e filhos, como querer que essa pessoa fique bem após perder tudo isso? O marido foi embora, os filhos dão trabalho e não trazem as alegrias esperadas, e agora pode ser tarde demais pra recomeçar tanto uma carreira profissional quanto a vida afetiva. Pra resolver isso, só com muita terapia, ou nascendo de novo... o problema não é o divórcio (pois antes dele as pessoas já se separavam), mas a pressão para que todas as mulheres só possam seguir um modelo bastante limitado de existência.

Eu bem que gostaria de dizer que as gerações mais novas não caem nessa pressão, mas não é bem assim. É só passar os olhos em sites para adolescentes pra ver o blablablá de "mulher só se realiza no casamento" e "agarre seu homem pra sempre".

PermalinkPermalink 23.10.09 @ 14:45



Comentário de: Gisele

Acho que o problema é depositar muitas expectativas no Outro. Por isso eu não visto mesmo a carapuça de rainha do lar e mãe abdicada. A realidade é que os homens trocam sem dó as esposas por mulheres mais novas e os filhos querem viver a vida deles. Não abro mão de ter renda própria e projetos meus, pois não quero ser mais uma das ressentidas que vc menciona no texto. A sociedade é falha quanto a políticas públicas para as mulheres, mas há também a questão das escolhas individuais que fazemos para nossas vidas.

PermalinkPermalink 23.10.09 @ 15:52



Comentário de: Gisele

Alex: "entao, acabam caindo em uma busca quase futil por o tal mitico "homem-companheiro", q parece q nao existe."

Homem-companheiro é o amigo gay.

PermalinkPermalink 23.10.09 @ 15:56



Comentário de: João

Como bem destacaram alguns, tudo isso é refutado pelas figuras de Ana Maria Braga, Suzana Vieira, Betty Faria, Demi Moore, etc.

Meaning: quando podem, fazem a mesma coisa.

Daqui a pouco se falará nos homens largados da mesma forma. O Bruce Willis, por exemplo, não deve se aguentar...

PermalinkPermalink 23.10.09 @ 16:52



Comentário de: Fabio

Alex, o que você esperava? Que as conquistas das mulheres ocorressem e, de uma hora para outra, todos ficassem felizes e satisfeitos? O que aconteceu com elas pode ser entendido como uma analogia do que acontece com povos inteiros, no momento em que alcançam libertação relativa de algo que os oprimia. Ora, inicialmente, se os sujeitos se libertam de um jugo que costumava determinar suas vidas, suas trajetórias, quem garante que eles saberão, de imediato, fazer o mesmo, só que de forma autônoma? É a vida. Uma revoluções leva, por vezes, séculos para operar. Só que, no caso de um povo, isso implica em organização política. No caso das mulheres, eu diria que exige também grande reengenharia subjetiva.

Quando falamos de seres humanos, podemos esquecer o adjetivo "natural". Juntamente com as explicações biologizantes. So what?

Falar em economia, embora importante, desvia o foco do principal. Pior que acho o Golgo correto. Levar a coisa para o lado econômico é um caminho perigoso.

Cynthia: "treinadas" acho pouco. Eu diria "adestradas".

Gisele: é isso aí, amigo de mulher é cabeleireiro.

Indy: passou a ressaca?

PermalinkPermalink 23.10.09 @ 16:55



Comentário de: aiaiai

Grande Cynthia!

PermalinkPermalink 23.10.09 @ 17:44



Comentário de: Paulo Sacramento · http://www.paulosacramento.com

Li esse texto pra minha patroa e ela ficou revoltada. A verdade dói às vezes...

PermalinkPermalink 23.10.09 @ 18:38



Comentário de: Indy · http://adapt-se.blogspot.com/

Fabio,

Sim a ressaca passou rs´s.

Eu poderia dizer muitas coisas,sobre a sociedade e sobre os homens e mais ainda sobre as mulheres.Alias ser mulher é o unico coisa que eu sei fazer direito.
Mas nao vou,porque nao acredito que vá resolver alguma coisa,tenho dois exemplos de mulheres na minha vida.A primeira é minha avó,foi casada durante 56 anos com o meu avô,uma vida de submissão e (teve lá seus momentos de tristezas e alegrias)uma grande familia.A segunda é minha mãe,uma mulher independente e estérica,inconstante nao se prende a nada e nem a ninguem,minha mãe nao teve uma grande familia,eu mesmo vejo ela só no natal e dia das mães.Eu resolvi nao ter filhos,pois é,nao posso fazer isso com um ser humano é um tanto quanto desumano,colocar uma criança no mundo de hoje.Vou investir em minha carreira e nao vou me casar novamente,isso mesmo,novamente.Eu tentei ser feliz pra sempre,eu sou mulher tinha de ter feito.Nao deu certo né,nunca dá mesmo.A diferença é que agora somos infelizes com uma conta bancaria razoavel e mais recursos estéticos,isso é um bom progresso.Tenho 19 anos e ja fui namorada/noiva/amante/ esposa.E nao fui feliz em nenhum desses papeis.Eu seria lesbica mulher nao fosse tão complicada.


PermalinkPermalink 23.10.09 @ 19:27



Comentário de: Indy · http://adapt-se.blogspot.com/

Ah e eu fui namora de de um,noiva de outro,aí esse eu deixei uma semana antes do casamento,foi quando eu virei a outra,depois eu cansei de ser a outra e me casei com outro.(rs´s) Sabe aquele lance de aqui na terra se faz e aqui na terra se paga,pois então,eu fui traida meu sonho de casamento perfeito se desmoronou,só que eu tenho o meu emprego e nao preciso de homem nenhum pra me sustentar,então eu to me separando judicialmente,e não, não vou arrancar as cuecas dele no processo,pois eu nao preciso disso,mais que ele merecia.Ele foi tão sacana quanto eu fui um dia.Não posso cobrar uma atitude fiel dele,sendo que eu nunca fui,sim a ele eu fui,eu falo de antes.Ser mulher é dificil,mas é melhor que ser homem,com certeza.

PermalinkPermalink 23.10.09 @ 19:38



Comentário de: Alex Castro Email

tenho muita coisa pra responder, mas estou morto de preguica. queria soh dizer que o comentario da cynthia simplesmente matou a pau:

http://tinyurl.com/ylao9nw

PermalinkPermalink 23.10.09 @ 21:44



Comentário de: Müller

Ainda bem que eu sou gay :)

PermalinkPermalink 23.10.09 @ 22:05



Comentário de: Indy · http://adapt-se.blogspot.com/

http://www.youtube.com/watch?v=_WRJMd8sIAA&feature=related

PermalinkPermalink 23.10.09 @ 23:39



Comentário de: Menina Eva Email

Alex,

eu sou pouco culta, pouco lida, pouco afeita à análise crítica e pouco cohecedora do assunto. Só posso comentar anedoticamente, dando exemplos. Você gosta de mim assim mesmo? :)

-Minha mãe separou do primeiro marido com 38 anos. Deixou os três filhos com ele (raríssimo a mãe se separar dos filhos novinhos, ainda mais nos anos 70!). O marido só assinou o divórcio quando ela abriu mão do apartamento e bens e pensão e filhos. Ela, meio tola e provavelmente mal-informada, assinou.

Casou com meu pai depois de um tempinho de namoro. Meu pai também era mais velho que ela. Novamente, foi proibida de trabalhar. Proibida MESMO. Nasci eu, a vida passou meio apertada e meio difícil. Meu pai morreu e, por uma série de motivos, ela não teve direito à pensão do INSS. Viúva aos 55 anos, desempregada, sem experiência ou formação.

Entrou no mercado de trabalho, por uma especie de milagre. Trabalha até hoje, sem muita expectativa de aposentadoria (ela tem 62 anos, apenas seis de contribuição). Torce pra que eu passe num concurso e possa sustentá-la. EU sou a segurança dela na velhice.

Ela nem cogita namorar. Acha mesmo que pra ela, isso acabou. Quando a família fala que ela devia procurar alguém, os termos são: "ela devia achar um viúvo, quem sabe participar de um clube de terceira idade". Tem toda uma vedação social a relacionar-se com homens mais novos. E ela não se sente/admite como merecedora/necessitada de amor/sexo.

E eu, por um lado, acho uma pena vê-la só; por outro, acho natural. Ela é uma mulher fascinante e muito bonita. Porém, sofrida e meio ranheta. Até receber hóspedes aqui torna-se transtorno na rotina. :D Imagina um homem novo no pedaço?

Falei e não disse nada. Enfim, uma sessentona solitária que depende da filha para conversar, dividir tarefas domésticas e sustentar-se. Avalie no dia que eu for embora.

Olhem nos clubes de terceira idade. Aquela chuva de mulheres, normalmente morando sós e vivendo vida de monja. O jovem pode galinhar e sair com dezenas de parceiros diferentes. Negamos à mulher madura o direito ao sexo, isso é fato. Se ela for casada, é "natural" que o marido procure uma amante jovem. Se ela for viúva ou separada...recolhe-se.

Ai, perdão por tanta tolice. Preciso elaborar melhor isso.

PermalinkPermalink 24.10.09 @ 01:39



Comentário de: Alex Castro Email

eva

eu gosto de vc pq vc conta historias comuns e especiais, lindas e tristes, como essa.

obrigado

PermalinkPermalink 24.10.09 @ 01:45



Comentário de: Vanessa · http://www.vanprates.blogspot.com

O comentário da Cynthia foi perfeito pra esse post...

Lucélia, na boa, mas não me simpatizo com qualquer tipo análise que assegure esses tais 'traços biológigos', para estudar assuntos sócio-culturais - como o que estamos fazendo aqui, por exemplo. Ainda como se fosse numa mesa de bar...

Golgo, desculpe cara, argumento ad hominem meeeeeesmo, mas você me dá asia...

PermalinkPermalink 24.10.09 @ 02:40



Comentário de: Arthur Golgo Lucas · http://arthur.bio.br/

Alex:

Fica bem sem graça responder que não tem resposta.

Mas enfim...

PermalinkPermalink 24.10.09 @ 02:44



Comentário de: cesar ailson · http://www.gagabiru.blogspot.com

mas essas mulheres tb pecaram pelo próprio machismo. talvez a proporcao de homens que aceitariam ser 'donos-de-casa' para que a esposa trabalhe fora seja [bem] menor de que a de nulheres que aceitariam ficar em casa esperando o maridao para jantar. ou nao? 'sociedade machista' inclui homens e mulheres, nao?

PermalinkPermalink 24.10.09 @ 02:52



Comentário de: Rafa · http://estadodearte.wordpress.com/

Na minha família, a geração dos meus avôs não se divorciou. Aguentaram casamentos disfuncionais até que a morte os separasse. Depois quem sobrava morria sozinho. E invariavelmente era uma mulher que sobrava - acho que é uma predileção masculina morrer primeiro.

Na geração dos meus pais, todo mundo se separou. Alguns mais cedo, outros mais tarde. As mulheres que se separaram cedo puderam tocar suas vidas financeiramente bem, mas ninguém casou nem namorou ninguém de novo.

Quem se separou mais tarde teve mais problemas pra reestruturar a própria vida, financeira e afetivamente.

Tanto os homens quanto as mulheres, salvo raras excessões, não casaram de novo, por motivos distintos: as mulheres estavam "velhas demais" e os homens já não achavam mais mulheres dispostas a ocupar o lugar das velhas esposas.

PermalinkPermalink 24.10.09 @ 05:56



Comentário de: rodrigot

deve ser extremamente cansativo ler argumentos risíveis e "então qual a solução?" em todos os posts que vc faz.

PermalinkPermalink 24.10.09 @ 10:56



Comentário de: isabella · http://www.isabellaviranoticia.blogspot.com

Caramba, Alex...

QUE TEXTO BOM!

PermalinkPermalink 24.10.09 @ 13:19



Comentário de: FlaviaQ

Cara, concordo totalmente! E ainda acrescento que a minha geracao (30 e poucos) é uma das mais fodidas porque somos mulheres criadas pelas "do tipo antigo"para serem "do tipo novo", ou seja, fomos ensinadas que temos que fazer de tudo, mas com um exmplo em casa ultrapassado. Mas o pior nao é nem isso.
O que mata é que nossos homens também foram, entao a cobrança pra ser mae/mulher/profissional/dona de casa é dupla, somada ainda a uma dose maçante de competição dentro de casa.
Tipo, os homens foram ensinados a respeitar as mulheres de igual pra igual, mas tiveram em casa o exemplo de que os homens é que sao os donos do pedaço, dai as mulheres "tudo" viraram quase que uma ameaça as suas masculinidades, já que "sao" responsaveis por um numero maior de coisas que eles.

Veja bem, sem criticar o meu marido, eu sinto uma competicao inconsciente vinda do lado dele e cara, se estou na pia lavando uma louça, invariavelmente levo uma encoxada!

Dai diz ai, o que é mais saudavel, competir ou levar encoxada?

beijos

PermalinkPermalink 24.10.09 @ 13:21



Comentário de: FlaviaQ

Outra coisa, meus pais nao se separaram e tem um grupo de amigos intimos que tambem nao se separaram.

O curioso é que todos se casaram muito cedo, a maioria com a namorada da adolescencia e que eles eram meio ripongas na decada de 70.

Nesse grupo, os que se separaram, acabaram se casando com mulheres no maximo 10 anos mais novas.

Ah, e tambem sao do eixo leblon-morumbi

PermalinkPermalink 24.10.09 @ 13:29



Comentário de: Fran

Minha mãe: a única divorciada do grupo que voltou a se casar. Não entendo o que acontece com as amigas dela: umas mulheres extraordinárias, divorciadas, mas loucas pra viver um novo amor, e nada. NADA! Nem sequer um namoradinho, enquanto os respectivos ex-maridos tudo casado!

Não, o Alex não está viajando. Nada nos comentários até agora justifica que essas mulheres, mesmo tentando, não consigam achar quem as queira. Elas não fazem questão de idade nem de situação financeira. Só boa companhia. Nossa sociedade é muito machista, só pode, a nova é disputada tanto pelos mais velhos como pelos mais novos. Os mais novos não querem uma mais velha pq não têm tanto apelo sexual e os mais velhos acabaram de se livrar de uma. Como tem muito mais mulher que homem, quem fica sobrando na história???

Se a nossa cultura fosse um pouco menos sexista, os casais se escolheriam mais por afinidade (e o sexo pode ser bom em qualquer idade oras) e as solteiras se distribuiriam mais igualmente entre novas e velhas.

PermalinkPermalink 24.10.09 @ 16:56



Comentário de: Fran

Achei que a Cynthia matou a questão, as nossas divorciadas realmente não sabem viver papéis que não incluam o casamento. Mas a mesma sociedade que não lhes deu essa "cultura emocional" (machismo) também não as tornam interessantes aos olhos dos outros. Homem divorciado é sexy, mulher divorciada é o quê?

PermalinkPermalink 24.10.09 @ 17:06



Comentário de: uno

Indy comentou: “...É isso mesmo homens, seus filhos de outros homens; Eu odeio homens por eles serem como são. Como vocês podem ser assim, céus que ódio de vocês. Tudo conspira a favor de vocês, podem comer quantas mulheres quiserem e vocês não engravidam e ninguém recrimina...”

Oh Indy, não nos odeie.

Afinal, no tempo atual em que quase todas as mães estão separadas e educando seus filhos sozinhas, quem você acha que continuam colocando essas idéias machistas na nossas cabeças? E REALMENTE CRIANDO O QUE SOMOS...!!!

...como vc ensinaria seu filho neste quesito, masculinidade???

Se não fosse com idéias machistas das próprias mães, fomentando o filho e aplaudindo desde pequeno a ser pegador!!!
Que seria dessas crianças hoje adultos???
Todavia alguns exemplos estão por aí, daquelas que apostaram na feminilidade e educação refinada e exagerada cheias de ti-ti-ti..., o mundo é outro, elites como do passado onde o homem afeminado ainda era homem, acabou.
“Casas Novas” ainda existem!
Que bom para vocês, não é verdade!
Tenha certeza! Eles aprenderam com as MÃES como tratar as mulheres.
Só que hoje, são mais sarados e, nem tão magrinhos e delicados como no passado!
E o florim eles trocaram pela espada mesmo!
E mesmo velhos ainda conservam a pegada.

Pense bem e se coloque (mesmo não sendo), uma mãe de um filho adolescente!!!
Quais seria suas atitudes e seu diálogo?
Se fosse diferente, com certeza, ele não seria um homem aceito pela sociedade
E, se for, coitado, não será aceito no universo feminino.
E se for feminino e muito delicado “o bomzinho” não será como homem mas, como apenas um "amiguinho" que elas o incluirão, e aí se for artista e criado segundo o imaginário feminino, como o Lulu Santos vai cantar:

(...)Quando eu era pequeno eu achava a vida chata...
Aí veio a adolescência e pintou a diferença
Foi difícil esquecer
A garota mais bonita também era a mais rica
Me fazia de escravo do seu bel-prazer...
...Quando eu saí de casa Minha mãe me disse: baby, você vai se arrepender
Pois o mundo lá fora, num segundo te devora(...)

Você precisa se colocar no oposto, imaginar-se homem, para entender...!

PermalinkPermalink 25.10.09 @ 22:31



Comentário de: Te

Que história triste a da sua mãe, Eva.

Algumas mulheres buscam meios para aliviar a solidão e serem menos infelizes. No Rio algumas se reúnem para sair: alugam uma van e vão ao teatro (os atores e produtores são gratos a elas dizendo que "as vans das senhoras" enchem os teatros), ao cinema, dançar (algumas alugam parceiros de dança). As mais abonadas fazem cursos em escolas para ricos, de R$500 a aula.

PermalinkPermalink 26.10.09 @ 12:57



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Alex, para começar, me desculpe, eu estive sem tempo nos últimos dias. Mas agora posso atender a seu convite.

Eu não tenho opinião sobre o assunto do post, Alex. A solução não pode ser o fim do direito a se divorciar, não é?

Mas eu acho estranho uma coisa: por que alguém (não estou dizendo que é esse o seu caso) é a favor da prostituição ser reconhecida como um negócio como outro qualquer e a favor das prostitutas serem tratadas como profissionais como outras quaisquer, e ao mesmo tempo é contra as mulheres jovens pegarem os melhores homens, deixando as mulheres velhas na mão? Moralmente, não há restrição a situação atual, já que você mesmo diz que a maioria dos homens velhos com mulheres jovens que você conhece respeitaram todos os direitos legais de suas ex. Pode até ser o caso de algumas, por terem tido maridos pobres e não podem receber uma grande pensão, precisarem de assistência pública - e eu não sou contra isso, se houver mesmo necessidade. Mas não vejo restrição moral ao comportamento dos homens, não vejo restrição moral ao comportamento das mulheres jovens, e é estranho que quem não vê restrição moral à profissão de prostituta tenha alguma restrição moral aos comportamentos dos homens e das mulheres jovens, nessa história - e, repito, não estou dizendo que esse seja o seu caso, não sei se é.

PermalinkPermalink 27.10.09 @ 10:01



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Mas eu sou a favor das cotas nas universidades públicas. As cotas raciais irão desmoralizar a universidade pública. E para o Brasil começa a dar certo é preciso acabar com a universidade pública. A universidade pública é a saúva moderna: ou o Brasíl acaba com a universidade pública ou a universidade pública acaba com o Brasil. Temos que acabar com essas saúvas. E as cotas raciais serão nosso tamanduá! Vamos defender as cotas, Alex, eu te apoio nessa!

Por que acho isso? Ah, eu já expliquei porque aqui: http://www.interney.net/blogs/lll/2009/09/09/o_povo_quer_saber_1

PermalinkPermalink 27.10.09 @ 10:05



Comentário de: Elton Castro · http://casadetolerancia.blogspot.com

Minha mãe tem hoje 56 anos e é divorciada. Desde o divórcio ela teve 2 relacionamentos estáveis (morando junto e tudo mais), os dois com homens em torno de 20 anos mais novos. A questão não é dinheiro: ambos (o namorado anterior e o atual) tem empregos e são muito dedicados, e minha mãe é professora do ensino fundamental aposentada. Mas acho que ela não é a regra.

PermalinkPermalink 28.10.09 @ 13:54



Comentário de: Rafael Madeira · http://faseracional.interbarney.com/

Acho a sua análise bastante simplista, e também equivocada a idéia de que os homens estejam "trocando" as esposas de longa data por mulheres mais jovens PORQUE eles conseguem se casar de novo com parceiros mais jovens em maior número que suas ex-esposas.

Não conheço as estatísticas de divórcio do Brasil, mas em todos os países ocidentais que vi, quem pede divórcio em maior número são as mulheres. Inclusive, um estudo de 2004 constatou que divórcios na meia-idade são iniciados pela esposa em 66% das vezes (http://www.aarpmagazine.org/family/Articles/a2004-05-26-mag-divorce.html).

Ora, se é a própria mulher de meia idade que pede divórcio, que diferença faz o que o marido faz com a sua vida pós-casamento? Como você mesmo salientou, a lei faz o mínimo para garantir que essas mulheres não terminem na sarjeta, e os homens estão cumprindo com suas obrigações. Até aí, tudo justo.

Além disso, não vejo machismo nenhum no fato de que as mulheres estejam infelizes com as escolhas que elas mesmas tem feito. Isso é a vida. Você faz o que quer, mas isso nem sempre isso te dá o que você queria. A vitória do feminismo foi dar esta possibilidade de escolha às mulheres. Mas escolha não traz felicidade.

Agora, pode ser dito que constitui machismo o fato de homens preferirem mulheres mais jovens, e que por isso as mulheres de meia idade recém-saídas de um casamento ficam sem parceiros.

Aqui vale salientar que somos reféns de uma programação evolucionária fortíssima. Assim como mulheres preferem homens altos, de ombros largos e voz grave (todos sinais de abundância de testosterona/fertilidade/segurança – traços importantes para fêmeas), homens também tem uma série de preferências pré-programadas que sinalizam fêmeas mais férteis (traço mais importante para os machos). Entre elas está a juventude, ou pelo menos a ilusão de fertilidade dada pela aparência jovem (neotenia).

Soma-se a isso o fato de que homens geralmente permanecem férteis muito mais tempo do que as mulheres, e está aí mais um fator pesando na questão de homens conseguirem parceiros mais jovens com mais facilidade do que mulheres.

Além do mais, se está difícil paras as mulheres de meia idade conseguirem homens mais jovens, ou da mesma idade, elas ainda podem se relacionar facilmente com os mais velhos. Afinal, muitos deles ficaram solteiros por vontade da esposa, e não são todos os homens idosos que conseguem parceiras mais jovens. Ou mesmo qualquer parceira.

Se essas mulheres de meia idade não escolhem esses homens por preconceito contra a idade, será que podem mesmo reclamar se um homem mais novo faz o mesmo contra elas?

PermalinkPermalink 28.10.09 @ 14:42



Comentário de: Andréia Freire

Fato: Homens sempre fizeram isso. Divórcio não é culpado de uma situação que sempre existiu.

Fato 2: Não é todo homem mais velho que casa com mulher jovem, só os ricos e/ou famosos.

E o questionamento que fecha é o da Cynthia:

E a questão é simples: como exigir que alguém que foi treinada desde a infância para esperar o príncipe encantado, casar e ter filhos com ele, apagar a vida pessoal para se realizar com as conquistas do marido e filhos, como querer que essa pessoa fique bem após perder tudo isso?

PermalinkPermalink 28.10.09 @ 20:13



Comentário de: lih

EU DE NOVO.....vc falou tudo.
Esse papo de que mulheres estão infelizes e homens estão com tudo em cima pra mim é muito bla-bla-bla. Quando a mulher trabalha e tem independencia financeira é bem difícil vê-la com um cara bem mais velho que ela - ou está com alguem da mesma idade ou mais novo, ou preferem a solidão mesmo. Ficar em casa aturando velho barrigudo e ciumento e só pras mercenárias mesmo...o que não falta nesse Brasil.
As mulheres que conheço que separaram ou ficaram viúvas são bem ativas e alegres....nada do estilo ficar em casa chorando e engordando como o dono do tópico disse....
Outro dia um velho (e casado ainda por cima), ficou ciscando em mim, e a primeira coisa que ele fez questão de dizer foi quanto ele tinha na conta bancária....minha vontade foi dizer para ele "olha querido....prefiro transar com o pipoqueiro gostoso ali da esquina do que com você"...coitado dele, deve saber que pra ficar com mulher mais nova só falando da grana dele mesmo.....

PermalinkPermalink 02.11.09 @ 00:35



Comentário de: Menina Eva · http://www.interney.net/blogs/cintaliga

Alex,

eu também gosto muito de você e do que você escreve.

PermalinkPermalink 02.11.09 @ 16:24



Comentário de: crase

Inúmeros comentários excelentes: Dois comentários do EU DE NOVO: 23.10.09 @ ,08:4323.10.09 @ 12:20
O uno rebatendo a indy (brilhante).
Mas talvez não haja uma reposta fechada para essas questões. Talvez nem num compêndio seja possível responder mas mais de 95% do que foi dito acontece. Só espero haver lugar pra todos e que eu consiga garantir o meu, se não nada terá feito sentido. Valeu!

PermalinkPermalink 11.11.09 @ 02:49



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  • 100. Roediger, David R. The Wages of Whiteness. Race and the Making of American Working Class. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
  • 92. Matheson, Richard. I Am Legend. [EUA, 1954] Nov.11
  • 91. Alencar, José. O Tronco do Ipê. [Brasil, 1871] Nov.10
  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
  • 87. Teixeira e Souza, Antonio. O Filho do Pescador. [Brasil, 1843] (TulBib) Nov.6
  • 86. Almeida, Julia Lopes de. A Viúva Simões. [Brasil, 1897] (TulBib) Nov.6
  • 85. Ignatiev, Noel. How the Irish Became White. [EUA, 1995] (TulBib) Nov.
  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
  • 75. Falcão, Joaquim et al. Imperador das Idéias. Gilberto Freyre em Questão. [Brasil, 2001]
  • 74. Döpp, Hans-Jurgen. Sadomasochism: On the Ecstasies of the Whip. [Alemanha, 2003] Set.
  • 73. Diamond, Jared. The Third Chimpanzee. The Evolution and Future of the Human Animal. [EUA, 1992] Set.
  • 72. Suzuki, Daisetz Teitaro. The Zen Koan as a Means of Attaining Enlightenment. [Japão, 1950] Set.
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  • 70. Peter Pauper Press. Zen Buddhism. [EUA, 1959] Set.
  • 69. Ventura, Roberto. Estilo Tropical. História Cultural e Polêmicas Literárias no Brasil, 1870-1914. [Brasil, 1991] Ago. (TulBib)
  • 68. Freyre, Gilberto. Casa Grande & Senzala. [Brasil, 1933] Ago.
  • 67. Andrade, Carlos Drummond et al. Elenco de Cronistas Brasileiros. [Brasil, c.1950-2000] Ago.
  • 66. Veríssimo, Luis Fernando. Histórias Brasileiras de Verão. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 65. Veríssimo, Luis Fernando. Novas Comédias da Vida Privada. [Brasil, c.2000] Ago.
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  • 62. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1900-1920] Ago.
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  • 60. Machado de Assis, Joaquim Maria. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1870-1900] Ago.
  • 59. Mankell, Henning. The Fifth Woman. [Suécia, 2000] Ago.15
  • 58. Mankell, Henning. The Man Who Smiled. [Suécia, 1994] Ago.10
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  • 54. Albuquerque, Roberto Cavalcanti de. Gilberto Freyre e a Invenção do Brasil. [Brasil, 2000] Ago.
  • 53. Chacon, Vamireh. A Construção da Brasilidade. Gilberto Freyre e sua Geração. [Brasil, 2001] Ago.
  • 52. Araujo, Ricardo Benzaquen de. Guerra e Paz. Casa Grande & Senzala e a Obra de Gilberto Freyre nos Anos 30. [Brasil, 1994] Jul.
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  • 50. Isfahani-Hammond, Alexandra. White Negritude. Race, Writing, and Brazilian Cultural Identity. [EUA, 2008] Jul.
  • 49. Bosi, Alfredo. Dialética da Colonização. [Brasil, 1992] Jul.
  • 48. Salles, Ricardo. Nostalgia Imperial. A Formação da Identidade Nacional no Brasil do Segundo Reinado. [Brasil, 1996] Jul.
  • 47. Salles, Ricardo. Joaquim Nabuco. Um Pensador do Império. [Brasil, 2002] Jul.
  • 46. Nabuco, Joaquim. O Abolicionismo. [Brasil, 1883] Jul.
  • 45. Nabuco, Joaquim. Minha Formação. [Brasil, 1899] Jul.
  • 44. Weber, João Hernesto. A Nação e o Paraíso. A Construção da Nacionalidade na Historiografia Literária Brasileira. [Brasil, 1997] Jul.
  • 43. Gofman, Rosane & Eny Lea Gass. Empregadas e Patroas. Uma Relação de Amor. [Brasil, 1998] Jul.
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  • 41. Maio, Marcos Chor. Raça, Ciência e Sociedade. [Brasil, 1996] Jun.
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  • 36. Holanda, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. [Brasil, 1934] Jun.9
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  • 34. Brandão, Adelino. Euclides da Cunha e a Questão Racial no Brasil. A Antropologia de Os Sertões. [Brasil, 1990] Jun.6
  • 33. Moura, Clóvis. Introdução ao Pensamento de Euclides da Cunha. [Brasil, 1964] Jun.6
  • 32. Lima, Luiz Costa. Terra Ignota: a Construção de Os Sertões. [Brasil, 1997] Jun.5
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  • 30. Lima, Luiz Costa. Euclides da Cunha, Contrastes e Confrontos no Brasil. [Brasil, 2000] Jun.4
  • 29. Haddon, Mark. O Estranho Caso do Cachorro Morto. [Reino Unido, 2005] Mai.
  • 28. Guilherme, Paulo. Goleiros: Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1. [Brasil, 2006] Mai.
  • 27. Krakauer, Jon. Na Natureza Selvagem: a Dramática História de um Jovem Aventureiro. [EUA, 1996] Mai.
  • 26. Cunha, Euclides da. Os Sertões. Campanha de Canudos. [Brasil, 1902] Mai.
  • 25. Wilder, Thornton. Bridge of San Luis Rey. [EUA, 1927] Mai.
  • 24. João de Patmos. Apocalipse. [Grécia, c.séc.I] Abr.
  • 23. Manzano, Juan Francisco. Autobiografia de un Esclavo. [Cuba, 1836] Abr.
  • 22. Castelnau, Francis de. Entrevistas com Escravos Africanos na Bahia Oitocentista. [Brasil, séc.XIX] Abr.
  • 21. Suzuki, Daisetz Teitaro. Introdução ao Zen Budismo. [Japão, 1934] Mai.
  • 20. Goethe, Johann Wolfgang Von. Faust. [Alemanha, 1832] Mai.
  • 19. Lisboa, Adriana. Rakushisha. [Brasil, 2007] Abr.
  • 18. Tezza, Cristovão. O Filho Eterno. [Brasil, 2007] Abr.
  • 17. Piñon, Nélida, A República dos Sonhos. [Brasil, 1984] Abr.
  • 16. Fanon, François. Black Skin, White Masks. [Martinica, 1952] Abr.
  • 15. Rheda, Regina. Pau de Arara Classe Turística. [Brasil, 1993] Abr.
  • 14. Guillory, John. Cultural Capital. The Problem of Literary Canon Formation. [EUA, 1993] Mar.7-10.
  • 13. Fonseca, Rubem. Feliz Ano Novo. [Brasil, 1975] Mar.11
  • 12. Butler, Octavia. Kindred. [Estados Unidos, 1979] Mar.7
  • 11. Ribeiro, João Ubaldo. Viva o Povo Brasileiro. [Brasil, 1984] Fev.
  • 10. Lispector, Clarice. Laços de Família. [Brasil, 1960] Fev.
  • 9. Veiga, José J. A Hora dos Ruminantes. [Brasil, 1966] Fev.
  • 8. Ramos, Graciliano. Vidas Secas. [Brasil, 1938] Jan.
  • 7. Pinto, Fernão Mendes. Peregrinações. [Portugal, séc.XVI] Fev.- (TulBib)
  • 6. Antunes, Antonio Lobo. O Esplendor de Portugal. [Portugal, 1997] Fev.-
  • 5. Santos, Gislene Aparecida dos. A Invenção do Ser Negro. Um Percurso das Idéias que Naturalizaram a Inferioridade dos Negros. [Brasil, 2002] Fev. (TulBib)
  • 4. Scott, Rebecca J. e outros. The Abolition of Slavery and the Aftermath of Emancipation in Brazil. [EUA, 1988] Fev.
  • 3. Moura, Clovis. O Negro: de Bom Escravo a Mau Cidadão? [Brasil, 1977] Fev. (TulBib)
  • 2. Suassuna, Ariano. Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. [Brasil, 1971] Jan. (Releitura)
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